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Brasil Abaixo de Zero

LeoP

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  1. Interessante que boa parte da área subtropical do hemisfério sul teve grandes desvios positivos, enquanto as áreas equatoriais ficaram abaixo da média. Notável tb é o aquecimento absurdo que as altas latitudes vem sofrendo. São as áreas mais afetadas do planeta?
  2. Transitando pela RMBH, peguei chuvas isoladas de até moderada intensidade. Nada de muito significativo, mas representa uma enorme mudança na atmosfera que os pessimistas institutos que seguem o europeu não indicaram. Sobre araucárias, tem em BH mesmo. Já vi uma na zona sul e várias na UFMG. A previsão para os próximos 10 dias coloca muitas nuvens e chuvas de diferentes intensidades em todos os dias. A região metropolitana ta precisando, além do ano seco, a estação úmida está atrasada. O que se vê são gramados amarelados cobrindo as colinas e até árvores dando sérios sinais de estresse hídrico. Fortes ventos, céu carregado e alguns raios na ZS da cidade nesse começo de noite. Possibilidade de chuvas até fortes. O europeu coloca chuva só amanhã e ainda assim 2mm. Ta precisando acordar pra realidade...
  3. O tempo muda a partir de domingo e a próxima semana terá chuva e temperatura amena em Belo Horizonte:
  4. Falando de catastrofismo climático, lembro do terrorismo que fizeram com a tempestade de granizo grande (pedras do tamanho de um limão) que assolou BH no dia 17 de setembro de 2008. Falaram em telejornais que aquilo não era pra acontecer e que Belo Horizonte, antigamente, tinha um clima tranquilo... Embora nosso clima não seja severo ou extremado, ele nunca foi tranquilo de fato. Uma cidade com 40mm em JJA e 900mm em NDJ sempre conviveu e irá conviver com estiagens prolongadas e grandes enchentes. Fora que em meados de setembro a atmosfera já está muito quente e ainda sujeita a entrada de ar polar, o que favorece ocorrência de granizo maior (que voltou a ocorrer em agosto/2018). Do jeito que falam, parece que nada acontecia antigamente, a atmosfera era totalmente apática...
  5. Sobre a questão debatida aqui, parece que não há dúvidas do aquecimento em si (nosso corpo, memória, os relatos dos mais velhos, os estudos e as estações comprovam), o que gera polêmica são as causas. Alguns colocam como ciclos, outros como CO2 puro, outros como uma mescla dos dois (com gente pendendo para um lado e outros para o outro). É bom lembrar que lançar carbono na atmosfera e desmatar a amazônia trazem outras consequências além das climáticas. É mexer com a qualidade do ar, com os ciclos biogeoquímicos, o estoque (limitado) de combustíveis fósseis, todos os benefícios ecossistêmicos de um bioma e por aí vai. Não se limita a temperatura e chuva. E não precisamos de comprovação absoluta para mudar os hábitos, até porque a ciência, como parte integrante da sociedade, é influenciada pela economia, cultura, interesses etc, de forma que é natural não haver unanimidade. Mas as evidências, tendências, pareceres e revisões apontam sistematicamente para um aquecimento antropogênico há muito tempo. Não dá pra simplesmente ignorar. 2019, até o momento, teve todos os meses do ano acima da média em Belo Horizonte, exceto por julho que ficou dentro. Os meses de janeiro, maio e setembro tiveram desvios positivos bastante acentuados. A chuva, risos, segue em torno de 600mm no ano, sem perspectiva nenhuma para essa semana e às portas do penúltimo mês do ano com boa chance de ser também abaixo da média. Média de 1600mm. Vamo q vamo.
  6. Pelo menos essa eu consigo te responder. Morei, a trabalho, alguns meses em Noronha e aprendi muito sobre a ilha. Parte da água vem da chuva e outra da dessalinização. Na verdade, a água acaba ficando levemente salobra para uso geral, a de beber que é dessalinizada mais de uma vez e vendida em galões. Eu já vi água saindo do solo (o que seria lençol freático), mas creio que essa fonte não seja significativa. A região tem clima tropical, com chuva em 6 meses e tempo mais firme no restante do ano. Diferente do Brasil central, não há variação praticamente nenhuma da temperatura ao longo do ano, não tem raio, não tem granizo (já perguntei moradores e eles falaram que nunca viram chuva de granizo lá), não tem ventania e não tem grandes tempestades. A única coisa que acontece no clima é sol, tempo nublado ou chuva, sendo que a chuva é só água como relatei acima, sem os outros ingredientes (mas pode ser fraca ou com grandes volumes). BH teve dia ensolarado e quente, variação de 20 a 32C no centro. Outubro paia.
