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Eclipse

Prof. Molion - Métodos de Previsão por Similaridade

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Pessoal, os prognósticos do prof. Molion costumam considerar variáveis que usualmente não são consideradas nos modelos (segundo ele mesmo diz), como por exemplo o efeito da Lua sobre as marés, acompanhados de analogias com o que ocorreu em anos anteriores.

Tenho curiosidade em saber o que vocês acham sobre esse método dele e se faz sentido aplicar a analogia com o ano 2003 para 2020. Esta é a analogia que o Molion fez ao dar aquela entrevista para o Notícias Agrícolas.

Edited by Eclipse
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Vocês me desculpem, mas tenho 0 admiração por um terraplanista na meteorologia, qualquer coisa que ele falar terá credibilidade 0 por mim.

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Eu concordo com o Augusto, a previsão dele vale menos que uma nota de 3 reais...

 

Em 2016 esse cara falou que entraríamos numa super la nina de uns 3 anos. to esperando até hoje 😂

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Pessoal, bom saber que eu estava errado quanto à credibilidade dele então. Até  porque realmente o ano 2003 foi desastroso em frio, e essa analogia dele me preocupou haha

Eu comecei a ver muitas entrevistas dele de 2016 para cá, e talvez eu tenha me iludido pela figura de professor, e também pela retórica dele.

Este fórum também está sendo bom para ver a opinião de vocês que estudam Meteorologia há um bom tempo e têm uma boa noção da credibilidade de cientistas da área.

Edited by Eclipse
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53 minutos atrás, Eclipse disse:

Pessoal, bom saber que eu estava errado quanto à credibilidade dele então. Até  porque realmente o ano 2003 foi desastroso em frio, e essa analogia dele me preocupou haha

Eu comecei a ver muitas entrevistas dele de 2016 para cá, e talvez eu tenha me iludido pela figura de professor, e também pela retórica dele.

Este fórum também está sendo bom para ver a opinião de vocês que estudam Meteorologia há um bom tempo e têm uma boa noção da credibilidade de cientistas da área.

 

Eclipse, eu já conheci o Molion pessoalmente, em 2008, num congresso de geografia. Pessoa muito bacana, com didática boa, mas infelizmente suas teorias vieram por água abaixo nessa década passada, a mais quente da história no planeta. Há pouco espaço para ser negacionista das mudanças climáticas antropogênicas atualmente, até mesmo no BAZ onde antigamente a maioria era negacionista, hoje uma grande parte já se "converteu" também. O mesmo se pode falar do professor Ricardo Felício, ainda hoje usado como referência por alguns céticos conservadores, mas isolado do consenso científico. 

 

Mas me diga aí, qual é o principal método de análise usado pelo Molion ? Com base em quê ele diz que 2020 será semelhante a 2003 ? No site do NOAA, um dos principais análogos para este ano atual é ninguém menos que o fatídico 2013, hehehe.

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30 minutos atrás, Renan disse:

 

Eclipse, eu já conheci o Molion pessoalmente, em 2008, num congresso de geografia. Pessoa muito bacana, com didática boa, mas infelizmente suas teorias vieram por água abaixo nessa década passada, a mais quente da história no planeta. Há pouco espaço para ser negacionista das mudanças climáticas antropogênicas atualmente, até mesmo no BAZ onde antigamente a maioria era negacionista, hoje uma grande parte já se "converteu" também. O mesmo se pode falar do professor Ricardo Felício, ainda hoje usado como referência por alguns céticos conservadores, mas isolado do consenso científico. 

 

Mas me diga aí, qual é o principal método de análise usado pelo Molion ? Com base em quê ele diz que 2020 será semelhante a 2003 ? No site do NOAA, um dos principais análogos para este ano atual é ninguém menos que o fatídico 2013, hehehe.

 

Eu até lia o Molion com alguma curiosidade, mas é só procurar por entrevistas recentes para você ver que ele erra muito mais que acerta. Tem uma dele prevendo um inverno rigoroso em 2018, por exemplo. Como sabemos, esteve longe disso...

 

De qualquer modo, 2003 foi ano de inverno de um mês só. São Paulo teve onze mínimas abaixo de 10 graus, sendo nove delas em agosto. 

