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Brasil Abaixo de Zero
Rodolfo Alves

Resumos Climatológicos 2021

Topic will be automatically locked at 03:00 AM

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1 minuto atrás, Wagner97 disse:

O flop que foi essa fake news pelo 3° ou 4° ano seguido kkkk

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Bananas is My Business bananasbusiness.blogspot.com – Página 51 –  Atualizado diariamente – Acess – bananasbusiness.blogspot.com

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ACUMULADOS DE PRECIPITAÇÃO EM FEVEREIRO DE 2021 - PIAUÍ

 

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Fevereiro de 2021 foi um mês de chuvas acima da média em quase todo o estado do Piauí, contrariando o mapa do CPTEC/INMET. Somente alguns pontos do litoral tiveram acumulados abaixo da média do período por conta do posicionamento da ZCIT mais ao norte do habitual. No interior, apenas alguns poucos locais tiveram chuva dentro da média (São João do Piauí e a região da divisa com Poranga - CE).

 

Os maiores destaques foram os grandes acumulados na micro-região do médio Parnaíba. Dentre os pluviômetros oficiais, Palmeirais chegou a 586,4 mm, mas um pluviômetro particular em Angical do Piauí chegou a incríveis 752 mm (eu particularmente tenho alguma desconfiança sobre esse dado, mas em distribuição de chuvas tudo pode ocorrer).

 

Em relação a cidade de Queimada Nova, fevereiro de 2021 foi o 4º mês mais chuvoso que registrei (216 mm) e o 2º com mais dias de chuva (14 dias com >1 mm) desde 2013. 

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5 horas atrás, Tstorm disse:

 

Fevereiro de 2021 foi um mês de chuvas acima da média em quase todo o estado do Piauí, contrariando o mapa do CPTEC/INMET. Somente alguns pontos do litoral tiveram acumulados abaixo da média do período por conta do posicionamento da ZCIT mais ao norte do habitual. No interior, apenas alguns poucos locais tiveram chuva dentro da média (São João do Piauí e a região da divisa com Poranga - CE).

 

Os maiores destaques foram os grandes acumulados na micro-região do médio Parnaíba. Dentre os pluviômetros oficiais, Palmeirais chegou a 586,4 mm, mas um pluviômetro particular em Angical do Piauí chegou a incríveis 752 mm (eu particularmente tenho alguma desconfiança sobre esse dado, mas em distribuição de chuvas tudo pode ocorrer).

 

 

 

Eu acredito que esse pluviômetro de Angical do Piauí está bugado, ou talvez seja ruim mesmo (fora das medidas).  Já foi o maior volume do estado no seco janeiro de 2021 (até poderia ter acontecido, como você disse eventos isolados acontecem), mas aí em fevereiro novamente registrou muito mais chuva que cidades próximas, um valor que seria até excepcional para o interior do estado.  Sem que haja uma grande barreira orográfica na região, fica muito difícil levar este dado em conta, a não ser que tenha sido uma coincidência monumental.  Dados de chuva fora da realidade são muito mais comuns do que muita gente imagina, mesmo dados pluviométricos de órgãos oficiais por vezes apresentam períodos com registros claramente subestimados ou superestimados, os particulares então...

 

Mas parabéns pelo seu trabalho de reunir os dados, tirando esse registro os demais parecem bem consistentes, e deu um banho nos cada vez mais alienados "órgãos oficiais".  Esses mapas de anomalias do CPTEC são uma piada, os “doutos” não se preocupam em ver se as estações estão funcionando ou entupidas, ou se as normais que eles utilizam se referem aos mesmos locais monitorados atualmente.  Também, como a precariedade do Inmet só aumenta, várias estações com dados incompletos ou ausentes entram como se fossem chuva abaixo da média...  Me irrita a alienação e o desleixo dos nossos acadêmicos/cientistas pela qualidade dos dados, sinceramente é um escândalo isso, mas sei que estou pregando no deserto, infelizmente.  Eu mesmo já mencionei aqui, trabalhos feitos sobre as chuvas de 01/2011 na Região Serrana do Rio, até de mestrado ou doutorado, em que pegaram dados de uma estação automática com apenas 4 meses de dados num local nunca monitorado antes, e compararam com os recordes de uma convencional desativada do outro lado da cidade de Friburgo, que tinha um regime pluviométrico totalmente distinto, e este tipo de erro é recorrente nos estudos de casos.

 

Na cidade do Rio de Janeiro, existem registros contínuos de chuva desde 1851 pelo menos, e a qualidade dos dados geralmente foi muito boa ou excelente (os dados inicias, do observatório do Rio, são ótimos), mas entre o final da década de 1920 e por toda a década de 1930 os registros estão claramente subestimados, em 20/30% no mínimo, e olha que são dados oficiais, do que viria a ser o Inmet...

 

Nas séries da ANA/INEA, já observei algumas estações aqui no RJ “do nada” começarem a registrar chuvas muito abaixo da realidade (deu para ter certeza cruzando com os pluviômetros mais próximos, pois foi uma diminuição radical que durou bastante), e que depois igualmente “do nada” voltaram a reportar valores coerentes. Também já encontrei algumas estações com chuva superestimada, e que depois voltaram ao normal.  Muitas dessas inconsistências são causadas por troca e imperícia do observador, embora a utilização equipamentos fora das medidas padrão também tenha acontecido em alguns casos.

 

Uma estação que andou tendo mais divulgação recentemente, após eventos de chuva forte em janeiro e março, e que uma comparação com pluviômetros próximos me deixou com forte impressão de estar registrando valores (bem) acima da realidade, é a da CASAN em Florianópolis.  Parece até que tiraram essa do ar agora, talvez tenham percebido que havia algo errado...  O problema é quando não há pluviômetros por perto, aí fica mais difícil mesmo chegar a uma conclusão, pena que o Inmet de Angical do Piauí está fora, como quase tudo do Inmet pela região, então não dá para bater o martelo, mas tudo indica estar errado.

