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Brasil Abaixo de Zero

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Showing content with the highest reputation on 02/28/23 in all areas

  1. Segunda-feira agradável com céu encoberto praticamente todo o período e em alguns momentos até bem escuro. Variação de 15,6/22,6°C. Chove fraco neste momento.
    10 points
  2. Há não, prefiro mil vezes Sp, podem reclamar do que for, já estive por lá quase 2 anos, no começo é um casamento vc vai adorar aquele friozinho "eterno" mas o encanto acaba rápido, pq não tem dinâmica, o sol mal aparece entre Abril a Novembro é um cinza sem fim, sem contar a garoa, como tem muito carro a Diesel nas ruas isto se mistura com as gotas da garoa e fica aquela lama preta nas calçadas, não chove para lavar acho horrível. Fora que tem terremoto, eu passei por 1 e não é nada agradável, e apesar de ser uma cidade litorânea a praia é de pedregulho e a água muito fria. Eu recomendaria Bogotá na Colômbia tem dinâmica, tem 2 estações chuvosas, então tem sol, tem chuva, as temperaturas lá costumam fazer mínima de 10 e máxima de 20.
    9 points
  3. 9 points
  4. Nós, que vivemos num país tropical, gostamos de admirar o frio, mas não sabemos direito o que é frio de verdade. As pessoas que vivem em países como Canadá, Rússia ou Noruega, admiram é o CALOR. hahaha Na minha opinião, a temperatura mais perfeita que existe é 20 ºC. Ninguém pode dizer que está frio. E ninguém pode dizer que está quente. A "temperatura de conforto" seria algo entre 16 ºC e 24 ºC. Se eu pudesse encontrar uma cidade que fique a maior tempo possível entre 16 ºC e 24 ºC, eu seria feliz!
    8 points
  5. Acumulados finais: São Paulo (Mirante): 428,9mm Belém: 428,4mm Manaus: 424,3mm Choveu no Mirante quase que o mesmo que em Belém (um pouco mais) só que para Belém a chuva de fevereiro ficou ligeiramente abaixo da média (que é 437,8mm). São Paulo (Mirante) capital mais chuvosa em fevereiro 2023!
    8 points
  6. Boas notícias então. A estação chuvosa terminando na época que é para terminar (ou seja, Abril). E vamos para o último dia de FERVEreiro. O mês vai terminar com temperaturas um pouco acima da média, a característica principal foi o calor constante e chato, sem grandes extremos. Enfim acabou o verão meteorológico (DJF).
    8 points
  7. Faz todo sentido! E ontem o vento Sudeste estava especialmente forte. Enquanto isso, mais uma tarde quente, incômoda, já tem bastante gente reclamando. No momento 30,6C com 69%. A chance de trovoadas hoje me parece muito menor , sequer existem trovoadas no radar.
    7 points
  8. Uma coisa impressionante nesse evento foi a área atingida por grandes precipitações. Pegou leste, SO, centro e NE paulistas, vale do Ribeira, sul de MG, partes do PR... Alguns acumulados daquele dia (INMET e CIIAGRO): Capivari: 171,0 mm Tietê: 168,0 mm Capão Bonito: 162,0 mm Sorocaba: 145,4 mm Itapeva: 143,3 mm São Paulo (Mirante): 140,4 mm Campinas: 139,5 mm Avaré: 135,4 mm Piracicaba: 134,2 mm Jundiaí: 126,0 mm Monte Verde (Camanducaia-MG): 125,8 mm Piedade: 125,0 mm Tatuí: 116,5 mm Santa Bárbara do Oeste: 115,6 mm Itararé: 111,6 mm Itatiba: 111,2 mm Guarulhos (INMET): 109,4 mm Campos do Jordão: 108,4 mm Castro-PR: 107,9 mm Ibiúna: 106,4 mm Cambará-PR: 104,2 mm Barretos: 102,0 mm São Pedro: 101,0 mm Casa Branca: 98,0 mm Bragança Paulista: 97,0 mm Registro: 96,9 mm Sete Barras: 96,2 mm São Sebastião do Paraíso-MG: 95,0 mm Atibaia: 88,1 mm Taubaté: 87,3 mm Itapetininga: 83,6 mm Caldas-MG: 79,6 mm Londrina-PR: 78,6 mm Iguape: 75,1 mm Jacupiranga: 74,4 mm Pindamonhangaba: 64,4 mm Catanduva: 62,8 mm Mococa: 62,0 mm Lins: 59,0 mm
    7 points
  9. Lima seria perfeita para vc !! Lá fica em eternos 12 a 22 no inverno e 16 a 28 no verão. Eu até nutro simpatia por lá , mas como lá não chove , deixa de ser interessante .
    7 points
  10. Aqui el verano continua "monolitico", soleado, caluroso, seco, pero se percibe una leve tendencia a la baja en las temperaturas hacia mediados de marzo:
    7 points
  11. Renan Aparenta ser a típica chuva provocada por brisa marítima com a atuação da própria alta. Aqui em Sp capital é bem mais comum ocorrer, já teve até estudo da USP sobre isso. Geralmente existe uma alta pressão próxima,mas nao centrada em sp e sim no oceano, com o calor intenso a temperatura aumenta rápido e pela cidade estar próxima do oceano a brisa marítima sobe a serra e encontra este ar extremamente quente sobre a cidade e assim provoca temporais as vezes bem intenso. Eu já trabalhei em sto amaro e tinha uma visão ampla da cidade e as vezes reparava que ocorria um temporal e na retaguarda havia uma nebulosidade baixa estratitorme, típica de quando o vento vira de SE no fim do dia. Ou seja o temporal estava sendo alimentado por isto. Nas outras estações do ano como outono inverno isto não acontece porque não tem contraste suficiente e geralmente a atmosfera está bem mais seca no geral.