 

Falando em 2013, seria interessante recuperar o que os institutos previam para aquele inverno...

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50 minutos atrás, Renan disse:

 

Mas me diga aí, qual é o principal método de análise usado pelo Molion ? Com base em quê ele diz que 2020 será semelhante a 2003 ? No site do NOAA, um dos principais análogos para este ano atual é ninguém menos que o fatídico 2013, hehehe.

 

 

Renan, ele não deixa claro  como ele faz essas analogias, e isso é um problema, uma vez todos nós sabemos que qualquer método científico deve deixar explícita a cadeia de etapas que leva a um resultado.

Não consegui encontrar nenhum artigo que descreva em que ele se fundamenta ao propor tais analogias. Não é sequer via um algoritmo, nem por algum mais sofisticado aplicando ciência de dados, também não é nenhum modelo surrogate (aqueles que usam históricos de saídas para predizer novos comportamentos). É simplesmente "tal ano tava assim, depois veio isso, então vai rolar isso" - bem nessas mesmo. Pra mim, e creio que pra todos nós, esse tipo de abordagem não é ciência, é um migué que a pessoa aposta que vai convencer com base na impressão de que ela mesma transmite credibilidade por ser um pesquisador antigo. Chega a ser anticientífico até, e um mal exemplo para jovens pesquisadores que talvez o idolatrem (como eu já o idolatrei, por desinformação e falta de cuidado de minha parte - mas felizmente vacinado agora com esse tópico) .

Agradeço a vocês por me ajudarem a rever meus conceitos quanto a esse profissional.

 

Quanto às analogias:

 

Essa analogia de 2020 com 2003 ele disse na entrevista mais recente dada por para o Notícias Agrícolas. Disse que 2021 será análogo a 2004, e que a La Niña custará a aparecer, talvez só em 2022. Todos os modelos indicam LN para fim de 2020, mas ele discorda. Tá realmente difícil dar crédito para ele - eu vou confiar nos modelos. Eu quero também uma fundamentação teórica também para esse "método" dele, mas ele não a disponibiliza em nenhum meio dentre os quais eu procurei. Então, ao meu ver, ele tá só seguindo intuição, e para isso não precisamos de cientistas, basta leigos em correntes de whatsapp.

 

Renan, outra analogia que lembrei agora foi feita em 2018, quando ele disse que o ano análogo era 2000. Entretanto, 2000 teve frio democrático e 2018 teve frio concentrado no RS, e foram no geral invernos diferentes, apesar de bons por aqui (óbvio que 2000 foi bem melhor). Para mim, o resultado final indica que a analogia não funcionou.
 

 

 

Mas fiquei feliz com essa estabelecida pela NOAA (essa sim dá para confiar). 2013 foi um ótimo ano, apesar do frio de verdade somente ter aparecido em Julho (Junho foi meia -boca aqui no RS). Mas depois foi maravilhoso. E parece que é o que vem sendo apontado para o Junho  que vem por aí , né? hehe

 

Edited by Eclipse
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Em 2017 o Molion acertou na mosca a La Niña, enquanto ainda havia modelos prevendo El Niño, mas em 2018 ele errou na manutenção da La Niña e num inverno padrão 2000, naquele ano entrou um El Niño fraco em outubro, quanto a 2003 aquele ano esfriou bem em setembro no sul do Mato Grosso, mas longe de ser um frio histórico, avançando 10 anos, para 2013, aquele ano parecia que nunca ia fazer frio aqui, quando então em julho o frio veio com tudo, teve caráter histórico no Mato Grosso, depois veio mais dois frios até fortes em agosto e um no fim de setembro, nada muito intenso, mas extraordinário por já ter já entrado na primavera. 

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E quando que teremos um ano análogo a 2009 ou 2012? Anos em que a estação de inverno foi "chuvosa" aqui no interior de SP, a diferença é que 2009 as temperaturas médias mínimas ficaram um pouco acima da média, já em 2012 eram dias frios seguidos de bons volumes de chuva. Que saudades!
2014892328_ScreenShot2020-03-24at17_18_57.thumb.png.79b7f6b674481ff360b8f25b6eb299ba.png

Dados da DAEE em Cafelândia-SP. 

