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Brasil Abaixo de Zero
Rodolfo Alves

Monitoramento e Previsão - Brasil/América do Sul - Dezembro/2020

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Não sei se é "off Topic" porém vou relatando algumas curiosidades do matuto nordestino para previsão climática. Semana passada, um amigo me dizia que a estação chuvosa na Ceará seria bem acima da média pelas observações da florada/frutificação do Pau Moco (Luetzelburgia auriculata). Diz a tradição secular que quando a floração é intensa teremos muita chuva.

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Outro dado interessante diz respeito as formigas saúvas (cortadeiras). Elas têm um instinto fantástico para prever mudanças na pressão atmosférica. Quando temos sistema de baixa pressão, elas apressam a colheita de alimento e o transporte para o ninho. Dado comprovado cientificamente.

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Assim, em tempos difíceis de previsão para os modelos, aqui no Sertão vamos seguindo os sinais da Natureza.

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Estado de SP - radares nesse momento

 

UNESP

Grande área de chuva no nordeste paulista.

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São Roque

Chuva (fraca a moderada) entre o sul de MG e vale do Paraíba.

Grande SP tem alguns núcleos e chove fraco na região de Itapetininga.

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Zoom para a capital paulista

Apenas chuvas fracas e isoladas.

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1 hora atrás, Carlos Campos disse:

Os maiores acumulados em Curitiba ( até às 21h35) superaram os 100mm e 2 PWS (Ahu e Boa Vista (q superou 110mm).

PILARZINHO ficou em exatos 100 mm até o momento.

Dados do Cemaden até às ~21h 👇Screenshot_20201212-213301.thumb.png.341e087700d5cb7429b3a998f68c7f4b.png

 

Percebo que o potencial que as "ilhas de calor" urbanas têm para aumentar a intensidade das chuvas é bastante subestimado por muitos estudiosos.  O incremento da intensidade das chuvas sobre (ou perto) das ilhas de calor é geralmente admitido, embora uma minoria ainda trate como hipótese sem confirmação.  Mas quase todos subestimam a magnitude do incremento, quando uma análise mais cuidadosa de séries pluviométricas indica claramente que praticamente todo o incremento na precipitação anual de São Paulo e Belém (por exemplo) entre 1931/1990 e os dias de hoje só pode ter decorrido do crescimento das respectivas ilhas de calor; basta sair da área de influência destas cidades que as médias de chuva quase não se alteraram em muitas décadas, isso quando não houve redução (pois a ilha de calor também "suga" a chuva dos arredores em várias situações).  Belo Horizonte é outro caso clássico (aqui a ilha de calor também interage com as maiores altitudes na parte sul da cidade, que já favorecem naturalmente mais chuva).  Notem que praticamente nenhuma área de MG registrou um total pluviométrico anual muito acima da média em 2020, exceto... (até o extremo norte de BH está com um acumulado anual apenas um pouco acima da média em 2020, assim como  a maior parte da área das grandes represas, como mostrado por um colega de lá).

 

Hoje em dia é praticamente impossível a estação convencional do Inmet em Belém fechar um ano com chuva abaixo da média, mas basta checar estações no interior do PA que as chuvas abaixo da média aparecem com frequência aparentemente crescente.  No caso de Belém, a brisa do rio/Baía do Guajará (oeste da cidade) atravessa a ilha de calor belenense de oeste para leste, esta "ilha" faz as nuvens crescerem, e a estação convencional está perfeitamente posicionada numa área verde à leste da cidade, de forma a receber o máximo da precipitação "artificialmente" inflada pela bolha de calor.  Na área urbana de Belém, os acumulados anuais de 2020 (Cemaden, 2 estações sem falhas) estão uns 1000 mm abaixo dos registros do Inmet, apesar de não haver relevo significativo na área (como estes bairros estão mais próximos da água, fonte de um ar mais fresco, as nuvens só atingem o desenvolvimento máximo depois).  Este caso de Belém é extremo, pois a dinâmica atmosférica e a atuação das brisas quase não mudam ao longo do ano, de forma que o incremento nas médias pluviométricas ocorre em praticamente todos os meses do ano (quando em partes do Sul/Sudeste os incrementos causados pela ilha de calor tendem a se restringir à época mais quente e úmida, e mesmo nesta época também dependem do tipo de dinâmica que predomina, mais variável entre os anos, como mostra a chuva muito abaixo da média em 2019 na capital mineira).  São Paulo também tem suas particularidades, pois o "start' do processo convectivo ocorre já sobre a Serra do Mar, mas é quando o brisa vai atravessando a ilha de calor do sul para o norte que os temporais crescem para valer, embora em alguns meses com dinâmica peculiar (como janeiro de 2010) o predomínio de ventos continentais mude completamente o posicionamento "habitual" dos máximos induzidos pela ilha de calor.

 

O RJ também não fica imune à este efeito, embora o relevo muito acidentado da cidade (para complicar mais, colado ao mar) embole ainda mais as coisas (o efeito é maior em alguns bairros, e praticamente nulo em outros).  Mas a atuação da ilha de calor pode ser notada claramente em alguns eventos no Rio também, como no notável aguaceiro de 14/15 de fevereiro de 2018, quando nada menos que 9 pluviômetros diferentes dentro da cidade do Rio de Janeiro registraram mais de 100 mm em apenas 1 hora, e outro bateu nos 99,8 mm por hora (neste evento, a convecção explodiu ao adentrar os limites de cidade, pelo oeste, e perdeu força - se exauriu - um pouco antes de alcançar o Centro, talvez por efeito da brisa do mar; em Niterói, foi só uma chuvinha qualquer, apesar do espetáculo elétrico sobre a baía/direção do Rio).

 

Sobre Curitiba não tenho muitas informações, mas é evidente que a ilha de calor da cidade (muito significativa) também atua nas precipitações, e nestes dois últimos eventos mais intensos de chuva na capital paranaense o "dedo" da ilha de calor me pareceu particularmente evidente.  Em Porto Alegre a influência da ilha de calor também é notável, especialmente no verão (os temporais mais violentos da história recente da cidade se intensificaram sobre a área urbana).

