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Brasil Abaixo de Zero
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LucianoD

Monitoramento e Previsão - Brasil/América do Sul - Julho/2017

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Último dia de julho. Graças a Deus.

 

Eu espero um agosto como 2012 ou 2015, mas menos quente, algo como o de 2001, quando simplesmente não houve frio, fora algumas manhãs perto dos 10°.

 

Hoje tive mínima de 14,6°. Agora já faz 21,1° com 62%.

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Desde fins de junho estamos experimentando a melhor sequência de dias de frio. Todas as noites estão frias (10 a 12) e máximas entre 24 a 26.

Esse fds de semana estive em Caldas novas e ao sair da piscina quente se sentia muito frio, pois além de frio ventava.

Obs: frio para os padrões de Goiás. Mas com certeza as cidades altas do planalto central estão dando uma surra nas baixas do RS. Nunca vi isso.

 

Um inverno de ponta cabeça, otimo no Centro do BR, e não vem uma FF fortinha pra fazer chover aqui! situação periclitante :dash1:

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Como assim tem mais validade?Por favor , não se nega a realidade dos fatos.

Pego como exemplo MDF, sim, Maria da Fé deve ter umas "trocentas" baixadas ...então as estações do Willian refletem pelo menos metade ou mais da metade do clima do município... Soledade tem relevo variável, há muitas e muitas baixadas, pequenas, médias, grandes e há tmbm encostas e topos.Discordo da fórmula de se fazer a média das 3 formas de relevo, pq cada local tem suas características próprias, são "mundos" diferentes.

Aceitem, que o clima de topo aqui , é um, e de baixada outro, e assim vale para cada município...poucos são os que têm na maior parte de seu território, um relevo uniforme...

 

Aproveitando para responder ao comentário do PH, vou concluir o post anterior sobre validação de dados com alguns exemplos. Fiz o quote aqui para que o PH receba a notificação mas deixo os moderadores a vontade para mover essa mensagem para um tópico apropriado caso exista:

 

Para fazer uma carta topográfica (altimetria) de uma área bem no meio do Salar do Uyuni - Bolívia, quantos pontos seriam necessários para medir a altitude? Vejam como ele é plano na imagem abaixo:

Uyuni?async&rand=0.6148941204914431

 

Dentro do salar a altitude não varia praticamente... isso significa que eu precisaria de pouquíssimos pontos de coleta porque a variabilidade da altitude dentro da área é muito baixa. O salar é um grande depósito de sal e minerais resultantes da evaporação de um lago. Esses minerais se depositaram calmamente e uniformemente no fundo, deixando o lugar bem plano. Segundo exemplo, a cidade de Irati-PR:

Irati?async&rand=0.07191421897137462

 

Nesse caso, eu precisaria coletar muitos pontos de altitude pra representar a variação do relevo da cidade porque é muito dinâmico, tem muitos topos e baixadas! Por fim, um terceiro exemplo em Maringá-PR, agora não relacionada a altitude mas aos diferentes tipos de ocupação do solo com urbanização, verticalização, parques, lagos, etc:

 

Maringa?async&rand=0.10857935781338135

 

Onde eu quero chegar com tudo isso? Que dependendo de onde queremos medir temperatura, temos que considerar todos esses fatores para tentar representar ao máximo o local. Estatisticamente falando, jogamos esses dados num semi-variograma para saber se a amostra é significante de acordo com a quantidade e variabilidade dos dados.

 

Se eu espalhasse no salar uns 100 pontos de coleta de altitude e depois rodasse os dados no semi-variograma, provavelmente poderia excluir a maioria dos pontos porque quase todos teriam o mesmo valor (ou valores próximos dependendo da escala)... o mesmo vale para temperatura: se tenho um relevo acidentado e grandes variações de ocupação da área (urbano, rural, parques, lagos) preciso de mais pontos de coleta para compreender a variabilidade da temperatura.

 

Por isso, se temos mais de um ponto de coleta instalado e calibrado corretamente em uma cidade, então a temperatura dessa cidade será uma média desses pontos e não apenas um deles. Veja bem, isso NÃO invalida os pontos, invalida apenas dizer que um único ponto representa A CIDADE. Resumindo o que quero dizer especificamente para responder ao PH: o dado da baixada de Soledade é válido apenas para a baixada de Soledade e não para a cidade inteira! Para a cidade inteira precisa considerar os outros pontos que estão coletando dados também. O mesmo vale aqui em Curitiba onde temos inúmeras estações particulares e oficiais, portanto não posso escolher apenas o dado do Inmet ou da estação do Rodrigo Sguario e dizer que ele representa a cidade toda porque a estação do Sguario está numa baixada.