Sobre o Molion eu assisti uma palestra dele uma vez na UFLA em 2013 se não estou enganado, foi uma palestra excelente. A questão é esse negacionismo que fica difícil de engolir, uma vez todas as estações pelo mundo que eu já consultei (inclusive as marítimas) na média apontam tendência de aquecimento. O Ricardo Felício é outro que segue essa linha, talvez o que seja válido é se o fator antropogênico é determinante ou um co-autor desse aquecimento global. Depois que ele afirmou sem nenhum estudo científico que a Amazônia está lá porque chove e não o inverso eu parei de dar credibilidade para ele (em uma entrevista no Jô). Como um cientista pode afirmar isso sem uma pesquisa ou artigo publicado numa revista de impacto? Fica difícil. Sobre esse panorama montado pela NOAA @Eclipse, eu ainda não vi a respeito. Publicaram aqui no BAZ? Fiquei uns dias sem frequentar o grupo. Valeu!

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26 minutos atrás, Lucas Centurion disse:


 O Ricardo Felício é outro que segue essa linha, talvez o que seja válido é se o fator antropogênico é determinante ou um co-autor desse aquecimento global. Depois que ele afirmou sem nenhum estudo científico que a Amazônia está lá porque chove e não o inverso eu parei de dar credibilidade para ele (em uma entrevista no Jô). Como um cientista pode afirmar isso sem uma pesquisa ou artigo publicado numa revista de impacto? Fica difícil. Sobre esse panorama montado pela NOAA @Eclipse, eu ainda não vi a respeito. Publicaram aqui no BAZ? Fiquei uns dias sem frequentar o grupo. Valeu!

 

Estudar a influência das chuvas na Amazônia, e vice-versa, é muito importante, mas considero uma estupidez sem tamanho transformar isso numa discussão do tipo “a Amazônia está lá porque chove” ou “chove porque a Amazônia está lá”.  Combina com estes tempos de polarização burra e cega em que estamos vivendo, mas não é ciência.

 

É evidente que as duas estão relacionadas, que se “tirar” a Amazônia vai chover menos, se chover menos a floresta vai sofrer alterações, e se chover muito pouco não haverá floresta.  Neste tema, cientistas de verdade não caem nesta tentação de “ou isso ou aquilo”.

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35 minutos atrás, Lucas Centurion disse:

 Sobre esse panorama montado pela NOAA @Eclipse, eu ainda não vi a respeito. Publicaram aqui no BAZ? Fiquei uns dias sem frequentar o grupo. Valeu!

 

 

Também estou curioso Lucas. @Renan, tem algum local do BAZ, ou algum site referência com mais detalhes disso? Fiz uma breve busca, mas sem sucesso. Estou bem curioso e feliz com essa analogia.

Eu vi que Maio de 2013 foi fantástico em POA (eu inclusive lembro bem daquele Maio, mas quis ver a série de registros no Accuweather para ter mais detalhes). Junho foi meia-boca, mas longe de ser ruim. Só não teve mínimas expressivas, mas daria pra dizer que o período frio daquele ano, considerando a década, foi fantástico pra POA (junto com 2010, 2011, 2016 e 2018).

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8 minutos atrás, Eclipse disse:

 

 

Também estou curioso Lucas. @Renan, tem algum local do BAZ, ou algum site referência com mais detalhes disso? Fiz uma breve busca, mas sem sucesso. Estou bem curioso e feliz com essa analogia.

Eu vi que Maio de 2013 foi fantástico em POA (eu inclusive lembro bem daquele Maio, mas quis ver a série de registros no Accuweather para ter mais detalhes). Junho foi meia-boca, mas longe de ser ruim. Só não teve mínimas expressivas, mas daria pra dizer que o período frio daquele ano, considerando a década, foi fantástico pra POA (junto com 2010, 2011, 2016 e 2018).

 

Gente, desculpa ! Onde eu tinha visto essa correlação não foi na NOAA, mas sim numa publicação do site Weatherbells. Em todo caso, um site científico, sério, a equipe de profissionais deles é muito boa. 