 

 

 

 

Edited by Wallace Rezende
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Em 02/03/2021 em 00:26, Wallace Rezende disse:

Tanto no caso de BH quanto em Brasília, cidades plenamente tropicais que não sofrem nenhuma influência de massas de ar frio no verão, as temperaturas amenas podem ser atribuídas a uma combinação de nebulosidade acima da média e chuvas frequentes, o principal “driver” de anomalias térmicas negativas no verão nestas áreas.

 

Wallace,

 

não tenho nenhuma pretensão de tirar o caráter tropical dessas cidades, até porque me acostumei e gosto do clima tropical amenizado daqui. Porém, não acho que o ar frio (ou fresco) seja inexistente no verão. Eventualmente, essa influência é bastante notável (tanto pela queda da umidade e aumento dos ventos, quanto pela ligeira queda da T°C) e eu percebi isso em alguns dias de fevereiro.

 

O episódio de ZCAS na primeira semana foi um exemplo, quando a temperatura caiu para 16,7°C no dia 08 no INMET/Pampulha (significativo para o verão daqui), justamente devido ao avanço do ar mais frio que empurrou a ZCAS para norte. No dia seguinte, mesmo com o retorno do sol (aberturas, não foi ensolarado), a máxima parou nos 25,4. Essa variação 16,7/25,9 num dia de verão sem chuva tem alguma influência de ar não tropical (ao final da tarde - que teve sol-, fazia 21°C, com céu azul e rajadas de 27km/h). Alguém poderia falar que a chuva intensa e prolongada do dia anterior foi a causa, mas eu digo que foi um dos motivos, pois somente a chuva não causa essa queda de temperatura. Basta comparar com o evento (bem mais intenso e prolongado, aqueles do recorde absoluto) de chuva entre os dias 22 e 24/01/20, quando a temperatura não baixou dos 19,6°C na mesma estação. Nesta ocasião, o retorno do sol (também como aberturas, fez a temperatura subir pra 28,3°C).

 

Outro exemplo, no mesmo mês, foram os últimos dias e no começo de março: a temperatura (Pampulha) variou entre mínimas de 17/18°C e máximas de 24/25, variação com assinatura de ar fresco não tropical para um dia de verão sem chuva.

 

É claro que se trata de uma influência pequena, mas ela existe e, nos dias em que ocorre, é bem notável pelo conforto térmico. 

Edited by LeoP
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Fevereiro na convencional do INMET de São Gonçalo.

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Fevereiro em Pombal com os dados diários da AESA.

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Na cidade de São Paulo, as médias compensadas ficaram assim neste fevereiro (Anomalias em relação à normal provisória 1991-2020 no Mirante e à média 1991-2017 no IAG):

 

INMET - Mirante de Santana

Média das mínimas: 18,9°C (-0,7°C)

Média das máximas: 28,8°C (-0,2°C)

Média compensada: 22,8°C (-0,6°C)

Precipitações: 180,6 mm (1991-2020: 257,4 mm)

 

INMET - Interlagos

Média das mínimas: 18,6°C

Média das máximas: 27,6°C

Média compensada: 22,1°C

Precipitações: 194,2 mm

 

IAG

Média das mínimas: 18,2°C (-0,5°C)

Média das máximas: 28,7°C (-0,3°C)

Média compensada: 22,4°C (-0,4°C)

 

------------------------------

 

No CGE, o valor da média de precipitação de todas as estações foi 207,2 mm, sendo que o valor médio esperado é 221,4 mm.

 

As médias por regiões da cidade foram:

Zona norte: 197,2 mm

Zona sul: 238,0 mm

Zona leste: 190,1 mm

Zona oeste: 192,8 mm

Centro: 228,1 mm

 

Interessante (Ou estranho?) que as 2 estações oficiais (Mirante na z. norte e Interlagos na z.sul) ficaram abaixo das médias do CGE nas respectivas regiões.

É uma pena que o IAG não tem mais disponibilizado os dados nos seus resumos mensais, que demoravam um pouco pra sair mas eram muito úteis.

 

Edited by Aldo Santos
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MAIORES VALORES DE PRECIPITAÇÃO (JAN/FEV)  NAS ESTAÇÕES DO CGE/SAISP

 

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6 horas atrás, Aldo Santos disse:

 

Interessante (Ou estranho?) que as 2 estações oficiais (Mirante na z. norte e Interlagos na z.sul) ficaram abaixo das médias do CGE nas respectivas regiões.

É uma pena que o IAG não tem mais disponibilizado os dados nos seus resumos mensais, que demoravam um pouco pra sair mas eram muito úteis.

 

 

Tudo indica que foi uma coincidência mesmo.  O Mirante normalmente supera a média da cidade no verão, mas de vez em quando, só para variar, não custa nada ficar um pouco abaixo.😂  Em 03/2006 e 02/2020, não apenas a esmagadora maioria dos bairros paulistanos recebeu muito menos chuva que a estação oficial, mas a estação do Inmet parece ter sido o ponto monitorado mais chuvoso de toda a cidade (ou um dos 2/3 pontos mais chuvosos).  Em fevereiro do ano passado, a região mais chuvosa da capital paulista foi o Centro (421,4 mm), e a zona norte teve média de “apenas” 369 mm (mais de 100 mm abaixo do Mirante, que foi quase aos 500 mm), tudo pelo CGE.

 

Fevereiro de 1999 foi o terceiro mais chuvoso registrado pelo CGE, atrás apenas do recordista 02/1995 e do também muito chuvoso 02/2019, e superou por muito pouco 02/2020.  Aquela grande chuva no Centro de SP que comentaram lá no monitoramento esses dias, ocorreu no final da sequência muito chuvosa de fevereiro de 1999, que foi até o início de março.

 

Interessante que o fevereiro mais seco da “era CGE” (2018) foi seguido por dois muito chuvosos, e agora veio 2021 para dar uma “normalizada” nas chuvas do segundo mês do ano, pois o desvio para a média foi muito pequeno, permitindo classificar 02/2021 como dentro da variação normal na capital paulista em termos de chuva.

 

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Nos mananciais que abastecem SP/cidade, a chuva também pouco se desviou da média em 02/2021, todos ficaram dentro da variação normal.  Guarapiranga conseguiu uma “virada” no último dia do mês, com 46 mm.  Mas o verão como um todo foi fraco de chuva, o que se reflete no armazenamento nada satisfatório em alguns sistemas (com destaque negativo para o maior deles).