 

Estudar os incrementos locais nas chuvas causados pelas ilhas de calor é um campo que merece muito mais atenção, mas esbarra um pouco na cada vez maior falta de séries pluviométricas longas e sem ou com poucas falhas (algo que por parte do Inmet já é certo que nunca mais veremos, salvo talvez as raras convencionais que escaparem do desmonte do órgão), e também na falta de interesse do grosso da comunidade acadêmica por "fuçar" nas bases de dados e analisar criticamente os dados (ou "fazer o trabalho bruto"), assunto que já tangenciei no último post.

Edited by Wallace Rezende
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Raio no topo de uma CB a muitos KMs de distância:IMG_20201212_232513.thumb.jpg.8361bf7beb66529c0121f081bc826837.jpg

 

Por satélite, vi que a formação dona deste raio está a +-480km de distância, próxima de Miranda no MS.IMG_20201212_233226.thumb.jpg.7dabb59302fb95c27a63912f1264ea1f.jpg

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MADRUGADA COM MUITA ÁGUA NO NORDESTE DE SÃO PAULO.

 

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Sábado maluco em POA. Manhã com tempo instável, e sol ardido com abafamento durante a tarde.

Mínima de 20,1 °C entre 11h e meio-dia, graças aos 1,2 mm acumulados neste intervalo. O sol ressurgiu no início da tarde e com isso as temperaturas dispararam, com a máxima atingindo 31,2 °C no meio da tarde (ainda assim, uma máxima menor do que era previsto).

A madrugada foi um horror, começando com 28,2 °C à meia-noite e não baixou dos 24,2 °C registrados entre 5h e 6h.

 

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Bom dia à todos...

Impressionante acumulado de 104 mm após o temporal da noite de ontem no bairro Pilarzinho, ao norte de Curitiba 👇AirBrush_20201213064114.jpg.c9495b4af9b054b56f95df48a8f2b793.jpgAirBrush_20201213063911.thumb.jpg.847c1f75cb96117c0409e72a24615699.jpg

Maiores volumes registrados pelos pluviômetros do Cemaden foram observados no norte e noroeste da capital 👇AirBrush_20201213064328.jpg.0bf04b7ad9b816d04747a7450e8ee376.jpg

Nas PWS dos nossos colegas da zona norte curitibana foram reportados os seguintes valores (possivelmente entre 19h e 21h30) 

Bairro Boa Vista:  113 mm Screenshot_20201213-065101.png.9ea5763f232bc6a787a1c63a486af343.png

Bairro Ahu:  105 mm

Screenshot_20201213-065239.png.5ff3ff4662a1dea5807ef36dcf37686d.png

Bairro Pilarzinho:  102 mmScreenshot_20201213-065320.png.911c12393c51b4225678bc014ee69b7c.png

Outras estações, no oeste (Parque Barigui) 66 mm Screenshot_20201213-065155.png.0175518079648e17db289d06eaa32482.png

Bairro Santa Felicidade, noroeste com 63 mm Screenshot_20201213-065402.png.17f28b80e9d43278b375fc36e1939195.png

 

Vale dizer q houve muito transtorno em alguns bairros mais atingidos pelo temporal, algo raramente visto, mesmo em se tratando do período em q temporais são comuns.

E sobre isso, nenhuma informação de relevância foi apresentada na página do Simepar, além do fato de q ocorriam pancadas fortes isoladas em Curitiba, e o informe é das 19h34 👇AirBrush_20201213071115.jpg.57c28cce951f01f601050e87f4080086.jpg

Depois disso, o novo informe foi dado às 4h06 dizendo q a madrugada apresentava tempo estável.

Nenhuma dúvida de q a cada ano q passa o instituto se parece mais com outro instituto (de abrangência nacional), fazendo pouco ou nenhum caso de eventos de grande magnitude e impacto sobre as populações.

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8 horas atrás, Wallace Rezende disse:

 

Percebo que o potencial que as "ilhas de calor" urbanas têm para aumentar a intensidade das chuvas é bastante subestimado por muitos estudiosos.  O incremento da intensidade das chuvas sobre (ou perto) das ilhas de calor é geralmente admitido, embora uma minoria ainda trate como hipótese sem confirmação.  Mas quase todos subestimam a magnitude do incremento, quando uma análise mais cuidadosa de séries pluviométricas indica claramente que praticamente todo o incremento na precipitação anual de São Paulo e Belém (por exemplo) entre 1931/1990 e os dias de hoje só pode ter decorrido do crescimento das respectivas ilhas de calor; basta sair da área de influência destas cidades que as médias de chuva quase não se alteraram em muitas décadas, isso quando não houve redução (pois a ilha de calor também "suga" a chuva dos arredores em várias situações).  Belo Horizonte é outro caso clássico (aqui a ilha de calor também interage com as maiores altitudes na parte sul da cidade, que já favorecem naturalmente mais chuva).  Notem que praticamente nenhuma área de MG registrou um total pluviométrico anual muito acima da média em 2020, exceto... (até o extremo norte de BH está com um acumulado anual apenas um pouco acima da média em 2020, assim como  a maior parte da área das grandes represas, como mostrado por um colega de lá).

