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Brasil Abaixo de Zero

kevin cassol

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  1. ANÁLISE ESTATÍSTICA DA CLIMATOLOGIA DE NOVA SANTA RITA Série histórica de dados em gráficos no período de 16/out/2017 a 13/mar/2022 na estação da Quinta São José, localizada em baixada: Temperaturas mínimas: Menor: -1.6°C Maior: 24.4°C Junho e julho - meses de maior probabilidade de ocorrência de mínimas absolutas anuais. Julho - mês de maior desvio padrão (sigma=4.4°C), para uma distribuição normal/gaussiana de valores de temperatura mínima variando conforme os dias do ano. No gráfico abaixo, 100% dos valores de mínimas para o mês de julho quanto maior sua frequência de ocorrência. Percebe-se simetria nos valores para desvios positivos e negativos, considerando a média mínima de μ=8.1°C para o dia de menor média. Valores de 8.1±2*4.4 (-0.7°C a 16.9°C) correspondem uma probabilidade de 95% de ocorrência (2-sigma). Mínimas fora deste intervalo possuem probabilidade de menos de 5% de ocorrência, ou seja, 1 a cada 20. Esta distribuição de valores se aproxima de uma curva normal praticamente simétrica (figura abaixo) à medida que aumenta o tamanho da amostra de dados, isto quer dizer que os desvios positivos são, em média, equidistantes dos negativos. A grosso modo, anomalias de -5°C e +5°C, por exemplo, possuem a mesma probabilidade de ocorrência. Janeiro - mês de menor desvio padrão (sigma=2.6°C). Esta distribuição possui assimetria em seu eixo (média μ=19.7°C), significando que desvios padrão positivos são menos amplos que desvios padrão negativos. Com isso, ocorrências de grandes anomalias negativas nas temperaturas mínimas são mais comuns que anomalias positivas. Isso implica em uma anomalia de -5°C ser muito mais provável que outra de +5°C. A explicação para a ausência de grandes anomalias positivas nas mínimas em janeiro é a alta mistura de vapor de água no ar. Esta mistura faz com que muitas das mínimas esporádicas acima dos 24°C sejam destruídas à tarde por tempestades, que forçam a convergência aos 20°C, além da tendência de acumulação de ar frio como característica da estação estar em uma baixada. Temperaturas máximas: Menor: 9.7°C Maior: 40.3°C Janeiro - mês de maior probabilidade de ocorrência de máxima absoluta. Setembro - mês de maior desvio padrão (sigma=5.5°C), implicando no mês com a maior diversidade de valores de temperatura máxima de todos, podendo oscilar entre 10°C e 38°C. Ao observar a distribuição da ocorrência de máximas em setembro, a curva normal parece ganhar uma assimetria (média μ=23.2°C), mas em uma amostra de algumas décadas de dados, os esporádicos valores abaixo de 14°C tornam-se evidentes, assim como os superiores a 36°C. Este grande alcance é explicado pelo enorme contraste térmico entre massas de ar quente (Brasil Central) e ar frio (Argentina), como ilustrado no mapa abaixo, exemplificando o fortíssimo gradiente térmico que o período entre os meses de agosto e outubro pode alcançar. Desvio padrão (sigma) maior infere em uma temporada dinâmica, com as melhores viradas no tempo do ano. Fevereiro e março - meses de menor desvio padrão (sigma=3.0°C; média μ=31.1°C). Este mês costuma ser mais chato, na ótica dos gradientes de temperaturas. O Brasil e a Argentina se encontram um tanto mornos entre si, sem o grande contraste observado em setembro, logo, a diversidade de máximas é limitada.