 

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Sobre a questão levantada pelo @LeoP, é verdade que alguns sistemas podem atingir a Região Sudeste no verão com alguma influência (muito residual) de ar frio, mas a maior parte do resfriamento é causada mesmo pelas chuvas, e quanto maior a área que recebe chuva, mais fresco o tempo tende a ficar (como nas famosas “ZCAS raiz”, que andam sumidas).  Este evento do início de fevereiro de 2021 (que trouxe as chuvas mais generalizadas do ano para o Sudeste, com bons volumes em quase todo o RJ/ES, grande parte de MG e uma parte de SP) foi um bom exemplo.  Como choveu numa grande área, e ainda havia um fraco fluxo de sul que lá nos primórdios da “árvore genealógica” da massa de ar teve origem polar, a temperatura ficou bastante amena, trazendo os dias mais frescos do ano para boa parte da região, incluindo a RM do RJ e BH.  Quando o tempo começou a firmar, como havia chovido numa área grande e contínua, o aquecimento foi bem gradual, e tivemos algumas tardes com aberturas de sol ainda amenas.

 

Em janeiro de 2019, o mais quente da história em grande parte da Região Sul e também num pedaço do Sudeste do Brasil, grandes áreas de instabilidade se formaram no dia 25 quando uma frente bem fraca tentou (sem sucesso) furar o bloqueio (que só viria a ser furado de fato em fevereiro), e estas instabilidades, mesmo dentro de uma massa de ar muito quente, conseguiram provocar uma boa queda de temperatura, pois eram bastante profundas (entre os dias 25 e 26).  No Forte de Copacabana, durante um breve temporal de verão na tarde do dia 25/01 (que infelizmente causou um óbito por queda de raio neste mesmo bairro, de um turista em frente ao Copacabana Palace), a temperatura caiu para 19,9ºc durante a pancada.  Depois deste evento, a temperatura só voltou a cair abaixo dos 20ºc no local em junho (!), o que mostra como algumas chuvas de verão, mesmo totalmente ineridas em massas de ar quente, podem causar boas quedas de temperatura (e agora em 2021 tivemos temporais de verão que fizeram a temperatura cair por poucos instantes abaixo dos 14ºc durante a tarde no Inmet de Brasília e no bairro de Perus, em São Paulo).

 

 

Edited by Wallace Rezende
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14 minutos atrás, Samihr Hermes disse:

Resumo de temperaturas de Janeiro em Pernambuco

 

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São estações de qual instituto?

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Fevereiro em Santa Catarina foi o oposto de Janeiro no quesito umidade, insolação e chuva. Foi um mês com predomínio de ar seco e grande amplitude térmica, só o fim do mês que abandonou essas características. Fevereiro no INMET Indaial:

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Média: 24,5 (-0,3)

Precipitação: 265,6 (+84mm)

 

O vale do Itajaí e SC num geral tiveram um mês seco com exceção de locais "sortudos" como o INMET Indaial. No contraponto do Janeiro mais nublado em 50 anos, Fevereiro foi o mais ensolarado desde pelo menos 2007, quando a automática iniciou as medições de Radiação solar. Dentre todos os meses desse período só Dezembro de 2018 teve valor de radiação superior ao registrado em Fevereiro de 2021, sendo que Fevereiro tem muito menos potencial radiativo que Dezembro

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Fevereiro nas minhas PWS:

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Marco de 2021 pode ser divido em duas partes em Buenos Aires. A primeira, até dia 16, foi típica de verao, com média das mínimas em 20,1°C e das máximas em 28,5°C. Além disso, choveu pouco, só 6 mm. Já a segunda quinzena foi bem outonal, com média das mínimas de 16°C já e das máximas em 24°C, uma queda de quatro graus, portanto, fazendo a temperatura terminar dentro da média histórica. Também choveu mais nessa parte do mes, com 90,5 mm, mas insuficiente para chegar à média.

 

MÍNIMA MAIS BAIXA: 10,5°C
MÍNIMA MAIS ALTA: 23,5°C

MÍNIMA MÉDIA: 18,1°C

DESVIO DA MÉDIA 91-20: + 0,4°C

 

MÁXIMA MAIS ALTA: 33,5°C

MÁXIMA MAIS BAIXA: 21,1°C

MÁXIMA MÉDIA: 26,3°C

DESVIO DA MÉDIA 91-20: - 0,6°C

 

MÉDIA SIMPLES DE MARCO: 22,2°C

DESVIO DA MÉDIA 91-20: - 0,1°C

 

PRECIPITACAO ACUMULADA: 96,5 mm

DESVIO DA MÉDIA 91-20: - 17,8%

 

5 menores mínimas: 10,5°C (dia 18), 12,4°C (dia 19), 13,1°C (dia 30), 13,6°C (dia 22) e 14,1°C (dia 6)

5 maiores mínimas: 23,5°C (dias 2 e 4), 23,4°C (dia 3), 22,9°C (dia 1), 21,5°C (dias 11 e 16) e 21,2°C (dia 15)

 

5 maiores máximas: 33,5°C (dia 8), 31,2°C (dia 11), 30,5°C (dia 14), 29,9°C (dia 2) e 29,6°C (dia 1)
5 menores máximas: 21,1°C (dia 18), 21,7°C (dia 20), 21,8°C (dia 17), 23,7°C (dias 16 e 31) e  23,8°C (dia 26)

 

5 maiores chuvas em um dia: 37 mm (dia 24),  31 mm (dia 25), 12 mm (dia 20), 6 mm (dia 19) e 3 mm (dias 15, 16 e 26 mm)

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2021 até agora em Buenos Aires:

 

Temperaturas
Janeiro: 25,5°C (+ 0,3°C)
Fevereiro: 23,7°C (- 0,5°C)
Marco: 22,2°C (- 0,1°C)

 

Ano: 23,8°C (- 0,1°C)

 

Chuvas
Janeiro: 141,8 mm (+ 5%)
Fevereiro: 97,3 mm (- 25,3%)
Marco: 96,5 mm (- 17,8%)

 

Ano: 335,6 mm (- 12,3%)

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Março de 2021 foi um mês profundamente monótono e desinteressante na cidade do Rio de Janeiro (e ainda pior aqui em Niterói), um dos meses mais inexpressivos que eu já tive a infelicidade de acompanhar nos últimos tempos.  Embora eu não espere nada melhor de 04/2021, o final de um mês tão meteorologicamente irrelevante quanto esse último me deixa algo aliviado.

