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Brasil Abaixo de Zero
Rodolfo Alves

Monitoramento e Previsão Climática (ENSO/SST/AAO/PDO) 2021

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1 hora atrás, Sinforiana Miguel Gonzale disse:

Aqui na minha cidade tá chovendo muito, mas tem algo haver com isso?

Essa tendência de resfriamento tem como impacto a redução das chuvas. Provavelmente veremos isso nos próximos dias ou semanas. Ao menos na região sul. Mas temos que considerar que o Atlântico oscila bastante. Esquenta e esfria em períodos curtos...

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Estamos há meses com o fenômeno La Niña, porém o fenômeno Dunning-Kruger segue derretendo o bom senso de alguns.

 

 

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2 horas atrás, SandroAlex disse:

Essa tendência de resfriamento tem como impacto a redução das chuvas. Provavelmente veremos isso nos próximos dias ou semanas. Ao menos na região sul. Mas temos que considerar que o Atlântico oscila bastante. Esquenta e esfria em períodos curtos...

 

 

verdade. Espero que não volte a aquecer muito, ainda mais no outono e no caminho pro inverno.

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Niño 1+2 não teve uma queda tão grande novamente como o esperado, até voltou a ficar em neutralidade. Isso mudou a previsão do CFS , mostrando agora que essa região do Pacífico deve ficar em neutralidade, do que em valores muito negativos. Pra mim isso é ótimo, pode afastar episódios prolongados de estiagem no Sul do Brasil. Mas por se tratar da região niño mais volátil em anomalias, ainda pode mudar tudo.

 

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Em 05/03/2021 em 18:21, Peregrine disse:

Não tivemos nem estamos com fenômeno La Nina. 6° média compensada e a Atmosfera não responde. Em anos de La Nina há um aumento de intensidade do Anticiclone nos altiplanos boliviano. Alguém vi a AB por aí ? Dipolo negativo do Atlântico não traz a ZCIT para suas posições mais a Sul. Sem La Nina, sem Cavado no Nordeste, consequentemente, sem VCAN e de meados de fevereiro até aqui tem chovido bastante no Ceará. A explicação possível seria Ondas de Rossby.

 

O fato da La Niña não estar causando efeitos na sua área não significa que ela não esteja ocorrendo. Onde está a Alta da Bolívia? Segue uma notícia de 5 dias atrás falando sobre ela e outra de 2 semanas atrás. Se acompanhar as cartas de 250 hPa vai encontrar outros momentos nos últimos dias e meses onde ela atuou com força:

 

https://metsul.com/muita-chuva-em-parte-do-mato-grosso/

 

https://www.climatempo.com.br/noticia/2021/02/11/alta-da-bolivia-provoca-muita-chuva-sobre-o-sul-da-amazonia-7977

 

ONI segundo o NOAA segue negativo, indicando La Niña, desde o trimestre julho/agosto/setembro:

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Bureau de Meteorologia da Austrália:

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Multivariate ENSO Index (negativo desde o bimestre maio/junho):

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Se tudo isso não for La Niña teremos que rever os conceitos...

 

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1 hora atrás, Flavio Feltrim disse:

 

O fato da La Niña não estar causando efeitos na sua área não significa que ela não esteja ocorrendo. Onde está a Alta da Bolívia? Segue uma notícia de 5 dias atrás falando sobre ela e outra de 2 semanas atrás. Se acompanhar as cartas de 250 hPa vai encontrar outros momentos nos últimos dias e meses onde ela atuou com força:

 

https://metsul.com/muita-chuva-em-parte-do-mato-grosso/

 

https://www.climatempo.com.br/noticia/2021/02/11/alta-da-bolivia-provoca-muita-chuva-sobre-o-sul-da-amazonia-7977

 

ONI segundo o NOAA segue negativo, indicando La Niña, desde o trimestre julho/agosto/setembro:

image.png.fe82e6a95254eee5668147e54c18e26b.png

 

Bureau de Meteorologia da Austrália:

image.png.1ee1549adccab0aec0e0046563658f23.png

 

Multivariate ENSO Index (negativo desde o bimestre maio/junho):

image.png.15c578b3784266e10a3b408b98e34e77.png

 

Se tudo isso não for La Niña teremos que rever os conceitos...

