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Brasil Abaixo de Zero
Rodolfo Alves

Monitoramento e Previsão Climática (ENSO/SST/AAO/PDO)

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28 minutos atrás, Leandro Leite disse:

A respeito da La Niña a verdade é que nem todos os anos que tem o fenômeno são notáveis em matéria de frio, alguns são até fracos como 1995 no Sudeste, muitas vezes um inverno mais rigoroso se dá somente no segundo ou terceiro ano de La Niñas prolongadas, como 1975 e 2000, bom, aquela onda de frio histórica de 1975, com 3,3 C em Cuiabá, neve em Curitiba, uma devastadora geada no Paraná, foi provocada por uma La Niña  de forte intensidade iniciada em 1973, porém os dois anos anteriores a 1975 não foram notáveis em matéria de frio, 1974 foi até fraco em Cuiabá, a mínima foi 11,9 C em 5 de julho com máxima de 31 C, agora em 2019 deu 10,6 C em 7 de julho, mínima muito maior que a do ano seguinte, pois bem, eu sequer era nascido nessa época. 

11 graus não é frio fraco em Cuiabá, geralmente é a mínima absoluta do ano por lá (entre 10 e 11 graus), se olhar nos dados 1974 foi um inverno dentro da média em termos de temperatura. Para o Sudeste um dos fatores mais determinantes é o aquecimento do Atlântico Sul, que mesmo sob neutralidade/la nina enfraquece as massas polares. 1957 teve uma grande nevasca nas serras sulinas e geadas amplas no Centro-Sul durante um el nino, e 1997 ano de el nino o outono e parte do inverno foram bons.

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2010 teve um julho quase sem frio no Sudeste, enquanto a faixa oeste do Brasil, entre o RS e o AM, teve uma forte onda de frio, pro Sul nem tanto, o frio foi mais excepcional para MS, MT, RO, AC e AM, o frio foi ainda mais excepcional ainda pros nossos vizinhos, com muita neve no norte da Argentina, em Salta foi uma das maiores nevadas da história, aquele ano encaminhava pra uma forte La Niña, mas o interior paulista, por exemplo, e parte de Goiás, só experimentariam um frio maior no ano seguinte 

Edited by Leandro Leite
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Em 05/08/2019 em 17:49, Renan disse:

NCEP DISCORDA DESSA ANÁLISE DO WMO.

 

Tipo, eu acredito plenamente na culpa do homem como sendo o principal responsável pelo aquecimento global, mas será que não estamos forçando um pouco a barra não ? Pois as reanálises do renomado NCEP, retiradas do site Weatherbells, mostram um dado diferente desse daí. 

 

De acordo com o NCEP, Julho-19 termina com anomalia global de +0,305ºC. Pelo que pude analisar nos dados do site, existem outros 3 meses de Julho com anomalia superior a essa.

 

 

 

Gostaria que pessoas mais especializadas no assunto fizessem mais comentários a respeito dessa notícia veiculada pela Metsul. 

 

O aquecimento global é real...representa perigos....precisamos parar de emitir CO2....mas até que ponto vai o nível de alarmismo ? Quais são os jogos políticos envolvidos ?

As diversas agências utilizam metodologias diferentes, então é normal que o o "1º lugar" de uma seja o "3º lugar" de outra, nada muito novo aí. 

 

Mas concordo plenamente que há uma histeria desmedida em grande parte da comunidade científica, que corre para atrelar qualquer evento meteorológico danoso e/ou mortal ao aquecimento global; a grande mídia praticamente toda (de "Globo" a "The Washington Post") faz isso o tempo todo e muitos cientistas também.  Ainda que de vez em quando soltem um muito tímido "um evento isolado não pode ser atribuído ao aquecimento global", logo depois fazem uma ressalva nada subliminar afirmando "devido ao aquecimento global, eles (os eventos ditos "extremos") se tornarão cada vez mais fortes e frequentes". 

