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Brasil Abaixo de Zero
kevin cassol

Estações Nova Santa Rita/RS

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Hoje (10/03/2018) minha estação Convencional de Nova Santa Rita bairro Berto Círio completa 2 anos de funcionamento ininterrupto, iniciado em 10/03/2016 às 23h, e gostaria de criar este tópico para compartilhar quaisquer dados e informações relevantes registradas por aqui, em especial eventos climáticos extremos, como ondas de calor, ondas de frio, amplitudes, médias diárias, mensais, e anuais. Também considero pertinente alguma manutenção, alteração e qualquer informação referente ao sistema de coleta de dados e funcionamento.

A estação principal está instalada em minha CASA e conta com um abrigo meteorológico convencional. No seu interior tem um medidor digital datalogger, que registra leituras a cada 10s (intervalo este de livre escolha) para temperatura, umidade relativa e concentração de CO2, ininterruptamente 24h por dia (a partir destes tenho ponto de orvalho, bulbo umido, entre outros). Salvo em planilhas excel diariamente e com isso consigo um banco de dados de máximas mínimas, médias e anomalias.

Meu monitoramento também é composto de uma segunda estação construída da mesma maneira com um termohigrômetro digital de ALTA precisão (centésimos de grau e UR) no seu intereior, localizado em um campo aberto no fundo de uma BAIXADA a 600m da estação principal. Inaugurada em 16/10/2017, o armazenamento de dados e tabelamento é realizado da mesma maneira nas duas estações, e costuma registrar mínimas de até 3-4°C mais frias que a estação da minha casa durante uma madrugada de céu aberto, sem vento e seco. Máximas na baixada também são inferiores em cerca de 1-2°C em relação à estação de casa.

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Temperatura máxima de 38.5°C, registrada em casa neste domingo de Gre-Nal (18/03/2018).

Até o momento a maior do ano de 2018, batendo os 38.0°C de 09/02, mas não a maior desta temporada de verão (38.6°C em 16/12/2017).

Mínima de 21.6°C pela manhã.

Noite quente: 27°C às 23h.

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Quebra de recorde absoluto da estação da baixada até o momento, com 36.70°C no domingo. Maior marca já observada desde o início das observações em 16/10/2017. Recorde anterior era de 36.43°C de 09/02/2018.

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Dados coletados hoje na estação da baixada revelaram o poder de frio que está por vir (se tudo der certo) ainda neste inverno.

A massa polar desta semana que, primeiramente, veio úmida, com máximas baixas pelo dia 19 e em seguida foi reforçada dia 23, trazendo para o RS o centro de alta pressão e estabilidade total na atmosfera, trouxe mínimas muito baixas para minha localidade de Nova Santa Rita. 

Na baixada me impressionou o registro de 3.7°C às 0h do dia 24/05 sendo na mesma madrugada a minima de 1.70°C. Na madrugada seguinte no mesmo horario (0h dia 25) estava com 6.7°C e devido ao ar absolutamente parado a temperatura caiu a 0.89°C às 6h57, sendo menor temperatura registrada na regiao metropolitana de Poa nesta MP. Certamente houve registro de geada no local.

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Em casa foi registrado 10/15°C com céu encoberto no dia 20 e após limpar e a chegada do centro de alta, tivemos 5/20°C com céu limpo totalmente e houve empate de minima de 4.8°C em ambos os dias 24 e 25/05, valor mais baixo da estação para maio (6.8°C em 2016 e 9.9°C em 2017). Nos dias seguintes, manhãs menos geladas e tardes mais quentes e agradáveis também com céu limpo.

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Gráfico dos principais dias do auge da MP da segunda quinzena de maio de 2018 na estação da BAIXADA.

Início em 23/05 às 0h e final em 26/05 às 9h16.

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Este modelo de gráfico foi adaptado do app do meu datalogger da estação de casa para facilitar visualização.

Legenda:

Verde - Temperatura

Vermelho - Ponto de orvalho

Amarelo - Umidade relativa

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Análise da forte MP de junho de 2018 registrada em Nova Santa Rita:

 

Após advecção de ar quente e úmido sobre o RS ocorrida dos dias 10 a 12 de junho, trazendo uma das maiores minimas e maximas para junho em POA, e uma média 24h altíssima (24°C) no dia 11, uma massa de ar polar de forte intensidade entrou e trouxe temperaturas extremas para cá, quando às 4h40 da madrugada de 16/06 negativou pela primeira vez na estação da baixada, perdendo o cabaço (desculpe mas o trocadilho é inevitável :D).
 

BAIXADA:

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CASA:

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Pois é... com duas casas decimais conseguiu haver empate de -0.86°C nos dois dias, mas a média do dia 16 foi bem mais baixa que a do dia seguinte devido à menor máxima e a baixa temperatura da noite. As mínimas se deram às 7h16 (dia 16) e 3h44 (dia 17).