  2. NINGUÉM LEMBRA, MAS A NOITE MAIS QUENTE DA HISTÓRIA DE PORTO ALEGRE É 24 JAN 2014. 28.2°C DE MÍNIMA NA CONVENCIONAL, E 28.4°C NA AUTOMÁTICA, PORÉM ESTE DADO É 99% DAS VEZES ESQUECIDO PORQUE UM TEMPORAL A DESTRUIU À TARDE. https://portoimagem.wordpress.com/2014/01/24/porto-alegre-teve-madrugada-mais-quente-em-103-anos/
  3. COLETA DE DADOS 19/DEZ/2021 E VISITA ESTAÇÃO DAVIS DA UFRGS Cumprindo meu compromisso de fazer o monitoramento do local, hoje foi mais um dia de coleta de dados do datalogger Elitech, programada para cada 3 meses. Dados de qualidade, entrando para ampliar o álbum de figurinhas: Primavera 2021 ironicamente sem eventos de calor, ao contrário de 2020, 2019, 2018... Único grande pico de calor que ocorreu em 22/nov na região metropolitana com temperaturas na casa dos 37°C com ar muito seco (20-25%), não surpreendeu, ficando na casa dos 34°C em barra do ouro. Esta foi a máxima absoluta do período coletado. Onda de calor de agosto reina. Vale mencionar notável aquecimento noturno no dia 14/out, onde a temperatura subiu repentinamente se mantendo por algumas horas em 24°C pela madrugada. Uma surpresa pelo caminho Ao seguir a estrada, rumo à Cascata do Garapiá, para minha surpresa, me deparei com uma Davis Pro2 dentro do pátio de uma pousada. Ao conversar com o proprietário do espaço, que é o Camping Pico da Galera, ele me falou que a estação pertence a um grupo de pesquisa de desastres naturais, da UFRGS. A Davis, distante 5,35km da minha estação em linha reta, infelizmente está suja, despadronizada e offline para o público. Os dados dos últimos 7 dias estão disponibilizados neste site: http://monitoramentogpden.com.br/Maquine.historico.html Informações sobre local e data, se encontram aqui: https://www.ufrgs.br/gpden/wordpress/?page_id=917 Abaixo a localização da estação: Minha estação Davis Há erros grotescos de despadronização, como anemômetro a menos de 1 metro de altura (???) e proximidade de vegetação alta, desrespeitando o distanciamento dos obstáculos que bloqueiam a circulação de ar. A estação é utilizada mais para monitoramento do nível dos rios desde fev/2018, como variável mais importante o pluviômetro, logo, a despreocupação com a padronização dos demais sensores. Há planos de se alterar o local dela para montante da Cascata do Garapiá, e mantê-la offline com coleta manual de dados. A conexão é via Weatherlink USB e o dono da pousada relatou que fica responsável por manter um computador ligado 24/7 para fazer o upload dos dados e manter ela online dentro do domínio WL do grupo de pesquisa. Além de se dedicar em ter que religar o PC toda vez que há quedas de luz, ele demonstrou bastante interesse pelo equipamento, perguntando sobre valores, possivelmente interessado em adquirir uma estação para a própria pousada, o que seria muito interessante para todos. Dados da Davis De acordo com os dados disponibilizados no site, percebe-se que o higrômetro já está velho, com os componentes internos e placa possivelmente oxidados, não conseguindo atingir valores de UR acima de 80%, como mostra o gráfico abaixo conforme dados dos últimos 6 dias (12 a 17/dez) disponibilizados no site: Por outro lado, o termômetro parece considerável, apesar de mal ventilado, uma vez que ele concorda com os dados da minha estação. Minha estação Davis A Davis parece estar com o "horário de verão" ativado no automático, logo, estão defasados em 1 hora os dados do tempo certo. Fazendo a correção manualmente, tem-se o seguinte: Nota-se mínimas mais acentuadas pelo fato de não estar na encosta, mas sim no extremo fundo de vale (baixada) onde, de fato, passa um arroio. Dias chuvosos como 14/dez, temperaturas mostram-se equivalentes. A conclusão que chego é que a descoberta é muito colaborativa, uma vez que eram 3 meses sem qualquer sinal de vida, notícias ou sequer algum dado da minha estação até a próxima coleta de dados. Isto irá mostrar se há entrada de vento marítimo ou continental pelo padrão de aquecimento, uma vez que o anemômetro é inútil, servindo de enfeite. Mais vale uma estação mal instalada, do que nenhuma estação!