 

Essa história dos "eventos extremos" é a maior ilusão coletiva da ciência climática moderna; começou sendo propagada por radicais e está se espalhando pelos antes moderados também, mas é burrice pois fortalece o negacionismo com as próprias incoerências, não "cola" com quem pesquisa um pouco mais a fundo e percebe que na verdade simplesmente há mais gente (e mais bens avaliados) no caminho das intempéries, enquanto o número de mortos em "desastres climáticos" na verdade vem caindo na maior parte mundo (fora países em grave crise, onde a vulnerabilidade a todo tipo de desastre cresce), e ciclones tropicais talvez até estejam ficando menos frequentes em algumas áreas, embora métodos cada mais modernos de rastreamento estejam levando a um aumento no número de sistemas nomeados.  Há sim alterações nas chuvas torrenciais e nas secas, mas a verdade é que enquanto aumentam em uns lugares diminuem em outros, não há uma "seta global" como muitos dizem, e é possível se adaptar na maioria dos casos.  A questão dos recordes de calor também depende muito da região, há áreas onde o aumento da umidade no solo e/ou na atmosfera (causada ao menos em parte pelo pelo AGW) vem inibindo novos recordes de calor ao simplesmente reduzir as diferenças entre temperaturas máximas ("capadas" pela maior umidade) e mínimas (que aumentam pelo mesmo motivo), e no fim cada área do planeta vem reagindo de uma forma ao aumento da temperatura média global, mas sem uma piora generalizada nas condições (ainda que, sim, a mudança seja "para pior" em vários lugares).

 

Mas é óbvio que devemos reduzir as emissões.. elas sozinhas já causam danos muito maiores que qualquer mudança climática, milhões tem a vida abreviada todos os anos por respirar ar poluído e por consumo de água contaminada, isso é um problema muito maior que o AGW; mas há essa obsessão desmedida pelo AGW quando ele é na verdade apenas uma (entre várias consequências) de males muito maiores causados pelo homem ao Planeta Terra ao colocar o dinheiro acima da tudo.

 

Eu não endosso tudo que a AccuWeather (ou qualquer outra empresa privada, sou altamente cínico a respeito empresas de meteorologia em geral) diz, mas vale a pena dar uma lida nisso (se for o caso, usar o tradutor também): https://www.accuweather.com/en/weather-blogs/realimpactofweatherwithdrjoelnmyers/throwing-cold-water-on-extreme-heat-hype/70008963?utm_source=twitter&utm_medium=social&utm_term=&utm_content=&utm_campaign=weathermatrix

 

Outro excelente exemplo: os Estados Unidos enfrentaram entre o final da década passada e 2016 a maior seca de furacões da história; mas bastou a atividade voltar entre 2017 e 2018 (o que era inevitável, depois de uma seca histórica!) que todos correram para dizer que as tempestades estavam piores por conta do aquecimento global, enquanto durante a calmaria sem precedentes não deram um pio.

Edited by Wallace Rezende
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9 horas atrás, Wallace Rezende disse:

As diversas agências utilizam metodologias diferentes, então é normal que o o "1º lugar" de uma seja o "3º lugar" de outra, nada muito novo aí. 

 

Mas concordo plenamente que há uma histeria desmedida em grande parte da comunidade científica, que corre para atrelar qualquer evento meteorológico danoso e/ou mortal ao aquecimento global; a grande mídia praticamente toda (de "Globo" a "The Washington Post") faz isso o tempo todo e muitos cientistas também.  Ainda que de vez em quando soltem um muito tímido "um evento isolado não pode ser atribuído ao aquecimento global", logo depois fazem uma ressalva nada subliminar afirmando "devido ao aquecimento global, eles (os eventos ditos "extremos") se tornarão cada vez mais fortes e frequentes". 

