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Brasil Abaixo de Zero
Rodolfo Alves

Monitoramento e Previsão Climática (ENSO/SST/AAO/PDO)

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1 hora atrás, Daniel Lisboa disse:

 

Cara, tenho medo do que vou dizer para não criar expectativas, mas: já li de quatro fontes diferentes que, com a La Nina se configurando, tudo indica que teremos frio tardio neste inverno. Uma delas, inclusive, fala em "frio intenso" no início de setembro. Então, sim, apesar de o inverno deste ano já estar praticamente fora da classificação de "bom" para o Sudeste, podemos ter surpresas. 

 

Acho que possivelmente vai ser esse o cenário: Frio tardio no Sudeste. Aposto no final do inverno abaixo da média. Mas lembrando que nesta época do ano as médias já são bem mais altas, do que agora no miolo do inverno climático. As Ondas de Frio de Agosto e Setembro costumam ser bem mais tiro curto no Sudeste, dificilmente temos advecções fortes e prolongadas de ar polar.

 

No passado, em alguns anos até aconteciam meses de Agosto e Setembro predominantemente frios no Sudeste, sobretudo sobre influência de constantes MPs marítimas, que deixavam o tempo mais nublado que o normal, justamente com advecção polar marítima. Mas atualmente isso vem se tornando cada vez mais incomum. 

 

Fora o AAO, algo que pode estar por trás, talvez ainda mais diretamente nesse padrão ruim no escoamento de Anticiclones + MPs, é o atlântico tropical com anomalias predominantemente positivas nos últimos meses, como agora:

 

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Acredito que ele esteja potencializando, a ação de bloqueios zonais em 500hpa e o fortalecimento do ar tropical, que vem limitando o alcance das MPs agora no miolo do inverno (Junho e Julho). Por outro lado, o Pacífico-Sul próximo ao continente Sul Americano encontra-se quase todo sob anomalias negativas, sobretudo a região do Nino 1+2. Juntamente com o Atlântico Sul não tropical (abaixo dos 23°S) que está cada vez se resfriando mais, como nos últimos dias:

 

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O Atlântico Sul resfriado nesta região, pode ajudar no frio tardio, juntamente com o estabelecimento da La Nina, pq é dessa região que o ar polar é predominantemente drenado para o Brasil, oq pode deixar as MPs tardias mais potentes e prolongadas, do que vêm sendo visto costumeiramente nós últimos anos.

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Em 15/07/2020 em 15:20, Renan disse:

Neste ano eu aprendi que: AAO afundando negativo não significa frio intenso para o Sudeste, mas sim para as latitudes médias.

 

A oscilação positivo-negativo parece funcionar melhor pra cá. Vide Maio.

Este ano foi a maior frustração pra todos os que gostam de frio; começou bem com muita chuva onde deve ser assim em janeiro e fevereiro, passamos por março levemente acima da média, abril e maio dentro da normalidade pra junho e julho serem péssimos, do Rio Grande do Sul para cima o frio foi escasso. Se ao menos os dois meses anteriores tivessem sido na média, daria pra classificar 2020 como mediano, igual foi em 2007, 2008 e 2009; porém estamos em agosto e daqui pra frente as médias térmicas vão subir muito junto com a radiação solar que já é mais intensa do que no auge do inverno.

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2 horas atrás, Davi Silva disse:

Uma forte queda na AAO!

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Vamos torcer para que não haja bloqueio, para o ar frio subir rapido ao sudeste 🙏🙏🙏

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Atingiu os -2°C.

 

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Forte queda do AAO se confirmando, desta vez uma queda ainda mais abrupta do que a do final de Junho. Espero que desta vez o Centro-Sul do Brasil consiga se beneficiar com as flutuações do jato polar e as consequentes erupções de ar frio, isso para a Segunda quinzena de Agosto.

 

Lembrando que a forte queda do AAO na Segunda quinzena de Junho, ajudou a provocar erupções fortíssimas de ar frio na Argentina e no extremo sul do Brasil entre o Final de Junho e o mês de Julho, deixando a região temperada do nosso continente por semanas com anomalias negativas de temperatura, torcer pra que dessa vez as regiões com latitudes mais baixas consiga se beneficiar um pouco destas flutuações, os prognósticos são animadores... 