 

Eles fizeram uma previsão climática para o verão 2020 nos EUA e, um dos parâmetros de análise foi comparar as temperaturas atuais e previstas dos oceanos Atlântico e Pacífico com o ano em que se verificou condições mais próximas com as atuais. E foi aí que chegaram à conclusão de que foi em 2013. Vejam:

 

Screenshot_20200324-182359.thumb.png.8e27323aac4c193a9a41b2255fe59c7e.png

 

O modelo de clima CFS já indica condições de La Nina para o trimestre JJA. O que significa que nos próximos 2 meses devemos observar um resfriamento acelerado do Pacífico. Tal condição ocorreu em 2013, segundo eles. Porém, o resfriamento previsto para 2020 me parece maior do que em 2013. Podemos ter boas surpresas. 

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26 minutos atrás, Renan disse:

 

Gente, desculpa ! Onde eu tinha visto essa correlação não foi na NOAA, mas sim numa publicação do site Weatherbells. Em todo caso, um site científico, sério, a equipe de profissionais deles é muito boa. 

 

Eles fizeram uma previsão climática para o verão 2020 nos EUA e, um dos parâmetros de análise foi comparar as temperaturas atuais e previstas dos oceanos Atlântico e Pacífico com o ano em que se verificou condições mais próximas com as atuais. E foi aí que chegaram à conclusão de que foi em 2013. Vejam:

 

Screenshot_20200324-182359.thumb.png.8e27323aac4c193a9a41b2255fe59c7e.png

 

O modelo de clima CFS já indica condições de La Nina para o trimestre JJA. O que significa que nos próximos 2 meses devemos observar um resfriamento acelerado do Pacífico. Tal condição ocorreu em 2013, segundo eles. Porém, o resfriamento previsto para 2020 me parece maior do que em 2013. Podemos ter boas surpresas. 

Tô achando que a Climatempo vai quebrar a cara pelo segundo ano seguido

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41 minutos atrás, Renan disse:

 

Gente, desculpa ! Onde eu tinha visto essa correlação não foi na NOAA, mas sim numa publicação do site Weatherbells. Em todo caso, um site científico, sério, a equipe de profissionais deles é muito boa. 

 

Eles fizeram uma previsão climática para o verão 2020 nos EUA e, um dos parâmetros de análise foi comparar as temperaturas atuais e previstas dos oceanos Atlântico e Pacífico com o ano em que se verificou condições mais próximas com as atuais. E foi aí que chegaram à conclusão de que foi em 2013. Vejam:

 

Screenshot_20200324-182359.thumb.png.8e27323aac4c193a9a41b2255fe59c7e.png

 

O modelo de clima CFS já indica condições de La Nina para o trimestre JJA. O que significa que nos próximos 2 meses devemos observar um resfriamento acelerado do Pacífico. Tal condição ocorreu em 2013, segundo eles. Porém, o resfriamento previsto para 2020 me parece maior do que em 2013. Podemos ter boas surpresas. 

 

 

 

Muito bom Renan! Valeuzão!

Grandes chances realmente de ser o inverno mais frio e democrático desde 2016.

 

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1 hour ago, Wallace Rezende said:

 

Estudar a influência das chuvas na Amazônia, e vice-versa, é muito importante, mas considero uma estupidez sem tamanho transformar isso numa discussão do tipo “a Amazônia está lá porque chove” ou “chove porque a Amazônia está lá”.  Combina com estes tempos de polarização burra e cega em que estamos vivendo, mas não é ciência.

 

É evidente que as duas estão relacionadas, que se “tirar” a Amazônia vai chover menos, se chover menos a floresta vai sofrer alterações, e se chover muito pouco não haverá floresta.  Neste tema, cientistas de verdade não caem nesta tentação de “ou isso ou aquilo”.

Sim, sem sombra de dúvidas. Vira um fla-flu que não é contributivo para nenhuma das partes, e o bom e velho método científico fica de escanteio. O que eu achei particularmente sério nessa discussão (considerando que eu gosto muito de árvores/natureza kkkk) é que ele falou de uma forma que deu a entender que se tirasse a Amazônia de lá não teria impacto nenhum para o regime de chuvas já que ela está lá justamente pelo clima, abordando esse tema de uma forma muito displicente (para um cientista).

