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Brasil Abaixo de Zero
Felipe S Monteiro

Recordes e médias pluviométricas da sua cidade

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Em 23/12/2019 em 18:32, CloudCb disse:

Depois vou ver se posto alguma do sul do CE, tem muitas interessantes naquela região de Juazeiro do Norte.

 

Postando uma agora.

 

Crato - CE

 

Latitude: -7.2333

Longitude: -39.4

Altitude: 421 m

Período: 1912 - 2019 (chuvas acima de 100 mm inclui 2020)

 

Média anual: 1086,4 mm

Média mês a mês:

image.thumb.png.c483218b33d91bc0a940273ddbc3aefe.png

 

Chuvas acima de 100 mm:

image.thumb.png.e8a2a3b173bc0a586ba0cbe32c1a40ed.png

Máximos mensais:

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Mínimos mensais:

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Top 10 mais secos e mais chuvosos:

image.png.6799a4dfbafbd2609c76a3f7cd7230cb.png

 

Dados da ANA e FUNCEME.

Edited by CloudCb
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Afrânio - PE (Cachoeira do Roberto)

 

1023253227_Pluvimetrostabelados.thumb.PNG.81378d3c49f4a7a10fe352db3a77a9d1.PNG

 

Latitude: -8.6333

Longitude: -41.15

Altitude: 630 metros

Dados: ANA

Período: 1962 - 1993 

Média anual: 590,5 mm 

 

1810337492_Capturar-mdiasmensaisdecachoeiradoroberto.PNG.4df470e2dff6b1d8eb7970b5cf25dd37.PNG

 

Maiores acumulados em 24 horas:

134,4 mm - 21/12/1972

126,4 mm - 05/12/1985

122,4 mm - 14/03/1988

122,4 mm - 21/04/1974

121,8 mm - 19/03/1967

110,4 mm - 03/10/1976¹

110,0 mm - 28/01/1992

101,5 mm - 01/03/1965

100,4 mm - 04/04/1967

100,0 mm - 12/04/1974

 

¹Dentre todos os pluviômetros da região que tabelei (que foram e ainda serão postados aqui) esse dado é disparado o mais impressionante. No período de 6 dias, entre os dias 28 de setembro e 03 de outubro de 1976 choveram inacreditáveis 314,4 mm em Cachoeira do Roberto, sendo que este é um dos períodos mais secos do ano onde o normal é chover nada. Algo inimaginável nos dias de hoje, simplesmente inacreditável!!

 

Maiores acumulados por mês:

Janeiro: 397,3 mm - 1985

Fevereiro: 235,8 mm - 1976²

Março: 378,8 mm - 1975

Abril: 392,8 mm - 1974

Maio:  50,4 mm - 1977

Junho: 78,6 mm - 1985

Julho: 16,9 mm - 1969

Agosto: 15,2 mm - 1964

Setembro: 111,6 mm - 1976²

Outubro: 217,7 mm - 1976²

Novembro: 137,2 mm - 1968

Dezembro: 280,2 mm - 1989

 

Menores acumulados por mês:

Janeiro: 0 mm - 1990, 1976 e 1968²

Fevereiro: 0 mm - 1981

Março: 0 mm - 1992 e 1976²

Abril: 0 mm - 1983, 1976 e 1969²

Maio: 0 mm - 12 vezes

Junho: 0 mm - 20 vezes

Julho: 0 mm - 28 vezes

Agosto: 0 mm - 28 vezes

Setembro: 0 mm - 22 vezes

Outubro: 0 mm - 12 vezes

Novembro: 0 mm - 1986, 1982, 1981 e 1963

Dezembro: 0 mm - 1965

 

²Essas listas mostram novamente como o ano de 1976 foi muito estranho. Naquele ano, dos 4 meses mais chuvosos do ano (JFMA) 3 terminaram zerados o que é trágico, o único que escapou foi fevereiro que, por sua vez, foi o fevereiro mais chuvoso da série de Cachoeira do Roberto. Já nos meses em que o normal é não chover ou chover muito pouco (setembro e outubro), foram disparados o mais chuvosos da série, não só de Cachoeira do Roberto, mas também em relação a todos os 4 pluviômetros da minha região que tenho tabelados.

