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Brasil Abaixo de Zero
Augusto Goelzer

Normais Climatológicas Longas

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Normais longas para o Centro do Rio de Janeiro, a mais longa série pluviométrica contínua do Brasil até onde eu sei. Informações importantes:

 

1-  As médias de temperatura são para o período de 1973 a 1991, quando a estação do INMET funcionou na Marina da Glória (ainda na área do centro, ao lado do aeroporto Santos Dumont).

2- As médias de precipitação são para o período 1981-2010, incluindo Marina da Glória, aeroporto Santos Dumont e Saúde (todos os pontos de observação ficam na área do centro, com médias pluviométricas muito similares).

3- As temperaturas extremas são para o período 1882-1991 (pegando diversas localizações no centro como Morro do Castelo, Ponta do Calabouço, Praça XV e a própria Marina da Glória; mas todos os locais são próximos, inseridos em microclimas muito parecidos e com exposição satisfatória dos instrumentos).  Entre 1992 e 2001 não houve estação do INMET no centro da cidade, e não foram utilizados dados da mais recente estação do INMET na Saúde (2002/2017) por exposição inadequada do abrigo em terraço pouco ventilado e mesmo pelo microclima ser mais quente naquela parte do Centro (independendo da exposição dos instrumentos de medição).

4- Os dados de precipitação diária são para o período 1882-2019 (após o fechamento da estação na Marina da Glória em 1991, foram utilizados dados do aeroporto Santos Dumont entre 1992 e 1996 e da Saúde (sub-bairro do centro, dados INMET e Alerta Rio) entre 1997 e 2019. 

5- Os dados de precipitação mensal e anual são para o período 1851-2018, pegando desde as observações pioneiras do Observatório do Rio de Janeiro (Morro do Castelo) até a atual estação Saúde do Alerta Rio, e o total de meses sem dados neste período de 167 anos não passou de 3.

 

 

 

                   

 

Normal.png

 

Informações adicionais:

 

Maior temperatura: 39,1ºC (06/01/1949)

 

Menor temperatura: 10,2ºC (01/09/1882)*

*Não foi possível atestar a confiabilidade deste dado, caso esteja errado o segundo menor registro foi de 10,9ºC em 26/06/1918.

 

Maior precipitação anual: 1820,7 mm em 1966

 

Menor precipitação anual: 575,8 mm em 1984

 

Maior precipitação mensal: 617,6 mm em janeiro de 1966 (grande enchente, 200 mortes na cidade e mais de 400 no total incluindo municípios vizinhos)

 

Maior precipitação diária: 237 mm (11/01/1966)

 

Maior temperatura média mensal: 28,8ºC (02/1966)

 

Menor temperatura média mensal: 18,2ºC (07/1925)

 

Maior média das máximas: 33,5ºC (02/1966)

 

Menor média das mínimas: 14,2ºC (07/1923)

 

 

 

 

Edited by Wallace Rezende
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15 horas atrás, Wallace Rezende disse:

Normais longas para o Centro do Rio de Janeiro, a mais longa série pluviométrica contínua do Brasil até onde eu sei. Informações importantes:

 

1-  As médias de temperatura são para o período de 1973 a 1991, quando a estação do INMET funcionou na Marina da Glória (ainda na área do centro, ao lado do aeroporto Santos Dumont).

2- As médias de precipitação são para o período 1981-2010, incluindo Marina da Glória, aeroporto Santos Dumont e Saúde (todos os pontos de observação ficam na área do centro, com médias pluviométricas muito similares).

3- As temperaturas extremas são para o período 1882-1991 (pegando diversas localizações no centro como Morro do Castelo, Ponta do Calabouço, Praça XV e a própria Marina da Glória; mas todos os locais são próximos, inseridos em microclimas muito parecidos e com exposição satisfatória dos instrumentos).  Entre 1992 e 2001 não houve estação do INMET no centro da cidade, e não foram utilizados dados da mais recente estação do INMET na Saúde (2002/2017) por exposição inadequada do abrigo em terraço pouco ventilado e mesmo pelo microclima ser mais quente naquela parte do Centro (independendo da exposição dos instrumentos de medição).

4- Os dados de precipitação diária são para o período 1882-2019 (após o fechamento da estação na Marina da Glória em 1991, foram utilizados dados do aeroporto Santos Dumont entre 1992 e 1996 e da Saúde (sub-bairro do centro, dados INMET e Alerta Rio) entre 1997 e 2019. 

5- Os dados de precipitação mensal e anual são para o período 1851-2018, pegando desde as observações pioneiras do Observatório do Rio de Janeiro (Morro do Castelo) até a atual estação Saúde do Alerta Rio, e o total de meses sem dados neste período de 167 anos não passou de 3.

 

 

 

                   

 

Normal.png

 

Informações adicionais:

 

Maior temperatura: 39,1ºC (06/01/1949)

 

Menor temperatura: 10,2ºC (01/09/1882)*

*Não foi possível atestar a confiabilidade deste dado, caso esteja errado o segundo menor registro foi de 10,9ºC em 26/06/1918.