 

Quando temos La Nina estabelecido, as chuvas no Nordeste tendem a um excesso. Quanto as temperaturas do Pacífico, nada de anormal. Afinal, estamos vivenciando sua fase fria (ODP). A região do Nino 3.4 afeta muito mais o clima da América do Norte que o nosso. Nosso clima sofre mais impactos com a região do Nino 3. Quando eventos de frio extremo provocados pelo aumento de amplitude de Ondas de Rossby (americanos chamam Vórtex Polar) massas polares e frentes frias chegam a costa Norte do nosso continente. Agora, o que tenho observado é o tratamento que alguns Meteorologistas tem dado ao fenômeno, por exemplo: La Nina Fake. Seria interessante que o amigo pudesse exemplificar como o La Nina vem causando efeito no Brasil.

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No meu quintal não tá tendo La Niña, portanto todos pesquisadores do mundo sobre o tema estão errados, e eu estou certo. Essa La Niña é fake news!!

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Posted (edited)

PERFEITA a análise do amigo @Flavio Feltrim. Aliás isso é autoexplicativo.  Neste caso não há dúvidas quanto o estabelecimento do fenômeno La Niña, trouxe um mapa no tópico do monitoramento mas coloco aqui para dar ilustração dos efeitos da La Niña, o norte está com mais chuva que o normal há meses enquanto o sul vem apresentando uma série de irregularidade chuvosa. No mais, desvios em pequenas zonas são absolutamente normais. A AB e o VCAN apareceram várias vezes esse ano, o padrão de circulação principalmente no pacífico mostram a atuação da Niña. 

 

cmorph_180day_sam_pnorm.thumb.gif.8b56d47095831697498c26712f075092.gif

 

Teorias anticiência em tempos atuais estão se tornando cada vez mais comuns, se o amigo está incomodado com a classificação da La Niña por parte dos órgãos internacionais de meteorologia é fácil, estude sua tese, bem como teses contrárias, apresente dados de sua tese, crie um grande artigo científico (desde que tenha qualificação para tal) mostre toda sua conclusão sobre o tema e ai sim poderá questionar os órgãos oficiais de previsão e meteorologia. 

 

Quanto a La Niña conforme disse em outro post aqui no monitoramento está enfraquecendo, logo estaremos em uma neutralidade fria. No entanto, como disse é bem provável a volta da mesma ainda na primavera 2021. 

 

JULHO:

 

cfsv2_anomalia_mensal_sazonal_sst_d02_5.thumb.png.de545d595100416d4ac3af9ea86a4931.png

 

 

Edited by Matheus b Santos
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@Matheus b Santos, ando um pouco atucanado com aquela região de águas quentes no Atlântico Sul, que vem aparecendo em outros mapas anteriores de previsão pra Julho. Será que isso poderia avacalhar um pouco com o inverno, mesmo tendo o Pacífico resfriado? Lembro que outro colega comentou que o Atlântico varia bastante de T de um mês pra outro, e que pode ser que em Julho aquela bolha quente não seja tão forte assim. Bom, espero que tudo convirja para um bom inverno!  Abraço

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Durante 2020/2021, "será como termos uma La Niña “fake”, diz Filipe Pungirum, um dos analistas de Clima da Climatempo.

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Agora, tal fenômeno dunning-kruger parece não afetar o clima aqui pelo Ceará. Talvez seja restrito a algum quintal em POA.

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16 horas atrás, Matheus b Santos disse:

PERFEITA a análise do amigo @Flavio Feltrim. Aliás isso é autoexplicativo.  Neste caso não há dúvidas quanto o estabelecimento do fenômeno La Niña, trouxe um mapa no tópico do monitoramento mas coloco aqui para dar ilustração dos efeitos da La Niña, o norte está com mais chuva que o normal há meses enquanto o sul vem apresentando uma série de irregularidade chuvosa. No mais, desvios em pequenas zonas são absolutamente normais. A AB e o VCAN apareceram várias vezes esse ano, o padrão de circulação principalmente no pacífico mostram a atuação da Niña. 