 

Anos mais secos e mais chuvosos:

 

802914434_Capturar-anossecosechuvososemcachoeiradoroberto.PNG.8e3f408405653de8a0c57fbab8228d08.PNG

 

Tabela completa mês a mêsCachoeira do Roberto - precipitação histórica mensal.xlsx

 

P.S. Pluviômetro localizado a 31 km a leste de Queimada Nova.

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Em 07/12/2019 em 15:46, Felipe S Monteiro disse:

 Altônia

Dados:Águas Paraná

Abertura da estação 10/04/1967

Lat.23''52'20

Long.53"53'20

375,556m

Média:1550,4mm->1541,3mm/ 91-> 90,1 dias de chuva

Min.980,2mm/42 dias de chuva

Max.2278,9mm/151,8 dias de chuva

 

Top 5 Máximas anuais:

2278,9mm 1983

2142,9mm 2015 

2118,4mm 1992

2035,6mm 1998

1889,2mm 2016

 

Top 5 Mínimas anuais:

  980,2mm 1978

1004,4mm 1985

1141,7mm 1968

1078,8mm 2019

1213,6mm 2012

1268,7mm 1991

 

 

Dias com mais de 100mm

14/01/2012 151,8mm

08/01/1981 147,1mm

04/12/2019 140,3mm

05/06/1976 138,4mm

01/05/1992 136,5mm

14/11/2011 134,3mm

03/03/1983 131,6mm

27/10/2003 127,6mm

26/05/1969 121,2mm

23/10/1988 120,8mm

27/09/1969 118,0mm

06/12/2005 117,3mm

13/11/2000 116,7mm

14/05/2014 116,6mm

14/05/2013 116,2mm

15/02/2000 113,3mm

30/12/1970 110,0mm

14/05/2009 110,0mm

27/04/1988 109,9mm

14/12/1984 108,0mm

10/01/1990 105,9mm

20/12/1980 105,7mm

15/03/1996 105,6mm

27/10/2016 102,0mm

21/05/2002 101,7mm

11/12/1972 101,0mm

21/12/2006 100,9mm

Total:26->27 dias

 

Média mensal

Mês: 

01 164,4mm

02 133,7mm

03 110,3mm

04 106,2mm

05 150,9mm

06 104,2mm

07 73,4mm

08 75,5mm

09 121,7mm

10 169,3mm

11 158,3mm->157,1mm

12 169,3mm->172,6mm

 

Max. Mensal:

Mês:

01 316,4mm 1974

02 354,4mm 2011

03 343,8mm 1996

04 388,7mm 1998

05 502,7mm 1992

06 368,3mm 2013

07 365,5mm 2015

08 262,0mm 2016

09 337,8mm 1998

10 442,8mm 2005

11 405,0mm 2015

12 431,9mm 1984

Min. Mensal

Mês:

01 28,2mm 1978

02 2,1mm    2005

03 5,7mm    2002

04 2,0mm    1978

05 0,0mm    2011

06 0,0mm    2007

07 0,0mm    1968, 1988, 2017, 2018

08 0,0mm    2010, 2012, 2019

09 4,0mm    2007

10 21,5mm 2019

11 13,0mm 1985

12 18,7mm 2011

 

Tomei coragem e atualizei com dados de depois da postagem (novos dados em negrito)

Edited by Felipe S Monteiro
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Tibagi PR

Dados:Águas Paraná

720 metros

Entidade:Copel

Aberta em:01/04/1938

Lat.-24"20'40"

Long.-50"24'40"

 

 

Média Anual:1538,6mm

Máxima:2503,0mm

Mínima:943,1mm

 

Dias de chuva:

Média:110,3

Mínima:55,0

Máxima:147,0

 

Dias com mais de 100mm:

163,6mm 25/05/2005

133,1mm 30/10/2017

121,3mm 27/01/2003

119,8mm 11/07/2009

118,0mm 18/09/1983

116,0mm 25/11/1975

114,4mm 20/05/1983

111,0mm 05/12/2006

105,4mm 10/11/1975

103,2mm 25/06/2013

100,8mm 23/05/1988

100,0mm 05/03/1951

Total:12 dias

 

Máximas anuais:

2503,0mm 1976

2315,4mm 1975

2276,4mm 1983

2221,4mm 1972

2207,1mm 2009

 

Mínimas anuais:

943,1mm 1952

1020,6mm 1945

1039,0mm 1944

1033,2mm 1968

1047,5mm 1949

 