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RESUMO: Pacífico frio traz menos chuva ao inverno e primavera do centro e sul do Brasil ANÁLISE: O oceano Pacífico permanece sob resfriamento. Nas últimas semanas, a porção leste registrou desvio de temperatura de -2°C. Já na região central, a mais estudada no que diz respeito aos fenômenos El Niño e La Niña, voltou a marcar temperaturas abaixo da média (-0,5°C) após o mês de julho com desvios mais próximos do normal. Em sua última atualização, a Agência Americana de Meteorologia de Oceanografia (NOAA) indica que as simulações numéricas variam entre neutralidade e La Niña, mas o órgão trabalha com maior hipótese de La Niña para a primavera 2020 (60% de chance) e verão 2021 (55% de chance). Vale salientar que outras simulações não indicam desvios negativos de temperatura tão significativos ou duradouros, o que mantém a dúvida sobre a hipótese da formação de um fenômeno La Niña clássico. De qualquer forma, a atmosfera já sente o resfriamento do Pacífico neste momento. O grande espaçamento entre as precipitações no Centro e Sul do Brasil é um exemplo de que uma parte das frentes frias está se afastando para alto mar antes de avançar pela região. Naturalmente, como ainda não há um resfriamento intenso e duradouro, volta e meia, a atmosfera volta para seu padrão “normal”, com chuva mais intensa. Foi o caso do fim de julho e início de julho e será o caso desta segunda quinzena de agosto com expectativa de chuva forte entre o Paraná e Mato Grosso do Sul. Tudo leva a crer que a oscilação prosseguirá nos próximos meses no Centro e Sul do Brasil. Além disso, especificamente nas Regiões Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste a regularização da precipitação deverá demorar mais que o habitual. E por fim, a tendência de um segundo semestre não tão quente como o observado no ano passado. As ondas de frio com potencial para geadas ainda aparecerão sobretudo no Rio Grande do Sul e Santa Catarina na segunda quinzena de agosto e início de setembro, mas perderão intensidade no decorrer da primavera, embora a próxima estação seja caracterizada por temperaturas mais baixas.


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Posted (edited)

Gostei muito dessa parte, do boletim acima:

 

" As ondas de frio com potencial para geadas ainda aparecerão sobretudo no Rio Grande do Sul e Santa Catarina na segunda quinzena de agosto e início de setembro, mas perderão intensidade no decorrer da primavera, embora a próxima estação seja caracterizada por temperaturas mais baixas. "

Edited by Eclipse
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4 horas atrás, Eclipse disse:

Gostei muito dessa parte, do boletim acima:

 

" As ondas de frio com potencial para geadas ainda aparecerão sobretudo no Rio Grande do Sul e Santa Catarina na segunda quinzena de agosto e início de setembro, mas perderão intensidade no decorrer da primavera, embora a próxima estação seja caracterizada por temperaturas mais baixas. "

 

Considero muuuuuito primavera fria. Já tem tempo que não ocorre uma com mais cara de inverno do que de verão.

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4 minutos atrás, Renan disse:

 

Considero muuuuuito primavera fria. Já tem tempo que não ocorre uma com mais cara de inverno do que de verão.

 

 

por aqui acho que foi em 2016, mesmo que Novembro no geral tem sido consistentemente bem comportado ano após ano. 

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10 horas atrás, Eclipse disse:

 

 

por aqui acho que foi em 2016, mesmo que Na em outubro ovembro no geral tem sido consistentemente bem comportado ano após ano. 

Em 2016 vi geada em outubro aqui.

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La Nina Alert. Estava em La Nina Watch.

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54 minutos atrás, CloudCb disse:

La Nina Alert. Estava em La Nina Watch.

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Será que vai durar todo 2021 pra ter mais frio ano que vem?

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26 minutos atrás, Guilherme Wawrzyniec disse:

E essa subidinha que vem depois...  😏🤔

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Felizmente ainda tá longe, deve variar bastante nos próximos meses. Contudo, a La niña parece confirmada para o nosso verão. Se juntar com Atlântico mais frio que o normal, teremos outro verão fantástico, sem calorão nojento como foi em 2014, 2015 e 2019.

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32 minutos atrás, Guilherme Wawrzyniec disse:

E essa subidinha que vem depois...  😏🤔

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Só espero que o El Niño não retorne em 2021.