 

Maior precipitação anual: 1820,7 mm em 1966

 

Menor precipitação anual: 575,8 mm em 1984

 

Maior precipitação mensal: 617,6 mm em janeiro de 1966 (grande enchente, 200 mortes na cidade e mais de 400 no total incluindo municípios vizinhos)

 

Maior precipitação diária: 237 mm (11/01/1966)

 

Maior temperatura média mensal: 28,8ºC (02/1966)

 

Menor temperatura média mensal: 18,2ºC (07/1925)

 

Maior média das máximas: 33,5ºC (02/1966)

 

Menor média das mínimas: 14,2ºC (07/1923)

 

 

 

 

 

-Que curioso fevereiro de 1966 ter sido o mês mais quente depois de um chuvoso janeiro(só naquele mês, em apenas 31 dias, a chuva acumulada foi maior que a média de chuva anual de Londres); aqui em São Paulo também tivemos isso(março de 2006);

-Sobre a chuva em 1966: essa região do Rio nunca passou dos 2000mm, mas tem bairro na cidade que tem mais de 2000mm de média de chuva anual(Alto da Boa Vista);

-O Rio de Janeiro deve ser a capital com a maior incidência de chuva acima de 100mm em 24h, certo? Em 9 dos 12 meses do ano já houve chuva acima de 100mm pelo menos uma vez, sendo que em janeiro, abril, maio e junho já houve registro de chuva de mais de 200mm!! Não sei qual é a quantidade de vezes que a cidade do Rio teve chuva extrema(superior a 100 e a 200mm em 24h);

-Nunca houve uma sub-10 nesse local(mas em alguns bairros do Rio isso já ocorreu), e olha que a latitude do Rio é 22°54'(a mesma de Campinas-SP, que facilmente ocorrem sub-10);

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Darley, me desculpe pelo post longo mas acho muito importante resgatar estes dados num momento em que o INMET está sendo meio que sucateado.  Segue minha resposta para suas perguntas muito pertinentes:

 

 

  O forte calor de fevereiro de 1966 depois do janeiro extremamente chuvoso também me chamou a atenção (a chuva de 02/66 nem foi tão pouca e alcançou 97,7 mm, mas veio concentrada em poucos dias, indicando que o sol predominou, e isso é uma característica comum a quase todos os meses de verão com calor acima da média no RJ).  Tudo indica que a temperatura da superfície do mar estava mais alta que o normal no litoral do estado ao longo do verão, e isso deve ter contribuído tanto com as chuvas de janeiro quanto com o calor de fevereiro (sob padrões atmosféricos diferentes).  O calor de 02/1966 foi mais anômalo em áreas costeiras que no interior da cidade e do estado, o que indica também um provável enfraquecimento da brisa do mar e maior duração do vento terral (menor pressão sobre o mar?).

 

  Sim, no centro da cidade e em grande parte das zonas norte e oeste isso nunca foi registrado, mas o Rio de Janeiro tem bairros onde não só chove mais de 2000 mm por ano com relativa frequência como há até uns 3/4 bairros e sub-bairros com média anual acima ou bem acima desse valor, sendo o Alto da Boa Vista justamente o bairro mais chuvoso da cidade (mas nas encostas desabitadas em volta do bairro e nas altitudes do maciço da Pedra Branca, ambos 100% dentro do município do Rio, chove ainda mais).  O Alto da Boa Vista (1967/2019) tem média mensal acima de 100 mm em todos os meses, nunca registrou menos de 1400 mm por ano e já chegou a quase 3800 mm em 1998.  Outras áreas da cidade bem mais chuvosas que o Centro (lugares estes com média inferior a 2000 mm, mas onde não é nada incomum o acumulado anual superar este valor) incluem o Jardim Botânico, a Tijuca e a região de Vargem Grande (entre outras).  A região do Alto da Boa Vista também detém o recorde de chuva mensal da cidade do RJ: 967,7 mm na estação pluviométrica do INEA na Capela Mayrink em 02/1988 (a estação do Alto/INMET certamente se aproximou dos 1000 mm neste mês também, mas o registro que consta é de 785 mm por estar faltando o total do dia mais chuvoso (20/02), quando vários deslizamentos deixaram o bairro isolado e causaram destruição em parte da cidade).   

 

  As maiores chuvas diárias registradas pelo INMET no Alto da Boa Vista (uma observação por dia, horário fixo) curiosamente foram separadas por apenas um mês: 327,2 mm em 12/03/1998 e 310,7 mm em 12/02/1998.  A já desativada estação INMET do Engenho de Dentro (bairro que em média não é particularmente chuvoso) registrou 349,4 mm no dia 26/02/1971, recorde oficial da cidade; e no mesmo dia estações INMET também já desativadas nos bairros da Penha e de Bangu registraram seus recordes absolutos de chuva diária (347 mm e 246 mm, respectivamente). Santa Cruz (estação ainda ativa no extremo oeste da cidade) registrou 190,6 mm em 26/02/1971, e este apesar de ser um valor modesto para os padrões cariocas também é o recorde absoluto para o bairro desde 1922, quando a estação foi aberta.  O temporal de 25-26/02/1971 também trouxe 284 mm no dia 26 para o Alto da Boa Vista, mas foi bem mais fraco no centro e zona sul, onde os totais diários máximos variaram de 60 a 140 mm .  Os recordes mensais de Bangu e Santa Cruz (as duas estações mais longevas do INMET na cidade exceto pelo Centro;  Bangu operou  de 1922 a 2004) foram respectivamente  de 637 mm em 02/1988 e 634 mm 02/1936.

