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Brasil Abaixo de Zero

Mudanças Climáticas - Discussões Gerais


Carlos Dias
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16 minutos atrás, Peregrine disse:

Se não há uma variabilidade no Índice de Circulação Atmosférica e essa variável não afeta o Clima do planeta, como o amigo justificaria a "fase fria" entre 1945 até 1975. "Quanto ao papel da radiação solar" gostaria da opinião do amigo sobre a atividade solar e o aumento ou diminuição de poeira cósmica na atmosfera terrestre e se haveria ligação com aumento ou diminuição na cobertura de nuvens. Quanto a Lua, gostaria da análise do amigo sobre os eventos de El Nino fortes (aumentam entre 0,5 a 0,8 graus as temperaturas do planeta) ocorrerem sempre entre o ponto médio /mínimo / médio  do Ciclo Nodal Lunar.

 

Eu vou repetir mais uma vez que só considero esse tal ICA com referência bibliográfica de impacto no meio científico, mas aos outros pontos vamos lá.

 

Não houve fase fria entre as décadas de 1940 e 1970, houve um período de estabilidade. Não sei ao certo o motivo, mas o retorno do aquecimento pós 1970 pode estar relacionado ao aumento importante do uso de petróleo e de carvão mineral a partir de meados da década de 1960, o que fez com que a concentração de gases do efeito estufa aumentasse muito. De fato, o uso já era crescente antes, mas num nível bem inferior.

1280px-Global_Carbon_Emissions.svg.png

 

Faz sentido pensar na atividade solar como modulador natural do clima, desde que haja um impacto significante na dose de radiação solar que chega ao topo da atmosfera. Aproximadamente 50% dessa radiação chega à superfície, aquecendo a atmosfera de baixo para cima. Só que se você tem componentes que são fortes absorvedores de radiação no infravermelho termal (o calor, sendo mais informal), você acaba por compensar parte do feedback negativo na temperatura que ocorreria por uma menor irradiância chegando até a superfície, pois o calor fica retido. Para uma compensação total, seriam necessários sucessivos ciclos solares muito fracos, ao longo de muitos anos, para diminuir a quantidade de radiação terrestre retida.

 

Sobre poeira cósmica, prefiro não opinar pois não conheço nada sobre. Mas para haver condensação de água na atmosfera (formação de nuvens, por assim dizer), é necessário que haja núcleos de condensação, que são partículas higroscópicas que servem de catalisador na formação de gotas.

 

Sobre a Lua, conheço um pouco apenas de seus efeitos nas marés devido a ação da força gravitacional.

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8 minutos atrás, Vinicius Lucyrio disse:

 

Eu vou repetir mais uma vez que só considero esse tal ICA com referência bibliográfica de impacto no meio científico, mas aos outros pontos vamos lá.

 

Não houve fase fria entre as décadas de 1940 e 1970, houve um período de estabilidade. Não sei ao certo o motivo, mas o retorno do aquecimento pós 1970 pode estar relacionado ao aumento importante do uso de petróleo e de carvão mineral a partir de meados da década de 1960, o que fez com que a concentração de gases do efeito estufa aumentasse muito. De fato, o uso já era crescente antes, mas num nível bem inferior.

1280px-Global_Carbon_Emissions.svg.png

 

Faz sentido pensar na atividade solar como modulador natural do clima, desde que haja um impacto significante na dose de radiação solar que chega ao topo da atmosfera. Aproximadamente 50% dessa radiação chega à superfície, aquecendo a atmosfera de baixo para cima. Só que se você tem componentes que são fortes absorvedores de radiação no infravermelho termal (o calor, sendo mais informal), você acaba por compensar parte do feedback negativo na temperatura que ocorreria por uma menor irradiância chegando até a superfície, pois o calor fica retido. Para uma compensação total, seriam necessários sucessivos ciclos solares muito fracos, ao longo de muitos anos, para diminuir a quantidade de radiação terrestre retida.

 

Sobre poeira cósmica, prefiro não opinar pois não conheço nada sobre. Mas para haver condensação de água na atmosfera (formação de nuvens, por assim dizer), é necessário que haja núcleos de condensação, que são partículas higroscópicas que servem de catalisador na formação de gotas.

 

Sobre a Lua, conheço um pouco apenas de seus efeitos nas marés devido a ação da força gravitacional.

Como já frisei em outros posts, não tenho formação em Meteorologia muito menos em Climatologia. No entanto, se meus comentários não têm embasamento científico, procuro desenvolvê-los dentro de uma certa Lógica. Sou apenas um Matuto da Caatinga buscando fazer da compreensão climática uma aliada ao desenvolvimento de minhas atividades agropecuárias. https://www.scielo.br/pdf/rbmet/v24n1/06.pdf

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30 minutes ago, Peregrine said:

Amigo Samihr, em Ciência se discute hipóteses. Primeiro deve haver o Problema para em seguida se formular hipóteses para elucidação do mesmo. Dai em diante segue-se o método científico até a elaboração de uma Tese. Em Filosofia, seguimos e método Dialético que consiste basicamente em Tese / Antítese / Síntese. Não sei se já assistiu ao documentário, porém poderia, dentro de uma análise filosófica, servir como Antitese dos links postado por você. 

 

 

Entendo, caro Peregrine. Em Filosofia, você usa o método dialético. É um ótimo método e creio que seja muito válido para as Ciências Humanas.

 

Em Ciências Exatas, usamos o Método Científico que se baseia nos trabalhos Popper, com a ideia de Falseamento. Neste método, de maneira simplória, você faz uma hipótese sobre um assunto (desenvolve sua teoria) e depois verifica se as projeções dessa sua teoria correspondem ao observado (experimentalmente) no "mundo real".

 

Aqui estão diversos estudos, publicados em décadas diferentes, por autores diferentes. Todos eles acertam no aquecimento devido ao CO2, alguns superestimam, outros subestimam. Mas isso faz parte da ciência. Ninguém diz que Newton está errado só porque ele não previu as correções da Relatividade Especial para corpos próximos a velocidade da luz, apenas que o modelo dele não correspondia ao todo.

 

3 hours ago, Samihr Hermes said:

 

Aqui estão diversos estudos. Um deles, inclusive, está hospedado no domínio da Faculty of Arts and Sciences de Harvard, este:

 

https://sites.fas.harvard.edu/~eps5/writing_assignment/CLIMATE_BKGD/Sawyer_Nature_1972.pdf .

 

Que foi publicado na Nature. A Nature é uma revista com peer review(1), provavelmente a mais influente do mundo. Também Harvard é, provavelmente, a universidade mais influente do mundo. Não estou falando isso para usar argumento de autoridade, que é uma falácia lógica que um filósofo como você bem conhece, mas apenas para convidar você a reflexão sobre o que a imagem do vídeo mostra: será mesmo que uma instituição e um jornal, ambos com enorme prestígio, se ergueram fazendo propaganda?

 

Eis aqui (1) a grande diferença entre um vídeo no YouTube e os artigos supracitados. Para fazer uma publicação em um periódico, você passa por um crivo enorme para que seu trabalho seja avaliado e publicado. Se você acreditar em mim, te digo: meu primeiro artigo foram 3 meses de diálogo com os revisores para ser aceito para publicação.

Edited by Samihr Hermes
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14 minutes ago, Peregrine said:

Como já frisei em outros posts, não tenho formação em Meteorologia muito menos em Climatologia. No entanto, se meus comentários não têm embasamento científico, procuro desenvolvê-los dentro de uma certa Lógica. Sou apenas um Matuto da Caatinga buscando fazer da compreensão climática uma aliada ao desenvolvimento de minhas atividades agropecuárias. https://www.scielo.br/pdf/rbmet/v24n1/06.pdf

 

Sensacional. Vou ler e não me entenda errado, eu valorizo muito o conhecimento "matuto".