 

Essa história dos "eventos extremos" é a maior ilusão coletiva da ciência climática moderna; começou sendo propagada por radicais e está se espalhando pelos antes moderados também, mas é burrice pois fortalece o negacionismo com as próprias incoerências, não "cola" com quem pesquisa um pouco mais a fundo e percebe que na verdade simplesmente há mais gente (e mais bens avaliados) no caminho das intempéries, enquanto o número de mortos em "desastres climáticos" na verdade vem caindo na maior parte mundo (fora países em grave crise, onde a vulnerabilidade a todo tipo de desastre cresce), e ciclones tropicais talvez até estejam ficando menos frequentes em algumas áreas, embora métodos cada mais modernos de rastreamento estejam levando a um aumento no número de sistemas nomeados.  Há sim alterações nas chuvas torrenciais e nas secas, mas a verdade é que enquanto aumentam em uns lugares diminuem em outros, não há uma "seta global" como muitos dizem, e é possível se adaptar na maioria dos casos.  A questão dos recordes de calor também depende muito da região, há áreas onde o aumento da umidade no solo e/ou na atmosfera (causada ao menos em parte pelo pelo AGW) vem inibindo novos recordes de calor ao simplesmente reduzir as diferenças entre temperaturas máximas ("capadas" pela maior umidade) e mínimas (que aumentam pelo mesmo motivo), e no fim cada área do planeta vem reagindo de uma forma ao aumento da temperatura média global, mas sem uma piora generalizada nas condições (ainda que, sim, a mudança seja "para pior" em vários lugares).

 

Mas é óbvio que devemos reduzir as emissões.. elas sozinhas já causam danos muito maiores que qualquer mudança climática, milhões tem a vida abreviada todos os anos por respirar ar poluído e por consumo de água contaminada, isso é um problema muito maior que o AGW; mas há essa obsessão desmedida pelo AGW quando ele é na verdade apenas uma (entre várias consequências) de males muito maiores causados pelo homem ao Planeta Terra ao colocar o dinheiro acima da tudo.

 

Eu não endosso tudo que a AccuWeather (ou qualquer outra empresa privada, sou altamente cínico a respeito empresas de meteorologia em geral) diz, mas vale a pena dar uma lida nisso (se for o caso, usar o tradutor também): https://www.accuweather.com/en/weather-blogs/realimpactofweatherwithdrjoelnmyers/throwing-cold-water-on-extreme-heat-hype/70008963?utm_source=twitter&utm_medium=social&utm_term=&utm_content=&utm_campaign=weathermatrix

 

Outro excelente exemplo: os Estados Unidos enfrentaram entre o final da década passada e 2016 a maior seca de furacões da história; mas bastou a atividade voltar entre 2017 e 2018 (o que era inevitável, depois de uma seca histórica!) que todos correram para dizer que as tempestades estavam piores por conta do aquecimento global, enquanto durante a calmaria sem precedentes não deram um pio.

 

Concordo bastante contigo. Eu estou tranquilo em relação ao AGW porque os carros elétricos estão se popularizando cada vez mais nos países desenvolvidos e futuramente naqueles em desenvolvimento; diversas empresas entraram no acordo de compra e venda de créditos de carbono; os acordos do clima estão aos poucos chegando a vários consensos importantes entre os países; já começou a redução de emissão de CO² em diversos países e as metas de redução devem cortar em até 50% das emissões globais nas próximas décadas. Em suma: Conseguiremos evoluir muito no cuidado ao planeta !

 

Acho que essa "histeria" vai ter um impacto excelente para a humanidade, tanto pela questão do clima mas principalmente pelo que você falou aí das condições de saúde respiratória.

 

E se acaso alguns (poucos) cientistas que defendem um "resfriamento global" nas próximas décadas estiverem certos, essa nossa redução do dióxido de carbono, combinado com um período de resfriamento natural, poderá trazer um risco inverso ao qual estamos enfrentando hoje. De fato, a redução das temperaturas médias globais e a ocorrência de eventos extremos relacionados ao frio pode trazer um impacto muito maior que o aquecimento de hoje.

 

 

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Previsão mais favorável ao frio em 2020 ☃️

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Edited by Leandro Leite
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Ainda bem que é agosto.

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Anomalia de TSM - 18/08

 

Se fosse no verão, a ZCIT ia ficar longe (a menos, é claro, que ocorresse um 1967 da vida).