Veja, digo isso pq de fato não sabemos o impacto e o mesmo desconsiderou toda a fauna e flora presente na região, o desequilíbrio ambiental e etc.. Achei irresponsável um cientista falar isso em rede nacional. Isso poderia levar a um entendimento torto do papel da amazônia, endossando o desmatamento e outras atividades danosas para esse ecossistema. Inclusive muitos compartilharam vídeos dele falando isso de forma descontextualizada, depreciando inclusive o próprio Ricardo (já que o ecossistema nem era o objeto da discussão) Foi mais nesse sentido que peguei mal com essa fala. 

Edited by Lucas Centurion
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8 horas atrás, Renan disse:

 

Eclipse, eu já conheci o Molion pessoalmente, em 2008, num congresso de geografia. Pessoa muito bacana, com didática boa, mas infelizmente suas teorias vieram por água abaixo nessa década passada, a mais quente da história no planeta. Há pouco espaço para ser negacionista das mudanças climáticas antropogênicas atualmente, até mesmo no BAZ onde antigamente a maioria era negacionista, hoje uma grande parte já se "converteu" também. O mesmo se pode falar do professor Ricardo Felício, ainda hoje usado como referência por alguns céticos conservadores, mas isolado do consenso científico. 

 

Mas me diga aí, qual é o principal método de análise usado pelo Molion ? Com base em quê ele diz que 2020 será semelhante a 2003 ? No site do NOAA, um dos principais análogos para este ano atual é ninguém menos que o fatídico 2013, hehehe.

Ele não parece ser uma pessoa mal-intencionada, apenas soa esotérica demais :)

 

Realmente quase não sobraram mais negacionistas, que eram os predominantes aqui no BAZ, inclusive com esse posicionamento por parte da Metsul e Climaterra.

 

Mas ainda deve ter uns gato pingado. O problema do GW é a forma de como isso foi alardeado pela mídia e pelo stabilishment político, e isso assusta!

 

De vez enquando, a natureza vai nos pregar uma peça pra gente achar que está tudo normal e bem, com uma ocasional MP histórica, ou uma estação mais fria que o normal.

 

Depois da mini era do gelo de 2000, a gente teve 6 anos ruins de 2001 a 2006 (2004 foi exceção). Depois que esse tema veio à publico com força em 2007, por coincidência a gente teve uma sequência boa de invernos, de 2007 a 2011, e isso reforçou a idea de ciclos naturias, inclusive com a volta da neve em 2010.

 

Pra mim o divisor de águas e o sinal amarelo começou em 2012. Ngm aqui no BAZ tinha experimentado um inverno de apenas 2 semanas, de resto foi bloqueios e bloqueios sem fim!

 

E então veio o espetacular 2013 a la 2000, com nevada histórica nos 3 estados do sul num mesmo inverno, e foi frio de julho a outubro. Então me fez pensar que 2012 havia sido um ano fora da curva, e nunca mais ia repetir! Mal sabia eu que 2013 era o ponto fora da cuva da década de 10 hehehe.

 

Dai de la pra cá foi uma cacetada atrás da outra, o verão de 2014, o ridículo inverno de 2014. O modorrento e ausente inverno de 2015. 2016 foi um bom inverno, mas nada excepcional que compensasse. Dai com o non inverno de 2017, repetindo os anos de 2012 e 2015, me enchi o saco de achar que tudo faz parte de um ciclo natural hahahah. Isso sem mencionar as bizarrices que já tivemos em abril/junho/agosto/setembro/dezembro....

 

Hoje a única coisa que me alenta, é que ainda não temos 100% de certeza do que será daqui pra frente...

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O jeito é entrar uma La Niña forte, daí a temperatura global dá o seu mergulho, dizem que na Idade Média o mundo estava até mais quente, foi quando os vikings colonizaram a Groenlândia, e deram o nome de Greenland, que em inglês quer dizer Terra Verde, o que significa que na época era mais verde, tinha menos gelo, não sabemos como era o Brasil, não tinha sido descoberto e os índios eram muito rudimentares, mas nas Américas haviam civilizações avançadas como os Incas, Astecas e Maias, que registraram secas terríveis na Idade Média, agora quem garante que na Idade Média o atual Brasil fosse menos quente que hoje, em 1500 já havia começado a Pequena Idade do Gelo que se estendeu até o século XIX e havia resquícios ainda no século XX, tipo geada em Cuiabá e neve em Campos do Jordão por volta de 1930, acontece é que o fim da ''Little Ice Age'' coincidiu com a Revolução Industrial, voltando para os anos 30 as piores ondas de calor nos EUA foram naquela época na ocasião do ''Dust Bowl'' durante a Grande Depressão, muitos recordes daquela época permanecem inalterados até hoje. 

