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Brasil Abaixo de Zero
Rodolfo Alves

Furacões no Atlântico Norte e Pacífico Leste e Central - 2020

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47 minutos atrás, PabloMartins disse:

image.png.1352f49eefbe220829cb8f934eb046f2.png

Fiz uma pequena ilustração de como está a organização de 99L, vou explicar algumas coisas que até venho aprendendo ao longo do tempo e olhando vídeos de pessoas bem mais especializadas. 

 Em torno desse círculo vermelho, PROVAVELMENTE é onde está se estabelecendo a rotação (centro) de 99L nas baixas e médias camadas, que são as que mais importam lógico. Se tu visualizar as imagens de satélite em visível isso é muito perceptível, algo está se organizando ali e como há nas últimas horas uma atividade convectiva em crescimento ali, provavelmente é ali mesmo onde está amadurecendo a circulação. 

 Em azul, eu coloquei as setas de onde o fluxo nos baixos níveis da atmosfera estão se organizando e tu também consegue observar isso nas imagens que há um lindo fluxo de umidade se estabelecendo aqui. 

Em preto, eu coloquei as setas do outflow lindo que 99L está adquirindo graças à um anticiclone nos níveis médios-altos da atmosfera.

 O que da a entender que 99L está em condições muito favoráveis para seu desenvolvimento e intensificação, e a ciclogênese esta próxima de ocorrer. AINDA há algum ar seco em médios níveis, e isso a gente consegue ver nas imagens de satélite em vapor da água e infravermelho. NÃO HÁ QUALQUER SINAL DE "EYE FEATURE" como nosso colega mencionou acima. 

 Meu palpite é que 99L se consolide no máximo até amanhã e podemos sim ver Nana antes do início de Setembro, este sistema em potencial vai percorrer áreas bem favoráveis, portanto o Oeste do Caribe precisa ficar muito de olho, estamos no período do pico e que no Caribe e em 2020 tudo pode acontecer, né?!? E sinto que Nana pode virar algo grande. 

Ok... Digam que que foi impressão minha!

É questão de tempo para sair um Nana. Não espero tanto desenvolmento, mas talvez possa atingir *NO MÁXIMO* um categoria 2.

A temporada de 2020 tem ido num ritmo recorde desde Cristobal.

Como ninguem mencionou, mencionarei.

Nessa decada, temos 3 temporadas que tiveram sistemas com a letra D antes de Julho (2012, 2016 e 2020).

Das três que falei acima, 2 não formaram um unico sistema se quer em Julho. Só em 2020.

Após alguns recordes no inicio da temporada de 2016, muita gente esperava uma temporada hiperativa. Isso ja era um prato perfeito pro povo fazer clickbait no youtube.

Falhou. Julho n gerou m*rda nenhuma e chegou até no Otto.

2020 gerou recordes que ate então pareciam dificeis de serem quebrados.

2020 bateu os benditos recordes numa boa.

Mas esses recordes foram batidos geralmente por ciclones bundas, exemplo disso foi Edouard, que se comparado ao antigo detentor do recorde, o Furacão Emily, Edouard vira pó.

Como dizia o @PabloMartins mais no fundo do topico, a comparação de ACE de 2020 e 2005 vem sendo horrivelmente vengonhosa. 2005 ja estava perto do 100 em ACE, 2020 n chegou nem na cintura de 2005.

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3 horas atrás, Felipe F disse:
4 sistemas sendo acompanhados no Atlântico
 

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Nana, Omar, Paulette e Rene

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Posted (edited)

https://twitter.com/MikeTheiss/status/1300503605527576577?s=20

 

Essa é pro povo que não ta dando crédito às tempestades por não provocarem nenhum registro de vento no qual o NHC determina a intensidade... O pessoal do Windy Palms Project registrou rajada de vento de 154 mph durante a passagem do Furacão Laura no oeste da parede do olho, que não é a mais forte. 

Edited by PabloMartins
Não consigo formatar para aparecer o tweet
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2 horas atrás, PabloMartins disse:

https://twitter.com/MikeTheiss/status/1300503605527576577?s=20

 

Essa é pro povo que não ta dando crédito às tempestades por não provocarem nenhum registro de vento no qual o NHC determina a intensidade... O pessoal do Windy Palms Project registrou rajada de vento de 154 mph durante a passagem do Furacão Laura no oeste da parede do olho, que não é a mais forte. 

