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Brasil Abaixo de Zero

Flavio Feltrim

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Everything posted by Flavio Feltrim

  1. Porque não é prioridade do governo federal nos últimos anos! O orçamento do ministério da agricultura tem sido remanejado para outras áreas, (ex: "orçamento secreto"), então não temos como saber para onde o dinheiro está indo. Por isso, não só essa estação mas muitas outras no país estão sendo desativadas ou deixadas sem manutenção (Curitiba por exemplo), além do cancelamento de contrato de observadores das convencionais... Segundo documento emitido pelo INMET em março de 2021, "O INMET tem enfrentado cortes recorrentes no seu planejamento orçamentário; isso além de dificultar a gestão do órgão, limita a execução de ações que dependem de recursos financeiros para serem cumpridas. Citamos algumas: aquisições de equipamentos e softwares, investimentos na ampliação da rede meteorológica, contratações de empresas para prestação de serviços diversos, contratação de mais consultores, publicação de novos concursos públicos para ampliação do quadro de servidores etc". Fontes: https://portal.inmet.gov.br/uploads/notastecnicas/MAPA-14304306-PDTIC-INMET-2021-2022.pdf https://portal.inmet.gov.br/uploads/notastecnicas/PE_INMET_SDI_Mapa_2021_2030_Final.pdf
  2. Ia propor isso mesmo, colocar num local para não ficar perdido aqui nesse thread. E parabéns ao @kevin cassol pela dedicação no estudo!
  3. É a MJO que está voltando para as fases que nos favorecem (fase 1 e 8), o que acaba enfraquecendo o padrão de bloqueio. Desde meados de junho estava mais favorável para a região do Pacífico e Oceania, mas os modelos tem insistido num retorno a fase 1 (inclusive já entramos conforme os diagramas):
  4. Ainda acho que teremos um evento forte esse ano... para depois fritarmos igual a Europa! C'est la vie!
  5. Modelo americano sugere que o bloqueio caminha mesmo para o fim conforme se vê nas projeções da onda de propagação da MJO destacadas no retângulo vermelho, ou seja, no período entre 20 de julho e 20 de agosto existe a chance de termos boas incursões se os outros parâmetros ajudarem (AAO, La Niña, etc) porque pelo menos a MJO estará mais favorável que agora. Na área da seta vermelha mostra bem o forte bloqueio atual...
  6. O corte vertical na atmosfera polar, que detecta a presença e intensidade do vórtice polar, mostra claramente o padrão que favoreceu a incursão polar da semana passada (que indiquei com o círculo) e que precede a queda da AAO... lembrando que AAO, medida à 700 mb e positiva significa que o vórtice polar está intenso, retendo frio no polo; se está negativo significa que o vórtice polar está ondulando para fora do polo, favorecendo incursões polares. Além disso, outros fatores como bloqueios no sul da América do Sul (círculo verde) e MJO em fase 1 ou 8 costumam ajudar:
  7. Diferença da TSM global é gritante entre 1988 e 2022... triste de ver! Desse jeito as La Niñas, por mais forte que sejam, impactarão cada vez menos se o restante do planeta continuar fervendo assim!
  8. @Peregrine, compartilhe conosco os artigos completos que embasam seu argumento para que possamos entender melhor!
  9. Uma pena essa casa estar como você relatou, parece bem simpática e a paisagem muito bonita... e parabéns pelos esforços em medir aí em Piraquara!
  10. Excelente análise, parabéns! Fico feliz em ver o desempenho do COSMO, esse modelo tem surpreendido positivamente nos últimos tempos. Por outro lado, o modelo australiano (do qual sou muito crítico) teve o desempenho pífio esperado!
  11. Incrível como o o padrão de bloqueio ancorou Potira na região! Se a TSM tivesse um pouco mais quente e o shear menor...
  12. Não me espanta o Bureau de Meteorologia Australiano já ter liquidado a La Niña antes da maioria dos institutos, eles sempre tendem ao aquecimento (assim como o modelo deles)...
  13. Só para eu entender direito: você está afirmando que não está ocorrendo nem ocorreu La Niña correto? O que seria então? Estamos apenas numa conjunção entre a fase fria da ODP e na ascendente do ciclo nodal lunar?
