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Brasil Abaixo de Zero

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Showing content with the highest reputation since 06/24/18 in all areas

  1. 21 points
    Comunico a todos que farei a desativação de todas as minhas 21 estações. Obrigado a todos que me apoiaram.
  2. 21 points
    Devem ter colocado alguma coisa na água dos bazianos hoje.
  3. 20 points
    URGENTE......!!!!!!!!!!!!!!! HABEMUS TEMPESTADE TROPICAL IBA.....!!!!!!!!!! CONFIRMAÇÃO OFICIAL VINDO AGORA PELO CENTRO HIDROGRÁFICO DA MARINHA (CHM))
  4. 20 points
    RECORDAR É VIVER. Hoje completamos 5 anos da nevada de 2013. Guarapuava nunca esteve tão linda!
  5. 20 points
    Hoje completa 1 ano desse evento de intenso congelamento lá no topo do pico da Bandeira. A montanha ficou coberta de gelo e a tarde, mesmo com o sol, ainda se observava grandes placas de gelo no topo. A previsão na época indicava até a possibilidade de neve acima dos 2500 metros. Outras imagens: https://www.youtube.com/watch?v=pi3hwgC6pFE
  6. 19 points
    Florianópolis em uma das melhores fotos do ano. Fonte: Geoclima
  7. 18 points
    Poderosíssima squall line (linha de instabilidade) passou pelo noroeste do PR no amanhecer desta quinta-feira. As rajadas chegaram a 89 km/h na estação do SIMEPAR em Cianorte, houve queda de granizo, alguns destelhamentos e árvores caíram.
  8. 18 points
    Como alguns de vocês já sabem, entre os dias 5 e 12 de agosto estive de viagem pelo sul da Patagônia argentina, pelas cidades de El Calafate e Ushuaia. E agora trago fotos e um breve relato dessa viagem. Antes de mais nada, vamos a alguns dados: EL CALAFATE El Calafate é uma pequena cidade de pouco mais de 20 mil habitantes fundada em 1927, que fica no oeste da província (estado) de Santa Cruz. As coordenadas são: 50º20'22"S e 72º15'54"O. A média 1961-1990 para julho, o mês mais frio do ano, é de -2,8ºC/4,3ºC. Já janeiro tem médias de 7,7ºC/18,7ºC e a precipitação total anual é de apenas 209,4 mm. Os extremos da cidade foram -17,4ºC (inclusive este recorde é recente, de 2014) e 28,4ºC. A localização no mapa (ponto vermelho. Em azul está Buenos Aires) Nos dias prévios à viagem, consultei a previsão e indicava -3ºC. Fiquei mais aliviado porque não tenho muita roupa de frio e essa temperatura não seria muito mais baixa do que o que pego em Buenos Aires nos dias mais frios do ano. No dia de embarcar, no entanto, surpresa: Calafate registrava -5,2ºC às 3h. Embarquei no voo às 5h15 e cheguei pouco depois das 8h. O voo foi praticamente todo sem nada de turbulência (aliás, uma curiosidade: aqui na Argentina algumas pessoas ainda têm o hábito de aplaudir o piloto quando o avião pousa. Mas nas rotas indo e vindo da Patagônia, que quase sempre são complicadas, os aplausos são generalizados). Apesar do horário da viagem, o voo foi inteiro noturno. Isso porque em Calafate amanhece depois das 9h nesta época do ano. Não pude ver nada, infelizmente. Chegando no aeroporto, para a minha surpresa, estava nevando. A temperatura era de -4ºC. Aquele dia teve uma manhã nublada e com neve fraca. Durante a tarde o tempo foi abrindo aos poucos, mas não foi o suficiente para esquentar: a máxima foi de apenas 1,2ºC (a mínima havia sido de -5,6ºC). A cidade passou o dia coberta por neve. No fim da noite a temperatura caiu rapidamente. No dia seguinte, dia 6, justo o que mais temia o frio, pois faria uma caminhada acima de um glaciar, o dia amanheceu ensolarado e congelante: mínima de -10ºC. Tomei a van que me levaria ao Perito Moreno. O Perito Moreno é um glaciar imenso. Tem um paredão de gelo de aproximadamente 70 metros de altura e uma superfície de 250 km². Para se ter uma ideia, é