Edited by Leandro Leite
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Esses gráficos mostram o porque dos invernos mais brandos entre 2002 e 2006, mais frios entre 2007 e 2013 e novamente mais brandos de 2014 a 2019, esse gráfico do CPTEC mostra a variação do Pacífico Equatorial nesses quase 40 anos, nota é que os Nino 34 e Nino 4 foram trocados e o CPTEC não corrigiu. O período 1990-94, mesmo com o Pacífico aquecido, teve ondas de frio mais intensas possivelmente por causa do Pinatubo em 1991 e talvez um Atlântico mais frio, além de que em 1994 foi El Niño Modoki. 

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a34m.gif

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22 horas atrás, Lucas Centurion disse:

Sim, sem sombra de dúvidas. Vira um fla-flu que não é contributivo para nenhuma das partes, e o bom e velho método científico fica de escanteio. O que eu achei particularmente sério nessa discussão (considerando que eu gosto muito de árvores/natureza kkkk) é que ele falou de uma forma que deu a entender que se tirasse a Amazônia de lá não teria impacto nenhum para o regime de chuvas já que ela está lá justamente pelo clima, abordando esse tema de uma forma muito displicente (para um cientista).

Veja, digo isso pq de fato não sabemos o impacto e o mesmo desconsiderou toda a fauna e flora presente na região, o desequilíbrio ambiental e etc.. Achei irresponsável um cientista falar isso em rede nacional. Isso poderia levar a um entendimento torto do papel da amazônia, endossando o desmatamento e outras atividades danosas para esse ecossistema. Inclusive muitos compartilharam vídeos dele falando isso de forma descontextualizada, depreciando inclusive o próprio Ricardo (já que o ecossistema nem era o objeto da discussão) Foi mais nesse sentido que peguei mal com essa fala. 

 

A impressão que me dá, como leigo que sou, é que tem muito chute nesses comentários sobre a Amazônia.

 

Por exemplo: essa história de que a Amazônia existe porque chove.

Eu ouvi isso de um amigo que assistiu o tal programa.

Existe algum estudo sério, com métodos científicos e tal que dá suporte a essa afirmação?

 

O pior é que a população leiga acredita totalmente quando ouve coisas faladas por ditos cientistas.

Foi difícil explicar pra esse amigo que isso não necessariamente é verdade, que precisa de estudos sérios e tal.

 

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Em 24/03/2020 em 17:27, Lucas Centurion disse:

E quando que teremos um ano análogo a 2009 ou 2012? Anos em que a estação de inverno foi "chuvosa" aqui no interior de SP, a diferença é que 2009 as temperaturas médias mínimas ficaram um pouco acima da média, já em 2012 eram dias frios seguidos de bons volumes de chuva. Que saudades!
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Dados da DAEE em Cafelândia-SP. 

Sobre o Molion eu assisti uma palestra dele uma vez na UFLA em 2013 se não estou enganado, foi uma palestra excelente. A questão é esse negacionismo que fica difícil de engolir, uma vez todas as estações pelo mundo que eu já consultei (inclusive as marítimas) na média apontam tendência de aquecimento. O Ricardo Felício é outro que segue essa linha, talvez o que seja válido é se o fator antropogênico é determinante ou um co-autor desse aquecimento global. Depois que ele afirmou sem nenhum estudo científico que a Amazônia está lá porque chove e não o inverso eu parei de dar credibilidade para ele (em uma entrevista no Jô). Como um cientista pode afirmar isso sem uma pesquisa ou artigo publicado numa revista de impacto? Fica difícil. Sobre esse panorama montado pela NOAA @Eclipse, eu ainda não vi a respeito. Publicaram aqui no BAZ? Fiquei uns dias sem frequentar o grupo. Valeu!