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A soma total é dois anos e quatro meses de El Niño nos últimos 5 anos de OND 2014 a AMJ 2016 e de SON 2018 a MJJ 2019, tomara que nos próximos 5 anos tenhamos um Pacífico predominantemente frio, como foi o período 2007-2013, que ressuscitou que alguns achavam estar extintos graças ao que é pregado na mídia: https://origin.cpc.ncep.noaa.gov/products/analysis_monitoring/ensostuff/ONI_v5.php

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Agora, Leandro Leite disse:

A soma total é dois anos e quatro meses de El Niño nos últimos 5 anos de OND 2014 a AMJ 2016 e de SON 2018 a MJJ 2019, tomara que nos próximos 5 anos tenhamos um Pacífico predominantemente frio, como foi o período 2007-2013, que ressuscitou que alguns achavam estar extintos graças ao que é pregado na mídia: https://origin.cpc.ncep.noaa.gov/products/analysis_monitoring/ensostuff/ONI_v5.php

A soma total é de apenas 11 meses de La Niña, uma de 5 meses e outra de 6 meses, além de 18 meses de anomalias negativas dada a soma total (La Niña + Neutralidade fria), não mais que 9 meses consecutivos de anomalias negativas no Pacífico, mas isso tem de mudar, uma vez que se trata de ciclos. 

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Nos 6 anos que vão de 2007 a 2012 temos mais de 50 % de La Niña se somarmos todos os meses com o fenômeno, 3 anos e 2 meses, e apenas 11 meses de El Niño, fora o período de anomalias negativas que inclui 2013, daí o porque de alguns dizerem que nesse período deu pra sentir o que era o inverno antigamente❄️

Edited by Leandro Leite
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É a lei da compensação, são ciclos naturais, acho que já está chegando a hora de inverter de novo, assim espero! 

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2 horas atrás, Leandro Leite disse:

É a lei da compensação, são ciclos naturais, acho que já está chegando a hora de inverter de novo, assim espero! 

 

Pior que se parar pra pensar, a última La Niña realmente forte foi a de 2010-11. Já são quase 10 anos. 

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AAO encontra-se em fase negativa há quase 1 mês e deve permanecer assim até a primeira semana de setembro.

Desde o início de julho que esta fase está predominando, havendo apenas um leve momento positivo ainda no final daquele mês.

 

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Edited by Daniel85
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O início do início da indicação de uma suposta La Niña 2020-21? 🤔

 

Essa previsão, apesar de muito distante, é interessante. Lembro de um artigo em inglês que colocava uma série de suposições que culminariam numa La Niña intensa em algum momento entre 2020 e 2021. Acho que alguém até colocou aqui nesse fórum. 

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Em 07/08/2019 em 22:47, Wallace Rezende disse:

As diversas agências utilizam metodologias diferentes, então é normal que o o "1º lugar" de uma seja o "3º lugar" de outra, nada muito novo aí. 

 

Mas concordo plenamente que há uma histeria desmedida em grande parte da comunidade científica, que corre para atrelar qualquer evento meteorológico danoso e/ou mortal ao aquecimento global; a grande mídia praticamente toda (de "Globo" a "The Washington Post") faz isso o tempo todo e muitos cientistas também.  Ainda que de vez em quando soltem um muito tímido "um evento isolado não pode ser atribuído ao aquecimento global", logo depois fazem uma ressalva nada subliminar afirmando "devido ao aquecimento global, eles (os eventos ditos "extremos") se tornarão cada vez mais fortes e frequentes". 

