Edison Bocorny Jr Posted June 24, 2026 at 09:44 PM Share Posted June 24, 2026 at 09:44 PM (edited) Em 24/06/2026 em 18:39, Stringer Elowen disse: Baixadas em Curitiba já na casa dos 5°C. Acabei de arrumar dois sensores pra levar na baixada e registrar relva. Essa noite promete. Se não formar nevoeiro...... E a tua filha não reconhecida de Curitiba, ou melhor, o teu filho Teteu punk dark metal gótic wave new psychedelic progressive para comemorar? Edited June 24, 2026 at 10:23 PM by Edison Bocorny Jr 2 1 6 Link to comment Share on other sites More sharing options...
jean10lj Posted June 24, 2026 at 10:00 PM Share Posted June 24, 2026 at 10:00 PM Relva negativou em Iporã do Oeste, 18:58 na estação de baixada Flor e Ser 12 Link to comment Share on other sites More sharing options...
Eclipse POA Posted June 24, 2026 at 10:01 PM Share Posted June 24, 2026 at 10:01 PM Pelas barbas de Odin 9 6 Link to comment Share on other sites More sharing options...
Daniel85 Posted June 24, 2026 at 10:13 PM Share Posted June 24, 2026 at 10:13 PM Como já era previsto, a chuva diminuiu bastante no leste paulista nesta tarde de quarta. Temos no momento apenas esse núcleo a oeste de Campinas nessa área de cobertura do radar. 7 Link to comment Share on other sites More sharing options...
Stringer Elowen Posted June 24, 2026 at 10:31 PM Share Posted June 24, 2026 at 10:31 PM Em 24/06/2026 em 19:13, jean10lj disse: Parece que meteram offset no caminhos da Neve, e botaram a estação da prefeitura da terra do gelo mais pra cima no barranco. Pra tentar dar a mínima oficial pra São Joaquim amanhã. Esse povo do alto da serra se passa Uma palavra: vergonha Vc leu meu pensamento ha ha Ou chegou perto. Na verdade eu acabo de ver as duas estações marcando -3°C e, duas conclusões: 7,1°C de máxima lá pode significar algo muito interessante amanhã. Ali as máximas geralmente sobem bastante, provavelmente por ser baixada entre morros. Outra coisa é q não entendo por que duas estações tão próximas. Dá o que? Uns 50 ou 100 passos? kkk A prefeitura quis "oficializar" os registros? Em todo caso, os valores são bem coerentes. Isso é bom pq já houve situação bem vergonhosa no lado joaquino kkkk, há um tempo atrás. Esse negócio de disputa é realmente vergonhoso. Deixa feio algo q é pra ser bonito. 8 1 Link to comment Share on other sites More sharing options...
Adão Samir Posted June 24, 2026 at 10:32 PM Share Posted June 24, 2026 at 10:32 PM São Francisco de Paula, agora 2,5°C. Buenas, deixei novamente na relva o termômetro para ver quanto vai marcar novamebte.... 12 1 Link to comment Share on other sites More sharing options...
Daniel85 Posted June 24, 2026 at 10:32 PM Share Posted June 24, 2026 at 10:32 PM (edited) Em 24/06/2026 em 18:42, Anderson Rezende disse: Sob os escombros da La Nina e em meio a um incipiente El Nino, aventureiros gélidos do extremo sul global (polo sul) seguem rumando diretamente para o conesul trazendo muito frio pra aquelas bandas desde a segunda semana de maio. ______ Pra não ficar 100% no off (não sou tão fã disso), segue as baixíssimas temperaturas nas estações do CGE nessas primeiras horas da noite. Sub 10 com céu muita umidade no extremo sul. Edited June 24, 2026 at 10:33 PM by Daniel85 11 Link to comment Share on other sites More sharing options...
Stringer Elowen Posted June 24, 2026 at 10:35 PM Share Posted June 24, 2026 at 10:35 PM Em 24/06/2026 em 19:00, jean10lj disse: Relva negativou em Iporã do Oeste, 18:58 na estação de baixada Flor e Ser Voltei lá do local e o sensor "direto", não o Ecowitt, marcava -0,8°C (afastado do chão). Sensores internos demoram ajustar. Não esperei. Se me der ânimo eu volto lá antes das 21h. Preciso urgentemente parar com isso 🙄 5 1 4 Link to comment Share on other sites More sharing options...
pindorama Posted June 24, 2026 at 10:36 PM Share Posted June 24, 2026 at 10:36 PM (edited) Habemus sub 5.0C!. Sertão do Ribeirão agora com 4.9°C! Às 19:30. Lugar bom pra máxima baixa também. 13.2C por lá hoje. Edited June 24, 2026 at 10:37 PM by pindorama 15 Link to comment Share on other sites More sharing options...
Antonio Junior Posted June 24, 2026 at 10:39 PM Share Posted June 24, 2026 at 10:39 PM (edited) Pessoal, Gostaria de direcionar esta pergunta principalmente aos administradores e aos membros que tenham formação ou atuação próxima da área científica, seja por trabalharem com climatologia, meteorologia, geografia física ou por acompanharem a literatura científica. Trata-se de uma dúvida sincera que tenho há bastante tempo e gostaria de entendê-la sob uma ótica técnica. O que explica, do ponto de vista científico, o fato de algumas baixadas específicas registrarem temperaturas extremamente inferiores a outras localidades que, aparentemente, possuem características muito semelhantes? Aproveitando o episódio recente de Bom Jardim da Serra, por exemplo, qual seria a explicação para uma baixada em torno de 1.200 m de altitude registrar temperaturas próximas de -9°C, enquanto baixadas de altitude semelhante em São José dos Ausentes frequentemente não atingem valores equivalentes? O que mais me intriga é que, olhando de forma mais ampla, Ausentes e Bom Jardim da Serra compartilham diversas características. Possuem altitudes muito semelhantes nas áreas habitadas, estão praticamente à mesma distância do oceano, apresentam orientação geográfica parecida em relação ao relevo regional e estão inseridas em um contexto climático bastante semelhante. Em princípio, não consigo identificar um fator físico que, por si só, justificasse diferenças tão expressivas entre os extremos registrados nessas duas regiões. Essa dúvida se estende inclusive para outras áreas do próprio Planalto Sul Catarinense, onde há localidades que, mesmo estando na mesma região e sob condições gerais muito parecidas, frequentemente registram temperaturas bem menos extremas do que algumas baixadas específicas de Bom Jardim da Serra. Gostaria justamente de entender quais mecanismos científicos explicariam isso. A dúvida pode ser estendida ao Planalto de Palmas. Existem baixadas em municípios como General Carneiro, situadas entre 1.300 e 1.400 metros de altitude. Da mesma forma, por que esses locais não aparecem registrando temperaturas equivalentes com a mesma frequência? A explicação seria realmente um clima intrinsecamente mais frio em Bom Jardim da Serra ou existe também um efeito relacionado à distribuição e ao posicionamento das estações meteorológicas? Minha pergunta não é sobre comparar locais de altitudes diferentes. É evidente que áreas acima de 1.500 ou 1.600 metros tendem a apresentar outro comportamento térmico. Estou falando especificamente de ambientes comparáveis, ou seja, baixadas situadas aproximadamente entre 1.100 e 1.400 metros de altitude, que representam a maior parte dos ambientes de altitude do Sul do Brasil. Isso me leva à seguinte reflexão. Até que ponto esses recordes representam uma característica climática verdadeiramente exclusiva de determinadas localidades e até que ponto são consequência da localização extremamente criteriosa das estações meteorológicas? Faço um paralelo com Pinheiro Machado, no Rio Grande do Sul. Nos últimos anos foram registrados valores próximos de -9°C em baixadas com menos de 300 metros de altitude. Isso também evidencia que, antes da instalação das estações nessas áreas, pouco se sabia, ou sequer se discutia, sobre o potencial das Serras do Sudeste em competir com os pontos mais elevados dos planaltos do Sul do Brasil. Considerando a enorme quantidade de baixadas semelhantes existentes na metade sul do estado, seria razoável imaginar que diversas outras também possam registrar temperaturas equivalentes caso fossem monitoradas com o mesmo nível de detalhamento. Há ainda um aspecto metodológico que me chama bastante atenção. Estatisticamente, é difícil concluir que uma determinada região seja objetivamente mais fria do que outra quando a densidade e a estratégia de amostragem não são equivalentes. Se uma região possui um número muito maior de estações instaladas especificamente em microambientes de máximo potencial de resfriamento, enquanto outra possui poucas estações