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15 minutos atrás, Samihr Hermes disse:

 

Sensacional. Vou ler e não me entenda errado, eu valorizo muito o conhecimento "matuto".

A cidade de Quixada, no Sertão Central Cearense, realiza anualmente o encontro dos "profetas das chuvas". São agricultores pobres (aliás, como quase todos do semiárido) na maioria de idade avançada que, baseando-se na Fauna e Flora da Caatinga, realizam previsões para a quadra chuvosa. Vão desde a floração de algumas espécies de plantas até o comportamento de insetos e mamíferos bem como a observação astrológica. Dessas observações do "senso comum" nasce o conhecimento científico. O Clima é fascinante, dita como os seres humanos são e estão no Mundo. Hoje, já passando dos 60, acredito que mesmo o pensamento dos grandes filósofos da história tenha sido moldado pelo Clima, em suas respectivas épocas. Abraços !

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8 minutes ago, Peregrine said:

A cidade de Quixada, no Sertão Central Cearense, realiza anualmente o encontro dos "profetas das chuvas". São agricultores pobres (aliás, como quase todos do semiárido) na maioria de idade avançada que, baseando-se na Fauna e Flora da Caatinga, realizam previsões para a quadra chuvosa. Vão desde a floração de algumas espécies de plantas até o comportamento de insetos e mamíferos bem como a observação astrológica. Dessas observações do "senso comum" nasce o conhecimento científico. O Clima é fascinante, dita como os seres humanos são e estão no Mundo. Hoje, já passando dos 60, acredito que mesmo o pensamento dos grandes filósofos da história tenha sido moldado pelo Clima, em suas respectivas épocas. Abraços !

 

Muito interessante. Acredito que esse tipo de manifestação cultural deveria ser gravada e o conhecimento ser anotado. Eu não duvido que hajam muitos detalhes que as vezes escapam os olhos dos profissionais.

 

Mesmo em física as vezes acontece umas coisas dessas, tipo o efeito Mpemba https://pt.wikipedia.org/wiki/Efeito_Mpemba

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1 hora atrás, Eclipse disse:

Pessoal, a MetSul acaba de publicar essa excelente matéria (link do tweet):

 

https://metsul.com/gelo-derrete-com-velocidade-assustadora-no-artico/

 

 

 

Fiquei até preocupado agora, com os adjetivos usados pela MetSul. Eles são tão técnicos em suas postagens, que quando usam palavras como "estupefatos", "assustadoras" etc, é que o bicho deve tá pegando mesmo. Parece que a região mais setentrional do planeta, que compreende a Sibéria e o Ártico, têm um aquecimento acima da média mundial. 

 

Diante dessas notícias, já deixando de lado as teorias da conspiração (senão daqui a pouco a gente vai tá discutindo se a Terra é plana), fica a pergunta sobre o quão exageradas são aquelas previsões climáticas para 100 anos, que mostram um cenário extremamente pessimista...

 

Outra coisa que gostaria de ponderar é que, além da queima de combustíveis fósseis (como foi falado), outro agravante é a destruição das florestas, que acaba liberando carbono aprisionado no lenho das plantas. Ciclo este que nós podemos mudar a curto prazo (diferente do petróleo e afins), por um ato simples e acessível: plantando árvores. Parece papo de ambientalista chato, mas é isso mesmo. Eu já plantei mais de 30 árvores aqui no meu lote e nas redondezas, o que é uma pequena contribuição ao sequestro do carbono no planeta. Felizmente, muita gente já entende isso e esse tipo de atitude cresce a cada dia. 

 

 

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30 minutes ago, LeoP said:

 

 

Fiquei até preocupado agora, com os adjetivos usados pela MetSul. Eles são tão técnicos em suas postagens, que quando usam palavras como "estupefatos", "assustadoras" etc, é que o bicho deve tá pegando mesmo. Parece que a região mais setentrional do planeta, que compreende a Sibéria e o Ártico, têm um aquecimento acima da média mundial. 

 

Diante dessas notícias, já deixando de lado as teorias da conspiração (senão daqui a pouco a gente vai tá discutindo se a Terra é plana), fica a pergunta sobre o quão exageradas são aquelas previsões climáticas para 100 anos, que mostram um cenário extremamente pessimista...

 

Outra coisa que gostaria de ponderar é que, além da queima de combustíveis fósseis (como foi falado), outro agravante é a destruição das florestas, que acaba liberando carbono aprisionado no lenho das plantas. Ciclo este que nós podemos mudar a curto prazo (diferente do petróleo e afins), por um ato simples e acessível: plantando árvores. Parece papo de ambientalista chato, mas é isso mesmo. Eu já plantei mais de 30 árvores aqui no meu lote e nas redondezas, o que é uma pequena contribuição ao sequestro do carbono no planeta. Felizmente, muita gente já entende isso e esse tipo de atitude cresce a cada dia. 

 

 

 

@LeoP tem toda a razão com relação as florestas. Eu não lembro onde li, preciso pesquisar isso então não acreditem completamente em mim: mas eu vi em algum lugar que essas geleiras tem bastante gases que aumentam o efeito estufa aprisionados dentro do gelo. Então, conforme elas derretem, elas contribuem mais com os gases.

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5 horas atrás, Vinicius Lucyrio disse:

 

Há ciclos naturais que interferem no clima, isso é inegável. Ano passado estudei em cima de um artigo que mostra os impactos do Sol no clima a longo prazo, mas não pela constante solar (irradiância emitida e que chega ao topo da atmosfera), um estudo sobre os ciclos de Milankowich, que são variações em movimentos da Terra em relação a si próprio e a outros corpos celestes. Algumas destas variações:

- Precessão axial: é um movimento de muito baixa frequência, com ciclos que duram quase 26 mil anos, e consiste em uma variação na orientação do eixo de rotação, ou seja, é como se a Terra estivesse rodando em torno de si próprio e em torno de outro eixo como se fosse um pião (exemplo abaixo). Essa volta completa dura ~25770 anos.

Gyroscope_precession.gif

- Excentricidade da órbita: a Terra possui uma órbita elíptica em torno do Sol. Isso altera as distâncias Terra-Sol durante o afélio e o periélio, é como se periodicamente a órbita passasse a ser mais circular ou mais elíptica.

- Inclinação axial: variação do ângulo de inclinação do eixo da Terra, que varia de 21,5° a 24,5°, num ciclo que dura 41 mil anos. Essa oscilação sozinha seria capaz de tornar estações do ano mais ou menos extremas devido à quantidade de radiação solar que chega perpendicularmente em determinadas regiões do planeta. Atualmente é 23,43°, o que compreende em termos de latitude (a norte e a sul) os trópicos.

- Precessão apsidal ou orbital: esse eu vou ilustrar pois é difícil explicar. São 112 mil anos para um ciclo completo.

Precessing_Kepler_orbit_280frames_e0.6_smaller.gif

 

Há vários outros. Cada ciclo tem um peso sobre o clima.

 

Mas aí veio o homem e despejou toneladas de carbono na atmosfera, só ta acelerando alguns processos.

Fantástico, há movimentos aí que eu nem imaginava que existissem. Obrigado pela paciência em explicar tudo isso.

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2 horas atrás, Samihr Hermes disse:

 

Entendo, caro Peregrine. Em Filosofia, você usa o método dialético. É um ótimo método e creio que seja muito válido para as Ciências Humanas.

 

Em Ciências Exatas, usamos o Método Científico que se baseia nos trabalhos Popper, com a ideia de Falseamento. Neste método, de maneira simplória, você faz uma hipótese sobre um assunto (desenvolve sua teoria) e depois verifica se as projeções dessa sua teoria correspondem ao observado (experimentalmente) no "mundo real".