    7 points
  12. Praia Guaratuba/Bertioga, acumulou 871 mm nesse fevereiro Barra do Una/São Sebastião, acumulou 811 mm nesse fevereiro Juquehi2/São Sebastião, acumulou 778 mm em fevereiro.
    7 points
  13. Aconteceu o improvável, aquilo que tinha baixas chances de acontecer hoje: Uma grande CB conseguiu furar o padrão de bloqueio devido à fortíssima ação da termodinâmica. E tivemos um bonito temporal hoje em Juiz de Fora, que teve um raríssimo deslocamento de SUDESTE, e conseguiu se abater sobre toda a cidade, em alguns bairros mais do que em outros. Após a máxima sufocante de 32,4°C na minha estação..... agora temos MARAVILHOSOS 19,8°C com uma brisa fresca. Não poderia ser melhor, sinceramente. Esta é aliás a mínima do dia. O acumulado foi relativamente baixo aqui no bairro (7,8mm) , mas no ALphaville já chega a 16,3mm. O sistema segue seu deslocamento incomum e vai avançando para oeste / noroeste neste momento:
    7 points
  14. https://metsul.com/o-que-esperar-do-clima-no-mes-de-marco-em-2023/
    6 points
  15. Imagem da câmera da cidade de Osasco (oeste da RMSP) mostra essa bela formação sobre a região metropolitana. Acredito que se tratam de mamatus. O mais curioso é que pela foto do satélite deste momento, os núcleos se concentram mais no leste de SP e sul de MG, enquanto grande parte do sudeste está limpo de instabilidades. Mais cedo, pela manhã sobretudo, esses núcleos estavam mais sobre o sul e sudoeste de SP.
    6 points
  16. Queimada Nova teve uma madrugada de domingo (26) muito chuvosa. Na localidade Pereiros (8 km ao sul da cidade) foram de 85 mm à noite. Assim, o acumulado de fevereiro chegou aos 236 mm nessa localidade contra uma média de ~ 125 mm. Desse total, foram 183 mm em período de 10 dias sendo 76 mm apenas no dia 20. Na localidade São José foram 50 mm, chegando a 207 mm no mês. Na cidade, o acumulado diário foi de 45 mm, pois choveu também no domingo à noite (segundo núcleo no GIF abaixo). Foram 183 mm em fevereiro. Interessante, que o núcleo que originou esses acumulados se formou no sertão central de PE (na tarde de sábado) e conseguiu chegar ao sul do Pará na madrugada de segunda. Apesar do ótimo fevereiro em Queimada Nova, o mesmo não vale para a maioria do Nordeste, sobretudo o estado da Bahia que está com chuvas bem abaixo da média no mês. Em Juazeiro, por exemplo, choveu apenas 1,0 mm em fevereiro.
    6 points
  17. Tarde com calor seco em Canoas, 32 °C com 38 %. Não há desconforto adicional por umidade, felizmente. Tivemos uma boa mínima de 17,2 °C. Ontem foi de 19 °C, e anteontem de 17,6 °C. Finalmente temos paz no período noturno. Verão aos poucos arrumando as malas pra se despedir.
    6 points
  18. São Paulo vem tendo uma tarde com fortes pancadas de chuva, que começaram cedo (bem no início da tarde). Por conta dessas chuvas, as temperaturas nas estações do CGE estão em 22 graus em locais mais ao norte da cidade. Já no extremo sul, apenas 18 graus. Imagem do radar de São Roque de alguns minutos atrás mostra vários núcleos de chuva forte no leste paulista.
    6 points
  19. Obrigado pela informação! Interessante saber que Lima tem essas temperaturas. Esses 12 a 22 no inverno são bem semelhantes às mínimas e máximas de São Paulo capital em julho.
    6 points
  20. Sim, foi algo bem incomum CCMs se formam comumente no Paraguai e se deslocam para leste atravessando o Sul do país saíndo para o oceano, isto quando não enfraquecem pelo meio do caminho, eu diria que 90% faz isto, uns 10% avançam para o sudeste e pegam o interior de sp, mas qdo chegam na capital ou já se dissiparam ou chegam bem fracos. Este de 2005 foi um caso totalmente fora do comum
    6 points
  21. Falou em CCM só me lembro daquele evento de Maio de 2005 que causou uma das maiores chuvas da história de São Paulo (capital) e tornado F3 em Indaiatuba. Eu pessoalmente não tenho memória meteorológica do evento, o que eu me lembro é de ter ido pra Indaiatuba uns 3 dias antes da tempestade. E curiosamente foi a única e última vez que estive lá .
