Jump to content
Brasil Abaixo de Zero

klinsmannrdesouza

Members
  • Posts

    1126
  • Joined

  • Last visited

  • Days Won

    1

Everything posted by klinsmannrdesouza

  1. Foi a maior rajada de vento que já vi acontecer aqui até hoje, impressionante o tamanho dessa LI.
  2. Essas projeções são dignas de dezembro, quando as ZCAS se formam mais ao norte e despejam muita chuva na Bahia, centro-sul do Maranhão e Piauí, enquanto no RS, SC e centro-sul do PR os acumulados são mais modestos. Vai ser bom para o Brasil central e o Nordeste, que desde 2014 sofrem com o mês de outubro, tórrido e seco.
  3. Há 98% de chances dele ter razão, pois estamos sob a influência da La Nina, o padrão típico é das instabilidades ficarem mais ao norte do habitual. Como o RS grande parte de SC e sul do PR estão com a atmosfera seca e fria, o eixo das tempestades de primavera migrou para o norte do PR, MS, SP e MG.
  4. Padrão 2012? Naquele ano a la nina durou até abril e o frio chegou no final de março, com pausa em maio e ápice em julho. Depois agosto e setembro tórridos.
  5. Ondas de frio fortes fora de época, em setembro e outubro, acabam por se tornarem massas de ar quentes e secas que afetam até o sul do país. 2006 aconteceu isso depois daquele anticiclone polar ter resfriado até o sul da Amazônia. 2012 e 2014 também foram assim, as chuvas só voltaram no Brasil central na segunda quinzena de outubro.
  6. Setembro, antigamente, significava o retorno das chuvas no centro-norte de SP, MS, sul de Minas/triângulo mineiro e Pantanal do MT, bem como as tempestades de super células no Sul com granizo e até tornados. Agora se tornou o mês mais quente e seco do ano em quase todo o país, temperaturas muito acima da média com médias de precipitação dignas de julho. Com a atmosfera em padrão la nina, ou teremos frio tardio ou a amostra do inferno.
  7. Agosto, na maior parte do Brasil, ocorre uma mudança brusca de temperatura e radiação solar, ambas ficam muito mais altas do que em junho e julho, e as massas polares já começam a ficar mais brandas, ainda que ocasionais ondas de frio até históricas possam acontecer. No litoral entre o RS e SP, o contraste entre o continente cada vez mais aquecido e o oceano frio causa dias nublados, nessa região as características invernais permanecem. Agosto rivaliza com maio em termos de frio no Centro-Oeste e sul/oeste da Amazônia, pois os picos de calor neste mês são bem maiores do que em maio, fora que dificilmente Campo Grande, Cuiabá, Rio Branco e Porto Velho registram mínimas baixas com nebulosidade em agosto; já em maio isso acontece em quase todo ano.
  8. O retorno das chuvas em Setembro é mais perceptível no estado de São Paulo, Mato Grosso do Sul, oeste do Mato Grosso, sul de Minas, Triângulo Mineiro e no Rio de Janeiro, áreas que ocasionalmente recebem as células de tempestade que se formam no Sul do Brasil, Paraguai, Uruguai e Norte da Argentina. Mais ao norte, as chuvas nesse mês são muito irregulares, chove 30-50 mm ou mais em alguns dias e no restante predomina o tempo seco e quente. As maiores temperaturas anuais em grande parte do Mato Grosso, Tocantins, Goiás, Distrito Federal, oeste da Bahia, sul do Maranhão, do Piauí, centro-norte de Minas Gerais e Espírito Santo ocorrem em setembro. A partir de Outubro, nas áreas ao norte do paralelo 22S, as chuvas de tornam quase que diárias, a média pluviométrica sobre pra 100-150 mm em várias áreas, no Sul ocorre o pico das CCMs, somente o sertão nordestino e o litoral entre o Maranhão e a Bahia ficam na estiagem. As máximas no Brasil Central saem dos 40-42 graus para 28-29, com a frequente nebulosidade. Isso em condições normais, porque desde 2019 e nos anos de La nina há um atraso no calendário, e setembro se tornou mais seco até do que agosto, infelizmente a mesma coisa se desenha para este ano, chuvas abundantes, exceto no sul, talvez lá pra novembro.
  9. O mês de Agosto aqui em Campo Grande é caracterizado pela secura (um dos menores índices de precipitação) e temperaturas cada vez mais altas, a radiação solar é bem mais intensa do que junho e julho. Ainda podemos ter ondas de frio intensas, como já aconteceu em outros anos (1979, 1984, 1991, 1999, 2011, 2013, 2018, 2020); porém elas tendem a ser mais esporádicas do que as ondas de calor, a sensação de frio também é menor do que no auge do inverno. Pra mim, este ano pode fazer bastante calor em agosto, maio, junho e julho já foram excelentes em termos de frio, e como esses meses são os com menor radiação solar, tivemos um inferno típico como há muito não se via.