ou equipamentos instalados em locais menos favoráveis, é natural que os extremos observados sejam diferentes. Minha dúvida é justamente até que ponto esse efeito de amostragem influencia as conclusões que costumamos tirar. Em outras palavras, não estou questionando a validade dos registros obtidos em Bom Jardim da Serra, Pinheiro Machado ou qualquer outra localidade. Pelo contrário, parto do princípio de que os registros são corretos. O que questiono é a inferência que fazemos a partir deles. Sem uma estratégia de amostragem comparável entre as diferentes regiões, tanto em quantidade de estações quanto na seleção de microambientes equivalentes, até que ponto é estatisticamente correto afirmar que uma determinada região é sistematicamente mais fria do que outra? Às vezes também tenho a impressão de que a discussão acaba se concentrando excessivamente em encontrar a próxima baixada que registre alguns décimos a menos. Em alguns casos, fico com a sensação de que a busca pelos extremos absolutos acaba recebendo mais atenção do que a construção de uma rede de monitoramento capaz de representar, de forma ampla e estatisticamente consistente, o clima de uma região. Entendo que registrar extremos tem seu valor científico, mas também me pergunto se, em determinadas situações, essa busca não acaba sendo influenciada por outros interesses, como o fortalecimento da imagem de uma localidade como "o lugar mais frio", algo que naturalmente possui apelo turístico e midiático. Se isso ocorrer, corre-se o risco de criar uma percepção de determinismo geográfico baseada em poucos microambientes muito específicos, como se eles representassem fielmente todo o clima da região. Essa reflexão me leva a outra dúvida. Qual tem sido, na prática, a contribuição científica dessa extensa rede de estações instaladas em microbaixadas, especialmente no Planalto Sul Catarinense? Esses dados vêm sendo utilizados na produção de artigos científicos, dissertações, teses, na validação de modelos atmosféricos ou em outros estudos acadêmicos? Existe uma produção científica consolidada decorrente desse grande esforço observacional? Caso existam esses trabalhos, eu realmente gostaria de conhecê-los. Caso contrário, será que não estamos concentrando uma quantidade muito grande de recursos e esforços na busca por novos extremos térmicos, cuja principal repercussão acaba sendo midiática ou turística, em vez de produzir um conhecimento mais abrangente sobre o clima regional? Não afirmo que essa seja a motivação por trás da instalação dessas estações, mas considero uma pergunta legítima. Afinal, qual é o objetivo principal dessa instrumentação? Produzir conhecimento científico sobre o clima regional ou identificar, com cada vez mais precisão, os pontos de máximo resfriamento? São objetivos diferentes e acredito que ambos têm seu valor, mas é importante distingui-los. Da mesma forma, pergunto se essa estratégia de monitoramento não acaba, ainda que involuntariamente, reforçando uma percepção de determinismo geográfico. Quando se destaca repetidamente a temperatura registrada em um microambiente extremamente específico como se ela representasse toda uma cidade ou região, pode-se criar uma imagem que nem sempre corresponde à realidade climática vivenciada pela maior parte do território. É justamente essa representatividade que procuro compreender. Em resumo, minha dúvida não é sobre a confiabilidade das medições, mas sobre a robustez da inferência climatológica construída a partir delas quando a amostragem espacial não é homogênea entre as regiões comparadas. Gostaria, portanto, de ouvir explicações fundamentadas na climatologia física, na meteorologia e, se possível, na literatura científica. Existem fatores objetivos, como circulação atmosférica, topografia regional, escoamento de ar frio, rugosidade do terreno, cobertura vegetal, propriedades do solo ou outros mecanismos, que expliquem essas diferenças? Ou a principal explicação está na distribuição espacial das estações e na identificação dos microambientes mais favoráveis ao resfriamento? Enfim, agradeço desde já a quem puder contribuir. Minha intenção é exclusivamente compreender melhor esse tema sob uma perspectiva científica e metodológica. Edited June 24, 2026 at 10:40 PM by Antonio Junior 10 3 Link to comment Share on other sites More sharing options...
jean10lj Posted June 24, 2026 at 10:39 PM Share Posted June 24, 2026 at 10:39 PM Em 24/06/2026 em 19:35, Stringer Elowen disse: Voltei lá do local e o sensor "direto", não o Ecowitt, marcava -0,8°C (afastado do chão). Sensores internos demoram ajustar. Não esperei. Se me der ânimo eu volto lá antes das 21h. Preciso urgentemente parar com isso 🙄 Que gelo! Mas é vontade ficar indo ver kkkkkkkk 8 1 Link to comment Share on other sites More sharing options...
Marcos Posted June 24, 2026 at 10:43 PM Share Posted June 24, 2026 at 10:43 PM Em 24/06/2026 em 14:19, ricardosilva disse: Com sol? Se for é um baita valor... --- Aqui na capital paulista, 13,5°C as 14h no Mirante, máxima invertida se mantendo (fez 13,9°C as 22h UTC de ontem). Sim, poucas nuvens! Essas foram as máximas: São F. de Paula Cheiro de Mato (entrada da cidade): 7,2° INMET: 7,6° Sítio Água da Rainha: 8,1° Várzea do Cedro: 6,8° Tainhas: 8,5° Canela (INMET): 7,7° Gramado (Aspen): 9,2° Em POA bati 14,8°. Agora 9,6° lá e aqui em São Chico tenho 2,0°. Vou negativar de novo! 10 4 Link to comment Share on other sites More sharing options...
jean10lj Posted June 24, 2026 at 10:44 PM Share Posted June 24, 2026 at 10:44 PM Em 24/06/2026 em 19:39, Antonio Junior disse: Aproveitando o episódio recente de Bom Jardim da Serra, por exemplo, qual seria a explicação para uma baixada em torno de 1.200 m de altitude registrar temperaturas próximas de -9°C, enquanto baixadas de altitude semelhante em São José dos Ausentes frequentemente não atingem valores equivalentes? Não quero me alongar, mas em resumo, a serra de SC tem altitude média bem mais elevada que os campos de cima da serra do RS. Em 24/06/2026 em 19:39, Antonio Junior disse: A dúvida pode ser estendida ao Planalto de Palmas. Existem baixadas em municípios como General Carneiro, situadas entre 1.300 e 1.400 metros de altitude. Da mesma forma, por que esses locais não aparecem registrando temperaturas equivalentes com a mesma frequência? A explicação seria realmente um clima intrinsecamente mais frio em Bom Jardim da Serra ou existe também um efeito relacionado à distribuição e ao posicionamento das estações meteorológicas? Referente a isso, em grande parte é em função de muita gente testando locais com estações. O @Fernando Keiserprocurou até não dar mais. Várias que ele tinha perdiam pra Urupema (epagri). O local pra bater era Urupema, agora a Terra do Gelo da uma sova. De Pinheiro Machado: acredito também que seja mais o fato de ter alguém interessado em botar uma estação num local estratégico para frio de baixada. Em 24/06/2026 em 19:39, Antonio Junior disse: Em outras palavras, não estou questionando a validade dos registros obtidos em Bom Jardim da Serra, Pinheiro Machado ou qualquer outra localidade. Pelo contrário, parto do princípio de que os registros são corretos. O que questiono é a inferência que fazemos a partir deles. Sem uma estratégia de amostragem comparável entre as diferentes regiões, tanto em quantidade de estações quanto na seleção de microambientes equivalentes, até que ponto é estatisticamente correto afirmar que uma determinada região é sistematicamente mais fria do que outra? Sobre isso, é justamente essa a graça do microclima para muitos, o fato de que ela destoa. O objetivo não é necessariamente dizer que regiaõ X é mais fria, mas ao menos que local X teve as menores temperaturas registradas. Acho que naturalmente as pessoas gostam mais dos extremos, em tudo. Eu gosto de ambos, acho interessante ter estações bem instaladas, de qualidade, e com muitos anos de dados. 12 1 Link to comment Share on other sites More sharing options...
jean10lj Posted June 24, 2026 at 10:46 PM Share Posted June 24, 2026 at 10:46 PM @Antonio Junior minha visão sobre 10 1 Link to comment Share on other sites More sharing options...