 

Essa história dos "eventos extremos" é a maior ilusão coletiva da ciência climática moderna; começou sendo propagada por radicais e está se espalhando pelos antes moderados também, mas é burrice pois fortalece o negacionismo com as próprias incoerências, não "cola" com quem pesquisa um pouco mais a fundo e percebe que na verdade simplesmente há mais gente (e mais bens avaliados) no caminho das intempéries, enquanto o número de mortos em "desastres climáticos" na verdade vem caindo na maior parte mundo (fora países em grave crise, onde a vulnerabilidade a todo tipo de desastre cresce), e ciclones tropicais talvez até estejam ficando menos frequentes em algumas áreas, embora métodos cada mais modernos de rastreamento estejam levando a um aumento no número de sistemas nomeados.  Há sim alterações nas chuvas torrenciais e nas secas, mas a verdade é que enquanto aumentam em uns lugares diminuem em outros, não há uma "seta global" como muitos dizem, e é possível se adaptar na maioria dos casos.  A questão dos recordes de calor também depende muito da região, há áreas onde o aumento da umidade no solo e/ou na atmosfera (causada ao menos em parte pelo pelo AGW) vem inibindo novos recordes de calor ao simplesmente reduzir as diferenças entre temperaturas máximas ("capadas" pela maior umidade) e mínimas (que aumentam pelo mesmo motivo), e no fim cada área do planeta vem reagindo de uma forma ao aumento da temperatura média global, mas sem uma piora generalizada nas condições (ainda que, sim, a mudança seja "para pior" em vários lugares).

 

Mas é óbvio que devemos reduzir as emissões.. elas sozinhas já causam danos muito maiores que qualquer mudança climática, milhões tem a vida abreviada todos os anos por respirar ar poluído e por consumo de água contaminada, isso é um problema muito maior que o AGW; mas há essa obsessão desmedida pelo AGW quando ele é na verdade apenas uma (entre várias consequências) de males muito maiores causados pelo homem ao Planeta Terra ao colocar o dinheiro acima da tudo.

 

Eu não endosso tudo que a AccuWeather (ou qualquer outra empresa privada, sou altamente cínico a respeito empresas de meteorologia em geral) diz, mas vale a pena dar uma lida nisso (se for o caso, usar o tradutor também): https://www.accuweather.com/en/weather-blogs/realimpactofweatherwithdrjoelnmyers/throwing-cold-water-on-extreme-heat-hype/70008963?utm_source=twitter&utm_medium=social&utm_term=&utm_content=&utm_campaign=weathermatrix

 

Outro excelente exemplo: os Estados Unidos enfrentaram entre o final da década passada e 2016 a maior seca de furacões da história; mas bastou a atividade voltar entre 2017 e 2018 (o que era inevitável, depois de uma seca histórica!) que todos correram para dizer que as tempestades estavam piores por conta do aquecimento global, enquanto durante a calmaria sem precedentes não deram um pio.

 

De fato, essa mania de sempre atribuir eventos extremos ao AG é contestável. Aqui na RMBH, temos evidências que vão nessa direção, mas também há ressalvas.

 

As grandes tempestades, acima de 100mm em 24h, estão muito mais frequentes hoje do que antes (e se devem a eventos de ZCAS, de forma que o fator ilha de calor que intensifica as convecções não se aplica). Da mesma forma, as secas persistentes dessa década não apresentam precedentes. Saímos de uma condição de chuvas torrenciais de 2008 até 2011 para secas severas de 2014 até 2016.

 

No entanto, nem 2014, nem 2015, nem ano algum se iguala a 1964, quando choveu 490mm NO ANO TODO na capital mineira. É um evento mais que extremo, entra no nível de aberração climática, pois se trata de volumes típicos de áreas semi-áridas caminhando para desérticas. E aquilo ocorreu há 55 anos, quando nem se falava em aquecimento global. Tudo bem que no ano seguinte voltou a chover bastante (até acima da média, mostrando ser um evento mais curto que o que vivemos recentemente), mas não deixa de ser um evento extremo, aberrante e muito antigo.

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4 horas atrás, LeoP disse:

 

De fato, essa mania de sempre atribuir eventos extremos ao AG é contestável. Aqui na RMBH, temos evidências que vão nessa direção, mas também há ressalvas.

 

As grandes tempestades, acima de 100mm em 24h, estão muito mais frequentes hoje do que antes (e se devem a eventos de ZCAS, de forma que o fator ilha de calor que intensifica as convecções não se aplica). Da mesma forma, as secas persistentes dessa década não apresentam precedentes. Saímos de uma condição de chuvas torrenciais de 2008 até 2011 para secas severas de 2014 até 2016.

