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Brasil Abaixo de Zero
kevin cassol

Estações Nova Santa Rita/RS

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Hoje (10/03/2018) minha estação Convencional de Nova Santa Rita bairro Berto Círio completa 2 anos de funcionamento ininterrupto, iniciado em 10/03/2016 às 23h, e gostaria de criar este tópico para compartilhar quaisquer dados e informações relevantes registradas por aqui, em especial eventos climáticos extremos, como ondas de calor, ondas de frio, amplitudes, médias diárias, mensais, e anuais. Também considero pertinente alguma manutenção, alteração e qualquer informação referente ao sistema de coleta de dados e funcionamento.

A estação principal está instalada em minha CASA e conta com um abrigo meteorológico convencional. No seu interior tem um medidor digital datalogger, que registra leituras a cada 10s (intervalo este de livre escolha) para temperatura, umidade relativa e concentração de CO2, ininterruptamente 24h por dia (a partir destes tenho ponto de orvalho, bulbo umido, entre outros). Salvo em planilhas excel diariamente e com isso consigo um banco de dados de máximas mínimas, médias e anomalias.

Meu monitoramento também é composto de uma segunda estação construída da mesma maneira com um termohigrômetro digital de ALTA precisão (centésimos de grau e UR) no seu intereior, localizado em um campo aberto no fundo de uma BAIXADA a 600m da estação principal. Inaugurada em 16/10/2017, o armazenamento de dados e tabelamento é realizado da mesma maneira nas duas estações, e costuma registrar mínimas de até 3-4°C mais frias que a estação da minha casa durante uma madrugada de céu aberto, sem vento e seco. Máximas na baixada também são inferiores em cerca de 1-2°C em relação à estação de casa.

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Temperatura máxima de 38.5°C, registrada em casa neste domingo de Gre-Nal (18/03/2018).

Até o momento a maior do ano de 2018, batendo os 38.0°C de 09/02, mas não a maior desta temporada de verão (38.6°C em 16/12/2017).

Mínima de 21.6°C pela manhã.

Noite quente: 27°C às 23h.

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Quebra de recorde absoluto da estação da baixada até o momento, com 36.70°C no domingo. Maior marca já observada desde o início das observações em 16/10/2017. Recorde anterior era de 36.43°C de 09/02/2018.

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DADOS DA MP DE 24 MAIO 2018 - NOVA SANTA RITA


A massa polar desta semana coincidiu com um momento turbulento  no cotidiano da população: a greve dos caminhoneiros, organizada após reajuste no preço do óleo diesel nas refinarias. No dia 24/maio/2018, o preço dos combustíveis foram às alturas, e os motoristas formavam filas nos postos para garantir o seu abastecimento e, assim, manter suas atividades comerciais. O trânsito das ruas despencou e a frota de ônibus municipal parou. Nos dias seguintes, começou faltar insumos e matéria prima. Foi um caos urbano.

 

Imagem: Retrato da greve dos camioneiros em meio à Massa Polar - 24/maio/2018 - 11:07

 

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Antes desta MP, tivemos dias nublados, com maior umidade, que levou a máximas baixas pelo dia 19. Na sequência, foi reforçada dia 23, trazendo para o RS o centro de alta pressão e estabilidade total na atmosfera, trouxe mínimas muito baixas para minha localidade de Nova Santa Rita. 

 

Temperatura em 850 hPa para a semana da Massa Polar, segundo o modelo GFS:

 

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Dados coletados da estação da Quinta São José, localizada em Baixada, revelaram o poder de frio que está por vir, ainda neste inverno. Me impressiona o registro de 3.7°C às 0:00 do dia 24/05 sendo na mesma madrugada a mínima de 1.70°C. Na madrugada seguinte no mesmo horário (0:00 do dia 25) estava com 6.7°C e, devido ao ar absolutamente estático e acúmulo de ar frio, a temperatura caiu a 0.89°C às 6h57, sendo esta a menor temperatura registrada na região metropolitana de Porto Alegre nesta MP. Certamente houve registro de geada no local, dada estabilidade dos ventos e saturação da umidade na superfície.

 

Quinta São José:

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Abaixo, o gráfico dos principais dias da MP da segunda quinzena de maio de 2018 durante estabilidade na estação da Quinta São José.

 

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Em casa foi registrado 10/15°C com céu encoberto no dia 20 e após limpar e a chegada do centro de alta, tivemos 5/20°C com céu limpo totalmente e houve empate de minima de 4.8°C em ambos os dias 24 e 25/05, valor mais baixo da estação para maio (6.8°C em 2016 e 9.9°C em 2017). Nos dias seguintes, manhãs menos geladas e tardes mais quentes e agradáveis também com céu limpo.

 

Lot. Recanto da Quinta - Casa

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ANÁLISE DA FORTE MP DE JUNHO DE 2018

 

Após advecção de ar quente e úmido sobre o RS ocorrida dos dias 10 a 12/jun, trazendo uma das maiores mínimas e máximas para junho em POA, e uma média 24h altíssima (24.45°C) no dia 11, uma massa de ar polar de forte intensidade entrou e trouxe temperaturas extremas para cá, quando às 4h40 da madrugada de 16/jun negativou pela primeira vez na estação da Quinta São José.

 

Mapa de temperatura em 850 hPa segundo modelo GFS:

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Condição do tempo e registro de geada em 16/jun às 7h10:

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Dados:

Quinta São José

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Lot. Recanto da Quinta - Casa

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Incrível... com duas casas decimais conseguiu haver empate de -0.86°C nos dois dias, mas a média do dia 16 foi bem mais baixa que a do dia seguinte devido à menor máxima e a baixa temperatura do início da noite. As mínimas se deram às 7h16 (16/jun) e 3h44 (17/jun).

 

Gráfico referente aos dias 15 a 18/jun:

Quinta São José:

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Lot. Recanto da Quinta - Casa:

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Este gráfico mostra simultaneamente as temperaturas para as duas estações (note o acúmulo de ar frio nas noites de calmaria):

CASA

BAIXADA

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O grande destaque desta MP foi a baixa temperatura para o início da noite de sábado 16/jun, trazendo recorde de menor marca horária para a estação automática de POA desde o início das observações em 2001. Na estação de casa não foi diferente, bateu o antigo recorde que pertencia à noite de 18/jul/2017. Na Quinta São José, negativou às 23h13, algo memorável.

 

As instantâneas registradas nos seguintes horários para Casa e Quinta São José, respectivamente, e sua diferença de temperatura:

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Após isto, a madrugada frustrou qualquer possibilidade de recorde de décadas, houve muita dificuldade de uma queda maior na temperatura das 0h às 7h, permanecendo inalterada por várias horas no patamar de 4°C (casa) e 0°C (baixada), com as respectivas mínimas de 2.5°C e -0.86°C.

 

Ao fim da MP, segue uma sequência de noites e manhãs com nevoeiro e visibilidade muito reduzida. À tarde céu aberto e bastante sol, aquecendo os ambientes internos e permitindo o uso de roupas mais leves, uma vez que a temperatura já ultrapassa os 20°C.

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Apresento aqui duas perspectivas de relevo e localização das estações da Baixada (26m) e Casa (42m), distantes 615m em linha reta uma da outra.

 

Visão no sentido NORTE:

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Visão no sentido SUL:

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Imagem de satélite das duas estações localizadas nas seguintes coordenadas:

Casa: -29.864111°,-51.260611°

Baixada: -29.869457°,-51.262228°

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Ainda venho estudando a possibilidade de uma estação em um TOPO ABERTO (58m) distante em linha reta 660m da estação de Casa e 350m da Baixada, com a finalidade de aprimorar registros de advecções puras da atmosfera, sem incluir efeitos de microclimas locais, como por exemplo, anomalias em noites quentes sob influência da Corrente de Jato de Baixos Níveis (JBN), advecções polares (vento minuano), entre outras características exclusivas que se destacam em relação ao clima de baixada.

 

A princípio, a ideia é instalar o abrigo acoplado à uma torre de alta tensão que há no topo da colina, com o objetivo de ser um local preservado onde não haverá interferência de máquinas ou da população, salvo também do desenvolvimento civil, como construção de estradas que passem próximo ao local, criação de loteamentos para construção de residências, e movimentação de máquinas de escavação para extração de solo para aterros, que é muito comum em todo lugar na região. Atualmente é um amplo campo de pastagem com poucas árvores, algumas delas inclusive isoladas.

 

O aparelho em vista a ser adquirido é o mesmo da estação da Baixada, um HOBO UX100-011, termohigrômetro de duas casas decimais (centésimos de grau) com 84.000 leituras (42.000 em cada canal - T e UR), com livre escolha de intervalo de tempo de gravação a programar. Possivelmente será adotado um intervalo de 30s ou 60s para cada leitura instantânea, (intervalo maior que baixada - 10s) permitindo maior número de dias para realizar uma visita e coleta de dados, 15 ou 30 dias respectivamente. Em relação ao abrigo, poderá ser construído o mesmo modelo das demais estações.

 

Visão no sentido Norte:

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Visão no sentido Leste:

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Foto tirada na direção Norte (torres de alta tensão estão atrás do observador):

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Registrada nesta sexta-feira, 10 de agosto, a menor máxima de 2018 (das 0h as 24h) para as duas estações:

BAIXADA: 11.37°C

CASA: 11.5°C

 

Este foi um dia nublado, sem um raio de sol, com alguns chuviscos em determinados horários do dia e da noite. Extremamente VENTOSO devido à proximidade do ciclone extratropical perto da costa gaúcha. Este que impulsionou parte da massa polar para o centro-sul do Brasil. Me refiro como "parte", porque a maior parcela da alta polar escapou ao sul do ciclone antes de ser arremessada para cima, padrão que vem sendo observado em outras MPs durante este ano.

 

O vento constante por aqui durou cerca de 3 dias, de meados de quinta feira até o domingo. Trazendo uma sequência de máximas baixas e deixando ambientes internos muito frios. No oeste do RS e nos demais estados, o ar seco invadiu o Brasil, permitindo mínimas consideráveis e geada inclusive no sudeste do Brasil. Porto Alegre acabou ficando sob influência da zona de umidade, não permitindo mínimas expressivas (casa dos 8-10°C), porém máximas interessantes.

 

Houve também a ocorrência de alguma precipitação invernal no topo da serra de SC e na serra gaúcha na tarde de quinta (09) e sexta-feira (10).

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Análise da forte MP de AGOSTO de 2018 registrada em Nova Santa Rita:

Boa massa de ar polar com mínimas de respeito para o mês de Agosto, mesmo sendo na reta final do inverno, os valores foram consideráveis! Sua principal característica foi a secura em todos os níveis da atmosfera e a estabilização (ponto de orvalho mínimo em -0,3°C em 26/08 - 10h41), com centro da alta passando pelo leste de SC. Bom frio de suporte, com linha de 0°C em 850hPa passando com folga pelo RS.