 

Média mensal: 

Mês:

01 187,5mm

02 159,0mm

03 130,5mm

04 95,4mm

05 116,5mm

06 109,8mm

07 90,0mm

08 74,9mm

09 130,1mm

10 150,7mm

11 131,2mm

12 162,5mm

 

Máximas mensais:

Mês:

01 433,9mm 1946

02 335,7mm 2013

03 311,4mm 1996

04 274,4mm 2012

05 411,8mm 1983

06 365,4mm 2013

07 345,8mm 2009

08 235,8mm 2008

09 371,8mm 2009

10 315,8mm 1982

11 478,0mm 1975

12 465,8mm 1975

 

 

Mínimas anuais:

Mês:

01 43,6mm 1992

02 20,3mn 2005

03 23,0mm 1997

04 0,0mm 1967

05 0,0mm 1963

06 3,2mm 1986

07 0,0mm 1963

08 0,0mm 1983

09 10,0mm 1955

10 20,4mm 1939

11 0,0mm 1971

12 16,6mm 2005

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5 minutos atrás, Felipe S Monteiro disse:

11 478,0mm 1975

12 465,8mm 1975

 

E é que tinha La Nina atuando. Ô loco.

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3 minutos atrás, CloudCb disse:

 

E é que tinha La Nina atuando. Ô loco.

Esse período de 1972-1977 foi muito chuvoso em Tibagi, só 1974 não passou dos 2100mm, o oposto aconteceu entre 1942 e 1950, onde só 1946 e 1948 passou dos 1500mm

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Casa Nova – BA (Ouricuri)

 

1186301396_localizaoouricuri.png.017e277d42d75e2b8d34d169896e470a.png


Latitude: -8.9425
Longitude: -41.4069
Altitude: 500 metros
Dados: ANA
Período: 1962 - 1989.
Média anual: 571,1 mm

 

1678821969_Capturar-mdiasdeouricuri.PNG.png.b6dbc49b6a3dfa7dd6b15cfb71057390.png

 

Maiores acumulados em 24 horas:


95,0 mm - 01/03/1989
91,0 mm - 29/11/1977
90,0 mm - 09/05/1973
88,0 mm - 30/01/1967
87,4 mm - 03/04/1988

 

Maiores acumulados por mês:

Janeiro: 323,5 mm - 1964
Fevereiro: 239,5 mm - 1980
Março: 241,9 mm - 1972
Abril: 268,7 mm - 1985
Maio:  96,0 mm - 1973
Junho: 34,2 mm - 1965
Julho: 30,0 mm - 1973
Agosto: 19,0 mm - 1964
Setembro: 61,0 mm - 1982
Outubro: 178,1 mm - 1976
Novembro: 208,9 mm - 1964
Dezembro: 241,2 mm - 1989
 
Menores acumulados por mês:
Janeiro: 0 mm - 1971
Fevereiro: 0 mm - 1984 e 1988
Março: 0 mm - 1980
Abril: 0 mm - 4 vezes
Maio: 0 mm - 12 vezes
Junho: 0 mm - 15 vezes
Julho: 0 mm - 19 vezes
Agosto: 0 mm - 23 vezes
Setembro: 0 mm - 19 vezes
Outubro: 0 mm - 12 vezes
Novembro: 0 mm - 1982
Dezembro: 0 mm - 4 vezes

 

Anos mais secos e mais chuvosos:


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Tabela completa mês a mês: Ouriciri (Casa Nova) - Precipitação mensal.xlsx


P.S. Pluviômetro localizado a 38 km a sul de Queimada Nova.

 

Edited by Tstorm
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Casa Nova – BA (Luís Viana)

 

452010243_localizaoluisviana.png.ca78544d6504df74e84a3a383f594c88.png


Latitude: -8.7892
Longitude: -41.2408
Altitude: 532 metros
Dados: ANA
Período: 1962 - 2019 (exceto 1992-2004, menos 1997).
Média anual: 552,3 mm

 

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Maiores acumulados em 24 horas:
104,3 mm - 31/12/1979
104,2 mm - 13/03/1988

101,3 mm - 15/04/1988

100,5 mm 14/11/1984
96,2 mm - 30/12/1981

94,7 mm - 20/04/2006

94,2 mm - 24/12/1989
93,9 mm - 19/02/2007

93,6 mm - 09/12/2017

91,8 mm - 01/02/2008
 

Maiores acumulados por mês:

Janeiro: 558,2 mm - 2016
Fevereiro: 231,9 mm - 2007
Março: 439,7 mm - 1988
Abril: 219,3 mm - 1985
Maio:  60,9 mm - 2005
Junho: 30,2 mm - 1985
Julho: 45,1 mm - 1975
Agosto: 19,4 mm - 1964
Setembro: 66,8 mm - 1976
Outubro: 131,6 mm - 1976
Novembro: 163,9 mm - 1987
Dezembro: 364,7 mm - 1989
 
Janeiro de 2016 foi realmente épico na minha região. Se aquele mês fosse um ano seria o 15º mais chuvoso num total de 42 anos com registros completos em Luís Viana. Se considerarmos a média 2004-2019 o acumulado foi 18% acima da média anual. Dentre todos os pluviômetros que postei aqui, o janeiro de 2016 de Luís Viana foi o mês mais chuvoso de todos, superando inclusive o janeiro de 2004 de Paulistana - PI.

Menores acumulados por mês:
Janeiro: 0 mm - 4 vezes (mais recente: 2019)
Fevereiro: 0 mm - 1977 e 2013
Março: 0 mm - 1976
Abril: 0 mm - 7 vezes (mais recente: 2016)
Maio: 0 mm - 17 vezes (mais recente: 2010)
Junho: 0 mm - 22 vezes
Julho: 0 mm - 28 vezes
Agosto: 0 mm - 31 vezes
Setembro: 0 mm - 31 vezes
Outubro: 0 mm - 18 vezes (mais recente: 2017)
Novembro: 0 mm - 1971, 1981 e 1982
Dezembro: 0 mm - 1984 e 2015

 

Anos mais secos e mais chuvosos:

 

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Os anos em itálico possuem meses faltando dados. 1989 falta outubro e novembro. 1997 está faltando novembro. Destaque para o final da década de 80 muito chuvosa.

 

Tabela completa mês a mês: Luís Viana - Precipitação histórica.xlsx


P.S. Pluviômetro localizado a 26 km a sudeste de Queimada Nova. Esse é o pluviômetro oficial mais próximo daqui.

Em relação a Ouricuri, Luís Viana localiza-se a 28 km a nordeste. Em relação a Cachoeira do Roberto (postado um pouco mais acima), localiza-se a 17 km a sudoeste.

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Salgadinho, Paraíba

  • Latitude: -7.1
  • Longitude: -36.85
  • Altitude: 410 m
  • Responsável pelos dados: DNOCS e AESA
  • Período de dados: 1934 - 2018 (sem os meses: jun/1964; jan/1966; fev/1973; dez/1974; abr/1975; abr a out/1976)

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  • Média anual: 455,1 mm
  • Média mês a mês:

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  • Chuvas acima de 100 mm:

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  • Máximos mensais:

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  • Mínimos mensais:

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  • Top 10 de anos mais secos e mais chuvosos:

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Existe o valor de 698,7 mm registrados no ano de 1964, o que ficaria acima de 1977, mas não tem o dado de Junho.

Existe, também, o valor de 835,7 mm registrados no ano de 1974, o que ficaria acima de 2009, mas não tem o dado de Dezembro.

Edited by CloudCb
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Relação das chuvas de 100 mm (ou mais) em uma hora registradas na cidade do Rio de Janeiro (não se trata de “rain rate”, mas de acumulado real por hora).

 

Os registros de intensidade da chuva na cidade foram iniciados em 1997, com o sistema Alerta Rio da prefeitura (30 pluviômetros automáticos no início, hoje 33, com leitura da chuva a cada 15 minutos).  No final de 2015, o Cemaden também instalou pluviômetros automáticos na cidade (parte da uma rede nacional), estes com leitura a cada 10 minutos, o que melhorou o monitoramento da intensidade das chuvas.

 

Como os pluviômetros do Cemaden realizam 6 leituras por hora (contra 4 na rede Alerta Rio), a chegada do Cemaden aumentou a probabilidade de uma chuva de 100 mm/h ou mais ser detectada, o que também ajuda a explicar o aumento do número de ocorrências a partir de 2016.