 

Aqui estão diversos estudos, publicados em décadas diferentes, por autores diferentes. Todos eles acertam no aquecimento devido ao CO2, alguns superestimam, outros subestimam. Mas isso faz parte da ciência. Ninguém diz que Newton está errado só porque ele não previu as correções da Relatividade Especial para corpos próximos a velocidade da luz, apenas que o modelo dele não correspondia ao todo.

 

 

Aqui estão diversos estudos. Um deles, inclusive, está hospedado no domínio da Faculty of Arts and Sciences de Harvard, este:

 

https://sites.fas.harvard.edu/~eps5/writing_assignment/CLIMATE_BKGD/Sawyer_Nature_1972.pdf .

 

Que foi publicado na Nature. A Nature é uma revista com peer review(1), provavelmente a mais influente do mundo. Também Harvard é, provavelmente, a universidade mais influente do mundo. Não estou falando isso para usar argumento de autoridade, que é uma falácia lógica que um filósofo como você bem conhece, mas apenas para convidar você a reflexão sobre o que a imagem do vídeo mostra: será mesmo que uma instituição e um jornal, ambos com enorme prestígio, se ergueram fazendo propaganda?

 

Eis aqui (1) a grande diferença entre um vídeo no YouTube e os artigos supracitados. Para fazer uma publicação em um periódico, você passa por um crivo enorme para que seu trabalho seja avaliado e publicado. Se você acreditar em mim, te digo: meu primeiro artigo foram 3 meses de diálogo com os revisores para ser aceito para publicação.

Sou da área de TI e matemática. Eu entendo perfeitamente o que você quis dizer.

Na matemática é impossível você ter uma ideia aceita sem a demonstração teórica. Fugindo do assunto só um pouquinho, analiso seu ponto de vista me lembrando de um antigo problema matemático chamado "O último teorema de Fermat". Não sei se o conhece, mas um breve resumo: Pierre de Fermat formulou um teorema que dizia que não haviam soluções inteiras para a fórmula aⁿ + bⁿ = cⁿ, com n > 2 e o escreveu no pé de uma página da sua cópia do livro "Aritmética de Diofanto" a frase "descobri uma demonstração maravilhosa para este teorema mas este rodapé é pequeno demais para conte-la". Mais de 350 anos depois, Andrew Wiles provou o teorema, depois de muitos anos recluso dentro de sua casa. Ele publicou uma vez a solução, e continha um erro mínimo, mas esse erro mínimo quase acabou com a carreira dele, precisou de um ex-aluno para terminar a demonstração e por fim, conseguiu.

A matemática é uma ciência exata, e não permite voltas, suposições, "achismos". É por isso que é a matéria que mais gosto, pois ela não é subjetiva. Então é muito difícil de lidar com alguém que chega a dizer que o teorema de Pitágoras está errado, ou que Newton errou ao criar o cálculo diferencial, por que não tem como estar errado uma coisa que foi embasada em argumentos e passos lógicos.

Creio que teve bastante trabalho em seu estudo, por que para se criar um prédio em qualquer área das exatas, precisa explicar cada tijolo. 

Edited by Elieder
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10 horas atrás, Samihr Hermes disse:

 

@LeoP tem toda a razão com relação as florestas. Eu não lembro onde li, preciso pesquisar isso então não acreditem completamente em mim: mas eu vi em algum lugar que essas geleiras tem bastante gases que aumentam o efeito estufa aprisionados dentro do gelo. Então, conforme elas derretem, elas contribuem mais com os gases.

Samihr Hermes,

onde tem muito gás metano é no permafrost(solo congelado,turfa misturada) na Sibéria, que tem uma área de milhões de quilômetros quadrados,descongelando o solo, vai liberar milhões de toneladas de gás metano.Li também que no fundo do mar Ártico na Sibéria também tem muito gás metano.

Não me lembro de ter lido que as geleiras tem gases estufa, mas oxigênio preso no gelo tem, tanto que os cientistas perfuram as geleiras da Antártida, colhendo cilindros de gelo a grande profundidade, com esse material conseguem fazer um estudo do clima de mais de 200.000 anos.

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1 hora atrás, Felipe Backendorf disse:

Fico muito feliz de ver que o negacionismo climático perdeu tanto espaço no BAZ, era inimaginável isso 4 anos atrás.

 

Acredito que o que fez a maioria ter uma resistência quanto a isso, me incluo nessa, foi o modo de como as coisas foram introduzidas.

 

Esse tema foi pesadamente jogado pela mídia por causa do IPCC, que a gente sabe que sujeirada que foi...Fora que ficamos por 2 décadas a mídia vomitando coisas irreais, como qualquer chuva de granizo que dava era por causa do efeito estufa...Isso gerou um efeito de resistência e certa raiva das pessoas, há menos que a pessoa fosse um gado da mídia...

 

Na década de 2000 orgãos sérios como a Metsul publicava ótimos artigos que contestavam tanto o aquecimento global, quanto o IPCC. E pra época fazia sentido, a curvatura estava descendente com índices que lembravam a década de 80. Isso to falando lá por 2007/2009. E óbvio que o BAZ ficou do lado negacionista, praticamente uninimente, quem é novo no forum nem pegou essa época.

 

Então chegou a década de 2010 a coisa mudou... Falando por mim, eu fui negacionista até 2012, nessa época quem era a favor do aquecimento global sofria bullying aqui hahaha. Mas como na época não havia essa riqueza de informações que temos hoje, eu acreditava em ciclos climáticos. De uns 5/6 anos pra cá com a avalanche de boas informações que provam o peso do homem nisso tudo, deixei de lado a teoria dos ciclos climáticos. Porém estamos longe ainda de ter um entendimento 100% dessas equações todas que envolvem o planeta.

 

 

 

 

 

 

 

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8 minutos atrás, Beto Krepsky disse:

 

Acredito que o que fez a maioria ter uma resistência quanto a isso, me incluo nessa, foi o modo de como as coisas foram introduzidas.

 

Esse tema foi pesadamente jogado pela mídia por causa do IPCC, que a gente sabe que sujeirada que foi...Fora que ficamos por 2 décadas a mídia vomitando coisas irreais, como qualquer chuva de granizo que dava era por causa do efeito estufa...Isso gerou um efeito de resistência e certa raiva das pessoas, há menos que a pessoa fosse um gado da mídia...

 

 

Mesma mídia que falou há poucas semanas coisas como "Quando o ciclone bomba chegou em Garuva" enquanto a baixa se movia do RS pro oceano rumo sudeste e o que chegava em Garuva era na verdade uma linha de instabilidades muito forte.

 

Até compreendo.

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1 hora atrás, Beto Krepsky disse:

 

Acredito que o que fez a maioria ter uma resistência quanto a isso, me incluo nessa, foi o modo de como as coisas foram introduzidas.

 

Esse tema foi pesadamente jogado pela mídia por causa do IPCC, que a gente sabe que sujeirada que foi...Fora que ficamos por 2 décadas a mídia vomitando coisas irreais, como qualquer chuva de granizo que dava era por causa do efeito estufa...Isso gerou um efeito de resistência e certa raiva das pessoas, há menos que a pessoa fosse um gado da mídia...

 

Na década de 2000 orgãos sérios como a Metsul publicava ótimos artigos que contestavam tanto o aquecimento global, quanto o IPCC. E pra época fazia sentido, a curvatura estava descendente com índices que lembravam a década de 80. Isso to falando lá por 2007/2009. E óbvio que o BAZ ficou do lado negacionista, praticamente uninimente, quem é novo no forum nem pegou essa época.