 

Hoje em dia é praticamente impossível a estação convencional do Inmet em Belém fechar um ano com chuva abaixo da média, mas basta checar estações no interior do PA que as chuvas abaixo da média aparecem com frequência aparentemente crescente.  No caso de Belém, a brisa do rio/Baía do Guajará (oeste da cidade) atravessa a ilha de calor belenense de oeste para leste, esta "ilha" faz as nuvens crescerem, e a estação convencional está perfeitamente posicionada numa área verde à leste da cidade, de forma a receber o máximo da precipitação "artificialmente" inflada pela bolha de calor.  Na área urbana de Belém, os acumulados anuais de 2020 (Cemaden, 2 estações sem falhas) estão uns 1000 mm abaixo dos registros do Inmet, apesar de não haver relevo significativo na área (como estes bairros estão mais próximos da água, fonte de um ar mais fresco, as nuvens só atingem o desenvolvimento máximo depois).  Este caso de Belém é extremo, pois a dinâmica atmosférica e a atuação das brisas quase não mudam ao longo do ano, de forma que o incremento nas médias pluviométricas ocorre em praticamente todos os meses do ano (quando em partes do Sul/Sudeste os incrementos causados pela ilha de calor tendem a se restringir à época mais quente e úmida, e mesmo nesta época também dependem do tipo de dinâmica que predomina, mais variável entre os anos, como mostra a chuva muito abaixo da média em 2019 na capital mineira).  São Paulo também tem suas particularidades, pois o "start' do processo convectivo ocorre já sobre a Serra do Mar, mas é quando o brisa vai atravessando a ilha de calor do sul para o norte que os temporais crescem para valer, embora em alguns meses com dinâmica peculiar (como janeiro de 2010) o predomínio de ventos continentais mude completamente o posicionamento "habitual" dos máximos induzidos pela ilha de calor.

 

O RJ também não fica imune à este efeito, embora o relevo muito acidentado da cidade (para complicar mais, colado ao mar) embole ainda mais as coisas (o efeito é maior em alguns bairros, e praticamente nulo em outros).  Mas a atuação da ilha de calor pode ser notada claramente em alguns eventos no Rio também, como no notável aguaceiro de 14/15 de fevereiro de 2018, quando nada menos que 9 pluviômetros diferentes dentro da cidade do Rio de Janeiro registraram mais de 100 mm em apenas 1 hora, e outro bateu nos 99,8 mm por hora (neste evento, a convecção explodiu ao adentrar os limites de cidade, pelo oeste, e perdeu força - se exauriu - um pouco antes de alcançar o Centro, talvez por efeito da brisa do mar; em Niterói, foi só uma chuvinha qualquer, apesar do espetáculo elétrico sobre a baía/direção do Rio).

 

Sobre Curitiba não tenho muitas informações, mas é evidente que a ilha de calor da cidade (muito significativa) também atua nas precipitações, e nestes dois últimos eventos mais intensos de chuva na capital paranaense o "dedo" da ilha de calor me pareceu particularmente evidente.  Em Porto Alegre a influência da ilha de calor também é notável, especialmente no verão (os temporais mais violentos da história recente da cidade se intensificaram sobre a área urbana).

 

Estudar os incrementos locais nas chuvas causados pelas ilhas de calor é um campo que merece muito mais atenção, mas esbarra um pouco na cada vez maior falta de séries pluviométricas longas e sem ou com poucas falhas (algo que por parte do Inmet já é certo que nunca mais veremos, salvo talvez as raras convencionais que escaparem do desmonte do órgão), e também na falta de interesse do grosso da comunidade acadêmica por "fuçar" nas bases de dados e analisar criticamente os dados (ou "fazer o trabalho bruto"), assunto que já tangenciei no último post.

Excelente post!

Muito, mas muito esclarecedor mesmo! Obrigado

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11 horas atrás, Wallace Rezende disse:

 

Percebo que o potencial que as "ilhas de calor" urbanas têm para aumentar a intensidade das chuvas é bastante subestimado por muitos estudiosos.  O incremento da intensidade das chuvas sobre (ou perto) das ilhas de calor é geralmente admitido, embora uma minoria ainda trate como hipótese sem confirmação.  Mas quase todos subestimam a magnitude do incremento, quando uma análise mais cuidadosa de séries pluviométricas indica claramente que praticamente todo o incremento na precipitação anual de São Paulo e Belém (por exemplo) entre 1931/1990 e os dias de hoje só pode ter decorrido do crescimento das respectivas ilhas de calor; basta sair da área de influência destas cidades que as médias de chuva quase não se alteraram em muitas décadas, isso quando não houve redução (pois a ilha de calor também "suga" a chuva dos arredores em várias situações).  Belo Horizonte é outro caso clássico (aqui a ilha de calor também interage com as maiores altitudes na parte sul da cidade, que já favorecem naturalmente mais chuva).  Notem que praticamente nenhuma área de MG registrou um total pluviométrico anual muito acima da média em 2020, exceto... (até o extremo norte de BH está com um acumulado anual apenas um pouco acima da média em 2020, assim como  a maior parte da área das grandes represas, como mostrado por um colega de lá).

 

Hoje em dia é praticamente impossível a estação convencional do Inmet em Belém fechar um ano com chuva abaixo da média, mas basta checar estações no interior do PA que as chuvas abaixo da média aparecem com frequência aparentemente crescente.  No caso de Belém, a brisa do rio/Baía do Guajará (oeste da cidade) atravessa a ilha de calor belenense de oeste para leste, esta "ilha" faz as nuvens crescerem, e a estação convencional está perfeitamente posicionada numa área verde à leste da cidade, de forma a receber o máximo da precipitação "artificialmente" inflada pela bolha de calor.  Na área urbana de Belém, os acumulados anuais de 2020 (Cemaden, 2 estações sem falhas) estão uns 1000 mm abaixo dos registros do Inmet, apesar de não haver relevo significativo na área (como estes bairros estão mais próximos da água, fonte de um ar mais fresco, as nuvens só atingem o desenvolvimento máximo depois).  Este caso de Belém é extremo, pois a dinâmica atmosférica e a atuação das brisas quase não mudam ao longo do ano, de forma que o incremento nas médias pluviométricas ocorre em praticamente todos os meses do ano (quando em partes do Sul/Sudeste os incrementos causados pela ilha de calor tendem a se restringir à época mais quente e úmida, e mesmo nesta época também dependem do tipo de dinâmica que predomina, mais variável entre os anos, como mostra a chuva muito abaixo da média em 2019 na capital mineira).  São Paulo também tem suas particularidades, pois o "start' do processo convectivo ocorre já sobre a Serra do Mar, mas é quando o brisa vai atravessando a ilha de calor do sul para o norte que os temporais crescem para valer, embora em alguns meses com dinâmica peculiar (como janeiro de 2010) o predomínio de ventos continentais mude completamente o posicionamento "habitual" dos máximos induzidos pela ilha de calor.

