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Brasil Abaixo de Zero
Rodolfo Alves

Monitoramento e Previsão Climática (ENSO/SST/AAO/PDO)

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Já podemos chegar à conclusão de que o Atlântico tem mair impacto em nosso clima do que o Pacífico ou ainda é cedo para tal afirmação?

 

A propósito, onde anda Mafili?

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Tem uma forte onda Kelvin se propagando e um grande pacote de água quente sub-superficial no Pacífico Central... será o último suspiro desse quase El Niño ou perderá força, mantendo a queda da TSM que vem ocorrendo desde 05 de novembro?

 

Enquanto isso, Atlântico Sul segue resfriando lentamente...

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1 hora atrás, Flavio Feltrim disse:

Tem uma forte onda Kelvin se propagando e um grande pacote de água quente sub-superficial no Pacífico Central... será o último suspiro desse quase El Niño ou perderá força, mantendo a queda da TSM que vem ocorrendo desde 05 de novembro?

 

Enquanto isso, Atlântico Sul segue resfriando lentamente...

Fica difícil fazer algum prognóstico, porque essas ondas de Kelvin não conseguem manter o padrão el niño e depois voltar pra neutralidade, o jeito é esperar.

Edit: que bom esse resfriamento do Atlântico, é um fator de alívio independente das condições dos niños.

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Boa tarde, amigos. Sou novo aqui! Também me interesso muito pelo assunto. 

 

Algo que tenho percebido é que esse período 2017-19 lembra bastante 2005-07 em termos de ENSO. 2005-06 tivemos uma La Niña fraca. 2017-18 idem. 2006-07 tivemos um aquecimento no pacífico equatorial que lembra bastante o que está acontecendo em 2018-19. Finalmente, em 2007-08 tivemos uma La Niña forte. Será que não é uma possibilidade para 2019-20? Até pq faz tempo que não temos uma La Niña significativa. A última foi em 2010-11. Todas as outras que vieram depois foram fracas e breves. 

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E indo além da questão das anomalias e partindo para a questão da temperatura média do Pacífico no longo prazo: como ela está? Estável nos últimos anos ou com tendência de aumento? 

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Antes que a situação mude drasticamente, acho interessante registrarmos as condições que trouxeram um Janeiro tão quente:

 Atlântico Sul muito quente;

- Pacífico próximo ao Chile frio;

- Pacífico próximo ao Peru e Equador quente;

- Pacífico central quente, mas com algumas águas frias;

- Atlântico norte, Índico e Pacífico norte quente.

(por Moretão)

 

Agora, por Caco

 

Essa era minha indagação Moretão! Queria justamente saber do porquê do janeiro quente....

 

Agora o seguinte... : na região do Prata, sul do RS, Janeiro foi abaixo da média... No restante do "Centro-sul" brasileiro, BEM ACIMA. 

 

Como é que Janeiro teria se comportado, por exemplo, no Norte e no Sul Chileno? E na Bolívia e Peru? 

 

Seria interessante pegarmos localidades destas regiões para analisarmos o quanto são afetadas pelas condições às quais estão no mapa e você bem resumiu!

 

A minha outra dúvida é: Por que, DO NADA, "VIROU-SE A CHAVINHA"? Rompeu-se COMPLETAMENTE o padrão PODRÃO e, a partir de agora, teremos um NOVO PADRÃO ATMOSFÉRICO! Qual (is) variáveis provocaram esta mudança tão brusca? Interessante investigar as causas, haja vista que fevereiro será, ao menos, bem abaixo da média até +- dia 15. Depois..., NÃO TENHO A MÍNIMA IDEIA....

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28 minutos atrás, Caco Pacheco disse:

Antes que a situação mude drasticamente, acho interessante registrarmos as condições que trouxeram um Janeiro tão quente:

 Atlântico Sul muito quente;

- Pacífico próximo ao Chile frio;

- Pacífico próximo ao Peru e Equador quente;

- Pacífico central quente, mas com algumas águas frias;

- Atlântico norte, Índico e Pacífico norte quente.

(por Moretão)

 

Agora, por Caco

 

Essa era minha indagação Moretão! Queria justamente saber do porquê do janeiro quente....

 

Agora o seguinte... : na região do Prata, sul do RS, Janeiro foi abaixo da média... No restante do "Centro-sul" brasileiro, BEM ACIMA. 