 

No entanto, nem 2014, nem 2015, nem ano algum se iguala a 1964, quando choveu 490mm NO ANO TODO na capital mineira. É um evento mais que extremo, entra no nível de aberração climática, pois se trata de volumes típicos de áreas semi-áridas caminhando para desérticas. E aquilo ocorreu há 55 anos, quando nem se falava em aquecimento global. Tudo bem que no ano seguinte voltou a chover bastante (até acima da média, mostrando ser um evento mais curto que o que vivemos recentemente), mas não deixa de ser um evento extremo, aberrante e muito antigo.

LeoP,

o ano que choveu 490 em BH, foi 1963.

De 1964 a 1967 o Sudeste foi beneficiado com bastante chuva, não todo o Sudeste.

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9 horas atrás, LeoP disse:

 

De fato, essa mania de sempre atribuir eventos extremos ao AG é contestável. Aqui na RMBH, temos evidências que vão nessa direção, mas também há ressalvas.

 

As grandes tempestades, acima de 100mm em 24h, estão muito mais frequentes hoje do que antes (e se devem a eventos de ZCAS, de forma que o fator ilha de calor que intensifica as convecções não se aplica). Da mesma forma, as secas persistentes dessa década não apresentam precedentes. Saímos de uma condição de chuvas torrenciais de 2008 até 2011 para secas severas de 2014 até 2016.

 

No entanto, nem 2014, nem 2015, nem ano algum se iguala a 1964, quando choveu 490mm NO ANO TODO na capital mineira. É um evento mais que extremo, entra no nível de aberração climática, pois se trata de volumes típicos de áreas semi-áridas caminhando para desérticas. E aquilo ocorreu há 55 anos, quando nem se falava em aquecimento global. Tudo bem que no ano seguinte voltou a chover bastante (até acima da média, mostrando ser um evento mais curto que o que vivemos recentemente), mas não deixa de ser um evento extremo, aberrante e muito antigo.

No Rio de Janeiro mesmo, as chuvas do último verão (que foram mais fortes nos bairros costeiros) já foram colocadas na conta do AGW por muitos "formadores de opinião" e (sacrilégio maior) tratadas como novidade por alguns (tipo "já houve temporais, mas não como esses!").  Mas os dados (que nestas horas são ignorados, o que importa é promover a causa) desmentem tudo isso categoricamente...  Os meses mais chuvosos da história do Rio de Janeiro (capital) ocorreram em 1966 (janeiro), e 1988 (fevereiro), sendo que 1967 também é lembrado pelas grandes tragédias na capital, Serra das Araras e Caraguatatuba (se fosse hoje com certeza o surto de temporais de 66/67 seria considerado a prova inequívoca do "caos climático causado pelo AGW").  Para você ver, 1966 e 1967 são os dois anos mais chuvosos já registrados no centro da cidade do Rio de Janeiro, onde há registros contínuos de chuva desde 1851.  O recorde mensal de abril pertence a 1872, o diário do mesmo mês a 1883, os recordes de maio pertencem a 1853 (mês) e 1897 (dia), o de junho a 1916 (e o de março também, junto com BH).  Agosto e maio registraram seus recordes mensais em 1853, e novembro em 1851.  Aqui realmente não há o menor sinal de aumento das chuvas fortes, mas sim uma grande variabilidade entre os anos sem padrão definido, e pode-se dizer que a segunda metade do século XIX foi o período que concentrou mais recordes mensais de chuva (não havia dados antes disso, mas o temporal de fevereiro de 1811 pode ter sido ainda mais forte, segundo relatos da época).  Os dados de chuva do RJ são bons desde o início, tanto que as médias anuais de 1851/1890 batem com as contemporâneas.