 

O RJ também não fica imune à este efeito, embora o relevo muito acidentado da cidade (para complicar mais, colado ao mar) embole ainda mais as coisas (o efeito é maior em alguns bairros, e praticamente nulo em outros).  Mas a atuação da ilha de calor pode ser notada claramente em alguns eventos no Rio também, como no notável aguaceiro de 14/15 de fevereiro de 2018, quando nada menos que 9 pluviômetros diferentes dentro da cidade do Rio de Janeiro registraram mais de 100 mm em apenas 1 hora, e outro bateu nos 99,8 mm por hora (neste evento, a convecção explodiu ao adentrar os limites de cidade, pelo oeste, e perdeu força - se exauriu - um pouco antes de alcançar o Centro, talvez por efeito da brisa do mar; em Niterói, foi só uma chuvinha qualquer, apesar do espetáculo elétrico sobre a baía/direção do Rio).

 

Sobre Curitiba não tenho muitas informações, mas é evidente que a ilha de calor da cidade (muito significativa) também atua nas precipitações, e nestes dois últimos eventos mais intensos de chuva na capital paranaense o "dedo" da ilha de calor me pareceu particularmente evidente.  Em Porto Alegre a influência da ilha de calor também é notável, especialmente no verão (os temporais mais violentos da história recente da cidade se intensificaram sobre a área urbana).

 

Estudar os incrementos locais nas chuvas causados pelas ilhas de calor é um campo que merece muito mais atenção, mas esbarra um pouco na cada vez maior falta de séries pluviométricas longas e sem ou com poucas falhas (algo que por parte do Inmet já é certo que nunca mais veremos, salvo talvez as raras convencionais que escaparem do desmonte do órgão), e também na falta de interesse do grosso da comunidade acadêmica por "fuçar" nas bases de dados e analisar criticamente os dados (ou "fazer o trabalho bruto"), assunto que já tangenciei no último post.

Sempre achei que Fortaleza tem um média pluviométrica anual muito alta para a região em que se encontra.

 

Acordei com essa bela formação no mar, à nordeste daqui.

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Edited by Alexandre M
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10 horas atrás, Wallace Rezende disse:

 

Percebo que o potencial que as "ilhas de calor" urbanas têm para aumentar a intensidade das chuvas é bastante subestimado por muitos estudiosos.  O incremento da intensidade das chuvas sobre (ou perto) das ilhas de calor é geralmente admitido, embora uma minoria ainda trate como hipótese sem confirmação.  Mas quase todos subestimam a magnitude do incremento, quando uma análise mais cuidadosa de séries pluviométricas indica claramente que praticamente todo o incremento na precipitação anual de São Paulo e Belém (por exemplo) entre 1931/1990 e os dias de hoje só pode ter decorrido do crescimento das respectivas ilhas de calor; basta sair da área de influência destas cidades que as médias de chuva quase não se alteraram em muitas décadas, isso quando não houve redução (pois a ilha de calor também "suga" a chuva dos arredores em várias situações).  Belo Horizonte é outro caso clássico (aqui a ilha de calor também interage com as maiores altitudes na parte sul da cidade, que já favorecem naturalmente mais chuva).  Notem que praticamente nenhuma área de MG registrou um total pluviométrico anual muito acima da média em 2020, exceto... (até o extremo norte de BH está com um acumulado anual apenas um pouco acima da média em 2020, assim como  a maior parte da área das grandes represas, como mostrado por um colega de lá).

 

Hoje em dia é praticamente impossível a estação convencional do Inmet em Belém fechar um ano com chuva abaixo da média, mas basta checar estações no interior do PA que as chuvas abaixo da média aparecem com frequência aparentemente crescente.  No caso de Belém, a brisa do rio/Baía do Guajará (oeste da cidade) atravessa a ilha de calor belenense de oeste para leste, esta "ilha" faz as nuvens crescerem, e a estação convencional está perfeitamente posicionada numa área verde à leste da cidade, de forma a receber o máximo da precipitação "artificialmente" inflada pela bolha de calor.  Na área urbana de Belém, os acumulados anuais de 2020 (Cemaden, 2 estações sem falhas) estão uns 1000 mm abaixo dos registros do Inmet, apesar de não haver relevo significativo na área (como estes bairros estão mais próximos da água, fonte de um ar mais fresco, as nuvens só atingem o desenvolvimento máximo depois).  Este caso de Belém é extremo, pois a dinâmica atmosférica e a atuação das brisas quase não mudam ao longo do ano, de forma que o incremento nas médias pluviométricas ocorre em praticamente todos os meses do ano (quando em partes do Sul/Sudeste os incrementos causados pela ilha de calor tendem a se restringir à época mais quente e úmida, e mesmo nesta época também dependem do tipo de dinâmica que predomina, mais variável entre os anos, como mostra a chuva muito abaixo da média em 2019 na capital mineira).  São Paulo também tem suas particularidades, pois o "start' do processo convectivo ocorre já sobre a Serra do Mar, mas é quando o brisa vai atravessando a ilha de calor do sul para o norte que os temporais crescem para valer, embora em alguns meses com dinâmica peculiar (como janeiro de 2010) o predomínio de ventos continentais mude completamente o posicionamento "habitual" dos máximos induzidos pela ilha de calor.

 

O RJ também não fica imune à este efeito, embora o relevo muito acidentado da cidade (para complicar mais, colado ao mar) embole ainda mais as coisas (o efeito é maior em alguns bairros, e praticamente nulo em outros).  Mas a atuação da ilha de calor pode ser notada claramente em alguns eventos no Rio também, como no notável aguaceiro de 14/15 de fevereiro de 2018, quando nada menos que 9 pluviômetros diferentes dentro da cidade do Rio de Janeiro registraram mais de 100 mm em apenas 1 hora, e outro bateu nos 99,8 mm por hora (neste evento, a convecção explodiu ao adentrar os limites de cidade, pelo oeste, e perdeu força - se exauriu - um pouco antes de alcançar o Centro, talvez por efeito da brisa do mar; em Niterói, foi só uma chuvinha qualquer, apesar do espetáculo elétrico sobre a baía/direção do Rio).