 

Como é que Janeiro teria se comportado, por exemplo, no Norte e no Sul Chileno? E na Bolívia e Peru? 

 

Seria interessante pegarmos localidades destas regiões para analisarmos o quanto são afetadas pelas condições às quais estão no mapa e você bem resumiu!

 

A minha outra dúvida é: Por que, DO NADA, "VIROU-SE A CHAVINHA"? Rompeu-se COMPLETAMENTE o padrão PODRÃO e, a partir de agora, teremos um NOVO PADRÃO ATMOSFÉRICO! Qual (is) variáveis provocaram esta mudança tão brusca? Interessante investigar as causas, haja vista que fevereiro será, ao menos, bem abaixo da média até +- dia 15. Depois..., NÃO TENHO A MÍNIMA IDEIA....

O Pacífico equatorial está um misto de águas quentes e frias, enquanto que no litoral do Chile as águas estão bem frias, isto acaba por facilitar a entrada de massas polares para a América do Sul, ao chegar no litoral brasileiro provoca chuvas fortes e no Sudeste o alinhamento dos canais de umidade. Este aquecimento anômalo do oceano atlântico na costa brasileira impacta negativamente para as chuvas, se o mesmo estivesse abaixo da média o mês de janeiro teria sido o oposto do que foi observado.

A região dos niños está neutra, porém ela sozinha não interfere na circulação atmosférica daqui e de outras partes do globo, o nosso maior problema em termos de chuva justamente foi o atlântico fervente, tanto agora quanto em 2013-2014 e 2014-2015, o trimestre JFM 2015 teve anomalia negativa de -0,7 graus nos niños 3 e 4, o que em teoria ocasiona chuvas volumosas de Minas Gerais para norte e seca de São Paulo para sul, porém ocorreu outro bloqueio da ASAS, ainda que mais fraco e menos duradouro que o do verão 13-14.

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21 horas atrás, klinsmannrdesouza disse:

O Pacífico equatorial está um misto de águas quentes e frias, enquanto que no litoral do Chile as águas estão bem frias, isto acaba por facilitar a entrada de massas polares para a América do Sul, ao chegar no litoral brasileiro provoca chuvas fortes e no Sudeste o alinhamento dos canais de umidade. Este aquecimento anômalo do oceano atlântico na costa brasileira impacta negativamente para as chuvas, se o mesmo estivesse abaixo da média o mês de janeiro teria sido o oposto do que foi observado.

A região dos niños está neutra, porém ela sozinha não interfere na circulação atmosférica daqui e de outras partes do globo, o nosso maior problema em termos de chuva justamente foi o atlântico fervente, tanto agora quanto em 2013-2014 e 2014-2015, o trimestre JFM 2015 teve anomalia negativa de -0,7 graus nos niños 3 e 4, o que em teoria ocasiona chuvas volumosas de Minas Gerais para norte e seca de São Paulo para sul, porém ocorreu outro bloqueio da ASAS, ainda que mais fraco e menos duradouro que o do verão 13-14.

Eu acho que dão muita importância para a região dos ninos do pacífico, e acredito que isto acontece porque influencia muito os EUA, temporada de furações, etc... Já no Atlântico Sul somos nós os mais impactados, mas não há grandes estudos sobre ele e ok é o seu aquecimento, mas o que anda aquecendo tanto o Atlântico Sul assim.

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Em 05/02/2019 em 13:23, jrmartinisp disse:

Eu acho que dão muita importância para a região dos ninos do pacífico, e acredito que isto acontece porque influencia muito os EUA, temporada de furações, etc... Já no Atlântico Sul somos nós os mais impactados, mas não há grandes estudos sobre ele e ok é o seu aquecimento, mas o que anda aquecendo tanto o Atlântico Sul assim.

Também acho... É o que falo, creio que o Atlântico impacta mais nosso clima do que o Pacífico...

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24 minutos atrás, Caco Pacheco disse:

Também acho... É o que falo, creio que o Atlântico impacta mais nosso clima do que o Pacífico...

 

Concordo. Especialmente para nós do Sudeste, aliás. Precisamos entender cada vez mais quais são os principais fatores que causam as anomalias de temperatura no Atlântico Sul.

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Eu vejo o Atlântico mais como um espelho do que acontece no Cone Sul do que um impactador no nosso clima.

