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Brasil Abaixo de Zero
Felipe F

Tufões no Pacífico Oeste - 2019

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Chama a atenção o pequeno olho de Hagibis, apenas alguns km de diâmetro

 

 

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O Tufão Hagibis já é considerado o tufão mais forte do ano, superando Wutip e Lekima. Não se descarta até mesmo superar o Furacão Dorian e se tornar o ciclone tropical mais intenso do mundo em 2019(no ano passado os tufões Kong-Rey e Yutu foram os ciclones mais fortes).

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2 horas atrás, Darley disse:

O Tufão Hagibis já é considerado o tufão mais forte do ano, superando Wutip e Lekima. Não se descarta até mesmo superar o Furacão Dorian e se tornar o ciclone tropical mais intenso do mundo em 2019(no ano passado os tufões Kong-Rey e Yutu foram os ciclones mais fortes).

 Considero provável que Hagibis já tenha superado Dorian.  O problema é que no Pacífico Oeste a intensidade dos ciclones é estimada exclusivamente por satélite, enquanto no Atlântico e no Pacífico Leste são feitos voos de reconhecimento.

 Se a estimativa por satélite fosse o único recurso em uso no Atlântico, Dorian teria sido classificado apenas com um categoria 4 intenso (este método tem muitas falhas, por exemplo Lorenzo foi claramente mais fraco que Dorian mas apareceu como mais forte pela estimativa por satélite).

 

 Agora, por que Hagibis deve ser muito forte?  Bem, a história mostra que os ciclones com olho muito pequeno e bem definido são extremamente intensos.  Os furacões com olhos pequenos como o do Hagibis (ou quase tão pequenos) foram nada mais nada menos que Gilbert (888 mb), Wilma (882 mb) e Patricia (872 mb), este o mais intenso ciclone tropical da história sobrevoado por um avião com ventos sustentados máximos de 345 km/h.

 

 Aliás, como sempre isto traz a tona o “elefante na sala” que é ignorado por muitos especialistas (eles sabem, mas muitos preferem ficar quietos, pois a maior facilidade em detectar um categoria 5 nos dias de hoje, sem que fique claro o impacto das diferenças de metodologia, atende a certos objetivos políticos).  Há óbvias diferenças entre as atuais (e mais sofisticadas) ferramentas utilizadas para estimar intensidade dos furacões e as técnicas em uso antigamente, de fato aumentou a probabilidade de um furacão ser classificado no topo da escala.  Um exemplo: no furacão “Labor Day” (1935) houve um registro aprovado de 892 mb (ao nível do mar, por sorte havia um barco com barômetro estacionado numa doca seca bem por onde passou o centro da tempestade) sobre uma das Florida Keys, e a intensidade de 295 Km/h foi estimada baseada neste registro de pressão com um algoritmo antigo (que pode, ou melhor deve, nem ter sido a pressão mínima da tempestade em todo seu ciclo de vida).  Então, sabe-se que o “Labor Day” era mais profundo que Dorian, e era menor também (os ventos mais violentos afetaram uma área bem pequena), o que significa que o gradiente máximo de pressão era mais violento que o de Dorian, e os ventos máximos provavelmente foram mais fortes também em 1935.  Mas graças aos métodos em uso nos dias de hoje (voos de reconhecimento e sondas, algo que não passava de sonho em 1935) Dorian foi classificado com os mesmos ventos de 295 Km/h, apesar de ser maior e menos profundo que “Labor Day”.  Se uma cópia exata do Dorian tivesse ocorrido em 1935, teria sido classificado provavelmente como um categoria 4 ou no máximo um categoria 5 mínimo (5 só  se houvesse alguém para registrar a pressão em terra, o menor registro em terra de Dorian foi 912 mb corrigidos em Elbow Cay, feito perto do centro do olho por Jim Edds, mas naquela época a chance de haver um “caçador” de furacões naquele local era nula e provavelmente a menor pressão não seria conhecida).