 

Em São Paulo eu sei que realmente houve aumento dos temporais e das médias anuais de chuva, mas isto é causado por uma combinação da ilha de calor com uma particularidade do relevo local (convecção iniciada ao subir a Serra do Mar ganha um "gás" ao passar sobre a metrópole, e esse "gás" não era dado antes da grande mancha de concreto surgir), é um fenômeno causado pelo calor local e não pelo aumento global das médias. Essa diferença entre RJ/SP mostra como é difícil fazer generalizações, com fatores locais muitas vezes se sobrepondo aos globais.

 

Em Santos, no litoral de São Paulo, a história já é bem diferente da capital; o recorde diário de chuva foi registrado em fevereiro de 1934 (368 mm no dia 18, recorde nacional da normal 1931/1960).  O recorde mensal de Santos data de março de 1956, com mais de 900 mm no INMET (Ponta da Praia) e até 1200/1300 mm em outros pontos da cidade.

 

Aí em Belo Horizonte, 1985 trouxe o mês mais chuvoso da história (850 mm em janeiro) e o segundo março mais chuvoso (412 mm), este último atrás de..1916, com 469,4 mm.  Se fosse hoje entrava tudo na conta do AGW, assim como a seca de 1963 (que foi, aliás, o ano mais seco registrado aqui em Niterói também com 551 mm de chuva, e neste mesmo ano de 1963 chegou a chover menos de 400 mm em algumas áreas do norte do estado do Rio). 

 

 

Mas acredito sim que, no médio/longo prazo (no máximo), a devastação da Amazônia (caso continue, e não dá sinais de parar até agora) vai provocar uma redução gradual das médias anuais de chuva em praticamente todo o Brasil central (inclusive aí para vocês), com consequências que podem ser terríveis.  Isto até pode já estar começando, tenho notado que  a maior parte das bacias hidrográficas monitoradas no SE/CO tem registrado "quadras" chuvosas abaixo da média nos últimos anos.

Edited by Wallace Rezende
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13 horas atrás, Wallace Rezende disse:

No Rio de Janeiro mesmo, as chuvas do último verão (que foram mais fortes nos bairros costeiros) já foram colocadas na conta do AGW por muitos "formadores de opinião" e (sacrilégio maior) tratadas como novidade por alguns (tipo "já houve temporais, mas não como esses!").  Mas os dados (que nestas horas são ignorados, o que importa é promover a causa) desmentem tudo isso categoricamente...  Os meses mais chuvosos da história do Rio de Janeiro (capital) ocorreram em 1966 (janeiro), e 1988 (fevereiro), sendo que 1967 também é lembrado pelas grandes tragédias na capital, Serra das Araras e Caraguatatuba (se fosse hoje com certeza o surto de temporais de 66/67 seria considerado a prova inequívoca do "caos climático causado pelo AGW").  Para você ver, 1966 e 1967 são os dois anos mais chuvosos já registrados no centro da cidade do Rio de Janeiro, onde há registros contínuos de chuva desde 1851.  O recorde mensal de abril pertence a 1872, o diário do mesmo mês a 1883, os recordes de maio pertencem a 1853 (mês) e 1897 (dia), o de junho a 1916 (e o de março também, junto com BH).  Agosto e maio registraram seus recordes mensais em 1853, e novembro em 1851.  Aqui realmente não há o menor sinal de aumento das chuvas fortes, mas sim uma grande variabilidade entre os anos sem padrão definido, e pode-se dizer que a segunda metade do século XIX foi o período que concentrou mais recordes mensais de chuva (não havia dados antes disso, mas o temporal de fevereiro de 1811 pode ter sido ainda mais forte, segundo relatos da época).  Os dados de chuva do RJ são bons desde o início, tanto que as médias anuais de 1851/1890 batem com as contemporâneas.

 

Em São Paulo eu sei que realmente houve aumento dos temporais e das médias anuais de chuva, mas isto é causado por uma combinação da ilha de calor com uma particularidade do relevo local (convecção iniciada ao subir a Serra do Mar ganha um "gás" ao passar sobre a metrópole, e esse "gás" não era dado antes da grande mancha de concreto surgir), é um fenômeno causado pelo calor local e não pelo aumento global das médias. Essa diferença entre RJ/SP mostra como é difícil fazer generalizações, com fatores locais muitas vezes se sobrepondo aos globais.