 

Sobre Curitiba não tenho muitas informações, mas é evidente que a ilha de calor da cidade (muito significativa) também atua nas precipitações, e nestes dois últimos eventos mais intensos de chuva na capital paranaense o "dedo" da ilha de calor me pareceu particularmente evidente.  Em Porto Alegre a influência da ilha de calor também é notável, especialmente no verão (os temporais mais violentos da história recente da cidade se intensificaram sobre a área urbana).

 

Estudar os incrementos locais nas chuvas causados pelas ilhas de calor é um campo que merece muito mais atenção, mas esbarra um pouco na cada vez maior falta de séries pluviométricas longas e sem ou com poucas falhas (algo que por parte do Inmet já é certo que nunca mais veremos, salvo talvez as raras convencionais que escaparem do desmonte do órgão), e também na falta de interesse do grosso da comunidade acadêmica por "fuçar" nas bases de dados e analisar criticamente os dados (ou "fazer o trabalho bruto"), assunto que já tangenciei no último post.

 

Impecável!!

 

Eu, diariamente no meu trajeto casa-trabalho, percorro norte (Pampulha) a sul de Belo Horizonte e é notável como chove mais e com maior frequência na metade sul de BH, o que inclui toda a área central da cidade e os limites com Ibirité, Contagem e Nova Lima (municípios a sul da RMBH) e parte desses municípios também. Como você falou, são regiões bem mais serranas e o efeito da ilha-de-calor urbana se mistura às serras (basta ver a estação Cercadinho, localizada no bairro Buritis a 1200m, extremo sul da cidade, já bem fora do hipercentro, onde choveu mais que a estação convencional central). Há muitas exceções, porém é uma tendência de que tudo associado à termodinâmica seja favorecido nessas áreas. Não chega a ser gritante, mas um bom observador consegue perceber, muito interessante. Pra quem gosta de dinâmica de verão, tempestades e grandes CBs, é um bônus diante do ônus da diminuição do frio invernal por irradiação.

 

Já comentei aqui uma vez, enxergo esse fenômeno como se fosse uma "tentativa" de diminuir o aumento de temperatura nas áreas centrais. Obviamente que isso é só uma divagação minha mas, nos dias quentes de verão, ao chover mais e mais cedo nos grandes centros, a médias horárias podem ser levemente amenizadas, já que vai refrescar antes que em outros pontos. 

.

.

.

Nos últimos 2 dias, já não há mais vestígios da ZCAS por aqui. Tivemos o retorno do sol forte, associado com nebulosidade mais presente à tarde (padrão termodinâmica) e chuvas passageiras com raios à noite. Apesar do calor diruno de até 29ºC, essas precipitações têm deixado as temperaturas mínimas confortáveis, em torno dos 18°C e o ar límpido. Verão climático bem tranquilo até aqui.

 

 

Ontem (12/12), começo de manhã marcado por algumas nuvens altas, tempo fresco e um céu anil:

 

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Hoje pela manhã, bem parecido. Parece que a natureza está 'alegre' com o verão, todas as plantas floridas (Ipê de jardim e flamboyant, da esquerda pra direita e o picão amarelo, abaixo):

 

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Um bom domingo a todos

Edited by LeoP
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Ontem no fim da tarde ocorreu uma forte pancada de chuva próximo da zona urbana, em Pombal. Na cidade houve apenas alguns pingos e muita ventania. À noite chegou a chover na cidade mas não chegou a acumular algo, apenas molhou a terra.

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Há chance de novas pancadas de chuva isoladas hoje também.

Edited by CloudCb
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CB se formando agora perto de casa, a previsão é de chuva para toda a semana.IMG_20201213_101812_copy_3000x2250.thumb.jpg.9be8d6632d51b1f3df1940880c77b716.jpgIMG_20201213_102103.thumb.jpg.2bc22d76d25bf015c4a4955c320deeac.jpg

 

Na previsão acima se fala em calor úmido sufocante, nos últimos dias este foi o tempo predominante, a umidade mesmo com 32°/33° ainda fica na casa dos 40%.

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Forte calor ontem em SC, em Blumenau a mínima da manhã foi de 22,1C e a máxima atingiu os 37,2C antes das 15h com índice de calor máximo chegando a 46C. No fim da tarde teve temporais, inclusive bem fortes em alguns locais da região. Na Vila Itoupava, extremo norte de Blumenau, houve chuva extrema com 29mm registrados em apenas 15 minutos pelo AlertaBlu, e vendaval que derrubou árvores e galhos na rodovia Guilherme Jensen (SC-108), que liga Blumenau a Massaranduba. Aqui em casa choveu apenas 14,7mm e a temperatura mínima foi trocada pra 20,7C.

 

Registro da tarde de ontem em Guaramirim:

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Por coincidência a máxima em Mondaí ontem também foi de 37,2C

 

Hoje o dia começou mais ameno com mínima de 18,9C, com sol e céu limpo a temperatura disparou bastante (mas bem menos quente que ontem), faz 28,8C com 71% às 10:30:

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GRANDES ACUMULADOS DE CHUVA FORAM REGISTRADOS ENTRE ONTEM E HOJE DE MANHÃ NO VALE DO PARAÍBA E SUL DE MG.

 

ESTIMATIVA DO RADAR METEOROLÓGICO ATÉ AS 7:00 DE HOJE, APONTA ACUMULADOS DE 75-100mm EM VÁRIAS ÁREAS E MAIS DE 100mm EM ALGUMAS ÁREAS DE MG, INCLUINDO PRÓXIMO A MARIA DA FÉ.

