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Brasil Abaixo de Zero

klinsmannrdesouza

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  1. A porção sul das regiões Sudeste e Centro-oeste, os estados do Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e centro-sul de Minas Gerais, historicamente, ficam num limbo nos anos de El Nino. Em alguns momentos, essa parte registra episódios de chuvas volumosas, em outros, de calor e tempo seco. É uma região ainda mais difícil de se prever do que o Norte/Nordeste e Sul/Uruguai/Paraguai/norte da Argentina. No Norte e Nordesde, em anos de El Nino, principalmente em áreas ao norte do paralelo 10S, as pessoas ja se preparam para a maior escassez de chuvas. No Sul e nos países ao redor, as pessoas se precaveem contra episódios de enchentes. Para Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e centro-sul de Minas Gerais, fica difícil, pois pode ocorrer de tudo.
  2. O repique seria no padrão atmosférico. Por exemplo, o Pacífico Equatorial está aquecendo desde fevereiro. Apenas na metade de julho que a atmosfera começou a responder ao El Niño. Se em 2027, o Pacífico começar a arrefecer no começo do ano, a atmosfera irá responder a esse resfriamento somente após Julho.
  3. Essa mancha de águas mais frias, de Buenos Aires até o litoral de São Paulo, deve ser um atenuante dos efeitos do Pacífico. Em 2015 e 2023, o Atlântico Sul estava muito acima da média.
  4. Bom dia para todos. Aqui em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, tivemos um bom mês de maio, semelhante aos de 2009 e 2011. A mínima foi de 7 graus. Sobre o El Niño e atlântico sul, estamos vivenciando um analógico de 1997, pois, mesmo com o pacífico equatorial se aquecendo com todas as forças, não ha (por enquanto) bloqueio atmosférico.
  5. Pro outono e inverno serem razoáveis, o atlântico sul entre a Argentina e o sul da Bahia precisa estar pelo menos dentro da média. Do contrário, poderemos ter um repeteco de 2014/2015
  6. O oceano atlântico sul, mais frio que o normal em 1997 e 1998 atentou os efeitos danosos do El nino nas temperaturas. Por isso Junho e agosto de 1997 tiveram ondas de frio amplas e fortes. E, infelizmente, o atlântico sul muito mais quente que o normal vitaminou os efeitos do el nino de 2015/2016, por isso quase nao tivemos inverno em 2015.
  7. Eu tenho essa curiosidade porque, apesar da Florida ser tida como um estado se clima "quente" (principalmente no contexto dos Estados Unidos), todo ano as áreas mais afastadas do litoral da Florida registram mínimas iguais ou até abaixo de zero. Até mesmo Miami, no extremo sul do estado, litoral, registra frequentemente mínimas de 5/6 graus.
  8. Alguns modelos de previsão numérica tão prevendo neve fraca para regiões do centro da Florida. É um cenário curioso. Eu tenho uma pergunta: neva todo ano na Florida, considerando aquelas quedas de neve "esfareladas", que chamamos de "paraguaia"?
  9. Boa tarde Ha alguma chance de precipitação invernal em Lisboa? As previsões estão indicando uma "língua de ar frio" diretamente do ártico até o mediterrâneo, com muito locais na Península Ibérica podendo registrar neve
  10. Para os efeitos do El nino serem mais brandos, o oceano Atlântico Sul precisa estar mais frio do que o normal entre o litoral sul da Bahia até a Argentina, como foi em 1997. Apesar do super El Nino em 97, o outono e parte do inverno foram de normal a abaixo da média, com direito a duas fortes ondas de frio na América do Sul em junho e agosto. A primavera, apesar de mais quente, foi bem mais amena, comparada com 2014, 2015 e 2023, quando o Atlântico Sul estava fervendo.
  11. Frio diurno no centro-oeste é dificil, geralmente só ocorre na entrada da massa polar. Quando o ar frio se estabiliza, mesmo que a máxima, com sol, fique abaixo dos 20 graus, a sensação de frio fica bem mais suave das 10 as 15 hs. O famoso efeito cebola.
  12. A cidade de São Paulo tem um clima misto de tropical e subtropical oceânico, faz menos calor em agosto, setembro e outubro do que nós demais lugares do sudeste, mas também o frio no outono e inverno é mais suave. A constância de frio é maior, sim, porque as frentes frias oceânicas são mais frequentes, porém os extremos de mínima (principalmente) e máxima são mais brandos. Vitória, no Espírito Santo, tem o clima mais suave das capitais do sudeste, nunca registrando 40 graus ou mais de máxima absoluta e, no inverno, a mínima fica entre 12 e 13 graus; Belo Horizonte já é um pouco mais fria no inverno e a umidade do ar fica muito baixa, e no Rio de Janeiro o calor fica insuportável de dezembro até março.
  13. Agosto é inverno pleno no Sul, sul do MS, sul/leste de SP, RJ e sul de MG. No restante do país, começam a aparecer os sinais de transição para a primavera, uma espécie de primavera seca. Claro que, dependendo do ano, o frio mais intenso ocorre em agosto, e nos estados do MS, MT, RO, AC e AM ainda ocorrem friagens ocasionais. Obs: Analisar médias mensais como parâmetro para definir o clima é complicado. O interior da América do Sul possui médias elevadas, desde o oeste do Amazonas até o norte da Argentina, entre as latitudes 5 e 24S, em todos os meses do ano, se comparar com o litoral nas mesmas latitudes. Porém, essa região é a mais fria dos trópicos em momentos do outono e inverno, quando há o ingresso das ondas de frio continentais.
  14. Morar em Teresina deve ser mais tranquilo, na questão climática, do que em Manaus. A secura do ar na estiagem em Teresina abranda a sensação de calor, e o tempo seco, até certo ponto, é positivo para realizar afazeres como lavar as roupas e obras de construção civil. Manaus, quente e úmida, tem um calor úmido, um tanto desconfortável. As chuvas frequentes, principalmente no meio da tarde, mesmo refrescando por um período, deixa o ar saturado logo depois.
  15. Admiro a maior constância do clima da cidade de São Paulo; as mudanças para o frio e calor são mais brandas, dá mais tempo do organismo de se adaptar. Aqui no MS, numa semana faz mais de 30 graus, na outra encosta nos 0C, tem a desvantagem dos ambientes internos ficarem muito mais frios ou quentes do que ao ar livre (total despreparo nas construções).
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