 

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Antes da advecção tivemos um dia úmido e nublado(24), seguido de um dia ventoso, seco, totalmente diferente, com aberturas de sol ao longo da manhã (25). Ao anoitecer, o ponto de orvalho já havia caído para faixa dos 4°C, mas seguia algum vento com a temperatura de 11°C e céu absolutamente limpo e cristalino. A queda de temperatura já foi acentuada na madrugada (26), mas após estabilizar a atmosfera, a temperatura caiu ainda mais na próxima madrugada (27). Devido à inclinação solar já um pouco elevada, houve rápido aquecimento, mantendo a mesma taxa de umidade (PO baixo), fazendo com que a UR despencasse para valores próximos aos 30% durante dias seguidos. Nos dias seguintes, o apodrecimento da MP e ingresso de ar quente em altitude faz temperatura na tarde do dia 29 chegar aos trinta, até a linha de instabilidades chegar novamente no dia 30.

 

Houve formação de geada na madrugada provavelmente nos dias 27 e 28 na baixada (estável). Em casa, geada fraca no dia 27. Sensor de relva colocado na baixada marcou valor mínimo de -3.3°C na madrugada do dia 27. Segue algumas fotos da geada (baixada):

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DADOS REGISTRADOS:

BAIXADA (min/max/med):

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CASA (min/max/med):

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Captura instantânea da mínima (27/08/2018 - 06:49:20)

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Gráfico ilustrando a variação da temperatura versus horário do dia (cada linha de grade corresponde a 04h30):

Início 0h de 25/08

Término 18h de 28/08

Legenda:

TEMPERATURA (°C)

UMIDADE RELATIVA (%)

PONTO DE ORVALHO (°C)

 

BAIXADA:

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CASA:

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Gráfico mostrando simultaneamente as temperaturas para as duas estações:

CASA

BAIXADA

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Os dois primeiros dias foram ventosos, isso explica a semelhança fiel entre as temperaturas das duas estações. Entre 2h30 e 3h00 do dia 26 provavelmente deve ter cessado o vendo por algum tempo e com a atmosfera seca, fica evidente a queda brusca na baixada, atingindo um pico de 4.28°C às 2h54, porém a mínima foi à noite com 2.38°C (invertida). O vento começou a parar de soprar mesmo na tarde do dia 26, onde as temperaturas começam a se diferenciar.

 

Uma outra característica comportamental da baixada é a absurda queda de temperatura após o entardecer, mas próximo da meia noite tem (às vezes) leve subida, e em seguida, queda de novo, até a mínima pelo amanhecer. Não só nas duas últimas noites desta MP, mas em diversas outras vezes esse aquecimento noturno fica visível nos gráficos. Em casa às vezes ocorre isso, mas com muito menos frequencia. Não sei qual a explicação desse fenômeno, mas acredito em um provável padrão de agitação ou inversão das diferentes camadas de ar em poucos metros de altitude que deve ocorrer neste horário. Há vezes onde o aquecimento é absurdo, já vi subir 4-6°C numa atmosfera limpa e estável. Nunca estive pessoalmente na baixada nesse horário para presenciar isto.

 

Essa provavelmente foi a MP de encerramento do inverno 2018, então a partir de agora: Primavera. Não acredito que ainda vá fazer frio similar esse ano, apesar de ser tecnicamente possível.

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Instalação da estação do TOPO está mais próxima do que nunca!!!

 

O local em questão foi redefinido e será num pico bem mais alto que o anteriormente previsto, em um campo a 158 m de altitude e 16,2 km em linha reta a NORTE da estação de CASA. Território pertencente ao município de Capela de Santana, quase na divisa com Portão. É um lugar muito bonito, campo bem cuidado, e tem uma vista panorâmica incrível. Possui uma torre de telefonia no local, aparentemente abandonada (sem manutenção) e infelizmente com alguns equipamentos vandalizados.

 

Segue abaixo algumas fotos do local.

 

Imagem do google earth (NORTE):

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Mapa do relevo, estação exatamente no pico 155-160m (NORTE ACIMA):

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Topo à esquerda e baixada monstro à direita, porém arborizada (NORTE):

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Torre de telefonia encontrada no topo (NOROESTE):

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Campo à direita na foto onde pretendo instalar a estação localizado atrás da torre de telefonia da foto anterior (OESTE)

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Conversei com o responsável da área, bem atencioso e acessível, e foi me solicitado formalização do pedido de instalação da estação via email:

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Portanto, o abrigo já está quase pronto, a estrutura de suporte também. Falta adquirir algum material na ferragem para concluir a montagem, como as mãos-francesas e a lona aluminizada, e fazer a compra do termômetro via sedex. A princípio, dentro do mês de outubro já devo iniciar os registros por ali, se tudo ocorrer conforme previsto.

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14 horas atrás, kevin cassol disse:

Instalação da estação do TOPO está mais próxima do que nunca!!!

 

O local em questão foi redefinido e será num pico bem mais alto que o anteriormente previsto, em um campo a 158 m de altitude e 16,2 km em linha reta a NORTE da estação de CASA. Território pertencente ao município de Capela de Santana, quase na divisa com Portão. É um lugar muito bonito, campo bem cuidado, e tem uma vista panorâmica incrível. Possui uma torre de telefonia no local, aparentemente abandonada (sem manutenção) e infelizmente com alguns equipamentos vandalizados.

 

Segue abaixo algumas fotos do local.

 

Imagem do google earth (NORTE):

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Mapa do relevo, estação exatamente no pico 155-160m (NORTE ACIMA):

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Topo à esquerda e baixada monstro à direita, porém arborizada (NORTE):

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Torre de telefonia encontrada no topo (NOROESTE):

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Campo à direita na foto onde pretendo instalar a estação localizado atrás da torre de telefonia da foto anterior (OESTE)

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Conversei com o responsável da área, bem atencioso e acessível, e foi me solicitado formalização do pedido de instalação da estação via email:

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Portanto, o abrigo já está quase pronto, a estrutura de suporte também. Falta adquirir algum material na ferragem para concluir a montagem, como as mãos-francesas e a lona aluminizada, e fazer a compra do termômetro via sedex. A princípio, dentro do mês de outubro já devo iniciar os registros por ali, se tudo ocorrer conforme previsto.

 

Como e para que seria empregada essa lona aluminizada?

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11 horas atrás, LuluBros disse:

 

Como e para que seria empregada essa lona aluminizada?

 

Refletir os raios infravermelhos, responsáveis pelo aquecimento por irradiação, assim como brasa de churrasqueira (não o fogo).

 

O isopor, a madeira, entre outros materiais, que isolam a condução do calor ("isolantes térmicos"), são opacos à luz visível, mas transparentes aos raios de comprimento de onda na faixa dos infravermelhos, causando aquecimento indevido no interior do abrigo. 

 

Faça o teste você mesmo com o papel alumínio: assim como ele assa os alimentos, refletindo várias vezes a radiação através da face mais reflexiva no interior do alimento, o mesmo princípio vale para o lado externo do telhado do abrigo, desviar 100% da radiação solar, aliado ao isolamento do calor por condução (isopor) e pintura branca (maximização do albedo), esta, que também contribui para a não-absorção da radiação, dispersando a radiação solar visível.

Edited by kevin cassol
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Estação do TOPO está pronta e agendada com o dono da área para a instalação na tarde de segunda feira (29/10/2018)!!!

Enquanto o dia não chega, aproveito para checar algumas calibragens dos meus atuais termômetros das estações de Casa e Baixada com o termômetro do Topo chegou pelo correios no dia 23. 

 

CASA (24/10):

Segue com sensor de temperatura perfeitamente calibrado, porém a UR que estava com desvio de 10% (out/2017) atualmente está com 12% (out/2018). Por exemplo: display mostra 69%, lê-se 57%. O mesmo desvio é válido para qualquer faixa de UR medida. 

Nota-se picos mais afiados do termômetro HOBO, por ser menor e ter maior sensibilidade à mudanças repentinas de temperatura.

TEMP MINIMA: 16.5°C16.39°C
TEMP MAXIMA: 26.1°C x 26.60°C

TEMP MÉDIA 24h: 20.34°C x 20.38°C

UR MINIMA: 64.5% x 52.52%

UR MAXIMA: 89.8% x 78.19%

UR MÉDIA 24h: 79.33% x 67.37%

 

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BAIXADA está em teste agora, amanhã (28) devo coletar uma amostra de dados, e na segunda feira (29), antes da instalação do topo, outra amostra, para fins comparativos.

 

Fato interessante: 

O dia do teste de calibragem da estação de casa coincidiu justamente com o registro da 2ª menor UR max já registrada na própria estação, com valor de 78% (corrigido), e simultaneamente 78.19% registrados no segundo termômetro, comprovando marca poucas vezes atingida, mas mantendo isolado o atual recorde de 71% de um dia extremamente ventoso e frio causado pelo super ciclone de 14/09/2016, e seguido de duas marcas de 80% em duas fortes advecções polares em 27/04/2017 e 15/12/2016.

 

Em baixitudes, principalmente na zona rural, é comum a UR máxima estar sempre acima dos 90% na madrugada, ou próximo da condensação do orvalho (baixadas mais ainda! / bancos de nevoeiro), e dificilmente na faixa dos 80/90%. Quando ocorre, aproximadamente dois terços das ocorrências são destruídas na noite seguinte antes da meia noite. Este tipo de recorde só se sustenta em noites de advecções fortes quando não esfria tanto por irradiação, mantendo secura; ou então, em sua maioria, em dias de ventos sustentados por mais de 24 horas, grande parte sob efeitos de fortes ciclones extratropicais.

 

Neste dia (24), a baixada registrou recorde da estação, com 81.72%uma vez que ela não existia em 2016.

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Hoje, 29/10/2018, começa a funcionar a Estação Meteorológica do TOPO !

 

A instalação da minha terceira estação meteorológica começou as 19h30 da noite com o acompanhamento do capataz da propriedade. A montagem se deu lá no local de instalação para ser possível o transporte dentro do carro até lá. Levou cerca de uma 1h30 até montar as 3 partes que eram compostas a estrutura do abrigo meteorológico:

 

1 - Cano de ferro de sustentação com espera para base parafusada.

2 - Venezianas e porta

3 - Madeiramento do telhado

 

Algumas diferenças e aperfeiçoamento em relação à estação da baixada:

1 - Telhado com 3 águas, ao invés de 2, nas direções de incidência solar Oeste (tarde), Sul (manhã) e Norte (inverno), com porta para o Sul.

2 - Base com ripas entrelaçadas e transversais parafusadas, permitindo ventilação pela face inferior também, mantendo rigidez estrutural

3 - Lonas laterais duplas e presas por uma tabua de madeira, garantindo melhor resistência ao vento e vida útil.

4 - Telhado feito em Forro de PVC ao invés de madeira, mantendo a cor branca para sempre e evitando que apodreça com a ação das chuvas.

5 - Substituição de arruelas no telhado por chapinhas metálicas contínuas ao longo do comprimento dos parafusos, aumentando rigidez.

 

A montagem se deu através de um buraco feito com cavadeira, e fixação do poste já com a base. Em seguida a colocação das venezianas e parafusamento na base (furos e esperas já prontas). Depois parafusar estrutura de telhado e amarrar o madeiramento com um cabo de "fio de telefone" na estrutura de base para evitar que vento forte possa arrancar o telhado inteiro. Então fixado o suporte de chapa metálica nos dois pinos para o termômetro, conectar ao notebook e dar o comando para iniciar registração de dados.

 

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Quando passei de avião na volta de São Paulo em 17/10/2018, instantes antes de pousar no Aeroporto Salgado Filho, fotografei a área mostrando o local exato (seta vermelha) que foi instalada a estação:

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Agora o objetivo é monitorar!