 

  As mínimas sub-10 de fato nunca ocorreram desde o início dos registros diários no Centro em 1882 e também não devem ter ocorrido nos bairros costeiros da zona sul desde a ocupação (fins do século XIX e começo do século XX ), além da orla da Barra ocupada mais na segunda metade do século XX; mas nas demais áreas da cidade elas já ocorreram ao menos uma vez ou outra, e nos locais menos adensados (mesmo ao nível do mar) como Vila Militar e Jacarepaguá (automáticas) ocorrem até os dias de hoje; as últimas mínimas oficiais abaixo de 10ºC na cidade ocorreram em junho de 2016 no Alto da Boa Vista e na Vila Militar.  O recorde de frio da cidade é de 4,8ºC no Campo dos Afonsos em 07/1926, o recorde de Bangu chegou a 6,4ºC em 07/1923 e foi igualado em 08/1933 (onde a última sub-10 foi em 2000), o Alto da Boa Vista registra sub-10 quase ano sim/ano não, com recordes como 6,7ºC em 06/1994, 7,1ºC em 07/2000 e 8,1ºC em 09/2006.  Santa Cruz INMET, num topão, registrou seu recorde (e última sub-10) em 01/06/1979 com 9ºC, mas no mesmo dia a base aérea de Santa Cruz num ponto mais plano foi a 7ºC.  Realengo INMET (estação auxiliar recente, desde 1999 só) registrou sua última sub-10 em 09/07/2011 com 9,6ºC, mesmo dia do recorde na automática da Vila Militar instalada em 2007 (8,1ºC).

 

 

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Finalizando, o Alto da Boa Vista é particularmente favorecido pela chuva orográfica e registra grandes volumes de chuva até na "estação seca", que essencialmente não existe por lá; alguns recordes mensais para os meses menos chuvosos em média:

 

Junho: 371,8 mm em 2017 (incluindo 88,2 mm em 20/06 e 213,8 mm em 21/06, mas no Morro da Formiga Cemaden choveu mais de 300 mm em 24 horas nesta ocasião).

Julho: 494,7 mm em 2004 (recorde diário em 2010 com 150 mm no dia 17 e 92,8 mm no dia 18, e até 300 mm em 48 horas no Itanhangá Alerta Rio também em 07/2010).

Agosto: 393,8 mm em 2003 (com 135 mm no dia mais chuvoso).

Setembro: 543,9 mm em 2005 (dois dias deste mês superaram os 100 mm, mas não em sequência).

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3 horas atrás, Wallace Rezende disse:

Darley, me desculpe pelo post longo mas acho muito importante resgatar estes dados num momento em que o INMET está sendo meio que sucateado.  Segue minha resposta para suas perguntas muito pertinentes:

 

 

  O forte calor de fevereiro de 1966 depois do janeiro extremamente chuvoso também me chamou a atenção (a chuva de 02/66 nem foi tão pouca e alcançou 97,7 mm, mas veio concentrada em poucos dias, indicando que o sol predominou, e isso é uma característica comum a quase todos os meses de verão com calor acima da média no RJ).  Tudo indica que a temperatura da superfície do mar estava mais alta que o normal no litoral do estado ao longo do verão, e isso deve ter contribuído tanto com as chuvas de janeiro quanto com o calor de fevereiro (sob padrões atmosféricos diferentes).  O calor de 02/1966 foi mais anômalo em áreas costeiras que no interior da cidade e do estado, o que indica também um provável enfraquecimento da brisa do mar e maior duração do vento terral (menor pressão sobre o mar?).

 

  Sim, no centro da cidade e em grande parte das zonas norte e oeste isso nunca foi registrado, mas o Rio de Janeiro tem bairros onde não só chove mais de 2000 mm por ano com relativa frequência como há até uns 3/4 bairros e sub-bairros com média anual acima ou bem acima desse valor, sendo o Alto da Boa Vista justamente o bairro mais chuvoso da cidade (mas nas encostas desabitadas em volta do bairro e nas altitudes do maciço da Pedra Branca, ambos 100% dentro do município do Rio, chove ainda mais).  O Alto da Boa Vista (1967/2019) tem média mensal acima de 100 mm em todos os meses, nunca registrou menos de 1400 mm por ano e já chegou a quase 3800 mm em 1998.  Outras áreas da cidade bem mais chuvosas que o Centro (lugares estes com média inferior a 2000 mm, mas onde não é nada incomum o acumulado anual superar este valor) incluem o Jardim Botânico, a Tijuca e a região de Vargem Grande (entre outras).  A região do Alto da Boa Vista também detém o recorde de chuva mensal da cidade do RJ: 967,7 mm na estação pluviométrica do INEA na Capela Mayrink em 02/1988 (a estação do Alto/INMET certamente se aproximou dos 1000 mm neste mês também, mas o registro que consta é de 785 mm por estar faltando o total do dia mais chuvoso (20/02), quando vários deslizamentos deixaram o bairro isolado e causaram destruição em parte da cidade).   

 

  As maiores chuvas diárias registradas pelo INMET no Alto da Boa Vista (uma observação por dia, horário fixo) curiosamente foram separadas por apenas um mês: 327,2 mm em 12/03/1998 e 310,7 mm em 12/02/1998.  A já desativada estação INMET do Engenho de Dentro (bairro que em média não é particularmente chuvoso) registrou 349,4 mm no dia 26/02/1971, recorde oficial da cidade; e no mesmo dia estações INMET também já desativadas nos bairros da Penha e de Bangu registraram seus recordes absolutos de chuva diária (347 mm e 246 mm, respectivamente). Santa Cruz (estação ainda ativa no extremo oeste da cidade) registrou 190,6 mm em 26/02/1971, e este apesar de ser um valor modesto para os padrões cariocas também é o recorde absoluto para o bairro desde 1922, quando a estação foi aberta.  O temporal de 25-26/02/1971 também trouxe 284 mm no dia 26 para o Alto da Boa Vista, mas foi bem mais fraco no centro e zona sul, onde os totais diários máximos variaram de 60 a 140 mm .  Os recordes mensais de Bangu e Santa Cruz (as duas estações mais longevas do INMET na cidade exceto pelo Centro;  Bangu operou  de 1922 a 2004) foram respectivamente  de 637 mm em 02/1988 e 634 mm 02/1936.