 

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NA ESTAÇÃO AUTOMÁTICA DO INMET EM MARIA DA FÉ, O ACUMULADO NAS ÚLTIMAS 24 HORAS FOI DE QUASE 80mm

 

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já passamos da máxima de ontem.

Nem precisa de churrasqueira pro churras do domingo:

 

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IMagens de satélite das 11:50.  Nos sites de previsão, realmente indica instabilidade na RMPOA na segunda metade da tarde. Só no aguardo:

 

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Boletim de hoje do CPTEC falando em gradual aumento de instabilidade ao longo da semana por aqui na região Nordeste.

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PARA AMANHÃ, WRF PREVÊ UMA LI CORTANDO INTERIOR DE SÃO PAULO.

SERÁ?

 

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2 horas atrás, Alexandre M disse:

Sempre achei que Fortaleza tem um média pluviométrica anual muito alta para a região em que se encontra.

 

Acordei com essa bela formação no mar, à nordeste daqui.

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E é curioso que em vários estados a capital é justamente a mais chuvosa.

 

Fortaleza é o município mais chuvoso do Ceará.

Natal é o município mais chuvoso do RN.

João Pessoa é o município mais chuvoso da Paraíba.

 

Porém no caso de Fortaleza especificamente, a posição geográfica da cidade voltada para leste e estando diretamente no corredor dos ventos que "fazem a curva" no litoral setentrional do país é o que favorece chover tanto.

 

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Os ventos úmidos "quebram" quando chegam no litoral leste potiguar e fazem uma curva desviando da costa norte do RN e indo parar no litoral cearense, mesmo em cima de Fortaleza (aquela parte pontuda no litoral do CE). É por isso que o litoral norte do RN é considerado o mais seco do país, tendo áreas com apenas 500 mm de chuva anuais.

 

Como dá pra ver na miniatura, é um fenômeno recorrente que as vezes aparece em forma de "arcos" no satélite. O mesmo arco acontece no litoral do Piauí, que também é consideravelmente mais seco que as regiões vizinhas.

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Pancadas de chuva no noroeste paulista.

 

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POR VOLTA DAS 13:30 UMA FORTE PANCADA PASSOU POR SÃO JOSÉ DO RIO PRETO.

 

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EM ARAÇATUBA, AR BEM ABAFADO, MAS COM CHUVAS NAS REDONDEZAS.

 

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Edited by Maicon
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Pancada violenta de chuva em Porto Alegre, visibilidade restrita a menos de 100m. Possibilidade de microburst.

Rajada de mais de 50KT no aeroporto.

Edited by Mauro Dornelles
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Boa tarde à todos...

Começamos o domingo com céu limpo e temperatura amena. Vento noroeste e nuvens baixas após às 9h da manhã.AirBrush_20201213085133.thumb.jpg.bc808b7fe13891721af1db53d84a746d.jpg

Posteriormente, por volta do meio-dia apareceram as primeiras torres no oeste e logo surgiu a frente de temporal q levou chuva forte entre os setores noroeste, oeste e sudoeste, mas aki na vila, só algum chuvisco e refresco..

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Cobertura de nuvens mammatus e nada de chuva até às 14h30 👇AirBrush_20201213152020.thumb.jpg.75d9fdd0bee682046311427fb1eca4d1.jpg

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3 horas atrás, CloudCb disse:

Boletim de hoje do CPTEC falando em gradual aumento de instabilidade ao longo da semana por aqui na região Nordeste.

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Aqui no litoral pela manhã com bastante nuvens  e agora a tarde já se formou pancadas de chuva.

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28 minutos atrás, Eclipse disse:

Alguns vídeos do temporal aqui em POA:

 

 

 

 

 

 

 

AEROPORTO SALGADO FILHO: 90,7km/h

METAR SBPA 131800Z 28019G49KT 250V330 3000 TSRA BKN035 FEW040CB OVC070 27/22 Q1008=

 

AEROPORTO DE CANOAS: 70,3km/h

METAR COR SBCO 131800Z 29017G38KT 250V330 2500 +TSRA SCT016 SCT035 FEW040CB OVC080 24/21 Q1008=

 

INMET/ESTAÇÃO AUTOMÁTICA: 63km/h  (37,2mm EM 1 HORA)

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3 horas atrás, DaviOlrb disse:

 

E é curioso que em vários estados a capital é justamente a mais chuvosa.

 

Fortaleza é o município mais chuvoso do Ceará.

Natal é o município mais chuvoso do RN.

João Pessoa é o município mais chuvoso da Paraíba.

 

Porém no caso de Fortaleza especificamente, a posição geográfica da cidade voltada para leste e estando diretamente no corredor dos ventos que "fazem a curva" no litoral setentrional do país é o que favorece chover tanto.

 

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Os ventos úmidos "quebram" quando chegam no litoral leste potiguar e fazem uma curva desviando da costa norte do RN e indo parar no litoral cearense, mesmo em cima de Fortaleza (aquela parte pontuda no litoral do CE). É por isso que o litoral norte do RN é considerado o mais seco do país, tendo áreas com apenas 500 mm de chuva anuais.

 

Como dá pra ver na miniatura, é um fenômeno recorrente que as vezes aparece em forma de "arcos" no satélite. O mesmo arco acontece no litoral do Piauí, que também é consideravelmente mais seco que as regiões vizinhas.

Boa análise, todavia nesses vários anos que venho monitorando, percebo alguns municípios na região Norte do Estado que superam Fortaleza. Poderia citar Ibiapina, Granja e agora em 2020 Moraujo chegou aos 3.000mm contra 2.000mm em Fortaleza. Vale ressaltar que o monitoramento da Funceme deixa muito a desejar nesse aspecto, o que é lamentável.

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6 horas atrás, Rodolfo Alves disse:

GRANDES ACUMULADOS DE CHUVA FORAM REGISTRADOS ENTRE ONTEM E HOJE DE MANHÃ NO VALE DO PARAÍBA E SUL DE MG.