 

Gráfico ilustrando a variação da temperatura versus horário do dia (cada linha de grade corresponde a 04h30):

Início 0h de 15/06

Término 18h de 18/06

Legenda:

TEMPERATURA (°C)

UMIDADE RELATIVA (%)

PONTO DE ORVALHO (°C)

 

BAIXADA:

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CASA:

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Mas o destaque desta MP foi a baixa temperatura para a noite de sábado 16/06, trazendo recorde de menor marca horária para a estação automática de POA desde o início das observações em 2001. Na estação de casa não foi diferente, bateu o antigo recorde que pertencia à noite de 18/07/2017.

As instantâneas registradas nos seguintes horários para Casa e Baixada, respectivamente, e sua diferença de temperatura:

17h = 12.9°C / 9.71°C (+3.19°C)

18h = 8.6°C / 4.75°C (+3.85°C)

19h = 6.3°C / 2.38°C (+3.92°C)

20h = 5.4°C / 1.22°C (+4.18°C)

21h = 4.9°C / 0.70°C (+4.20°C)

22h = 4.2°C / 0.26°C (+3.94°C)

23h = 4.1°C / 0.09°C (+4.01°C)

0h = 4.0°C / 0.01°C (+3.99°C)

Após isto, a madrugada frustrou qualquer possibilidade de recorde de décadas, houve muita dificuldade de uma queda maior na temperatura das 0h às 7h, permanecendo inalterada por várias horas no patamar de 4°C (casa) e 0°C (baixada), com as respectivas mínimas de 2.5°C e -0.86°C.

 

Este gráfico mostra simultaneamente as temperaturas para as duas estações (note o efeito baixada nas noites de vento calmo):

CASA

BAIXADA

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Ao fim da MP, segue uma sequência de noites e manhãs com nevoeiro e visibilidade muito reduzida. À tarde céu aberto e bastante sol, aquecendo os ambientes internos e permitindo o uso de roupas mais leves, uma vez que a temperatura já ultrapassa os 20°C.

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Apresento aqui duas perspectivas de relevo e localização das estações da Baixada (26m) e Casa (42m), distantes 615m em linha reta uma da outra.

 

Visão no sentido NORTE:

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Visão no sentido SUL:

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Imagem de satélite das duas estações localizadas nas seguintes coordenadas:

Casa: -29.864111°,-51.260611°

Baixada: -29.869457°,-51.262228°

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Ainda venho estudando a possibilidade de uma estação em um TOPO ABERTO (58m) distante em linha reta 660m da estação de Casa e 350m da Baixada, com a finalidade de aprimorar registros de advecções puras da atmosfera, sem incluir efeitos de microclimas locais, como por exemplo, anomalias em noites quentes sob influência da Corrente de Jato de Baixos Níveis (JBN), advecções polares (vento minuano), entre outras características exclusivas que se destacam em relação ao clima de baixada.

 

A princípio, a ideia é instalar o abrigo acoplado à uma torre de alta tensão que há no topo da colina, com o objetivo de ser um local preservado onde não haverá interferência de máquinas ou da população, salvo também do desenvolvimento civil, como construção de estradas que passem próximo ao local, criação de loteamentos para construção de residências, e movimentação de máquinas de escavação para extração de solo para aterros, que é muito comum em todo lugar na região. Atualmente é um amplo campo de pastagem com poucas árvores, algumas delas inclusive isoladas.

 

O aparelho em vista a ser adquirido é o mesmo da estação da Baixada, um HOBO UX100-011, termohigrômetro de duas casas decimais (centésimos de grau) com 84.000 leituras (42.000 em cada canal - T e UR), com livre escolha de intervalo de tempo de gravação a programar. Possivelmente será adotado um intervalo de 30s ou 60s para cada leitura instantânea, (intervalo maior que baixada - 10s) permitindo maior número de dias para realizar uma visita e coleta de dados, 15 ou 30 dias respectivamente. Em relação ao abrigo, poderá ser construído o mesmo modelo das demais estações.

 

Visão no sentido Norte:

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Visão no sentido Leste:

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Foto tirada na direção Norte (torres de alta tensão estão atrás do observador):

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Registrada nesta sexta-feira, 10 de agosto, a menor máxima de 2018 (das 0h as 24h) para as duas estações:

BAIXADA: 11.37°C

CASA: 11.5°C

 

Este foi um dia nublado, sem um raio de sol, com alguns chuviscos em determinados horários do dia e da noite. Extremamente VENTOSO devido à proximidade do ciclone extratropical perto da costa gaúcha. Este que impulsionou parte da massa polar para o centro-sul do Brasil. Me refiro como "parte", porque a maior parcela da alta polar escapou ao sul do ciclone antes de ser arremessada para cima, padrão que vem sendo observado em outras MPs durante este ano.

 

O vento constante por aqui durou cerca de 3 dias, de meados de quinta feira até o domingo. Trazendo uma sequência de máximas baixas e deixando ambientes internos muito frios. No oeste do RS e nos demais estados, o ar seco invadiu o Brasil, permitindo mínimas consideráveis e geada inclusive no sudeste do Brasil. Porto Alegre acabou ficando sob influência da zona de umidade, não permitindo mínimas expressivas (casa dos 8-10°C), porém máximas interessantes.