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As rotas traçadas no mapa do NHC de furacões antigos também acho questionáveis.

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Hagibis fez landfall numa ilha desabitada nas Ilhas Mariana do Norte. Deve contar como um landfall em território americano e deve ir pras primeiras posições

 

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Posted (edited)
46 minutos atrás, Tavares disse:

Hagibis fez landfall numa ilha desabitada nas Ilhas Mariana do Norte. Deve contar como um landfall em território americano e deve ir pras primeiras posições

 

Pelo radar, apenas a parede norte do olho tocou a ilha vulcânica (aparentemente desabitada) de Anatahan, que não chegou a entrar a entrar no olho; neste caso não seria um landfall.  O satélite muitas vezes engana (acho que se trata de um erro de paralaxe ou algo assim), no furacão Irma por exemplo o centro do olho passou sobre St. Barts (radar de Guadalupe, confirmado por relatos, vídeos e pela pressão mínima medida na ilha), mas pela imagem de satélite a ilha teria ficado na parede sul do olho.

 

Nas últimas horas Hagibis seguiu à risca o que costuma acontecer com ciclones tropicais que se intensificam rapidamente e adquirem um olho muito pequeno e violento; o olho colapsou e a tempestade seguramente perdeu força.  Patricia também enfraqueceu espetacularmente ainda sobre o oceano após virar um "super" categoria 5, e Wilma logo virou um categoria 4 com olho bem maior e pressão mais alta ao atingir Cozumel, bem longe dos 882 mb do pico.

 

Um olho pequeno assim não consegue se sustentar por muito tempo, já um categoria 5 com olho maior (Irma, Yutu, Dorian) pode sobreviver por alguns dias sem perder muita força.  Deve sobrar um tufãozinho bem mais ou menos (categoria 1 feioso, talvez já em transição) para Honshu, isso se não desviar completamente do Japão. 

Edited by Wallace Rezende
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Posted (edited)

O Donut

 

Edited by Tavares
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HAGIBIS 

Maximum Winds: 140 kt ~ 259 km/h
Minimum Central Pressure: 909 mb

 

 

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Olho de Hagibis ficando cada vez mais limpo, é esperado ainda mais intensificação no decorrer da tarde. Alcançando também uma simetria perfeita.

VnGldK6.jpg

VPNU5fN.jpg

 

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Subestimado tufão Hagibis

 

 

 

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Tufão Hagibis chegando ao Japão hoje (sábado por lá) enfraquecido como se esperava, mas ainda trazendo chuvas fortes, ventos localmente intensos e até mesmo um tornado nas bandas externas (registrado na prefeitura de Chiba)..  O centro do tufão deve tocar o solo em algumas horas, já iniciando uma subtropicalização.

 

 

Edited by Wallace Rezende
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O tornado deixou 4 feridos segundo a NHK

 

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O principal destaque do Hagibis, que atingiu a costa já em avançado estado de transição para extratropical (e por isso trouxe ventos apenas com força de tempestade tropical para o ponto de "landfall", a bela Península de Izu) foi a chuva volumosa, que causou muitos transtornos em algumas áreas da ilha de Honshu, em especial nas encostas voltadas para o sul/leste e também em parte do litoral até a província de Iwate, no norte da ilha. 

 

A capital Tóquio teve rajadas fortes por um período bem curto (perto de 150 Km/h), mas a chuva foi normal para um tufão (150/200 mm bem distribuídos ao longo do dia, sem passar dos 25 mm por hora), com volumes maiores apenas no extremo oeste da província, sem pegar as áreas mais urbanizadas.

 

O maior volume de chuva do Japão foi registrado na região cênica de Hakone, na província de Kanagawa, uma estação de montanha a mais de 800 metros de altitude com vista para o Monte Fuji que recebeu muita chuva orográfica, foram 922,5 mm apenas no sábado!