 

Então chegou a década de 2010 a coisa mudou... Falando por mim, eu fui negacionista até 2012, nessa época quem era a favor do aquecimento global sofria bullying aqui hahaha. Mas como na época não havia essa riqueza de informações que temos hoje, eu acreditava em ciclos climáticos. De uns 5/6 anos pra cá com a avalanche de boas informações que provam o peso do homem nisso tudo, deixei de lado a teoria dos ciclos climáticos. Porém estamos longe ainda de ter um entendimento 100% dessas equações todas que envolvem o planeta.

 

 

 

 

 

 

 

 

Que legal esse seu relato de "conversão" ao aquecimentismo. Eu fui convertido na década de 2010 também, mais precisamente de 2014 em diante. Foram dezenas de recordes de calor quebrados, o planeta desde então nunca mais teve 1 mês sequer com temperaturas abaixo da média na normal 81-2010. Basta olhar as reanálises mensais. 

 

Aqui no Brasil, foram vários verões bizarros e ondas de calor históricas. Eu senti na pele esses efeitos das mudanças climáticas. Fui convencido mais pela experiência própria do que pelos dados em si. 

 

E é isso que me deixa encucado: Por que esse súbito aquecimento acelerado após 2013 no planeta? As bizarrices não aconteceram só no Brasil, no mundo todo tivemos outros tipos de recordes de calor. Por que acelerou "do nada" ? 

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20 horas atrás, marinhonani disse:

Renan,

para cortar o CO2, vão ter que convencer os donos de carros do planeta a comprar carros elétricos, ônibus elétricos, caminhões elétricos, aviões substituindo o querosene, por outra fonte .Os países frios cortarem a calefação a partir do óleo diese, por outra fonte, as indústrias que usam carvão mineral,óleo diesel, por outra fonte não poluidora, aí nosso planeta ficaria com uma atmosfera mais limpa.

 

Eu sou otimista em relação a essa questão, a tecnologia necessária para a comercialização e uso de carros elétricos avança a largos passos e cada vez mais temos carros com mais autonomia por carga concedida e com baterias ficando aos poucos mais baratas de se produzir (embora ainda sejam muito caras). A China é um país que vem eletrificando sua frota de forma célere, inclusive oferecem serviços de conversão de motores a combustão para elétrico. Recentemente alguns países da Europa tem concedido incentivos ao consumo de motores elétricos. Nos países de forma geral, e principalmente nos subdesenvolvidos como o nosso, ainda existem problemas de infraestrutura para esse setor, como por exemplo a falta de ponto de recargas, mas imagino que com incentivos na área, a popularização dos carros elétricos e a consequente demanda crescente, irão se sanar ao longo dos anos esses problemas.

 

Obviamente haverá muita resistência por parte de países produtores e exportadores de petróleo contra esse movimento, imagino que ainda dará muito pano pra manga, porém existem grandes e importantes nichos dos setores produtivos já voltados para pesquisa e comprometidos em eletrificar nossos meios de locomoção e acredito que com apelo popular por tecnologias menos danosas ao ambiente, estes serão exitosos nos próximos anos (claro que a discussão passa também por conseguir produzir energia de forma limpa, embora muitos ignorem).

 

Além de toda essa questão de poluentes de veículos e indústrias, é necessário também darmos atenção ao modo que organizamos e desenvolvemos nossas construções particulares e as cidades, isso influencia também de forma direta no clima e qualidade de vida, é necessário cada vez mais implementarmos ações no sentido de termos construções mais amigáveis ao meio ambiente. Utilização de iluminação natural, utilização de superfícies claras em telhados, pavimentação de calçadas e ruas, utilização de telhados verdes (o que tem se tornado lei em alguns lugares inclusive), bem como tornar as nossas cidades mais arborizadas, a fim de se ter mais sombreamento em superfícies concretadas e mais captação de gás carbônico, são apenas algumas das ações que poderão tornar nossas cidades mais salubres, que existem hoje em dia mais no caráter de conceito e que cada vez mais tem ganho importância.

 

Sei que minha mensagem foge um pouco da temática da discussão, mas é nossa função enquanto sociedade trazer essa discussão à tona, não apenas em fóruns climáticos/científicos, mas difundi-los na sociedade como um todo, pois todas essas ações que se julgam importantes e necessárias só irão ocorrer de forma massiva e significativa quando a população em geral tomar tudo isso como uma necessidade primária. Conseguindo isso, todo meio produtivo se voltará a implementar tais medias, afinal de conta, somos todos nós enquanto sociedade que damos valor através de nossas expectativas e vontades a qualquer ativo, produto, técnica ou serviço.

Edited by Gvieira
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Sabe quando nossos pais ou alguma pessoa mais velha fala algo para a gente e a gente não escuta, aí depois se ferra? É isso que imagino que esteja acontecendo, pois eu já escutei tanto de avós e outras pessoas com mais idade coisas tipo, que o clima era mais frio no passado, que sempre tinha ''a chuva da manga/pequi'' nos meses de seca, que "invernava" mais ( essa questão é até boa pra falar sobre regionalismos, é bem comum as pessoas falarem isso por aqui em dias com chuva intermitente e bastante nublados, sem muita variação entre a mínima e a máxima, típicos de ZCAS; ou seja aqui pode invernar em novembro kkkk).

E claro, se fossem apenas palavras poderia ser pura crendice, mas tem diversos estudos científicos que descrevem isso e ainda bem que temos pessoas que trabalham com isso aqui no fórum. Nasci depois de 2000 e isso talvez explique pq nunca tive uma fase negacionista, e também o livro do Al Gore foi uma das minhas primeiras leituras (a questão da elevação do nível do mar é bem sensacionalista, mas pelo menos quando ele mostra antigas geleiras que não existem mais, a gente sente o impacto). 

 

 

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19 minutos atrás, Gvieira disse:

 

Eu sou otimista em relação a essa questão, a tecnologia necessária para a comercialização e uso de carros elétricos avança a largos passos e cada vez mais temos carros com mais autonomia por carga concedida e com baterias ficando aos poucos mais baratas de se produzir (embora ainda sejam muito caras). A China é um país que vem eletrificando sua frota de forma célere, inclusive oferecem serviços de conversão de motores a combustão para elétrico. Recentemente alguns países da Europa tem concedido incentivos ao consumo de motores elétricos. Nos países de forma geral, e principalmente nos subdesenvolvidos como o nosso, ainda existem problemas de infraestrutura para esse setor, como por exemplo a falta de ponto de recargas, mas imagino que com incentivos na área, a popularização dos carros elétricos e a consequente demanda crescente, irão se sanar ao longo dos anos esses problemas.

 

Obviamente haverá muita resistência por parte de países produtores e exportadores de petróleo contra esse movimento, imagino que ainda dará muito pano pra manga, porém existem grandes e importantes nichos dos setores produtivos já voltados para pesquisa e comprometidos em eletrificar nossos meios de locomoção e acredito que com apelo popular por tecnologias menos danosas ao ambiente, estes serão exitosos nos próximos anos (claro que a discussão passa também por conseguir produzir energia de forma limpa, embora muitos ignorem).

 

Além de toda essa questão de poluentes de veículos e indústrias, é necessário também darmos atenção ao modo que organizamos e desenvolvemos nossas construções particulares e as cidades, isso influencia também de forma direta no clima e qualidade de vida, é necessário cada vez mais implementarmos ações no sentido de termos construções mais amigáveis ao meio ambiente. Utilização de iluminação natural, utilização de superfícies claras em telhados, pavimentação de calçadas e ruas, utilização de telhados verdes (o que tem se tornado lei em alguns lugares inclusive), bem como tornar as nossas cidades mais arborizadas, a fim de se ter mais sombreamento em superfícies concretadas e mais captação de gás carbônico, são apenas algumas das ações que poderão tornar nossas cidades mais salubres, que existem hoje em dia mais no caráter de conceito e que cada vez mais tem ganho importância.

