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Brasil Abaixo de Zero

Allef Matos

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  1. Allef Matos

    Ciclone Bomba - 30/06/2020

    Boa noite, pessoal vou deixar aqui compartilhado com vcs um documento que compartilhei no meu Facebook a respeito do Tempo Severo em 30/06. É uma análise em conjunto feito com meteorologistas do Uruguai, Brasil e EUA. Tratou-se de um serial derecho. Vejam e compartilhem se puder: https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=2490325751070052&id=100002779539889 Abraços
  2. Allef Matos

    Ciclone Bomba - 30/06/2020

    No dia 30 de junho a advecção de vorticidade ciclônica associada a um cavado em 500 hPa deve disparar a formação de um ciclone extratropical sobre o RS. Essa baixa é alimentada fortemente pela advecção térmica associada ao Jato de Baixos Níveis O resultado vai ser um ciclone que vai se aprofundar forma explosiva na costa do RS Em 24 horas ele sai de 1004 hPa para 967 hPa. Queda de aproximadamente 37 hPa em 24 horas. Para um ciclone extratropical ser explosivo precisa cair 1 Bergeron. Esse cálculo do Bergeron é dado por: B = 24 hPa x (sin φ/sin 60°) onde φ é a latitude Para a latitude 32°S que é mais ou menos a latitude onde o ciclone vai se aprofundar teria que decair aproximadamente 14,7 hPa em 24 horas para ser explosivo. Esse cairia 37 hPa ou 2,51 Bergeron. Super explosivo para nossas latitudes. O intenso gradiente de pressão causaria intensas rajadas de vento. A rajadas chegariam a 90 a 110 km/h no leste, nordeste e sul do RS e alguns pontos entre 110 e 130 km/h. Algumas saídas já chegaram a colocar rajadas entre 140/150 km/h no litoral gaúcho. Nas saídas de agora esses máximos de vento ficariam restritos a alto mar, porém numa distância ainda próximo da costa, o que requer atenção. Além do RS, as rajadas podem passar de 100 km/h também no litoral sul de SC e alguns pontos do leste catarinense, sobretudo bordas de serras. Aliás, em bordas de serra das altitudes mais elevadas da serra de SC podem ter rajadas bem significativas. Antes do aprofundamento do ciclone, o vento NW devem ser intenso em alguns pontos do norte do RS, centro, sul e oeste do PR e boa parte de SC, com rajadas entre 80/100 km/h. Além dos ventos, o mar vai ficar agitado em todo centro-sul brasileiro. Atenção aos navegadores. Enfim, um evento interessante para se acompanhar. Após este sistema, frio constante, sobretudo no RS. Previsão do ECMWF para Pinheiro Machado:
  3. Mais um dia de show da Chucha MeneHell no leste de SC. Indaial - INMET 30,7°C e no Progresso, em Blumenau 30,4°C. Calor tbm no sul do RS. Em Pelotas chegou a 27,6°C.
  4. Por enquanto não ta dando nem pra falar que é um inverno xoxo com uma ou duas bombas.😅
  5. Se analisar a questão da sensação térmica nem existe comparação. Montevidéu é sempre ventosa. Se neve for critério, Blumenau é mais fria que Porto Alegre já que a capital gaúcha não vê neve há vários anos enquanto a cidade catarinense teve neve em 2013. KKKKKKKKKKKKKKKK
  6. Valeu, Felipe. Considerando o fato de que Montevidéu não tem média compensada, mas sim média simples transcrevi Curitiba para as médias simples. Curitiba Janeiro: 22,0°C Fevereiro: 22,1°C Março: 21,3°C Abril: 19,3°C Maio: 16,0°C Junho: 14,9°C Julho: 14,4°C Agosto: 15,6°C Setembro: 16,3°C Outubro: 18,2°C Novembro: 20,0°C Dezembro: 21,2°C Anual: 13,4/23,5°C (18,4°C) Montevidéu Janeiro: 23,3°C Fevereiro: 22,8°C Março: 21,3°C Abril: 17,9°C Maio: 14,6°C Junho: 11,8°C Julho: 11,1°C Agosto: 12,4°C Setembro: 13,7°C Outubro: 16,7°C Novembro: 19,0°C Dezembro: 21,5°C Anual: 13,2/21,1°C (17,1°C) Como não tem médias horárias de ambas estações oficiais, a