maior que a cidade Buenos Aires, que tem 3 milhões de habitantes e tem apenas 203 km². Das passarelas (onde fui na tarde daquele dia) se via assim: É imenso e impressiona o barulho do gelo quando cai, parece que está trovejando. Mas mais incrível ainda foi estar em cima dele. As agências turísticas da região oferecem a caminhada sobre o glaciar, onde se podem ver várias formações de gelo (tinha até caverna de gelo!). Quando fiz a caminhada, estava nublado e o glacial coberto por neve, então não dava pra ver muito o azul do gelo. Mas foi uma experiência incrível por paisagens bem distantes da nossa realidade: Neste dia, apesar do sol à tarde, a temperatura não passou de 2ºC. No dia seguinte, dia 7, novamente um amanhecer muito gelado: mínima de -9ºC (a máxima não passou de 3,2ºC). O aeroporto fechou por névoa e houve problemas com voos nesse dia. Cheguei ao aeroporto por volta das 10h para pegar um voo para Ushuaia, a cidade seguinte da minha viagem. Mas tive uma desagradável surpresa: o voo teve um único overbooking e a única pessoa que não tinha assento marcado (eu, claro) teria que ir depois. Me ofereceram um voo no mesmo horário, mas aqui para Buenos Aires, onde chegaria e meia hora depois embarcaria no voo para Ushuaia. Como não tinha nada lá no primeiro dia, eu chegaria apenas 7 horas depois, e amo voar (ia voar 1h, voaria 6h30) não me pareceu tão grave. Apenas lamentei que perderia a paisagem dos Andes, já que chegaria ao fim do mundo já de noite. Embarquei e pude ver toda a região de Calafate coberta pela neve: O voo chegou a Buenos Aires por volta de 15h45, com uma temperatura de 18ºC (depois de 3 dias com temperaturas sempre de 3ºC pra baixo, parecia verão) e perdi a conexão que faria para Ushuaia. Como já não havia nenhum outro voo para Ushuaia naquele dia, me pagaram transporte, alimentação e hotel e passei a noite em Buenos Aires. Eis que me lembrei da comunicação que o piloto no voo de Calafate a Buenos Aires fez aos passageiros: "Buenos Aires vai nos receber com tempo ainda estável, com 18ºC, mas são esperadas tormentas para o período da noite". Chequei a previsão e, de fato, parece que ia acontecer o que mais temia: ou o voo atrasaria ou ia ter que decolar (ou chegar, mas no caso era decolar) em meio à chegada de uma clássica frente fria de inverno, com temporais e ventania. Cheguei ao aeroporto às 2h do dia 8, ainda com temperatura ao redor de 16ºC e condições pré-frontais, mas logo o vento virou. As condições meteorológicas não impediram a decolagem mas, das 3h30 de voo, houve turbulência em mais ou menos 2h15. Aqui por Buenos Aires podia-se ver os relâmpagos do avião (tentei tirar, mas não consegui. A foto abaixo é sobrevoando Buenos Aires). Depois, o avião seguiu rumo ao sul, sentido contrário do vento, com muita turbulência. Uma breve pausa permitiu o serviço de bordo e novamente houve turbulência, desta vez mais fraca, já chegando a Ushuaia, como sempre. Após 3h30 o avião pousou, aplausos generalizados e, novamente, não consegui ver a paisagem: chegamos às 8h e em Ushuaia também amanhece depois das 9h nesta época (e às 9h59 em junho!). USHUAIA Ushuaia é a cidade mais ao sul do mundo, com posição geográfica 54°48′26″S e 68°18′16″O. Na verdade, existe um povoado chileno ainda mais ao sul, mas que não chega à categoria de cidade. Ushuaia foi fundada em 1884, sempre tentou ser povoada pelo governo da Argentina (até hoje, inclusive, comento isso no fim do post), conta com aproximadamente 60 mil habitantes (mas parece mais) e atenção para as distâncias: quase 2.500 km de Buenos Aires, mas em torno de 1.000 km da Antártica apenas. Julho é o mês mais frio, com médias de -1,7ºC e 4,2ºC e janeiro é o mais quente, com 5,4ºC a 