Antonio Junior Posted June 24, 2026 at 10:54 PM Share Posted June 24, 2026 at 10:54 PM On 6/24/2026 at 7:44 PM, jean10lj said: Não quero me alongar, mas em resumo, a serra de SC tem altitude média bem mais elevada que os campos de cima da serra do RS. Referente a isso, em grande parte é em função de muita gente testando locais com estações. O @Fernando Keiserprocurou até não dar mais. Várias que ele tinha perdiam pra Urupema (epagri). O local pra bater era Urupema, agora a Terra do Gelo da uma sova. De Pinheiro Machado: acredito também que seja mais o fato de ter alguém interessado em botar uma estação num local estratégico para frio de baixada. Sobre isso, é justamente essa a graça do microclima para muitos, o fato de que ela destoa. O objetivo não é necessariamente dizer que regiaõ X é mais fria, mas ao menos que local X teve as menores temperaturas registradas. Acho que naturalmente as pessoas gostam mais dos extremos, em tudo. Eu gosto de ambos, acho interessante ter estações bem instaladas, de qualidade, e com muitos anos de dados. Mas justamente é aí que eu gostaria de me alongar hahaha A minha pergunta não era sobre a altitude média da Serra Catarinense em relação aos Campos de Cima da Serra. Eu estava comparando microambientes muito específicos, com altitudes semelhantes e condições que, em princípio, são comparáveis. O que eu procuro é uma explicação científica para isso. Não uma hipótese baseada na observação, porque observação também faz parte da minha formação. Meu mestrado teve forte enfoque em geomorfologia, trabalho justamente com análise de relevo e topografia e já discuti esse assunto com pesquisadores da área em congressos internacionais de geomorfologia e de ciências atmosféricas. Inclusive, já mostrei esses registros para cientistas de fora do Brasil e nunca obtive uma explicação respaldada por estudos específicos. É justamente por isso que fiz a pergunta. Se existe um mecanismo físico bem estabelecido para explicar por que uma baixada específica em Bom Jardim da Serra apresenta extremos tão inferiores aos de outras baixadas muito semelhantes em Ausentes, no Planalto de Palmas ou em outras regiões do Sul, eu realmente gostaria de conhecê-lo. Existe algum artigo, alguma tese, alguma modelagem atmosférica ou estudo comparativo que demonstre isso? Porque, até hoje, tudo o que encontrei foram interpretações bastante plausíveis, mas ainda no campo das hipóteses. Outra questão que me faz levantar essa discussão é que eu também desconheço uma produção científica significativa construída a partir dessa enorme quantidade de estações instaladas em microbaixadas. Se esses dados vêm sendo utilizados em artigos, modelos ou estudos climatológicos, eu teria muito interesse em conhecer essas referências. Caso contrário, a impressão que fica é que produzimos um enorme volume de dados sobre extremos locais, mas ainda sem uma explicação física consolidada para eles. 7 1 Link to comment Share on other sites More sharing options...
jean10lj Posted June 24, 2026 at 10:58 PM Share Posted June 24, 2026 at 10:58 PM Em 24/06/2026 em 19:54, Antonio Junior disse: A minha pergunta não era sobre a altitude média da Serra Catarinense em relação aos Campos de Cima da Serra. Eu estava comparando microambientes muito específicos, com altitudes semelhantes e condições que, em princípio, são comparáveis. É que não tem como separar. A altitude média mais alta e o terreno mais rugoso com certeza está diretamente correlacionada com o maior potencial de frio. Não basta ter 1000m e ser baixada, uma com 50m de desnível e outra com 400m. São dois mundos Em 24/06/2026 em 19:54, Antonio Junior disse: Existe algum artigo, alguma tese, alguma modelagem atmosférica ou estudo comparativo que demonstre isso? Porque, até hoje, tudo o que encontrei foram interpretações bastante plausíveis, mas ainda no campo das hipóteses. Outra questão que me faz levantar essa discussão é que eu também desconheço uma produção científica significativa construída a partir dessa enorme quantidade de estações instaladas em microbaixadas. Se esses dados vêm sendo utilizados em artigos, modelos ou estudos climatológicos, eu teria muito interesse em conhecer essas referências. Caso contrário, a impressão que fica é que produzimos um enorme volume de dados sobre extremos locais, mas ainda sem uma explicação física consolidada para eles. Aí não saberia te dizer. Temos alguns meteorologistas no fórum. Mas receio que o foco da maioria é outro @Gabriel Cassol@Augusto Göelzer@Bruno Maon @Allef Matos @Fernando Rafael @Murilo Entre outros 8 1 Link to comment Share on other sites More sharing options...
Edison Bocorny Jr Posted June 24, 2026 at 11:00 PM Share Posted June 24, 2026 at 11:00 PM Em 24/06/2026 em 19:39, Antonio Junior disse: Pessoal, Gostaria de direcionar esta pergunta principalmente aos administradores e aos membros que tenham formação ou atuação próxima da área científica, seja por trabalharem com climatologia, meteorologia, geografia física ou por acompanharem a literatura científica. Trata-se de uma dúvida sincera que tenho há bastante tempo e gostaria de entendê-la sob uma ótica técnica. O que explica, do ponto de vista científico, o fato de algumas baixadas específicas registrarem temperaturas extremamente inferiores a outras localidades que, aparentemente, possuem características muito semelhantes? Aproveitando o episódio recente de Bom Jardim da Serra, por exemplo, qual seria a explicação para uma baixada em torno de 1.200 m de altitude registrar temperaturas próximas de -9°C, enquanto baixadas de altitude semelhante em São José dos Ausentes frequentemente não atingem valores equivalentes? O que mais me intriga é que, olhando de forma mais ampla, Ausentes e Bom Jardim da Serra compartilham diversas características. Possuem altitudes muito semelhantes nas áreas habitadas, estão praticamente à mesma distância do oceano, apresentam orientação geográfica parecida em relação ao relevo regional e estão inseridas em um contexto climático bastante semelhante. Em princípio, não consigo identificar um fator físico que, por si só, justificasse diferenças tão expressivas entre os extremos registrados nessas duas regiões. Essa dúvida se estende inclusive para outras áreas do próprio Planalto Sul Catarinense, onde há localidades que, mesmo estando na mesma região e sob condições gerais muito parecidas, frequentemente registram temperaturas bem menos extremas do que algumas baixadas específicas de Bom Jardim da Serra. Gostaria justamente de entender quais mecanismos científicos explicariam isso. A dúvida pode ser estendida ao Planalto de Palmas. Existem baixadas em municípios como General Carneiro, situadas entre 1.300 e 1.400 metros de altitude. Da mesma forma, por que esses locais não aparecem registrando temperaturas equivalentes com a mesma frequência? A explicação seria realmente um clima intrinsecamente mais frio em Bom Jardim da Serra ou existe também um efeito relacionado à distribuição e ao posicionamento das estações meteorológicas? Minha pergunta não é sobre comparar locais de altitudes diferentes. É evidente que áreas acima de 1.500 ou 1.600 metros tendem a apresentar outro comportamento térmico. Estou falando especificamente de ambientes comparáveis, ou seja, baixadas situadas aproximadamente entre 1.100 e 1.400 metros de altitude, que representam a maior parte dos ambientes de altitude do Sul do Brasil. Isso me leva à seguinte reflexão. Até que ponto esses recordes representam uma característica climática verdadeiramente exclusiva de determinadas localidades e até que ponto são consequência da localização extremamente criteriosa das estações meteorológicas? Faço um paralelo com Pinheiro Machado, no Rio Grande do Sul. Nos últimos anos foram registrados valores próximos de -9°C em baixadas com menos de 300 metros de altitude. Isso também evidencia que, antes da instalação das estações nessas áreas, pouco se sabia, ou sequer se discutia, sobre o potencial das Serras do Sudeste em competir com os pontos mais elevados dos planaltos do Sul do Brasil. Considerando a enorme quantidade de baixadas semelhantes existentes na metade sul do estado, seria razoável imaginar que diversas outras também possam registrar temperaturas equivalentes caso fossem monitoradas