 

Vejam os totais de hora em hora no dia 12/10/2019 (Hakone):

Time Precipitation
Hour mm
1 9.0
2 6.0
3 18.0
4 18.0
5 32.0
6 40.0
7 45.0
8 39.5
9 51.5
10 53.5
11 74.5
12 58.5
13 78.5
14 72.5
15 47.0
16 53.0
17 44.5
18 52.5
19 76.5
20 48.5
21 3.0
22 1.0
23 0.0
24 0.0
Edited by Wallace Rezende
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Os maiores acumulados de chuva relacionados ao Tufão Hagibis em diversas localidades do Japão que peguei do Ogimet(acima de 200mm):

 

image.png.01ce654c0e5db510a5ccadeeb56a7578.png

 

O tufão já se dissipou totalmente hoje. Neste momento o governo japonês está contabilizando os prejuízos(não se descarta ser o ciclone tropical mais caro do ano e superar os US$9,28 bilhões em prejuízos do Tufão Lekima), mas é certo que o Tufão Hagibis é o ciclone tropical mais forte do ano em todo o mundo até agora. 28 pessoas já morreram devido ao tufão.

O tufão afetou seriamente a Copa do Mundo de Rugby. Três partidas foram canceladas(e não serão remarcadas): Nova Zelândia x Itália, Inglaterra x França e Namíbia x Canadá.

Este foi o segundo tufão a atingir Tóquio este ano(o outro foi o Faxai) e foi o tufão mais forte nessa região desde 1958(quando houve outro tufão em Tóquio que causou a maior chuva já registrada na capital japonesa, algo que permanece até hoje).

Imagina um tufão forte como o Hagibis e o Faxai atingir Tóquio durante a Olimpíada e a Paralimpíada(detalhe: ela ocorrerá no auge da temporada de tufões).

Edited by Darley
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3 horas atrás, Darley disse:

Os maiores acumulados de chuva relacionados ao Tufão Hagibis em diversas localidades do Japão que peguei do Ogimet(acima de 200mm):

 

image.png.01ce654c0e5db510a5ccadeeb56a7578.png

 

O tufão já se dissipou totalmente hoje. Neste momento o governo japonês está contabilizando os prejuízos(não se descarta ser o ciclone tropical mais caro do ano e superar os US$9,28 bilhões em prejuízos do Tufão Lekima), mas é certo que o Tufão Hagibis é o ciclone tropical mais forte do ano em todo o mundo até agora. 28 pessoas já morreram devido ao tufão.

O tufão afetou seriamente a Copa do Mundo de Rugby. Três partidas foram canceladas(e não serão remarcadas): Nova Zelândia x Itália, Inglaterra x França e Namíbia x Canadá.

Este foi o segundo tufão a atingir Tóquio este ano(o outro foi o Faxai) e foi o tufão mais forte nessa região desde 1958(quando houve outro tufão em Tóquio que causou a maior chuva já registrada na capital japonesa, algo que permanece até hoje).

Imagina um tufão forte como o Hagibis e o Faxai atingir Tóquio durante a Olimpíada e a Paralimpíada(detalhe: ela ocorrerá no auge da temporada de tufões).

 No auge, quando estava sobre o oceano a mais de mil Km ao sul do Japão e com um olho minúsculo, Hagibis pode ter alcançado ou até superado a intensidade de Dorian, mas nunca saberemos pois não há coleta de dados em tufões, só estimativas por satélite. 

 

 Quando alcançou o Japão, Hagibis já era um tufão fraquíssimo, não chegava nem no dedo do pé de Dorian (que alcançou a costa no auge da força).  A região onde o centro de Hagibis tocou o solo (Península de Izu) registrou apenas ventos com força de tempestade tropical  (sustentados de 80/90 Km/h com rajadas de 110/120 Km/h, embora mais tarde a Baía de Tóquio (leste do centro) tenha registrado rajadas com força de tufão (mesmo assim, dentro do que seria um categoria 1).