 

  As mínimas sub-10 de fato nunca ocorreram desde o início dos registros diários no Centro em 1882 e também não devem ter ocorrido nos bairros costeiros da zona sul desde a ocupação (fins do século XIX e começo do século XX ), além da orla da Barra ocupada mais na segunda metade do século XX; mas nas demais áreas da cidade elas já ocorreram ao menos uma vez ou outra, e nos locais menos adensados (mesmo ao nível do mar) como Vila Militar e Jacarepaguá (automáticas) ocorrem até os dias de hoje; as últimas mínimas oficiais abaixo de 10ºC na cidade ocorreram em junho de 2016 no Alto da Boa Vista e na Vila Militar.  O recorde de frio da cidade é de 4,8ºC no Campo dos Afonsos em 07/1926, o recorde de Bangu chegou a 6,4ºC em 07/1923 e foi igualado em 08/1933 (onde a última sub-10 foi em 2000), o Alto da Boa Vista registra sub-10 quase ano sim/ano não, com recordes como 6,7ºC em 06/1994, 7,1ºC em 07/2000 e 8,1ºC em 09/2006.  Santa Cruz INMET, num topão, registrou seu recorde (e última sub-10) em 01/06/1979 com 9ºC, mas no mesmo dia a base aérea de Santa Cruz num ponto mais plano foi a 7ºC.  Realengo INMET (estação auxiliar recente, desde 1999 só) registrou sua última sub-10 em 09/07/2011 com 9,6ºC, mesmo dia do recorde na automática da Vila Militar instalada em 2007 (8,1ºC).

 

 

wallace rezende,

acrescente na lista de mínimas na zona oeste do Rio, a estação de Realengo começou a operar em 1º/03-1971, a mínima absoluta foi de 6,7ºC no dia 1º de junho 1979.

Outra mínima baixa foi os 6,2ºC no dia 26/06/1918 no Engenho de Dentro, a máxima no dia anterior(25) foi de 17,9ºC com sol.Já tinha geado bem em São Paulo, Sul de Minas nesse gelado 25 de junho de 1918.

Edited by marinhonani
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3 horas atrás, Wallace Rezende disse:

Darley, me desculpe pelo post longo mas acho muito importante resgatar estes dados num momento em que o INMET está sendo meio que sucateado.  Segue minha resposta para suas perguntas muito pertinentes:

 

 

  

 

 

Wallace Rezende,

o Inmet parou de fazer os boletim climatológicos mensais a partir de fevereiro de 2019, com dados gerais climatológicos de todo o Brasil.Os boletins mensais foram criados nos anos 60, acho que 1967.

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Igarka - Krasnoyarsk Krai

Latitude: 67.47

Longitude: 86.57

Altitude: 20m

Período: 1936 - 2019

 

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Edited by jean10lj
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Normais climatológicas completas para Tóquio, a metrópole mais populosa do planeta.  Em 2014 a estação foi transferida de Chūō para Chiyoda, esta região da cidade ainda no centrão de Tóquio mas menos adensada que aquela, e com uma grande área verde por perto (o palácio imperial e o principal parque da cidade ficam ali); o impacto da mudança foi sentido principalmente na média das mínimas, que caiu um pouco no novo local.

tG1x1i.png

Informações adicionais:

 

Maior temperatura: 39,5ºC (20/07/2004)

 

Maior temperatura mínima: 30,4ºC (11/08/2013)

 

Menor temperatura: -9,2ºC (13/01/1876)

 

Menor temperatura máxima: -1ºC (26/01/1900)

 

Maior precipitação anual: 2229,6 mm em 1938

 

Menor precipitação anual: 879,5 mm em 1984 (mesmo ano do RJ/Centro)

 

Maior precipitação mensal: 780 mm em 10/2004 (várias tempestades e tufões em transição de tropical para subtropical passaram por perto neste mês).

 

Maior precipitação diária: 371,9 mm (26/09/1958), causando inundações e mortes em vários pontos da Grande Tóquio.

 

Maior precipitação horária: 88,7 mm (31/07/1939)

 

Maior temperatura média mensal: 29,6ºC (08/2010)

 

Menor temperatura média mensal: 0,6ºC (01/1922)

 

Maior média anual: 17,3ºC (2004)

 

Menor média anual: 12,9ºC (1884)

 

Maior altura da neve acumulada no solo: 46 cm (08/02/1883)

 

Menor pressão atmosférica ao nível do mar: 952,7 hPa (01/10/1917)

 

Rajada de vento mais forte: 168,1 km/h (01/09/1938)

 

 

 

 

Edited by Wallace Rezende
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1 hora atrás, Wallace Rezende disse:

Maior precipitação anual: 2229,6 mm em 1938

 

Maior precipitação mensal: 780 mm em 10/2004 (várias tempestades e tufões em transição de tropical para subtropical passaram por perto neste mês).

 

Maior precipitação diária: 371,9 mm (26/09/1958), causando inundações e mortes em vários pontos da Grande Tóquio.

 

Maior precipitação horária: 88,7 mm (31/07/1939)

 

Menor pressão atmosférica ao nível do mar: 952,7 hPa (01/10/1917)

 

Rajada de vento mais forte: 168,1 km/h (01/09/1938)

 

Todos esses recordes são associados a tufões. O recorde de chuva em Tóquio em 1958, ocorreu durante a passagem do Tufão Ida.