com o mesmo nível de detalhamento. Há ainda um aspecto metodológico que me chama bastante atenção. Estatisticamente, é difícil concluir que uma determinada região seja objetivamente mais fria do que outra quando a densidade e a estratégia de amostragem não são equivalentes. Se uma região possui um número muito maior de estações instaladas especificamente em microambientes de máximo potencial de resfriamento, enquanto outra possui poucas estações ou equipamentos instalados em locais menos favoráveis, é natural que os extremos observados sejam diferentes. Minha dúvida é justamente até que ponto esse efeito de amostragem influencia as conclusões que costumamos tirar. Em outras palavras, não estou questionando a validade dos registros obtidos em Bom Jardim da Serra, Pinheiro Machado ou qualquer outra localidade. Pelo contrário, parto do princípio de que os registros são corretos. O que questiono é a inferência que fazemos a partir deles. Sem uma estratégia de amostragem comparável entre as diferentes regiões, tanto em quantidade de estações quanto na seleção de microambientes equivalentes, até que ponto é estatisticamente correto afirmar que uma determinada região é sistematicamente mais fria do que outra? Às vezes também tenho a impressão de que a discussão acaba se concentrando excessivamente em encontrar a próxima baixada que registre alguns décimos a menos. Em alguns casos, fico com a sensação de que a busca pelos extremos absolutos acaba recebendo mais atenção do que a construção de uma rede de monitoramento capaz de representar, de forma ampla e estatisticamente consistente, o clima de uma região. Entendo que registrar extremos tem seu valor científico, mas também me pergunto se, em determinadas situações, essa busca não acaba sendo influenciada por outros interesses, como o fortalecimento da imagem de uma localidade como "o lugar mais frio", algo que naturalmente possui apelo turístico e midiático. Se isso ocorrer, corre-se o risco de criar uma percepção de determinismo geográfico baseada em poucos microambientes muito específicos, como se eles representassem fielmente todo o clima da região. Essa reflexão me leva a outra dúvida. Qual tem sido, na prática, a contribuição científica dessa extensa rede de estações instaladas em microbaixadas, especialmente no Planalto Sul Catarinense? Esses dados vêm sendo utilizados na produção de artigos científicos, dissertações, teses, na validação de modelos atmosféricos ou em outros estudos acadêmicos? Existe uma produção científica consolidada decorrente desse grande esforço observacional? Caso existam esses trabalhos, eu realmente gostaria de conhecê-los. Caso contrário, será que não estamos concentrando uma quantidade muito grande de recursos e esforços na busca por novos extremos térmicos, cuja principal repercussão acaba sendo midiática ou turística, em vez de produzir um conhecimento mais abrangente sobre o clima regional? Não afirmo que essa seja a motivação por trás da instalação dessas estações, mas considero uma pergunta legítima. Afinal, qual é o objetivo principal dessa instrumentação? Produzir conhecimento científico sobre o clima regional ou identificar, com cada vez mais precisão, os pontos de máximo resfriamento? São objetivos diferentes e acredito que ambos têm seu valor, mas é importante distingui-los. Da mesma forma, pergunto se essa estratégia de monitoramento não acaba, ainda que involuntariamente, reforçando uma percepção de determinismo geográfico. Quando se destaca repetidamente a temperatura registrada em um microambiente extremamente específico como se ela representasse toda uma cidade ou região, pode-se criar uma imagem que nem sempre corresponde à realidade climática vivenciada pela maior parte do território. É justamente essa representatividade que procuro compreender. Em resumo, minha dúvida não é sobre a confiabilidade das medições, mas sobre a robustez da inferência climatológica construída a partir delas quando a amostragem espacial não é homogênea entre as regiões comparadas. Gostaria, portanto, de ouvir explicações fundamentadas na climatologia física, na meteorologia e, se possível, na literatura científica. Existem fatores objetivos, como circulação atmosférica, topografia regional, escoamento de ar frio, rugosidade do terreno, cobertura vegetal, propriedades do solo ou outros mecanismos, que expliquem essas diferenças? Ou a principal explicação está na distribuição espacial das estações e na identificação dos microambientes mais favoráveis ao resfriamento? Enfim, agradeço desde já a quem puder contribuir. Minha intenção é exclusivamente compreender melhor esse tema sob uma perspectiva científica e metodológica. Região de Ausentes e mais úmida, borda de serra e ventosa, tem baixadas 200 m mais baixas que Bom Jardim e alhures, mas é excelente para neve e máximas baixas. Veja que Soledade é mais continental, seca e aberta, com baixadas de 650 m brigando parelho com a região de Ausentes. Até Pinheiro Machado com baixadas de 400 m, mas é compensada pela latitude e continentalidade. Ausentes está na pior região do RS para ter mínima baixa no extremo nordeste, perde até para Vacaria que é mais seca e continental, relevo mais aberto, tanto que numa PWS da BASF, registrou -9 (-8.9) recentemente e tem potencial para -11 em mps históricas estilo 2000, etc, mesmo sendo baixada de 900 m. A Serra Gaúcha é ruim de mínima baixa, tanto que Bento Gonçalves é mais oeste e seca que São Francisco de Paula, 200 m mais baixa, mas tem mínimas parelhas ambas. A Serra Gaúcha é boa para neve e máximas baixas. 9 1 Link to comment Share on other sites More sharing options...
Antonio Junior Posted June 24, 2026 at 11:06 PM Share Posted June 24, 2026 at 11:06 PM On 6/24/2026 at 7:58 PM, jean10lj said: É que não tem como separar. A altitude média mais alta e o terreno mais rugoso com certeza está diretamente correlacionada com o maior potencial de frio. Não basta ter 1000m e ser baixada, uma com 50m de desnível e outra com 400m. São dois mundos Sim, eu concordo com isso. Altitude, rugosidade do terreno e drenagem do ar frio influenciam muito, sem dúvida. O que eu queria entender é por que locais tão próximos, com altitudes parecidas, mesma continentalidade, mesma região climática e um contexto geomorfológico bem semelhante acabam tendo diferenças tão grandes nos extremos. 6 Link to comment Share on other sites More sharing options...
Marcos Posted June 24, 2026 at 11:07 PM Share Posted June 24, 2026 at 11:07 PM Essa live está longa, mas vejam o início, que comecei gravando junto da estação do INMET de São Chico! Agora 1,3° aqui. 10 Link to comment Share on other sites More sharing options...
Antonio Junior Posted June 24, 2026 at 11:08 PM Share Posted June 24, 2026 at 11:08 PM On 6/24/2026 at 8:00 PM, Edison Bocorny Jr said: Região de Ausentes e mais úmida, borda de serra e ventosa, tem baixadas 200 m mais baixas que Bom Jardim e alhures, mas é excelente para neve e máximas baixas. Veja que Soledade é mais continental, seca e aberta, com baixadas de 650 m brigando parelho com a região de Ausentes. Até Pinheiro Machado com baixadas de 400 m, mas é compensada pela latitude e continentalidade. Ausentes está na pior região do RS para ter mínima baixa no extremo nordeste, perde até para Vacaria que é mais seca e continental, relevo mais aberto, tanto que numa PWS da BASF, registrou -9 (-8.9) recentemente e tem potencial para -11 em mps históricas estilo 2000, etc, mesmo sendo baixada de 900 m. A Serra Gaúcha é ruim de mínima baixa, tanto que Bento Gonçalves é mais oeste e seca que São Francisco de Paula, 200 m mais baixa, mas tem mínimas parelhas ambas. A Serra Gaúcha é boa para neve e máximas baixas. Sim, eu sei, e concordo com tudo isso. Mas é justamente por isso que estou comparando locais comparáveis, tipo baixadas de mesma altitude em Ausentes com baixadas de mesma altitude em BJS. O contexto climático, geomorfológico e topográfico, em linhas gerais, é muito semelhante, e é justamente por isso que essa diferença nos extremos me chama a atenção. Queria entender se existe alguma explicação física já demonstrada na literatura para isso ou se ainda estamos trabalhando mais no campo das hipóteses e etc 4 Link to comment Share on other sites More sharing options...
