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Brasil Abaixo de Zero

klinsmannrdesouza

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  1. Vendo pelo windy.com, a circulação dos ventos dessa massa polar conseguiu chegar, pelo litoral, em Salvador, e está chegando em Teresina!!! As setas indicando a direção dos ventos claramente mostram a infuência da alta no sertão nordestino.
  2. A abrangência dela superou todas as de 2000 pra cá, quase todo o Brasil sob ventos de sul é raridade. Entramos para a história.
  3. Então ainda bem que temos essa mp antes da possível bomba polar. se houvesse o bloqueio da ASAS nesta semana, poderíamos ter um quadro perigoso de tempo severo da Patagônia até Brasília.
  4. Sim, todo o sistema começa a entrar no continente já pelos dias 13 e 14, do dia 15 em diante é que o frio se espalharia para muitas áreas da América do Sul. Falando nisso, se esse frio todo acontecer, podemos ter tempestades com granizo e até tornados na Argentina, Uruguai, Paraguai e Brasil? Uma frente fria nesse porte movimenta bastante a atmosfera na sua passagem, e em algumas ondas de frio históricas houve granizo e chuva volumosa em áreas não muito comuns.
  5. A mídia tem que ir avisando aos poucos, 80% do modelos numéricos estão prevendo frio descomunal para maio só que ainda está longe para dar como certo.
  6. Um indicativo de que esse frio todo tem chances reais de acontecer é que o berço das massas polares que chegam na América do Sul está muito mais frio do que o normal, a própria MetSul escreveu sobre isso. De acordo com alguns institutos, quando aquela região está anormalmente fria, algum anticiclone polar de forte intensidade é direcionado na nossa direção. A data chave do início do evento é dia 15, no continente sul-americana como um todo.
  7. É como se o BAZ estivesse em 1979 e essas previsões fossem daquela onda de frio do final de maio.
  8. 1975 e 2013 foram historicos para a metade oeste da América do Sul, do triângulo mineiro para cima no Sudeste foi fraco. Campo Grande zerou nesses dois eventos ( em 75 até negativou) enquanto Belo Horizonte teve 11 graus de mínima, bem aquém do potencial de frio por lá. Algo parecido aconteceu na América do Norte em 2014, os sistemas frontais chegavam, pelo leste, no México, enquanto no oeste mal passavam da Califórnia.
  9. Onde você acha essas reanálises? No meteopt não consigo encontrar, antes tinha dos anos a partir de 1948. Falando em eventos de frio antigos, um ano que pode ser candidado a mais frio desde que se tem registros confiáveis no Brasil é 1956, nas reanálises sinóticas maio daquele ano foi tipicamente invernal com duas ondas polares continentais bem amplas, daquelas que chegam ao Nordeste pelo interior. Uma em especial no final do mês, pelo que vi nas cartas sinóticas no Meteopt, foi semelhante às previsões para a próxima mp: a América do Sul gelada da Patagônia ao sul do Maranhão, bem como metade do Brasil com sub 10 de mínima. O curioso é que não há registros de neve fora do comum no Sul em 1956, apesar do frio que fez naquele ano, só em 1957 que nevou com acumulação.
  10. Até o dia 15 veremos as previsões mudarem muito, é bom olhar de longe por enquanto. Se esse cenário se manter no dia 16, dá pra ter grandes expectativas para os amantes do frio e emitir alertas generalizados para todos se protegerem, afinal os danos nas lavouras ao sul de 20S podem ser graves.
  11. Oscilações normais. Só teremos mais certezas quando faltar no mínimo 72 horas para o evento começar a acontecer.
  12. Pelas rodadas dos modelos, essa próxima mp pode no mínimo ser igual a essas de maio 2004/2007, com a isobara de 10 em 850 hpa chegando no paralelo 15S e a de 6 em 20S, as capitais do Sul, São Paulo, Campo Grande, Goiânia, Brasília e BH com sub 10 de mínima.
  13. Antes de 2007, 2004 também teve frio amplo e intenso no mês de maio, só que foi mais úmido e sem neve nas serras sulinas.
  14. Aqui em Campo Grande a mínima foi de 4,7 graus naquele mês de maio, deve ter ocorrido geada fraca, no sul do MS foi a 0C com geada; lembro de mesmo com sol a sensação de frio ser a mesma da noite e da ausência de vento. Foi o evento mais significativo de frio em maio da década de 2000.
  15. Em anos de la nina as chuvas demoram a começar e terminar, e pode ser algum indicativo de uma massa polar muito intensa chegando. Quando a onda de frio é mais forte do que o esperado, o sistema frontal acaba causando chuvas volumosas em áreas pouco comuns.
  16. Com esse calor acima do normal mais o pacífico frio é capaz de termos um evento bem forte no começo de maio. Quem sabe pinte um quadro favorável a neve na serras sulinas. Alternância calor-frente-fria-massa polar descomunal-neve-geadas amplas são comuns em anos de la nina.
  17. Foi a maior rajada de vento que já vi acontecer aqui até hoje, impressionante o tamanho dessa LI.
  18. Essas projeções são dignas de dezembro, quando as ZCAS se formam mais ao norte e despejam muita chuva na Bahia, centro-sul do Maranhão e Piauí, enquanto no RS, SC e centro-sul do PR os acumulados são mais modestos. Vai ser bom para o Brasil central e o Nordeste, que desde 2014 sofrem com o mês de outubro, tórrido e seco.
  19. Há 98% de chances dele ter razão, pois estamos sob a influência da La Nina, o padrão típico é das instabilidades ficarem mais ao norte do habitual. Como o RS grande parte de SC e sul do PR estão com a atmosfera seca e fria, o eixo das tempestades de primavera migrou para o norte do PR, MS, SP e MG.
  20. Padrão 2012? Naquele ano a la nina durou até abril e o frio chegou no final de março, com pausa em maio e ápice em julho. Depois agosto e setembro tórridos.
  21. Ondas de frio fortes fora de época, em setembro e outubro, acabam por se tornarem massas de ar quentes e secas que afetam até o sul do país. 2006 aconteceu isso depois daquele anticiclone polar ter resfriado até o sul da Amazônia. 2012 e 2014 também foram assim, as chuvas só voltaram no Brasil central na segunda quinzena de outubro.
  22. Setembro, antigamente, significava o retorno das chuvas no centro-norte de SP, MS, sul de Minas/triângulo mineiro e Pantanal do MT, bem como as tempestades de super células no Sul com granizo e até tornados. Agora se tornou o mês mais quente e seco do ano em quase todo o país, temperaturas muito acima da média com médias de precipitação dignas de julho. Com a atmosfera em padrão la nina, ou teremos frio tardio ou a amostra do inferno.
  23. Agosto, na maior parte do Brasil, ocorre uma mudança brusca de temperatura e radiação solar, ambas ficam muito mais altas do que em junho e julho, e as massas polares já começam a ficar mais brandas, ainda que ocasionais ondas de frio até históricas possam acontecer. No litoral entre o RS e SP, o contraste entre o continente cada vez mais aquecido e o oceano frio causa dias nublados, nessa região as características invernais permanecem. Agosto rivaliza com maio em termos de frio no Centro-Oeste e sul/oeste da Amazônia, pois os picos de calor neste mês são bem maiores do que em maio, fora que dificilmente Campo Grande, Cuiabá, Rio Branco e Porto Velho registram mínimas baixas com nebulosidade em agosto; já em maio isso acontece em quase todo ano.
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