 

Houve também a ocorrência de alguma precipitação invernal no topo da serra de SC e na serra gaúcha na tarde de quinta (09) e sexta-feira (10).

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Análise da forte MP de AGOSTO de 2018 registrada em Nova Santa Rita:

Boa massa de ar polar com mínimas de respeito para o mês de Agosto, mesmo sendo na reta final do inverno, os valores foram consideráveis! Sua principal característica foi a secura em todos os níveis da atmosfera e a estabilização (ponto de orvalho mínimo em -0,3°C em 26/08 - 10h41), com centro da alta passando pelo leste de SC. Bom frio de suporte, com linha de 0°C em 850hPa passando com folga pelo RS.

 

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Antes da advecção tivemos um dia úmido e nublado(24), seguido de um dia ventoso, seco, totalmente diferente, com aberturas de sol ao longo da manhã (25). Ao anoitecer, o ponto de orvalho já havia caído para faixa dos 4°C, mas seguia algum vento com a temperatura de 11°C e céu absolutamente limpo e cristalino. A queda de temperatura já foi acentuada na madrugada (26), mas após estabilizar a atmosfera, a temperatura caiu ainda mais na próxima madrugada (27). Devido à inclinação solar já um pouco elevada, houve rápido aquecimento, mantendo a mesma taxa de umidade (PO baixo), fazendo com que a UR despencasse para valores próximos aos 30% durante dias seguidos. Nos dias seguintes, o apodrecimento da MP e ingresso de ar quente em altitude faz temperatura na tarde do dia 29 chegar aos trinta, até a linha de instabilidades chegar novamente no dia 30.

 

Houve formação de geada na madrugada provavelmente nos dias 27 e 28 na baixada (estável). Em casa, geada fraca no dia 27. Sensor de relva colocado na baixada marcou valor mínimo de -3.3°C na madrugada do dia 27. Segue algumas fotos da geada (baixada):

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DADOS REGISTRADOS:

BAIXADA (min/max/med):

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CASA (min/max/med):

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Captura instantânea da mínima (27/08/2018 - 06:49:20)

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Gráfico ilustrando a variação da temperatura versus horário do dia (cada linha de grade corresponde a 04h30):

Início 0h de 25/08

Término 18h de 28/08

Legenda:

TEMPERATURA (°C)

UMIDADE RELATIVA (%)

PONTO DE ORVALHO (°C)

 

BAIXADA:

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CASA:

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Gráfico mostrando simultaneamente as temperaturas para as duas estações:

CASA

BAIXADA

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Os dois primeiros dias foram ventosos, isso explica a semelhança fiel entre as temperaturas das duas estações. Entre 2h30 e 3h00 do dia 26 provavelmente deve ter cessado o vendo por algum tempo e com a atmosfera seca, fica evidente a queda brusca na baixada, atingindo um pico de 4.28°C às 2h54, porém a mínima foi à noite com 2.38°C (invertida). O vento começou a parar de soprar mesmo na tarde do dia 26, onde as temperaturas começam a se diferenciar.

 

Uma outra característica comportamental da baixada é a absurda queda de temperatura após o entardecer, mas próximo da meia noite tem (às vezes) leve subida, e em seguida, queda de novo, até a mínima pelo amanhecer. Não só nas duas últimas noites desta MP, mas em diversas outras vezes esse aquecimento noturno fica visível nos gráficos. Em casa às vezes ocorre isso, mas com muito menos frequencia. Não sei qual a explicação desse fenômeno, mas acredito em um provável padrão de agitação ou inversão das diferentes camadas de ar em poucos metros de altitude que deve ocorrer neste horário. Há vezes onde o aquecimento é absurdo, já vi subir 4-6°C numa atmosfera limpa e estável. Nunca estive pessoalmente na baixada nesse horário para presenciar isto.

 

Essa provavelmente foi a MP de encerramento do inverno 2018, então a partir de agora: Primavera. Não acredito que ainda vá fazer frio similar esse ano, apesar de ser tecnicamente possível.

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Instalação da estação do TOPO está mais próxima do que nunca!!!

 

O local em questão foi redefinido e será num pico bem mais alto que o anteriormente previsto, em um campo a 158 m de altitude e 16,2 km em linha reta a NORTE da estação de CASA. Território pertencente ao município de Capela de Santana, quase na divisa com Portão. É um lugar muito bonito, campo bem cuidado, e tem uma vista panorâmica incrível. Possui uma torre de telefonia no local, aparentemente abandonada (sem manutenção) e infelizmente com alguns equipamentos vandalizados.

 

Segue abaixo algumas fotos do local.