Stringer Elowen Posted June 24, 2026 at 11:15 PM Share Posted June 24, 2026 at 11:15 PM Em 24/06/2026 em 19:39, Antonio Junior disse: A dúvida pode ser estendida ao Planalto de Palmas. Existem baixadas em municípios como General Carneiro, situadas entre 1.300 e 1.400 metros de altitude. Da mesma forma, por que esses locais não aparecem registrando temperaturas equivalentes com a mesma frequência? Geralmente áreas mais afastadas da costa recebem mais "calor" ao longo do dia. Essa questão de General Carneiro não registrar mínimas comparáveis ou equivalentes às de Bom Jardim da Serra, no meu entender é bem simples: os paredões e morros em torno das baixadas em GC são baixos, visto as atitudes máximas não ultrapassarem 1.400m. Se a baixada fica em 1.350m, está quase no topo. Não há muito o que escoar até ela durante estabilidade noturna. Isso vale pra Ausentes também. Os topos são pouco elevados em relação às baixadas. Terra do gelo está em torno de 1.200m. Os topos na região ultrapassam 1.500m, chegando a mais do q isso inclusive. O ar frio desliza de alturas maiores e empoça nessas baixadas profundas. É como a água de uma enxurrada numa encosta. Quanto mais alta a encosta, mais água irá descer até o "poço", e com mais força. Não é só isso, enfim... Preciso ir lá na baixada ver uma coisa. Abraço Gostei dos textos. São de alguém que realmente entende claramente fatos. E tenta entender o q não está claro. 8 3 Link to comment Share on other sites More sharing options...
Edison Bocorny Jr Posted June 24, 2026 at 11:18 PM Share Posted June 24, 2026 at 11:18 PM Em 24/06/2026 em 20:15, Stringer Elowen disse: Geralmente áreas mais afastadas da costa recebem mais "calor" ao longo do dia. Essa questão de General Carneiro não registrar mínimas comparáveis ou equivalentes às de Bom Jardim da Serra, no meu entender é bem simples: os paredões e morros em torno das baixadas em GC são baixos, visto as atitudes máximas não ultrapassarem 1.400m. Se a baixada fica em 1.350m, está quase no topo. Não há muito o que escoar até ela durante estabilidade noturna. Isso vale pra Ausentes também. Os topos são pouco elevados em relação às baixadas. Terra do gelo está em torno de 1.200m. Os topos na região ultrapassam 1.500m, chegando a mais do q isso inclusive. O ar frio desliza de alturas maiores e empoça nessas baixadas profundas. É como a água de uma enxurrada numa encosta. Quanto mais alta a encosta, mais água irá descer até o "poço", e com mais força. Não é só isso, enfim... Preciso ir lá na baixada ver uma coisa. Abraço Gostei dos textos. São de alguém que realmente entende claramente fatos. E tenta entender o q não está claro. Escrevi na pressa aqui no trabalho e esqueci de falar isto também As baixadas do Planalto Sul tem topos mais altos e devem receber sombra mais cedo também, que acentua ainda mais o declínio. 5 1 Link to comment Share on other sites More sharing options...
jean10lj Posted June 24, 2026 at 11:25 PM Share Posted June 24, 2026 at 11:25 PM Em 24/06/2026 em 20:08, Antonio Junior disse: Sim, eu sei, e concordo com tudo isso. Mas é justamente por isso que estou comparando locais comparáveis, tipo baixadas de mesma altitude em Ausentes com baixadas de mesma altitude em BJS. O contexto climático, geomorfológico e topográfico, em linhas gerais, é muito semelhante, e é justamente por isso que essa diferença nos extremos me chama a atenção. Queria entender se existe alguma explicação física já demonstrada na literatura para isso ou se ainda estamos trabalhando mais no campo das hipóteses e etc Agora entendi melhor. Então da uma olhada na minha postagem sobre a Terra do Gelo que eu botei o link na minha resposta anterior. Na minha visão, tem a ver principalmente com barreiras para o ar frio 7 1 Link to comment Share on other sites More sharing options...
Antonio Junior Posted June 24, 2026 at 11:26 PM Share Posted June 24, 2026 at 11:26 PM On 6/24/2026 at 8:15 PM, Stringer Elowen said: Geralmente áreas mais afastadas da costa recebem mais "calor" ao longo do dia. Essa questão de General Carneiro não registrar mínimas comparáveis ou equivalentes às de Bom Jardim da Serra, no meu entender é bem simples: os paredões e morros em torno das baixadas em GC são baixos, visto as atitudes máximas não ultrapassarem 1.400m. Se a baixada fica em 1.350m, está quase no topo. Não há muito o que escoar até ela durante estabilidade noturna. Isso vale pra Ausentes também. Os topos são pouco elevados em relação às baixadas. Terra do gelo está em torno de 1.200m. Os topos na região ultrapassam 1.500m, chegando a mais do q isso inclusive. O ar frio desliza de alturas maiores e empoça nessas baixadas profundas. É como a água de uma enxurrada numa encosta. Quanto mais alta a encosta, mais água irá descer até o "poço", e com mais força. Não é só isso, enfim... Preciso ir lá na baixada ver uma coisa. Abraço Gostei dos textos. São de alguém que realmente entende claramente fatos. E tenta entender o q não está claro. Tá, blz, e eu concordo que essa maior ondulação do relevo e a profundidade das baixadas ajudam bastante. Só que eu ainda fico com a impressão de que isso explica parte da diferença, mas talvez não uma diferença tão grande assim. Uma região que sempre me vem à cabeça é o distrito de Silveira, em Ausentes. Ali o relevo já começa a ficar bem mais parecido com o de Bom Jardim da Serra, e algo me diz que o comportamento climático também deve ser muito semelhante. Eu acho que seria um dos lugares mais interessantes para procurar esse tipo de resposta. Se existisse ali a mesma quantidade de estações e a mesma procura por baixadas que existe em Bom Jardim, será que os extremos não seriam muito parecidos? É justamente essa dúvida que eu tenho. 6 1 Link to comment Share on other sites More sharing options...
Antonio Junior Posted June 24, 2026 at 11:27 PM Share Posted June 24, 2026 at 11:27 PM On 6/24/2026 at 8:25 PM, jean10lj said: Agora entendi melhor. Então da uma olhada na minha postagem sobre a Terra do Gelo que eu botei o link na minha resposta anterior. Na minha visão, tem a ver principalmente com barreiras para o ar frio Obrigado! 6 Link to comment Share on other sites More sharing options...
jean10lj Posted June 24, 2026 at 11:28 PM Share Posted June 24, 2026 at 11:28 PM Em 24/06/2026 em 20:26, Antonio Junior disse: Uma região que sempre me vem à cabeça é o distrito de Silveira, em Ausentes. Ali o relevo já começa a ficar bem mais parecido com o de Bom Jardim da Serra, e algo me diz que o comportamento climático também deve ser muito semelhante. Eu acho que seria um dos lugares mais interessantes para procurar esse tipo de resposta. Se existisse ali a mesma quantidade de estações e a mesma procura por baixadas que existe em Bom Jardim, será que os extremos não seriam muito parecidos? É justamente essa dúvida que eu tenho. Talvez. Na prática micrometeorologia é tão complicado que a gente finge que entende algo e mete estação por tudo tentando achar o que funciona kkkkkk. 2 6 Link to comment Share on other sites More sharing options...
jean10lj Posted June 25, 2026 at 12:08 AM Share Posted June 25, 2026 at 12:08 AM https://www.instagram.com/reel/DZ-E7udxgEy/?igsh=bmdubXZud25uejVz Chapecó hoje -2,7°C em uma PWS de baixada -1,3°C na UFFS que é um topo plano 14 2 Link to comment Share on other sites More sharing options...
Stringer Elowen Posted June 25, 2026 at 12:13 AM Share Posted June 25, 2026 at 12:13 AM @jean10lj -3°C na relva, antes das 21h kk Sensor erguidinho.. 16 Link to comment Share on other sites More sharing options...
Stringer Elowen Posted June 25, 2026 at 12:19 AM Share Posted June 25, 2026 at 12:19 AM VID-20260624-WA0005.mp4 10 2 Link to comment Share on other sites More sharing options...