1938 também deve ter sido um ano bem ativo em tufões no Japão.

 

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1 hora atrás, Wallace Rezende disse:

Normais climatológicas completas para Tóquio, a metrópole mais populosa do planeta.  Em 2014 a estação foi transferida de Chūō para Chiyoda, esta região da cidade ainda no centrão de Tóquio mas menos adensada que aquela, e com uma grande área verde por perto (o palácio imperial e o principal parque da cidade ficam ali); o impacto da mudança foi sentido principalmente na média das mínimas, que caiu um pouco no novo local.

tG1x1i.png

Informações adicionais:

 

Maior temperatura: 39,5ºC (20/07/2004)

 

Maior temperatura mínima: 30,4ºC (11/08/2013)

 

Menor temperatura: -9,2ºC (13/01/1876)

 

Menor temperatura máxima: -1ºC (26/01/1900)

 

Maior precipitação anual: 2229,6 mm em 1938

 

Menor precipitação anual: 879,5 mm em 1984 (mesmo ano do RJ/Centro)

 

Maior precipitação mensal: 780 mm em 10/2004 (várias tempestades e tufões em transição de tropical para subtropical passaram por perto neste mês).

 

Maior precipitação diária: 371,9 mm (26/09/1958), causando inundações e mortes em vários pontos da Grande Tóquio.

 

Maior precipitação horária: 88,7 mm (31/07/1939)

 

Maior temperatura média mensal: 29,6ºC (08/2010)

 

Menor temperatura média mensal: 0,6ºC (01/1922)

 

Maior média anual: 17,3ºC (2004)

 

Menor média anual: 12,9ºC (1884)

 

Maior altura da neve acumulada no solo: 46 cm (08/02/1883)

 

Menor pressão atmosférica ao nível do mar: 952,7 hPa (01/10/1917)

 

Rajada de vento mais forte: 168,1 km/h (01/09/1938)

 

 

 

 

 

A dupla Janeiro e Fevereiro é bem gelada, porém o verão é excessivamente quente em Julho e Agosto. 

 

Não é um clima ruim, porém lá no Japão há cidades com clima bem melhor.

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8 minutos atrás, Darley disse:

Todos esses recordes são associados a tufões. O recorde de chuva em Tóquio em 1958, ocorreu durante a passagem do Tufão Ida.

1938 também deve ter sido um ano bem ativo em tufões no Japão.

 

Exceto o de chuva em 1 hora, este foi um clássico temporal "paulistano" (rs) mesmo, desses que juntam calor+umidade+brisa do mar.  http://www.data.jma.go.jp/obd/stats/etrn/view/daily_s1.php?prec_no=44&block_no=47662&year=1939&month=7&day=&view=p1

 

O tufão do início de setembro de 1938 foi o que trouxe os maiores ventos registrados até hoje em Tóquio, na Baía de Tóquio onde os ventos são mais fortes e não há obstáculos as rajadas devem ter chegado a 200 km/h. Mas esse não foi tão molhado, só choveu 126,7 mm em 1 dia na ocasião; o maior acumulado diário de 1938 chegou a 278,3 mm em 29/06.  Trocando o mês e o ano no link dá para ver todos os dados diários de precipitação da história estação.  Japão é outro nível, pobre INMET...

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7 minutos atrás, Renan disse:

 

A dupla Janeiro e Fevereiro é bem gelada, porém o verão é excessivamente quente em Julho e Agosto. 

 

Não é um clima ruim, porém lá no Japão há cidades com clima bem melhor.

O auge do verão lá é "nível carioca", mas o calor mais forte dura menos.  Cidades do norte do Japão como Sapporo, Hakodate e Aomori (entre outras) são bem mais frias e com muuita neve no inverno.  O recorde de frio no Japão ocorreu em Asahikawa na ilha de Hokkaido (-41ºC em janeiro de 1902), cidade de clima bem continental para os padrões de uma ilha.  Hoje em dia o frio não chega nem perto disso mais em Asahikawa (nos arredores ainda pode baixar dos -30ºC algumas vezes), mas tem sub (-20ºC) na cidade todo ano.  Agora para quem só gosta de frio o Monte Fuji tem médias mensais que vão de -18,4ºC em janeiro a 6,2ºC em agosto, com recordes de -38ºC e 17,8ºC.

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Verkhoyansk, Rússia

 

Latitude: 67°33'N

Longitude: 133°23'E

Altitude: 127m

Período: 1890 - 2019


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Em 17/07/2019 em 21:37, Andoni disse:

Verkhoyansk, Rússia

 

Latitude: 67°33'N

Longitude: 133°23'E

Altitude: 127m

Período: 1890 - 2019


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O verão dessa cidade tirando os recordes de calor é praticamente o inverno por aqui

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Susuman - Magadan Oblast

Latitude: 62.78

Longitude: 148.17

Altitude: 646m

Período: 1937 - 2019

 

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Normais climatológicas completas de Paris.  

