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Brasil Abaixo de Zero

André L P Souza

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  1. Olhem só esta imagem do dia 19 de maio de 2022 do satélite Terra, da NASA. É possível ver o ciclone Yakecan, mas o que chama a atenção é esta enorme coluna extensa de nuvens que começa desde o Nordeste até o Oceano Atlântico. Nunca vi nada parecido. É uma frente fria atípica que se formou no sul da Bahia e se desloca para o norte da região. A natureza é incrível! Imagem: NASA, todos os direitos reservados
  2. Panorama atual da frente fria atípica, de 00H UTC até 03H UTC do dia 20 de maio de 2022 Imagens: INMET Edição: André L P Souza
  3. Nas imagens do satélite GOES-18, há um núcleo extremamente denso nos estados de SE e AL. Há risco de temporais. Esta frente fria não é normal, e como ali é uma área mais quente por estar perto do Equador, o risco de temporais intensos é muito alto. Fonte: INMET
  4. Chama atenção esta carta sinótica, pois há quatro baixas pressões conectadas entre si. Atenção para quem mora nos litorais de BA, SE, PE e AL, pois vem muita chuva prevista para os próximos dias. O Yakecan, que agora é extratropical comum, vai provocar chuva insignificante nos litorais de SP e RJ.
  5. Carta sinótica 00Z do dia 18 de maio de 2022. O CHM manteve a classificação de Yakecan como Subtropical, mas a pressão caiu para 990 hectopascais. Abaixo dela, tem um distúrbio esquisito com 994 hectopascais. Será um outro vórtice?
  6. ATENÇÃO! INMET já divulgou boletim técnico sobre o ciclone subtropical, já classificando como "tempestade subtropical Yakecan": Maiores informações:https://portal.inmet.gov.br/ Descrição Zona de Convergência Intertropical sobre o Atlântico com atividade moderada/forte oscilando entre 3°N/7°N em relação a linha do Equador. Áreas de instabilidade tropical sobre Amapá, Pará (exceto sul), Amazonas (exceto sul), Piauí, oeste e sul do Ceará, Paraíba, noroeste e leste de Pernambuco, norte da Bahia, e, nas demais áreas da América do Sul, sobre a Guiana Francesa, Suriname, Guiana, Venezuela, Colômbia, leste e noroeste do Equador e norte Peru. Área de instabilidade associada aos sistemas frontais sobre o Acre, sul do Amazonas, sul do Pará, Rondônia, norte do Mato Grosso, centro de Minas Gerais, norte do Rio de Janeiro, sul do Espírito Santo, sul do Rio Grande do Sul e nas demais áreas da América do Sul, sobre o leste do Uruguai, sul do Chile e sul da Argentina. Frente semi estacionária atuando no Acre, Rondônia e sul do Amazonas, seguindo com seu ramo frio sobre o noroeste e sudeste do Mato Grosso; depois reconecta a outra frente fria com atividade fraca/moderada pelo sul de Goiás, sul e leste de Minas Gerais, norte do Rio de Janeiro; depois se conecta a outra frente fria com atividade moderada/forte que está atuando no Atlântico com oclusão em 36°S/44°W e centro de 1002 hPa, denominado como Tempestade Subtropical Yakecan. Outra Frente Fria com atividade moderada/forte passando pelo sul do Chile e da Argentina com oclusão em 59°S/49°W e centro de 1009 hPa. Alta pressão pós frontal com centro de 1034 hPa em 39ºS/66ºW com circulação até o sudoeste da Região Norte do Brasil. Alta Subtropical do Atlântico Sul com centro desconfigurado. Alta Subtropical do Pacífico Sul com centro desconfigurado.
  7. OPINIÃO! Nas principais bacias de ciclones tropicais do mundo (JMA, BOM, NOAA...), observei que não há previsão de nenhuma baixa se transformar num ciclone mais forte (subtropical ou tropical). Por ora, os olhos do mundo estarão sobre o Brasil mais uma vez que nem 2004. Vamos ver os próximos capítulos desta história, pois vai ilustrar muito o que devemos aprender para nos protegermos ou nos precavermos mais.