 

Infelizmente, a rede completa do Cemaden só funcionou por uns 2 anos; hoje o número de pluviômetros operacionais deste centro caiu pela metade na cidade, comparando com o período 2016/2018.

 

Porque 100 mm?  A escolha foi totalmente arbitrária, mais pelo simbolismo do número mesmo, já que uma chuva de (digamos) 70 mm por hora já é considerada bem forte para a maioria das aplicações.  Escolher um patamar menor de intensidade também deixaria a lista muito maior, aumentando as chances de algum evento ficar de fora (por simples desconhecimento meu mesmo).  O horário representa a última leitura da hora mais chuvosa (00:00 quer dizer entre 23:00 e 00:00), e logo após o mês está o dia (ou os dias) da ocorrência.  Dá para perceber claramente que a noite é o horário preferencial destes eventos; de fato, não houve nenhum caso diurno até a presente data.

 

Março de 2000 (18/19):                    
Campo Grande Alerta Rio: 116,2 mm (00:08)                    
                    
Junho de 2006 (11):                    
Sumaré Alerta Rio: 103,4 mm (23:50) #                  
                    

Março de 2016 (12):                    
Morro da Formiga Cemaden: 127 mm (20:00) #                  
Usina Cemaden: 115,2 mm (20:10)                    
Vidigal Alerta Rio: 106,4 mm (20:15)                    
Rocinha Alerta Rio: 105,2 mm (20:15)         
           
                    

Fevereiro de 2018 (14/15):                    
Alto da Boa Vista Cemaden: 130,6 mm (00:00)                    
Barra/Riocentro Alerta Rio: 123,2 mm (23:45)                    
Jacarepaguá Cemaden: 120,8 mm (23:50)**                    
Abolição Cemaden: 112,8 mm (00:00)                    
Vicente de Carvalho Cemaden: 111,4 mm (23:50)                    
Jacarepaguá/Cidade de Deus Alerta Rio: 109,6 mm (00:00)                   
Pilares Cemaden: 108,8 mm (00:00)                    
Piedade Alerta Rio: 106,6 mm (00:00)                    
Estrada Pedra Bonita Cemaden: 101,4 mm (00:10) #               
   
                    
Fevereiro de 2019 (06):                    
Estrada Pedra Bonita Cemaden: 110,3 mm (20:30) #                
                    
Abril de 2019 (08):                   
Jacarepaguá Cemaden: 106,6 mm (21:00)**                    
Vargem Pequena Cemaden: 101,2 mm (21:40) 
                   
                    
Fevereiro de 2020 (02):                    
Padre Miguel Cemaden: 110,8 mm (22:40)                    
 

# Estações que já não estão mais em operação; a da Pedra Bonita saiu do ar um dia após o temporal de fevereiro de 2019, quando também registrou 61 mm em 20 minutos.

 

** Estação localizada na subprefeitura da Barra da Tijuca, no bairro homônimo (mas acabou levando o nome de Jacarepaguá, o mesmo do aeródromo vizinho).

 

Como os medidores tradicionalmente subestimam ligeiramente o volume de chuva, entre outros motivos por causa do vento (chuva cai inclinada, o que diminui a captação), deixo abaixo mais dois casos em que o total registrado pela estação em uma hora foi muito próximo dos 100 mm, mas a chuva horária real certamente alcançou este patamar.

 

No dia 25/04/2011, a estação Tijuca/Muda do Alerta Rio registrou 99,6 mm por hora  (até 21:45), e o no dia 14/02/2018 a estação Estrada Grajaú/Jacarepaguá do Alerta Rio registrou 99,8 mm por hora (até 00:00 do dia 15).

 

 

 

Edited by Wallace Rezende
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12 horas atrás, Wallace Rezende disse:

Relação das chuvas de 100 mm (ou mais) em uma hora registradas na cidade do Rio de Janeiro (não se trata de “rain rate”, mas de acumulado real por hora).

 

Os registros de intensidade da chuva na cidade foram iniciados em 1997, com o sistema Alerta Rio da prefeitura (30 pluviômetros automáticos no início, hoje 33, com leitura da chuva a cada 15 minutos).  No final de 2015, o Cemaden também instalou pluviômetros automáticos na cidade (parte da uma rede nacional), estes com leitura a cada 10 minutos, o que melhorou o monitoramento da intensidade das chuvas.