Localizado na parte sul do 14º arrondissement, o Parc Montsouris é onde se localiza a principal estação climatológica de Paris desde 1873.  Inicialmente uma área suburbana  nos limites da zona rural propriamente dita, hoje o parque foi plenamente absorvido pela metrópole parisiense, mas o entorno imediato da estação permanece com bastante verde justamente por ser um parque.  Chama a atenção o fato do recorde absoluto de frio registrado em 12/1879 ser muito inferior a qualquer registro posterior, a ponto de muitos já terem até questionado a qualidade dos dados na época, mas a verdade é que uma análise mais detalhada indica que os registros desta estação são de boa qualidade desde o início, e realmente houve uma espetacular anomalia negativa nas mínimas durante aquele mês em boa parte do norte francês por uma conjunção de fatores.   Além da urbanização imensamente menor na região, a trajetória da massa de ar frio (na verdade, uma sequência de MPs) foi perfeita para provocar várias noites praticamente sem vento e com céu limpo, condições que sozinhas já maximizam bastante o resfriamento radiativo.   Mas o principal fator for uma série de nevadas ocorridas antes e durante a passagem dos primeiros pulsos de ar frio, nevadas que criaram uma rara e espessa camada generalizada de neve por toda a região norte e leste da Franca; durante todo o mês Paris teve neve no solo, o que mesmo naqueles tempos bem mais frios era raro, e essa camada de neve ajudou a aumentar ainda mais o resfriamento radiativo naquela região.  Em outras ondas de frio poderosas mais recentes (como 01/1985 e 02/1956) a temperatura sequer se aproximou dos -20ºC, mas além de essas já terem “encontrado” os entornos do parque mais urbanizados, não contaram com o auxílio de uma espessa camada de neve e nem com uma trajetória tão favorável às noites calmas.  Anteriormente, nos séculos XVII e XVIII, Paris já contava com observações meteorológicas (com algumas interrupções) na sua zona mais urbanizada e central, realizadas em terraços e telhados, e mesmo assim chegou a beirar os -20ºC algumas vezes.

 

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Informações adicionais:  

 

Maior temperatura: 40,4ºC (28/07/1947)

 

Maior temperatura mínima: 25,3ºC (12/08/2003)

 

Menor temperatura: -23,9ºC (10/12/1879)

 

Menor temperatura máxima: -10,5ºC (20/12/1938)

 

Maior temperatura média mensal: 24,7ºC (07/2006)

 

Menor temperatura média mensal: -6,5ºC (12/1879)

 

Maior média das máximas: 30,3ºC (07/2006)

 

Menor média das mínimas: -10,4ºC (12/1879)

 

Maior média anual: 13,9ºC (2018)

 

Menor média anual: 8,7ºC (1879)

 

Maior precipitação anual: 900,8 mm em 2000

 

Menor precipitação anual: 274,4 mm em 1921

 

Maior precipitação mensal: 203,8 mm em 07/2001

 

Maior precipitação diária: 104,2 mm (06/07/2001)

 

 

 

Edited by Wallace Rezende
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Erwin, Tennessee, USA 

Latitude: 36.14

Longitude: -82.42

Altitude: 524m

Período: 1979 - 2019 

 

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Tabelando um pouco a região no qual eu considero como o meu ideal climático no mundo.

 

 

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Em 14/07/2019 em 21:30, Wallace Rezende disse:

Normais longas para o Centro do Rio de Janeiro, a mais longa série pluviométrica contínua do Brasil até onde eu sei. Informações importantes:

 

1-  As médias de temperatura são para o período de 1973 a 1991, quando a estação do INMET funcionou na Marina da Glória (ainda na área do centro, ao lado do aeroporto Santos Dumont).

2- As médias de precipitação são para o período 1981-2010, incluindo Marina da Glória, aeroporto Santos Dumont e Saúde (todos os pontos de observação ficam na área do centro, com médias pluviométricas muito similares).

3- As temperaturas extremas são para o período 1882-1991 (pegando diversas localizações no centro como Morro do Castelo, Ponta do Calabouço, Praça XV e a própria Marina da Glória; mas todos os locais são próximos, inseridos em microclimas muito parecidos e com exposição satisfatória dos instrumentos).  Entre 1992 e 2001 não houve estação do INMET no centro da cidade, e não foram utilizados dados da mais recente estação do INMET na Saúde (2002/2017) por exposição inadequada do abrigo em terraço pouco ventilado e mesmo pelo microclima ser mais quente naquela parte do Centro (independendo da exposição dos instrumentos de medição).

4- Os dados de precipitação diária são para o período 1882-2019 (após o fechamento da estação na Marina da Glória em 1991, foram utilizados dados do aeroporto Santos Dumont entre 1992 e 1996 e da Saúde (sub-bairro do centro, dados INMET e Alerta Rio) entre 1997 e 2019. 

5- Os dados de precipitação mensal e anual são para o período 1851-2018, pegando desde as observações pioneiras do Observatório do Rio de Janeiro (Morro do Castelo) até a atual estação Saúde do Alerta Rio, e o total de meses sem dados neste período de 167 anos não passou de 3.

 

 

 

                   

 

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Informações adicionais:

 

Maior temperatura: 39,1ºC (06/01/1949)

 

Menor temperatura: 10,2ºC (01/09/1882)*

*Não foi possível atestar a confiabilidade deste dado, caso esteja errado o segundo menor registro foi de 10,9ºC em 26/06/1918.

 

Maior precipitação anual: 1820,7 mm em 1966

 

Menor precipitação anual: 575,8 mm em 1984

 

Maior precipitação mensal: 617,6 mm em janeiro de 1966 (grande enchente, 200 mortes na cidade e mais de 400 no total incluindo municípios vizinhos)

 

Maior precipitação diária: 237 mm (11/01/1966)

 

Maior temperatura média mensal: 28,8ºC (02/1966)

 

Menor temperatura média mensal: 18,2ºC (07/1925)

 

Maior média das máximas: 33,5ºC (02/1966)

 

Menor média das mínimas: 14,2ºC (07/1923)

 

 

 

 

Wallace Rezende,

pode acreditar, essa mínima de 10,2ºC em 1º/09/1882 tem tudo para ter ocorrido.Trinta anos após, em 1912 o sul e o sudeste foram atingidos por uma massa polar fortíssima, que trouxe muita neve em São Joaquim e nas partes altas do RS, tem dados registrados em algumas estações do RS que funcionavam na época.Agora quanto a São Joaquim, os relatos foram feitos por antigo morador da cidade e informou num livro, a neve caiu nos últimos dias de agosto e prolongou até 1º de setembro.