    6 points
  22. SOBRE MARÇO... Link:https://www.tempo.com/noticias/previsao/clima-em-marco-periodo-umido-termina-com-muita-chuva-e-chance-de-zcas-eventos-extremos.html
    6 points
  23. EUROPEU COLOCANDO PROJEÇÃO DE RAJADAS ENTRE 70 E 80KM/H NO NOROESTE PAULISTA AMANHÃ, ENTRE FINAL DA TARDE E INÍCIO DE NOITE, POR CONTA DE UMA LI DE INSTABILIDADES. VEREMOS... PROJEÇÃO HORÁRIA PRA JB
    6 points
  24. Renan, os 5 maiores acumulados no Cemaden/Juiz de Fora: 60 mm Rio Paraibuna 58 mm Monte Castelo 34 mm Milho Branco 30 mm Centro 30 mm Caiçaras
    6 points
  25. Eu vou ilustrar o que vc disse no gráfico da área central de BH desse mês de fevereiro, de que as chuvas de verão não resolvem o calor, mas ajudam a melhorar o nosso verão: Esse fevereiro, auge do nosso verão 2023, tem calor constante, todos os dias sem trégua, mas existe uma diferença importante, que a gente sente especialmente entre 17h e 08h do dia seguinte. Reparem que, além das temperaturas um pouco menos elevadas, as médias compensadas do período das chuvas de verão são bem mais próximas da mínima que da máxima, isso porque, como essas precipitações costumam ocorrer entre 16 e 20h, forçam uma queda antecipada da temperatura e a leitura das 21h (que entra na média compensada) já reportará um valor muito próximo da mínima do dia. Isso faz a média geral do dia baixar. Ou seja, as chuvas de verão diminuem a quantidade de horas de calor, mesmo que os extremos sejam quase os mesmos. O que resolve MESMO é o tempo chuvoso (ZCAS, cavado, frente, baixa etc) e, principalmente, a combinação inclinação solar + ar mais frio de fora (a partir de meados de abril, aqui), mas essas chuvas vespertinas aliviam bastante o nosso verão tropical e o deixam mais tolerável. Só pensar em janeiro de 2019 pra já perceber a diferença.
    6 points
  26. Fevereiro terminando e a chuva fazendo estrago no vale do Paraíba, com certeza é o evento mais forte do ano até agora até os radares da Unesp pegaram esta chuva. São José dos Campos esta o caos. VID-20230228-WA0029.mp4 VID-20230228-WA0028.mp4 VID-20230228-WA0026.mp4
    5 points
  27. Lembra fotos da região de Caraguatatuba após o grande deslizamento de 18/03/1967. Só que lá a área atingida foi bem maior. Ainda hoje, da rodovia dos Tamoios (SP-99, São José dos Campos-Caraguatatuba) se vê trechos na serra com vegetação com um tom de verde ligeiramente diferente. Não sei se é verdade mas já ouvi dizer que os trechos de deslizamentos foram replantados com árvores não naturais da mata atlântica, por isso a coloração diferente. Parece que priorizaram espécies de crescimento mais rápido para cobrir logo aquelas áreas e prevenir o quanto antes a chance de novos deslizamentos.
    5 points
  28. Para mim, não. Conheço muita gente em Sampa que detesta frio (Mas quase todos também reclamam quando está muito calor ). Mais ainda: há muuuiitos anos atrás, conheci uma norueguesa que morou alguns anos aqui em Sampa e depois voltou para lá. Ela dizia que odiava com todas as forças o inverno de lá, que para ela era de longe a pior estação do ano. Pelo frio em si, pelo incômodo de ter que colocar e tirar um monte de roupa, de ter que ficar quase só em ambientes fechados, que ela ficava num baita baixo astral, etc, etc. Dizia adorar o clima daqui, porque não tinha aquele inverno. Agora, discordaria veementemente se você dissesse que ainda quer mais uns meses de calor pela frente (He, he) Aí eu sugeriria se mudar para Khartum (Sudão), Bamako (Mali), N'Djamena (Chade), Niamey (Níger)... todas elas verdadeiros fornos .
    5 points
  29. Após um início de manhã com céu bastante nublado, sol está nesse momento aparecendo com mais força em São Paulo. Na maioria das estações do CGE temos 24/25 graus e umidade na casa dos 70/80%. Segundo dados do aeroporto de Congonhas, os ventos continuam soprando do mar.
    5 points
  30. Serei crucificado se disser que ainda não to com saudade do frio? Kkkk
    5 points
  31. Verão a todo vapor em Sampa. Até a metade de janeiro, o verão por aqui até que estava bem brando. A partir de então, ficou bem mais úmido e grande sensação de abafamento. Mesmo assim, máximas extremadas foram poucas neste verão. Nadica de sinal de outono até o final da OUTRA semana. Quem sabe lá pelo dia 09/10 março?
    5 points
  32. Rafael, o membro do BAZ, Frederico Wessel, é o responsável pelo estaçõesdobrasil, onde também disponibilizava as estações do INMET, mas entrou o mês de janeiro sem as estações. Perguntei a ele se iam voltar, ele respondeu no dia 18 janeiro, dizendo em breve voltam. Mas já passou 40 dias e nada. Infelizmente mais um dia de muito calor, a previsão do Meteored, mantendo a mudança na noite do dia 6, esse dia poderá ser o mais quente, desde o dia 5 de fevereiro.
    5 points
  33. Hoje foi disparado o dia mais quente de 2023 aqui na região de Jaú após uma mínima alta de 22,3° a máxima chegou a 34,6°C POR POUCO QUE O PRIMEIRO SOB 35 NÃO VEM!!!! Deu uma chuviscada e a temperatura desceu pra 24,8 durante a chuva, mas depois subiu novamente até os 30,2 pois saiu sol. Agora faz 27,5 e segue nublado, não deve baixar dos 22/23 de novo, amanhã promete pelo visto .
    4 points
  34. Gente, não dá.... 31,8°C com 67% de UR agora. O índice de calor chegou a 37°C agora há pouco ! Ao longo da divisa MG x RJ, alguns núcleos isolados de trovoadas:
    4 points
  35. Neve em cotas muito baixas na costa do Mediterrâneo na Espanha. Nevou em Tarragona e em bairros altos de Barcelona. https://twitter.com/i/web/status/1630088797101731841
    3 points
  36. Após um dia mais agradável, tarde de segunda feira se encerra com pancadas de chuva sobretudo no norte de São Paulo. Na maioria das estações do CGE, temos 22/23 graus e umidade na casa dos 80/90%. Enquanto, nos dias anteriores, os ventos sopravam sem parar de continente, hoje ficou todo o tempo soprando do oceano. Imagem do radar de São Roque de alguns minutos atrás
    3 points
  37. Estamos entrando em março, o primeiro mês do outono meteorológico. Apesar de que, na maior parte do Brasil, o clima só muda na passagem para o outono astronômico, no equinócio de outono a 20 de março. E há lugares que ainda continuam quente. De qualquer forma, bem-vindo outono climático!