 

A temperatura ficou um pouco acima da média, mas sem qualquer destaque (após março de 2020 ter sido o mais ameno desde 1997), e a precipitação fechou solidamente abaixo da média (foi o mês de março com menos chuva, e o primeiro a não alcançar os 100 mm na média dos pluviômetros do Alerta Rio, desde 2007).  Choveu 78,5 mm em 03/2021, pouco menos de 55% da média (143,1 mm entre 1997 e 2020, 33 pluviômetros).  No Ingá, em Niterói, o acumulado de março foi de modestíssimos 33,3 mm (Cemaden), o que se soma aos 8 mm de janeiro e aos 95,5 mm de fevereiro para um começo de ano muito pobre em chuvas.

 

A temperatura média compensada no aeroporto Santos Dumont (região central do Rio) foi de 26,9ºc, exatos 2ºc acima da média do mesmo mês em 2020.  Os extremos do mês no mesmo local foram de 35,7ºc (05/03) e 22,4ºc (06/03, durante uma das poucas chuvas).  Março também foi 1,1ºc mais quente que fevereiro em 2021, contrariando a climatologia, mas longe de ser algo raro (a última ocorrência de março mais quente que fevereiro na cidade do Rio foi em 2018, e por margem similar).

 

Índice pluviométrico médio no município do Rio (rede Alerta Rio) em março desde 1997:

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Abril começa com promessa de mais monotonia, mas com temperaturas um pouco mais brandas, permanecendo dentro das médias mensais nesta primeira semana.  As chuvas devem continuar muito irregulares, e o que cair será cada vez mais concentrado nos “cinturões orográficos” ao sul da Serra do Mar.

Edited by Wallace Rezende
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Boa noite a todos.

Eis as médias registradas aqui no Alphaville - JF neste 2021, até 31/3

 

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A micronormal 14/8/19-31/3/21 está assim

 

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Março fechou próximo da média em Caxias do Sul/RS

 

A média máxima ficou em 24,9⁰C, o que é um pouco fresco mesmo para a cidade serrana, 0,4⁰C abaixo da normal 1981-2010. Já a média mínima foi de 17,2⁰C, sendo 0,8⁰C acima da normal. 

 

Os extremos históricos do mês de Março são 5,2⁰C e 33,2⁰C. Em 2021, a mínima absoluta foi de 13,4⁰C no último dia do mês e a máxima foi de 31,4⁰C no dia 17. A maior mínima foi de 22⁰C no dia 22 e a menor máxima foi de 19,6⁰C no dia 30.

 

A chuva acumulada totalizou 128mm, um pouco acima da média de 111mm para o mês.

 

(Comentário: achei os extremos de frio fraquíssimos considerando o potencial do mês, já os de calor foram bem consideráveis, apesar de que o mês como um todo acabou sendo comportado) 

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Março em Adamantina terminou com temperaturas levemente acima da média e chuvas também acima da média.

 

Quanto a chuva:

 

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Podemos dividir o mês em três partes, os primeiros 10 dias úmidos e chuvosos que garantiram bons volumes deixando próximo da média climatológica, depois um período de estiagem, uma nova passagem de um período úmido e por último a seca. Foi um março acima da média porém com chuvas irregulares já que a maioria dos eventos foram localizados, logo, muitas regiões do estado de SP tiveram menos chuva que o esperado.

 

Aqui tivemos então o seguinte:

147,9mm acumulados contra média de 132,8mm (1993-2019)

Desvio de 11,37%.

 

Os primeiros três meses do ano:

 

JAN: 330,4mm

FEV: 53,7mm (segundo mais seco da série)

MAR: 147,9mm  

No ano: 532mm

 

ESTAMOS DENTRO DA MÉDIA ATÉ O MOMENTO (534,2MM) - A MÉDIA DOS TRÊS PRIMEIROS MESES.

 

Quanto as temperaturas:

 

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Começamos o mês com anomalias negativas por conta da nebulosidade e da chuva, mas com os dias mais ensolarados e sem chuva bem como dias sob atuação forte do bloqueio tivemos tardes e noites quentes neste mês. Também tivemos a máxima absoluta anual até o momento (35,5ºC). A não ser que abril saia da casinha não teremos 36ºC nos primeiros 7 meses do ano, voltando a possibilidade em agosto.

 

As anomalias desse mês:

 

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Média máxima: 32,2ºC (+0,6)

Média mínima: 19,8ºC (-0,1)

Média simples: 26ºC (+0,25) 

 

Mês monótono e chato, mas não da para esperar muito de março.

 

Quanto ao ano até o momento:

JAN: (-0,2)

FEV: (-0,7)

MAR: (+0,3)

ANO: (-0,2)

 

 

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SÃO PAULO - MARÇO 2021

 

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MIRANTE DE SANTANA (1945-2021):

 

MARÇO FECHOU COMO UM DOS 4 MAIS QUENTES NA HISTÓRIA DO MIRANTE EM MÉDIA SIMPLES.

 

25,3ºC - 2007

25,0ºC - 2002

24,9ºC - 2018 e 2021

 

EM MÁXIMAS MÉDIAS, MARÇO TERMINOU COMO UM DOS 3 MAIS QUENTES NO MIRANTE.

 

30,7ºC - 2007

30,2ºC - 2002

30,1ºC - 2021

 

NO DIA 27, A MÁXIMA CHEGOU AOS 34,0ºC NA ESTAÇÃO AUTOMÁTICA DO MIRANTE DE SANTANA. 

FOI UMA DAS 4 MAIORES PARA O MÊS E A MAIOR PARA A 2ª QUINEZA DE MARÇO, DESDE O COMEÇO DAS MEDIÇÕES.