  4. Amigo, para minimizar dores de cabeça, siga a seguinte ordem: - Primeiramente, um datalogger da Elitech. - Após isso, coloque-o online com uma Ecowitt. - E então, um nobreak com bateria 12V alimentada por fonte (caso haja tomada). Eu tenho aparelhos da Hobo, comprados pela Sigma Sensors desde 2017 e sim, é uma empresa séria. Já tive que fazer reposição de peça, troca de sensor, banho químico em placas internas do meu termohigrômetro, e para isso enviei a aparelhagem para São José dos Campos. Eu tenho um HOBO UX100-011, que me custou 125 dólares. São duráveis, mas ainda assim, caros. Projetados para ambientes internos e minha compulsão por adaptações improvisadas fez com que eu usasse em abrigos externos. É arriscado. Informações sobre o HOBO, abaixo: Em 2020 eu descobri este cara aqui, os dataloggers da Elitech. Muito mais versáteis e baratíssimos. Independentes e acaba com o sofrimento da perda de dados seja qual for o motivo. instale dentro do mesmo abrigo e tenha seu backup pronto a baixíssimo custo. Informações sobre o Elitech, abaixo: Sigo operando com Hobo enquanto ele não descalibrar ou morrer. Quando seu tempo se esgotar, será reposto um Elitech em seu lugar. Atualmente estou adquirindo Ecowitts para colocar meus pontos de monitoramento online, no qual faço coleta de dados offline há mais de 3 anos. Sobre os abrigos, minha experiência foi fundamentada nas instruções do @Felipe Backendorf e este é meu setup atual: Linkei estas três referências para servir de inspiração aos demais leitores do fórum, visto que somente uma pequena fração da massa de pessoas que acessam aqui, acabam lendo lá. Mais além farei um post explicativo sobre o sistema solar autônomo e barato que desenvolvi para colocação de estações online em locais remotos sem energia elétrica total, somente com 3G, que é o caso da minha estação de portão (ID=IPORTO152) E por favor amigos, sigam esta ordem: datalogger antes, online depois.
  5. Deixo aqui minha contribuição, escrita no meu tópico de monitoramento e instrumentação, sobre sensores em abrigo de pratos. Esta é a mais nova atualização do meu sistema de monitoramento em Nova Santa Rita, e Portão. O grande benefício que me motivou a migrar para os pratos é a resposta instantânea à mudanças bruscas e o fim do amortecimento de extremos e da inércia térmica. O abrigo convencional agora será utilizado como apoio para armazenar com segurança baterias e componentes eletrônicos, vulneráveis à ação do tempo. Confesso que é algo libertador.
  6. MONITORAMENTO EM ABRIGO DE PRATOS Estações de baixada em Nova Santa Rita (INOVAS2) e Portão (IPORTO152) estão operando com sensores em abrigo de pratos. O objetivo principal é dar resposta instantânea à mudanças bruscas e fim do amortecimento de extremos, juntamente com a necessidade de armazenar componentes eletrônicos e baterias, em lugar protegido das intempéries do tempo. Abrigo convencional agora está sendo usado para armazenar estes componentes vulneráveis com segurança. Os abrigos de pratos foi uma inspiração do @Felipe Backendorf, que acompanhou todos os resultados dos testes de calibração e desenvolvimento de ideias para fazer esta transformação. Os abrigos foram calibrados e aprovados junto à estação automática Ambient Weather WS 2902, popularmente apelidada de "drône" pelos amigos do BAZ. Recomendo seriamente a leitura deste tópico, pois muita (quase toda) informação referente à montagem e projeto dos abrigos estão aqui: Na Quinta São José, foi feito um abrigo caseiro composto de 12 pratos de inox pintados de esmalte branco brilhante para os sensores HOBO e La Crosse, provisoriamente, pois um novo abrigo de pratos dará lugar a este em breve. Em Portão, foi instalado um abrigo modelo Davis 7714 Radiation Shield, composto por 8 pratos de melamina, com os sensores HOBO e Ecowitt WH32. Junto à Ambient Weather, a diferença média e extremos entre os 3 foi desprezível, inferior a 0,1°C em 24 horas. Abrigo de pratos da Quinta São José, instalado em 06/nov/2021: Abrigo de pratos de Portão, instalado em 12/nov/2021:
  7. A COMEÇAR COM AS MINHAS, EM ORDEM CRONOLÓGICA: NOVA SANTA RITA - QUINTA SÃO JOSÉ (BAIXADA 25 M) CAPELA DE SANTANA/PORTÃO - AGROPECUÁRIA FAGUNDES (TOPO 158 M) PORTÃO - ARROIO BOA VISTA (BAIXADA 38 M) NOVA SANTA RITA - BAIRRO SANGA FUNDA (TOPO 82 M) MAQUINÉ - BARRA DO OURO (ENCOSTA 75 M) MAIS INFORMAÇÕES: LINKS E EXTREMOS REGISTRADOS NO RODAPÉ ABAIXO.