2009 foi ótimo, eu particularmente adoro invernos chuvosos e não me importei com a troca da ausência de frio pela chuva em SP,  inverno chuvoso está relacionado com el nino, mas é do tipo ame ou odeie pq vai depender de onde se posiciona a linha de bloqueio, geralmente ela fica sobre o RS e SC,  mais raramente sobre PR e SP. 

A questão é que se vc fica na dianteira do bloqueio é o pior cenário possível, o mundo acabando em água não muito longe de vc e vc em uma eterna pre frontal quente e seca.

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Em 25/03/2020 em 17:51, Aldo Santos disse:

 

A impressão que me dá, como leigo que sou, é que tem muito chute nesses comentários sobre a Amazônia.

 

Por exemplo: essa história de que a Amazônia existe porque chove.

Eu ouvi isso de um amigo que assistiu o tal programa.

Existe algum estudo sério, com métodos científicos e tal que dá suporte a essa afirmação?

 

O pior é que a população leiga acredita totalmente quando ouve coisas faladas por ditos cientistas.

Foi difícil explicar pra esse amigo que isso não necessariamente é verdade, que precisa de estudos sérios e tal.

 

Aldo, realmente é muito difícil encontrar algo sobre isto embasado, mas não acho que é porque ninguém estuda, mas por ser um tema muito politizado acredito que ninguém quer arriscar carreira. 

Nos verões bizarros de 2014 e 2015 houve matérias que saíram na imprensa culpando desmatamento como provável causa, porque uns tempos antes fizeram uma matéria falando dos rios voadores e muita gente associou.

Mas ninguém apresentou nada sobre o assunto, tipo, de onde tiraram esta ideia? Até então os institutos colocaram a uma provável culpa nos oceanos. 

Semana passada, mais especificamente no jornal nacional do dia 20/03 o assunto dos rios voadores meio que voltou a tona na previsão do tempo neste dia,  explicaram como que as chuvas no sudeste são reguladas.

Aliás nunca pensei em ver isto na TV para eu que fui acostumado a ver previsão do tempo de 15 segundos a la anos 90 que foi de Sandra Annenberg a Rosana Jatobá dizendo se ia chover ou não e a temperatura, ver expressões mais técnicas me surpreende.

Para finalizar,  eu acho que já até comentei em algum lugar daqui, ano passado a Climatempo fez um podcast com o meteorologista Cesar Soares, a partir do tempo 19:00 ele fala um pouco sobre  a questão chuvas x amazônia. 

 

 

 

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13 hours ago, jrmartinisp said:

2009 foi ótimo, eu particularmente adoro invernos chuvosos e não me importei com a troca da ausência de frio pela chuva em SP,  inverno chuvoso está relacionado com el nino, mas é do tipo ame ou odeie pq vai depender de onde se posiciona a linha de bloqueio, geralmente ela fica sobre o RS e SC,  mais raramente sobre PR e SP. 

A questão é que se vc fica na dianteira do bloqueio é o pior cenário possível, o mundo acabando em água não muito longe de vc e vc em uma eterna pre frontal quente e seca.

Eu também penso assim kkkk. Eu gosto demais de chuva, então não me importaria de ter um inverno com mínimas não tão baixas em troca de FF estacionárias com bons volumes de chuva. Na verdade troco quase tudo se me garantirem que vai chover (exceto calor excessivamente úmido). Mas a título de curiosidade, nesse ano de 2009 e principalmente em 2012 (caiu mais de 210,2mm em junho) as Tmáx eram até bem comportadas. Eu não sei, mas considerando o padrão das Mps esse ano, TSM do Atlântico na costa sul do Brasil e o padrão de neutralidade (El Nino e La Nina) tô apostando em um inverno com excelentes episódios de chuva. 

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Em 22/03/2020 em 16:55, Eclipse disse:

Tenho curiosidade em saber o que vocês acham sobre esse método dele e se faz sentido aplicar a analogia com o ano 2003 para 2020.


Falando da minha região, se 2020=2003, a prova de fogo da teoria se dará em janeiro de 2021. Digo isso pq janeiro de 2004 foi um mês absurdamente chuvoso no Nordeste. Provavelmente o mês mais chuvoso da história do Ceará. Foi um evento bastante singular.

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