 

34,3ºC - 01/03/2012

34,1ºC - 01/03/2009

34,0ºC - 02/03/2003 e 27/03/2021

 

 

IAG (1933-2021):

 

NO IAG, MARÇO 2021 FECHOU COMO O 5º MAIS QUENTE EM MÉDIA SIMPLES.

 

24,8ºC - 2002

24,5ºC - 2018

24,2ºC - 2007

24,0ºC - 1980 e 2021

 

NAS MÁXIMAS, FECHOU COMO UM DOS 4 MAIS QUENTES 

 

30,4ºC - 2002

30,3ºC - 2007

29,8ºC - 2018

29,7ºC - 2021

 

 

PRECIPITAÇÃO:

 

MARÇO FECHOU COM CHUVA ABAIXO DA MÉDIA, ACUMULANDO APENAS 138,4mm, O QUE É 61,9% DA MÉDIA (1991-2020) PARA O MÊS.

 

001.png.cefc87d9674ef94bd73f2c6ba78ea331.png

 

 

NA ESTAÇÃO DO SESC INTERLAGOS, O ACUMULADO EM MARÇO FOI DE 148,6mm.

CHOVEU 16 DIAS NO MÊS (ACUMULADO MAIOR QUE 1.0mm)

 

001.png.92d032eb9d69f3f87b6fa046d6ad42b1.png

 

 

O TRIMESTRE JFM TERMINARÁ COMO UM DOS 12 MAIS SECOS DA HISTÓRIA DO MIRANTE E O MAIS SECO EM 41 ANOS.

 

NO TOTAL O ACUMULADO FOI DE 534,0mm. TODOS OS 3 MESES FECHARAM COM VOLUMES ABAIXO DA MÉDIA

 

010.png.c786de6eeda2a9a293525ca011f466fb.png

 

 

ABAIXO SEGUE O ACUMULADO DE CHUVA 2021 EM ALGUMAS ESTAÇÕES DO CGE

 

DESTAQUE PARA ESTAÇÕES NA ZONA SUL E LESTE

 

011.png.778b981c959454973ffbc9d2eda5bbb8.png

 

 

ABAIXO OS MAIORES ACUMULADOS EM 2021 NAS ESTAÇÕES DO SAISP/CGE NA CIDADE DE SÃO PAULO

 

 

013.png.b89453722f06ede40501d75a17f40db5.png

 

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Complementando o excelente e completo post do Rodolfo, vamos às médias compensadas.

 

Médias compensadas nas estações  oficiais de São Paulo (Entre parênteses, as anomalias em relação à normal provisória 1991-2020 no Mirante e à média 1991-2017 no IAG).

INMET-Mirante de Santana: 23,7°C (+1,2°C)

INMET-Interlagos: 22,6°C

IAG: 22,8°C (+1,0°C)

 

Foi um dos meses de março mais quentes desde o início dos registros na cidade de São Paulo.

 

Meses de março mais quentes no Mirante (Média compensada):

24,1°C (2002)

24,1°C (2007)

23,9°C (2018)

23,7°C (2001)

23,7°C (2009)

23,7°C (2021)

23,5°C (1980)

23,2°C (1990)

23,2°C (1998)

 

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Por enquanto nesse ano, o Sesc Inmet está assim nas médias compensadas:

 

- Janeiro teve média de 23,3 graus;

- Fevereiro teve média de 22,1 graus;

- Março teve média de 22,6 graus.

- Abril loading..........

 

Na expectativa por um Outono/Inverno bom esse ano ...

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A média das máximas puxou muito a anomalia da compensada do mês. Quase toda a segunda quinzena ficou acima de 30°C. 

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Com a drástica redução das chuvas, março acabou sendo mais quente que fevereiro. A média mensal de acumulados nas estações do CEMADEN em Lafaiete ficou na casa dos 50 mm que é apenas 1/3 do esperado. 

Por isso, dias e dias de sol monótono e sem grandes alterações e foi um mês sem nada relevante pra destacar, exceto a pouca chuva

 

Registros do mês no INMET Ouro Branco:

  • Média das mínimas: 17,39° (normal)
  • Média das máximas: 27,7° (+0,7°)
  • Média simples: 22,55° (+0,32°)

Média de temperatura mensal acabou ficando ligeiramente acima da média dos marços no período 2007-2020 por causa dos dias secos. Resfriamento noturno por causa do céu limpo deixou as mínimas na média, mas esse mesmo céu limpo deixou as máximas um pouco mais altas. Mas a variação acabou sendo pequena, resumindo, considero um março padrão nas temperaturas

 

Extremos do mês:

  • Mínima de 15,5° no dia 10
  • Menor máxima de 25° no dia 02
  • E o dia mais quente do mês foi dia 27 com a maior mínima, 18.6°, e a máxima do mês, 30.1°

 

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13 horas atrás, Aldo Santos disse:

Complementando o excelente e completo post do Rodolfo, vamos às médias compensadas.

 

Médias compensadas nas estações  oficiais de São Paulo (Entre parênteses, as anomalias em relação à normal provisória 1991-2020 no Mirante e à média 1991-2017 no IAG).

INMET-Mirante de Santana: 23,7°C (+1,2°C)

INMET-Interlagos: 22,6°C

IAG: 22,8°C (+1,0°C)

 

Foi um dos meses de março mais quentes desde o início dos registros na cidade de São Paulo.

 

Meses de março mais quentes no Mirante (Média compensada):

24,1°C (2002)

24,1°C (2007)

23,9°C (2018)

23,7°C (2001)

23,7°C (2009)

23,7°C (2021)

23,5°C (1980)

23,2°C (1990)

23,2°C (1998)

 

 

São Paulo destoou muito do restante de SP, que também teve temperaturas acima da média, mas não a ponto de ser um dos meses de Março mais quentes. 

 

Enfim, é um parto a capital paulista ter temperatura abaixo da média hoje em dia, e a urbanização só cresce cada vez mais. 

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6 horas atrás, Renan disse:

 

São Paulo destoou muito do restante de SP, que também teve temperaturas acima da média, mas não a ponto de ser um dos meses de Março mais quentes. 