 

cmorph_180day_sam_pnorm.thumb.gif.8b56d47095831697498c26712f075092.gif

 

Teorias anticiência em tempos atuais estão se tornando cada vez mais comuns, se o amigo está incomodado com a classificação da La Niña por parte dos órgãos internacionais de meteorologia é fácil, estude sua tese, bem como teses contrárias, apresente dados de sua tese, crie um grande artigo científico (desde que tenha qualificação para tal) mostre toda sua conclusão sobre o tema e ai sim poderá questionar os órgãos oficiais de previsão e meteorologia. 

 

Quanto a La Niña conforme disse em outro post aqui no monitoramento está enfraquecendo, logo estaremos em uma neutralidade fria. No entanto, como disse é bem provável a volta da mesma ainda na primavera 2021. 

 

JULHO:

 

cfsv2_anomalia_mensal_sazonal_sst_d02_5.thumb.png.de545d595100416d4ac3af9ea86a4931.png

 

 

 

Agradeço @Matheus b Santos pela ótima complementação!

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18 horas atrás, Peregrine disse:

Quando temos La Nina estabelecido, as chuvas no Nordeste tendem a um excesso. Quanto as temperaturas do Pacífico, nada de anormal. Afinal, estamos vivenciando sua fase fria (ODP). A região do Nino 3.4 afeta muito mais o clima da América do Norte que o nosso. Nosso clima sofre mais impactos com a região do Nino 3. Quando eventos de frio extremo provocados pelo aumento de amplitude de Ondas de Rossby (americanos chamam Vórtex Polar) massas polares e frentes frias chegam a costa Norte do nosso continente. Agora, o que tenho observado é o tratamento que alguns Meteorologistas tem dado ao fenômeno, por exemplo: La Nina Fake. Seria interessante que o amigo pudesse exemplificar como o La Nina vem causando efeito no Brasil.

 

Vamos lá então... citando você: "Quanto as temperaturas do Pacífico, nada de anormal. Afinal, estamos vivenciando sua fase fria (ODP)". ODP está predominantemente quente desde 2015, portanto não parece ser ela a responsável pelas águas mais frias do que a média na região equatorial do Pacífico;

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"A região do Nino 3.4 afeta muito mais o clima da América do Norte que o nosso. Nosso clima sofre mais impactos com a região do Nino 3". Ok, vamos olhar os últimos 3 meses na região Niño 3:

nino3.png.7ead96fab32238b640d6827697b1b684.png

 

Nossa! Esteve negativa a TSM, dentro dos parâmetros de uma La Niña e mesmo com a ODP quente! Pode ser uma La Niña Modoki? Talvez...

 

Parte do NEB está com chuvas abaixo da média? Perfeitamente possível mesmo com La Niña, pois deve-se considerar outros aspectos como dipolo do Atlântico, North Atlantic Oscillation Index, etc...

 

 

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Posted (edited)
17 horas atrás, Eclipse disse:

@Matheus b Santos, ando um pouco atucanado com aquela região de águas quentes no Atlântico Sul, que vem aparecendo em outros mapas anteriores de previsão pra Julho. Será que isso poderia avacalhar um pouco com o inverno, mesmo tendo o Pacífico resfriado? Lembro que outro colega comentou que o Atlântico varia bastante de T de um mês pra outro, e que pode ser que em Julho aquela bolha quente não seja tão forte assim. Bom, espero que tudo convirja para um bom inverno!  Abraço

 

De fato é algo que deixa todo mundo meio apreensivo, as águas quentes do Atlântico, e realmente águas quentes ao longo da costa da América do Sul em especial nas regiões subtropicais tende a significar invernos mais fracos. Há inclusive estudos sobre que mostram que as águas quentes aliadas a anomalias positivas da TSM à costa chilena(pac) modificam o padrão de circulação e a formação de cristas de alta pressão, como também atuação forte do JBN principalmente no outono - inverno, como consequência anomalias positivas de temperaturas principalmente sobre a Argentina, no entanto, neste momento ainda é viável a meu ver olhar mais para o Pacífico antes de observar o Atlântico, pois basta uma mudança brusca proporcionada por uma MP ou até mesmo pelo posicionamento da ASAS para a TSM do Atlântico mudar, realmente a TSM do Atlântico varia muito rapidamente, um fato é que o outono costuma atrasar em anos de La Niña. Apesar das projeções anteciparem esse ano (pelo que parece) acredito que a TSM do Atlântico varie até julho várias e várias vezes.