 

Se a cidade só tem uma estação, então o que vale é apenas ela até que se tenham outros pontos de coleta (ou estimando por satélite). Espero que tenha compreendido que a ideia aqui é esclarecer sobre validação de dados para uma cidade inteira usando critérios geográficos, cartográficos e estatísticos. Encerro deixando uma questão para reflexão: se a área do meu município tem uma praia e uma montanha como na foto a seguir e tenho uma estação lá no cume e outra ao nível do mar, qual representa a temperatura desse município?

 

mount-taranaki-credito-thinkstock-177324467-830-474.jpg

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Aproveitando para responder ao comentário do PH...[...]

Se a cidade só tem uma estação, então o que vale é apenas ela até que se tenham outros pontos de coleta (ou estimando por satélite). Espero que tenha compreendido que a ideia aqui é esclarecer sobre validação de dados para uma cidade inteira usando critérios geográficos, cartográficos e estatísticos. Encerro deixando uma questão para reflexão: se a área do meu município tem uma praia e uma montanha como na foto a seguir e tenho uma estação lá no cume e outra ao nível do mar, qual representa a temperatura desse município?

 

mount-taranaki-credito-thinkstock-177324467-830-474.jpg

[/b][/color]

 

:hi:

 

Excelente! Nada contra a caçada às ''baixadas cuiudas'', elas são importantes, são interessantes.

 

Mas a diversidade do território precisa ser pensada sempre!

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òtimo post. Um todo é o que temos que levar em conta. Infelizmente, o Inmet não leva, em muitos lugares, isso como regra . Há regiões, mais representativas emque o instituto levou isso em conta. Parece-me que em Porto Alegre levou, a estação está numa região que procura ter as médias. Basta olharmos as estações do metroclima, instaladas pela equipe da metsul, senão me engano. Há um disparate quase sempre, no extremo sul da cidade, área em que a temperatura difere, muitas vezes, com o restante. E temos áreas bem mais aquecidas. Multo bom, Feltrim.

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EITA, SE DEPENDER DO GFS AGOSTO VAI BALEIAR, TEM MEMBRO DO GFS COLOCANDO 2.9ºC em 850hpa em BH...muito incerto:

cpPiCjN.jpg

 

v8PcTzS.png

Edited by Guest

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Obrigado pelo grande conteúdo de informações, Flávio. Eis a verdade dos fatos: Para determinar a temperatura média de um município, faz-se necessário interpolar os dados de todas as estações contidas nele. Para determinar qual estação representa mais a "realidade de um município", seria necessário fazer a relação "condições geográficas da estação Vs População existente nestas mesmas condições". Aquela estação que mais representasse as características geográficas de onde mora a maioria da população, seria a mais representativa.

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EITA, SE DEPENDER DO GFS AGOSTO VAI BALEIAR, TEM MEMBRO DO GFS COLOCANDO 2.9ºC em 850hpa em BH...muito incerto:

cpPiCjN.jpg

 

Seria a segunda MP significativa nesse inverno xoxo e quente aqui no SUL. Tomara que venha!

Abraços!

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Menor mínima do ano em Patrocínio hoje, fez 5,8ºC no INMET (Lembrando que a estação está saindo do ar às 22/23h e voltando às 7/8h).

Na zona rural mínima de 2,0ºC.

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EXEMPLO DE S.JOAQUIM, CIDADE E MUNICÍPIO, ESTÁ BEM MONITORADO, AINDA FALTA A PARTE BAIXA PARA EFEITO DO CALOR (DOENÇAS DE VERÃO/MAÇÃ), AINDA NÃO TEM POR FALTA DE SINAL.

 

A CIDADE TEM ENCOSTA/CLIMATERRA, BAIXADA /STO ANTÃO E TOPO EPAGRI, PEGA BEM OS VÁRIOS PONTOS DA CIDADE.

 

FLORIPA TAMBÉM ESTÁ BEM, TEM ÁREA RURAL E ÁREA URBANA.

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A média das mínimas possivelmente foi menor, pois desde do dia 20 a estação está apresentando problemas e não está registrado os dados da madrugada.

Julho de 2017 foi muito parecido com o de 2008.