13,9ºC. Os extremos no aeroporto (que é no meio do oceano) são de -13,9ºC e 27,4ºC. Na estação oficial, que já mudou de lugar algumas vezes, segundo o que li, o recorde é de -21,1ºC para as mínimas e 29,4ºC para as máximas. A média de chuvas é de 529,7 mm por ano. Aqui devo fazer uma observação: peguei dias bem frios em Calafate, mas é um frio seco e sem vento. Ushuaia não teve temperaturas tão baixas quando fui, mas em compensação a umidade e o vento fazem a sensação térmica ser muito baixa lá. Imaginem que é uma cidade ao nível do mar, sem praticamente nada na frente (exceto umas pequenas montanhas pertencentes ao Chile) e virada pro lado sul. Outros dados interessantes sobre a região: a Terra do Fogo (estado - ou província, como dizemos aqui, onde fica Ushuaia) é uma ilha meio desconectada do resto da Argentina. Para chegar por terra até lá, primeiro é necessário cruzar a fronteira com o Chile e depois voltar. Além disso, Ushuaia é a única cidade argentina DO OUTRO LADO dos Andes. Que louco, não? Na minha cabeça os Andes estão sempre lá no extremo oeste do continente e nunca me dei conta que terminam ao norte de Ushuaia. Como dizia, cheguei a Ushuaia de manhã e a temperatura mínima nesse dia no aeroporto foi de -1,5ºC, com máxima de 5,6ºC. Havia nevado muito uns dias antes na cidade. Quando cheguei, já estava derretendo e virando puro barro, mas ainda havia neve. Nesse dia subi até o Glaciar Martial, que está a poucos km do centro de Ushuaia e tem altitude máxima aproximada de 1.000 metros. Subi de carro até mais ou menos 600 metros e lá já era bem mais frio e ainda mais ventoso que na cidade. À tarde fui a museus e conheci a interessante história da cidade, que foi praticamente toda construída por presos. Tirei umas fotos da área urbana. Há montanhas nas 4 direções: No dia seguinte, dia 9, peguei o dia menos frio dessa viagem: mínima de 4,4ºC e máxima de 10,2ºC. Era a excursão mais esperada: a navegação pelo canal Beagle e a promessa de que veria pinguins. Pesquisei bastante nos sites de turismo e praticamente todos diziam que os pinguins migravam para o norte durante o outono e voltavam na primavera. Mas decidi arriscar na empresa que dizia que, no entanto, uma espécie de pinguins ficava por lá. No caminho vimos o farol e lobos marinhos: Depois de 2h30 de navegação com o barco a rápida velocidade, já no fim da tarde, chegamos a um lugar remoto chamado Estancia Harberton. De lá trocamos de barco e navegamos por mais 15 ou 20 minutos até a Isla Martillo, onde estariam os tais pinguins. Baixamos do barco e... não é que estavam mesmo? Eram cerca de 80 pinguins Papua que, segundo os guias, não vão embora porque são mais resistentes ao frio e podem suportar temperaturas de até -40ºC. Na ilha, apesar do sol, havia um vento muito forte e gelado, mas os simpáticos (mas bravos) moradores não pareciam incomodados. Aliás, estavam inclusive voltando tranquilamente da água. Ver pinguins e ainda no habitat natural foi uma das coisas mais legais que já vivi. No dia 10, que teve temperaturas entre 3ºC e 9,8ºC, fui conhecer o Parque Nacional Tierra del Fuego e o Trem do Fim do Mundo. Havia neve e laguinhos e riachos congelados. No dia 11 a temperatura esteve mais baixa, variou entre 0 e 6ºC. O dia estava ensolarado e pegamos a Ruta 3 para ir a uma região com lagos (fomos ao Lago Fagnano, que tem quase 600 km², até 200 m de profundidade e está 10% no Chile e 90% na Argentina). Antes passamos por montanhas e um centro de treinamento para o esqui. Nesse centro, a temperatura no momento que passamos por lá era de -7ºC, segundo o guia, que conversou com os administradores do lugar. A vista naquela região era incrível: Voltamos ao carro e tivemos que atravessar a