  7. SP Mirante (automática) já bateu 35°C de novo na leitura das 14h... É curioso como a capital paulista, mesmo com médias máximas inferiores, atinge essas marcas muito mais vezes que a mineira.
  8. Infelizmente, Renan, isso não se aplica à região da capital e boa parte do estado. O CFS, mais uma vez, vem acertando sua previsão de mais longo prazo. Veja como está o centro da cidade: Média máxima: 29,9C (+1,8) Média mínima: 18,7C (+0,2) Chuvas: 4,2mm (3,8% da média) Veja, não se trata de um mês bizarro (até o momento), mas temos anomalias positivas significativas nas máximas. Infelizmente esses valores devem piorar até o dia 20, já que a previsão é de temperatura bem acima da média, pra variar. Quanto às chuvas, o mês está devendo muito, já era para estar caindo algumas pancadas isoladas. Até o dia 20, o máximo que pode rolar é alguma pancadinha besta, que não vai alterar nada o quadro. Não tem calor extremo, não tem anomalias gigantes, mas não dá pra considerar o mês dentro da média. Diante dos outubros ferventes que tivemos nessa década, até parece um mês ok, essas mínimas amenas e tal, mas.... a realidade dos dados não mente: mais um pra coleção dos lixos da década de 2010. Sol e 26°C ao meio dia.
  9. Dia muito abafado em Belo Horizonte, bem desconfortável. A temperatura nem foi tão alta assim, variou entre 20 e 29°C, mas a sensação foi de muito calor. O céu se manteve inconstante ao longo do dia, ora aberto ora mais nublado. Pode chover fraco amanhã. ................................................................................... Sobre o verão, aqui ele pode ser bem quente e abafado (embora seja raro máximas acima de 35 e mínimas acima de 23), mas também pode ser muito ameno e agradável: No período compreendido entre 1° de novembro de 2011 e 13 de janeiro de 2012, ou seja, 73 dias corridos, BH teve apenas 3 máximas de 30°c ou mais. Nesses 3 meses, que são o verão climático puro, não houve nenhuma temperatura sob-32 na capital mineira. O tempo ficou constantemente fechado e chuvoso nesse verão, com 1420mm acumulados nesses 3 meses e temperatura média compensada foi de 21,7°C.
  10. A intenção aqui nem é ter as respostas todas, mas falar sobre o assunto. Quando alguma coisa sai da normalidade, é interessante discutir, ao menos para todo mundo saber que o problema existe. Sobre el niño e la niña, não sou nenhum especialista, mas vejo uma correlação (média a baixa) para chuvas acima da média com la niña e abaixo com el niño aqui na região. Isso acontece na maioria dos casos, mas não é regra. Concordo contigo sobre a aleatoriedade dos nossos períodos de chuva, são muito variáveis. Isso acaba dificultando a análise pois um mês de dezembro com apenas 100mm acumulados, por exemplo, não necessariamente é motivo de alerta, já que ocorrem de tempos em tempos. Nem toda estação chuvosa vai ser regular mesmo, um mesmo mês pode dar a sorte (ou o azar) de ser afetado por ZCAS em um ano, trazendo acumulados enormes, ou um bloqueião surgir de um mundo paralelo e cair encima dele no ano seguinte, deixando o tempo mais seco. Corredores de umidade e bloqueios sempre fizeram parte dos nossos períodos de chuva, os primeiros mais que os segundos. Os bloqueios, tradicionalmente, são como uma pausa, trazem uma situação incomum (porém normal) de tempo mais firme em plena época de muita precipitação. O problema é a recorrência deles nos últimos anos, parece não haver precedentes, teria que fazer uma pesquisa mais aprofundada mas eu tenho tanta coisa pra resolver na vida que deixo isso pra outra hora. Não é normal, em hipótese alguma, meses de dezembro e janeiro (com médias de equatoriais 330 e 360mm, respectivamente, em BH) serem afetados pelos sistemas de alta pressão como tem ocorrido ultimamente. Mas isso pode estar dentro do script também, o importante é falar do assunto, até para as pessoas terem mais consciência do clima em que vivem, uso racional da água e se prepararem para uma futura dificuldade que possa ocorrer. Eu, particularmente, creio que,em breve, teremos as águas abundantes de volta... A propósito, ontem o tempo fechou legal a partir do meio da tarde e tivemos até chuviscos/chuva fraca em alguns pontos da capital e RM. Hoje já amanheceu com muitas nuvens, aquele típico dia que eu diria "vai chover de tarde". A moça do google me acordou dizendo que hoje teria "tempestades isoladas com trovoadas", o modelo europeu coloca quase nada. Já aprendi que esse modelo é pessimista e tem dificuldade de prever pancadas isoladas, então creio que podemos ter alguma precipitação hoje e amanhã. 27°C e parc. nublado às 11h.