 

Só para mostrar, a La Niña atingiu seu ápice quase agora (fevereiro) e ainda teremos pelo menos mais alguns meses com ela, logo na pior das hipóteses pegaríamos um inverno com condições de neutralidade porém vindo de viés negativo e os efeitos desse viés negativo também!! diferentemente do ano passado por exemplo. Outro fator é que em anos da La Niña a estação que tem mais anomalias negativas de temperatura é o inverno, o SMN da Argentina disponibiliza um mapa bem bacana que mostra o efeito do ENOS. Veja:

 

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Agora observe o verão:

 

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Monitoremos e aguardemos.

Edited by Matheus b Santos
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4 horas atrás, Flavio Feltrim disse:

 

Vamos lá então... citando você: "Quanto as temperaturas do Pacífico, nada de anormal. Afinal, estamos vivenciando sua fase fria (ODP)". ODP está predominantemente quente desde 2015, portanto não parece ser ela a responsável pelas águas mais frias do que a média na região equatorial do Pacífico;

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"A região do Nino 3.4 afeta muito mais o clima da América do Norte que o nosso. Nosso clima sofre mais impactos com a região do Nino 3". Ok, vamos olhar os últimos 3 meses na região Niño 3:

nino3.png.7ead96fab32238b640d6827697b1b684.png

 

Nossa! Esteve negativa a TSM, dentro dos parâmetros de uma La Niña e mesmo com a ODP quente! Pode ser uma La Niña Modoki? Talvez...

 

Parte do NEB está com chuvas abaixo da média? Perfeitamente possível mesmo com La Niña, pois deve-se considerar outros aspectos como dipolo do Atlântico, North Atlantic Oscillation Index, etc...

 

 

ODP está predominantemente quente desde 2015. Equívoco: 2015/2016 atravessamos um forte El Nino. Vou tentando estabelecer esse fenômeno ao Ciclo Nodal Lunar. A região do Nino 3 vem sofrendo uma variação como  pode ser observada no gráfico postado pelo amigo. Tal variação pode ser explicada por águas aquecidas que emergem até a superfície. Dipolo do Atlântico não traz a ZCIT em suas posições mais ao Sul no Outono. Quando o Dipolo é Negativo o que existe é um reforço de umidade. Posições mais a Sul da ZCIT envolvem mecanismos mais complexos do que Dipolo. Entre estes: Alta do Atlântico Norte, Alta do Atlântico Sul, intensidade dos alisiios, forçante solar etc. Aliás, AAS bem como AAN sofrem Variabilidade decorrentes da ODP. Espero não está "enchendo o saco" do amigo, entretanto, gostaria de saber alguns impactos desse "La Nina" no Clima do Brasil.

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5 horas atrás, Matheus b Santos disse:

 

De fato é algo que deixa todo mundo meio apreensivo, as águas quentes do Atlântico, e realmente águas quentes ao longo da costa da América do Sul em especial nas regiões subtropicais tende a significar invernos mais fracos. Há inclusive estudos sobre que mostram que as águas quentes aliadas a anomalias positivas da TSM à costa chilena(pac) modificam o padrão de circulação e a formação de cristas de alta pressão, como também atuação forte do JBN principalmente no outono - inverno, como consequência anomalias positivas de temperaturas principalmente sobre a Argentina, no entanto, neste momento ainda é viável a meu ver olhar mais para o Pacífico antes de observar o Atlântico, pois basta uma mudança brusca proporcionada por uma MP ou até mesmo pelo posicionamento da ASAS para a TSM do Atlântico mudar, realmente a TSM do Atlântico varia muito rapidamente, um fato é que o outono costuma atrasar em anos de La Niña. Apesar das projeções anteciparem esse ano (pelo que parece) acredito que a TSM do Atlântico varie até julho várias e várias vezes.

 

Só para mostrar, a La Niña atingiu seu ápice quase agora (fevereiro) e ainda teremos pelo menos mais alguns meses com ela, logo na pior das hipóteses pegaríamos um inverno com condições de neutralidade porém vindo de viés negativo e os efeitos desse viés negativo também!! diferentemente do ano passado por exemplo. Outro fator é que em anos da La Niña a estação que tem mais anomalias negativas de temperatura é o inverno, o SMN da Argentina disponibiliza um mapa bem bacana que mostra o efeito do ENOS. Veja:

 

 

 

Muito obrigado pela excelente explicação, @Matheus b Santos!! :D Deu pra aprender bastante coisa interessante!