Enfim, é um parto a capital paulista ter temperatura abaixo da média hoje em dia, e a urbanização só cresce cada vez mais. 

 

Mas o pior de tudo, Renan, é que a urbanização influi muito mais nas mínimas do que nas máximas.

Cimento e asfalto retêm calor e diminuem a perda pela radiação noturna.

Já li até que existe uma teoria que propõe a existência de uma espécie de "efeito caverna" no centro das grandes metrópoles.

Devido à grande quantidade de prédios altos, muitas ruas das áreas centrais ficam várias horas na sombra, o que diminuiria o aquecimento nas horas mais quentes do dia.

 

Entretanto, neste março último, a maior anomalia foi nas temperaturas máximas, como bem explicitado no post do Rodolfo.

O Mirante teve:

Mínimas: +0,8°C

Máximas: +2,1°C

 

Mas isso pode ser explicado por alguns motivos:

1. Janeiro e março tiveram insolação muito acima da média em São Paulo.

   É uma pena a convencional do Mirante não estar operando...

   Pois janeiro e março devem ter tido uma quantidade de horas de sol bem próximas do recorde para os respectivos meses, se é que não houve recorde mesmo.

   Praticamente não tivemos dias nublados (O dia todo) nesses meses, o que seria o normal.

   Para dar uma idéia, na normal 1981-2010, janeiro tinha 139,1 h de sol no Mirante, e março 161,6 h.

2. Outro fato: a dinâmica mudou bastante nas últimas 2 décadas.

   Era comum a chegada de massas polares e frentes frias de verão em Sampa, que proporcionavam alguns dias frescos e até friozinhos para a época.

   Têm sido muito raras, principalmente após 2010.

3. As ZCAS, que também proporcionavam dias chuvosos e amenos, praticamente desapareceram do estado de SP.

   Não tivemos nenhuma neste verão.

 

 

Edited by Aldo Santos
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16 minutos atrás, Aldo Santos disse:

 

Mas o pior de tudo, Renan, é que a urbanização influi muito mais nas mínimas do que nas máximas.

Cimento e asfalto retêm calor e diminuem a perda pela radiação noturna.

Já li até que existe uma teoria que propõe a existência de uma espécie de "efeito caverna" no centro das grandes metrópoles.

Devido à grande quantidade de prédios altos, muitas ruas das áreas centrais ficam várias horas na sombra, o que diminuiria o aquecimento nas horas mais quentes do dia.

 

Entretanto, neste março último, a maior anomalia foi nas temperaturas máximas, como bem explicitado no post do Rodolfo.

O Mirante teve:

Mínimas: +0,8°C

Máximas: +2,1°C

 

Mas isso pode ser explicado por alguns motivos:

1. Janeiro e março tiveram insolação muito acima da média em São Paulo.

   É uma pena a convencional do Mirante não estar operando...

   Pois janeiro e março devem ter tido uma quantidade de horas de sol bem próximas do recorde para os respectivos meses, se é que não houve recorde mesmo.

   Praticamente não tivemos dias nublados (O dia todo) nesses meses, o que seria o normal.

   Para dar uma idéia, na normal 1981-2010, janeiro tinha 139,1 h de sol no Mirante, e março 161,6 h.

2. Outro fato: a dinâmica mudou bastante nas últimas 2 décadas.

   Era comum a chegada de massas polares e frentes frias de verão em Sampa, que proporcionavam alguns dias frescos e até friozinhos para a época.

   Têm sido muito raras, principalmente após 2010.

3. As ZCAS, que também proporcionavam dias chuvosos e amenos, praticamente desapareceram do estado de SP.

   Não tivemos nenhuma neste verão.

 

 

 

Mas eu estava pensando numa coisa, Aldo. Será que a gigantesca malha urbana da RMSP não influenciou até mesmo nessa quantidade de dias nublados / com baixa insolação que a cidade registrava no verão ? Seria bom ver dados de insolação de cidades próximas que não sofrem tanto com a urbanização quanto São Paulo, e ver se nelas também houve esse súbito aumento de sol no verão, o que contribui com esses picos de sol no verão.

 

Em todo caso, essa questão da falta das ZCAS no estado de SP como um todo é um fato, e tem haver com essa alteração na dinâmica atmosférica. 

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18 minutos atrás, Renan disse:

 

Mas eu estava pensando numa coisa, Aldo. Será que a gigantesca malha urbana da RMSP não influenciou até mesmo nessa quantidade de dias nublados / com baixa insolação que a cidade registrava no verão ? Seria bom ver dados de insolação de cidades próximas que não sofrem tanto com a urbanização quanto São Paulo, e ver se nelas também houve esse súbito aumento de sol no verão, o que contribui com esses picos de sol no verão.

 

Em todo caso, essa questão da falta das ZCAS no estado de SP como um todo é um fato, e tem haver com essa alteração na dinâmica atmosférica. 

 

Não sei não Renan, porque normalmente quando temos dias totalmente nublados costuma ser fenômeno regional (Áreas de instabilidades, frentes frias, ZCAS, MPs no Atlântico com ventos de SE mandando nuvens pra cá, etc).

É diferente das nuvens de um temporal da tarde, por exemplo, que aí sim costuma ser um fenômeno local.

Além disso, janeiro de 2018, por exemplo, teve 129,0 horas de sol, abaixo da média 1981-2010.

Junho de 2018 teve 114,2 h, também bem abaixo da média.

Agosto de 2018 também teve insolação bem abaixo da média.

Infelizmente, registros contínuos de insolação no Mirante só vão até agosto de 2018.

 

Pra mim, é mais um fenômeno de dinâmica regional.

 

Edited by Aldo Santos
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Falamos muito no aquecimento da cidade de São Paulo mas vejam a evolução das médias compensadas anuais no estado de SP da normal 1961-1990 para a normal 1981-2010 (INMET).

E esse aquecimento deve ter sido bem mais pronunciado para a normal 1991-2020, que pega toda a década quente de 2011 a 2020.

