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Brasil Abaixo de Zero

klinsmannrdesouza

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  1. Instabilidades se dissipando no MS e avançando no interior de SP, pelo visto até a noite chegam no sul de MG.
  2. Concordo com você, um inverno que foi quente/ameno num lugar foi normal/frio em outro. No Sul, Centro-oeste e Norte é mais difícil de ter a ausência de massas polares intensas, diferente do Sudeste e Nordeste. Só acrescento que os invernos de 2001 a 2006 foram fracos em termos de média e eventos de frio amplo e intenso. 2002 teve frio forte e neve nas serras sulinas em setembro, de resto foi esquecível. 2004 destoou bastante desses outros, pela constância das frentes frias do final de abril a julho, quase todas continentais, bem como as chuvas foras de época no centro do Brasil que esses sistemas frontais causavam ( maio e junho tem médias bluviométricas baixas no miolo do país). Pra quem gosta do frio, 2004 foi bom como um todo, frio constante (sem extremos), chuvas e coincidindo com os meses de insolação mais baixos.
  3. Os invernos no Brasil como um todo foram de normais a frios entre 2007 e 2013, depois desandaram legal entre 2014 e 2019, a exceção foi 2016. Agora parece que entramos numa época de invernos extremados tanto para o calor quanto para o frio, desde 2020.
  4. O que está faltando é a conjunção de frio intenso em todas as camadas atmosféricas mais um cavado sobre o centro-sul e ciclone no litoral do PR/SC/RS; formando uma pista de ventos sul sobre o continente e injetando umidade sobre baixas temperaturas. Em 2013, a frente foi bloqueada sobre o Espírito Santo e centro de Minas, enquanto chegava até Roraima. Faltou expessura em 850 hpa e melhor configuração da alta para o frio sobre o Sudeste. As mps de 2021 foram democráticas, frio forte em todas as camadas atmosféricas, porém faltou umidade em altitude.
  5. Nem sempre la nina é garantia de frio intenso/extremo. Em 1972 houve uma onda de frio em junho ou julho que causou geadas danosas no centro-sul do país e foi ano de el nino. 1994 a mesma coisa, duas ondas de frio extremas, num intervalo de 15 dias e novamente el nino. 1997, que é pouco lembrado por causa do inverno rigoroso de 1996, teve abril, maio, e junho bem frios e úmidos. O daquele ano destaque ficou para junho onde um sistema frontal provocou chuva volumosa em áreas pouco comuns, como Goiás, centro-norte de Minas e sul do Tocantins, áreas que quase não chovem nessa época. Depois veio uma massa polar bem abrangente, que como essa afetou as 5 regiões brasileiras, só que mais fraca em termos de mínima absoluta. Só julho e agosto daquele ano que foram péssimos.
  6. Vendo pelo windy.com, a circulação dos ventos dessa massa polar conseguiu chegar, pelo litoral, em Salvador, e está chegando em Teresina!!! As setas indicando a direção dos ventos claramente mostram a infuência da alta no sertão nordestino.
  7. A abrangência dela superou todas as de 2000 pra cá, quase todo o Brasil sob ventos de sul é raridade. Entramos para a história.
  8. Então ainda bem que temos essa mp antes da possível bomba polar. se houvesse o bloqueio da ASAS nesta semana, poderíamos ter um quadro perigoso de tempo severo da Patagônia até Brasília.
  9. Sim, todo o sistema começa a entrar no continente já pelos dias 13 e 14, do dia 15 em diante é que o frio se espalharia para muitas áreas da América do Sul. Falando nisso, se esse frio todo acontecer, podemos ter tempestades com granizo e até tornados na Argentina, Uruguai, Paraguai e Brasil? Uma frente fria nesse porte movimenta bastante a atmosfera na sua passagem, e em algumas ondas de frio históricas houve granizo e chuva volumosa em áreas não muito comuns.
  10. A mídia tem que ir avisando aos poucos, 80% do modelos numéricos estão prevendo frio descomunal para maio só que ainda está longe para dar como certo.
  11. Um indicativo de que esse frio todo tem chances reais de acontecer é que o berço das massas polares que chegam na América do Sul está muito mais frio do que o normal, a própria MetSul escreveu sobre isso. De acordo com alguns institutos, quando aquela região está anormalmente fria, algum anticiclone polar de forte intensidade é direcionado na nossa direção. A data chave do início do evento é dia 15, no continente sul-americana como um todo.