 

Sei que minha mensagem foge um pouco da temática da discussão, mas é nossa função enquanto sociedade trazer essa discussão à tona, não apenas em fóruns climáticos/científicos, mas difundi-los na sociedade como um todo, pois todas essas ações que se julgam importantes e necessárias só irão ocorrer de forma massiva e significativa quando a população em geral tomar tudo isso como uma necessidade primária. Conseguindo isso, todo meio produtivo se voltará a implementar tais medias, afinal de conta, somos todos nós enquanto sociedade que damos valor através de nossas expectativas e vontades a qualquer ativo, produto, técnica ou serviço.

GVieira,

vai ter que evoluir muito essa tecnologia de veículos elétricos em geral, principalmente aqui no Brasil,generalizar os pontos para abastecer, aumentar a oferta de energia em todo país(nossa energia já uma das mais limpas do mundo, mais de 80% usinas hidrelétricas, a matriz eólica cresceu muito nos últimos dez anos no Nordeste e vai crescer muito ainda nessa próxima década de 20,baratear mais a solar), agora vai ter que diminuir e muito o preço dos carros,ônibus e caminhões elétricos, para o padrão salarial do Brasil, é caríssimo, é caro até mesmo para os Alemães comprarem, apesar da alta renda salarial na Alemanha.

 

Seria um sonho, aqueles caminhões fedorentos que passam em frente a minha casa após 23 h e a partir de 4 h madrugada para fugir de fiscalizações.Sumiria o cheiro daquela fumaça preta, que muitos caminhões e camionetes Fx da vida a diesel,que estão desregulados e soltando fumaça preta ou azulada.

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13 horas atrás, LeoP disse:

 

 

Ciclo este que nós podemos mudar a curto prazo (diferente do petróleo e afins), por um ato simples e acessível: plantando árvores. Parece papo de ambientalista chato, mas é isso mesmo. Eu já plantei mais de 30 árvores aqui no meu lote e nas redondezas, o que é uma pequena contribuição ao sequestro do carbono no planeta. Felizmente, muita gente já entende isso e esse tipo de atitude cresce a cada dia. 

 

 

 

Aqui algumas pessoas também estão plantando árvores ou não desmatando, como aqui em casa que meu pai plantou algumas mudas no quintal ou em uma chácara que fui na qual o dono comprou e decidiu não cortar as árvores nativas. Contudo, somos minoria, as pessoas ainda no geral parecem que tem receio ou preguiça de terem árvores na calçada por ter que cuidar, varrer, ou mesmo nos quintais, que estão cada vez com menos área verde, muitos 100% acimentados, o que nem é permitido por lei mas acontece.

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6 minutos atrás, marinhonani disse:

GVieira,

vai ter que evoluir muito essa tecnologia de veículos elétricos em geral, principalmente aqui no Brasil,generalizar os pontos para abastecer, aumentar a oferta de energia em todo país(nossa energia já uma das mais limpas do mundo, mais de 80% usinas hidrelétricas, a matriz eólica cresceu muito nos últimos dez anos no Nordeste e vai crescer muito ainda nessa próxima década de 20,baratear mais a solar), agora vai ter que diminuir e muito o preço dos carros,ônibus e caminhões elétricos, para o padrão salarial do Brasil, é caríssimo, é caro até mesmo para os Alemães comprarem, apesar da alta renda salarial na Alemanha.

 

Seria um sonho, aqueles caminhões fedorentos que passam em frente a minha casa após 23 h e a partir de 4 h madrugada para fugir de fiscalizações.Sumiria o cheiro daquela fumaça preta, que muitos caminhões e camionetes Fx da vida a diesel,que estão desregulados e soltando fumaça preta ou azulada.

 

Deixo um link que saiu esses dias aos interessados no assunto: https://olhardigital.com.br/carros-e-tecnologia/noticia/na-alemanha-um-carro-eletrico-pode-sair-de-graca-entenda-porque/103593 , demonstra um pouco do cenário desse tipo de produto. Imagino que a questão seja ir reduzindo continuamente o preço, atrairá compradores já que os veículos elétricos além de menos poluentes são bem silenciosos e tem um torque bem interessante. Diminuindo continuamente o preço e aumentando a produção, creio que irá gerar um feedback positivo para uma possível produção em série, diminuindo ainda mais os preços. Torço muito que as pesquisam encontrem formas mais baratas e eficientes de produzir as baterias.

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1 hora atrás, Renan disse:

 

Que legal esse seu relato de "conversão" ao aquecimentismo. Eu fui convertido na década de 2010 também, mais precisamente de 2014 em diante. Foram dezenas de recordes de calor quebrados, o planeta desde então nunca mais teve 1 mês sequer com temperaturas abaixo da média na normal 81-2010. Basta olhar as reanálises mensais. 

 

Aqui no Brasil, foram vários verões bizarros e ondas de calor históricas. Eu senti na pele esses efeitos das mudanças climáticas. Fui convencido mais pela experiência própria do que pelos dados em si. 

 

E é isso que me deixa encucado: Por que esse súbito aquecimento acelerado após 2013 no planeta? As bizarrices não aconteceram só no Brasil, no mundo todo tivemos outros tipos de recordes de calor. Por que acelerou "do nada" ? 

 

Não esqueça que um planeta em aquecimento continua tendo oscilações naturais por N motivos que eu também desconheço. Pra representar isso peguei os dados de anomalia do satélite e tracei com o excel uma linha de tendência quadrática (creio que o excel utilize o bom e velho método dos mínimos quadrados), uma vez que a linear não pega a variação da velocidade de aquecimento. Pintei nela barras pra ver o desvio entre o esperado pela linha de tendência e o dado observado:

 

image.thumb.png.2026e7e027558928c2e701237df4f742.png

 

Essa é minha hipótese sobre a "disparada": 2008 a 2014 foi um "ciclo frio" natural do planeta. Claro, há de se considerar que aparentemente o aquecimento está acelerando mesmo e por isso ficou ainda mais brusca a aparente mudança de padrão.

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Seria ótimo poder abandona r o uso de combustível fóssil, mas infelizmente nossa civilização é totalmente dependente deles. Ah... Mas temos carros elétricos... Sim, temos e inclusive eles são autônomos...mas... infelizmente esses carros precisam que a energia seja gerada em algum lugar que na maioria das vezes é em uma usina termoelétrica. Ah...mas temos hidroelétricas... Sim mas são insuficientes, mesmo o Brasil que possui muita água fluvial ainda depende de parte dos combustíveis fósseis para a geração de energia elétrica. E nem vamos falar em energia nuclear, pois Chernobyl mostrou que não estamos preparados ainda para dominar o poder do átomo. Enfim, devemos conviver com os combustíveis fósseis e suas consequências por mais alguma s décadas senão séculos.

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Em 21/07/2020 em 21:44, Samihr Hermes disse:

 

Entendo, caro Peregrine. Em Filosofia, você usa o método dialético. É um ótimo método e creio que seja muito válido para as Ciências Humanas.

 

Em Ciências Exatas, usamos o Método Científico que se baseia nos trabalhos Popper, com a ideia de Falseamento. Neste método, de maneira simplória, você faz uma hipótese sobre um assunto (desenvolve sua teoria) e depois verifica se as projeções dessa sua teoria correspondem ao observado (experimentalmente) no "mundo real".

 

Aqui estão diversos estudos, publicados em décadas diferentes, por autores diferentes. Todos eles acertam no aquecimento devido ao CO2, alguns superestimam, outros subestimam. Mas isso faz parte da ciência. Ninguém diz que Newton está errado só porque ele não previu as correções da Relatividade Especial para corpos próximos a velocidade da luz, apenas que o modelo dele não correspondia ao todo.