 

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Posted (edited)
4 horas atrás, PabloMartins disse:

https://twitter.com/MikeTheiss/status/1300503605527576577?s=20

 

Essa é pro povo que não ta dando crédito às tempestades por não provocarem nenhum registro de vento no qual o NHC determina a intensidade... O pessoal do Windy Palms Project registrou rajada de vento de 154 mph durante a passagem do Furacão Laura no oeste da parede do olho, que não é a mais forte. 

 

Rajadas máximas tendem a superar facilmente os ventos sustentados máximos, isso não é novidade alguma, e “terra adentro” esta diferença tende a ser ainda maior que sobre o oceano na beira da praia.  Todas estas rajadas que você mencionou são compatíveis com ventos sustentados máximos entre 20 e 30 Mph abaixo do indicado pelo NHC.  Se fossemos nos basear em rajadas, o ciclone Olivia na Austrália seria o mais forte da história (claramente não foi, nem da bacia onde ocorreu).

 

Enquanto isso, temos o seguinte fato: o maior registro de vento sustentado na parede do olho de Laura até agora (pode não ter sido na parte mais forte, mas certamente não foi na mais fraca) sequer chegou a 105 mph.  E, se o vento sustentado máximo chegou perto das 130 mph (o que acredito que pode ter acontecido), foi numa área muito pequena, o que de forma alguma exclui a possibilidade de algumas rajadas bem mais fortes.  O Furacão Gustav (oficialmente 140/150 mph) produziu uma rajada de 212 mph (340Km/h) em Paso Real de San Diego (Cuba) antes do anemômetro ser derrubado pelo vento, e este registro foi atribuído ao afunilamento do vento causado peles serras ao norte (em outros casos, vórtices embutidos na circulação maior podem causar máximos isolados parecidos, o que seria o caso de Olivia).  No caso de Laura mesmo, o "caçador" de ciclones Josh Morgerman, em seu relato no Facebook, descreveu uma súbita e muito forte rajada de vento no limite exato do olho em Sulphur (LA), que a ele pareceu ter sido a mais forte registrada durante o sistema.

 

A estação de St Barts que registrou uma rajada de 199 mph era uma Davis particular (na segunda metade do furacão era foi atingida por destroços e parou de funcionar, o vento na primeira parte veio de uma direção “limpa”, sem fontes de detritos). Suponhamos que o registro seja fiável (eu não considero suspeito, a princípio)...  A estação fica numa ilha que foi atingida por duas paredes do olho (e pelo próprio olho) de um furacão provavelmente de categoria 5, embora longe de ser um piores exemplares desta categoria (pressão mínima de 915/916 mb medida na ilha pela estação da Meteo-France), e o local exato da Davis era/é o alto de um penhasco virado para o norte de frente para o mar, onde os ventos de norte (antes do olho) foram facilmente acelerados pelo próprio relevo nas rajadas.  Mesmo uma parede de olho com ventos sustentados em condições padrão de 140/150 mph (a parede mais forte passou entre St.Martin e Anguilla) poderia ter provocado uma rajada desta magnitude (200 mph) num local tão exposto e elevado.

 

A maneira como NHC usualmente superestima a intensidade dos furacões (e isto vale para tempestades muito fracas também, foi uma piada Marco ainda ser classificado como tempestade tropical no “landfall” quando o centro do sistema já estava totalmente destruído e sequer chovia ou ventava forte nos arredores, só porque havia instabilidades do lado leste do centro com rajadas muito acima do solo de 40 mph) fez com que algumas pessoas perdessem a noção de que ventos sustentados mesmo em torno ou um pouco abaixo de 100 mph (com rajadas de 120/140 mph) são capazes de causar danos muito grandes e generalizados (estamos falando de rajadas acima dos 200 Km/h!), e acham que tentar colocar um pouco os pés no chão é uma tentativa de subestimar os sistemas.  Barry no ano passado foi outro exemplo clássico de tempestade superestimada, foi elevado à furacão com uma apresentação que deixaria muita tempestade tropical constrangida, somente por conta de registros feitos por SFMR e de uma estação bem acima da altura padrão (a antiga e mais correta noção de que os ventos devem ser estruturais - causados pelo gradiente de pressão do sistema em si - desapareceu do NHC, hoje eles basicamente caçam rajadas em células isoladas para estimar a intensidade do sistemas mais fracos, transformando qualquer sistema minimamente organizado numa tempestade tropical de 50/60 mph).