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22 horas atrás, Matheus b Santos disse:

 

 

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Fui olhar a anomalia de fevereiro de TSM e o resultado não me surpreendeu.

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Dipolo positivo (apesar de ser o mapa apenas de fevereiro, não é um cenário recente), situação condizente com chuva abaixo da média nessa região que me envolve (nordeste do Nordeste) e acima ali nas Guianas. Li em algum lugar, não lembro onde (se eu lembrar e achar o local onde vi sobre, eu respondo esse post com ele), que há uma correlação inversa entre essas duas regiões.

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19 horas atrás, Peregrine disse:

ODP está predominantemente quente desde 2015. Equívoco: 2015/2016 atravessamos um forte El Nino. Vou tentando estabelecer esse fenômeno ao Ciclo Nodal Lunar. A região do Nino 3 vem sofrendo uma variação como  pode ser observada no gráfico postado pelo amigo. Tal variação pode ser explicada por águas aquecidas que emergem até a superfície. Dipolo do Atlântico não traz a ZCIT em suas posições mais ao Sul no Outono. Quando o Dipolo é Negativo o que existe é um reforço de umidade. Posições mais a Sul da ZCIT envolvem mecanismos mais complexos do que Dipolo. Entre estes: Alta do Atlântico Norte, Alta do Atlântico Sul, intensidade dos alisiios, forçante solar etc. Aliás, AAS bem como AAN sofrem Variabilidade decorrentes da ODP. Espero não está "enchendo o saco" do amigo, entretanto, gostaria de saber alguns impactos desse "La Nina" no Clima do Brasil.

 

A ODP está quente DESDE o El Niño 2015/16, ou seja, mesmo após o fim desse Niño ela continua quente (5 anos). Portanto, as anomalias negativas do Pacífico Equatorial não parecem ter relação com a ODP ou outra variabilidade decadal nesse momento, mas sim por alguma variabilidade interanual.

 

Citando você: "Posições mais a Sul da ZCIT envolvem mecanismos mais complexos do que Dipolo. Entre estes: Alta do Atlântico Norte, Alta do Atlântico Sul, intensidade dos alisiios, forçante solar etc". Ao dizer isso você concorda com o que eu falei sobre a NAO influenciar, afinal, os mecanismos que você citou são parte da construção desse índice.

 

Quer saber sobre impactos no clima do Brasil? Recomendo a leitura: https://www.nature.com/articles/s43017-020-0040-3

Se quiser baixar o pdf, encontrará esse artigo completo aqui: https://www.researchgate.net/publication/340635829_Climate_impacts_of_the_El_Nino-Southern_Oscillation_on_South_America

 

Agradeço ao @CloudCb pelo mapa que evidencia o dipolo positivo no Atlântico, corroborando com a diminuição das chuvas em parte do nordeste mesmo com uma La Niña ainda em andamento.

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Em 09/03/2021 em 14:54, Flavio Feltrim disse:

 

A ODP está quente DESDE o El Niño 2015/16, ou seja, mesmo após o fim desse Niño ela continua quente (5 anos). Portanto, as anomalias negativas do Pacífico Equatorial não parecem ter relação com a ODP ou outra variabilidade decadal nesse momento, mas sim por alguma variabilidade interanual.

 

Citando você: "Posições mais a Sul da ZCIT envolvem mecanismos mais complexos do que Dipolo. Entre estes: Alta do Atlântico Norte, Alta do Atlântico Sul, intensidade dos alisiios, forçante solar etc". Ao dizer isso você concorda com o que eu falei sobre a NAO influenciar, afinal, os mecanismos que você citou são parte da construção desse índice.

 

Quer saber sobre impactos no clima do Brasil? Recomendo a leitura: https://www.nature.com/articles/s43017-020-0040-3

Se quiser baixar o pdf, encontrará esse artigo completo aqui: https://www.researchgate.net/publication/340635829_Climate_impacts_of_the_El_Nino-Southern_Oscillation_on_South_America

 

Agradeço ao @CloudCb pelo mapa que evidencia o dipolo positivo no Atlântico, corroborando com a diminuição das chuvas em parte do nordeste mesmo com uma La Niña ainda em andamento.