 

ESTIMATIVA DO RADAR METEOROLÓGICO ATÉ AS 7:00 DE HOJE, APONTA ACUMULADOS DE 75-100mm EM VÁRIAS ÁREAS E MAIS DE 100mm EM ALGUMAS ÁREAS DE MG, INCLUINDO PRÓXIMO A MARIA DA FÉ.

 

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NA ESTAÇÃO AUTOMÁTICA DO INMET EM MARIA DA FÉ, O ACUMULADO NAS ÚLTIMAS 24 HORAS FOI DE QUASE 80mm

 

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Esse evento de Maria da Fé foi bem extremo. Causou alagamentos significativos pela cidade, conforme algumas fotos enviadas pelo William:

 

 

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Queda dos 33,4 °C registrados pontualmente às 14h até os 22,2 °C registrados pontualmente às 16h, com 37,2 mm acumulados entre 15h e 16h (e + 1 mm entre 14h e 15h, no comecinho do temporal).

Já chegamos a 20,8 °C entre 15h e 16h, ultrapassando a menor temperatura registrada na madrugada, que foi 21,2 °C entre 4h e 5h.

A máxima do dia foi de 34,2 °C entre 13h e 14h. A mínima ainda está em aberto.

 

Imagem de satélite às 17h:

 

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Edited by Eclipse
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Balanço da MetSul sobre o temporal em POA e região:

 

https://metsul.com/temporal-provoca-transtornos-em-porto-alegre-e-regiao/

 

Trechos a seguir copiados do link acima (fonte: Metsul):

 

"O vento chegou a 87 km/h na medição da Força Aérea Brasileira no Aeroporto Salgado Filho, na zona Norte da Capital, mas devido ao efeito da topografia e do afunilamento do vento pelas construções, é certo que algumas rajadas ficaram perto de 100 km/h em parte da cidade.

 

O temporal veio com chuva torrencial acompanhada de rajadas de vento. Taxas de chuva instantânea (não acumulado) chegaram a variar entre 200 mm/hora e 300 mm/hora no pior momento da tempestade na capital gaúcha.

 

Os pluviômetros registraram em apenas uma hora 39 mm na Restinga, 37 mm na Cidade Baixa e 27 mm no Partenon.

 

Na estação do Jardim Botânico do Instituto Nacional de Meteorologia foram 37 mm em uma hora.

 

A média histórica de chuva de dezembro inteiro na Capital é de 101 mm. Isso significa que em alguns pontos de Porto Alegre choveu perto de 40% da média de chuva de todo o mês em apenas uma hora. O resultado foram alagamentos em diversos locais do Sul ao Norte da cidade. "

 

 

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Radar de Prudente fora do ar para manutenção.

Enquanto isto, belas nuvens no leste do MS avançando pelo interior de SP. Uma LI até começa a ser captada pelo radar de Bauru...

 

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Lá em José Bonifácio, só pancadinhas rápidas hoje, que acumularam 2mm.

 

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42 minutos atrás, Renan disse:

 

Esse evento de Maria da Fé foi bem extremo. Causou alagamentos significativos pela cidade, conforme algumas fotos enviadas pelo William:

 

 

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ACUMULADOS SIGNIFICATIVOS EM ASTA ÁREA.

 

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Apesar da Alta Pressão que se estabeleceu sobre boa parte do Nordeste, radar de Quixeramobim vai registrando chuvas isoladas na Paraíba, RN e Ceará. Fico triste quando vejo as projeções do INMET, nada dizem respeito ao que se pode observar analisando as animações de Satélite. Onde está o VCAN ? Porque não falam do Bloqueio ? Por aqui os ventos que estiveram fracos o dia todo, agora sopram com força, alguns momentos rajadas bem fortes.

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18 minutos atrás, Peregrine disse:

Apesar da Alta Pressão que se estabeleceu sobre boa parte do Nordeste, radar de Quixeramobim vai registrando chuvas isoladas na Paraíba, RN e Ceará. Fico triste quando vejo as projeções do INMET, nada dizem respeito ao que se pode observar analisando as animações de Satélite. Onde está o VCAN ? Porque não falam do Bloqueio ? Por aqui os ventos que estiveram fracos o dia todo, agora sopram com força, alguns momentos rajadas bem fortes.

 

Ainda é possível ver o VCAN no Nordeste.

Destaque em preto.

 

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A temperatura está acima da média em Dezembro para JF, ainda que sem destaque:

 

Média máx: 26,2°C (+00,9)

Media mín: 18,2°C (+01,2)

Média comp: 21,2°C (+00,6)

 

Porém, os próximos dias podem aumentar essa anomalia para uns +01,0 a +01,5. Vamos ter mais sol e menos chuva, garantindo máximas mais elevadas até Quinta-feira.

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Começo de noite com células de chuvas isoladas a meu nordeste.

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Em Pombal a tarde terminou com nuvens altas (foto abaixo). No momento não há nuvens no céu.

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15 horas atrás, Alexandre M disse:

Sempre achei que Fortaleza tem um média pluviométrica anual muito alta para a região em que se encontra.

 

 

11 horas atrás, DaviOlrb disse:

 

E é curioso que em vários estados a capital é justamente a mais chuvosa.

 

Fortaleza é o município mais chuvoso do Ceará.

Natal é o município mais chuvoso do RN.

João Pessoa é o município mais chuvoso da Paraíba.

 

Porém no caso de Fortaleza especificamente, a posição geográfica da cidade voltada para leste e estando diretamente no corredor dos ventos que "fazem a curva" no litoral setentrional do país é o que favorece chover tanto.

 

 

Os ventos úmidos "quebram" quando chegam no litoral leste potiguar e fazem uma curva desviando da costa norte do RN e indo parar no litoral cearense, mesmo em cima de Fortaleza (aquela parte pontuda no litoral do CE). É por isso que o litoral norte do RN é considerado o mais seco do país, tendo áreas com apenas 500 mm de chuva anuais.

 

Como dá pra ver na miniatura, é um fenômeno recorrente que as vezes aparece em forma de "arcos" no satélite. O mesmo arco acontece no litoral do Piauí, que também é consideravelmente mais seco que as regiões vizinhas.