 

Mas você claramente está com o NHC nessa, e não pretendo te fazer mudar de ideia, assim como você não vai me fazer mudar com dados de rajadas isoladas, que dizem muito pouco sobre os ventos sustentados máximos.  Depois que o NHC (mesmo na reanálise recente, que só fez uma diminuição protocolar da velocidade dos ventos para 175 mph, e ainda “abaixou” a pressão no momento do "landfall" para 900 mb) ignorou todas as evidências de que Camille enfraqueceu mais antes de tocar o solo e se agarrou a registros minoritários e jamais testados ou mesmo devidamente rastreados (que não foram corroborados por danos causados por vento em solo) passei e vê-los com outros olhos, e nos últimos anos a coisa não melhorou nada.  Enquanto isso, a matilha ativista raivosa (cuja raiva só é superada pela ignorância) continua se valendo das fotos de danos causados por “storm surge” para sustentar que Camille teve ventos excepcionais, muito acima de 200 mph (casas varridas pelas fundações!!!!!), mesmo após o pseudo-recuo (emenda pior que o soneto) do NHC.

 

OBS: Não fui claro neste aspecto, mas não considero que o NHC superestima todos os furacões em 20/30 mph, cada caso é diferente.  Exemplos: estou bem mais satisfeito com as intensidades máximas de Andrew (revista para cima) e Charley (sistemas de olho pequeno, tendem a concentrar mais energia na parede) que com as dos sistemas mencionados no outro post, e no caso de Maria considero que chegaram mais perto da intensidade real em Dominica que em Porto Rico, onde os ventos em superfície não foram tudo isso nas áreas baixas, e as mortes diretas foram todas por enchentes/deslizamentos (o radar destruído fica no topo de uma montanha).

Edited by Wallace Rezende
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TD15 se forma.

Deve ser mais um nome desperdiçado em uma fraca tempestade tropical.

 

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TD16

 

Citar

AL, 16, 2020090112,   , BEST,   0, 160N,  768W,  35, 1005, LO,  34, NEQ,   70,    0,    0,   70, 1011,  120,  70,   0,   0,   L,   0,    ,   0,   0,    SIXTEEN, D,  0,    ,    0,    0,    0,    0, genesis-num, 033, TRANSITIONED, alB92020 to al162020, DISSIPATED, al162020 to al992020, TRANSITIONED, alC92020 to al162020,

 

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NHC will initiate advisories on the low pressure area south of Jamaica at 11 AM EDT (1500 UTC).

 

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1 hora atrás, Felipe F disse:

TD 15 E 16

 

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Na verdade não era TD 16 era algo tipo "possível ciclone tropical 16", sem usar a tradução literal, era um sistema que pecava em centro fechado em baixos níveis....

Pois então, eles o encontraram finalmente o centro fechado e bem compacto e com ventos de incríveis 55 nós!!!!!!!!

AL, 16, 2020090112, , BEST, 0, 163N, 768W, 45, 1004, TS

 

Bem vinda, Nana. Apesar de que pelo último aviso público de 15L, Nana se formou já na costa leste dos Estados Unidos e novamente eles foram conservadores e preservaram apenas como depressão tropical rs.

"

Tropical Depression Fifteen Discussion Number   4
NWS National Hurricane Center Miami FL       AL152020
1100 AM EDT Tue Sep 01 2020

The depression has become better organized this morning with the 
center embedded in the western side of a growing area of deep 
convection.  An earlier buoy report recorded adjusted maximum winds 
of 32 kt, and roughly half of the estimates show that the depression 
is a tropical storm.  Conservatively, the winds will be held at 30 
kt until we will see what the scatterometer shows this afternoon.  
Increasing shear is expected to limit any significant strengthening, 
although it does seem more likely than not that this system will 
barely make it to a tropical storm later today."
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Nana pode fazer landfall como furacão de categoria 1.

gráfico de cone

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Restam apenas 6 nomes.