  8. ATUALIZAÇÃO DE DADOS COLETADOS Desde a troca da Davis, que estava com os dados corrompidos, teve diversas trocas de instrumentos. 16/out/2020 até 09/jan/2021 - Davis Pro2 offline 09/jan/2021 até 06/fev/2021 - Davis Pro2 online 06/fev/2021 até 17/mai/2021 - Ambient Weather WS 2902 (drone) online - foto 1 17/mai/2021 até 03/set/2021 - Datalogger Elitech RC-5 em abrigo de pratos offline - foto 2 03/set/2021 até atualmente - Datalogger Elitech RC-5 em abrigo de madeira offline - foto 3 Foto 1 - Ambient Weather WS 2902 Foto 2 - Elitech RC5 em abrigo de pratos modelo Davis Foto 3 - Elitech RC5 em abrigo de madeira Abaixo, os dados coletados até agora. Sem dados pontuais durante pequenas quedas de luz em março, e grandes intervalos sem dados nos meses de abril e maio causados por desconexão e "esquecimento do wifi" que acontecia aleatoriamente na Ambient Weather, o que me motivou trocar por um datalogger offline. Destes dados, posso destacar alguns dias especiais. 05/jun/2021 - aquecimento noturno por turbilhonamento do ar dentro do vale causado por vento NW em pré frontal 28/jul/2021 - O dia da neve. Temperatura cai para 6°C com instabilidades. Topos da serra (900m) podem ter amanhecidos levemente brancos. 19 e 20/ago/2021 - A grande prova: onda de calor com a tão esperada máxima absoluta pontual, JBN noturno e efeito adiabático (turbulência) com ventos na direção certa. Madrugada com 30°C em Taquara, 30°C em Campo Bom e 28°C em Tramandaí. Percebe-se que os ventos do JBN não conseguem soprar dentro do vale por ser tão confinado, diferente das elevações repentinas na temperatura que acontecem em áreas abertas. Em Barra do Ouro, o que se percebe de início é um fluxo laminar e acúmulo de ar frio naturalmente no início da noite. Ao passar de algum tempo, a turbulência do JBN sobre os topos altos causa vórtices e degrada esta camada limite ao longo de várias horas, até que o ar quente que está lá em cima atinja o fundo do vale, misturando todo o ar contido naquele volume. Este efeito faz o aquecimento noturno detectado na estação ser gradual e lento ao longo da noite toda, mas ainda assim, é bem difícil de conseguir. Durante o dia essa mistura acontece naturalmente com o aquecimento. Dados de uma estação de Cambará do Sul mostra o comportamento dos ventos neste dia 20/ago.
  9. 28 JUL 2021 - GRAMADO/RS CONDOMÍNIO ASPEN MOUNTAIN, INÍCIO DA PRIMEIRA PANCADA, DAS 18:10 ATÉ 18:40
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