cordilheira dos Andes. Rapidamente o tempo mudou e uma névoa tomou conta do nosso caminho. Nosso guia nos conta que, devido às mudanças constantes de vento e temperatura na região, a névoa era um fenômeno quase diário na região. Do outro lado da Cordilheira o dia foi inteiro nublado e com muita névoa. Talvez os lagos estivessem mais bonitos no verão, mas com tanta neve, quem quer ver o azul do lago, não é mesmo? No caminho para os lagos, havia trechos com muita neve, o que fez com que mudássemos de rota algumas vezes (a altura da neve em alguns trechos chegava até a canela). Cruzamos novamente os Andes, comemos churrasco e, como crianças, os turistas brasileiros e argentinos brincamos na neve. No dia 12 acordei cedo para ir para o aeroporto e havia previsão de neve. Infelizmente, não se confirmou: chovia sem parar com 2,6ºC (esses horrores não acontecem só no Brasil! haha). O voo partiu às 9h e pude me despedir vendo a Cordilheira com a luz da manhã. Alguns comentários: - Fiquei muito impactado por essa coisa de estar no fim do mundo, de morar gente lá em região com pinguim e a vida seguir normalmente. As pessoas são super adaptadas ao frio e usam roupas normais: calça, blusa e uma jaqueta, como nós aqui em Buenos Aires. Em Calafate os cachorros ficavam passeando o dia todo E DORMIAM EM CIMA DA NEVE. Os cachorros dos meus pais em SP qualquer temperatura de 20ºC estão desaparecidos entre as cobertas já. Meu hamster aqui com 15ºC já quer hibernar. E lá os cachorros dormindo em cima da neve. - Ainda sobre os cachorros, em Calafate eu andava tão lento pra não escorregar que os eles desistiam de me seguir. Andavam um pouco, me esperavam, eu alcançava. Andavam mais um pouco, esperavam olhando impacientemente pra trás. Até que se cansavam e iam embora. - Me impressionou a inclinação do sol. Parece sempre fim de tarde. E isso que é agosto, imagina em junho! - Sobre Ushuaia, é engraçado ver que os pontos de ônibus são fechados de 3 lados e meio pras pessoas estarem protegidas do vento e ler placas como: "CUIDADO: risco de queda de gelo do telhado". - Durante toda a história da Argentina, sempre tentaram povoar a Patagônia. Inclusive sempre falam em transferir a capital pra lá. Em Ushuaia os moradores não pagam imposto sobre os produtos (mas são caros porque lá é literalmente o fim do mundo e o custo de transporte é altíssimo. Além disso, se for terrestre, ainda enfrenta taxas alfandegárias no Chile). Também não pagam Imposto de Renda. Além disso, como o clima torna a vida mais cara, eles recebem 20% a mais que o resto dos argentinos. Esses 20% se chamam Adicional por ZONA DESFAVORÁVEL. Amo esse nome catastrófico, aliás. - É uma viagem cara, inclusive pra nós aqui, pela distância - o que encarece as passagens aéreas - e pelo custo de vida lá, MAS VALE A PENA. Quando diziam que valia cada centavo eu duvidava, achava que, no fundo, as pessoas não queriam admitir que gastaram muito e nem foi tudo isso. Mas vale. É incrível, é outro mundo, uma realidade paralela, mas como ainda falam espanhol e usam pesos você tem aquele choque de realidade tipo: "Caramba, a América Latina também é esse clima frio o ano todo e cheio de neve!" - O passeio sobre o Perito Moreno é uma experiência única. Quando na vida a gente tem oportunidade de andar em cima de um glacial? O mesmo vale para os pinguins. São as duas excursões que vou dizer a todos que não podem faltar. Obrigado a todos que viram o post. Espero que tenham gostado. O fotógrafo não é dos melhores, o celular é barato e não funcionava direito com temperaturas tão baixas, mas queria dividir com vocês um pouco dessa experiência. E se alguém estiver por ir pra Calafate e/ou pra Ushuaia, podem me escrever que ajudo!