 

 

Aqui estão diversos estudos. Um deles, inclusive, está hospedado no domínio da Faculty of Arts and Sciences de Harvard, este:

 

https://sites.fas.harvard.edu/~eps5/writing_assignment/CLIMATE_BKGD/Sawyer_Nature_1972.pdf .

 

Que foi publicado na Nature. A Nature é uma revista com peer review(1), provavelmente a mais influente do mundo. Também Harvard é, provavelmente, a universidade mais influente do mundo. Não estou falando isso para usar argumento de autoridade, que é uma falácia lógica que um filósofo como você bem conhece, mas apenas para convidar você a reflexão sobre o que a imagem do vídeo mostra: será mesmo que uma instituição e um jornal, ambos com enorme prestígio, se ergueram fazendo propaganda?

 

Eis aqui (1) a grande diferença entre um vídeo no YouTube e os artigos supracitados. Para fazer uma publicação em um periódico, você passa por um crivo enorme para que seu trabalho seja avaliado e publicado. Se você acreditar em mim, te digo: meu primeiro artigo foram 3 meses de diálogo com os revisores para ser aceito para publicação.

Gosto de trocar ideias com pessoas Racionais, ao acompanhar seus posts percebi que sua formação estava ligada a Física ou mesmo a Matemática. Bom conversar com você. Ao citar Karl Popper, um gênio contemporâneo me abre a oportunidade de citar outro gênio, René Descarte. Em sua Dúvida Metódica ou Ceticismo o pensamento de Descartes se assemelha ao de Popper ou vise e versa. Assim, numa visão Cartesiana, chamar alguém de Cético ou Negacionista é um elogio, conhece algum Negacionista mais brilhante que Galileu Galilei ? Entrei na graduação em Filosofia em 1980, nessa época não se falava  em aquecimento global, o que assustava o Mundo de então, principalmente os países subdesenvolvidos era a Guerra Fria (antes que me debochem, Fria não tem relação com Clima). Um mestre alertava que Guerra Fria era bobagem, dominaria  o Mundo aqueles que dominassem a Tecnologia da Informação. E o que estamos assistindo ? Na visão deste humilde filósofo, o que chamam de Inteligência Artificial (IA) nada mais é do que Condicionamento em Massa. Abraços ao Grande Mestre e por favor não me trate por Sr, passei dos 60 mais ainda me sinto garotão.

 

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Em 21 de julho de 2020 em 21:19, Vinicius Lucyrio disse:

 

Eu vou repetir mais uma vez que só considero esse tal ICA com referência bibliográfica de impacto no meio científico, mas aos outros pontos vamos lá.

 

Não houve fase fria entre as décadas de 1940 e 1970, houve um período de estabilidade. Não sei ao certo o motivo, mas o retorno do aquecimento pós 1970 pode estar relacionado ao aumento importante do uso de petróleo e de carvão mineral a partir de meados da década de 1960, o que fez com que a concentração de gases do efeito estufa aumentasse muito. De fato, o uso já era crescente antes, mas num nível bem inferior.

1280px-Global_Carbon_Emissions.svg.png

 

Faz sentido pensar na atividade solar como modulador natural do clima, desde que haja um impacto significante na dose de radiação solar que chega ao topo da atmosfera. Aproximadamente 50% dessa radiação chega à superfície, aquecendo a atmosfera de baixo para cima. Só que se você tem componentes que são fortes absorvedores de radiação no infravermelho termal (o calor, sendo mais informal), você acaba por compensar parte do feedback negativo na temperatura que ocorreria por uma menor irradiância chegando até a superfície, pois o calor fica retido. Para uma compensação total, seriam necessários sucessivos ciclos solares muito fracos, ao longo de muitos anos, para diminuir a quantidade de radiação terrestre retida.

 

Sobre poeira cósmica, prefiro não opinar pois não conheço nada sobre. Mas para haver condensação de água na atmosfera (formação de nuvens, por assim dizer), é necessário que haja núcleos de condensação, que são partículas higroscópicas que servem de catalisador na formação de gotas.

 

Sobre a Lua, conheço um pouco apenas de seus efeitos nas marés devido a ação da força gravitacional.

Minha curiosidade sobre Poeira Cósmica se deu quando há algum tempo vi esse artigo na Internet: https://olhardigital.com.br/ciencia-e-espaco/noticia/poeira-de-asteroides-poderia-resfriar-o-planeta-dizem-cientistas/90488

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Em 21 de julho de 2020 em 21:19, Vinicius Lucyrio disse:

 

Eu vou repetir mais uma vez que só considero esse tal ICA com referência bibliográfica de impacto no meio científico, mas aos outros pontos vamos lá.

 

Não houve fase fria entre as décadas de 1940 e 1970, houve um período de estabilidade. Não sei ao certo o motivo, mas o retorno do aquecimento pós 1970 pode estar relacionado ao aumento importante do uso de petróleo e de carvão mineral a partir de meados da década de 1960, o que fez com que a concentração de gases do efeito estufa aumentasse muito. De fato, o uso já era crescente antes, mas num nível bem inferior.

1280px-Global_Carbon_Emissions.svg.png

 

Faz sentido pensar na atividade solar como modulador natural do clima, desde que haja um impacto significante na dose de radiação solar que chega ao topo da atmosfera. Aproximadamente 50% dessa radiação chega à superfície, aquecendo a atmosfera de baixo para cima. Só que se você tem componentes que são fortes absorvedores de radiação no infravermelho termal (o calor, sendo mais informal), você acaba por compensar parte do feedback negativo na temperatura que ocorreria por uma menor irradiância chegando até a superfície, pois o calor fica retido. Para uma compensação total, seriam necessários sucessivos ciclos solares muito fracos, ao longo de muitos anos, para diminuir a quantidade de radiação terrestre retida.

 

Sobre poeira cósmica, prefiro não opinar pois não conheço nada sobre. Mas para haver condensação de água na atmosfera (formação de nuvens, por assim dizer), é necessário que haja núcleos de condensação, que são partículas higroscópicas que servem de catalisador na formação de gotas.

 

Sobre a Lua, conheço um pouco apenas de seus efeitos nas marés devido a ação da força gravitacional.

Como não me deixo envolver por sites muitas vezes fantasiosos, busquei alguns artigos científicos e tive a oportunidade de conhecer o trabalho a seguir: https://www.ige.unicamp.br/terraedidatica/v13_3/PDF13_3/td13-3-171-1.pdf

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11 horas atrás, Peregrine disse:

Como não me deixo envolver por sites muitas vezes fantasiosos, busquei alguns artigos científicos e tive a oportunidade de conhecer o trabalho a seguir: https://www.ige.unicamp.br/terraedidatica/v13_3/PDF13_3/td13-3-171-1.pdf

 

Eu trouxe este artigo aqui neste mesmo tópico há uns dias.

 

Sobre poeira, algumas espécies de aerossóis geram feedback negativo nas temperaturas (ou seja, propiciam queda nas médias térmicas) por refletirem parte da radiação solar incidente, fazendo com que menos radiação chegue à superfície. Por isso que quando há grandes erupções vulcânicas há queda nas temperaturas nos meses/anos seguintes. Quedas de temperatura provocadas por aerossóis geralmente não tendem a durar muito tempo se não houve manutenção pois, principalmente os de moda grossa, não costumam ficar em suspensão por muito tempo, eles acabam se depositando na superfície.

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Em 22/07/2020 em 09:56, Beto Krepsky disse:

 

Acredito que o que fez a maioria ter uma resistência quanto a isso, me incluo nessa, foi o modo de como as coisas foram introduzidas.

 

Esse tema foi pesadamente jogado pela mídia por causa do IPCC, que a gente sabe que sujeirada que foi...Fora que ficamos por 2 décadas a mídia vomitando coisas irreais, como qualquer chuva de granizo que dava era por causa do efeito estufa...Isso gerou um efeito de resistência e certa raiva das pessoas, há menos que a pessoa fosse um gado da mídia...