 

 O que causou praticamente todas as mortes e transtornos do Japão foi a grande área de chuvas volumosas associada ao tufão (a intensidade de um ciclone tropical, por vento ou pressão, não guarda relação com o volume de chuva que produz).  A tabela do OGIMET  está correta mas mostra apenas as estações meteorológicas primárias (completas) do Japão, onde o pico ficou em 500 mm/24h, mas várias estações secundárias ou puramente pluviométricas (também oficias da JMA) registraram volumes maiores, com um pico acima de 900 mm/24h em Hakone.

 

  Tufões costumam enfraquecer bastante ao se aproximarem da ilha de Honshu, por conta das águas mais frias e da atmosfera quase sempre menos favorável, mas uma exceção recente foi Faxai, que quase não perdeu força ao tocar o solo numa época mais quente.  Mas em outubro de 2004, mais precisamente no dia 09, o tufão Ma-On conseguiu chegar à Honshu (na mesma área onde Hagibis tocou o solo, a Penísula de Izu) ainda com centro quente e uma parede norte do olho bem forte, e por isso rajadas violentas foram registradas (228 Km/h em Ajiro e 243 Km/h em Irozaki, recorde histórico destas que são as duas estações principais da península).  Com Hagibis, a rajada máxima não passou de 114 Km/h em Ajiro e 132 Km/h em Irozaki, muito pouco para um tufão, e praticamente não houve danos por vento na área peninsular.

 

  Esta imagem do centro de Hagibis tocando o solo mostra certas características de uma tempestade que já perdeu as características tropicais no núcleo; o “olho” (parte que aparece tocando a península perto do marcador amarelo) já sem qualquer definição e até mesmo parcialmente seco (a chuva também quase não caiu no momento exato do “landfall” na região).  Toda a chuva aparece concentrada em terra, ao norte/oeste do centro de pressão.  Um ciclone tropical maduro (como Dorian) teria um círculo perfeito de calmaria cercado por bandas de chuva forte.  Ou no mínimo uma das paredes do olho bem definida, como Ma-On no Japão e Irma na Flórida, típico de ciclones que estão enfraquecendo mas ainda são tropicais (também nestes casos o vento mais forte ocorre na parede do olho, ao contrário do que aconteceu com Hagibis).

 

 

Edited by Wallace Rezende
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Sobre o balanço do Tufão Hagibis: os danos causados pelo tufão custaram US$9,3 bilhões, um pouco acima do Lekima(que causou US$9,28 bilhões), portanto o Hahgibis foi o tufão mais intenso do ano e o ciclone tropical mais caro do mundo em 2019 até o momento(mas ainda não foi o tufão mais mortal do ano, que continua sendo o Lekima com 90 mortes(o Hagibis deixou 77 mortos no último balanço). E retificando: não foi mundialmente o ciclone mais forte do ano(que continua sendo o Furacão Dorian com 910 hPa, o Hagibis foi 915 hPa).

 

 

Agora mudando de assunto, se formou a Tempestade Tropical Neoguri(Perla).

Deve causar efeitos principalmente algumas ilhas do Arquipélago de Okinawa e no extremo sul do arquipélago principal.

 

2019_JTWC_21W_forecast_map.wp2119.gif

Edited by Darley
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Sobre o Neoguri(Perla) e o Bualoi: o primeiro se tornou um tufão de categoria 1 e deve passar próximo de Tóquio na terça-feira(já bastante enfraquecido) conforme imagem atualizada acima

O segundo é uma tempestade tropical e as previsões indicam para um forte tufão, entretanto o Bualoi deve ficar restrito ao mar e afastado do Japão durante sua trajetória.