unica forma objetivo de compara-las é usando a média simples. Não existe média compensada de Montevidéu. Aliás médias compensadas são bem complicadas de fazer comparações quando se existe grandes diferenças latitudinais e longitudinais. Sobre as mínimas absolutas teria que analisar a questão do formato do relevo de ambas, já que comparar baixadas com estações planas ou de topos é comparar maça com banana. Sobre a neve Nova York como é sabido por todos tem grandes nevadas. Istambul, quase na mesma latitude, pode ter nevadas tão poderosas quanto por causa do lake effect snow do Mar Negro. Nem por isso Istambul é tão fria quanto. Mesmo que num dado ano neve mais em Instambul, Nova York ainda continuará sendo mais fria.
  7. Nem da bola. Quem compara lugares através de eventos isolados ou ta querendo trollar ou desconhece estatística. Em termos de temperatura média tanto anual quanto de inverno, que é o melhor parâmetro objetivo que existe, Montevidéu é indiscutivelmente mais fria.
  8. Pinheiro Machado topo tem potencial para chegar 37°C ou mais. Logo Curitiba é mais fria. STONKS
  9. Não existe qualquer comparação entre Montevidéu e Curitiba. Att
  10. As médias de algumas capitais nesses primeiros 9 dias de junho. No geral junho sem episódios de frio significativo até o momento.
  11. Tem gente que não tem o que fazer mesmo. É cada uma. Segue o baile.
  12. PM parte urbana está em topo (420 m pra cima). A melhor referência é a dos Veledas, que infelizmente anda com problemas de internet. Espero resolvermos por esses dias. Porém como é típico do sul gaúcho, há uma expressiva parte das pessoas que moram no interior do município e não propriamente na cidade. O município é repleto de topo e baixadas, a Olaria representa uma dessas baixadas (296 m de altitude). Há gente morando.
  13. Realmente é um cenário interessante apontado pelos modelos para o dia 4 e 5 de junho, embora ainda tenhamos poucas certezas. Após a passagem da massa polar sobre parte do Sul entre os dias 1 e 2, o cavado frontal em 250 hPa e 500 hPa estaria sobre os Andes com o eixo bastante inclinado por causa de uma crista sobre o Centro-Sul no dia 3. Este eixo bastante inclinado favoreceria que o escoamento associado ao cavado, com velocidades relativamente menor, se desprendesse do restante do escoamento de oeste, fechando a circulação, e consequentemente dando origem a baixa fria. Pelo ECMWF em 300 hPa Pelo GFS ainda mais inclinado Essa circulação ciclônica em médios e altos níveis advectaria vorticidade ciclônica sobre o RS favorecendo a formação de uma baixa em superfície. Paralelamente em baixo do VCAN, em superfície, haveria o anticiclone pós-frontal se deslocando sobre a Argentina e transportando ar frio de SW para o RS enquanto sobre o mar o anticiclone maritimizado ( o do dia 1 e 2) transportaria ar mais quente de Nordeste, criando uma área de confluência de ar quente / frio, o que em tese favoreceria a formação do ciclone extratropical em superfície. Ciclones extratropicais necessitam de gradiente horizontal de temperatura para se desenvolverem. Independente da intensidade (isso é secundário no momento), reparem que o ciclone se formaria nas vizinhanças do RS e intensificaria próximo ao estado gaúcho devido ao anticiclone maritimizado impedir o seu rápido deslocamento para alto mar. Geralmente, quando esses ciclones são impedidos de avançar rapidamente cria condição para ocorrer acentuados gradientes de pressão próximo a costa do Sul, o que favorece a ventos intensos. Em outubro de 2001, houve um episódio ciclônico similar no RS. Na ocasião provocou ventos acima de 130 km/h de NE em partes da costa. Além dos impactos direto do vento, houve empilhamento das águas