Ainda nesta semana devo fazer um cercado com arame farpado, pois, segundo o responsável, o gado pode bater no abrigo e deslocar, pois nesta época eles ficam bastante curiosos. 

Já aproveito para tirar mais fotos durante o dia e fazer a primeira coleta de dados de lá.

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Calibragem BAIXADA (28/10):

TEMPERATURA: sensor se encontra atualmente em conferência ABSOLUTAMENTE PERFEITA ao termômetro novo.

MIN: 11.81°C vs. 11.86°C

MAX: 24.92°C vs. 24.92°C

MED: 18.45°C vs. 18.45°C

 

UMIDADE RELATIVA: sensor está com desvio de 1-3%.

MIN: 41.58% vs. 44.08% (+2.50%)

MAX: 97.29% vs. 98.47% (+1.18%)

MED: 72.41% vs. 75.19% (+2.78%)

 

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Uma incerteza é levantada aqui: Não se sabe se o atual termômetro da baixada desviou-se estes 2% ao longo deste ano, ou se o novo já veio com calibragem 2% abaixo, uma vez que, quando foi calibrado Casa-Baixada, em out/2017, o desvio medido foi de 10% e hoje é de 12%.

 

Então surgem duas possibilidades:

1 - Baixada desviou-se 2%. Casa tinha 10% e agora tem 12%.

2 - Baixada não desviou e Casa continua com 10%. O novo que veio com -2% relativo à Baixada.

 

Como a prioridade sempre será a temperatura, os dados registrados seguem 100% confiáveis para análise comparativa dos microclimas causados exclusivamente pelo relevo. De hoje em diante, muitos dados interessantes surgirão, agora, nas 3 estações em situações topográficas diferentes entre si.

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ANÁLISE DA INCRÍVEL MASSA DE AR SECO DOS DIAS 8 A 11 DE DEZEMBRO DE 2018 E SEUS EXTREMOS:

 

Nestes três dias ocorreu um contraste térmico poucas vezes visto em minha memória meteorológica, com uma das mínimas mais baixas para um mês de dezembro, seguido de uma onda de calor que bateu recordes de máxima absoluta até então nas atuais estações, uma escalada inacreditável na temperatura e, como muitas vezes, subestimada pelos sites e aplicativos de previsão do tempo. Todos os dias tiveram dias e noites extremamente secas com UR baixas, que não trouxe sensação de abafamento.

 

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Começando com uma Massa Polar de trajetória continental impulsionada por um Ciclone Extratropical no oceano, provocando anomalias entre -8°C/-12°C em boa parte do RS e SC.

 

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Céu aberto e totalmente limpo na manhã do dia 08/dez (7h36):

 

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A predominância de céu aberto durante o dia e a madrugada favoreceram o resfriamento noturno e fez com que fossem registradas as seguintes MÍNIMAS na manhã do dia 08/dez:
CASA =
12.3°C (5h10)

BAIXADA = 8.62°C (5h36)

TOPO = 11.30°C (5h26)

 

Após a passagem do ar polar, a corrente de ventos daria repentinamente origem à uma onda de calor originada de uma bolha de ar quente e seco do norte da Argentina/Paraguai, que faria a temperatura disparar em apenas três dias, como mostra o mapa de máximas:

 

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Tarde do dia 11/dez com algumas nuvens do tipo cirrus (13h19):

 

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No dia mais quente (11/dez) a tarde teve sol com algumas nuvens do tipo cirrus, que não atrapalharam a insolação e permitiram aquecimento durante o dia todo. Na tarde, o timing do horário solar relativo ao aumento da nebulosidade foi PERFEITO, permitindo o maior potencial de aquecimento possível, sendo assim, registradas as seguintes XIMAS:
CASA =
40.5°C (15h13)

BAIXADA = 38.43°C (15h13)

TOPO = 38.99°C (14h59)

 

No dia seguinte (12/dez), a frente fria passou pela madrugada, às 4 horas da manhã, causando uma certa turbulência no gráfico da temperatura, mas não trouxe nenhuma chuva, e também não trouxe resfriamento, mantendo a temperatura noturna alta, e um dia muito nublado e abafado.

 

Extremos diários das estações para os dias em análise:

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Os seguintes gráficos mostram a evolução da Temperatura/Umidade das 0h de 7/dez às 23h59 de 12/dez para cada estação :

 

CASA

(ajuste do desvio da UR de +10% corrigido)

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BAIXADA

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TOPO

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Gráfico da Temperatura simultânea nas 3 estações:

CASA

BAIXADA

TOPO

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Atente para a temperatura ocorrida no TOPO na madrugada do dia 12/dez, que bateu 28.03°C às 3h45, minutos antes da chegada da frente fria. A temperatura jamais atingiu 28°C em qualquer horário da madrugada em 3 anos de registro na estação de CASA, tampouco na BAIXADA.

 

Captura do frame mostrando instante exato da mínima (08/12/2018 - 05:10) e da máxima (11/12/2018 - 15:13) da estação de CASA:

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Detalhe no dígitos inativos do display de cristal líquido (LCDs) que começam a mostrar "fantasmas" em altas temperaturas. A intensidade do dígito fantasma é proporcional à temperatura. Isso está relacionado aos LCDs serem termotrópicos, ou seja, é uma propriedade que faz o material reagir conforme a temperatura. Como o cristal líquido é muito sensível às variações térmicas, o aumento na temperatura causa uma pequena desordem no alinhamento da luz polarizada, causando uma certa opacidade na substância em temperaturas elevadas, evidenciando a tonalidade escura nos dígitos inativos. Da mesma maneira, o oposto também ocorre, em temperaturas baixas, o cristal líquido permite uma certa "transparência" da luz, dando a impressão de que os dígitos estão "fracos". Pilhas com baixa carga têm dificuldade de tornar o LCD opaco (preto), causando o mesmo efeito.

 

Outro efeito interessante é que o olho da webcam muda a distância de foco ao se afastar da temperatura na qual foi focada uma vez. Por exemplo: ao focar em uma temperatura de 40°C, ela parecerá proporcionalmente desfocada à medida que a temperatura diminui, e vice versa.

 

Vídeo em Time Lapse do digital do termômetro no período de 8 a 14 de dezembro (acelerado em 240x):

 

 

A temperatura atingiu pela primeira vez a casa dos 40°C às 14:52:25 e permaneceu estável acima disso por 0:47:30 (14:55:00 - 15:42:30)

 

Além do recorde absoluto de máxima da estação, o dia 11/dez também marcou recorde de maior temperatura já registrada para os seguintes horários:

  • 11:48 às 11:53
  • 12:18 às 16:45
  • 19:05 às 22:10

O seguinte gráfico mostra atualmente as temperaturas recordes para cada momento do dia registradas na estação de CASA, desde o início dos registros em 11/03/2016. Para cada cor, existe um dia em que este recorde ocorreu. Em vermelho, os valores recordes pertencem ao dia 11/dez (faixas de horários mencionados acima):

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Antes deste evento de temperaturas extremas, no dia 4/dez houve a incursão de uma primeira Massa Polar que trouxe temperaturas igualmente baixas, porém sem trazer calor posterior. As mínimas registradas foram:

CASA = 12.4°C (5h39)

BAIXADA = 8.67°C (5h28)

TOPO = 12.05°C (4h28)

 

Após o dia 12/dez os dias se tropicalizaram, com entrada de umidade, que causou aumento considerável no Ponto de Orvalho e, consequentemente, mínimas na faixa dos 21/23°C todos os dias da semana seguinte e máximas variando bastante entre 31/38°C, com abafamento extremo em alguns dias e temporais típicos de verão nos fins de tarde.

 

OBS: todos os horários mencionados NÃO estão considerando "horário brasileiro de verão", pertencendo assim, ao fuso horário UTC -3.

Edited by kevin cassol
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ALGUNS NÚMEROS DESTA VÉSPERA DE RÉVEILLON QUE NÃO SE VÊ TODO DIA:

 

Máximas de 30/12/2018:

CASA = 39.6°C

BAIXADA = 37.88°C

TOPO = 37.63°C

 

Às 0h de 31/12/2018 (1h no horário de verão):

CASA = 28.0°C / 87%

BAIXADA = 27.48°C / 89% 

TOPO = 26.48°C / 84%

 

Mínimas de 31/12/2018:

CASA = 24.9°C

BAIXADA = 24.18°C (!!!)

TOPO = 23.57°C

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ANÁLISE DA ONDA DE CALOR E RECORDE DE 2 DE JANEIRO DE 2019:

 

A onda de calor se deu após um dia de mínimas altíssimas (não destruídas), com Ponto de Orvalho alto (31/dez), porém sem esquentar muito à tarde. Foi uma trégua de uma onda de calor inicial (28-30/dez), que de refrescante não teve nada! No dia 01/jan, o calor foi forte e especialmente preparativo para o dia da pré-frontal (02/jan). As máximas foram 2°C ainda mais altas, com tempo firme durante o dia todo e alguma nebulosidade que não atrapalhou o aquecimento no período da tarde.

A bolha de ar quente do norte da Argentina desceu com tudo e veio com uma certa umidade, que causou sensação térmica absurdamente alta, diferente da ocorrida em 11/dez.

 

Rodada do modelo GFS de 30/dez - 12z para Temperatura em 850hPa para os dias 27/dez - 06/jan:

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Previsão de Temperatura Máxima mantida pelo modelo GFS FV3 (novo) para o dia 02/jan, rodada de 29/dez, o qual mostrou melhor acurácia entre os demais modelos:

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Céu na tarde de 02/jan (12h45), poucas horas antes da temperatura recorde (direção N):

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Na tarde do dia 02/jan, foram registradas as seguintes MÁXIMAS:

CASA = 41.3°C (15h55)

BAIXADA = 39.44°C (14h46)

TOPO = 38.79°C (15h56) - Recorde 38.99°C de 11/dez mantido.

 

A madrugada do dia 03/dez foi uma das 5 mais quentes da história de Porto Alegre, com valores absurdamente altos até o amanhecer, milhões de pessoas dormiram mal ou não dormiram. As reclamações na internet eram generalizadas.

As MÍNIMAS DA MADRUGADA seriam recorde isolado, se não fossem destruídas logo após a chegada da chuva:

CASA = 27.4°C (5h52)

BAIXADA = 26.68°C (5h36)

TOPO = 27.71°C (5h41)

 

A temperatura se manteve recordista absoluta em todos os horários a partir da tarde em todas as estações, até a chegada da frente fria às 10h de 03/jan, varrendo de uma vez por todas as antigas marcas horárias. A tabela a seguir mostra, para cada estação, as temperaturas horárias para os dias 02 e 03/jan e o gráfico mostra as maiores temperaturas já registradas nos respectivos horários até o momento.