O frio avançou com muita força para o Sudeste, tenho os dados de mínimas absolutas para setembro de duas estações, Lavras-MG com  -0,6ºC dia 3/09/1912) e Campos dos Goitacases-RJ com 8,2ºC dia 3/09/1912.

O frio esteve presente em Campos-RJ, durante  setembro de 1912, a média das mínimas foi 14,6 e 25,4(m.máx), em Lavras m.mín 10,1 e m.máx. 24,7.

Teve cidade em São Paulo que a mínima igualou com mínimas de julho e junho, isso na cidade de Jahu, 0,0 no dia 2.Na cidade de Matão a mínima foi de -0,5. Outras cidades de São Paulo também registraram mínimas bem próximas de junho e julho.

Edited by marinhonani
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  Oi Nani, esta onda de frio de 1912 teve em comum com outras grandes de frio (como junho e julho de 1918, julho de 1923, etc) o registro de outros recordes diários de mínima e/ou menor máxima para o período 1882/1920 (livro antigo de normais que consultei) em dias anteriores e/ou posteriores à menor mínima, já no caso de 1882 o recorde de mínima do dia 01/09 aparece solitário, sem nenhum outro em dias anteriores ou subsequentes, o que é muito incomum numa região como o Centro do Rio que depende de advecção acima de tudo para registrar mínimas baixas.

  Também existe a possibilidade de apenas o menor valor ter sido tabelado para o período, já que foi um dos primeiros anos de observação em abrigo de madeira, mas não há como confirmar ou não.  De toda forma considero o recorde perfeitamente possível, mas algo duvidoso, e por isso optei por mencionar (ao contrário de dados claramente errados como os 11,1ºC em 05/1990 e 11,6ºC em 07/1989, provavelmente registrados em bairros mais frios da cidade e atribuídos à estação errada por algum funcionário na hora de tabelar).

  Tendo ocorrido ou não os 10,2ºC de 1882, a chance de ter baixado dos 10ºC em algum momento durante o século XIX na área é muito alta, já que fazia mais frio mesmo naqueles tempos (as observações no Morro do Castelo começaram em 1851, mas inicialmente numa sala ventilada, o que torna os registros incomparáveis com dados de abrigos ao ar livre, e só médias mensais foram divulgadas até a instalação do abrigo ao lado do colégio dos jesuítas em 1881/1882).

 

Edited by Wallace Rezende
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2 horas atrás, Wallace Rezende disse:

  Oi Nani, esta onda de frio de 1912 teve em comum com outras grandes de frio (como junho e julho de 1918, julho de 1923, etc) o registro de outros recordes diários de mínima e/ou menor máxima para o período 1882/1920 (livro antigo de normais que consultei) em dias anteriores e/ou posteriores à menor mínima, já no caso de 1882 o recorde de mínima do dia 01/09 aparece solitário, sem nenhum outro em dias anteriores ou subsequentes, o que é muito incomum numa região como o Centro do Rio que depende de advecção acima de tudo para registrar mínimas baixas.

 

 De toda forma considero o recorde perfeitamente possível, mas algo duvidoso, e por isso optei por mencionar (ao contrário de dados claramente errados como os 11,1ºC em 05/1990 e 11,6ºC em 07/1989, provavelmente registrados em bairros mais frios da cidade e atribuídos à estação errada por algum funcionário na hora de tabelar).

  

 

Wallace Rezende,

essa mínima de 11,1 em maio de 1990 e a de 11,6 em julho de 1989, foram registradas no Aterro do Flamengo.

Lá esfriava mais do que no antigo local da estação no alto do prédio ao lado da Praça XV/Barcas.

A massa polar de maio de 1990, foi muito forte no Rio e Minas

A massa polar de julho de 1989, foi forte também com máximas muito baixas por 2 dias e após um bom resfriamento quando o tempo limpou.A estação do Aterro, ficava numa área ampla e gramada, longe de prédios, eu já visitei a estação em 1985.

Edited by marinhonani
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1 hora atrás, marinhonani disse:

Wallace Rezende,

essa mínima de 11,1 em maio de 1990 e a de 11,6 em julho de 1989, foram registradas no Aterro do Flamengo.

Lá esfriava mais do que no antigo local da estação no alto do prédio ao lado da Praça XV/Barcas

Estas duas eu tenho certeza que estão erradas (provavelmente foram registradas na estação mais fria da cidade e atribuídas por engano ao Aterro).  Na muito mais potente onda de frio de junho de 1979, a maior da segunda metade do século XX na cidade, fez 12,1ºC no Aterro (recorde da estação no local) e 13ºC de mínima horária no Santos Dumont que fica ao lado (aceitável), já em 19/5/1990 fez 16ºC no Santos Dumont e em 06/1989 16,4ºC, só os bairros mais frios tem chance de ter atingido estes valores nestas datas.  A estação do Aterro ficava quase dentro da baía na Marina da Glória e em eventos de frio era sempre a que registrava as maiores mínimas da cidade.  A diferença do Aterro para a Praça XV era mais nas máximas, dependendo do vento (geralmente pequena).  O recorde de maio do Centro da cidade então seria de 13,8ºC, valor registrado pela última vez em 31/05/1917.