 

Avaré: 19,8°C => 20,4°C

Catanduva: 22,8°C => 23,2°C

Franca: 20,5°C => 20,9°C

Iguape: 21,6°C => 21,6°C

Presidente Prudente: 22,7°C => 23,3°C

Santos: 22,3°C => 22,9°C

São Carlos: 20,5°C => 20,6°C

São Paulo-Mirante: 19,2°C => 20,1°C

São Simão: 21,8°C => 22,1°C

Taubaté: 20,4°C => 20,6°C

Ubatuba: 21,7°C => 21,9°C

Votuporanga: 23,5°C => 23,9°C

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1 hora atrás, Aldo Santos disse:

Falamos muito no aquecimento da cidade de São Paulo mas vejam a evolução das médias compensadas anuais no estado de SP da normal 1961-1990 para a normal 1981-2010 (INMET).

E esse aquecimento deve ter sido bem mais pronunciado para a normal 1991-2020, que pega toda a década quente de 2011 a 2020.

 

Avaré: 19,8°C => 20,4°C

Catanduva: 22,8°C => 23,2°C

Franca: 20,5°C => 20,9°C

Iguape: 21,6°C => 21,6°C

Presidente Prudente: 22,7°C => 23,3°C

Santos: 22,3°C => 22,9°C

São Carlos: 20,5°C => 20,6°C

São Paulo-Mirante: 19,2°C => 20,1°C

São Simão: 21,8°C => 22,1°C

Taubaté: 20,4°C => 20,6°C

Ubatuba: 21,7°C => 21,9°C

Votuporanga: 23,5°C => 23,9°C

 

Verdade, mas é muito triste ver a capital paulista destoando tanto das demais

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Março em Indaial (INMET):

image.thumb.png.48210806b00eb8edf26f7042f48202a3.png

 

Média: 24,3 (+0,6)

Mínimas: 21,0 (+0,9)

Máximas: 30,0 (+0,1)

Precipitação 162,2mm (109% do normal)

 

Aqui em Blumenau:

image.thumb.png.e06dd45e36bd7a501064d65fd3f7c6c5.png

 

O ano de 2021 até o momento aqui em casa:

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Março entediante: abafado, sem extremos, pouca chuva e poucas mudanças no tempo

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Tabela de Chuvas - Interior de SP - Março/2021

1Mar21.thumb.png.b22af2e69af8fe71d564b18593728840.png

 

2Mar21.thumb.png.3577d4eeb9e95517fb63b65ff9603337.png

 

Março foi um mês de antagonismos no interior de SP, tanto para as chuvas e temperaturas. Podemos sintetizar o mês como chuvoso e ameno em seu primeiro decêndio e muito seco e quente no último. Das 12 estações com alguma série histórica (média), 4 ficaram acima da média, 6 abaixo e 3 dentro da normalidade. Entre as 6 sem dados históricos, todas ficaram entre abaixo e próximo da média considerando normais das estações mais próximas.

 

Mesmo com os volumes não sendo os menores das séries históricas, o mês é de característica seca, já que boa parte das chuvas caíram no início, proporcionando forte perda hídrica do solo no decorrer do período.  

 

Bacuriti, local que faço meus registros, acumulou 160,6mm em 5 dias e 34,5mm nos últimos 21 dias. O mesmo padrão é observado em todas as estações, com um adendo para BauruBarretos e Borborema, que teve eventos volumosos no segundo e terceiro decêndio.

 

Vale destacar São José do Rio Preto que registrou chuva apenas até o dia 10 de março, após isso simplesmente não choveu mais nada, 2 decêndios sem nenhuma chuva, ainda assim terminou o mês com 88,6mm. Outra cidade que apresentou chuva bem irregular foi Araraquara, com apenas 82,2mm em apenas 5 dias com chuva significativa (>1mm).   

 

Os volumes mais baixos foram em Araçatuba e Pindorama, com 60,8mm e 57,2mm. Mas vale ressaltar que estas apresentaram ausência de registro em alguns dias, o que compromete a acuracidade do total pluviométrico. Itápolis (91,4mm) e Barretos (92,7mm) também tiveram volumes bem baixos, mesmo essa última registrando 45,7mm no dia 18.

 

Os maiores volumes ocorreram em Bacuriti e Promissão, com 209,5mm e 207mm respectivamente. Bacuriti foi o local que teve o maior volume mensal das 18 estações.

 

A maior chuva diária ocorreu em São Carlos no dia 7 com 81,6mm, ainda assim terminou com 161,2mm em face dos 186,7mm da normal (13,7% abaixo da média).

 

Promissão foi a estação apresentou o maior desviou positivo, com 98,4% em relação à sua semi-normal (quase o dobro), 207mm/104,3mm.

 

Bacuriti: Somando Jan+Fev+Mar temos 553,8mm (média de 558,9mm). Dentro da normalidade

Cafelândia: Somando Jan+Fev+Mar temos 418.6mm , (média de 601,6mm). 183mm abaixo do normal (30,42% abaixo do normal no trimestre).

Considerações: Mesmo aqui em Bacuriti estando dentro da normalidade em valores absolutos, minha sensação é tempo seco e chuvas escassas, principalmente se considerarmos o N° de dias de chuva. Cafelândia a situação está pior ainda. Essa sensação soma-se com as fortes ondas de calor pela qual passamos mais um inverno fraco e primavera extremamente quente e seca. Se fizer a soma das demais estações, boa parte delas estão abaixo da normal climatológica (pretendo lançar isso aqui futuramente).

Edited by Lucas Centurion
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Março na PB no INMET

  • Areia, Automática

image.thumb.png.bea42cf1d6bc505a7d09af444b56f634.png 

  • São Gonçalo, convencional

image.thumb.png.a4c26a5116528f3b6f96b6778a211287.png

 

Março em Pombal com dados oficiais da AESA

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18 hours ago, Aldo Santos said:

Falamos muito no aquecimento da cidade de São Paulo mas vejam a evolução das médias compensadas anuais no estado de SP da normal 1961-1990 para a normal 1981-2010 (INMET).

E esse aquecimento deve ter sido bem mais pronunciado para a normal 1991-2020, que pega toda a década quente de 2011 a 2020.