Valores máximos em verde claro = 02/jan

Valores máximos em vermelho = 03/jan

Demais cores = Valores registrados em outros dias

 

CASA

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BAIXADA

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TOPO

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DADOS REGISTRADOS DURANTE OS DIAS 28/DEZ E 03/JAN:

 

CASA

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BAIXADA

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TOPO

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Com relação à UMIDADE da atmosfera, esta foi muito mais alta que o episódio de 11/dez, sustentando valores de Ponto de Orvalho altos, provocando um índice de calor na ordem dos 50°C (calculado) durante o dia e 40°C à noite:

 

DADOS DE TEMPERATURA VS. PONTO DE ORVALHO E UMIDADE RELATIVA NO PERÍODO 29/DEZ - 03/JAN

CASA (Desvio da UR corrigido, porém, sem reportar valores >90%)

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BAIXADA

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TOPO

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Lamentavelmente, o sensor de UR da estação do TOPO parou de funcionar inesperadamente às 9h55 do dia 03/jan, provavelmente pegou umidade/vento no sensor na chegada da chuva e estragou. Já foi enviado para assistência para conserto, deve voltar nos próximos dias à normalidade, deixando um buraco enorme nos registros neste mês. Do dia 03 ao dia 11/jan apenas dados de temperatura foram coletados.

 

TEMPERATURA SIMULTÂNEA NAS 3 ESTAÇÕES NO PERIODO DE 29/DEZ - 03/JAN

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VÍDEO EM TIMELAPSE DO PERÍODO DE 31/DEZ 16:04:40 - 04/JAN 00:17:10

 

Após as marcas históricas, o dia 03/jan foi marcado por instabilidades e temperaturas nada interessantes. A máxima de 30°C se deu na meia noite para CASA e BAIXADA e de manhã após o sol nascer, no TOPO.

O dia 04/jan também foi um dia com instabilidades e tarde amena (23-25°C), seguido de bananismo intercalados com dias de calor fraco e cotidiano.

 

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Recorde de maior mínima da Quinta São José/Baixada, na madrugada de 24/jan

24.44°C

 

Foi uma madrugada quente, com temperatura travada. Em três momentos do dia a temperatura caiu para a casa dos 24°C

 

Madrugada = 24.78°C

Tarde, após uma pancada de verão = 24.88°C

Noite, na virada da meia noite = 24.44°C

 

Gráfico:

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Em CASA igualaria o atual recorde (25.2°C - 17/abr/2016), se não fosse destruída na última hora do dia:

Madrugada = 25.2°C

Tarde = 25.7°C

Noite = 24.7°C

 

TOPO está em manutenção, não há dados para este dia.

 

Máximas do dia:

CASA = 32.9°C

BAIXADA = 32.13°C

Edited by kevin cassol
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Estação do TOPO volta a funcionar na tarde de hoje 28/jan, e já começa com 37°C !

 

Uma alteração foi feita:

O termômetro, que antes ficava na parte interna inferior, agora ficará posicionado na parte superior interna da chapa de suporte/proteção contra os respingos de chuva, para evitar que ocorra corrosão novamente no sensor, pois assim fica um pouco mais protegido.

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DADOS DA ONDA DE CALOR DE FINAL DE JANEIRO/2019

Um bloqueio monstro em altitude provocou uma continuidade de dias quentes com constante advecção de ar quente vindo de norte/noroeste, impedindo o avanço de frentes frias. Na imagem abaixo, a configuração do bloqueio no nível de 500 hPa para o dia 30/jan, auge da onda de calor:

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Temperatura em 850 hPa para os dias 27/jan - 03/fev. Rodada do modelo GFS para o dia 30/jan:

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Nova Santa Rita já enfrentava uma sequência de dias quentes, com máximas em torno dos 35°C, mas quando o bloqueio se intensificou, o aquecimento foi ainda mais intenso. Apesar de haver temporais de verão em alguns dos dias, o grande destaque foi a sequência enorme de dias e noites quentes, sendo uma onda de calor muito duradoura.

 

Temperaturas registradas nas três estações:

CASA

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BAIXADA

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TOPO

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Temperatura simultânea para todas as estações CASA BAIXADA TOPO nos dias 27/jan a 01/fev. Observe que a instabilidade duas vezes ocorreu minutos antes no TOPO, e depois chegava em CASA, que fica mais ao sul, logo, a queda da temperatura ocorreu de NORTE para SUL nestes casos.

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Amigos, por pouco o problema do sensor de UR do TOPO não se repete. Foi atingido pela umidade da tempestade violenta do dia 11/fev e quase houve perda do sensor que fica exposto. Saiu do ar durante a tormenta (chuva com ventos >70km/h), e milagrosamente voltou ao normal no dia seguinte, causando uma pequena perda de dados, apenas da UR e seus derivados.

Para evitar que ocorra novamente, bolei um sistema de proteção com duas garrafas Pet recortadas da seguinte maneira (vista de cima e vista de lado):

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Assim, fica protegido dos respingos/gotículas que conseguem entrar no abrigo com a ventania forte, e ao mesmo tempo, permitir ventilação.

 

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O cabo ficará lá, e conectado permanentemente, não precisando mais abrir o abrigo.

Na prática, valores de temperatura e UR não foram afetados e dentro da garrafa continuam iguais aos originais, mas prestarei atenção se houver algum comportamento fora do previsto.

 

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Ontem 24/fev/2019 foi registrada na estação de CASA a 2ª maior marca horária para as 11h, perdendo apenas para o dia 26/dez/2016, com uma única leitura recorde, 36.4°C às 11:05:20. Esta temperatura foi a máxima do dia. 

 

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Foi uma situação de pré frontal extrema com rápido aquecimento matinal, ocorrido também nos dias 26/dez/2016 e 17/dez/2018, primeira e terceira maior marca, respectivamente.

 

A tabela abaixo mostra as 5 maiores marcas da estação (médias) das 11h00 às 11h10 (horário solar).

 

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Edited by kevin cassol

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Hoje foi registrado algo muito interessante:

A mínima de ontem (24/fev), foi a máxima de hoje (25/fev) !!!

 

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A coincidência não se deve apenas ao fato de estar 23.5°C exatamente na virada do dia às 23:59:59 mas, durante o temporal da manhã, a temperatura também caiu para, acredite: 23.5°C às 12h03! A temperatura ficou neste valor por mais de meia hora, sem cair um décimo sequer, até voltar a subir. 

 

Em dois momentos do dia houve o valor de 23.5°C, às 12h03 e 23h59. Por questão de 2 minutos a temperatura poderia ter caído para 23.4°C (às 0h02) e esta ter sido a mínima/máxima, então isolada e instantaneamente.

 

O fato ocorrido é INÉDITO, pois o máximo que já havia se aproximado disso foi na advecção polar de final de abril/2016 com +0,1 de distância entre elas.

 

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A temperatura máxima diurna hoje foi de 22.2°C, próximo das 7h45 da manhã. A tarde foi totalmente úmida, sem um raio de sol, chuvisco "spray", e FRIO bizarro para fevereiro (anomalia de -9/-10). E a mínima, invertida novamente, pouco antes da meia noite.

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ALTERAÇÃO NA POSIÇÃO DA ESTAÇÃO DA BAIXADA

 

O objetivo desta mudança é manter distância da encosta, onde pode haver flutuações do efeito baixada, podendo não garantir 100% do potencial de mínimas absolutas, e centralizar no campo em terreno plano. Não deve trazer mudanças significativas nos valores de mínimas e máximas.

 

A mudança foi feita dia 19/04/2019, com deslocamento de 34,5 metros sentido WNW, agora igualmente distante da encosta e das árvores que delimitam o espaço. A diferença de desnível em relação ao ponto anterior é desprezível na prática, pois não chega a meio metro, e a altura do sensor relativo ao solo, que antes era de cerca de 1,70 m ficou em 1,50 m. A altura da grama média antes era 15-20 cm e agora é de 5-10 cm.

 

A qualidade e o cuidado na medição e coleta de dados será mantido, como sempre nas minhas estações.

 

Seta indicando local antigo

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Local novo representado pelo X:

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Foto da estação:

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TESTE DE AQUECIMENTO ESTAÇÃO DE CASA

 

A constante e excessiva discrepância entre as temperaturas máximas observadas entre as estações de CASA e BAIXADA NSR me fez levantar uma suspeita de superaquecimento na estação de CASA. Então, foram tomadas algumas medidas para detectar e corrigir as possíveis interferências:

 

- Afastamento de casa, antes com 2.60m, agora com 8.50m da parede.

- Reforma no telhado e sistema de isolamento térmico.

- Limpeza geral da poeira e mofo.

 

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O afastamento de casa fez com que o abrigo agora não pegue mais sombra na parte da manhã, especificamente entre 9h e 11h. Era observado sempre um "atraso" no aquecimento ao comparar com as demais estações nesse horário da manhã, e um pico no horário da tarde, quando bate sol na parede. Agora isso foi corrigido totalmente.

 

No dia 07/05/2019 foi feito uma análise comparativa entre os dois locais, próximo e longe da parede, com o abrigo da BAIXADA PORTÃO antes de sua instalação:

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Os dados de temperatura observados no dia foram os seguintes:

VERDE - LONGE (datalogger antigo)

AZUL - PERTO (datalogger novo)

 

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Segue a diferença entre as linhas F(x) = LONGE - PERTO:

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Nota-se visível efeito do microclima gerado pela proximidade da casa. Na parte da manhã, a sombra da casa mantém o ar gelado em volta, enquanto que o campo aquece normalmente. À tarde, o efeito é o contrário, aquece demais o ambiente ao redor de casa onde há insolação, causando o pico negativo.

 

Ainda assim, nota-se um valor constante médio de aproximadamente +0,4°C de aquecimento entre os dois abrigos nas demais horas do dia e da noite. Será feita uma análise nos dados observados agora com o isolamento térmico restaurado e, se não constatar interferência, provável que possa ser o próprio corpo do aparelho datalogger interno que esteja absorvendo calor. Os dados de CASA serão coletados e comparados com a estação da BAIXADA NSR no próximo dia ensolarado.

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11/05/2019 - INSTALADA COM SUCESSO NOVA ESTAÇÃO METEOROLÓGICA EM PORTÃO/BAIXADA!!!

 

Localizado nas coordenadas -29.738316, -51.284528, com altitude 50m, e topos próximos de 80/120m, a nova estação fica distante do TOPO 2,16 km sentido SSE e fará apoio aos dados coletados lá.

 

O sistema construtivo é idêntico à estação do TOPO, telhado 3 águas, base com ventilação e lonas laterais duplas

 

Perfil

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Vista sentido LESTE

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Vista sentido SUDESTE

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Topografia

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Satélite (situação)

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Satélite (localização)

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Sessão fotográfica das minhas estações meteorológicas

 

ESTAÇÃO DE CASA - NOVA SANTA RITA/RS - 26/06/2019 - 22:29 - 6.2°C

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ESTAÇÃO NOVA SANTA RITA/RS - BAIXADA - 26/06/2019 - 19:30 - 5.1°C

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ESTAÇÃO NOVA SANTA RITA/RS - BAIXADA - 27/06/2019 - 06:58 - 2.5°C (GEADA FRACA)

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ESTAÇÃO PORTÃO/CAPELA DE SANTANA/RS - TOPO - 14/06/2019 - 22:08 - 23.6°C (VENTO NORTE/NOROESTE)

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ESTAÇÃO PORTÃO/CAPELA DE SANTANA/RS - TOPO - 22/06/2019 - 16:23 - 26.9°C

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ESTAÇÃO PORTÃO/RS - VALE/BAIXADA - 22/06/2019 - 15:15 - 27.0°C

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ANÁLISE DETALHADA DA MASSA POLAR DE 02 A 08 DE JULHO 2019

 

Uma erupção polar muito extensa em área territorial, com um centro de alta de 1033 hPa, entrou com tudo na América do Sul, causando uma longa e interminável sequência de dias e noites secas (ponto de orvalho baixíssimos, próximos de 0°C), e congelantes, com mínimas abaixo dos 5°C com vento e máximas baixas, mesmo com tardes ensolaradas.