 

Imagem do google earth (NORTE):

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Mapa do relevo, estação exatamente no pico 155-160m (NORTE ACIMA):

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Topo à esquerda e baixada monstro à direita, porém arborizada (NORTE):

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Torre de telefonia encontrada no topo (NOROESTE):

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Campo à direita na foto onde pretendo instalar a estação localizado atrás da torre de telefonia da foto anterior (OESTE)

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Conversei com o responsável da área, bem atencioso e acessível, e foi me solicitado formalização do pedido de instalação da estação via email:

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Portanto, o abrigo já está quase pronto, a estrutura de suporte também. Falta adquirir algum material na ferragem para concluir a montagem, como as mãos-francesas e a lona aluminizada, e fazer a compra do termômetro via sedex. A princípio, dentro do mês de outubro já devo iniciar os registros por ali, se tudo ocorrer conforme previsto.

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14 horas atrás, kevin cassol disse:

Instalação da estação do TOPO está mais próxima do que nunca!!!

 

O local em questão foi redefinido e será num pico bem mais alto que o anteriormente previsto, em um campo a 158 m de altitude e 16,2 km em linha reta a NORTE da estação de CASA. Território pertencente ao município de Capela de Santana, quase na divisa com Portão. É um lugar muito bonito, campo bem cuidado, e tem uma vista panorâmica incrível. Possui uma torre de telefonia no local, aparentemente abandonada (sem manutenção) e infelizmente com alguns equipamentos vandalizados.

 

Segue abaixo algumas fotos do local.

 

Imagem do google earth (NORTE):

RELEVO.thumb.jpg.9000646913f5e99cc744e8ba08516a38.jpg

 

Mapa do relevo, estação exatamente no pico 155-160m (NORTE ACIMA):

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Topo à esquerda e baixada monstro à direita, porém arborizada (NORTE):

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Torre de telefonia encontrada no topo (NOROESTE):

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Campo à direita na foto onde pretendo instalar a estação localizado atrás da torre de telefonia da foto anterior (OESTE)

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Conversei com o responsável da área, bem atencioso e acessível, e foi me solicitado formalização do pedido de instalação da estação via email:

kj.thumb.jpg.1d37eaf95cffabeb8128afef66ad96ff.jpg

 

Portanto, o abrigo já está quase pronto, a estrutura de suporte também. Falta adquirir algum material na ferragem para concluir a montagem, como as mãos-francesas e a lona aluminizada, e fazer a compra do termômetro via sedex. A princípio, dentro do mês de outubro já devo iniciar os registros por ali, se tudo ocorrer conforme previsto.

 

Como e para que seria empregada essa lona aluminizada?

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11 horas atrás, LuluBros disse:

 

Como e para que seria empregada essa lona aluminizada?

 

Refletir os raios infravermelhos, responsáveis pelo aquecimento por irradiação, assim como brasa de churrasqueira (não o fogo).

 

O isopor, a madeira, entre outros materiais, que isolam a condução do calor ("isolantes térmicos"), são opacos à luz visível, mas transparentes aos raios de comprimento de onda na faixa dos infravermelhos, causando aquecimento indevido no interior do abrigo. 

 

Faça o teste você mesmo com o papel alumínio: assim como ele assa os alimentos, refletindo várias vezes a radiação através da face mais reflexiva no interior do alimento, o mesmo princípio vale para o lado externo do telhado do abrigo, desviar 100% da radiação solar, aliado ao isolamento do calor por condução (isopor) e pintura branca (maximização do albedo), esta, que também contribui para a não-absorção da radiação, dispersando a radiação solar visível.

Edited by kevin cassol
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Estação do TOPO está pronta e agendada com o dono da área para a instalação na tarde de segunda feira (29/10/2018)!!!

Enquanto o dia não chega, aproveito para checar algumas calibragens dos meus atuais termômetros das estações de Casa e Baixada com o termômetro do Topo chegou pelo correios no dia 23. 

 

CASA (24/10):

Segue com sensor de temperatura perfeitamente calibrado, porém a UR que estava com desvio de 10% (out/2017) atualmente está com 12% (out/2018). Por exemplo: display mostra 69%, lê-se 57%. O mesmo desvio é válido para qualquer faixa de UR medida. 

Nota-se picos mais afiados do termômetro HOBO, por ser menor e ter maior sensibilidade à mudanças repentinas de temperatura.

TEMP MINIMA: 16.5°C16.39°C
TEMP MAXIMA: 26.1°C x 26.60°C

TEMP MÉDIA 24h: 20.34°C x 20.38°C

UR MINIMA: 64.5% x 52.52%

UR MAXIMA: 89.8% x 78.19%

UR MÉDIA 24h: 79.33% x 67.37%

 

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BAIXADA está em teste agora, amanhã (28) devo coletar uma amostra de dados, e na segunda feira (29), antes da instalação do topo, outra amostra, para fins comparativos.

 

Fato interessante: 

O dia do teste de calibragem da estação de casa coincidiu justamente com o registro da 2ª menor UR max já registrada na própria estação, com valor de 78% (corrigido), e simultaneamente 78.19% registrados no segundo termômetro, comprovando marca poucas vezes atingida, mas mantendo isolado o atual recorde de 71% de um dia extremamente ventoso e frio causado pelo super ciclone de 14/09/2016, e seguido de duas marcas de 80% em duas fortes advecções polares em 27/04/2017 e 15/12/2016.