    2 points
  38. Olá a todos! Tendo vivenciado e acompanhado in-loco o fantástico evento da neve que acumulou nos pontos mais elevados da Serra Geral em Santa Catarina entre 22 e 23 de setembro, gostaria de relatar e deixar registrado aqui algumas discussões, análise de dados e rodagens dos modelos no decorrer do desenvolvimento deste sistema, que foram contando a história e materializando uma das mais significativas ocorrências recentes de neve tardia no Brasil. Apesar do fórum BAZ dispor de farto material e acompanhamento desse evento, e como sempre fiz em eventos do passado, deixo compartilhado aqui a minha experiência, análises e registros, derivada de mensagens trocadas com alguns usuários que participam do grupo de WhatsApp do BAZ, além do meu testemunho in-loco através de vídeos e imagens. No dia 16/09 eu chamava atenção no grupo de WhatsApp para alguns sinais que o modelo GFS começava a mostrar, especialmente na rodada das 18Z deste dia que apontava o ingresso de um sistema de alta pressão continental impulsionado por uma área de baixa pressão frente a costa. O Modelo Europeu também indicava a entrada de uma massa de ar frio continental, embora com desenho sinótico ainda distante do cenário ligeiramente mais favorável ao ingresso de ar frio como projetado pelo GFS. No dia 17/09 o GFS 12Z havia aumentado bastante o frio, começando a apontar uma remota chance de neve nos pontos mais altos da Serra Geral, muito por conta de uma camada de frio bem homogêneo até o nível de 800mb conseguir alcançar a região de São Joaquim e adjacências, apresentando em sincronia alguma precipitação segundo as projeções. Para o nível de 700mb o modelo indicava valores característicos a incursões classificadas de moderada a forte intensidade no sul do Brasil. Neste mesmo dia o Europeu 12Z também veio bem mais forte, mostrando um sistema mais organizado do que no dia anterior, quando chamei a atenção no grupo de que estava com cara de que o ECMWF iria seguir o GFS no desenho sinótico. Para o nível de 700mb o Europeu também seguiu o padrão inicial estabelecido pelo GFS. As rodadas da madrugada do dia 18/09 tornaram a confirmar o avanço do ar mais frio com características invernais, com indicativos de que seria tiro curto, mas possibilitaria uma rápida janela que poderia reunir as condições para a ocorrência de alguma precipitação invernal. A rodada da 00Z do dia 19/09 continuava incrementando ligeramente o potencial do ar frio em altura, fortalecendo a possibilidade de um evento interessante ocorrendo no final da quinta-feira. Já a rodada das 12Z neste mesmo dia mereceria a minha seguinte observação no grupo: "Rodada do Europeu 12Z é a mais forte qua a do GFS e coloca possibilidade de neve entre o final da tarde de quinta-feira ao início da madrugada de sexta nos pontos mais elevados da serra geral". Essa leitura indicava que a linha de 0oC em 800mb estava ganhando força, além de um maior resfriamento nas camadas superiores e com aumento da precipitação. Mostrava-se um desenho sinótico bastante característico dos eventos de neve no Sul do Brasil, cenário que era seguido de perto pelo CMC nesta rodada. Para o nível de 850mb o modelo Europeu também já projetava uma pequena área de 0oC acompanhando o cavado que passaria sobre a serra com instabilidades e ar mais frio no seu deslocamento. De modo contraditório aos primeiros indicativos, os principais modelos pareciam andar em direções opostas ao que indicavam nos primeiros sinais deste sistema. O GFS que havia sido o primeiro a apontar o cenário favorável para a ocorrência de neve começava a indicar uma ligeira redução no potencial de frio, especialmente nas camadas acima de 750mb, sugerindo aquecimento em 700mb a partir do meio da madrugada entrando em boa parte de SC. Cenário que dificultaria a chance de um evento mais significativo ou mesmo a sua ocorrência. Na rodada do dia seguinte o GFS aumentava ligeiramente a perspectiva de inversão entrando no meio da madrugada, projetando um cenário divergente do Europeu e de outros modelos há menos de 48h do início do evento. Situação que aquele momento colocava uma certa dose de incerteza, posto que o GFS havia sido um dos primeiros modelos a divergir dos cenários de neve fracassados que o modelo Europeu insistiu no mês de agosto. No dia 20 chegamos a viver dois momentos distintos com as rodadas do modelo Europeu. O primeiro na leitura da rodada das 00Z que eu resumia: "Europeu deu uma ligeira reduzida no avanço do ar frio, diminuindo o avanço da isoterma em 800 e a duração da isoterma em 700. Segue o baile." Mas em um segundo momento, me referindo a nova rodada daquele dia, nas 12Z, uma súbita reviravolta me fez apontar: "Rodada das 12Z do Europeu é a mais forte até o momento para a próxima MP, mantém e aumenta ligeiramente a possibilidade de neve nos pontos mais elevados da serra geral no RS e SC entre o início da noite de quinta e a madrugada de sexta". Ou seja, o modelo Europeu apresentava variações bastante significativas em um período de 12 horas entre as suas principais rodadas no dia 20/09, mas seguia firme como o modelo mais forte para o evento que se aproximava, chegando até a colocar um pequeno pontinho ("pixel") de neve no seu campo para o fenômeno. Embora o que se podia sugerir pela observação de outros indicadores fosse algo bem mais expressivo do que o mapa de neve acumulada sugeriria. Outra análise importante que eu vislumbrava em