 

Esta foi uma MP onde o destaque foi o vento intenso, por vários dias, impedindo aquecimento diurno e fazendo com que a temperatura das baixadas não se distinguisse dos topos durante a noite e a madrugada, frustrando possíveis mínimas absurdas tão aguardadas.

 

Na serra, houve queda de neve em flocos e neve granular em alguns municípios, mas sem acumulação.

 

Suporte em altitude:

É possível ver no mapa abaixo que negativou com folga em altitude na totalidade do RS, e muitos modelos mantiveram essa indicação de erupção polar forte desde acima de 300 horas de antecedência. Pouca flutuação nos principais modelos durante as rodadas, o que mudava eram pequenos detalhes, como a posição do ciclone, e a alternância constante entre nevasca e secura.

 

Modelo GFS rodada de 05/jul 12z para temperatura e vento em 850 hPa válida para os dias 2 a 9/jul:

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Configuração sinótica:

Altura geopotencial em 500 hPa passa por poa com 534 dm e um corredor polar é formado ao longo da Argentina. O vórtice ciclônico no mar jogando umidade na costa do RS causou precipitação de neve em flocos misturada com água em Pelotas/RS.

 

Configuração sinótica do modelo GFS rodada do dia 29/jun 18z válida para 5/jul às 18h (hora da neve):

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Secura para mínimas:

A quantidade de vapor de água no ar foi mínima durante todo o periodo da MP e ideal para possíveis mínimas recordes (vide ponto de orvalho observado nos dados a seguir), mas como o vento atrapalhava a queda acentuada da temperatura, as Umidades Relativas máximas, durante as madrugadas, por consequência não se aproximavam da saturação.

 

Modelo ECMWF rodada de 30/jun 12z para água precipitável válida para 7/jul às 3h da manhã (hora da mínima):

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Condições Observadas:

O céu se manteve aberto durante todo o período, com exceção da tarde do dia 5/jul onde houve nebulosidade devido ao avanço das instabilidades que causaram precipitação de neve nos municípios da serra.

No dia 2/jul ainda durante a entrada da massa de ar mais frio, houve condições para formação de nevoeiros nos vales da cidade.

 

Sequência de imagens das condições do tempo na manhã dos dias 2 a 7/jul em Nova Santa Rita/RS - Estação de CASA:

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Dados Registrados:

As minhas estações meteorológicas registraram os seguintes dados:

 

NOVA SANTA RITA/RS - CASA 

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*Sensor da UR está limitado em 90%, isso pode interferir na UR média e no PO mínimo.

 

NOVA SANTA RITA/RS - BAIXADA

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CAPELA DE SANTANA/RS - TOPO

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PORTÃO/RS - VALE

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Dados instantâneos:

O gráfico abaixo mostra o desenvolvimento da MP em cada estação das 0h de 3/jul às 23h59 de 8/jul:

NOVA SANTA RITA/RS - CASA 

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*Sensor da UR está limitado em 90%, isso pode interferir no ponto de orvalho quando UR > 90%.

 

NOVA SANTA RITA/RS - BAIXADA

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CAPELA DE SANTANA/RS - TOPO

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PORTÃO/RS - VALE

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Dados simultâneos:

O gráfico abaixo mostra o desenvolvimento da MP nas 4 estações simultaneamente, no período das 0h de 3/jul às 23h59 de 8/jul:

 

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LEGENDA DE CORES:

NOVA SANTA RITA/RS - CASA 

NOVA SANTA RITA/RS - BAIXADA

CAPELA DE SANTANA/RS - TOPO

PORTÃO/RS - VALE

 

É possível notar que na estação de CASA e BAIXADA de Nova Santa Rita, o vento parou de vez mesmo pouco antes da 1h da madrugada do dia 7/jul, para a sorte das mínimas tão aguardadas. Foi possível notar forte queda nesse período, e isso foi algo que não ocorreu em Portão. Lá o vento seguiu travando a queda, por isso não negativou, mesmo no VALE.

Foi observada geada relativamente forte na manhã do dia 7/jul na BAIXADA, e geada mais fraca em CASA.

 

FOTO - Geada no amanhecer de domingo nos campos próximos da BAIXADA, em Nova Santa Rita/RS (7/jul às 8h10):

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Surpreendente também a temperatura para o periodo da noite do dia 7/jul. A estabilização da atmosfera permitiu rápido resfriamento, porém nuvens ao amanhecer do dia 8/jul frustraram possível queda contínua até o amanhecer, fazendo as mínimas ocorrerem entre 3h e 5h da madrugada, ainda assim fortes.

Após esse período, o frio vem perdendo força nas regiões de altitude, como a serra. Nos lugares mais próximos do nível do mar, resiste o ar gelado superficial mais raso. Este é o fim desta massa polar.

 

 

Edited by kevin cassol
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Parabéns pelo seu trabalho de monitoramento, adoraria poder fazer algo parecido (uma estação que fosse), mas sem chances por aqui.  Infelizmente o INMET vem enfrentando muitas dificuldades já que os repetidos cortes no orçamento vão empurrando os concursos para o "dia de são nunca" e mesmo os contratos terceirizados seguem em ritmo de tartaruga.  As estações convencionais estão sendo fechadas aos poucos a medida que os observadores se aposentam (já perdemos algumas de grande importância), e as automáticas não recebem manutenção com uma frequência minimamente adequada por falta de equipes suficientes e dinheiro para reposição dos equipamentos; todas as automáticas tem grandes falhas principalmente nos dados de precipitação e qualquer tentativa de calcular normais no futuro com base nas automáticas vai encontrar barreiras intransponíveis pela descontinuidade dos registros (quando um pluviômetro entope/deixa de funcionar, normalmente leva meses até providenciarem o reparo).  O futuro da climatologia de qualidade no Brasil muito provavelmente vai ficar na mão de observadores dedicados como você.

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19 horas atrás, Wallace Rezende disse:

Parabéns pelo seu trabalho de monitoramento, adoraria poder fazer algo parecido (uma estação que fosse), mas sem chances por aqui.  Infelizmente o INMET vem enfrentando muitas dificuldades já que os repetidos cortes no orçamento vão empurrando os concursos para o "dia de são nunca" e mesmo os contratos terceirizados seguem em ritmo de tartaruga.  As estações convencionais estão sendo fechadas aos poucos a medida que os observadores se aposentam (já perdemos algumas de grande importância), e as automáticas não recebem manutenção com uma frequência minimamente adequada por falta de equipes suficientes e dinheiro para reposição dos equipamentos; todas as automáticas tem grandes falhas principalmente nos dados de precipitação e qualquer tentativa de calcular normais no futuro com base nas automáticas vai encontrar barreiras intransponíveis pela descontinuidade dos registros (quando um pluviômetro entope/deixa de funcionar, normalmente leva meses até providenciarem o reparo).  O futuro da climatologia de qualidade no Brasil muito provavelmente vai ficar na mão de observadores dedicados como você.

 

Obrigado amigo, me dedico bastante do meu tempo em operação e manutenção, para poder aos poucos ir ampliando o monitoramento e a qualidade da região. Isso não seria possível sem o apoio que tenho dos amigos que conheci aqui neste espaço!!!

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Estação colocada de volta ao local original de instalação

 

Inicialmente o propósito da troca de lugar era de colocar no ponto mais baixo do terreno, visando o escoamento do ar frio e acumulando mais que no local original, um pouco mais à esquerda da área. Mas, o observado foi o efeito contrário.

 

Antes tinha diferenças de mínimas entre 3,0°C a 3,5°C em relação as mínimas de CASA madrugadas de boa estabilidade, podendo chegar até 4,0°C, que é o recorde de diferença de mínimas entre as duas estações, e desde o dia da troca de lugar (19/abr) até agora, as diferenças não atingiram mais valores superiores a 3,0°C (o que era muito comum) e estão com muita dificuldade de chegar aos 2,5°C.

 

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A possível razão para isso é o solo enxarcado mais ao fundo do terreno. O calor específico da água é maior e ali é gerada uma zona de umidade/vapor, e isso tem trancado as mínimas extremas de cair livremente. É notável que nas horas mais frias da noite, entre as 4h e as 7h da manhã, acontece uma flutuação.

 

Exemplo de interferência causada pelo solo enxarcado em 17/jul/2019 (padrão observado em inúmeros casos):

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Exemplo de queda livre em solo seco em 22/jun/2018

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Como não tenho dois termômetros para medir simultaneamente o comportamento da queda em uma mesma noite, foi necessário fazer estimativas em dias diferentes.

 

A troca para o local antigo foi feita às 12h do dia 21/jul/2019, e pude fazer uma observação interessante. Onde o solo é mais seco, a geada do dia 7/jul atingiu proporcionalmente com mais força a grama do campo, revelando um mapeamento de pontos onde as mínimas extremas podem ser mais fortes, conforme a tonalidade de amarelos e verdes:

 

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Agora a estação definitivamente ficará onde está, sempre evitando instalar em banhados. Vivendo e aprendendo!

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AQUECIMENTO ADIABÁTICO ACENTUADO EM PORTÃO/RS

 

Correntes de vento de origem NORTE, ao descer a serra sofrem aquecimento devido à compressão dos gases. Esse vento, seco, característico dos Andes, tem o nome de Vento Zonda. O efeito é similar, porém com elevação minorada.

 

Na noite do dia 22/jul esse efeito pôde ser percebido com muito mais evidência nas estações de Portão/RS, que ficam 16km mais ao norte que as estações de Nova Santa Rita/RS.

 

Mapa ilustrando a localização das estações de PORTÃO (topo e vale) e NOVA SANTA RITA (casa e baixada) relativas à serra, e à ação do vento zonda.

 

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Quanto mais ao Norte, próximo ao pé da serra, mais quente é o vento. À medida que se distancia da serra, no sentido sul, mais tênue é este efeito do aumento da temperatura, devido à perda de calor. Isso pode ser observado também nas estações de NSR. 

 

Interessante também a constância do vento norte no TOPO, que não permitiu a queda da temperatura, como nos VALES. É comum a estação do topo registrar mínimas altas, sob20, em advecções quentes em pleno JJA, sob ação deste vento norte constante. Em estações de VALES já é mais difícil o vento segurar a temperatura, devido ao relevo (encostas) e possíveis obstáculos.

 

Gráfico mostrando o comportamento da temperatura em cada estação simultaneamente:

NOVA SANTA RITA/CASA

NOVA SANTA RITA/BAIXADA

PORTÃO/TOPO

PORTÃO/VALE

 

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DIA DE CENTRO OESTE BRASILEIRO EM PORTÃO/RS

 

PORTÃO - TOPO

Temp. máxima = 30.50°C

UR mínima = 32.3%

 

PORTÃO - VALE

Temp. máxima = 30.88°C

UR mínima = 31.7%

 

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ANÁLISE DA ADVECÇÃO DE AR QUENTE DE 09/SET/2019 EM NOVA SANTA RITA E PORTÃO/RS

 

Nesta segunda feira, tivemos um dia memorável, efeito de aquecimento adiabático pré-frontal proporcionou um dos mais quentes dos últimos anos para setembro na Região Metropolitana de Porto Alegre e Vale do Paranhana, superando até mesmo 10/set/2017. Essa infiltração de ar quente causou um aprofundamento de uma área de baixa pressão no Uruguai, com valores abaixo dos 995 hPa e tempo severo. Na região de Porto Alegre, a chuva só chegou no dia 11/set porém com maior suavidade.