  9. 18 points
    Bom gente, como vocês devem saber nevou hoje em Pinheiro Machado. Inicialmente foi chuva congelada, depois neve com chuva e por fim forte precipitação de chuva congelada. Houve inclusive momentos em que caía apenas flocos, embora pequenos. Acerto magistral do ECMWF. Eu e turminha (Gabriel Cassol, Gabriel Vieira, Gabriel Cardoso, Fernando Rafael e Brunno Cardoso) estávamos lá para registrar.hehehe Abaixo o link do google drive com vídeo original da neve em flocos: https://drive.google.com/file/d/1ai9-hiUMhfidrAokoL4RUOMb4zNqB7dw/view E do momento com chuva congelada e até mesmo de neve em flocos, junto misturado: https://drive.google.com/file/d/1e7utQZx1ogt-peyWtE4N1xNqTXiWuAQB/view Valeu a vígila na madrugada. Ah vale lembrar que antes da neve o tempo limpou na região pela madrugada dando geada no topo. Geada e depois neve.hehehe confesso que quase nos descabelamos quando vimos o céu estrelado. As temperaturas na região foram as seguintes: 0,7/5,0ºC Pinheiro Machado (Charrua) 0,3/7,0ºC Pinheiro Machado (Passo) 1,3/6,4ºC Herval 1,5/6,7ºC Canguçu 2,4/7,6ºC Bagé 2,7/8,1ºC Caçapava 1,8/10,8ºC Pelotas 3,3/9,8ºC Jaguarão 4,9/9,8ºC Chuí Um gelo gelo.
  10. 18 points
    Noite fria em Pelotas. Mínima de -1,2ºC. Na relva -5,0ºC. Mínima do estado e do país hoje. Passo dos Pires teve nebulosidade durante a madrugada. Nós (eu, Gabriel Cassol e Gabriel Vieira) como bons caçadores de geada fomos la no bairro Colina do Sol registrar. Dessa vez o Gabriel Cardoso e Fernando Rafael não estiveram juntos, ficaram enrolados na coberta.🤣
  11. 17 points
  12. 17 points
    Olá amigos!! Acabo de me registrar aqui no fórum mas sempre fui amante da meteorologia e gosto de anotar dados climatológicos da minha região. Em uma breve apresentação: Não gosto de calor, adoro dias ensolarados (de preferências frios), gosto muito de chuva e amo frio. Atualmente moro em Conselheiro Lafaiete/MG. Sempre vivi nessa região, que pela altitude acima de 1000 metros não tem calor em excesso no verão (2018 não fez mais que 32ºC) e um pouco de frio no inverno (2018 apesar de um inverno fraco chegou aos 5ºC). Desde 2008 registro as temperaturas nas estações automáticas do INMET em Ouro Branco, que fica a 13km em linha reta daqui do meu apartamento, com diferença de altitude de apenas 50 metros e sem nenhuma grande barreira geográfica entre nós, portanto considero-a como a melhor fonte de referência para meus dados. Registro também as temperaturas da estação do INMET em Barbacena, cidade onde morei por 6 anos de 2009 a 2015 e que é famosa por ser uma das mais frias de Minas, embora na média seja apenas 1ºC mais fria que aqui em Lafaiete. Até 2015 também anotava, de forma amadora, as temperaturas no sítio onde morava minha família na zona rural de Carandaí, cidade que fica no meio do caminho entre Conselheiro Lafaiete e Barbacena. Por ser um sítio próximo ao rio e a 1080 metros de altitude, havia lá um forte efeito baixada com resfriamento noturno e geadas frequentes no inverno. Lá registrei a menor temperatura de 0,3º em 13/06/2010, mesmo dia em que as estações do INMET marcavam as menores mínimas que tenho registro: Barbacena 2,7º e Ouro Branco 5,4º. A pior onda de calor por aqui ocorreu em outubro de 2014 quando Barbacena marcou 34º, registrei 35° no sítio em Carandaí e 35,2º em Ouro Branco. Outros dados extremos registrados por aqui: menor máxima em Barbacena 10,9º em 15/08/2013 e em Ouro Branco 13,9º em 18/09/2008. A noite mais quente foi a de 20/10/2016 com mínima de 20,3º em Barbacena e 21,1º em Ouro Branco. As temperaturas médias anuais variam de 20,2º em 2008 a 21,3º em 2015 em Ouro Branco e 19º em 2013 a 19,9º em 2015 em Barbacena. Daqui pra frente quero compartilhar com vocês as condições meteorológicas da minha região, já vi que tem muitos mineiros por aqui e espero que estejamos todos à vontade para compartilhar nossos dados e registros. Agora, céu limpo em Conselheiro Lafaiete, o domingo foi de sol, mínima de 18º e máxima de 29º, não chove desde segunda passada, agora 23ºC. Boa noite a todos!!