  8. URGENTE! EFEITO FUJIWHARA ESTÁ OCORRENDO ENTRE 3 CICLONES EXTRATROPICAIS (um deles, pode ser o futuro Yakecan) NA COSTA DO SUL DO BRASIL. Confiram na carta sinótica de 12Z do CHM:
  9. Um ciclone extratropical também está atuando entre a Argentina e o Uruguai. O que chama a atenção, é a sua trajetória atípica com deslocamento para nordeste, ao invés de sul ou sudeste. Há uma possibilidade de vermos um efeito Fujiwhara entre esta baixa e o ciclone subtropical em formação. Se isto acontecer, provavelmente o ciclone mais forte (subtropical) "sugará" o outro através da chamada força de Coriolis. O ciclone provoca swell e ressaca na costa dos três países. Mais detalhes, na MetSul: https://metsul.com/mar-avanca-na-costa-com-primeiro-de-dois-ciclones/
  10. ALERTA! MetSul Meteorologia informou em seu site que o ciclone "retrógrado" poderá causar impactos significativos nas costas do Uruguai, RS e de SC nos próximos dias, com ressaca, vendavais e chuva. Link da MetSul: https://metsul.com/alerta-ciclone-de-trajetoria-e-forca-atipicas-se-movera-para-a-costa/
  11. ATENÇÃO! Climatempo também noticiou sobre a possibilidade da formação de um ciclone subtropical na costa do Sul. Tudo faz sentido, pois uma severa onda de frio e até neve foi registrada em junho de 2021, exatamente por conta da tempestade Raoni. Quaisquer informações novas que surgirem sobre a onda de frio ou deste sistema atípico, o Abaixo de Zero continuará discutindo e fornecendo informações. Link da Climatempo: https://www.climatempo.com.br/noticia/2022/05/13/novo-ciclone-subtropical-pode-se-formar-na-costa-da-regiao-suln-5332
  12. Teoria da conspiração? Fim dos tempos? Fake news ou mera coincidência? A NOAA e a NASA divulgaram imagens de satélite muito peculiares. Uma nuvem em formato de "G" foi detectada na costa norte do Chile. Mostrarei as fotos dos dias 6, 7 e 8 de maio divulgadas pelas agências em instantes. https://metsul.com/satelite-mostra-enorme-letra-g-na-costa-do-chile/ Imagem de 6 de maio de 2022: Imagem do dia 7 de maio de 2022: Imagem do dia 8 de maio de 2022: Esta letra "incomum" foi causada apenas por stratocumulus, que se formam em áreas de clima subtropical, como areas do Chile, do Sul do Brasil, da Argentina, e do Uruguai. Estas nuvens, causam chuvas insignificantes e são bem agrupadas.
  13. OPINIÃO! A tragédia ocorrida na África do Sul com as fortes chuvas, é um fenômeno sem precedentes. Muitos meteorologistas estão convictos de que um cavado, e uma frente fria foram os responsáveis pela tragédia entre os dias 11 e 13 de abril de 2022. Mas, boletins meteorológicos da MFR e do JTWC indicavam a possibilidade desta zona de distúrbio do clima se transformar numa depressão atípica e ela se confirmou. Em imagens de satélite entre os dias 8 e 13 de abril, não foi possível ver um loop e um "caracol", indicando a existência de frente fria. Como a depressão obteve características subtropicais, foi nomeada "Issa" pela MFR. Isso foge do padrão, já que depressões não são nomeadas. Outro fato que chamou a atenção foi a presença de um olho na estrutura do ciclone e os ventos sustentados serem de 95 km/h em 10 min. Muito debate ainda precisa ser feito sobre este evento raríssimo e sem precedentes, mas não acredito que o ciclone Issa se formou depois deste suposto "outro distúrbio". A MFR não emitiu nenhum boletim técnico a mais; contudo acredito que uma revisão pós-temporada pode esclarecer toda esta salada.
  14. A chuva que veio da região Serrana já está na minha casa, na Ilha do Governador. O risco de deslizamentos e inundações é muito alto. VID-20220217-WA0014.mp4
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