 

Essa questão do jornalismo publicar notícias sensacionalistas priorizando o impacto causado ao realismo científico é bem complicada. Por mais que exista uma intenção do jornalismo ambiental em educar a população sobre as mudanças climáticas, a maneira superficial com que o tema é abordado acaba gerando o efeito contrário e contribuindo com o negacionismo climático.

 

Eu fiz uma proposta de artigo sobre esse tema quando cursava jornalismo no comecinho desse ano. Deixo o trabalho abaixo caso alguém se interesse por ler. Chama "Narrativas sensacionalistas sobre o aquecimento global: o jornalismo contribuindo com o negacionismo climático"

 

Narrativas sensacionalistas sobre o aquecimento global.pdf

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10 horas atrás, Samihr Hermes disse:

Amigo Samihr, minhas análises partem dos seguintes princípios: 1- O Ciclo Solar 24 é um dos que apresentam menor atividade desde o início das medições (não sei se já entramos no Ciclo 25, parece que o grande Deus Rá não quer acordar)  2- A Lua entre seu ponto médio a caminho do máximo ~4 anos e de volta do máximo ao médio ~5 anos (Ciclo Nodal Lunar) 3- Pacifico em sua Fase Fria (ODP) 4- Ondas de Rossby ou Planetárias em Grandes Amplitudes desde ~ 2002/03, variável de ~25 anos.. Assim a tendência é de que as temperaturas do Planeta se mantenham estáveis  pelos próximos 10 anos. Quando tratamos de Meio Ambiente, desmatamentos, crescimento desordenado das grandes cidades etc, ou seja, a forma como o Homem "está" no mundo, aí o problema toma dimensões gigantescas.  Em termos de Brasil, estamos numa posição confortável em relação ao Mundo. A EMBRAPA vem desenvolvendo tecnologias que, por exemplo, fazem que nosso país produza 100 sacas de milho/hectare contra 80 dos grandes produtores de grãos do mundo.Falando em   EMBRAPA,

Quanto ao Artigo, na visão desse "Velho Filósofo", melindrosamente Brilhante ! Controle Populacional, teoria Malthusiana aplicada a contemporaneidade. Como gosto de seguir regras, tratar da Teoria de Malthus no tópico foge do assunto. Abraços !

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  • 1 month later...

 

Primeiro vazamento massivo de gás metano encontrado no Atlântico Sul

Os cientistas descobrem a primeira evidência de que a uma enorme liberação de gás metano no oceano também ocorre no hemisfério sul. Este vazamento global devido ao aquecimento dos oceanos pode levar a um ciclo de feedback que acelera a mudança climática.

 

https://www.tempo.com/noticias/actualidade/primeiro-vazamento-macico-de-gas-metano-encontrado-no-atlantico-sul.html 

 

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  • 4 weeks later...
  • 6 months later...
16 minutos atrás, Juzinho disse:

Abril e Setembro estão completamente desfigurados aqui no Sudeste .

 

 

 

Setembro também tem sido muito problemático por aqui.  : - \

Tivemos o mais quente da história em POA, em 2017. Totalmente tropicalizado, com mínimas elevadas (patamar de verão). Foi muito bizarro. Semelhante às mínimas desse abril atual, e dos de 2016 (tirando a última semana) e de 2018.

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6 horas atrás, Juzinho disse:

Abril e Setembro estão completamente desfigurados aqui no Sudeste .

 

Aqui em Sampa, dezembro também.

 

Médias de dezembro (Mínimas, máximas e compensada) nas normais do Mirante:

1931-1960 => 16,2°C / 25,9°C / 20,2°C

1961-1990 => 17,7°C / 26,3°C / 21,1°C

1991-2010 => 18,7°C / 28,3°C / 22,7°C

 

Na normal 1961-1990, dezembro tinha praticamente as mesmas médias que tem abril atualmente.

Na 1931-1960, dezembro era mais frio do que um mês de abril atual.

 

Edited by Aldo Santos
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19 horas atrás, Augusto Göelzer disse:

 

Pesado de absorver e admitir esse mapa, mas é a realidade. A sociedade não tem outra saída, a não ser mudar as principais matrizes energéticas. Ainda há tempo. 

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Bom dia BAZIANOS!

Os dados mostram claramente que cada ano que passa o planeta está mais quente.

Só não entendo pq alguns profissionais da climatologia, tipo Luiz Carlos Molion, Ricardo Felício, que estudam esse tema a muitos anos, insistem em dizer que o ser humano não tem interferência nenhuma no aquecimento global e, inclusive, citam um possível resfriamento nos próximos anos.

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Nunca tive a menor dúvida sobre estarmos passando por um aquecimento global. Negar isso seria um erro hoje, e já seria um erro anos atrás, pois é muito perceptível que ocorre este aquecimento. A grande maioria das estações meteorológicas estão mostrando isso há um bom tempo.

 

Muita gente acaba distorcendo os conceitos, talvez por má-fé, e em qualquer onda de frio forte ou mês abaixo da média debocha como se o aquecimento global não existisse. 

 

O que pode se discutir é a causa deste aquecimento, se o homem realmente tem grande parcela de responsabilidade nisso ou se é algo quase completamente natural, fora do nosso controle.

 

Agora, discutir se o planeta está esquentando mesmo ou se é mentira da mídia e até poderia estar esfriando? Isso não dá pra levar a sério...

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  • 1 month later...
9 horas atrás, Augusto Göelzer disse:

 A WMO chegou a citar no início do ano que mesmo com uma La Niña 2020 foi o 3º ano mais quente já registrado. Ela destacou que geralmente em episódios de La Niña o segundo ano do evento costuma ser o que tem maiores efeitos, ou seja, 2021, por isso ainda era difícil prever os impactos dessa niña em 2021, no entanto ela enfatizou que mesmo com o evento ocorrendo, este ano ainda seria um dos mais quentes registrados, não lembro exatamente entre quantos anos, logo, nem com La Niña estamos tendo um resfriamento no planeta.

 

Quanto a projeção é assustadora, ou medidas sejam tomadas ou teremos uma catástrofe climática em não muito tempo, o que me impressiona é a seca no Brasil Central e a expansão da bolha quente do meio do Brasil, é como se o clima tropical estivesse cada vez descendo mais para as latitudes altas, e o clima do semiárido estivesse avançando sobre o clima tropical.

Edited by Matheus b Santos
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1 hora atrás, Matheus b Santos disse:

 A WMO chegou a citar no início do ano que mesmo com uma La Niña 2020 foi o 3º ano mais quente já registrado. Ela destacou que geralmente em episódios de La Niña o segundo ano do evento costuma ser o que tem maiores efeitos, ou seja, 2021, por isso ainda era difícil prever os impactos dessa niña em 2021, no entanto ela enfatizou que mesmo com o evento ocorrendo este ano ainda seria um dos mais quentes registrados, não lembro exatamente entre quantos anos, logo, nem com La Niña estamos tendo um resfriamento no planeta.

 

Quanto a projeção é assustadora, ou medidas sejam tomadas ou teremos uma catástrofe climática em não muito tempo, o que me impressiona é a seca no Brasil Central e a expansão da bolha quente do meio do Brasil, é como se o clima tropical estivesse cada vez descendo mais para as latitudes altas, e o clima do semiárido estivesse avançando sobre o clima tropical.

 

O começo de 2020 foi com influencia de el nino pelo noaa, mas ao que parece só esse órgão considera. Se assim for provavelmente o 2° ano de influência da la nina será em agosto desse ano pra lá, não? É uma dúvida minha.