 

Em Santos, no litoral de São Paulo, a história já é bem diferente da capital; o recorde diário de chuva foi registrado em fevereiro de 1934 (368 mm no dia 18, recorde nacional da normal 1931/1960).  O recorde mensal de Santos data de março de 1956, com mais de 900 mm no INMET (Ponta da Praia) e até 1200/1300 mm em outros pontos da cidade.

 

Aí em Belo Horizonte, 1985 trouxe o mês mais chuvoso da história (850 mm em janeiro) e o segundo março mais chuvoso (412 mm), este último atrás de..1916, com 469,4 mm.  Se fosse hoje entrava tudo na conta do AGW, assim como a seca de 1963 (que foi, aliás, o ano mais seco registrado aqui em Niterói também com 551 mm de chuva, e neste mesmo ano de 1963 chegou a chover menos de 400 mm em algumas áreas do norte do estado do Rio). 

 

 

Mas acredito sim que, no médio/longo prazo (no máximo), a devastação da Amazônia (caso continue, e não dá sinais de parar até agora) vai provocar uma redução gradual das médias anuais de chuva em praticamente todo o Brasil central (inclusive aí para vocês), com consequências que podem ser terríveis.  Isto até pode já estar começando, tenho notado que  a maior parte das bacias hidrográficas monitoradas no SE/CO tem registrado "quadras" chuvosas abaixo da média nos últimos anos.

Wallace Rezende,

aqui no Noroeste do Rio e parte da Zona da Mata choveu muito de fev a maio de 1916.

Os recordes mensais para março em algumas cidades:

545 mm Carangola-MG

486 mm Muriaé-MG

456 mm Porciúncula-RJ

Dados da Companhia Leopoldina Railway.

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9 horas atrás, jrmartinisp disse:

Seria isso o deslocamento do vortice?

 

 

Pode ser sim, visto que uma parte desse braço vindo da Antártida está "barrada" na Argentina, Uruguai e no extremo sul do Rio Grande do Sul. Hoje, houve por exemplo uma tempestade severa em Melo, próxima a fronteira com o Brasil.

 

Enquanto isso, boa parte da África Austral segue com temperaturas normais, mas a Nova Zelândia e a Austrália estão com o clima oposto do Brasil: queda de neve nas áreas mais altas dos dois países e aqui seguimos com um clima quase desértico. Coisa boa não é 

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4 horas atrás, Pedro Victor P. disse:

Mapa terrível pra gente @CloudCb

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Credo, que mapa horrível. Mas sinceramente, estou achando muito estranho aquela anomalia positiva de chuva ali na região nordeste dos EUA e região de Terra Nova, Canadá. Se há previsão de chuva acima da média ali significa que a atividade ciclônica vai está acima da média, né? Se realmente for isso, pode ser um bom presságio para nós.

Agora pode ser um problema se os VCAN da vida ficar com o centro na gente, aí sim ferra. Kkkk.

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Em 10/09/2019 em 23:06, CloudCb disse:

 

Credo, que mapa horrível. Mas sinceramente, estou achando muito estranho aquela anomalia positiva de chuva ali na região nordeste dos EUA e região de Terra Nova, Canadá. Se há previsão de chuva acima da média ali significa que a atividade ciclônica vai está acima da média, né? Se realmente for isso, pode ser um bom presságio para nós.

Agora pode ser um problema se os VCAN da vida ficar com o centro na gente, aí sim ferra. Kkkk.

 

Esse outro modelo (JAMSTEC) já veio com um cenário melhor. 

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8 horas atrás, Pedro Victor P. disse:

 

Esse outro modelo (JAMSTEC) já veio com um cenário melhor. 

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Por ele seria praticamente um 2019.2, tanto que choveu muito esse ano no litoral norte do NE mas no interior da BA e PI choveu muito pouco na maior parte da estação chuvosa. Espero que seja diferente.

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