relação essa rodada 12Z do ECMWF no dia 20 foi a seguinte: "Está sozinho nessa e com cara de que vai lacrar". Indicando que o Europeu era o modelo mais consistente para a possibilidade de neve naquele momento. Já sobre o GFS fiz a seguinte referência: "Tá faltando o GFS entrar na dança. Tá mais fraco. Aguardamos aquela intensificação encima do laço". Outro aspecto a ser destacado é que em que pese o mapa de neve mostrar apenas um pixel, sendo menor em área e intensidade do que em algumas projeções furadas do mesmo modelo para eventos insignificantes ou que nem chegaram a ocorrer em agosto, as condições atmosféricas que o modelo projetava nos mapas, tais como a temperatura, ponto de congelamento, umidade e precipitação, além do desenho sinótico, eram infinitamente superiores aos mapas frustrados que o modelo insistiu em projetar no mês anterior. Relembrando o episódio didático: Campo de neve indicando boa área na serra geral, e que levou uma série de institutos divulgarem previsão de neve na grande mídia e em seus respectivos portais e redes. Temperatura sequer chegava a 0oC em 700mb Quando menos em 800mb Ainda assim os principais meios de comunicação comunicaram por dias consecutivos a previsão de alguns institutos ao público com grande sensacionalismo, causando o tradicional alvoroço e animação em aficcionados e turistas, que se deslocaram até as regiões serranas e se viram frustrados com a falta de ocorrência do fenômeno. Voltando: O dia 21/09 amanhecia com a rodada do modelo Europeu fortalecendo e ampliando a janela de probabilidade de ocorrência do fenômeno, além de uma significativa melhora na precipitação. Situação que fez o modelo ampliar ligeiramente a área do pixel de neve. Nessa rodada o modelo também havia aumentado o congelamento da atmosfera, que se manteria de forma bastante homogênea praticamente desde os 850/800mb até as camadas superiores. Situação que me faria destacar: "E nenhum instituto ou meteorologista citando essa possibilidade que já é maior do que qualquer evento de agosto". Indagado pelo colega Mário se o GFS havia melhorado também, o diagnóstico foi o seguinte: "Tá estranho, melhorou entre 800-750, continua o pior em 700, mais fraco e esfacelando muito cedo a isoterma nesse nível. Indicando inversão a partir da 00h-03h. Europeu está muito estável, e coloca precipitação durante toda a madrugada". De fato o modelo Europeu estava bastante consistente quanto a precipitação gerada pela circulação e proximidade da baixa pressão na costa, no que me fez destacar: "Desenho clássico de cavado provocando neve sob influência do ciclone". Dentro dessa perspectiva o modelo mostrava o nível do ponto de congelamento sobre as serras do RS e SC atingindo os 1.500m. O que geralmente é a altitude necessária do ponto de congelamento para precipitações invernais nos pontos mais elevados do RS e SC. O modelo também sugeria que durante o período do ponto de congelamento descendo aos 1.500m de altitude, instabilidades estariam presentes provocando precipitações sobre a região. Situação que era acompanhada pelo CMC naquela mesma rodada: Ainda no dia 21 a rodada das 12Z já trazia algumas novidades. ICON vindo com ciclone bem mais colado na costa do que a 00Z, mostrando um desenho sinótico característico aos sistemas que provocam neve no Sul do Brasil. O Europeu 06Z aparecia aumentando a isoterma em 850 na madrugada de sexta. Já o GFS 12Z também ia aproximando o ciclone da costa, como no Icon. Neste mesmo momento observava no WhatsApp BAZ: "Pela fotografia do momento não se pode descartar algum acúmulo eventual". Afirmação que geralmente prefiro de usar quando do indicativo de eventos mais expressivos. Outro ponto observado também foi: "ICON e GFS 12Z também incrementam o frio em altura, SEGUINDO O EUROKING". Fazendo naquele momento um trocadilho a exaltação bem humorada do modelo que estava bastante estável e sendo seguido nos detalhes pelos demais. Ainda assim o GFS insistia em uma inversão que poderia estragar o excelente cenário que se desenhava: "GFS melhorou em 850-800mb, mas coloca inversão em 700". Isso porquê o GFS projetava a chegada de inversão no começo da madrugada de sexta, impondo alguma divergência e incerteza nos detalhes que contam (e muito) quando estamos diante de um cenário limítrofe para a neve. "Até o meio da madrugada a atmosfera consegue conservar um bom congelamento pelo Euro até a região de São Joaquim, mas tem um pouco de inversão chegando pelo norte." "Hora que o GFS já mostra um baita aquecimento em 700hpa." Entretanto as demais rodadas e a convergência dos outros modelos mantinham a confiança em alta: "Mas acredito que a chance é boa. Principalmente entre 21h e 03h. São 6 horas de janela para a possibilidade de precipitações invernais". E logo o dia D (22/09) chegava com boas novidades no GFS, com a 00Z no início da madrugada mostrando melhorias consideráveis: "GFS 00Z aproximou MUITO a baixa pressão da costa em relação as suas rodadas anteriores Intensificou o frio de 850mb a 800mb Mas ainda é fraco de 750 a 700mb Melhorou a circulação de umidade sobre a serra" Observem que apesar de ter aproximado a baixa pressão da costa, o GFS seguia sem indicar precipitação no continente: Já o Europeu apresentava melhorias significativas e seguia firme no cenário de umidade e precipitação na noite e madrugada entre quinta e sexta-feira: "Europeu também aproximou ligeiramente. Cenário bastante estável