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òtimo post. Um todo é o que temos que levar em conta. Infelizmente, o Inmet não leva, em muitos lugares, isso como regra . Há regiões, mais representativas emque o instituto levou isso em conta. Parece-me que em Porto Alegre levou, a estação está numa região que procura ter as médias. Basta olharmos as estações do metroclima, instaladas pela equipe da metsul, senão me engano. Há um disparate quase sempre, no extremo sul da cidade, área em que a temperatura difere, muitas vezes, com o restante. E temos áreas bem mais aquecidas. Multo bom, Feltrim.

 

Agradeço suas considerações e dos demais que comentaram depois! A questão é que já levei tanta "pancada na cabeça" na minha área de pesquisa (principalmente quando defendi o doutorado) que somos obrigados a rever conceitos e técnicas. Sou geógrafo e minha especialidade é o estudo do clima urbano e a influência nas atividades humanas (planejamento urbano, economia, doenças, etc). Temos que respeitar também os critérios cartográficos quando vamos plotar cartas e mapas climáticos considerando o que mencionei sobre validação de dados. Não posso chegar dizendo que uma cidade tem uma ilha de calor coletando apenas a temperatura com uma estação na área central e outra no rural e mostrando que no centro é mais quente! A análise vai muito além disso...

 

Tudo que o clima urbano pode interferir em uma cidade é o foco das minhas pesquisas. Ex: trabalhamos em conjunto com os arquitetos e engenheiros ao planejar as galerias pluviais da cidade para mostrar que não é a média mensal da chuva que deve ser usada para dimensionar o escoamento das águas, mas os eventos extremos e o período de retorno desses eventos (frequência, intensidade, etc). Infelizmente a maioria das vezes por questões políticas ou falta de verbas esses resultados não são aplicados e os problemas persistem.

 

Sou favorável ao monitoramento das baixadas e topos remotos e temos que continuar ampliando isso em todos lugares, algo que tem sido muito bem feito pelo Coutinho em SJ e pelo William em Maria da Fé. E espero que outros locais (inclusive na região de Soledade) continuem com esse processo!

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Aproveitando para responder ao comentário do PH, vou concluir o post anterior sobre validação de dados com alguns exemplos. Fiz o quote aqui para que o PH receba a notificação mas deixo os moderadores a vontade para mover essa mensagem para um tópico apropriado caso exista:

 

 

Parabéns pela bela explicação geográfica!

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Aproveitando para responder ao comentário do PH, vou concluir o post anterior sobre validação de dados com alguns exemplos. Fiz o quote aqui para que o PH receba a notificação mas deixo os moderadores a vontade para mover essa mensagem para um tópico apropriado caso exista:

 

 

Parabéns pela bela explicação geográfica!

 

Eu não sabia que o Flavio Feltrim é também da Geografia, pelo teor da análise deveria ter percebido.

 

Parabéns de novo pelo aporte!

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O FLÁVIO FELTRIM , além de ser uma pessoa muito bacana, que tive a honra de conhecer no ENBAZ em Curitiba maio passado, é super inteligente. Eu e Deivid conversamos bastante com ele sobre clima e afirmo: ele dá uma verdadeira aula em muita coisa!

O bacana do Flávio, é que ele sabe conversar e é humilde para dialogar e respeitar as opiniões diversas, mesmo que discorde delas. Exemplo a todos. :clapping:

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òtimo post. Um todo é o que temos que levar em conta. Infelizmente, o Inmet não leva, em muitos lugares, isso como regra . Há regiões, mais representativas emque o instituto levou isso em conta. Parece-me que em Porto Alegre levou, a estação está numa região que procura ter as médias. Basta olharmos as estações do metroclima, instaladas pela equipe da metsul, senão me engano. Há um disparate quase sempre, no extremo sul da cidade, área em que a temperatura difere, muitas vezes, com o restante. E temos áreas bem mais aquecidas. Multo bom, Feltrim.

 

Agradeço suas considerações e dos demais que comentaram depois! A questão é que já levei tanta "pancada na cabeça" na minha área de pesquisa (principalmente quando defendi o doutorado) que somos obrigados a rever conceitos e técnicas. Sou geógrafo e minha especialidade é o estudo do clima urbano e a influência nas atividades humanas (planejamento urbano, economia, doenças, etc). Temos que respeitar também os critérios cartográficos quando vamos plotar cartas e mapas climáticos considerando o que mencionei sobre validação de dados. Não posso chegar dizendo que uma cidade tem uma ilha de calor coletando apenas a temperatura com uma estação na área central e outra no rural e mostrando que no centro é mais quente! A análise vai muito além disso...