Caro Flávio, muito agradeço sua atenção. Nunca podemos chegar a conclusões (em Ciência chama-se Tese) partindo de premissa (em Ciência chama-se hipótese) falseaveis. De 1945 até 1975 o Pacífico esteve em sua fase fria. Vale ressaltar o forte El Nino entre 1957/1959. A Lua, em seu Ciclo de ~20 anos atuava entre 18,4° (N/S) e 23,5° (N/S), portanto, dentro dos trópicos. Outra questão interessante é que a mídia da época no HN (década de 70) anunciava que estaríamos entrando em uma nova "pequena idade do gelo". De 1976 até 2003 o Pacífico entra em sua fase quente. Novamente chamo a atenção para o forte El Nino de 1997/1998. A Lua novamente atuando em 18,4°. Entre o início dos anos 2000 até os nossos dias, o Pacífico vai dando sinais de resfriamento. Ressaltando nesse período o forte El Nino 2015/2016. Mais uma vez, a Lua atuando em 18,4°. Quanto ao artigo que você me enviou, vale ressaltar "anomalias de circulação atmosférica relacionadas ao trem de ondas de Rossby". Essa compreensão parece fugir da meteorologia brasileira. Valeu !

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Sou sempre agradecido aos que buscam através do diálogo enriquecer conhecimentos.

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20 minutos atrás, Peregrine disse:

Caro Flávio, muito agradeço sua atenção. Nunca podemos chegar a conclusões (em Ciência chama-se Tese) partindo de premissa (em Ciência chama-se hipótese) falseaveis. De 1945 até 1975 o Pacífico esteve em sua fase fria. Vale ressaltar o forte El Nino entre 1957/1959. A Lua, em seu Ciclo de ~20 anos atuava entre 18,4° (N/S) e 23,5° (N/S), portanto, dentro dos trópicos. Outra questão interessante é que a mídia da época no HN (década de 70) anunciava que estaríamos entrando em uma nova "pequena idade do gelo". De 1976 até 2003 o Pacífico entra em sua fase quente. Novamente chamo a atenção para o forte El Nino de 1997/1998. A Lua novamente atuando em 18,4°. Entre o início dos anos 2000 até os nossos dias, o Pacífico vai dando sinais de resfriamento. Ressaltando nesse período o forte El Nino 2015/2016. Mais uma vez, a Lua atuando em 18,4°. Quanto ao artigo que você me enviou, vale ressaltar "anomalias de circulação atmosférica relacionadas ao trem de ondas de Rossby". Essa compreensão parece fugir da meteorologia brasileira. Valeu !

 

Só para eu entender direito: você está afirmando que não está ocorrendo nem ocorreu La Niña correto? O que seria então? Estamos apenas numa conjunção entre a fase fria da ODP e na ascendente do ciclo nodal lunar?

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pensei em tirar um tempinho nesse final de semana para pesquisar qual ano seria análogo a 2021 nas condições do Pacífico e Atlântico.

Porém, se alguém já souber, poderia postar aqui? Estou bem curioso nisso. Não que eu vá tomar tal analogia como uma projeção fiel ao que possa ocorrer nesse ano, mas acho que seria um estudo interessante