 

Avaré: 19,8°C => 20,4°C

Catanduva: 22,8°C => 23,2°C

Franca: 20,5°C => 20,9°C

Iguape: 21,6°C => 21,6°C

Presidente Prudente: 22,7°C => 23,3°C

Santos: 22,3°C => 22,9°C

São Carlos: 20,5°C => 20,6°C

São Paulo-Mirante: 19,2°C => 20,1°C

São Simão: 21,8°C => 22,1°C

Taubaté: 20,4°C => 20,6°C

Ubatuba: 21,7°C => 21,9°C

Votuporanga: 23,5°C => 23,9°C

 

O aumento é generalizado... Gostaria que alguém me apresentasse alguma estação com o comportamento oposto. O complicado é que, além da urbanização, há alteração do local de algumas estações. Campos do Jordão também teve aumento da compensada em todos os meses.

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14 minutos atrás, Lucas Centurion disse:

O aumento é generalizado... Gostaria que alguém me apresentasse alguma estação com o comportamento oposto. O complicado é que, além da urbanização, há alteração do local de algumas estações. Campos do Jordão também teve aumento da compensada em todos os meses.

image.png.a4c83d385a06fc6ca5665c2a7530d8c8.png

 

Eu não coloquei Campos do Jordão justamente porque a estação mudou de lugar.

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24 minutes ago, Aldo Santos said:

 

Eu não coloquei Campos do Jordão justamente porque a estação mudou de lugar.

Putz.. kk E o curioso é o código que continua o mesmo 83714.

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5 horas atrás, Lucas Centurion disse:

Putz.. kk E o curioso é o código que continua o mesmo 83714.

 

Não devia... mas o INMET costuma manter.

 

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ACUMULADOS DE PRECIPITAÇÃO EM MARÇO DE 2021 - PIAUÍ

 

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Março de 2021 foi um mês de chuvas irregulares no Piauí. O setor norte, como sempre, registrou os maiores acumulados com chuvas acima da média na maior parte dos locais com destaque para Miguel Alves com 500,6 mm. No centro e sul do estado a situação foi bem diferente com acumulados abaixo da média na maioria das cidades.

 

A situação foi especialmente crítica em Picos que teve apenas 15,0 mm, fazendo desse o março mais seco dos últimos 110 anos na cidade considerando DNOCS e INMET. Infelizmente, a estação convencional de Picos é uma das centenas que estão sem funcionar, então essa informação não será oficializada. Até então os 5 meses de março mais secos registrados na cidade haviam sido esses (desde 1911):

 

15,3 mm - 1945

23,4 mm - 2004

34,0 mm - 1953

34,2 mm - 1914

35,0 mm - 1954

 

Curiosamente, a área próxima ao estado de Pernambuco, que teoricamente é a mais seca do estado, teve um março com predomínio de chuvas acima da média, incluindo Queimada Nova. Isso denota a irregularidade de março de 2021 no Piauí. Para finalizar deixo a tabela dos acumulados do trimestre JFM.

 

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Niterói Ingá (Praia João Caetano/Cemaden) registrou 137 mm no trimestre JFM em 2021, menos que o total mais baixo do PI no período (São João do Piauí/ANA).  Parece patético, e é!  Em março só ganhamos de Picos, e abril até agora está com... 5 mm (e sem nada minimamente relevante no horizonte).  Apesar disso, estamos numa situação mais “seca verde”, pois não há sinais visuais claros de falta de chuva aqui na área.  Estes sinais (como gramados ressecados) só foram vistos entre finais de janeiro (mês que registrou 8 mm, com vários dias de sol forte) e o início de fevereiro.  Depois da frente mais chuvosa de fevereiro (05/06), a ocorrência ocasional de chuvas muito fracas está sendo suficiente para manter as aparências.  Só houve um dia em 2021 até agora com mais de 20 mm na estação, o dia 05/02.  Dezembro de 2020 foi o último mês chuvoso, com 235 mm (quase 100 mm acima dos 3 primeiros meses de 2021).

 

A cidade do Rio de Janeiro (média da rede Alerta Rio, 33 pluviômetros) registrou 274,1 mm no primeiro trimestre de 2021, um valor bem abaixo da média também (65,1 mm em janeiro, 130,5 mm em fevereiro e 78,5 mm em março).  Só fevereiro fechou na média.

 

Em 2020 foi melhor, a capital fluminense recebeu em média 583,9 mm em JFM, sendo 324,3 mm só em fevereiro, o fev mais chuvoso desde 1996 ou 1988 na cidade (a média de 02/1996 deve ter sido parecida, mas não havia Alerta Rio, e 02/1988 foi o recordista isolado, certamente passou dos 500 mm a média da cidade, com picos acima dos 950 mm no Alto da Boa Vista).

 

Desde 1997, o primeiro trimestre mais chuvoso registrado na cidade do Rio foi o de 2013, com 660,5 mm, e o menos chuvoso foi registrado logo no ano seguinte (2014), com apenas 212,9 mm.  A média 1997/2020 para JFM foi de 442 mm.  Claro que, olhando estações pluviométricas individualmente, a variação será maior, pois a variabilidade naturalmente diminui (em qualquer lugar) a medida que a área analisada aumenta (em 1998, por exemplo, o bairro da Tijuca recebeu quase 1200 mm de chuva entre janeiro e março, enquanto a média da cidade foi de 623 mm).  A média do Alerta Rio cobre uma área de pouco menos de 1 200,339 km².

 

Não há dados do Cemaden para os primeiros meses de 2020 em Niterói (todas as estações estavam fora do ar), mas fevereiro passou por pouco dos 300 mm no Inmet, e foi bem chuvoso na cidade como um todo.

Edited by Wallace Rezende
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Resumo do quente março/2021 em Barra do Piraí:

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Nos INMET's Resende e Valença:

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Choveu 175,1mm em Resende (convencional) e apenas 95,4mm em Valença.
No geral, um mês sem graça e quente.
Única coisa interessante foi a tempestade severa no dia 30/03, que causou estragos na cidade.

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Saiu a posição média da ZCIT de março.

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Ficou muito ao norte do que devia no mês todo, refletindo na grande irregularidade e deficiência das chuvas na maior parte do semiárido nordestino mês passado.

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