no Euro, atrasando ligeiramente a entrada da isoterma em 800mb" "Europeu também melhorando desde ontem a umidade sobre a serra". "Cenário Formado, janela propícia a ocorrência da neve começa a partir das 21h" A 06Z do GFS viria com algumas indicações de frio incrementando em 800mb, porém mais seca. Já a 12Z daquele mesmo dia aguardava boas novidades: "CMC 12Z é neve" "GFS 12Z aumentou o frio. Melhorou em 700mb. -3 em 800mb!" Observem a potência da adveccão em 700mb, com os principais modelos projetando valores de -4 a -5 sobre a serra catarinense e até -10 sobre o RS. O que para fins de setembro são valores muito baixos e suficientes para a formação dos flocos de neve em caso de condições ideais de umidade e instabilidades presentes. Aquele dia seria o grande dia, assim todas as rodadas eram acompanhadas de perto, o que não foi diferente com a 06Z. Um cenário de incremento na umidade e frio homogêneo mais duradouro foi observado na saída do modelo Europeu, mantendo a sua estabilidade para um cenário favorável a ocorrência de neve: Com a melhoria gradual observada em todos os modelos, a rodada das 12Z viria a confirmar os indicativos com os modelos encontrando convergência para um cenário favorável a ocorrência de neve, o que foi sugerido inclusive no mapa do modelo CMC. O próprio GFS que até rodadas atrás insistia em projetar pouca ou nenhuma precipitação na madrugada de sexta sobre a serra, passou a indicar encima do lance. Cenário que já era antecipado por outros modelos, inclusive o CMC que vinha confirmando as rodadas anteriores com mais incremento em área e volume de precipitações sob o momento do pico de advecção de ar frio. O modelo europeu também vinha com muita estabilidade confirmando a projeção de precipitações no momento de maior intensidade do frio sobre a serra, Apesar dos indicativos favoráveis, o próprio modelo europeu seguia sem mostrar neve nos mapas de projeção. Exemplificando de forma didática que esta não deve ser a melhor opção na hora de formular a previsão para um fenômeno tão específico, especialmente no Brasil. O que requer a análise e consideração de outras variáveis além do mapa específico que o modelo gera para o fenômeno. O GFS era outro modelo que não apresentava neve nos seus campos, além de até o momento ser o que estava apresentando maior instabilidade e inconsistência nas suas variáveis para que se pudesse sugerir a probabilidade de ocorrência de neve naquele episódio. O único modelo que naquela rodada decisiva sugeriu neve na imagem gerada para o fenômeno em seus campos, ainda que de forma pouco expressiva, foi o CMC: Com esse cenário formado na rodada das 12Z do dia 22/09/2022 decidi iniciar a minha caçada para observação do possível fenômeno muito raro para a época do ano que poderia ocorrer nos pontos mais altos da serra catarinense. A partir do entardecer do dia 22 as temperaturas começaram a cair na serra catarinense sob condições de uma chuva fraca ou garoa, mas ainda se situavam em patamares elevados para qualquer ocorrência do fenômeno. Com as estações selecionadas abaixo é possível verificar o perfil da atmosfera em praticamente todos os níveis de altitude na região, desde os 1.200m na Terra do Gelo até os 1.800m no Morro da Igreja. 18h 5,0oC Morro da Igreja 7,3oC Cruzeiro - Montes da Serra Lodge 8,8oC Cruzeiro - Keiser 8,8oC São Joaquim - Inmet 9,9oC São Joaquim - Centro 10,9oC Bom Jardim da Serra - Terra do Gelo A partir das 21h é que foi possível observar a entrada mais forte da advecção de ar frio, que era impulsionado pelo ciclone extratropical na costa do RS, seguindo o que os modelos apresentavam. O pulso seria muito rápido, mas propiciaria uma atmosfera bastante homogênea para a ocorrência de neve na serra catarinense durando a maior parte da madrugada. 21h 1,6oC Morro da Igreja 3,4oC Cruzeiro - Montes da Serra 5,1oC Cruzeiro- Keiser 4,9oC São Joaquim - Inmet 5,8oC São Joaquim - Centro 6,7oC Bom Jardim da Serra - Terra do Gelo Em comparação com os registros das 21h, a rodada do GFS 00Z do dia 23/09/2022 com dados de entrada mais próximos do momento da ocorrência da nevada, projetava condições de uma atmosfera especialmente limítrofe para a ocorrência de neve, com chances muito pequenas para as áreas de menor altitude da serra. Mostrando que a isoterma de 0C em 850mb alcançaria apenas brevemente a região de São Joaquim entre o meio e o fim da madrugada. Fato que pode ser observado pelos registros das estações de Bom Jardim da Serra, centro de São Joaquim e outras. Até mesmo a estação Cruzeiro-Keiser, localizada a 1475m, não chegou a registrar temperatura negativa entre a madrugada e amanhecer, ficando com uma mínima de 0,2oC as 06h34. FIELD TEMPERATURE TEMPERATURE TEMPERATURE TEMPERATURE TEMPERATURE PRECIPITATION LEVEL 850 MB 800 MB 750 MB 700 MB 650 MB UNITS DEGC DEGC DEGC DEGC DEGC MM HR + 0. 2.9 -0.3 -1.8 -3.2 -6.1 0.99 + 3. 1.1 -2.0 -2.0 -3.4 -4.4 0.00 + 6. 0.4 -2.6 -1.3 -3.6 -5.0 0.00 + 9. -0.4 -1.8 -0.9 -2.6 -3.2 0.00 + 12. 1.0 -1.1 0.2 -1.4 -1.4 0.00 + 15. 4.9 0.5 -0.4 0.6 0.4 0.00 + 18. 6.7 1.9 -1.4 2.3 1.2 0.00 + 21. 5.6 1.3 -0.8 3.6 1.6 0.00 + 24. 