da Lagoa dos Patos inundando parte da orla da Costa Doce em alguns lugares. Vejam a semelhança com cenário previsto. Também, como todos talvez saibam baixas frias carregam bastante ar frio e favorecem a instabilidade, além do aporte de umidade do ciclone. Poderia então chover sobre partes do RS e de SC com espessura baixa favorecendo condição para neve. Poderia nevar até em lugares de menor altitude no RS. Porém, o cenário ainda é totalmente incerto. As informações são a mais a título de curiosidade. Quem tem acompanhado tem percebido a loteria que tem sido para os dez primeiros dias de junho. E mesmo agora, com uma aparente concordância entre o ECMWF e o GFS, não há concordância com relação a intensidade das baixas, nem com o timing e nem em como se daria a interação do ar frio com as prováveis instabilidades. Portanto, vamos acompanhando com cautela, pés no chão e torcendo pra se concretizar.
  14. Bingo. A advecção, trocando em miúdos, é um transporte horizontal de uma propriedade causada pelo vento. No caso da advecção fria, é um transporte de temperaturas mais baixas para uma região onde as temperaturas estão mais altas. Esse ar mais quente é substituído por um ar mais frio. Dito isso, é bem comum acontecer de termos a entrada do ar frio com bastante vento e queda na temperatura, portanto uma advecção fria e na noite seguinte ainda continuar ventando. Mas quando analisamos o perfil de temperatura nos baixos níveis (925, 900, 850 e 800 hPa) percebemos que houve de fato uma queda de temperatura no primeiro dia, quando o ar frio entrou. Enquanto no segundo dia, mesmo com o vento, a temperatura pouco variou nestes níveis em relação ao primeiro dia. Portanto houve advecção no primeiro dia, mas não no segundo ou muito fraca no segundo dia. A variação local de temperatura vai ser causado por outros fatores, que não seja a advecção, no caso as trocas de calor superficiais. Pra variar, a situação atual nem se compara ao descrito acima. Ontem não só havia advecção fria como estava mais frio que hoje nos baixos níveis. Hoje foi puramente advecção seca e quem conseguiu se proteger se beneficiou da secura. Acredito também que a urbanização do mirante ajudou a agravar.
  15. Não defendendo o Mirante, mas apenas tentando trazer alguma luz a essas bizarrices. O perfil de umidade na madrugada era muito seco desde a superfície até os níveis médios tanto no Sul quanto na maior parte do Sudeste e Centro-Oeste. Era bastante ar seco! Esse ar seco estava sendo advectado pelo ciclone posicionado sobre o oceano, o que atrapalhou uma maior estabilização nos locais desprotegido do vento. O detalhe é que não havia muita advecção de temperatura (ar frio), foi praticamente uma advecção de umidade (falta dela ou ar seco). A advecção de temperatura era fraca, portanto pequena para remover calor da superfície, o resfriamento ficou mais condicionado a perda radiativa superficial. E como havia vento seco essa perda radiativa foi drasticamente suprimida nos locais expostos ao vento. A explicação é que o vento naturalmente já causa mistura, ou seja, misturando o ar mais frio da superfície como ar mais quente das camadas acima (exceto quando tem advecções frias mais consistentes). Se ta muito seco a mistura é maior ainda. A temperatura não cai nem com a misericórdia divina! Já os locais que conseguiram se proteger desse vento seco se beneficiaram porque conseguiram "capitar" de forma mais acentuada esse ar frio desestabilizado dos topos e ainda tiveram grande perda radiativa superficial local dado os baixos valores de umidade na baixa atmosfera. Por isso essas diferenças bizarras de temperatura em vários lugares.
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