 

Padrão de bloqueio em 500 hPa:

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Configuração sinótica reduzida ao nível do mar:

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Desenvolvimento da temperatura em 850 hPa:

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Desenvolvimento da temperatura em 2m e vento em 10m:

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Desenvolvimento da umidade relativa em 2m:

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Anomalia de temperatura em 2m para as 15h (18z):

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Temperaturas registradas:

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CASA

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BAIXADA

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TOPO

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PORTÃO

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Temperaturas simultâneas:

CASA

BAIXADA

TOPO

PORTÃO

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Edited by kevin cassol
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Kevin, li em outro tópico que está havendo um superaquecimento em uma de suas estações (casa).  Os dados realmente estão indicando isso, com pico nos horários de maior insolação; é um problema do abrigo?

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3 horas atrás, Wallace Rezende disse:

Kevin, li em outro tópico que está havendo um superaquecimento em uma de suas estações (casa).  Os dados realmente estão indicando isso, com pico nos horários de maior insolação; é um problema do abrigo?

 

Pois é Wallace, meu datalogger de CASA é de uma marca paralela, mais antiga, de origem chinesa, e tem uma ventilação ruim. O sensor dele está calibrado, porém, como fica dentro do corpo do aparelho, em dias de muito sol e pouco vento, acaba absorvendo esta luminosidade e subindo mais do que a realidade. Só em dias chuvosos ou de muito vento ele consegue estabilizar e igualar com a BAIXADA NSR, que é a estação de referência mais próxima (615m).

 

As três demais estações possuem sensores especiais, de altíssima precisão, que ficam posicionados externamente (relativos ao corpo do aparelho), o que dá essa maior confiabilidade nos dados.

 

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Já fiz diversas modificações na aparelhagem na tentativa de sanar o problema, mas nenhuma me mostrou ser eficaz.

- Reformei o telhado e isolamento térmico. Resultado: indiferente, o antigo isolamento ainda estava em perfeito funcionamento.

- Removi a lata que cobria o datalogger. Resultado: aumentou apenas a sensibilidade à mudanças bruscas.

- Posicionei o datalogger no centro do volume do abrigo. Resultado: indiferente.

- Afastei da minha casa mais 5 metros. Resultado: Aquecimento matinal que era retardado foi corrigido, junto com o resfriamento vespertino atrasado.

 

Já fiz diversos testes para identificar o problema e corrigi-lo, no qual vc pode encontrá-los aqui nesta mesma página, mais acima. 

- Coloquei abrigo novo da estação de PORTÃO VALE, antes de instalar a mesma, com o datalogger novo ao lado da estação (link abaixo).

- Resultado: antigo aqueceu; novo ok

 

Então suspeitei que o problema fosse o abrigo antigo...

- Coloquei o datalogger novo junto com o antigo (atual), dentro do mesmo abrigo antigo.

- Resultado: antigo aqueceu; novo ok

 

 

Conclusão: Abrigo de CASA está ok. Problema é na ventilação interna do próprio datalogger.

Solução: Trocar de aparelho. Vou ter que comprar um de mesmo modelo das demais estações para usar no abrigo. Ou quem sabe uma estação online, o que me renderia a oportunidade de instalar este abrigo em algum outro local da cidade para monitorar.

 

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FELIZ ANIVERSÁRIO!!!

 

Hoje 16/out, a estação da BAIXADA NSR está completando 2 anos! Nesse período muitos eventos foram registrados e muitos ainda virão.

 

Instalada em um local de pastagem permanente, situado em um sítio de lazer no bairro Berto Círio em Nova Santa Rita, onde nele há um campus de pesquisa universitária pertencente ao o Unilasalle de Canoas, é um local de fácil acesso, livre para manutenções, e com segurança, o que renderá muitos anos de observação. Vida longa à Rainha da RMPOA !!!

 

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Abaixo, listei um ranking dos extremos registrados nestes 2 anos.

 

MIN. ABSOLUTA:

-1.60°C - 07/jul/2019

-0.86°C - 16/jun/2018

-0.86°C - 17/jun/2018

-0.22°C - 08/jul/2019

0.42°C - 27/ago/2018

 

MAX. ABSOLUTA:

39.44°C - 02/jan/2019

38.43°C - 11/dez/2018

38.21°C - 12/out/2019

38.01°C - 30/jan/2019

37.88°C - 30/dez/2018

 

MENOR MAX.:

11.06°C - 05/jul/2019

11.37°C - 10/ago/2018

11.57°C - 06/jul/2019

12.08°C - 20/ago/2018 (invertida: máxima diurna 10.18°C)

12.32°C - 15/jun/2018

 

MAIOR MIN.:

24.44°C - 24/jan/2019 (invertida: mínima matinal: 24.78°C)

24.18°C - 31/dez/2018

23.74°C - 01/jan/2019

23.43°C - 15/jan/2019

23.31°C - 29/jan/2019

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ANÁLISE DA MÁXIMA RECORDE EM 12/OUT/2019

 

O RS já vinha de três fortes picos de calor primaveril, nos dias 09/set, 16/set e 01/out, sendo o de 16/set chegando no timing errado e ficando limitado à região da serra gaúcha e SC. Pois então no dia 10/out uma bolha de ar quente em altitude manteve por três dias as máximas nas alturas, sendo a última, com timing correto, e baixa nebulosidade, ideal para isso. A seguir a evolução da infiltração deste ar quente de forte intensidade.

 

Temperatura e vento em 850 hpa para os dias 11 e 12/out:

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Temperatura em 2m e vento em 10m para os dias 11 e 12/out:

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Umidade Relativa em 2m para os dias 11 e 12/out:

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Condição do tempo na manhã do dia 12/out em Nova Santa Rita/RS:

LESTE:

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OESTE:

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Dados Registrados em Nova Santa Rita e Portão em 12/out:

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*Detalhe mais uma vez para o superaquecimento de casa na tarde!

 

T/PO e UR em PORTÃO/TOPO nos dias 10/out a 13/out:

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Temperatura simultânea de cada estação:

NSR CASA

NSR BAIXADA

PORTÃO TOPO 

PORTÃO VALE

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Dia histórico também em Porto Alegre:

A estação do INMET de Porto Alegre, localizada no Jardim Botânico, num topo, anotou a maior temperatura já observada para Outubro, desde o início dos registros em 1910. A máxima no dia 12/out foi de 38.4°C na estação convencional, utilizada como referência histórica, e 38.2°C na estação automática, que foi inaugurada em set/2000. 

 

Image

 

O recorde anterior da estação convencional era de 38.2°C de 1991, este, superado em +0.2°C.

Vale salientar que estes 37.8°C da primeira série histórica, na Redenção, tem naturalmente a característica de ter máximas similares ao Jardim Botânico, o que torna claro que a temperatura jamais chegou a 38°C no Jardim Botânico período 1910-1974 também.

 

Image

 

O dia 12/out teve marcas expressivas em diversas estações também:

Image

 

Após a virada do vento, na manhã do dia 13/out, a temperatura foi entrando em declínio e a chuva foi avançando. No dia 14/out à noite fazia 12°C com chuva, o que é algo forte em termos de frio para a região. Nos dias seguintes, a chuva manteve e a temperatura subiu para a casa dos 18°C, normalizando o ar frio.

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TAXA DE CO2 COMO INDICATIVO DE EFEITO BAIXADA:

 

A concentração de CO2 observada na atmosfera em 2m de altura tem relação direta com a atividade vegetal, seja de árvores, ou de rasteiras, como gramas, capins e arbustos.

 

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Durante o dia esta concentração naturalmente é menor entre as 14h e 16h, na qual ocorrem os picos mínimos. Durante a noite, com atmosfera calma, este valor tende naturalmente a subir, visto que as plantas devolvem esse CO2 utilizado em sua fotossíntese para a atmosfera, atingindo seus valores máximos entre 5h e 7h da manhã.

 

De acordo com Bevilaqua (2012), após o pôr do sol, o CO2 é liberado para a atmosfera não de forma instantânea, mas ao longo da noite toda, mostrando que a vegetação cessou de produzir energia, devido a ausência de luz solar. E ainda ocorrer grandes variações nos valores noturnos em relação aos diurnos, dependente da diminuição da turbulência atmosférica noturna.

 

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 Figura: Normal de Taxa de CO2 em 2m para todos os instantes observados entre 0h e 24h no período de mar/2016 a jul/2019 e seus extremos em Nova Santa Rita.

 

Mas em noites ventosas, essa alta concentração não é observada, pois para se elevar, é necessário acúmulo e estabilidade, uma vez que o CO2 possui densidade maior que o ar, assim como os bolsões de ar frio em baixadas.

 

Ou seja, podemos concluir que:

Sem estabilidade = Sem CO2 noturno alto = Sem frio de baixada.

 

O gráfico abaixo mostra os dados observados simultaneamente de Concentração de CO2 (em Partes Por Milhão - PPM) e Temperatura (°C) na estação de CASA, em uma madrugada extremamente estável, céu limpo e totalmente sem vento. A amostra de dados pertence à madrugada de 26 pra 27/out nos horários das 22:30 às 1:40.

 

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A linha vermelha representa a curva normal (médias de infinitos dias para cada instante de tempo) de CO2 esperada para uma noite como esta. Esta linha pode se deslocar verticalmente dependendo da temperatura diurna, que causou alta ou baixa atividade vegetal na tarde, implicando em uma maior ou menor concentração de CO2 noturno esperada. Nesse caso, esta é uma noite onde temperatura máxima observada à tarde foi de 28°C e à noite cai acentuadamente, ficando abaixo da média para o horário noturno (boa estabilização).

 

Podemos claramente perceber que, a diferença entre as linhas do CO2 medido e o CO2 normal, resulta em áreas positivas ou negativas, que refletem na declividade negativa ou positiva da curva da Temperatura. Sendo assim, é possível verificar que a função temperatura é a integral das anomalias instantâneas Temp =  CO2(medido) dt - ∫ CO2(normal) dt, ou seja, o somatório destes segmentos de área acumulados.

 

Isso quer dizer que: se o CO2 observado está ACIMA do normal, significa que naquele instante a Temperatura está em FORTE DECLÍNIO.

 

É claro que isso é uma estimativa válida para noites estáveis. Noites não tão estáveis podem ter outras interferências, mas é um bom parâmetro para saber se uma mínima será frustrada (flop) ou não. Esta propriedade é mais direta que a velocidade do vento, uma vez que o vento é quem CAUSA o efeito baixada, e junto com isso, as flutuações de CO2 noturno. O escoamento de CO2 dissolvido está diretamente conectado com o escoamento de ar frio, que é o principal objetivo das estações em baixada para mínimas absolutas.

 

Referência bibliográfica:

BEVILACQUA, L. B., Sazonalidade da concentração de CO2 atmosférico em uma área agrícola no RS, 2012 (Dissertação de Mestrado em Física) UFSM - Universidade Federal de Santa Maria, Santa maria, RS, 2012. Disponível em: <https://repositorio.ufsm.br/bitstream/handle/1/9221/BEVILACQUA%2C LETICIA BORGES.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y>. Acesso em: 26 out. 2019.