3.9 1.5 3.4 4.9 1.5 0.00 Observem que de acordo com a rodada mais próxima do evento, a partir das 21h a atmosfera começava a ficar propícia para a queda de neve nos pontos mais altos da serra, com a isoterma de 0C em 800mb alcançando a região a partir deste horário, trazendo frio suficiente e homogêneo nas camadas mais altas, com patamares favoráveis para a formação dos flocos de neve. Entretanto, apesar de bastante significativo para fins de setembro, não pode-se dizer que se tratava de uma massa de ar frio muito potente, pois os valores não foram tão baixos quanto aos registrados em muitas outras ocorrências de neve. Vale destacar que a projeção do GFS 00Z encima da hora seguiu os demais modelos, especialmente o Europeu, que indicava a isoterma em 700mb se estendendo por um período mais longo do que o modelo americano apresentava anteriormente. O GFS vinha indicando inversão entrando a partir das 03h00 na região nas rodadas anteriores, sendo também o mais fraco e limítrofe nessa camada no intervalo mais propício para a ocorrência de neve em relação aos demais. O GFS seguia insistindo em não projetar precipitação para o decorrer da madrugada em sua rodada numérica com as coordenadas de São Joaquim. Nesse quesito o modelo acertava a precipitação que ocorria em São Joaquim até as 21h00 daquela noite, mas errava o que se seguia a partir deste horário, com chuviscos na cidade e a neve iniciando nos pontos mais altos por volta das 22h30. 00h -0,7oC Morro da Igreja 0,3oC Cruzeiro - Montes da Serra 2,3oC Cruzeiro- Keiser 2,0oC São Joaquim - Inmet 2,9oC São Joaquim - Centro 4,1oC Bom Jardim da Serra - Terra do Gelo Saindo de São Joaquim por volta das 22h20 em busca dos locais de maior altitude do município, registrava chuva com frio ainda insuficiente de 3,4oC numa estação localizada no centro de São Joaquim (Santa Cruz). Havia bastante umidade e a temperatura que teimava em não cair no final de tarde, finalmente tinha desabado com a chegada da advecção mais potente no final da noite. Chegando as 22h40 próximo ao topo da região do Cruzeiro, +- 1585m de altitude, a temperatura da estação próxima (Montes da Serra Lodge) era de apenas 0,6oC e finalmente a chuva fraca que me acompanhou por todo o trajeto, desde o centro do município até o distrito do Cruzeiro, ali já se dava na forma de uma neve bem fininha e fraca que ia e voltava. 03h -1,8oC Morro da Igreja -0,9oC Cruzeiro - Montes da Serra 0,9oC Cruzeiro- Keiser 0,6oC São Joaquim - Inmet 1,5oC São Joaquim - Centro 2,7oC Bom Jardim da Serra - Terra do Gelo Acompanhei por cerca de 1h30 algumas quedas de neve e garoa de neve fraca intercalada, em forma de pancadas, ainda sem formar flocos grandes na forma de capuchos. As imagens de radar que os colegas do grupo postavam mostravam boa carga de umidade sendo transportada para a serra com a circulação da baixa pressão na costa. O modelo Europeu havia acertado magistralmente a permanência da umidade e as instabilidades advindas daquele sistema. A temperatura caia vagarosamente na região entre 1.500m e 1.600m, mas a atmosfera seguia seu congelamento nas camadas mais altas. O Morro da Igreja já alcançava uma temperatura negativa correspondente com o projetado na rodada das 00Z do GFS, por correspondência era sabido que acima daquele nível a temperatura seria ainda mais fria e favorável. O cenário de limítrofe do final da noite estava se transformando em uma janela promissora pelo decorrer da madrugada. 23h14 - Imagem de Satélite 23h49 = Radar 23h54 00h46 Logo na minha descida em direção ao centro de São Joaquim para um breve descanso, algumas pancadas de flocos grandes começaram a cair na região entre os 1.500m e 1.450m. A linha de neve era muito definida e ia até a essa altitude, descendo um pouco mais em direção a cidade (+- 1.350m) já passado da meia noite, a chuva voltava e a temperatura encostava em 1oC. Pela webcam instalada no alto do Cruzeiro era possível verificar que a precipitação era intensa naquele momento nas regiões mais elevadas. O amanhecer prometia bons registros. 06h -1,8oC Morro da Igreja -1,1oC Cruzeiro - Montes da Serra 0,4oC Cruzeiro- Keiser 0,9oC São Joaquim - Inmet 1,4oC São Joaquim - Centro 2,6oC Bom Jardim da Serra - Terra do Gelo A pausa para um breve descanso logo foi interrompida nas primeiras horas da manhã com a verificação da webcam particular que mostraria o resultado daquela madrugada. Quando os primeiros raios de luz no início do dia transformaram a visualização de nightview para a claridade o resultado foi muito melhor do que o esperado. Uma fina camada pincelava a paisagem captada pela a webcam. A neve enfim havia caído com mais força durante a madrugada e cobria o alto da serra com um manto branco naquele amanhecer histórico. Diferentemente do ocorrido em outras oportunidades, os modelos haviam acertado a maioria dos parâmetros, mas falharam em não colocar o fenômeno em seus campos de previsão. Reiniciei a incursão em direção a região mais elevada de São Joaquim. No centro da cidade ainda chuviscava fraquinho sob aberturas no amanhecer, o que mostrava que cenários limítrofes como esse são muito dependentes da altimetria. A neve acumulada só começou a aparecer na copa das árvores por volta dos 1.500m de altitude junto a rodovia. Abaixo desse patamar ela não havia acumulado ou caído com a mesma intensidade por conta da temperatura positiva, como se observou durante toda a madrugada nas estações do centro do município ou mesmo no topo da área urbana representada pelo Inmet São Joaquim. Chegando na região do Cruzeiro, por volta dos 1.500m finalmente a neve começou a aparecer na copa das árvores e arbustos, e o visual das áreas mais elevadas a partir daquele ponto dava mostras como a neve neste episódio estava vinculada