 

Em baixitudes, principalmente na zona rural, é comum a UR máxima estar sempre acima dos 90% na madrugada, ou próximo da condensação do orvalho (baixadas mais ainda! / bancos de nevoeiro), e dificilmente na faixa dos 80/90%. Quando ocorre, aproximadamente dois terços das ocorrências são destruídas na noite seguinte antes da meia noite. Este tipo de recorde só se sustenta em noites de advecções fortes quando não esfria tanto por irradiação, mantendo secura; ou então, em sua maioria, em dias de ventos sustentados por mais de 24 horas, grande parte sob efeitos de fortes ciclones extratropicais.

 

Neste dia (24), a baixada registrou recorde da estação, com 81.72%uma vez que ela não existia em 2016.

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Hoje, 29/10/2018, começa a funcionar a Estação Meteorológica do TOPO !

 

A instalação da minha terceira estação meteorológica começou as 19h30 da noite com o acompanhamento do capataz da propriedade. A montagem se deu lá no local de instalação para ser possível o transporte dentro do carro até lá. Levou cerca de uma 1h30 até montar as 3 partes que eram compostas a estrutura do abrigo meteorológico:

 

1 - Cano de ferro de sustentação com espera para base parafusada.

2 - Venezianas e porta

3 - Madeiramento do telhado

 

Algumas diferenças e aperfeiçoamento em relação à estação da baixada:

1 - Telhado com 3 águas, ao invés de 2, nas direções de incidência solar Oeste (tarde), Sul (manhã) e Norte (inverno), com porta para o Sul.

2 - Base com ripas entrelaçadas e transversais parafusadas, permitindo ventilação pela face inferior também, mantendo rigidez estrutural

3 - Lonas laterais duplas e presas por uma tabua de madeira, garantindo melhor resistência ao vento e vida útil.

4 - Telhado feito em Forro de PVC ao invés de madeira, mantendo a cor branca para sempre e evitando que apodreça com a ação das chuvas.

5 - Substituição de arruelas no telhado por chapinhas metálicas contínuas ao longo do comprimento dos parafusos, aumentando rigidez.

 

A montagem se deu através de um buraco feito com cavadeira, e fixação do poste já com a base. Em seguida a colocação das venezianas e parafusamento na base (furos e esperas já prontas). Depois parafusar estrutura de telhado e amarrar o madeiramento com um cabo de "fio de telefone" na estrutura de base para evitar que vento forte possa arrancar o telhado inteiro. Então fixado o suporte de chapa metálica nos dois pinos para o termômetro, conectar ao notebook e dar o comando para iniciar registração de dados.

 

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Quando passei de avião na volta de São Paulo em 17/10/2018, instantes antes de pousar no Aeroporto Salgado Filho, fotografei a área mostrando o local exato (seta vermelha) que foi instalada a estação:

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Agora o objetivo é monitorar!

Ainda nesta semana devo fazer um cercado com arame farpado, pois, segundo o responsável, o gado pode bater no abrigo e deslocar, pois nesta época eles ficam bastante curiosos. 

Já aproveito para tirar mais fotos durante o dia e fazer a primeira coleta de dados de lá.

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Calibragem BAIXADA (28/10):

TEMPERATURA: sensor se encontra atualmente em conferência ABSOLUTAMENTE PERFEITA ao termômetro novo.

MIN: 11.81°C vs. 11.86°C

MAX: 24.92°C vs. 24.92°C

MED: 18.45°C vs. 18.45°C

 

UMIDADE RELATIVA: sensor está com desvio de 1-3%.

MIN: 41.58% vs. 44.08% (+2.50%)

MAX: 97.29% vs. 98.47% (+1.18%)

MED: 72.41% vs. 75.19% (+2.78%)

 

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Uma incerteza é levantada aqui: Não se sabe se o atual termômetro da baixada desviou-se estes 2% ao longo deste ano, ou se o novo já veio com calibragem 2% abaixo, uma vez que, quando foi calibrado Casa-Baixada, em out/2017, o desvio medido foi de 10% e hoje é de 12%.

 

Então surgem duas possibilidades:

1 - Baixada desviou-se 2%. Casa tinha 10% e agora tem 12%.

2 - Baixada não desviou e Casa continua com 10%. O novo que veio com -2% relativo à Baixada.

 

Como a prioridade sempre será a temperatura, os dados registrados seguem 100% confiáveis para análise comparativa dos microclimas causados exclusivamente pelo relevo. De hoje em diante, muitos dados interessantes surgirão, agora, nas 3 estações em situações topográficas diferentes entre si.