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UMIDADE RELATIVA MÍNIMA RECORDE DE 03/DEZ/2019 EM NOVA SANTA RITA

 

Uma massa de ar seco forte e persistente invadiu o RS e trouxe marcas extremas de UR durante vários dias, intercalando com tardes úmidas pontuais. No dia 01/dez, a secura tomou força total, trazendo Pontos de Orvalho na casa dos 5°C. No dia seguinte (02/dez), o dia iniciou aberto, com formação de cirrus à tarde, e terminando com bastante cirrustratus. Aparentemente, indicava entrada de ar úmido em altitude, como mostra no mapa de UR em 850 hPa, mas foi breve. Na sequência, havia outra bolha de ar muito seco que tomou seu lugar. No dia 03/dez, a forte incidência solar, pouco vento, rápido aquecimento, alinhado à secura também em altitude, o valor da UR em superfície baixou à níveis absurdos, mesmo com a temperatura máxima se comportando abaixo da média, entre os 26 e 28°C.

 

Temperatura e vento em 850 hPa:

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Temperatura em 2m:

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Umidade Relativa em 850 hPa:

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Umidade Relativa em 2m:

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Condição do tempo no instante do recorde:

Céu completamente aberto, cristalino e sem nuvens, vento SE fraco. Foto tirada às 13:17

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Dados registrados na estação da BAIXADA/NOVA SANTA RITA:

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Gráfico dos dias 01 a 03/dez:

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Umidades relativas mínimas (PO na tarde) em outras estações próximas no dia 03/dez:

Porto Alegre/Salgado filho SBPA: 15% (-1°C)
Campo Bom INMET: 19% (0.8°C)

Nova Santa Rita/Baixada: 19% (2.0°C)

Porto Alegre INMET: 19% (2.1°C)

São Leopoldo/Cristo Rei PWS: 21% (2.8°C)

Porto Alegre/Auxiliadora PWS: 24% (3.3°C)

Novo Hamburgo/Sítio São Luiz PWS: Fora às 11h com 31% (6.7°C)

Morro Reuter/Mato Comprido PWS: 32% (6.7°C)

Barra do Ribeiro/Mate Doce PWS: 32% (5.6°C)

Teutônia/Linha Welp PWS: 33% (9.6°C)

Campo Bom/Quatro Colônias PWS: 34% (7.3°C)

Três Coroas/Itamar PWS: 41% (10.4°C)

 

Percebe-se que foi um evento centrado na Região Metropolitana de Porto Alegre, que inclui a localidade de Nova Santa Rita.

Algumas estações no pé da serra tiveram PO mínimo na madrugada. Devido à isso, foi considerado na listagem apenas o valor registrado no período da tarde.

Dados da estação de Portão não foram coletados ainda, por isso a ausência de dados. Em breve serão atualizados e incluídos na análise.

Edited by kevin cassol
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CONTRASTE EXTREMO DE PONTO DE ORVALHO DIAS 03 E 04/DEZ

 

Na tarde do dia 03/dez foi registrado recorde de Umidade Relativa, e junto com isso, o Ponto de Orvalho também atingiu níveis extremos, era um dia de céu limpo e pouco vento. No dia seguinte, amanheceu limpo, mas ao longo da tarde entrou ar úmido, que deixou a tarde muito abafada e com altostratus, causando um contraste absurdo com o dia anterior.

 

Em 24 horas o Ponto de Orvalho saltou de 2.01°C para 24.13°C em valores extremos (DADOS - ESTAÇÃO BAIXADA NSR):

 

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Considerando que o Ponto de Orvalho está diretamente correlacionado com a Umidade Absoluta (g/m³) segue os picos extremos de vapor d'água dissolvidos no ar:

 

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Quadruplicou a quantidade de água no ar em 24 horas. O menor valor foi registrado às 13:03 do dia 03/dez e o maior às 13:53 do dia seguinte.

 

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No gráfico abaixo, é mostrado as umidades absolutas extremas conforme as temperaturas e umidades relativas observadas nos respectivos instantes. O ponto de orvalho é obtido ao cruzar a linha de saturação (UR=100%)

 

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A evolução da subida repentina do Ponto de Orvalho é melhor apresentada utilizando um ábaco, como este abaixo, onde as coordenadas X e Y são as Temperaturas e Umidades Relativas ocorridas nas 48 horas do período em questão.

Cada leitura do datalogger (10 segundos) é um ponto branco gravado no plano. A combinação de cada T e UR resulta em um Ponto de Orvalho, representado pelas curvas coloridas. Quando a UR=100%, a Temperatura é igual ao Ponto de Orvalho.

Não há informação de horário neste tipo de gráfico, apenas número de leituras (pontos).

 

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O mesmo gráfico T vs. UR, mas com o plano de fundo calculado para as Umidades Absolutas (5 em 5 g/m³)

 

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Edited by kevin cassol
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RECORDE ABSOLUTO DE CALOR EM NOVA SANTA RITA E PORTÃO

 

Uma onda de calor se formou ao estacionar uma massa de ar por aproximadamente 7 dias sobre o Rio Grande do Sul. Foi um sistema atípico, pois é raro uma massa de ar ficar aprisionada por tanto tempo em um mesmo local nesta região. Diferente de ondas de calor comuns, que tem padrão advectivo. As umidades relativas mínimas ficaram a semana inteira na casa dos 20-30%, devido à secura na massa de ar em aquecimento. Foram basicamente dois dias de máxima absoluta, dias 28 e 31/dez, mas com umidades diferentes. No primeiro, mais seco, céu limpo, sem formação de CBs, no último, pré frontal, úmido, com chuvas isoladas, que trouxe máximas recordes em diversos pontos do RS.

 

Umidade Relativa em 2m:

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Temperatura e Vento em 850 hPa. Repare a circulação dos ventos mantendo o ar parado sobre o RS:

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Percebe-se que não existe direção de vento predominante entre os dias 27 e 31. Algumas poucas rajadas eram meramente causada por turbulência de aquecimento.

Temperatura em 2m:

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Obviamente, modelos numéricos previram absurdos também, como 42/45°C para o dia 27/dez (na prática fez 37/39°C):

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Sequência de imagens do satélite para o dia 31/dez:

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Condições do tempo:

27/dez - 14:08

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28/dez - 12:24

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29/dez - 08:57

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30/dez - 12:26

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31/dez - 05:13

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31/dez - 11:55

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31/dez - 13:24

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31/dez - 15:23

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Desenvolvimento de uma CB sobre São Sebastião do Caí do primeiro núcleo de tempestades - 31/dez às 15:30

 

Após o instante do recorde de temperatura, próximo das 15h de 31/dez, duas linhas de instabilidades se desenvolveram passando na região metropolitana, fazendo as temperaturas caírem, o volume de chuva foi fraquíssimo, acumulando 1 mm em Nova Santa Rita, apesar dos núcleos que passaram. Ao norte, a partir de Novo Hamburgo, a primeira célula passou entre 15h30 e 16h00, e a segunda, atingindo toda a RMPOA, às 17h30. Abaixo, a imagem do Radar do Morro da Igreja para as 17:30

 

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Temperaturas/Umidades registradas:

NOVA SANTA RITA - BAIXADA

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PORTÃO - TOPO

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PORTÃO - VALE

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Percebe-se ausência de calor nas madrugadas. Os ambientes internos estavam quentes devido ao calor diurno associado à insolação, mas ausência de abafamento. Umidades relativas na casa dos 20/30% não são comuns para um período duradouro aqui. Dias amplitudinosos e temperaturas normais na parte da noite, até o amanhecer. Também haviam poucos insetos, devido à estiagem, solo seco dificulta a proliferação de mosquitos, mas foi notável a presença de pequenos besouros marrons/amarelos à noite.

 

Evolução das temperaturas nas 3 estações:

NOVA SANTA RITA - BAIXADA

PORTÃO - TOPO

PORTÃO - VALE

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Temperatura e Ponto de Orvalho para o dia 31/dez na estação de Portão/TOPO:

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Comportamento e padrões observados em detalhe dia 31/dez no instante da máxima histórica e chegada da instabilidade:

De acordo com a imagem do radar mostrada acima, a célula de tempestade que se formou na direção norte às 15:30 fez com que caísse antes a temperatura nas duas estações de Portão, e somente na segunda linha de instabilidades,a temperatura caiu em Nova Santa Rita, pois esta atingiu todas as regiões.

A temperatura em Nova Santa Rita conseguiu subir por mais tempo que as estações que estavam mais ao norte de um certo ponto da RMPOA no eixo Canoas/Novo Hamburgo. Quem estava a norte percebeu influência da piscina de ar frio da primeira célula de tempestade que passou ao norte.

 

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E ainda, perceba o pequeno delay no comportamento do fluxo de ar ao passar pela estação de TOPO e 7 minutos depois passar pela estação do VALE em Portão. Separei 4 pontos chave para cada uma das duas estação no gráfico abaixo para deixar evidente que a massa de ar está se deslocando e as temperaturas não são homogêneas.

 

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Considerando que a direção do vento seja de WNW, e que o fluxo de ar está se deslocando algo entre 600 e 900 metros e leva 7 minutos para ser identificado pelas duas estações, é possível calcular a velocidade do fluxo de vento em cerca de 4 a 6 km/h.

 

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A estação de Nova Santa Rita não consegue manter uma similaridade no comportamento, devido a distância ser de 17 km, bem maior que as duas de Portão, as interferências são tantas que torna imperceptível o padrão em mudanças sutis de temperatura e umidade. Só em alguma frente fria mais ampla e generalizada o efeito fica mais visível em escalas maiores.

Normalmente em entradas de ar polar, que vêm de Sul, as linhas se invertem, no caso, VALE que está 2 km ao sul, é quem tem o pico registrado primeiro e, imediatamente em seguida, o TOPO.

 

Máximas em algumas das principais estações de referência da região (PWS):

41.4°C (27/dez) - Teutônia/Languiru (IRIOGRAN8)

40.8°C (31/dez) - São Leopoldo/Cristo Rei (IRSSOLEO2)

40.6°C (28/dez) - Três Coroas/Itamar (ITRSCO2)

40.1°C (31/dez) - Portão/Topo

40.0°C (31/dez) - Portão/Vale

39.9°C (27/dez) - Teutônia/Linha Welp (IRIOGRAN35)

39.3°C (28 e 31/dez) - Nova Santa Rita/Baixada

38.8°C (31/dez) - POA/Auxiliadora (IPORTO67)

37.5°C (25/dez) - Barra do Ribeiro/Mate Doce (IBARRA13)

37.4°C (28/dez) - Campo Bom/Quatro Colônias (IRIOGRAN126)

35.6°C (31/dez) - Morro Reuter/Mato Comprido (IMORRORE2)

 

Máximas de relevância em algumas estações do INMET/automáticas no RS na onda de calor:

40.3°C (31/dez) - Porto Alegre - Recorde para dezembro

41.0°C (31/dez) - Campo Bom

39.9°C (28/dez) - Rio Pardo - Recorde absoluto da estação

40.1°C (27 e 28/dez) - Teutônia - Recorde absoluto da estação

41.2°C (28/dez) - São Gabriel - Recorde absoluto da estação

39.8°C (28/dez) - São Luiz Gonzaga - Recorde absoluto da estação

39.3°C (28/dez) - Alegrete

40.0°C (29/dez) - São Vicente do Sul

38.3°C (28/dez) - Bagé

 

Outros dados interessantes sobre o evento em outras estações:

1 - Instante da leitura das 19 UTC da automática do INMET de Porto Alegre, informando temperatura de 40.3°C, que é recorde absoluto para dezembro, e segunda maior temperatura da história da estação no Jardim Botânico. Mais tarde, a convencional confirmou a mesma temperatura, sendo este, o valor oficial para comparação histórica.