a cada palmo de altitude. Subindo um pouco mais adentrando em uma propriedade da família que fica nesta região, foi notável como a partir dos 1.550m/1.570m a paisagem já mudava bastante. Saindo de uma fraca acumulação nos arbustos para um generoso acúmulo em toda a paisagem. Uma boa quantidade de neve junto a vegetação por volta dos 1.590m de altitude Estação VUE que estava instalada no local aonde permanece a Vantage Pro 2 - Montes da Serra Lodge. Por um lapso e na empolgação só fui fazer a medição com régua nos locais sombreados por volta das 9h00. Assim, foi medido entre 2,5cm e 4cm nos locais aonde a neve resistia ao sol. Acredito que bem cedo, logo assim que a precipitação cessou, poderia chegar quase aos 5cm em alguns locais de maior acúmulo. Analisando as imagens de satélite observa-se a área de instabilidade que alcançou a região durante a noite e madrugada esteve associada a circulação da baixa pressão na costa, com um vórtice ciclônico aparecendo próximo a costa do RS. É uma situação bastante similar a observada em situações sinóticas correlatas quando da presença de um sistema de baixa pressão costuma conduzir a passagem de cavados sobre as áreas serranas do RS e SC. 5h50 UTC 6h20 UTC 7h30 UTC 8h20 UTC 9h00 UTC 9h30 UTC 10h00 UTC Como se observa, o momento de maior influência do sistema se deu durante a madrugada, convergindo com o período de maior advecção do ar frio. Nesse quesito cabe destacar que o modelo Europeu saiu-se melhor no detalhamento e estabilidade. O GFS foi um dos primeiros a indicar a possibilidade do fenômeno, mas pecou muito com a instabilidade das rodadas no transcorrer dos dias, com indicativos de inversão das camadas em rodadas muito próximas ao evento, além de apontar pouca ou nenhuma precipitação na madrugada, mesmo na sua rodada mais próxima a ocorrência de neve, quando ainda chovia em áreas serranas do RS e SC. De maneira geral foi um episódio bastante relevante do ponto de vista climatológico dada a época e a intensidade observada. Provou-se mais uma vez que os mapas de campo de neve nos modelos podem levar a erros consideráveis, haja vista as diferenças apresentadas entre os episódios frustrados de agosto e este de setembro, com bons acúmulos em uma área expressiva acima dos 1.500m em alguns municípios da serra catarinense.
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  39. Chuvas em boa parte do litoral paulista. O litoral norte teve alguns acumulados pontuais importantes nas últimas 24 h (Dados CEMADEN) 1. Bertioga Praia de Guaratuba: 169,6 mm Jardim Vista Linda: 96,2 mm Jardim Lido: 87,6 mm Bertioga-INMET: 85,8 mm 2. São Sebastião Toque-Toque Pequeno: 105,8 mm Juqueí: 48,3 mm 3. Guarujá Perequê-2: 150,5 mm Perequê: 60,8 mm 4. Ilhabela São Pedro: 148,6 mm
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  40. Muito abafado na area urbana de Nova Friburgo, segundo o site da UERJ a máxima hoje foi de 32,3°C as 13:00. No momento faz 31°C, acho que a temperatura não volta a subir, rss.
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  41. São Paulo (Mirante) no penúltimo dia do mês continua sendo a capital mais chuvosa, mas o último dia do mês isso pode mudar: as convencionais de Manaus e Belém estão quase com o mesmo acumulado do Mirante. Lembrando que em Belém a chuva ainda não atingiu a média do mês mas pode bater caso tenha chuva de acumulado elevado até amanhã de manhã. Acumulado até 9h de 27/02: São Paulo (Mirante): 427,7mm Manaus: 424,3mm Belém: 421,2mm
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  42. O vento soprando do mar acaba trazendo mais nuvens e deixa a temperatura em padrões mais civilizado digamos assim aqui no meu bairro da zona norte do Rio no momento faz 33 graus, ao amanhecer obtive a maior mínima do ano com 28 graus as 6h da manhã, dentro de casa segue um forno com 32 graus no momento. O mês de setembro, outubro temos período de calor as vezes extremo aqui no Rio, porém com oceano mais frio facilita a passagem de frente fria trazendo vários dias fresco, diferente do que ocorrer no mês de fevereiro
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  43. Bom dia. Eu dei print nesse site: https://sigmameteorologia.com/sigmaweb/stations.html Até pouco tempo atrás tinha as estações do Inmet, não sei pq tiraram..
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  44. Isto sim é sofrimento. 28.0 - 41,4°C com umidade no teto. Bafão puro.
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  45. Felanitx nas Ilhas Baleares (Espanha) 95m sobre o nível do mar https://twitter.com/i/web/status/1630284150644043776
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  46. A noite da sexta, dia 24, foi marcada por chuva volumosa em pontos dos Sertão e Cariri da Paraíba Satélite das 21h de 24/02 👆 Em Pombal a chuva teve início por volta das 21h e teve fim perto da meia noite, em alguns momentos ficou moderada/forte, mas no geral foi fraca, sempre acompanhada de trovões muito altos, que tremiam as paredes. Aqui acumulei 17,7 mm. Os acumulados nas estações da AESA foram esses 👇 São Domingos fica a 14 km a sudoeste. Esse valor de Sumé foi a maior chuva já registrada na sua série histórica, superando seu recorde anterior que pertencia a 2014: Inclusive, esse dado de Sumé foi a segunda maior chuva já registrada em 24h na região do Cariri paraibano, perde apenas para o evento de Picuí de 1940 👇
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