 

Tudo que o clima urbano pode interferir em uma cidade é o foco das minhas pesquisas. Ex: trabalhamos em conjunto com os arquitetos e engenheiros ao planejar as galerias pluviais da cidade para mostrar que não é a média mensal da chuva que deve ser usada para dimensionar o escoamento das águas, mas os eventos extremos e o período de retorno desses eventos (frequência, intensidade, etc). Infelizmente a maioria das vezes por questões políticas ou falta de verbas esses resultados não são aplicados e os problemas persistem.

 

Sou favorável ao monitoramento das baixadas e topos remotos e temos que continuar ampliando isso em todos lugares, algo que tem sido muito bem feito pelo Coutinho em SJ e pelo William em Maria da Fé. E espero que outros locais (inclusive na região de Soledade) continuem com esse processo!

 

Fugindo do assunto.

 

Flávio vc tem a profisão dos sonhos de todos aqui, viver de pesquisar o clima. Q pena q fui pra ciências aplicadas sociais. Pena q o tempo não volta....

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Pra não dizer que passou julho inteiro sem uma nuvem no céu, eis que hoje elas aparecem aqui em SP

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òtimo post. Um todo é o que temos que levar em conta. Infelizmente, o Inmet não leva, em muitos lugares, isso como regra . Há regiões, mais representativas emque o instituto levou isso em conta. Parece-me que em Porto Alegre levou, a estação está numa região que procura ter as médias. Basta olharmos as estações do metroclima, instaladas pela equipe da metsul, senão me engano. Há um disparate quase sempre, no extremo sul da cidade, área em que a temperatura difere, muitas vezes, com o restante. E temos áreas bem mais aquecidas. Multo bom, Feltrim.

 

Agradeço suas considerações e dos demais que comentaram depois! A questão é que já levei tanta "pancada na cabeça" na minha área de pesquisa (principalmente quando defendi o doutorado) que somos obrigados a rever conceitos e técnicas. Sou geógrafo e minha especialidade é o estudo do clima urbano e a influência nas atividades humanas (planejamento urbano, economia, doenças, etc). Temos que respeitar também os critérios cartográficos quando vamos plotar cartas e mapas climáticos considerando o que mencionei sobre validação de dados. Não posso chegar dizendo que uma cidade tem uma ilha de calor coletando apenas a temperatura com uma estação na área central e outra no rural e mostrando que no centro é mais quente! A análise vai muito além disso...

 

Tudo que o clima urbano pode interferir em uma cidade é o foco das minhas pesquisas. Ex: trabalhamos em conjunto com os arquitetos e engenheiros ao planejar as galerias pluviais da cidade para mostrar que não é a média mensal da chuva que deve ser usada para dimensionar o escoamento das águas, mas os eventos extremos e o período de retorno desses eventos (frequência, intensidade, etc). Infelizmente a maioria das vezes por questões políticas ou falta de verbas esses resultados não são aplicados e os problemas persistem.

 

Sou favorável ao monitoramento das baixadas e topos remotos e temos que continuar ampliando isso em todos lugares, algo que tem sido muito bem feito pelo Coutinho em SJ e pelo William em Maria da Fé. E espero que outros locais (inclusive na região de Soledade) continuem com esse processo!

 

feltrim, tenhor formação em Eng. Civil, fui para área comercial e lá fiquei. Cheguei a trabalhar em obras de irrigação. Essas informações são fundamentais. O que prova que países que aplicaram a ciência para uso em planejamento, não se arrependeram. Pouparam vidas humanas e a consequente economia de bilhões. Vendo um documentário sobre furacões ou tornados, há uma tese de um cientista, nos EUA que mudou todo o conceito de prevenção. O estudo é fundamental para um país tornar-se independente e forte. Aqui, andamos na contramão com cortes de verbas em vários setores. Pagaremos um preço em 20, 30 anos. Estaremos atrasados em relação a tudo que se desenvolve no mundo. Há uma mentalidade medíocre quando se trata de investir em prevenção.

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Dia de influência de alta pressão polar no oceano = dia com sol, variação de nuvens, temperatura amena e P.O baixo.

 

De fato, são essas as condições do tempo em Juiz de Fora neste início de tarde. No momento, parcialmente nublado, 21,2ºC e P.O = 11C. Umidade relativa = 53%.

 

A mínima do dia (13,8C) deverá ser batida hoje à noite. Previsão para amanhã cedo: 10C (na minha baixadinha pode dar sub-10).

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Um dado curioso sobre Blumenau em 2017: a menor máxima absoluta está sendo 30,6C em maio.

 

Mais um dia de sol e calor, mínimas entre 14 e 16 e no momento faz 26C com ventos de noroeste

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Guest
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