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RESUMO: Fenômeno La Niña atrasa a regularização da chuva da primavera no Paraná, Sudeste e Centro-Oeste ANÁLISE: Em análise realizada em meados de setembro, o Instituto Americano de Meteorologia e Oceanografia (NOAA) aumentou a chance de desenvolvimento de um fenômeno La Niña na primavera de 2020 para aproximadamente 75%. Observou-se sobre o Pacífico uma atmosfera que começou a responder ao resfriamento e que deverá permanecer com condições próximas do La Niña até meados do verão 2021. O fenômeno oscilará entre fraco e moderado e com curta duração, tanto que previsões mais estendidas indicam um Pacífico aquecido em meados de 2021. De qualquer forma, veremos algumas consequências do resfriamento nos próximos meses. Apesar da previsão de chuva mais abrangente a partir do último decêndio de setembro, o acumulado será menor que o normal no Paraná e boa parte das Regiões Sudeste e Centro-Oeste, atrasando a instalação das culturas de primavera como soja, cana de açúcar e milho. Além disso, embora atualmente o calor seja muito intenso, a tendência é de uma primavera e um verão menos quentes que o desejável por parte de setores da economia que dependem do calor para aumentar suas vendas, casos de eletrodomésticos e alimentos frios. Por outro lado, como o fenômeno não será dos mais intensos e sua duração também não será longa, não registraremos todos os efeitos conhecidos do La Niña. No Rio Grande do Sul, por exemplo, há previsão de chuva frequente até dezembro, algo que deverá ajudar o desenvolvimento de culturas como o milho. A estiagem tão temida pelos produtores sulistas deverá ser sentida a partir de janeiro de 2021 afetando o desenvolvimento da soja do Rio Grande do Sul (além de milho e soja da Argentina). Na safra passada, a estiagem foi mais duradoura e abrangente afetando os três Estados da Região Sul desde novembro. Outro contrassenso quando pensamos em La Niña, será uma estiagem prevista para o Sudeste e Centro-Oeste no verão de 2021. Simulações mais recentes indicam chuva abaixo da média para fevereiro de 2021, mas a data e intensidade serão mais bem previstas no decorrer da primavera. Como o La Niña não será muito duradouro e há previsão de aquecimento do Pacífico em meados de 2021, a melhor comparação é com o biênio 2006-2007.
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AAO deve seguir na fase positiva nos próximos dias.

Para a segunda quinzena de setembro, há uma divergência com alguns membros indicando fase negativa e outros (a maioria), fase positiva.

 

Uma observação interessante a fazer é que, mesmo ela ficando por quase 1 mês na fase negativa, não conseguiu influenciar muito o tempo no centro-sul brasileiro.

O único efeito significativo observado foi aquela onda de frio entre os dias 20 e 23 de agosto. Após isso, nada de interessante.

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La Niña

 

Na manhã desta quinta-feira (10) a Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos anunciou oficialmente as condições de La Niña para 2020. Segundo o NOAA, a condição de La Niña deve permanecer até o Verão no hemisfério sul. Ainda de acordo com a publicação do NOAA, o pico do La Niña deve acontecer entre os meses de novembro e janeiro. "Em resumo, as condições La Niña estão presentes e provavelmente continuarão durante o inverno do hemisfério norte", comentou o NOAA.

 

La Niña no Verão do Hemisfério Sul

 

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La Niña no Inverno do Hemisfério Sul

 

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Fontes: 

 

https://www.noticiasagricolas.com.br/noticias/clima/268305-noaa-confirma-retorno-do-la-nina-ainda-este-ano-pico-deve-acontecer-entre-novembro-e-janeiro.html#.X1vYc2hKi1s

 

https://www.climatempo.com.br/noticia/2020/09/10/la-nina-ela-chegou--5683

Edited by Davi Silva
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18 minutos atrás, Davi Silva disse:

La Niña

 

Na manhã desta quinta-feira (10) a Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos anunciou oficialmente as condições de La Niña para 2020. Segundo o NOAA, a condição de La Niña deve permanecer até o Verão no hemisfério sul. Ainda de acordo com a publicação do NOAA, o pico do La Niña deve acontecer entre os meses de novembro e janeiro. "Em resumo, as condições La Niña estão presentes e provavelmente continuarão durante o inverno do hemisfério norte", comentou o NOAA.

 

La Niña no Verão do Hemisfério Sul

 

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La Niña no Inverno do Hemisfério Sul

 

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Fontes: 

 

https://www.noticiasagricolas.com.br/noticias/clima/268305-noaa-confirma-retorno-do-la-nina-ainda-este-ano-pico-deve-acontecer-entre-novembro-e-janeiro.html#.X1vYc2hKi1s

 

https://www.climatempo.com.br/noticia/2020/09/10/la-nina-ela-chegou--5683



Pelo visto, na Europa não ocorre nenhuma alteração no padrão com La Nina?!!!!

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11 minutos atrás, Guilherme Wawrzyniec disse:



Pelo visto, na Europa não ocorre nenhuma alteração no padrão com La Nina?!!!!

Esse mapa é só um resumo básico do que acontece com o fenômeno La Niña pelo mundo. Sobre a Europa, eu não sei te responder quais são os efeitos da La Niña pelo continente.

Edited by Davi Silva
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NO BRASIL O COMPORTAMENTO DE LA NINA JÁ ESTÁ PRESENTE DESDE O ANO PASSADO, AGORA DEVE INTENSIFICAR.

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