 

Pode ser também ter sido simples erro de digitação, fonte de vários erros na base de dados INMET, veja a sequência de mínimas em maio/1990 nos aeros e Santos Dumont e Galeão, para os mesmos dias, e repare no dia 23 que teve mínimas tão baixas quanto o 19 pela cidade:

 

INMET:

83743;17/05/1990;1200;22.2

83743;18/05/1990;1200;20.2 (deve ter sido de 0UTC, com ar frio entrando)

83743;19/05/1990;1200;11.1 (erro)

83743;20/05/1990;1200;20

83743;21/05/1990;1200;18.3

83743;22/05/1990;1200;18.6
83743;23/05/1990;1200;15.7
83743;24/05/1990;1200;16.8
83743;25/05/1990;1200;18.3

 

Santos Dumont (mínimas da madrugada, ao que tudo indica):

17/05: 22ºC

18/05: 22ºC

19/05: 16ºC

20/05: 20ºC

21/05: 19ºC

22/05: 19ºC

23/05: 16ºC

24/05: 18ºC

25/05: 19ºC

 

Galeão (idem):

17/05: 22ºC

18/05: 22ºC

19/05: 14ºC

20/05: 19ºC

21/05: 17ºC

22/05: 17ºC

23/05: 14ºC

24/05: 16ºC

25/05: 17ºC

Edited by Wallace Rezende

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Amsterdam, Holanda
 

Latitude: 52°18'N

Longitude: 04°45'E

Altitude: -3m

Período: 1951 - 2019


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Geisenheim - Hessen

Latitude: 49.99

Longitude: 7.95

Altitude: 110m

Período: 1884 - 2019

 

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Fato curioso, é que não faltou um dia sequer de dados durante todo o período da segunda guerra mundial, nesta estação, o que é bem impressionante. Inclusive, janeiro de 1940 foi o mês mais frio de toda a série:

 

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Edited by jean10lj
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Em 14/07/2019 em 21:30, Wallace Rezende disse:

Normais longas para o Centro do Rio de Janeiro, a mais longa série pluviométrica contínua do Brasil até onde eu sei. Informações importantes:

 

1-  As médias de temperatura são para o período de 1973 a 1991, quando a estação do INMET funcionou na Marina da Glória (ainda na área do centro, ao lado do aeroporto Santos Dumont).

2- As médias de precipitação são para o período 1981-2010, incluindo Marina da Glória, aeroporto Santos Dumont e Saúde (todos os pontos de observação ficam na área do centro, com médias pluviométricas muito similares).

3- As temperaturas extremas são para o período 1882-1991 (pegando diversas localizações no centro como Morro do Castelo, Ponta do Calabouço, Praça XV e a própria Marina da Glória; mas todos os locais são próximos, inseridos em microclimas muito parecidos e com exposição satisfatória dos instrumentos).  Entre 1992 e 2001 não houve estação do INMET no centro da cidade, e não foram utilizados dados da mais recente estação do INMET na Saúde (2002/2017) por exposição inadequada do abrigo em terraço pouco ventilado e mesmo pelo microclima ser mais quente naquela parte do Centro (independendo da exposição dos instrumentos de medição).

4- Os dados de precipitação diária são para o período 1882-2019 (após o fechamento da estação na Marina da Glória em 1991, foram utilizados dados do aeroporto Santos Dumont entre 1992 e 1996 e da Saúde (sub-bairro do centro, dados INMET e Alerta Rio) entre 1997 e 2019. 

5- Os dados de precipitação mensal e anual são para o período 1851-2018, pegando desde as observações pioneiras do Observatório do Rio de Janeiro (Morro do Castelo) até a atual estação Saúde do Alerta Rio, e o total de meses sem dados neste período de 167 anos não passou de 3.

 

 

 

                   

 

Normal.png

 

Informações adicionais:

 

Maior temperatura: 39,1ºC (06/01/1949)

 

Menor temperatura: 10,2ºC (01/09/1882)*

*Não foi possível atestar a confiabilidade deste dado, caso esteja errado o segundo menor registro foi de 10,9ºC em 26/06/1918.

 

Maior precipitação anual: 1820,7 mm em 1966

 

Menor precipitação anual: 575,8 mm em 1984

 

Maior precipitação mensal: 617,6 mm em janeiro de 1966 (grande enchente, 200 mortes na cidade e mais de 400 no total incluindo municípios vizinhos)

 

Maior precipitação diária: 237 mm (11/01/1966)

 

Maior temperatura média mensal: 28,8ºC (02/1966)

 

Menor temperatura média mensal: 18,2ºC (07/1925)

 

Maior média das máximas: 33,5ºC (02/1966)

 

Menor média das mínimas: 14,2ºC (07/1923)

 

 

 

 

Wallace Rezende,

julho de 1923 teve a menor média mínima na estação do centro do Rio, registrou também a menor mínima absoluta para um mês de julho da série iniciada em  1881, registrou os 11,3ºC no dia 13/07/1923.

 

A mínima absoluta de agosto de 11,5ºC foi dia 19/8/1902(mesmo dia da maior onda de frio em agosto no século XX no estado de São Paulo.Na estação do observatório-SP, marcou -2,0ºC(19/8/1902).

 

as datas das maiores chuvas, com exceção de janeiro de 1966(237 mm)foram:

223 mm 26/4/1883

216,0 mm 12/5/1897

205,7 mm 17/6/1916

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