  13. 17 points
    Senhoras e senhores, apresento-vos o Junho/Julho da rainha do inverno brasileiro de 2018. A gélida Pinheiro Machado. Médias mensais horárias: Junho: 9,0ºC Julho: 9,3ºC
  14. 16 points
    Não quero criar polêmica com ninguém, mas faz uma semana que só leio sobre transição para outono e sinceramente esse assunto tá chato demais. Sei que todos devem estar ansiosos para a volta do frio (assim como eu), mas ficar torcendo pra isso não vai fazer ele chegar antes. Aqui em SP mesmo, todos sabem que a “chave” só começa a mudar de verdade a partir da segunda metade de Abril, assim como na maioria do Sudeste, então vamos curtir o final do verão e deixar pra discutir transição na época apropriada. Moderador, sugiro que seja criado um tópico apropriado para isso, sou usuário deste fórum a aproximadamente 15 anos e apesar de não escrever muito, entro todos os dias aqui, já aprendi muito, gosto muito deste Fórum, mas acho que essa discussão já deu
  15. 16 points
    Insanidade na campanha essa madrugada, Alegrete acumulou 223mm nas últimas 4 horas no pluviômetro do centro da cidade, no outro pluviômetro, localizado em outro bairro da cidade, 206mm.
  16. 16 points
  17. 16 points
    Ontem foi registrada a menor temperatura do ano no Pesque Trutas, região serrana de Joinville, com -2,2ºC. Na estação Dona Francisca, também na serra, o registro foi de -1,1. No Rio do Júlio, a 650 metros de altitude, registrei 0ºC. Hoje ainda tivemos registros de geada no Pesque Trutas e na Dona Francisca, com 0,6 e 1,8ºC respectivamente. Rio do Júlio registrou 4ºC hoje e, se ocorreu geada, foi muito isolada. Aqui vão alguns registros de ontem:
  18. 16 points
    Sobre a chance de neve: - Um episódio interessante e de curta duração vai se formando nas próximas horas. - O aprofundamento da baixa na costa ativará a passagem de um cavado em altos níveis. - As perturbações acentuadas do cavado devem provocar instabilidades em altura, propiciando umidade em abundância por todo o centro e serra do RS e SC. - O frio em altura que acompanha este sistema estará homogêneo nas camadas para a formação da neve, porém terá rápida passagem. - A janela se abre entre o final da tarde e vai se fechando no inicio/meados da madrugada de sexta. - Com o frio ainda concentrado nas camadas mais altas durante a janela indicada, as chances reais de ocorrência do fenômeno estão restritas aos pontos mais elevados do Planalto Sul de SC e Serra Nordeste do RS. - Mesmo com uma janela curta, nos pontos mais altos, acima dos 1200/1300m no RS e 1400m em SC, não dá pra descartar chances de ocorrência de até alguma acumulação. - No decorrer da madrugada de sexta o frio nas camadas mais altas (700mb) vai perdendo força, enquanto vai se intensificando logo abaixo (850mb), podendo virar de neve para chuva ou sleet/freezing rain em alguns pontos, caso esteja ocorrendo. - No geral o cenário para a neve na janela entre 18h quinta -03h sexta está muito bem consolidado na dupla GFS-Europeu. Sendo que se o cenário real pender para o Europeu, é possível a ocorrência de um episódio interessante, mas que infelizmente tende a ser estragado pela entrada de ar mais quente em altura no meio/final da madrugada. - Uma bela e interessantíssima erupção está a caminho. Vamos acompanhar!
  19. 16 points
    Bom dia a todos, É com imensa felicidade que venho reportar a incrível marca do bairro do Charco em Delfim Moreira, apenas -5,2°C registrados nessa MP que não foi das melhores para mínimas, porém o local conseguiu arrasar e me surpreender. Alguns belos registros que recebi de moradores:
  20. 16 points
    NEVANDO EM PINHEIRO MACHADO VIA ALLEF, CASSOL, GABRIEL VIERA, CARDOSOS!!!