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RESUMO: Atual La Niña enfraquece, mas não se descarta retorno do fenômeno no fim de 2021 ANÁLISE: Em atualização em 11 de março de 2021, a Agência de Meteorologia e Oceanografia Norte Americana (NOAA) manteve em 60% a chance do atual fenômeno La Niña enfraquecer a ponto de se tornar neutro durante o outono do Hemisfério Sul (entre abril e junho). Até o mês passado, no entanto, algumas simulações americanas, como o CFSv2, indicavam uma chance de manutenção do fenômeno durante o ano. Atualmente, ele vem seguindo o cenário descrito pela NOAA com o desvio da temperatura do Pacífico entre 0°C e valores acima de -0,5°C, considerado neutro. Em nenhum momento, pelo menos até novembro, há previsão de desvios positivos de temperatura, indicando que, apesar do término do atual La Niña, o oceano permanecerá sob águas levemente mais frias que o normal. As previsões mais consistentes com o término do La Niña acontecem por conta da temperatura do Pacífico em profundidade. Uma grande massa de água mais quente que o normal entre 150 e 200 metros de profundidade avançou rapidamente de oeste para leste a partir do fim de fevereiro. Atualmente, ela está chegando a 150 graus oeste. O avanço da água quente está fazendo com que a temperatura da água em superfície aumente rapidamente. Por isso mesmo, a NOAA afirma que atualmente ainda estamos sob La Niña, mas um fenômeno que caminha para seu ocaso. Pensando-se na distribuição da chuva para abril-maio-junho, a simulação probabilística da Universidade de Colúmbia (IRI) indica chuva inferior à média para a Região Sul, Mato Grosso do Sul, leste e norte do Nordeste e no leste da Região Norte e acima da média no Sudeste, Bahia, Goiás, Acre, Amazonas, oeste do Pará e parte de Mato Grosso. A chuva acima da média entre o Sudeste e Centro-Oeste aconteceria muito por conta de frentes frias mais ativas em junho. A chuva prevista para abril e maio deverá ficar abaixo da média nas duas Regiões. Além disso, há previsão de frio mais frequente no centro e sul do Brasil entre a segunda quinzena de maio e o mês de junho.
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Agora, JOÃO MARCOS disse:
RESUMO: Atual La Niña enfraquece, mas não se descarta retorno do fenômeno no fim de 2021 ANÁLISE: Em atualização em 11 de março de 2021, a Agência de Meteorologia e Oceanografia Norte Americana (NOAA) manteve em 60% a chance do atual fenômeno La Niña enfraquecer a ponto de se tornar neutro durante o outono do Hemisfério Sul (entre abril e junho). Até o mês passado, no entanto, algumas simulações americanas, como o CFSv2, indicavam uma chance de manutenção do fenômeno durante o ano. Atualmente, ele vem seguindo o cenário descrito pela NOAA com o desvio da temperatura do Pacífico entre 0°C e valores acima de -0,5°C, considerado neutro. Em nenhum momento, pelo menos até novembro, há previsão de desvios positivos de temperatura, indicando que, apesar do término do atual La Niña, o oceano permanecerá sob águas levemente mais frias que o normal. As previsões mais consistentes com o término do La Niña acontecem por conta da temperatura do Pacífico em profundidade. Uma grande massa de água mais quente que o normal entre 150 e 200 metros de profundidade avançou rapidamente de oeste para leste a partir do fim de fevereiro. Atualmente, ela está chegando a 150 graus oeste. O avanço da água quente está fazendo com que a temperatura da água em superfície aumente rapidamente. Por isso mesmo, a NOAA afirma que atualmente ainda estamos sob La Niña, mas um fenômeno que caminha para seu ocaso. Pensando-se na distribuição da chuva para abril-maio-junho, a simulação probabilística da Universidade de Colúmbia (IRI) indica chuva inferior à média para a Região Sul, Mato Grosso do Sul, leste e norte do Nordeste e no leste da Região Norte e acima da média no Sudeste, Bahia, Goiás, Acre, Amazonas, oeste do Pará e parte de Mato Grosso. A chuva acima da média entre o Sudeste e Centro-Oeste aconteceria muito por conta de frentes frias mais ativas em junho. A chuva prevista para abril e maio deverá ficar abaixo da média nas duas Regiões. Além disso, há previsão de frio mais frequente no centro e sul do Brasil entre a segunda quinzena de maio e o mês de junho.

Muito obrigado pela informação, mas  a parte que eu mais gostei foi no final: " Além disso, há previsão de frio mais frequente no centro e sul do Brasil entre a segunda quinzena de maio e o mês de junho."

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EL NIÑO / OSCILAÇÃO SUL (ENSO)
DISCUSSÃO DIAGNÓSTICA
emitido pelo
CLIMATE PREDICTION CENTER / NCEP / NWS
e o International Research Institute for Climate and Society

 

11 de março de 2021

 

Status do sistema de alerta ENSO: Aviso La Niña

 

Sinopse:   Há uma chance de ~ 60% de uma transição de La Niña para ENSO-Neutro durante a primavera de 2021 do Hemisfério Norte (abril a junho).