 

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Edited by Felipe F
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Omar. Nome sugestivo em português pra uma tempestade tropical.

A partir de agora, todos os nomes restantes do alfabeto latino serão usados pela primeira vez. 

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A temporada de 2020 no Atlântico Norte segue absolutamente medíocre, é até constrangedor ver tanta gente falando em “temporada hiperativa” no meio de tanto "lixo".  Imagino como chamariam 2005 então...

 

Laura por enquanto foi um ponto fora de curva, e surgem mais indícios de que a atuação de mesovórtices foi responsável por algumas áreas de danos mais severos, incluindo a destruição do radar de Lake Charles.  A imagem abaixo foi uma das últimas capturadas pelo radar (que fica no aeroporto de Lake Charles, bem ao sul da cidade).  No momento em que esta imagem foi capturada, a parede norte/nordeste do olho (mais forte) já havia passado, o radar estava dentro do olho e a parede sul/sudeste (mais fraca, segundo todos os relatos) estava prestes a alcançar o radar.  Apesar de ter sobrevivido à parte mais forte do olho, o radar foi destruído logo que a parede sul começou a afetar o local, o que por si só já sugeriria a atuação de algum fenômeno mais localizado, embebido na circulação maior do ciclone.  Lembrando que estes máximos causados por fenômenos isolados dentro da parede do olho jamais são levados em conta na definição da intensidade do sistema.

 

EDIT (02/09): Após uma pesquisa mais detalhada, descobri que imagem abaixo não é do radar de Lake Charles, mas sim uma composição dos radares mais próximos (como Houston e Shreveport).  A última imagem do radar de Lake Charles foi divulgada às 00:53, quando o local estava na parede norte (mais forte) do olho mesmo.  Depois deste horário não houve mais transmissão de imagens por perda de comunicação, mas não se sabe o horário exato da destruição do radar, ainda que muito provavelmente ela tenha ocorrido durante a atuação da própria parede norte, ao contrário do que eu disse anteriormente.  O escritório do NWS de Lake Charles foi evacuado antes do furacão, devido ao risco de inundação por "storm surge" (que acabou não se concretizando).  Como o aeroporto (onde fica o radar destruído) teve rajadas de ao menos 132 mph (212 Km/h), e o próprio radar está numa altura muito maior que o anemômetro (ao menos 20 metros de altura a torre do radar), seguramente as rajadas foram mais fortes na altura do radar, ainda mais levando em conta a provável ocorrência de mesovórtices.

 

 

LCH.png.a24ae58afe4cdf8d1e3f130a3cf6d5a8.png

 

E eis que um experiente caçador de tempestades que visitou o local registrou um padrão de danos totalmente compatível com uma estreita faixa de ventos mais intensos, reforçando esta hipótese...

 

 

928671035_LCHJeff.png.23bd5eb1697537e315bcc5857b2b77df.png

Edited by Wallace Rezende
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Nana segue bem desorganizada devido ao forte cisalhamento.

Um voo de reconhecimento está em andamento e apesar da aparência encontrou um ciclone perto da força de furacão de categoria 1.

Nana deve fazer landfall em Belize dentro de algumas horas.

 

Imagem

 

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Modelos seguem indicando o risco de uma série de sistemas na primeira quinzena de Setembro.

Resta saber se vai ser tudo fracas e cortadas tempestades tropicais ou algum furacão decente.

 

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Nana fez landfall em Belize como furacão de categoria 1.

No momento o ciclone está na Guatemala com força de tempestade tropical.

 

Landfall

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Edited by Felipe F
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EURO segue indicando vários sistemas no Atlântico.

Peixes em pânico! 

 

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19 horas atrás, Felipe F disse:

EURO segue indicando vários sistemas no Atlântico.

Peixes em pânico! 

 

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Olha o Europeu te mantido essa onda tropical saindo da África e ganhando força ao entrar no oceano ao ponto de afetar o Senegal e a Gâmbia com força e característica de tempestade tropical e o Cabo Verde talvez até como furacão. Enfim é só uma saída do ECMWF

EQVdyWw.png

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