  10. Março e parte de abril foram com calor atípico em grande parte do país, isso fez um grupo de pessoas acreditarem que o restante do outono e inverno fossem mais fracos em termos de frio. O que aconteceu foi o inverso, a partir de maio tivemos mps continentais de forte intensidade, principalmente as de 26-30 de junho, semana passada e a de agora. De 19S pra baixo a última vez que choveu em abundância foi em janeiro, fora esse mês as chuvas foram irregulares.
  11. A situação está pior no norte do Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minhas Gerais, nessas regiões naturalmente chove pouco nesta época do ano e junto com as geadas desde junho a vegetação terminou de queimar. Infelizmente há uma tendência de setembro ser seco em quase todo o país, principalmente nessa área, e com isso temperaturas de 42/43/44 graus podem nos assombrar novamente. Em anos de la nina setembro é o mês mais seco do ano, e também o pior para ondas de calor que facilmente chegam a 30S, enquanto que as chuvas só voltam em outubro no Sul e novembro nas demais áreas.
  12. Vai esfriar bastante ainda, porém na maior parte do país a massa polar de agora será a mais intensa do ano.
  13. Pro Sudeste, Centro-Oeste, Norte e sul da região Nordeste esta onda de frio vai ser a mais intensa do ano. A partir de agosto a radiação solar fica cada vez mais intensa, surgem os incontáveis dias de calor acima dos 35 graus e começa a primavera seca. Pro Sul ainda há ocorrência de frio intenso em agosto, já que a mudança na direção da primavera é mais discreta, e tem anos que a maior nevada ocorre em agosto (1965, 1984 foram assim), somente mas mínimas que vai ser difícil superar esta massa polar.
  14. A corrente do Golfo passa pelo litoral da Flórida, amenizando o frio no inverno principalmente em Miami, que regista mínimas anuais de 4/5 graus. A neve lá ocorre com menos acumulação do que aqui, porém as vezes surpreende de acontecer em cidades ao sul de Orlando e até mesmo nos arredores de Miami.
  15. 2001 teve rápidas ondas de frio em junho e julho, até de forte intensidade. Mas o todo do período frio (abril-setembro) foi fraco na América do Sul. Idem para 2002, que só teve a onda de frio em setembro. 2001, 2002, 2003, 2005 e 2006 foram os anos mais quentes em termos de outono-inverno que tivemos.
  16. As instabilidades poderiam se intensificar amanhã a partir das 5 horas e durar até às 15, teríamos neve até em Curitiba com acumulação e as fotos seriam incríveis. Nevar de noite atrapalha a visualização.
  17. Quando ha frio em altura junto com umidade a neve ocorre com maior facilidade em temperaturas entre 3 e 6 graus; nas latitudes superiores a 40 isso é corriqueiro. Pra nós, de latitudes subtropicais, isso raramente acontece, o frio mais intenso vem com secura na atmosfera ou é raso.
  18. O alerta de frio poderia ser indicado pelas cores azul e roxa, quanto mais próximo do roxo mais baixas as temperaturas.
  19. Fico impressionado como a cidade do Rio de Janeiro, Blumenau e Porto Alegre tem frio suavizado para suas latitudes. Basta andar a uns 30 quilômetros pro interior e as temperaturas ficam bem mais baixas do que nas orlas.
  20. O ECMWF (Europeu) e o GFS (Americano) são os mais confiáveis nas mps, ocasionalmente o Canadense acerta. Em todos, o mínimo que se espera é a isoterma de 0 em 850 mb chegando no sul do MS e SP, com precipitação invernal ao menos nas serras gaúcha e catarinense.
  21. Concordo, o RS é o estado do país com maior latitude e onde mais ocorre mudanças térmicas ao longo do ano, o único porém é que lá tanto o calor quanto o frio são mais constantes, duram dias e dias. No norte do Paraná, interior de SP, MS e sul/oeste do MT na mesma semana podem acontecer variações de 35 graus ou mais nas temperaturas, como foi nas duas últimas mps. Nessa parte do Brasil são poucos os sistemas frontais que adentram com forte intensidade; do sul do PR pra baixo as frentes frias são frequentes, mesmo que fracas causam queda na temperatura enquanto mais ao norte o calor predomina.
×
×
  • Create New...

Important Information

By using this site, you agree to our Guidelines.