Rafael Posted June 25, 2026 at 12:21 AM Share Posted June 25, 2026 at 12:21 AM Temperatura agora (21:20) na Climaterra 12 2 Link to comment Share on other sites More sharing options...
jean10lj Posted June 25, 2026 at 12:30 AM Share Posted June 25, 2026 at 12:30 AM Em 24/06/2026 em 21:19, Stringer Elowen disse: VID-20260624-WA0005.mp4 4.11 MB · 0 downloads Muito bom! Boa! 8 Link to comment Share on other sites More sharing options...
Edison Bocorny Jr Posted June 25, 2026 at 12:33 AM Share Posted June 25, 2026 at 12:33 AM (edited) Hoje foi um dia gelado, sol e poucas nuvens, 3.3 ao amanhecer e 13.9 a máxima a tarde. Agora de faz 7.7 aqui e 5.0 no bairro rural Lomba Grande. Já na RM Poa 2.7 no Rincão do Cascalho na cidade vizinha de Portão. Creio não baixar de 4 aqui amanhã mas na sexta pode repetir os 3 de mínima. A outra surpresa poderá ser a mp do próximo dia 2, beliscando negativa aqui e máxima de 10 graus GFS veio menos intenso nas mínimas mas com máximas iguais. Edited June 25, 2026 at 12:34 AM by Edison Bocorny Jr 12 Link to comment Share on other sites More sharing options...
Beto Krepsky Posted June 25, 2026 at 12:35 AM Share Posted June 25, 2026 at 12:35 AM MP top das galaxias aqui Médio Vale, temp geral na casa dos 6/8°, isso as 21:30 nesse ritmo teremos vários locais com geada. 13 Link to comment Share on other sites More sharing options...
Stringer Elowen Posted June 25, 2026 at 12:41 AM Share Posted June 25, 2026 at 12:41 AM Isso vai ferrar com as coisas por aqui. Tá retornando a maldição nebulosa. 3 7 5 Link to comment Share on other sites More sharing options...
Matheus b Santos Posted June 25, 2026 at 12:42 AM Share Posted June 25, 2026 at 12:42 AM Adamantina teve um dia extremamente gelado, hoje durante a madrugada choveu bem, no total fechamos esse evento com 62mm mês está com chuva bem acima do normal. Quanto a temperatura mínima de 9,0°C hoje cedo com chuva e vento, a tarde ficou entre 11/12°C um breve período de sol fez a máxima bater 13,6°C. Nesse momento já tem várias sub/10 no oeste paulista mesmo com muita nebulosidade. Próximos dias: 17 Link to comment Share on other sites More sharing options...
SandroAlex Posted June 25, 2026 at 12:43 AM Share Posted June 25, 2026 at 12:43 AM Geada em São Bento do Sul. Vídeo feito às 21h no bairro Rio Vermelho Estação. VID-20260624-WA0066.mp4 10 1 Link to comment Share on other sites More sharing options...
Edison Bocorny Jr Posted June 25, 2026 at 12:54 AM Share Posted June 25, 2026 at 12:54 AM Em 24/06/2026 em 21:11, Stringer Elowen disse: Morei em Silveira. Passei o pior momento da minha vida nesse distrito. E também na Várzea, divisa RS/SC. O inverno de 1990. Foi a pior experiência da minha vida. Neve em 3 episódios, chuva congelada em maio. Geadas sem fim. Fiz lá meus registros, na época eu era meio maluco por essa coisa de estudar o clima. Era novinho e não tinha experiência em vários sentidos. Construí um abrigo pros termômetros com caixa de maçã e telha Eternit e ficava geralmente em locais de baixada mas não as melhores. Eu não tinha essa liberdade de fazer o q eu queria. Na várzea registrei -6,4°C em 23/7/90. E uma máxima de 0,8°C no dia 21/07. Acho que foi 21, mas posso estar errado agora. Pode ter sido 22/7. Mas a Várzea fica em torno de 1.000m. Silveira eu fiz registros mas na fazenda que eu estava não tinha baixada. Era um topo. Ali em setembro fez -3°C. Uma coisa q posso afirmar e concordar com vc: Silveira é o lugar possivelmente mais frio do Sul. Não só altitude (1.160m acho) mas a proximidade da costa. Vento insuportável. Nevoeiro que eles chamam de "viração" vem sem aviso. Tem relatos meus dessa aventura ridícula em outros tópicos aqui. Espero q fiquem esquecidos kk Eu chorei, muitas vzs de tanto passar frio. Eu estive lá e pernoitei na famosa mp julho de 2017, paguei os meus pecados naquele vilarejo, - 5 de manhã no termômetro do carro as 7:30, -7 na Fazenda Potreirinhos e 5 graus dentro do chalé pousada. Eu e um casal de amigos esforcamos o banho e era difícil até para respirar naquele quarto pequeno gelado e tudo fechado. A tarde pequenos lagos congelados, jogava meio tijolo maciço para quebrar o gelo onde não bateu sol até a tarde para quebrar e ver a água. No Monte Negro 1.400 no dia anterior estava horrível a sensação térmica com aquele vento terrível e enxergando a praia de Torres RS a frente e do extremo sul SC. Um lugar perigoso para morrer de hipotermia e senti saudade do 0 grau aqui, parecia ser mais suave e pouco agressivo. Saímos para caminhar as 20:30 e tinha um buteco aberto e alguns tiozinhos bebendo vinho e trago, disseram estar acostumados com o frio e relataram ver geada no auge do verão, além de ser normal dormir de edredom em janeiro e fevereiro. Também já falaram ter visto algo de neve em abril e outubro. 10 1 Link to comment Share on other sites More sharing options...
RamirezFZ Posted June 25, 2026 at 01:17 AM Share Posted June 25, 2026 at 01:17 AM (edited) Nebulosidade avançando rápido pelo Paraná, deve atrapalhar também Santa Catarina, aqui tínhamos boas marcas mas já atrapalhou tudo no centro-leste... Essa nebulosidade era prevista mas chegou antes do previsto e pela velocidade do avanço, é bem provável que ao menos algum cirrus consiga chegar na região de São Joaquim/BJS em SC. Edited June 25, 2026 at 01:20 AM by RamirezFZ 10 1 Link to comment Share on other sites More sharing options...
jean10lj Posted June 25, 2026 at 01:22 AM Share Posted June 25, 2026 at 01:22 AM Esqueci de postar de manhã, negativas no oeste hoje: -4.4°C Água Doce - Fazenda Boa Esperança (1266 m) -3.8°C Campo Erê - Agrícola Begrow (877 m) -3.0°C Ponte Serrada (1000 m) -2.9°C Água Doce (814 m) -2.7°C Chapecó (662 m) -2.5°C Faxinal dos Guedes (875 m) -2.1°C Ouro Verde - Fazenda Furnas (933 m) -1.7°C Maravilha - Bairro Progresso (573 m) -1.7°C Guaraciaba - Granja Berwanger (506 m) -1.1°C Xanxerê Conforto Térmico (597 m) -0.4°C Quilombo - Fazenda Spagnol (523 m) -0.2°C Pinhalzinho - Cooperativa Regional Itaipu (547 m) -0.2°C Iporã do Oeste - Linha Pirapó (383 m) 11 Link to comment Share on other sites More sharing options...
jean10lj Posted June 25, 2026 at 01:26 AM Share Posted June 25, 2026 at 01:26 AM Em 24/06/2026 em 22:17, RamirezFZ disse: Nebulosidade avançando rápido pelo Paraná, deve atrapalhar também Santa Catarina, aqui tínhamos boas marcas mas já atrapalhou tudo no centro-leste... Essa nebulosidade era prevista mas chegou antes do previsto e pela velocidade do avanço, é bem provável que ao menos algum cirrus consiga chegar na região de São Joaquim/BJS em SC. É incomum uma onda de frio assim. Curioso. Metade sul do RS e boa parte do PR com nebulosidade. Já SC quase toda limpa, e deve seguir assim. Aqui pro oeste de SC a noite/madrugada de sexta e madrugada de sábado também deve ser limpa. 11 Link to comment Share on other sites More sharing options...