  14. A ODP está quente DESDE o El Niño 2015/16, ou seja, mesmo após o fim desse Niño ela continua quente (5 anos). Portanto, as anomalias negativas do Pacífico Equatorial não parecem ter relação com a ODP ou outra variabilidade decadal nesse momento, mas sim por alguma variabilidade interanual. Citando você: "Posições mais a Sul da ZCIT envolvem mecanismos mais complexos do que Dipolo. Entre estes: Alta do Atlântico Norte, Alta do Atlântico Sul, intensidade dos alisiios, forçante solar etc". Ao dizer isso você concorda com o que eu falei sobre a NAO influenciar, afinal, os mecanismos que você citou são parte da construção desse índice. Quer saber sobre impactos no clima do Brasil? Recomendo a leitura: https://www.nature.com/articles/s43017-020-0040-3 Se quiser baixar o pdf, encontrará esse artigo completo aqui: https://www.researchgate.net/publication/340635829_Climate_impacts_of_the_El_Nino-Southern_Oscillation_on_South_America Agradeço ao @CloudCb pelo mapa que evidencia o dipolo positivo no Atlântico, corroborando com a diminuição das chuvas em parte do nordeste mesmo com uma La Niña ainda em andamento.
  15. Vamos lá então... citando você: "Quanto as temperaturas do Pacífico, nada de anormal. Afinal, estamos vivenciando sua fase fria (ODP)". ODP está predominantemente quente desde 2015, portanto não parece ser ela a responsável pelas águas mais frias do que a média na região equatorial do Pacífico; "A região do Nino 3.4 afeta muito mais o clima da América do Norte que o nosso. Nosso clima sofre mais impactos com a região do Nino 3". Ok, vamos olhar os últimos 3 meses na região Niño 3: Nossa! Esteve negativa a TSM, dentro dos parâmetros de uma La Niña e mesmo com a ODP quente! Pode ser uma La Niña Modoki? Talvez... Parte do NEB está com chuvas abaixo da média? Perfeitamente possível mesmo com La Niña, pois deve-se considerar outros aspectos como dipolo do Atlântico, North Atlantic Oscillation Index, etc...
  16. O fato da La Niña não estar causando efeitos na sua área não significa que ela não esteja ocorrendo. Onde está a Alta da Bolívia? Segue uma notícia de 5 dias atrás falando sobre ela e outra de 2 semanas atrás. Se acompanhar as cartas de 250 hPa vai encontrar outros momentos nos últimos dias e meses onde ela atuou com força: https://metsul.com/muita-chuva-em-parte-do-mato-grosso/ https://www.climatempo.com.br/noticia/2021/02/11/alta-da-bolivia-provoca-muita-chuva-sobre-o-sul-da-amazonia-7977 ONI segundo o NOAA segue negativo, indicando La Niña, desde o trimestre julho/agosto/setembro: Bureau de Meteorologia da Austrália: Multivariate ENSO Index (negativo desde o bimestre maio/junho): Se tudo isso não for La Niña teremos que rever os conceitos...
  17. Você comentou que "não temos La Niña (acoplamento Oceano/Atmosfera)" mas essa informação não parece correta. Um dos indicadores do acoplamento é a SOI e nesse momento ela está positiva (+12). Além disso, vários outros parâmetros confirmam que ainda temos La Niña atuante e acoplada (cloudiness, OLR, trade winds, TSM, termoclina, etc).
  18. Não dá pra confiar nessas rodadas isoladas dos modelos porque logo muda tudo... veja que as anteriores em vermelho mostravam outro cenário e logo volta a TSM lá pra cima. Tem q observar ao longo do tempo e a média dos ensembles!
  19. O cenário ATUAL dá indicativos de que o inverno no Hemisfério Sul (quiça no sul do Brasil) será interessante em termos de frio!!! Aguardando as próximas rodadas...
  20. O Bureau de Meteorologia da Austrália (BoM) é muito competente, mas já percebi que o modelo deles sempre tende para o quente em comparação com os demais! Embora todos modelos apontem para um enfraquecimento da La Niña até junho, a intensidade desse enfraquecimento é maior pelo BoM. Curiosamente, alguns modelos de mais longo prazo apontam para um enfraquecimento da La Niña no meio do ano mas ela retornaria em outubro, outros mostram que no final do ano teremos neutralidade. Esperar para ver como será a partir de julho... vejam na imagem abaixo que o modelo australiano é o único que não coloca anomalia negativa da TSM na região 3.4 e o modelo da NASA é o extremo oposto (esse por outro lado costuma ser sempre mais frio que os demais):
  21. TSM do Atlântico Sul também segue baixa: Esse gráfico refere-se a área da imagem abaixo:
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