 

E sobre as projeções postadas, já não basta os 7 anos de seca que nós aqui no semiárido tivemos década passada, e ainda me vem essa previsão. Credo. Kkkk.

Edited by CloudCb
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3 horas atrás, Augusto Göelzer disse:

 

O que eu não entendi muito bem dessa projeção de anomalias de temperatura é o seguinte. Os cientistas têm comentado que durante o processo de AG antropogênico, não seria a totalidade do planeta a aquecer, mas sim a maior parte dele. Porém, nessa previsão mostra aquecimento em 100% do globo, inclusive na Antártida -que tem sido um dos continentes menos afetados pelas mudanças aliás-.

 

Estaria essa projeção sendo extremamente generalista ?

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Pessoal,não sou meteorologista e nem curso isso em faculdade alguma. Mas eu concordo com algumas pessoas lá do comecinho desse tópico. Existiram períodos muito quentes no século passado e antes também.  Os dados que temos são de 1 século pra cá,e mesmo assim são escassos. Precisaríamos detectar temperaturas durante milênios pra entender alguma coisa sobre a dinâmica atmosférica e climática do planeta. O que nós consideramos "média"? Média de quando? Dos últimos 50 anos? Ah, então se a gente pegar a média do século 19, ela vai ser totalmente diferente da média dos últimos 50 anos. Agora o planeta supostamente está aquecendo. Mas e lá no século  17,16,15 e por aí vai, qual era a média? Quando se di que a temperatura está acima da média,isso é em relação aos últimos anos e não em relação a milhares de anos. Portanto o planeta pode ter ciclos climáticos que duram décadas ou séculos, e este período que estamos agora nada mais é que um período normal. Imagina como se um ano fosse equivalente a 1 mês.  Existem variações muito grandes dentro de um mês. Mas vamos supor que tu faça a média desse mês e o mês seja julho. Vai passando o tempo e tu percebe que em comparação com julho há um aquecimento.  Porém esse aquecimento é normal já que vc está entrando num outro mês como setembro ou outubro por exemplo. Concluindo, não da pra dizer que há um aquecimento querendo comparar os dados atuais com dados de míseros 50/100 anos. Devemos sim preservar o meio ambiente pois sabemos que as plantas exercem extrema importância em todas as áreas. Mas isso não significa que só porque a cobertura vegetal diminuiu nós causamos algum "distúrbio" climático ou algo do tipo.

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TIRANDO UMA GUERRA NUCLEAR, SE VAI AQUECER OU RESFRIAR NÃO SERÁ O SER HUMANO QUE VAI IMPEDIR. O QUE TEMOS QUE FAZER É MODIFICAR A FORMA COMO ESTAMOS OCUPANDO E EXPLORANDO O PLANETA. ATÉ QUE HAJA POLÍTICA E NÃO POLITICAGEM, VAMOS VER UM MONTE DE "M" PELA FRENTE. MUITOS PASSARÃO VERGONHA NO FUTURO.

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6 horas atrás, Renan disse:

 

O que eu não entendi muito bem dessa projeção de anomalias de temperatura é o seguinte. Os cientistas têm comentado que durante o processo de AG antropogênico, não seria a totalidade do planeta a aquecer, mas sim a maior parte dele. Porém, nessa previsão mostra aquecimento em 100% do globo, inclusive na Antártida -que tem sido um dos continentes menos afetados pelas mudanças aliás-.

 

Estaria essa projeção sendo extremamente generalista ?

Dificilmente um ponto se manteria 5 anos consecutivos abaixo da média nesse cenário atual de GW.

Além disso o mapa mostrado é o ensemble de 3 modelos principais diferentes, e entre si as pequenas áreas azuis devem ser diferentes.

E mesmo assim no final, restou uma pequena área de anomalia negativa a sudoeste da América do Sul.

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6 horas atrás, Luide Luckmann disse:

Pessoal,não sou meteorologista e nem curso isso em faculdade alguma. Mas eu concordo com algumas pessoas lá do comecinho desse tópico. Existiram períodos muito quentes no século passado e antes também.  Os dados que temos são de 1 século pra cá,e mesmo assim são escassos. Precisaríamos detectar temperaturas durante milênios pra entender alguma coisa sobre a dinâmica atmosférica e climática do planeta. O que nós consideramos "média"? Média de quando? Dos últimos 50 anos? Ah, então se a gente pegar a média do século 19, ela vai ser totalmente diferente da média dos últimos 50 anos. Agora o planeta supostamente está aquecendo. Mas e lá no século  17,16,15 e por aí vai, qual era a média? Quando se di que a temperatura está acima da média,isso é em relação aos últimos anos e não em relação a milhares de anos. Portanto o planeta pode ter ciclos climáticos que duram décadas ou séculos, e este período que estamos agora nada mais é que um período normal. Imagina como se um ano fosse equivalente a 1 mês.  Existem variações muito grandes dentro de um mês. Mas vamos supor que tu faça a média desse mês e o mês seja julho. Vai passando o tempo e tu percebe que em comparação com julho há um aquecimento.  Porém esse aquecimento é normal já que vc está entrando num outro mês como setembro ou outubro por exemplo. Concluindo, não da pra dizer que há um aquecimento querendo comparar os dados atuais com dados de míseros 50/100 anos. Devemos sim preservar o meio ambiente pois sabemos que as plantas exercem extrema importância em todas as áreas. Mas isso não significa que só porque a cobertura vegetal diminuiu nós causamos algum "distúrbio" climático ou algo do tipo.

 

O planeta tem sim alguns ciclos mas o aquecimento já está atingindo até as partes mais profundas do oceano (https://www.revistaplaneta.com.br/aquecimento-global-chega-as-profundezas-do-oceano/). Isso indica um aumento da quantidade total de calor no planeta e, devido à conservação de calor, esse aumento só pode se dever a um saldo positivo de radiação vindo de fora da terra (sol). O saldo de calor é a diferença entre o calor que o sol fornece e o calor que a terra reflete ou emite em forma de radiação infravermelha.

 

O sol não está emitindo mais radiação que há 100 anos atrás, logo podemos com segurança afirmar que é a terra que está devolvendo menos calor pro espaço.

 

Algo está impedindo o calor de sair da terra, aí que entram os gases de estufa, que absorvem o infravermelho emitido pela superfície. Obviamente não foram os seres humanos que inventaram os gases estufa, mas incinerar toneladas e toneladas de antigos depósitos de carbono aumenta a concentração do CO2 na atmosfera e experimentos simples de laboratório podem provar que esse gás absorve sim radiação infravermelha.

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5 minutos atrás, Felipe Backendorf disse:

 

O planeta tem sim alguns ciclos mas o aquecimento já está atingindo até as partes mais profundas do oceano (https://www.revistaplaneta.com.br/aquecimento-global-chega-as-profundezas-do-oceano/). Isso indica um aumento da quantidade total de calor no planeta e, devido à conservação de calor, esse aumento só pode se dever a um saldo positivo de radiação vindo de fora da terra (sol). O saldo de calor é a diferença entre o calor que o sol fornece e o calor que a terra reflete ou emite em forma de radiação infravermelha.

 

O sol não está emitindo mais radiação que há 100 anos atrás, logo podemos com segurança afirmar que é a terra que está devolvendo menos calor pro espaço.

 

Algo está impedindo o calor de sair da terra, aí que entram os gases de estufa, que absorvem o infravermelho emitido pela superfície. Obviamente não foram os seres humanos que inventaram os gases estufa, mas incinerar toneladas e toneladas de antigos depósitos de carbono aumenta a concentração do CO2 na atmosfera e experimentos simples de laboratório podem provar que esse gás absorve sim radiação infravermelha.

Sim... dizem que até algumas espécies de corais estão desaparecendo de algumas regiões por causa desse aquecimento. 

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