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ANÁLISE DA INCRÍVEL MASSA DE AR SECO DOS DIAS 8 A 11 DE DEZEMBRO DE 2018 E SEUS EXTREMOS:

 

Nestes três dias ocorreu um contraste térmico poucas vezes visto em minha memória meteorológica, com uma das mínimas mais baixas para um mês de dezembro, seguido de uma onda de calor que bateu recordes de máxima absoluta até então nas atuais estações, uma escalada inacreditável na temperatura e, como muitas vezes, subestimada pelos sites e aplicativos de previsão do tempo. Todos os dias tiveram dias e noites extremamente secas com UR baixas, que não trouxe sensação de abafamento.

 

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Começando com uma Massa Polar de trajetória continental impulsionada por um Ciclone Extratropical no oceano, provocando anomalias entre -8°C/-12°C em boa parte do RS e SC.

 

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Céu aberto e totalmente limpo na manhã do dia 08/dez (7h36):

 

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A predominância de céu aberto durante o dia e a madrugada favoreceram o resfriamento noturno e fez com que fossem registradas as seguintes MÍNIMAS na manhã do dia 08/dez:
CASA =
12.3°C (5h10)

BAIXADA = 8.62°C (5h36)

TOPO = 11.30°C (5h26)

 

Após a passagem do ar polar, a corrente de ventos daria repentinamente origem à uma onda de calor originada de uma bolha de ar quente e seco do norte da Argentina/Paraguai, que faria a temperatura disparar em apenas três dias, como mostra o mapa de máximas:

 

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Tarde do dia 11/dez com algumas nuvens do tipo cirrus (13h19):

 

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No dia mais quente (11/dez) a tarde teve sol com algumas nuvens do tipo cirrus, que não atrapalharam a insolação e permitiram aquecimento durante o dia todo. Na tarde, o timing do horário solar relativo ao aumento da nebulosidade foi PERFEITO, permitindo o maior potencial de aquecimento possível, sendo assim, registradas as seguintes XIMAS:
CASA =
40.5°C (15h13)

BAIXADA = 38.43°C (15h13)

TOPO = 38.99°C (14h59)

 

No dia seguinte (12/dez), a frente fria passou pela madrugada, às 4 horas da manhã, causando uma certa turbulência no gráfico da temperatura, mas não trouxe nenhuma chuva, e também não trouxe resfriamento, mantendo a temperatura noturna alta, e um dia muito nublado e abafado.

 

Extremos diários das estações para os dias em análise:

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Os seguintes gráficos mostram a evolução da Temperatura/Umidade das 0h de 7/dez às 23h59 de 12/dez para cada estação :

 

CASA

(ajuste do desvio da UR de +10% corrigido)

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BAIXADA

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TOPO

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Gráfico da Temperatura simultânea nas 3 estações:

CASA

BAIXADA

TOPO

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Atente para a temperatura ocorrida no TOPO na madrugada do dia 12/dez, que bateu 28.03°C às 3h45, minutos antes da chegada da frente fria. A temperatura jamais atingiu 28°C em qualquer horário da madrugada em 3 anos de registro na estação de CASA, tampouco na BAIXADA.

 

Captura do frame mostrando instante exato da mínima (08/12/2018 - 05:10) e da máxima (11/12/2018 - 15:13) da estação de CASA:

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Detalhe no dígitos inativos do display de cristal líquido (LCDs) que começam a mostrar "fantasmas" em altas temperaturas. A intensidade do dígito fantasma é proporcional à temperatura. Isso está relacionado aos LCDs serem termotrópicos, ou seja, é uma propriedade que faz o material reagir conforme a temperatura. Como o cristal líquido é muito sensível às variações térmicas, o aumento na temperatura causa uma pequena desordem no alinhamento da luz polarizada, causando uma certa opacidade na substância em temperaturas elevadas, evidenciando a tonalidade escura nos dígitos inativos. Da mesma maneira, o oposto também ocorre, em temperaturas baixas, o cristal líquido permite uma certa "transparência" da luz, dando a impressão de que os dígitos estão "fracos". Pilhas com baixa carga têm dificuldade de tornar o LCD opaco (preto), causando o mesmo efeito.

 

Outro efeito interessante é que o olho da webcam muda a distância de foco ao se afastar da temperatura na qual foi focada uma vez. Por exemplo: ao focar em uma temperatura de 40°C, ela parecerá proporcionalmente desfocada à medida que a temperatura diminui, e vice versa.

 

Vídeo em Time Lapse do digital do termômetro no período de 8 a 14 de dezembro (acelerado em 240x):

 

 

A temperatura atingiu pela primeira vez a casa dos 40°C às 14:52:25 e permaneceu estável acima disso por 0:47:30 (14:55:00 - 15:42:30)

 

Além do recorde absoluto de máxima da estação, o dia 11/dez também marcou recorde de maior temperatura já registrada para os seguintes horários:

  • 11:48 às 11:53
  • 12:18 às 16:45
  • 19:05 às 22:10

O seguinte gráfico mostra atualmente as temperaturas recordes para cada momento do dia registradas na estação de CASA, desde o início dos registros em 11/03/2016. Para cada cor, existe um dia em que este recorde ocorreu. Em vermelho, os valores recordes pertencem ao dia 11/dez (faixas de horários mencionados acima):

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Antes deste evento de temperaturas extremas, no dia 4/dez houve a incursão de uma primeira Massa Polar que trouxe temperaturas igualmente baixas, porém sem trazer calor posterior. As mínimas registradas foram:

CASA = 12.4°C (5h39)

BAIXADA = 8.67°C (5h28)

TOPO = 12.05°C (4h28)

 

Após o dia 12/dez os dias se tropicalizaram, com entrada de umidade, que causou aumento considerável no Ponto de Orvalho e, consequentemente, mínimas na faixa dos 21/23°C todos os dias da semana seguinte e máximas variando bastante entre 31/38°C, com abafamento extremo em alguns dias e temporais típicos de verão nos fins de tarde.