 

Como os pluviômetros do Cemaden realizam 6 leituras por hora (contra 4 na rede Alerta Rio), a chegada do Cemaden aumentou a probabilidade de uma chuva de 100 mm/h ou mais ser detectada, o que também ajuda a explicar o aumento do número de ocorrências a partir de 2016.

 

Infelizmente, a rede completa do Cemaden só funcionou por uns 2 anos; hoje o número de pluviômetros operacionais deste centro caiu pela metade na cidade, comparando com o período 2016/2018.

 

Porque 100 mm?  A escolha foi totalmente arbitrária, mais pelo simbolismo do número mesmo, já que uma chuva de (digamos) 70 mm por hora já é considerada bem forte para a maioria das aplicações.  Escolher um patamar menor de intensidade também deixaria a lista muito maior, aumentando as chances de algum evento ficar de fora (por simples desconhecimento meu mesmo).  O horário representa a última leitura da hora mais chuvosa (00:00 quer dizer entre 23:00 e 00:00), e logo após o mês está o dia (ou os dias) da ocorrência.  Dá para perceber claramente que a noite é o horário preferencial destes eventos; de fato, não houve nenhum caso diurno até a presente data.

 

Março de 2000 (18/19):                    
Campo Grande Alerta Rio: 116,2 mm (00:08)                    
                    
Junho de 2006 (11):                    
Sumaré Alerta Rio: 103,4 mm (00:50)                    
                    

Março de 2016 (12):                    
Morro da Formiga Cemaden: 127 mm (20:00) #                  
Usina Cemaden: 115,2 mm (20:10)                    
Vidigal Alerta Rio: 106,4 mm (20:15)                    
Rocinha Alerta Rio: 105,2 mm (20:15)         
           
                    

Fevereiro de 2018 (14/15):                    
Alto da Boa Vista Cemaden: 130,6 mm (00:00)                    
Barra/Riocentro Alerta Rio: 123,2 mm (23:45)                    
Jacarepaguá Cemaden: 120,8 mm (23:50)**                    
Abolição Cemaden: 112,8 mm (00:00)                    
Vicente de Carvalho Cemaden: 111,4 mm (23:50)                    
Jacarepaguá/Cidade de Deus Alerta Rio: 109,6 mm (00:00)                   
Pilares Cemaden: 108,8 mm (00:00)                    
Piedade Alerta Rio: 106,6 mm (00:00)                    
Estrada Pedra Bonita Cemaden: 101,4 mm (00:10) #               
   
                    
Fevereiro de 2019 (06):                    
Estrada Pedra Bonita Cemaden: 110,3 mm (20:30) #                
                    
Abril de 2019 (08):                   
Jacarepaguá Cemaden: 106,6 mm (21:00)**                    
Vargem Pequena Cemaden: 101,2 mm (21:40) 
                   
                    
Fevereiro de 2020 (02):                    
Padre Miguel Cemaden: 110,8 mm (22:40)                    
 

# Estações que já não estão mais em operação; a da Pedra Bonita saiu do ar um dia após o temporal de fevereiro de 2019, quando também registrou 61 mm em 20 minutos.

 

** Estação localizada na subprefeitura da Barra da Tijuca, no bairro homônimo (mas acabou levando o nome de Jacarepaguá, o mesmo do aeródromo vizinho).

 

Como os medidores tradicionalmente subestimam ligeiramente o volume de chuva, entre outros motivos por causa do vento (chuva cai inclinada, o que diminui a captação), deixo abaixo mais dois casos em que o total registrado pela estação em uma hora foi muito próximo dos 100 mm, mas a chuva horária real certamente alcançou este patamar.

 

No dia 25/04/2011, a estação Tijuca/Muda do Alerta Rio registrou 99,6 mm por hora  (até 21:45), e o no dia 14/02/2018 a estação Estrada Grajaú/Jacarepaguá do Alerta Rio registrou 99,8 mm por hora (até 00:00 do dia 15).

 

 

 

Wallace Rezende,

ótimo levantamento de dados, alguns eu já tinha esquecido.