  11. 1963 foi uma aberração total, dá a impressão de que nunca voltará a ocorrer. Só que, após essa seca histórica, voltou a chover muito em janeiro de 1964, com 476mm (quase o mesmo tanto que no ano anterior inteiro) e este ano terminou com 1870mm. Os anos seguintes também foram chuvosos. Diferente do que está ocorrendo agora, em que não há recuperação plena das chuvas, após 2014, sucederam vários anos seguidos com déficits de 300 a 500mm no ano (2015,2016 e 2017), tendo 2018 dentro da média e 2019 volta a ter uma condição bem abaixo. 1963: 497mm 1964: 1870mm 1965: 1869mm 1966: 1527mm 2014: 940mm 2015: 1245mm 2016: 1370mm 2017: 1156mm Na década da grande seca, os bloqueios eram ocasionais, exceções. O que não acontece hoje, quando já estamos quase que habituados a eles, a ponto do colega Daniel brincar com a "nova" estação chuvosa: 1 - Volta a chover entre o fim de setembro e começo de outubro; 2 - Bloqueio em parte de outubro com as chuvas retornando com força mais pro final do mês; 3 - Muita chuva em novembro até a primeira quinzena de dezembro; 4 - Redução das chuvas em seguida, com estabelecimento da alta perto das festas de fim de ano. 5 - Janeiro altamente comprometido. Esse ano já estamos na etapa 2. ~600mm no ano.
  12. Esse é um engano comum. As capitais do cerrado são tão chuvosas quanto as do sul do Brasil, só muda a distribuição. O cerrado é mais bipolar, tem períodos de seca muito mais pronunciados e períodos de chuva mais intensos e prolongados. Em ordem descrescente: Florianópolis: 1769mm Goiânia: 1634mm Belo Horizonte: 1603mm Curitiba: 1575mm Brasília: 1477mm Cuiabá: 1454mm Porto Alegre: 1425mm É justamente pela grande quantidade de chuva em 6-7 meses do ano que o cerrado é uma formação savânica diferente da caatinga.
  13. Para vocês terem uma ideia do quanto está faltando chuva aqui na capital esse ano, Belo Horizonte tem média anual de 1603mm, de forma que quase entra nessa lista das 10 mais chuvosas do sudeste. Estamos com cerca de 38% da média acumulado até agora. Para piorar, outubro não está colaborando e, desde o final de setembro (quando as chances de chuva normalmente aumentam por aqui), temos apenas 21mm. Para essa semana, os volumes previstos diminuem a cada rodada e, na previsão atual, pode chover fraco na quinta apenas. Claro que novembro e dezembro são muito chuvosos por aqui, com média superior a 600mm. Mas isso em teoria. Na prática, se o padrão irregular persistir, podemos ter situação parecida com o fatídico 2014, que culminou na crise do nosso sistema de abastecimento da região metropolitana. Não dá pra afirmar que se trata de mudança climática, mas temos, há pelo menos 7 anos, um padrão estranho do regime de chuvas. Entre 2008 e 2012 choveu demais, talvez seja uma variação normal, porém é preocupante e motivo de alerta, até porque não vi precedentes parecidos no nosso histórico climatológico.
  14. Para deixar registrado o mês de setembro/2019 em Goiânia pelo inmet: Média das máximas: 36,6 (+1,6) Média das mínimas: 21,1 (+2,4) Média compensada: 28,6 (+3,1)
  15. Por aqui, outubro começou normal em termos de temperatura, tivemos máximas entre 32 e 28°C e mínimas entre 18 e 17°C no centro da cidade até então. Essa condição deve permanecer nos próximos dias, com a diferença que volta a chover um pouco na semana que vem, principalmente na quarta e na quinta-feira, com tempo mais fechado e leve queda de temperatura, inclusive. Essa precipitação não vai reverter a tendência de chuva abaixo da média que o CFS já apontava desde setembro. Infelizmente, já há indicativo de forte calor novamente para o final da grade: Goiânia: 37°C São Paulo: 36°C BH e Brasília: 34°C Curitiba: 33°C
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