 

OBS: todos os horários mencionados NÃO estão considerando "horário brasileiro de verão", pertencendo assim, ao fuso horário UTC -3.

Edited by kevin cassol
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ALGUNS NÚMEROS DESTA VÉSPERA DE RÉVEILLON QUE NÃO SE VÊ TODO DIA:

 

Máximas de 30/12/2018:

CASA = 39.6°C

BAIXADA = 37.88°C

TOPO = 37.63°C

 

Às 0h de 31/12/2018 (1h no horário de verão):

CASA = 28.0°C / 87%

BAIXADA = 27.48°C / 89% 

TOPO = 26.48°C / 84%

 

Mínimas de 31/12/2018:

CASA = 24.9°C

BAIXADA = 24.18°C (!!!)

TOPO = 23.57°C

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ANÁLISE DA ONDA DE CALOR E RECORDE DE 2 DE JANEIRO DE 2019:

 

A onda de calor se deu após um dia de mínimas altíssimas (não destruídas), com Ponto de Orvalho alto (31/dez), porém sem esquentar muito à tarde. Foi uma trégua de uma onda de calor inicial (28-30/dez), que de refrescante não teve nada! No dia 01/jan, o calor foi forte e especialmente preparativo para o dia da pré-frontal (02/jan). As máximas foram 2°C ainda mais altas, com tempo firme durante o dia todo e alguma nebulosidade que não atrapalhou o aquecimento no período da tarde.

A bolha de ar quente do norte da Argentina desceu com tudo e veio com uma certa umidade, que causou sensação térmica absurdamente alta, diferente da ocorrida em 11/dez.

 

Rodada do modelo GFS de 30/dez - 12z para Temperatura em 850hPa para os dias 27/dez - 06/jan:

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Previsão de Temperatura Máxima mantida pelo modelo GFS FV3 (novo) para o dia 02/jan, rodada de 29/dez, o qual mostrou melhor acurácia entre os demais modelos:

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Céu na tarde de 02/jan (12h45), poucas horas antes da temperatura recorde (direção N):

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Na tarde do dia 02/jan, foram registradas as seguintes MÁXIMAS:

CASA = 41.3°C (15h55)

BAIXADA = 39.44°C (14h46)

TOPO = 38.79°C (15h56) - Recorde 38.99°C de 11/dez mantido.

 

A madrugada do dia 03/dez foi uma das 5 mais quentes da história de Porto Alegre, com valores absurdamente altos até o amanhecer, milhões de pessoas dormiram mal ou não dormiram. As reclamações na internet eram generalizadas.

As MÍNIMAS DA MADRUGADA seriam recorde isolado, se não fossem destruídas logo após a chegada da chuva:

CASA = 27.4°C (5h52)

BAIXADA = 26.68°C (5h36)

TOPO = 27.71°C (5h41)

 

A temperatura se manteve recordista absoluta em todos os horários a partir da tarde em todas as estações, até a chegada da frente fria às 10h de 03/jan, varrendo de uma vez por todas as antigas marcas horárias. A tabela a seguir mostra, para cada estação, as temperaturas horárias para os dias 02 e 03/jan e o gráfico mostra as maiores temperaturas já registradas nos respectivos horários até o momento.

Valores máximos em verde claro = 02/jan

Valores máximos em vermelho = 03/jan

Demais cores = Valores registrados em outros dias

 

CASA

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BAIXADA

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TOPO

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DADOS REGISTRADOS DURANTE OS DIAS 28/DEZ E 03/JAN:

 

CASA

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BAIXADA

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TOPO

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Com relação à UMIDADE da atmosfera, esta foi muito mais alta que o episódio de 11/dez, sustentando valores de Ponto de Orvalho altos, provocando um índice de calor na ordem dos 50°C (calculado) durante o dia e 40°C à noite:

 

DADOS DE TEMPERATURA VS. PONTO DE ORVALHO E UMIDADE RELATIVA NO PERÍODO 29/DEZ - 03/JAN

CASA (Desvio da UR corrigido, porém, sem reportar valores >90%)

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BAIXADA

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TOPO

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Lamentavelmente, o sensor de UR da estação do TOPO parou de funcionar inesperadamente às 9h55 do dia 03/jan, provavelmente pegou umidade/vento no sensor na chegada da chuva e estragou. Já foi enviado para assistência para conserto, deve voltar nos próximos dias à normalidade, deixando um buraco enorme nos registros neste mês. Do dia 03 ao dia 11/jan apenas dados de temperatura foram coletados.