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Em 10/05/2020 em 16:46, CloudCb disse:

Salgadinho, Paraíba

  • Média anual: 455,1 mm
  • Máximos mensais:

image.thumb.png.2a9387dd5cdf3335386b2a58ee876605.png

 

  • Top 10 de anos mais secos e mais chuvosos:

image.png.32eb992f0cb117272108bc920acdc30a.png

 

Me chamou muita atenção esse valor de fevereiro de 1985. Apesar daquele ano ter sido extremamente chuvoso em toda a região, fevereiro foi horrível nos pluviômetros próximos daqui, tendo o acumulado de 3,2 mm em Afrânio - PE e de 5 mm em Dormentes - PE. Em outros pluviômetros fevereiro de 85 foi um pouquinho melhor, variando entre 34 e 59 mm, só em Paulistana - PI foi bom com 128 mm.

 

Esse é o mapa do CPTEC pra aquele mês:

 

brchuvat0285.gif.ad8cd3c9a6fbb7df89fad6607827b079.gif

 

Ou seja, até mesmo em anos excelentes a irregularidade se faz presente no Nordeste.

 

Também me chamou atenção, a grande diferença entre os anos mais chuvosos e mais secos. Os valores, tanto dos anos mais secos tanto do ano mais chuvoso, são totalmente impensáveis pra cá.

 

Em 11/05/2020 em 01:48, Wallace Rezende disse:

Relação das chuvas de 100 mm (ou mais) em uma hora registradas na cidade do Rio de Janeiro (não se trata de “rain rate”, mas de acumulado real por hora).

 

Ótimo post, como sempre, Wallace!!

Muito interessante esse padrão de chuvas no início da noite.

Destaque também pra relativa pouca quantidade de registros dessas chuvas, mesmo com tantos pluviômetros espalhados pela cidade. Pelo que parece o Nordeste é realmente uma região bem mais propícia a esse tipo de chuva em relação ao Sudeste, como já discutido anteriormente no tópico de monitoramento.

Edited by Tstorm
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1 hora atrás, Tstorm disse:

 

Ou seja, até mesmo em anos excelentes a irregularidade se faz presente no Nordeste.

 

Só em situações como a de janeiro de 2004, março de 1960, etc., é possível chover muito em todos os pontos da região, ao que parece. 

 

1 hora atrás, Tstorm disse:

Também me chamou atenção, a grande diferença entre os anos mais chuvosos e mais secos. Os valores, tanto dos anos mais secos tanto do ano mais chuvoso, são totalmente impensáveis pra cá.

 

Sim, o Cariri da PB e o "Cariri" do RN e do PE (entre aspas porque nesses dois últimos estados não tem esse nome) são uma das regiões mais interessantes de se analisar (opinião minha isso). É muito extrema, o motivo em grande parte se deve ao relevo. Vou postar mais algumas quando for possível.

Edited by CloudCb
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Posted (edited)
11 horas atrás, Tstorm disse:

 

Ótimo post, como sempre, Wallace!!

Muito interessante esse padrão de chuvas no início da noite.

Destaque também pra relativa pouca quantidade de registros dessas chuvas, mesmo com tantos pluviômetros espalhados pela cidade. Pelo que parece o Nordeste é realmente uma região bem mais propícia a esse tipo de chuva em relação ao Sudeste, como já discutido anteriormente no tópico de monitoramento.

 

Acho que você leu uma coisa e entendeu outra.😂  Trata-se de uma lista de chuvas de 100 mm em uma hora, e não em um dia.  O Rio é única capital brasileira a ter alcançado os 100 mm por hora em várias estações da rede Cemaden até a presente data.  Fora das capitais, existem vários registros de mais de 100 mm por hora na rede Cemaden, mas a recorrência num mesmo ponto é bem rara, ainda que não seja raro alguma estação dentro do território nacional alcançar esta marca.  Aí no Nordeste, mais recentemente, houve um registro de 131,6 mm/h em Cantanhede (MA) em 30/12/2019, e outro de 121 mm em Piripiri (PI) no dia 06/03/2020 (a primeira estação é do Cemaden, e a segunda do INMET, sendo que o registro máximo em 1 hora de Piripiri foi omitido pelo maldito algoritmo deles, mas recuperei no Ogimet).

 

Agora sim falando de um dia (ou 24 horas):

 

Chuvas de 100 mm por dia são banais nos bairros mais chuvosos da cidade do Rio, em especial no Alto da Boa Vista, onde ocorrem todos os anos diversas vezes (o Alto da Boa Vista é seguramente uma das estações do INMET com maior recorrência de chuvas acima dos 100 mm/dia no Brasil). 