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A marca superada era de 39.8°C de 25/dez/2012 (+0.5°C), ficando atrás apenas dos 40.6°C de 06/fev/2014, recorde absoluto do Jardim Botânico/INMET.

 

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2 - Campo Bom/INMET teve sua máxima absoluta empate com a onda de calor de 2014. Consta nos dados como 41.0°C a máxima do dia 07/fev/2014, a mesma do dia 31/dez/2019, com uma grande diferença nas mínimas, uma vez que em 2014, as mínimas foram altíssimas, em paralelo com as máximas. Em nov/1985, consta um registro de 41.9°C, mas a estação não era no mesmo lugar que está atualmente.

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3 - Estação meteorológica urbana do bairro Chácara das Pedras, do proprietário @Marcos em Porto Alegre, localizada num pequeno topo próximo de casas, registrou a 3ª maior temperatura da história em mais de 20 anos de dados!

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4 - Dados históricos também na estação Cristo Rei/São Leopoldo:

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RESUMO DA MASSA POLAR DE 17 JANEIRO 2020

 

Um centro de alta pressão de 1022 hPa foi impulsionado por um poderoso ciclone extratropical nas latitudes mais altas do Oceano Atlântico, passando sobre o Uruguai, RS e SC, trazendo ar muito gelado para a época e anomalias negativas muito representativas.

 

Teve início na tarde do dia 15/jan, dia extremamente abafado, com 35°C e PO em 24°C, na qual formou uma linha de instabilidades no fim do dia, com temporais severos e um possível downburst em Porto Alegre, trazendo danos e problemas na rede de energia elétrica.

 

No dia seguinte, 16/jan, a madrugada foi abafada, com 23°C/95% na maioria das regiões, mas a partir das 9h começou a advecção de ar mais seco, que proporcionou uma tarde muito agradável, com máximas não passando dos 25°C, enquanto a umidade caia cada vez mais, atingindo ponto de orvalho de 10 a 12°C no fim do dia. Este dia teve céu nublado a tarde inteira (altostratus), mantendo a máxima baixa, até próximo do anoitecer, quando começou a abrir.

 

Madrugada adentro do dia 17/jan, a atmosfera estabilizou, o vento parou, e o ar seco permitiu queda acentuada da temperatura a noite toda. Amanhecendo com 13/14°C em topos da RMPOA. Esta foi uma madrugada que, além de proporcionar conforto térmico nos ambientes internos, trouxe uma das mínimas mais fortes da década, possivelmente desde 1994, dependendo da estação.

 

Na tarde de 17/jun a temperatura máxima foi de 26°C com céu limpo, ensolarado e pouquíssimo vento. Era possível perceber as cinzas dos incêndios da Austrália transportados pela alta atmosfera, deixando um tom pálido no céu, mesmo limpo. O entardecer tinha coloração bem alaranjada.

 

Mapas:

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Condição do tempo:

15/jan - 17:34

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16/jan - 13:17

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16/jan - 18:29

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17/jan - 15:53

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Temperaturas mínimas registradas em 17/jan:

14.0°C - NSR/CASA

11.81°C - NSR/BAIXADA

13.62°C - PORTÃO/TOPO

12.34°C - PORTÃO/VALE

 

Temperatura e Umidade para a estação de Portão/Topo de 15 a 18/jan:

 

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Temperaturas simultâneas para as estações:

NSR/BAIXADA

PORTÃO/TOPO

PORTÃO/VALE

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Em Porto Alegre:

A estação convencional de Porto Alegre da rede INMET teve mínima de 14.3°C, a menor temperatura para janeiro desde 1994, batendo os últimos registros na casa dos 14°C de 2013, 2009, 2005, 1999, por questão de décimos.
 

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Já a automática ficou em 14.6°C e não bateu estes décimos dos anos anteriores, ficando assim, a menor desde 2013. A estação foi aberta em 2000, antes disso os dados são da convencional.

 

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Mas em resumo, pode-se dizer que foi a com maior potencial desde 1994. E o mais interessante é que não foram criadas expectativas para esta mínima. Foi completamente além do esperado pelos modelos e previsão.

Porém, passou longe dos 10.1°C de 31/jan/1988. Esta mínima nem mesmo na época em que a estação localizava-se na Redenção é possível superar.

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RECORDE DE MÁXIMA ABSOLUTA EM PORTÃO - 17 DE FEVEREIRO DE 2020

 

A temperatura prevista não era para ser alta a ponto de ameaçar recordes estabelecidos em 31/dez, atingindo então 40°C. Porém, o que se viu foi o mesmo patamar, porém em um pico breve, até a chegada das CBs que se formaram próximo.

Agora, o que se viu em Nova Santa Rita foi diferente. Máxima não impressionou, mas manteve distância de 0.7°C da marca de 31/dez.

 

Temperaturas e umidades durante o evento, na estação de PORTÃO/TOPO:

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Temperaturas registradas nas demais estações:

NSR/BAIXADA

PORTÃO/TOPO

PORTÃO/VALE

 

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Detalhe do instante em que a temperatura é atingida:

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O valor de 40.35°C registrado na estação de PORTÃO/VALE se deu às 14:21, superando os 40.01°C de 31/dez.

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MASSA POLAR DE 22 DE FEVEREIRO DE 2020 - RESUMO

 

O mês de fevereiro 2020 teve uma bela MP na sua reta final, com ar muito seco em advecção, fazendo o ponto de orvalho ficar extremamente baixo para a época, por um período prolongado e contínuo, começando com muito vento frio, e estabilizando no dia 22/fev. Permitindo que as temperaturas caíssem muito nas baixadas.

 

Temperatura em nível de 925 hPa (750 m) prevista para o dia 22/fev às 9h:

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Temperatura em 2 m previstas pelo modelo WRF para o amanhecer de 22/fev, às 6h:

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Teor de umidade da MP, representado pelo vapor de água precipitável para o dia 22/fev às 9h:

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Imagem do satélite visível GOES-16 para o dia 22/fev às 18h:

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Perceba que havia uma banda de nebulosidade na faixa litorânea, que se extendia de Torres, até Bagé, passando pela RMPOA e cobrindo toda a região da Costa Doce. Isso fez com que a sensação durante o dia fosse de um mês de inverno, praticamente.

 

A umidade relativa noturna não chegou cair com intensidade em topos em todos os dias da MP. Em baixadas isso ocorreu apenas na véspera da mínima, na madrugada do dia 21, quando a advecção não permitiu o resfriamento por irradiação, e consequentemente a saturação da umidade.

 

Temperaturas e umidades registradas na estação de PORTÃO/TOPO em tabela e gráfico:

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Temperaturas registradas em todas estações simultâneas:

NSR/BAIXADA

PORTÃO/TOPO

PORTÃO/VALE

 

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Na primeira noite fica visível a advecção entrando e, devido ao período ventoso, é possível perceber que os microclimas são varridos na turbulência atmosférica. A estação de TOPO (158m), em verde, mantém uma constante 0.5°C mais fria que as duas de vale (26 e 50m) exclusivamente devido ao efeito da descompressão do ar (altitude). Confirmando uma taxa de 1°C a cada 200 metros de desnível.

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Micro análise entre estações de topo e baixada

 

Os gráficos a seguir mostram os valores instantâneos de temperatura e umidade coletados entre 12/05/2019 a 09/04/2020.

A linha VERMELHA indica os valores máximos para seu respectivo horário. A linha AZUL, os valores mínimos. E a linha VERDE, a média de todos os valores.

Os dados utilizados são das estações de Portão/RS, do TOPO (escuro) e VALE (claro). As mesmas estão a 158m e 50m de altitude,e situadas 2km em linha reta uma da outra (norte/sul)

 

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A diferença entre as instantâneas médias de temperatura (em verde) mostra que nos períodos da noite costumam ser mais frios no vale, porém durante a parte da tarde, o topo fica mais frio, e isso se deve ao vento. No vale, os obstáculos presentes na geografia local fazem com que naturalmente tenha menos ação do vento, causando uma pequena tendência a ser mais fácil o aquecimento durante o período de incidência solar. 

 

Também existe o efeito da compressão do ar. Por menor que seja, é de cerca de +0.1°C em média no vale (padrão a cada 100m de desnível). Porém, este é válido para as 24 horas do dia.

 

Diferença na temperatura:

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Diferença na UR

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Diferença no Ponto de Orvalho

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RESUMO DA ONDA DE CALOR HISTÓRICA DE 14 DE MARÇO DE 2020

 

Uma onda de calor se originou no interior do Paraguai e norte da Argentina, abrangendo a região sul, em especial o RS e o Uruguai, batendo recordes de máxima em vários pontos desta região da América do Sul. Estações automáticas do Rio Grande do Sul, que tem poucos anos de dados tiveram seus recordes quebrados.

 

Desde muito cedo, os modelos já indicavam uma onda de calor longa e duradoura, similar à de final de dez/2019 no RS e Uruguai, e isso se confirmou.

 

Anomalia de temperatura em 2 m para a semana de 9 a 16/mar segundo GFS:

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Configuração sinótica do evento:

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Desenvolvimento da onda de calor na América do Sul (temperatura em 850 hPa):

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Desenvolvimento da onda de calor na região sul (temperatura em 850 hPa):

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Temperatura em 2 m na região sul:

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Imagem do Satélite do dia da máxima absoluta:

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Condições do tempo no dia 14/mar em Nova Santa Rita (direção NW):

Às 08:03

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Às 09:06

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Às 14:44

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Às 18:21

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Dados de temperatura e umidade registrados nas estações de 11 a 15/mar:

NOVA SANTA RITA - BAIXADA

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PORTÃO - TOPO

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PORTÃO - VALE

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Temperaturas simultâneas nas estações de 12 a 15/mar:

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Recordes na rede INMET:

A estação convencional e a automática de Porto Alegre registraram 38.4°C, recorde absoluto para março na automática (38.1°C em 2005), mas não superou os 38.9°C de março/1926, que é o março mais quente de todos, tanto em extremo, quanto em média.

 

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Para informações sobre recordes em outras estações da rede INMET, recomendo altamente consultar este levantamento de temperaturas máximas feito pelo @Augusto Goelzer

Dia 12/mar:

 

Dia 13/mar:

 

Dia 14/mar:

 

Edited by kevin cassol
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Muito bom o resumo, como sempre.

 

Percebi que neste evento de março a máxima absoluta em NSR foi quase 2ºc menor que no Portão (no breve evento de calor em fevereiro também houve uma diferença apreciável), qual seria a causa destas máximas menos elevadas na baixada de NSR?  Água nas proximidades da estação, tipo de vegetação nos arredores do abrigo? 

 

Notei também que a diferença entre NSR e Portão aumentou nos horários mais quentes, e passou a ser praticamente nula entre o final da tarde e o início da noite.

Edited by Wallace Rezende
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