  12. É como se o BAZ estivesse em 1979 e essas previsões fossem daquela onda de frio do final de maio.
  13. 1975 e 2013 foram historicos para a metade oeste da América do Sul, do triângulo mineiro para cima no Sudeste foi fraco. Campo Grande zerou nesses dois eventos ( em 75 até negativou) enquanto Belo Horizonte teve 11 graus de mínima, bem aquém do potencial de frio por lá. Algo parecido aconteceu na América do Norte em 2014, os sistemas frontais chegavam, pelo leste, no México, enquanto no oeste mal passavam da Califórnia.
  14. Onde você acha essas reanálises? No meteopt não consigo encontrar, antes tinha dos anos a partir de 1948. Falando em eventos de frio antigos, um ano que pode ser candidado a mais frio desde que se tem registros confiáveis no Brasil é 1956, nas reanálises sinóticas maio daquele ano foi tipicamente invernal com duas ondas polares continentais bem amplas, daquelas que chegam ao Nordeste pelo interior. Uma em especial no final do mês, pelo que vi nas cartas sinóticas no Meteopt, foi semelhante às previsões para a próxima mp: a América do Sul gelada da Patagônia ao sul do Maranhão, bem como metade do Brasil com sub 10 de mínima. O curioso é que não há registros de neve fora do comum no Sul em 1956, apesar do frio que fez naquele ano, só em 1957 que nevou com acumulação.
  15. Até o dia 15 veremos as previsões mudarem muito, é bom olhar de longe por enquanto. Se esse cenário se manter no dia 16, dá pra ter grandes expectativas para os amantes do frio e emitir alertas generalizados para todos se protegerem, afinal os danos nas lavouras ao sul de 20S podem ser graves.
  16. Oscilações normais. Só teremos mais certezas quando faltar no mínimo 72 horas para o evento começar a acontecer.
  17. Pelas rodadas dos modelos, essa próxima mp pode no mínimo ser igual a essas de maio 2004/2007, com a isobara de 10 em 850 hpa chegando no paralelo 15S e a de 6 em 20S, as capitais do Sul, São Paulo, Campo Grande, Goiânia, Brasília e BH com sub 10 de mínima.
  18. Antes de 2007, 2004 também teve frio amplo e intenso no mês de maio, só que foi mais úmido e sem neve nas serras sulinas.
  19. Aqui em Campo Grande a mínima foi de 4,7 graus naquele mês de maio, deve ter ocorrido geada fraca, no sul do MS foi a 0C com geada; lembro de mesmo com sol a sensação de frio ser a mesma da noite e da ausência de vento. Foi o evento mais significativo de frio em maio da década de 2000.
  20. Em anos de la nina as chuvas demoram a começar e terminar, e pode ser algum indicativo de uma massa polar muito intensa chegando. Quando a onda de frio é mais forte do que o esperado, o sistema frontal acaba causando chuvas volumosas em áreas pouco comuns.
  21. Com esse calor acima do normal mais o pacífico frio é capaz de termos um evento bem forte no começo de maio. Quem sabe pinte um quadro favorável a neve na serras sulinas. Alternância calor-frente-fria-massa polar descomunal-neve-geadas amplas são comuns em anos de la nina.
  22. Foi a maior rajada de vento que já vi acontecer aqui até hoje, impressionante o tamanho dessa LI.
  23. Essas projeções são dignas de dezembro, quando as ZCAS se formam mais ao norte e despejam muita chuva na Bahia, centro-sul do Maranhão e Piauí, enquanto no RS, SC e centro-sul do PR os acumulados são mais modestos. Vai ser bom para o Brasil central e o Nordeste, que desde 2014 sofrem com o mês de outubro, tórrido e seco.
  24. Há 98% de chances dele ter razão, pois estamos sob a influência da La Nina, o padrão típico é das instabilidades ficarem mais ao norte do habitual. Como o RS grande parte de SC e sul do PR estão com a atmosfera seca e fria, o eixo das tempestades de primavera migrou para o norte do PR, MS, SP e MG.
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