  21. 16 points
    Como mostrado pelo Allef, ECMWF não só manteve a possibilidade de neve como aumentou a área. Antes de mais nada, deve se ter MUITA cautela pois se trata de um cenário extremamente limítrofe. Vamos para as imagens: A Campanha Gaúcha e encostas da Serra Geral podem ter neve ao longo da madrugada e manhã do dia 04/07 pois: - Cota de neve baixa (em torno de 500 a 800m de altura para uma região com pontos acima de 450m de altitude); - Não há congelamento amplo em 850mb, mas em 925mb as temperaturas são praticamente iguais às de 850mb, o que mostra uma coluna toda muito fria da superfície até 850mb; - Ar frio muito raso com dificuldade em avançar por conta do bloqueio, e, com isso, ar frio "embebido" na umidade da frente. - Possibilidade de precipitação (até intensa) com temperaturas entre 1 e 5°C em ampla área na metade sul do RS. Repito: MUITA CAUTELA.
  22. 15 points
    CENAS INCRÍVEIS DA ENCHENTE NO RIO DE JANEIRO. ME LEMBROU MUITO MOÇAMBIQUE, APÓS O CICLONE TROPICAL IDAI
  23. 15 points
    39,7° NO INMET DE SÃO JOSÉ/FLORIPA. RECORDE DE 108 ANOS (38,8°) ESTRAÇALHADO!
  24. 15 points
    No último fim de semana (28 e 29 de julho), fiz a trilha para subir a terceira montanha mais alta do Brasil: o Pico da Bandeira. Foi na última hora que ficou decidido que eu faria a subida com pernoite para ver o nascer do Sol no Pico. A ideia inicial era subir e descer no domingo mesmo. Só depois percebi como foi acertada a decisão de ter feito a trilha em dois dias. É muito cansativo. A experiência foi absolutamente incrível. Especificamente sobre a meteorologia, tive uma aula impressionante de efeito baixada, tanto ao subir o Pico de madrugada (saímos às 3h da manhã do acampamento Terreirão), quanto no próprio acampamento à noite, onde fiquei perambulando com um termo-higrômetro pra medir as diferenças de temperatura que eu estava sentia muito forte na pele. Depois de experimentá-lo in loco e com tanta força (trago os dados mais abaixo), fiquei maravilhado com o efeito baixada e não serei mais capaz de apequenar o famoso "frio de buraco". Segue o relato: No último ponto acessível por carro do lado mineiro do Parque - o acampamento Tronqueira, a 1970 metros -, saímos eu, Sairo (o guia) e mais 9 pessoas que estavam no grupo, ali pelas 16h. Fazia uns 19°, sem vento. Uma das únicas araucárias do caminho. Neste ponto, tinha um pouco de neblina e a temperatura tinha despencado pra 11°. Chegando no Terreirão. A subida levou cerca de 2h até o acampamento Terreirão (2370 metros), onde passaríamos a noite. Chegamos lá pelas 18h e o acampamento tinha acabado de ser sombreado. A temperatura estava desabando. MVI_2065.MP4 Subi em umas pedras para ver o pôr do sol e levei o termômetro. A temperatura desabou de 7° para 2° em cerca de 40 minutos no topinho que estava servindo de mirante. Foi de onde gravei este vídeo, com destaque (zoom) no Pico da Bandeira: MVI_2068.MP4 O ponto onde mais tarde eu registraria a menor temperatura é entre a mancha branca no chão e a mesa de madeira. Temperatura desabando. Depois, comi alguma coisa e fui tirar umas fotos. Quando cheguei ao centro do acampamento (eu estava mais para o canto) senti que o ar estava MUITO gelado. As luvas não eram suficientes pro frio que fazia por lá. Voltei, peguei o termômetro que estava ao lado do alojamento estagnado em 2° e fui caminhando com ele na mão pelo acampamento. Já era 21h. Cheguei no centro do camping e tinha geada na grama e muito gelo nas barracas. O marcador do termômetro foi desabando. Marcou -2,9° no ponto mais frio, no centro do acampamento. Andei uns metros pro lado, ele subia, quase