 

2019_JTWC_22W_forecast_map.wp2219.gif

O Bualoi, inclusive, já é o 40° sistema a ser formado nesta temporada(considerando tufões, tempestades tropicais/subtropicais ou depressões tropicais), e o 21° a se tornar um tufão ou tempestade tropical em 2019. É uma temporada bem ativa no Pacífico Noroeste(que é a mais ativa do mundo). E deve aumentar ainda mais porque daqui até dezembro vai acontecer o ápíce da temporada de tufões na região central do Vietnã e em áreas das Filipinas.

Edited by Darley
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47 minutos atrás, Darley disse:

Sobre o Neoguri(Perla) e o Bualoi: o primeiro se tornou um tufão de categoria 1 e deve passar próximo de Tóquio na terça-feira(já bastante enfraquecido) conforme imagem atualizada acima

O segundo é uma tempestade tropical e as previsões indicam para um forte tufão, entretanto o Bualoi deve ficar restrito ao mar e afastado do Japão durante sua trajetória.

 

2019_JTWC_22W_forecast_map.wp2219.gif

O Bualoi, inclusive, já é o 40° sistema a ser formado nesta temporada(considerando tufões, tempestades tropicais/subtropicais ou depressões tropicais), e o 21° a se tornar um tufão ou tempestade tropical em 2019. É uma temporada bem ativa no Pacífico Noroeste(que é a mais ativa do mundo). E deve aumentar ainda mais porque daqui até dezembro vai acontecer o ápíce da temporada de tufões na região central do Vietnã e em áreas das Filipinas.

Não vai aumentar, dezembro é um mês de pouca atividade nessa região devido ao grande cisalhamento de vento nesta época do ano (mencionada na frase e também é o início do período seco). A temporafa de tufões de 2019 vem sendo abaixo da média, tanto nos números de tormentas quanto nos números da energia ciclonica acumulada que está em 166 quanto o normal pra esta época do ano é de aproximadamente 229. Grande parte disso, se deve à praticamente nula atividade tropical no primeiro semestre do ano e da baixa atividade tropical nos períodos de pico na região (entre julho e setembro). Houve também um grande número de tempestades fracas e passageiras que geraram pouca energia ciclônica e também poucos dias com tempestade nomeada ativa. Novembro não é um mês referência pra alta atividade no Pacífico Noroeste e sim apenas para sistemas poderosos, mas não deve servir de base. Nos modelos meteorológicos atuais, indicam que a fase desfavorável de instabilidade irá atuar nesta mesma área que mencionou ser o ápice do ano, então a possibilidade de vermos nada ou no máximo 2 sistemas nomeados no último mês do ano cresce a cada semana. Estamos com 20 sistemas atingindo a intensidade de tempestade tropical, lembrando que a Tempestade Kajiki NÃO atingiu ventos de 40 mph na escala saffir simpson (1 min) e sim na escala medida pelo JMA que é diferente (10 min). 

 

É bem provável que o final dessa temporada um total máximo de 24-26 tempestades tropicais nomeadas, mais uns 2 ou 4 tufões e eu ainda acho que mais uns 2 tufões possam atingir o status de super tufão ou se aproximar da classificação (lembrando que essa classificação é dada a partir de que o tufão tenha ventos de 150 mph), talvez 1 deles atinja a categoria 5.

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4 horas atrás, PabloMartins disse:

Não vai aumentar, dezembro é um mês de pouca atividade nessa região devido ao grande cisalhamento de vento nesta época do ano (mencionada na frase e também é o início do período seco). A temporafa de tufões de 2019 vem sendo abaixo da média, tanto nos números de tormentas quanto nos números da energia ciclonica acumulada que está em 166 quanto o normal pra esta época do ano é de aproximadamente 229. Grande parte disso, se deve à praticamente nula atividade tropical no primeiro semestre do ano e da baixa atividade tropical nos períodos de pico na região (entre julho e setembro). Houve também um grande número de tempestades fracas e passageiras que geraram pouca energia ciclônica e também poucos dias com tempestade nomeada ativa. Novembro não é um mês referência pra alta atividade no Pacífico Noroeste e sim apenas para sistemas poderosos, mas não deve servir de base. Nos modelos meteorológicos atuais, indicam que a fase desfavorável de instabilidade irá atuar nesta mesma área que mencionou ser o ápice do ano, então a possibilidade de vermos nada ou no máximo 2 sistemas nomeados no último mês do ano cresce a cada semana. Estamos com 20 sistemas atingindo a intensidade de tempestade tropical, lembrando que a Tempestade Kajiki NÃO atingiu ventos de 40 mph na escala saffir simpson (1 min) e sim na escala medida pelo JMA que é diferente (10 min). 