 

Com certeza as capitais litorâneas do NE também sofreram algum impacto da urbanização/ilha de calor urbana no comportamento das chuvas, embora o fato de quase todas estarem entre as cidades mais chuvosas dos seus respectivos estados seja mais por coincidência mesmo (fatores geográficos).

 

Fortaleza, junto com o Rio de Janeiro, tem a série pluviométrica mais antiga do Brasil, com dados mensais desde meados do século XIX.  Comparando os dados anuais mais antigos com os últimos anos, o que chamou mais a minha atenção no caso da capital cearense foi que antes havia uma variabilidade muito maior entre anos muito secos (com 500/700 mm de acumulado anual) e muito chuvosos (bem acima dos 2000 mm, ocasionalmente acima dos 2500 mm).  Nos últimos tempos, parece não haver uma mudança significativa nos totais dos anos mais chuvosos, mas os anos mais secos se tornaram claramente menos secos, com totais anuais abaixo dos 1000 mm muito menos frequentes.  O crescimento da ilha de calor deve ser um dos fatores responsáveis por este aumento da média dos anos mais secos, embora estudos mais aprofundados sejam necessários para quantificar isso melhor, ou mesmo encontrar alguma outra causa dominante para o fenômeno, se é que há uma “causa dominante”.

 

Voltando ao caso de Belém, gostaria hoje de fazer um paralelo com Macapá, cidade que, além de ter uma ilha de calor bem menor, conta com uma estação convencional totalmente fora da zona de influência da ilha de calor principal, mais próxima da Ilha de Santana, e quase na beira do rio.

 

Enquanto Macapá (conv) acumula 2177,5 mm em 2020 até hoje (13/12), valor abaixo da média que certamente não será alcançada (2549,7 mm entre 1981 e 2010), Belém (conv) está com surreais 4323,4 mm, de longe o maior total do estado e muito acima da média 1981/2010 de 3084 mm (média que será maior na normal vigente a partir do ano que vem).  As duas estações estão com dados completos em 2020.  A automática de Macapá fica num local totalmente distinto, e apresenta totais mais elevados que a convencional em 2020 (mesmo assim, nada que se aproxime do "outlier" que é a convencional de Belém), mas não dispõe de médias históricas.

 

Na comparação entre as médias 1961/1990 e 1981/2010, Macapá conv (quase sem influência da ilha de calor) foi de 2571,5 mm para 2549,7 mm, uma alteração desprezível.  Já Belém conv tinha média de 2893,1 mm entre 1961 e 1990, e passou para 3084 mm entre 1981 e 2010, um aumento bem significativo (que continua se acelerando).  A comparação Belém (conv) x Macapá (conv) parece reforçar a influencia da ilha de calor nas precipitações, pois ambas se encontram mais ou menos na mesma zona, e se houvesse alguma causa de grande escala para o aumento das médias pluviométricas este aumento seria detectado nos dois locais.  Estações bem mais próximas de Belém, mas sem impacto da ilha de calor (como Soure), também se aproximam mais do ocorrido em Macapá (houve redução de quase 100 mm na média anual de Soure entre 1961/1990 e 1981/2010), embora nos últimos anos os dados de Soure tenham ficado muito inconstantes.

 

Voltando ao monitoramento, hoje tivemos pancadas rápidas e de certa forma inesperadas de chuva entre o final da manhã e o começo da tarde (com trovoadas) na RM do RJ.  Como a chuva durou pouco, os acumulados não foram altos, com média na cidade do Rio de 6,2 mm.  O total mensal médio na capital fluminense subiu para 109,1 mm, o maior para dezembro desde 2016 (118,4 mm, e desde 2017 vem ficando abaixo dos 100 mm).  Pelo horário da chuva, a temperatura máxima ficou um pouco abaixo do esperado, mas ainda assim a tarde foi abafada, com alguns bairros encostando nos 30ºc sob as fracas aberturas de sol ocorridas a partir do meio da tarde.

 

Edited by Wallace Rezende
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NÃO TINHA OUTRO DIA PARA FAZER MANUTENÇÃO DO RADAR DE PRUDENTE?????

 

LINDA LI AVANÇANDO PELO ESTADO DE SP.

 

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IMPRESSIONANTE ESTAS NUVENS!!!

 

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Edited by Maicon
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Interessante hoje aqui no ABC, deu várias pancadas fortes de chuva e o céu estava aterrorizante de escuro porém, não vi um raio ou ouvi um trovão sequer. Agora que fui observar o primeiro raio no horizonte.

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12 minutos atrás, Maicon disse:

 

Ainda é possível ver o VCAN no Nordeste.

Destaque em preto.

 

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Essa é uma análise do INMET, ao meu ver, equivocada. É justamente o que já falei há algum tempo atrás. Janeiro de 2020 um forte VCAN se formou no litoral do Ceará, a Funceme inseria um "escadinha" sobre o VCAN e dizia tratar-se da ZCIT. 

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Chuva sem transtornos no momento na RMPOA, trazendo um bem-vido refresco! Estamos com temperaturas agradáveis desde o temporal.

A semana terá calor, mínimas altas, mas nada muito cruel. O abafamento estará naturalmente presente, afinal é época. Porém, a segunda-feira será relativamente agradável:

 

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ENORME LI.

DO VALE DO RIBEIRA ATÉ O NORTE DE SP.

 

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Por aqui, um dia quente, com sol e variação de nuvens ao longo do dia, sem ameaça de chuva. A variação ficou em 20/30C com umidade baixando pra 50% à tarde.

 

No período vespertino, uma densa camada de cirrus tapou bem o sol:

 

20201213_160650.thumb.jpg.a73a063f7929300ca3393837d7600928.jpg

 

Para os próximos dias, o sol deve predominar, com calor (19/31C), alguns períodos de muitas nuvens e baixa chance de chuva. Mas já na sexta voltam as pancadas e muita chuva já aparece na previsão da semana do Natal.

Edited by LeoP
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