Daniel85 Posted June 25, 2026 at 01:35 AM Share Posted June 25, 2026 at 01:35 AM Quinta feira será mais um dia com amplitude térmica baixa na Grande SP devido a umidade e ausência do sol. Mínimas Máximas 9 1 Link to comment Share on other sites More sharing options...
jean10lj Posted June 25, 2026 at 01:55 AM Share Posted June 25, 2026 at 01:55 AM 700 metros entre as estações Letras 7,2°C 64% Flor e Ser 1,8°C 95% com -2,2°C na relva Pirapó 1,1° Wickert 1,9° Aqui em casa 5,2° 10 Link to comment Share on other sites More sharing options...
Juzinho Posted June 25, 2026 at 01:59 AM Share Posted June 25, 2026 at 01:59 AM Em 24/06/2026 em 22:17, RamirezFZ disse: Nebulosidade avançando rápido pelo Paraná, deve atrapalhar também Santa Catarina, aqui tínhamos boas marcas mas já atrapalhou tudo no centro-leste... Essa nebulosidade era prevista mas chegou antes do previsto e pela velocidade do avanço, é bem provável que ao menos algum cirrus consiga chegar na região de São Joaquim/BJS em SC. Torcer por uma MP bloqueada...nem sempre dá certo hehe ... As vezes ela volta como "Frente quente" ... 5 Link to comment Share on other sites More sharing options...
PabloMQL Posted June 25, 2026 at 02:02 AM Share Posted June 25, 2026 at 02:02 AM (edited) Buenas noches, estamos teniendo unos dias helados tambien por aqui, temperaturas extremas de los ultiumos dias en Montevideo: 22/6 Prado (Inumet): Maxima 11,6°C Minima 6,4°C Melilla (Nimbus): 23/6 Prado (Inumet) Maxima 10,5°C Minima 6°C Melilla (Nimbus) MÁXIMAS Y MÍNIMAS AYER TEMP MÁXIMA 11.50 a las 13:21:00 TEMP MÍNIMA 3.94 a las 23:50:00 Edited June 25, 2026 at 02:03 AM by PabloMQL 8 Link to comment Share on other sites More sharing options...
Felipe Backendorf Posted June 25, 2026 at 02:03 AM Share Posted June 25, 2026 at 02:03 AM Noite bem gelada por aqui, mínima do ano batida em Florianópolis/Itacorubi às 22h: 7,1ºC. 4,2ºC no norte da ilha na estação Carijós/Epagri e 3,1ºC no Sertão do Ribeirão/Tomás. Com 8ºC o aeroporto também renova sua máxima do ano 11 Link to comment Share on other sites More sharing options...
Stringer Elowen Posted June 25, 2026 at 02:04 AM Share Posted June 25, 2026 at 02:04 AM Ha ha Enfim, hora de dormir kk 8 2 Link to comment Share on other sites More sharing options...
Moretão Posted June 25, 2026 at 02:06 AM Share Posted June 25, 2026 at 02:06 AM (edited) Em 24/06/2026 em 19:39, Antonio Junior disse: O que mais me intriga é que, olhando de forma mais ampla, Ausentes e Bom Jardim da Serra compartilham diversas características. Possuem altitudes muito semelhantes nas áreas habitadas, estão praticamente à mesma distância do oceano, apresentam orientação geográfica parecida em relação ao relevo regional e estão inseridas em um contexto climático bastante semelhante. Em princípio, não consigo identificar um fator físico que, por si só, justificasse diferenças tão expressivas entre os extremos registrados nessas duas regiões. Essa dúvida se estende inclusive para outras áreas do próprio Planalto Sul Catarinense, onde há localidades que, mesmo estando na mesma região e sob condições gerais muito parecidas, frequentemente registram temperaturas bem menos extremas do que algumas baixadas específicas de Bom Jardim da Serra. Gostaria justamente de entender quais mecanismos científicos explicariam isso. Há diferenças entre Bom Jardim da Serra e São José dos Ausentes. Altitude e topografia: Ausentes é mais baixa. Enquanto a estação do INMET ficava em um morrinho, a estação da Epagri de Bom Jardim fica próxima do Rio Pelotas em baixada na mesma altitude em baixada. O relevo em Ausentes tem menos variação que em Bom Jardim da Serra. Grande parte de Ausentes varia de 1.180 e 1.240 m no máximo. Em Bom Jardim da Serra só um morro perto da estação, passa de 1.400 m, que já maior que o topo do RS. Ao sul também tem elevações de +-1.330 metros. Então são desníveis diferentes. As baixadas em Ausentes não são protegidas igual as de Bom Jardim da Serra. Uma pelos desníveis menores, outra porque o relevo raramente é plano. É muito ondulado em Ausentes e não se encontram grande áreas planas. Em 24/06/2026 em 19:39, Antonio Junior disse: A dúvida pode ser estendida ao Planalto de Palmas. Existem baixadas em municípios como General Carneiro, situadas entre 1.300 e 1.400 metros de altitude. Da mesma forma, por que esses locais não aparecem registrando temperaturas equivalentes com a mesma frequência? A explicação seria realmente um clima intrinsecamente mais frio em Bom Jardim da Serra ou existe também um efeito relacionado à distribuição e ao posicionamento das estações meteorológicas? General Carneiro tem baixadas nesta altitude? Até onde eu sei, o ponto mais alto de todo o planalto de Palmas tem 1.392 m, medido por um colega do Fórum, geógrafo de Palmas e grande conhecedor de todas as montanhas da região sul. E não tem nada deste ponto ser baixada... Nosso amigo @Fernando Keisero maior contribuidor meteorológico do sul do Brasil, tinha duas estações no Campos de Palmas e o @DSoares tinha outra. Estas estações registravam com frequência valores baixos. Cerca de -8°C. Um outra estação do Fernando a 1.039 m, mais distante, mas na região oeste registrou -9,4°C em 2021. Este é o terceiro menor valor das últimas décadas no sul do Brasil. Perde para o registro de duas estações diferentes de Bom Jardim da Serra, e empata com a estação de Urupema. Neste caso faltam estações atualmente na região. Em 24/06/2026 em 19:39, Antonio Junior disse: Minha pergunta não é sobre comparar locais de altitudes diferentes. É evidente que áreas acima de 1.500 ou 1.600 metros tendem a apresentar outro comportamento térmico. Estou falando especificamente de ambientes comparáveis, ou seja, baixadas situadas aproximadamente entre 1.100 e 1.400 metros de altitude, que representam a maior parte dos ambientes de altitude do Sul do Brasil. Baixadas com 1.400 metros no sul do Brasil só existem no Planalto sul catarinense. E talvez uma ou outra "inadequada" no região do Quiriri, norte catarinense. Essa ideia do planalto de Palmas que você teve não parece correta. Em 24/06/2026 em 19:39, Antonio Junior disse: Isso me leva à seguinte reflexão. Até que ponto esses recordes representam uma característica climática verdadeiramente exclusiva de determinadas localidades e até que ponto são consequência da localização extremamente criteriosa das estações meteorológicas? Faço um paralelo com Pinheiro Machado, no Rio Grande do Sul. Nos últimos anos foram registrados valores próximos de -9°C em baixadas com menos de 300 metros de altitude. Isso também evidencia que, antes da instalação das estações nessas áreas, pouco se sabia, ou sequer se discutia, sobre o potencial das Serras do Sudeste em competir com os pontos mais elevados dos planaltos do Sul do Brasil. Considerando a enorme quantidade de baixadas semelhantes existentes na metade sul do estado, seria razoável imaginar que diversas outras também possam registrar temperaturas equivalentes caso fossem monitoradas com o mesmo nível de detalhamento. Pode haver pontos, mas eu acredito que não são muitos. Isso porque não há tantas baixadas assim com esta altitude na região. Então não é uma "enorme" quantidade de baixadas. Conforme se anda para todos os lados, se perde altitude, o que inviabiliza muitos locais. Próximo ao nível do mar é impossível ter valores tão baixos. Em 24/06/2026 em 19:39, Antonio Junior disse: Há ainda um aspecto metodológico que me chama bastante atenção. Estatisticamente, é difícil concluir que uma determinada região seja objetivamente mais fria do que outra quando a densidade e a estratégia de amostragem não são equivalentes. Se uma região possui um número muito maior de estações instaladas especificamente em microambientes de máximo potencial de resfriamento, enquanto outra possui poucas estações ou equipamentos instalados em locais menos favoráveis, é natural que os extremos observados sejam diferentes. Minha dúvida é justamente