 

TEMPERATURA SIMULTÂNEA NAS 3 ESTAÇÕES NO PERIODO DE 29/DEZ - 03/JAN

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VÍDEO EM TIMELAPSE DO PERÍODO DE 31/DEZ 16:04:40 - 04/JAN 00:17:10

 

Após as marcas históricas, o dia 03/jan foi marcado por instabilidades e temperaturas nada interessantes. A máxima de 30°C se deu na meia noite para CASA e BAIXADA e de manhã após o sol nascer, no TOPO.

O dia 04/jan também foi um dia com instabilidades e tarde amena (23-25°C), seguido de bananismo intercalados com dias de calor fraco e cotidiano.

 

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Recorde de maior mínima da BAIXADA batido na madrugada de 24/jan!

24.44°C

 

Foi uma madrugada quente, com temperatura travada. Em três momentos do dia a temperatura caiu para a casa dos 24°C

 

Madrugada = 24.78°C

Tarde, após uma pancada de verão = 24.88°C

Noite, na virada da meia noite = 24.44°C

 

Em CASA igualaria o atual recorde (25.2°C - 17/abr/2016), se não fosse destruída na última hora do dia:

Madrugada = 25.2°C

Tarde = 25.7°C

Noite = 24.7°C

 

TOPO está em manutenção, não há dados para este dia.

 

Máximas do dia:

CASA = 32.9°C

BAIXADA = 32.13°C

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Estação do TOPO volta a funcionar na tarde de hoje 28/jan, e já começa com 37°C !

 

Uma alteração foi feita:

O termômetro, que antes ficava na parte interna inferior, agora ficará posicionado na parte superior interna da chapa de suporte/proteção contra os respingos de chuva, para evitar que ocorra corrosão novamente no sensor, pois assim fica um pouco mais protegido.

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DADOS DA ONDA DE CALOR DE FINAL DE JANEIRO/2019

Um bloqueio monstro em altitude provocou uma continuidade de dias quentes com constante advecção de ar quente vindo de norte/noroeste, impedindo o avanço de frentes frias. Na imagem abaixo, a configuração do bloqueio no nível de 500 hPa para o dia 30/jan, auge da onda de calor:

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Temperatura em 850 hPa para os dias 27/jan - 03/fev. Rodada do modelo GFS para o dia 30/jan:

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Nova Santa Rita já enfrentava uma sequência de dias quentes, com máximas em torno dos 35°C, mas quando o bloqueio se intensificou, o aquecimento foi ainda mais intenso. Apesar de haver temporais de verão em alguns dos dias, o grande destaque foi a sequência enorme de dias e noites quentes, sendo uma onda de calor muito duradoura.

 

Temperaturas registradas nas três estações:

CASA

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BAIXADA

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TOPO

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Temperatura simultânea para todas as estações CASA BAIXADA TOPO nos dias 27/jan a 01/fev. Observe que a instabilidade duas vezes ocorreu minutos antes no TOPO, e depois chegava em CASA, que fica mais ao sul, logo, a queda da temperatura ocorreu de NORTE para SUL nestes casos.

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Amigos, por pouco o problema do sensor de UR do TOPO não se repete. Foi atingido pela umidade da tempestade violenta do dia 11/fev e quase houve perda do sensor que fica exposto. Saiu do ar durante a tormenta (chuva com ventos >70km/h), e milagrosamente voltou ao normal no dia seguinte, causando uma pequena perda de dados, apenas da UR e seus derivados.

Para evitar que ocorra novamente, bolei um sistema de proteção com duas garrafas Pet recortadas da seguinte maneira (vista de cima e vista de lado):

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Assim, fica protegido dos respingos/gotículas que conseguem entrar no abrigo com a ventania forte, e ao mesmo tempo, permitir ventilação.

 

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O cabo ficará lá, e conectado permanentemente, não precisando mais abrir o abrigo.

Na prática, valores de temperatura e UR não foram afetados e dentro da garrafa continuam iguais aos originais, mas prestarei atenção se houver algum comportamento fora do previsto.

 

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Ontem 24/fev/2019 foi registrada na estação de CASA a 2ª maior marca horária para as 11h, perdendo apenas para o dia 26/dez/2016, com uma única leitura recorde, 36.4°C às 11:05:20. Esta temperatura foi a máxima do dia. 

 

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Foi uma situação de pré frontal extrema com rápido aquecimento matinal, ocorrido também nos dias 26/dez/2016 e 17/dez/2018, primeira e terceira maior marca, respectivamente.

 

A tabela abaixo mostra as 5 maiores marcas da estação (médias) das 11h00 às 11h10 (horário solar).

 

RECORDE.thumb.png.0f5ae2bd64c25da6ca13efec6270fc15.png        1139765124_RECORDE2.thumb.png.12792b9221705d198722a7752056cc9c.png

 

Edited by kevin cassol

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