positivava. Pro outro lado, idem. Subi no ponto de onde tirei as fotos do pôr do Sol, uns dois metros verticalmente mais alto que o camping: 4,0° positivos. uma diferença de 7 graus em apenas 20 metros. No topinho ventava bem fraco. Fui então pra onde eu estava instalado, no alojamento, e lá fazia 3° e podia-se ficar sem luva tranquilamente. Detalhe: o alojamento era dentro da baixada. Ou seja, certamente havia diferenças de temperatura de mais de 7° dentro mesmo da baixada. Tudo graças ao frágil bolsão de ar frio de uma baixada rasa a 2370 metros de altitude em uma noite extremamente seca. Frio muito seco. Corri até a placa pra tentar bater foto com ela ao fundo, mas foi só o tempo de bater outra foto e... O termômetro já atualizou muito menos frio, dentro da baixada, sem diferença significativa de relevo nenhuma. No dia seguinte, acordamos às 2h30min e tomamos café. A temperatura no acampamento baixada havia se tornado homogênea, devido a um fraco vento que quebrara o bolsão de ar frio. Os comentários de que havia esquentado eram muitos. Fazia 5°. Iniciamos a subida às 3h da madrugada. A caminhada foi incrível. Pontos com vento, pontos sem. Temperatura em gangorra. Medi -0,7° em um ponto mais plano aos pés do Pico da Bandeira (como estava caminhando e a área mais fria era pequena, não deu tempo de deixar o marcador estabilizar, provavelmente fazia uns -2°) e até 5° em outros lugares. Tinha geada nas baixadas e um fiozinho d'água congelado no caminho. Chegamos em torno das 6h40min. No Pico, um cenário único: o Sol nascendo de um lado e a Lua cheia se pondo do outro. Cobertura de nuvens abaixo de nós e nada, nada mesmo, acima. Uma experiência indescritível. Fazia 5° antes do sol nascer, salvo engano. Vento era fraco. MVI_2190.MP4 Iniciamos a descida às 7h30min. Finalmente pude ver o cenário que tinha acabado de percorrer às escuras. Ainda havia pontos com geada e placas de gelo onde havia água e sombra. O Pico da Bandeira visto da trilha. Este é o ponto de baixada aos pés do Pico que registrei negativa e geada. Acampamento Terreirão (2370 m) visto de cima. MVI_2241.MP4 A trilha era praticamente só pedra do Terreirão até o Pico. Geada na volta em muitos pontos sombreados mais baixos. Terreirão. Chegamos no Terreirão às 10h. Ficamos cerca de uma hora, lanchamos, e partimos. Já chegando ao Tronqueira, por volta das 12h, era este o cenário: Experiência única, que recomendo a todos que experimentem ao menos uma vez. Vale muito à pena o sofrimento! MVI_2078.MOV
  25. 15 points
    QUERIDO CACO, VAMOS PENSAR UM POUCO (BY TELECURSO 2000) OS 29,3ºC DO IAG REGISTRADOS HOJE SOMENTE IGUALOU A MAIOR TEMPERATURA JÁ REGISTRADA NO PRÓPRIO IAG EM 1972.... E A ESTAÇÃO DO IAG TEM DADOS DESDE 1933.... OU SEJA HÁ 85 ANOS...!!!!! EM 85 ANOS DE HISTÓRIA, SOMENTE 1 VEZ NA HISTÓRIA SE REGISTROU TEMPERATURA IGUAL A ESSA NO IAG NO MÊS DE JUNHO. NO CASO DO MIRANTE, OS 28,5ºC DE MÁXIMA HOJE FOI O 4ª MAIOR VALOR DA HISTÓRIA DA ESTAÇÃO PARA JUNHO QUE TEM DADOS DESDE 1943, PORTANTO A 75 ANOS.... E DESDE 1999 JUNHO NÃO TEVE UMA MÁXIMA DE 28,5ºC NO MIRANTE. AGORA O SENHOR QUE JOGAR FORA DADOS DE PRE 1992, PORQUE SÃO DESCARTÁVEIS??? PELO AMOR DE DEUS, EU NÃO LI ISSO...!!!!! KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK ALÉM DO MAIS.... O MIRANTE ESTÁ COM ANOMALIAS DE +1,5 NAS MÍNIMAS, +0,1 NAS MÁXIMAS E +1,0 NA COMPENSADA, E O SENHOR VEM ME DIZER QUE JUNHO EM SÃO PAULO ESTÁ NORMAL??????? KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK NÃO SABIA QUE O BAZ AGORA VIROU FÓRUM DE PIADAS HUMORÍSTICAS.... SEM MAIS....
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