até que ponto esse efeito de amostragem influencia as conclusões que costumamos tirar. Em outras palavras, não estou questionando a validade dos registros obtidos em Bom Jardim da Serra, Pinheiro Machado ou qualquer outra localidade. Pelo contrário, parto do princípio de que os registros são corretos. O que questiono é a inferência que fazemos a partir deles. Sem uma estratégia de amostragem comparável entre as diferentes regiões, tanto em quantidade de estações quanto na seleção de microambientes equivalentes, até que ponto é estatisticamente correto afirmar que uma determinada região é sistematicamente mais fria do que outra? Às vezes também tenho a impressão de que a discussão acaba se concentrando excessivamente em encontrar a próxima baixada que registre alguns décimos a menos. Em alguns casos, fico com a sensação de que a busca pelos extremos absolutos acaba recebendo mais atenção do que a construção de uma rede de monitoramento capaz de representar, de forma ampla e estatisticamente consistente, o clima de uma região. Entendo que registrar extremos tem seu valor científico, mas também me pergunto se, em determinadas situações, essa busca não acaba sendo influenciada por outros interesses, como o fortalecimento da imagem de uma localidade como "o lugar mais frio", algo que naturalmente possui apelo turístico e midiático. Se isso ocorrer, corre-se o risco de criar uma percepção de determinismo geográfico baseada em poucos microambientes muito específicos, como se eles representassem fielmente todo o clima da região. Essa reflexão me leva a outra dúvida. Qual tem sido, na prática, a contribuição científica dessa extensa rede de estações instaladas em microbaixadas, especialmente no Planalto Sul Catarinense? Esses dados vêm sendo utilizados na produção de artigos científicos, dissertações, teses, na validação de modelos atmosféricos ou em outros estudos acadêmicos? Existe uma produção científica consolidada decorrente desse grande esforço observacional? Caso existam esses trabalhos, eu realmente gostaria de conhecê-los. Caso contrário, será que não estamos concentrando uma quantidade muito grande de recursos e esforços na busca por novos extremos térmicos, cuja principal repercussão acaba sendo midiática ou turística, em vez de produzir um conhecimento mais abrangente sobre o clima regional? Não afirmo que essa seja a motivação por trás da instalação dessas estações, mas considero uma pergunta legítima. Afinal, qual é o objetivo principal dessa instrumentação? Produzir conhecimento científico sobre o clima regional ou identificar, com cada vez mais precisão, os pontos de máximo resfriamento? São objetivos diferentes e acredito que ambos têm seu valor, mas é importante distingui-los. Da mesma forma, pergunto se essa estratégia de monitoramento não acaba, ainda que involuntariamente, reforçando uma percepção de determinismo geográfico. Quando se destaca repetidamente a temperatura registrada em um microambiente extremamente específico como se ela representasse toda uma cidade ou região, pode-se criar uma imagem que nem sempre corresponde à realidade climática vivenciada pela maior parte do território. É justamente essa representatividade que procuro compreender. Em resumo, minha dúvida não é sobre a confiabilidade das medições, mas sobre a robustez da inferência climatológica construída a partir delas quando a amostragem espacial não é homogênea entre as regiões comparadas. Gostaria, portanto, de ouvir explicações fundamentadas na climatologia física, na meteorologia e, se possível, na literatura científica. Existem fatores objetivos, como circulação atmosférica, topografia regional, escoamento de ar frio, rugosidade do terreno, cobertura vegetal, propriedades do solo ou outros mecanismos, que expliquem essas diferenças? Ou a principal explicação está na distribuição espacial das estações e na identificação dos microambientes mais favoráveis ao resfriamento? Enfim, agradeço desde já a quem puder contribuir. Minha intenção é exclusivamente compreender melhor esse tema sob uma perspectiva científica e metodológica. "Estatisticamente, é difícil concluir que uma determinada região seja objetivamente mais fria do que outra quando a densidade e a estratégia de amostragem não são equivalentes." Mas aí talvez seja como pesquisa eleitoral. Não é porque a amostra é menor em um local, que o candidato B irá ultrapassar o candidato A se a amostra aumentar. A pergunta é, se há algum local que você conheça que poderia notadamente justificar uma mudança de região mais fria. Pois a definição de região fria poderia fundamentalmente se basear em médias anuais. E nessa caso, a região mais fria está em torno de São Joaquim, São José dos Ausentes, Bom Jardim da Serra e áreas altas de Urubici. Estações como as faladas de Terra do Gelo ou Pinheiro Machado até tem boas médias mínimas e e brilham no inverno, principalmente inverno seco. Mas basicamente isso se resume a junho e julho e de vez em quando Agosto. Mesmo assim, nem sempre isso acontece em pleno inverno e estações acima de 1.700 metros continuam com médias menores. De setembro a maio, QUASE SEMPRE, as menores médias estarão ou no distrito do Mundo Novo em Urubici, ou no distrito do Cruzeiro em São Joaquim em áreas habitadas. Em áreas inabitadas, há estas áreas mais altas, com médias menores. Então, é possível que se aumente a amostra, mas isso não mudará praticamente nada pelas médias atuais, a região mais fria do sul brasileiro é o planalto sul catarinense. Realmente a discussão se excede em qual baixada mais fria. O objetivo maior é o hobby. Acho que a maior utilidade científica será quando se conseguir formalizar um normal. Saber que fez -10°C é legal, mas o que importa são as médias que possam compor uma normal climatológica, que demora 30 anos para ser concluída. Muitas das estações (não só as mais faladas), representam muito pouco do que se é sentido. Mesmo uma estação do INMET, não representa adequadamente uma casa com algum concreto... Essas estações, podem registrar alguns extremos de frio pouco ou nada representativos para a população, mas as médias finais (mínima e máxima), nunca diferem tanto em locais bem próximos. Ou seja, um local que tem média mínima muito baixa, vai ter uma média máxima mais alta e no fim as médias não será tão diferentes. Então o extremo não é tão representativo, mas as médias finais, são. Edited June 25, 2026 at 10:12 AM by Moretão 5 2 Link to comment Share on other sites More sharing options...
PabloMQL Posted June 25, 2026 at 02:07 AM Share Posted June 25, 2026 at 02:07 AM (edited) Hoy 24/6 tuvimos una minima de 3,3°C en la estacion Prado y una maxima de 10,6°C en un dia gris con ocasionales apariciones de sol. Minipma de 0,4°C en la estacion Melilla de Montevideo (Inumet) Lavalleja marco -3,8°C Edited June 25, 2026 at 02:10 AM by PabloMQL 12 1 Link to comment Share on other sites More sharing options...
Moretão Posted June 25, 2026 at 02:19 AM Share Posted June 25, 2026 at 02:19 AM Em 24/06/2026 em 21:08, jean10lj disse: https://www.instagram.com/reel/DZ-E7udxgEy/?igsh=bmdubXZud25uejVz Chapecó hoje -2,7°C em uma PWS de baixada -1,3°C na UFFS que é um topo plano Chapecó tem potencial para -7°C se bater uma como 2021. -- Menores máximas: 3,49°C - Morro das Torres 4,1°C - Urubici 5,0°C - São Joaquim 5,1°C - Bom Jardim da Serra 6,6°C - Painel (Monte Alegre) 7,1°C - Campos Novos 7,57°C - Água Doce 7,7°C - Bom Retiro 7,8°C - Capão Alto 7,9°C - São Cristovão do Sul 12 Link to comment Share on other sites More sharing options...
camilo79 Posted June 25, 2026 at 02:24 AM Share Posted June 25, 2026 at 02:24 AM Boas noites, prezados convivas. Na automática do INMET daqui, ontem entre 22h e 23h tivemos mínima de 5,2°C. (e hoje tivemos mínima de 1,7°C no início da manhã) Agora, na leitura das 23h, tivemos mínima de 4,8°C. 13 Link to comment Share on other sites More sharing options...
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