 

É bem provável que o final dessa temporada um total máximo de 24-26 tempestades tropicais nomeadas, mais uns 2 ou 4 tufões e eu ainda acho que mais uns 2 tufões possam atingir o status de super tufão ou se aproximar da classificação (lembrando que essa classificação é dada a partir de que o tufão tenha ventos de 150 mph), talvez 1 deles atinja a categoria 5.

Verdade, eu também já tinha lido que a temporada de tufões no pacífico estava fraca, e de fato está bem tranquila, tanto que dois dos maiores “imãs” de tufão do mundo (Taiwan e Filipinas) não tiveram um impacto direto sequer nesta temporada, sendo que a janela para Taiwan já se fechou (Filipinas é outra história, basta lembrar de Haiyan/Yolanda e Pablo/Bopha, este último um dos raros super tufões em Mindanao), mas claro isso não significa que este ano acontecerá alguma coisa, é só para ressaltar que a janela em Taiwan, por estar mais ao norte, é fechada mais cedo.   Até o Japão, país que foi mais afetado nesta temporada, teve apenas dois impactos mais significativos este ano (três contando com Lingling em Miyakojima), o que está longe de ser um número digno de nota (embora Faxai tenha sido o mais intenso na baía de Tóquio desde 1938, e Hagibis um dos mais chuvosos e danosos no centro-norte da ilha de Honshu).

 

Penso ainda que a atividade global está um pouco abaixo da média em 2019 também, embora eu não tenha os números exatos.  Lembrando que no Atlântico Norte, por conta da maior agressividade do NHC em nomear e “intensificar” tempestades no século XXI, é praticamente certo que as médias históricas oficiais (principalmente de sistemas nomeados, mas em menor grau até de ACE também) estão abaixo do que seriam se as mesmas metodologias de hoje fossem utilizadas desde o início da era dos satélites.  Entre os sistemas nomeados que foram questionados em 2019 (com mais ou menos propriedade; não digo que todos os sistemas abaixo não teriam sido nomeados, muito longe disso, mas tenho certeza que no mínimo dois ou três dos ciclones a seguir não seriam nomeados até o fim dos anos 90) estão Andrea, Chantal, Erin, Karen, Imelda e Nestor (e pela primeira vez na história uma tempestade sem convecção profunda perto do “olho” foi elevada a furacão, o Barry).  Tudo isso vem levando alguns a pensarem que o NHC passou a fixar os próprios alvos (ou seja, fazem a previsão de número de tempestades nomeadas por temporada que eles mesmos podem, em algum grau, “perseguir” depois, como se fosse uma meta a ser atingida e não uma mera previsão, já que eles são os responsáveis por nomear ou não).  A falta de transparência e as mudanças de critérios sem a devida explanação acabam levantando suspeitas, que não são de todo injustificadas pelo que tenho visto.  Admito sim que algumas suspeitas são exageradas, até pela questão política que infelizmente está cada vez mais entranhada nas ciências atmosféricas.

 

Sinto saudades do NHC nos tempos de Max Mayfield, assim como de uma empresa aqui do Brasil nos tempos do Eugênio, mas isso já é off-topic demais, então paro por aqui..

Edited by Wallace Rezende
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Tufão Bualoi atingiu o equivalente à categoria 4. As fotos do momento mais intenso, olho limpo e CDO simétricos. Bonito tufão.

 

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