O La Niña continuou durante fevereiro, refletido por anomalias de temperaturas da superfície do mar abaixo da média (TSM), que se estendeu do oeste ao centro-leste do Oceano Pacífico [Fig. 1] . As SSTs voltaram para perto da média no Oceano Pacífico oriental no final de janeiro, antes de oscilar durante fevereiro, conforme indicado pela variabilidade semana a semana na maioria das regiões do índice Niño [Fig. 2] . Os últimos valores do índice Niño semanal no Oceano Pacífico central (Niño-4) e centro-leste (Niño-3.4) foram -0,8 ° C e -0,7 ° C. As SSTs abaixo da média foram associadas a anomalias negativas de temperatura subsuperficial [Fig. 3] , que enfraqueceu visivelmente durante o mês. Atualmente, as anomalias de subsuperfície negativas se estendem da superfície até aproximadamente ~ 150m abaixo da superfície entre 150 ° E e 90 ° W[FIG. 4] . As anomalias do vento de baixo nível mostraram períodos de ventos de leste intensificados, mas localizados, no centro-leste do Pacífico. Anomalias de vento de nível superior ocorreram no oeste do Pacífico tropical central e oriental. A supressão da convecção tropical sobre o Pacífico ocidental e central enfraqueceu durante fevereiro, assim como o aumento das chuvas nas Filipinas e na Indonésia [Fig. 5] em comparação com os meses anteriores. A Oscilação Sul e Oscilação Equatorial Sul permaneceram positivas, mas também enfraqueceram. No geral, o sistema acoplado oceano-atmosfera é consistente com um La Niña fraco ou em decomposição.

A maioria dos modelos na pluma IRI / CPC prevê uma transição para ENSO-neutro durante a primavera de 2021 do Hemisfério Norte [Fig. 6] . O consenso do previsor concorda com esta transição e, em seguida, prevê uma continuação do ENSO-neutro pelo menos durante o verão no Hemisfério Norte. Em parte, devido à incerteza nas previsões feitas nesta época do ano, a previsão para setembro-novembro continua com confiança menor com 45-50% para La Niña e 40-45% para ENSO-Neutro, com baixa chance para El Niño. Em resumo, há uma chance de ~ 60% de uma transição de La Niña para ENSO-Neutro durante a primavera de 2021 no Hemisfério Norte (abril-junho; clique em previsão de consenso CPC / IRI para as chances em cada período de 3 meses).

Prevê-se que o La Niña afetará o clima nos Estados Unidos durante os próximos meses. As perspectivas sazonais de temperatura e precipitação de 3 meses serão atualizadas na quinta-feira, 18 de março.

Esta discussão é um esforço consolidado da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), do Serviço Meteorológico Nacional da NOAA e de suas instituições financiadas. As condições oceânicas e atmosféricas são atualizadas semanalmente no site do Centro de Previsão do Clima ( Condições Atuais do El Niño / La Niña e Discussões de Especialistas ). Perspectivas e análises adicionais também estão disponíveis em um blog do ENSO . Uma previsão de força probabilística está disponível aqui . A próxima Discussão de Diagnóstico da ENSO está agendada para 8 de abril de 2021.

Para receber uma notificação por e-mail quando as Discussões de Diagnóstico da ENSO forem lançadas, envie uma mensagem por e-mail para: ncep.list.enso-update@noaa.gov .

 

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É isso, em tese a La Niña está enfraquecendo pela discussão do CPC/IRI, o que já vinha dizendo aqui. No entanto, se mantém até meados de maio, e até junho estaremos já na neutralidade que tudo indica ser fria. 

 

Os meteorologistas já alertam para chance de uma nova La Niña no outono/inverno boreal, ou seja, na nossa primavera verão 2021/2022. 

 

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Tendência de queda no AAO.

 

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Agora aumenta a possibilidade da chegada de MPs no Brasil nas próximas semanas. ❄😀

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Não me espanta o Bureau de Meteorologia Australiano já ter liquidado a La Niña antes da maioria dos institutos, eles sempre tendem ao aquecimento (assim como o modelo deles)...

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Atlântico Sul com anomalia negativa há um bom tempo!!

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