 

Nas chuvas de 24 horas, 8 estações do Alerta Rio e 4 estações do Inmet, todas dentro do município do Rio de Janeiro, já superaram os 300 mm por dia alguma vez (a última ocorrência foi entre os dias 8 e 9 de abril de 2019, com mais de 350 mm em 24 horas no Forte de Copacabana, sendo 288 mm até 9 da manhã).  A última chuva acima dos 200 mm em 24 horas na capital fluminense foi entre 29/02 e 01/03 de 2020, com 207 mm no bairro de Padre Miguel (Cemaden).

 

O Rio de Janeiro, por conta do relevo acidentado e da posição geográfica, tem uma grande facilidade para registrar taxas elevadas de chuva, e também volumes diários elevados em alguns bairros.

 

Abaixo o print do evento do Forte de Copacabana no ano passado, totalizou 357,6 mm entre 20 UTC do dia 08 e 18 UTC do dia 09 (22 horas).

 

FCCC.png.f533f0b6409f87d570cbee91bf442c37.png

 

 

 

 

 

Edited by Wallace Rezende
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Olivedos, Paraíba

  • Latitude: -6.9833
  • Longitude: -36.25
  • Altitude: 545 m
  • Responsável pelos dados: DNOCS
  • Período de dados: Jun/1933 - Dez/1992 (sem os meses: Out/1933, Out/1978 e Nov/1992)

146477244_ScreenHunter4055.thumb.png.8d9aaeeb86f8ccaf436f804250ef59db.png

  • Média anual: 468 mm
  • Média mês a mês:

image.thumb.png.a79bd140290899a8a64674e78c18f9ab.png

  • Chuvas acima de 100 mm (não tem o período de 1984 a 1992):

image.png.340daeda49738ccc14913836c9d92a5a.png

  • Máximos mensais:

image.thumb.png.d47f8dc0ae2f770aedf5ed119f8b4857.png

  • Mínimos mensais:

image.thumb.png.9579e446923dab29a9b0c75eeaf2659c.png

  • Top 10 de anos mais secos e mais chuvosos:

image.png.30c99f83123b6a6eb86a1547a7bfa524.png

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Entre o final da tarde e o início da noite do dia 17/03/2008, a cidade de Cabaceiras (PB), considerada uma das de menor índice pluviométrico médio no Brasil, registrou um “evento extremo” de chuva, com 156,2 mm (pouco menos da metade da média anual, e mais que o total de chuva dos anos mais secos) em apenas 2 horas.

 

Esta chuva foi causada por um núcleo convectivo profundo, que se alimentou de uma atmosfera quente e úmida, e também ocorreram fortes rajadas de vento (a maior delas foi omitida pelo algoritmo do Inmet, na primeira hora da chuva) e rápida queda de temperatura (fazia quase 30ºc logo antes da chuva começar, mas a temperatura caiu para 20ºc num intervalo de menos de uma hora durante a chuva, e esta acabou sendo a menor mínima do mês).

 

O total acumulado em 14 horas, até as 6:00 do dia 18, foi de 210 mm, uma vez que voltou a chover com intensidade moderada na madrugada deste dia, após o núcleo mais intenso do dia anterior

 

Voltou a chover bem na região 24 horas depois da chuva mais intensa (no final da tarde/início da noite do dia 18, até 31 mm por hora), e o mês terminou com 370,8 mm na estação meteorológica automática da cidade.  Apesar dos problemas (localmente graves) causados pelo grande volume de chuva em pouco tempo, vários moradores da região ficaram muito satisfeitos com as chuvas, que causaram um bom incremento no açude do Boqueirão.

 

cabaceiras.thumb.png.8eca735820b945643888ee1cd0060d22.png

 

No mesmo dia meteorológico (18/03), outras cidades da Região Nordeste (PE/AL/PI) registraram chuva volumosa, causada por núcleos distintos.  Em Petrolina, a automática chegou a registrar 169 mm em apenas 8 horas, superando a convencional.

 

Rmax.png.add744f953b7cd9aa442d77efac9cf78.png

 

Petrolina auto:

 

PETRO.thumb.png.48e4b8d4972fc59ad99c44344cb8ecbe.png

 

 

Edited by Wallace Rezende
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