 

O Atlântico nada mais faz do que responder as alterações que temos. Primeiro esquentou no continente para depois ele esquentar. Agora primeiro refresca em terra e o que estamos vendo é o oceano refrescar e as anomalias diminuírem por lá.

 

Como prenunciador de qualquer coisa o Atlântico tem sido um fracasso.

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A influência do Atlântico sobre o clima da América do Sul varia a cada ano, como no caso dos últimos verões calcitantes em que ele esteve muito mais aquecido do que o normal; em outros ele simplesmente responde aos efeitos do Pacífico, fora o fato de que é o oceano mais volátil do planeta em termos de dinâmica atmosférica.

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Em 08/02/2019 em 09:57, Renan disse:

 

Concordo. Especialmente para nós do Sudeste, aliás. Precisamos entender cada vez mais quais são os principais fatores que causam as anomalias de temperatura no Atlântico Sul.

Muitos institutos meteorológicos sul-americanos elaboram as previsões climáticas de médio e longo prazo considerando apenas as oscilações de temperatura do oceano Pacífico, esquecendo o Atlântico, sendo que o cliima é um conjunto de vários fenômenos barométricos e térmicos. Isso é um problema porque na maioria das vezes fica um entendimento razo neste assunto, nos prendemos a crenças como ''se houver el niño não tem frio forte no inverno'' ou ''inverno com la niña é sinônimo de frio constante com geadas e neve'', quando a dinâmica atmosférica nem sempre é assim.

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10 horas atrás, klinsmannrdesouza disse:

Muitos institutos meteorológicos sul-americanos elaboram as previsões climáticas de médio e longo prazo considerando apenas as oscilações de temperatura do oceano Pacífico, esquecendo o Atlântico, sendo que o cliima é um conjunto de vários fenômenos barométricos e térmicos. Isso é um problema porque na maioria das vezes fica um entendimento razo neste assunto, nos prendemos a crenças como ''se houver el niño não tem frio forte no inverno'' ou ''inverno com la niña é sinônimo de frio constante com geadas e neve'', quando a dinâmica atmosférica nem sempre é assim.

 

Com toda a certeza. Além disso, os eventos bizarros de calor e anomalias positivas recordes aqui no Brasil nos últimos anos, a meu ver, pouco tem haver com o oceano Pacífico. Afinal, já tivemos outros El Ninos fortíssimos no passado, e que não trouxeram nem um terço dos eventos de calor que têm feito.

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Só sei que o tempo mudou e bastante, o comportamento das temperaturas é bem diferente do começo do ano. Espero que nos meses seguintes, os modelos prevejam um equilíbrio e que não pareça como foi até maio do ano passado.

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Em 19/02/2019 em 22:00, Sopron disse:

Só sei que o tempo mudou e bastante, o comportamento das temperaturas é bem diferente do começo do ano.

Isso é BEM VERDADE!

 

Diria que a dinâmica foi uma do dia 11/dez até +- 05/Fev (ONDA FORTÍSSIMA DE CALOR), e outra completamente diferente (verão "comum"), do dia 05/06 fev até agora.

 

Portanto, INCOMPARÁVEL À ONDA DE CALOR 2013/2014..., que pegou direto GRANDE parte de Dez/13, JAN E FEV/14 NA TOTALIDADE, e parte de março.

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A questão é que esse padrão de comportamento das temperaturas mais amenas poderia se manter no outono, mas creio que no meu raso entendimento é capaz de gerar uma onda de calor (não semelhante a fev18/jan19) que chega perto daquilo que ocorreu no outono do ano passado. Espero que num cenário mais hostil, as temperaturas fiquem na média, o grande perigo são os recordes positivos.

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Acontece que o Pacífico é um oceano tão extenso que acaba afetando o clima do mundo inteiro.

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Em 15/02/2019 em 00:40, klinsmannrdesouza disse:

A influência do Atlântico sobre o clima da América do Sul varia a cada ano, como no caso dos últimos verões calcitantes em que ele esteve muito mais aquecido do que o normal; em outros ele simplesmente responde aos efeitos do Pacífico, fora o fato de que é o oceano mais volátil do planeta em termos de dinâmica atmosférica.

Por que isso ocorre?

 

Salinidade? Outra variável????

Edited by Caco Pacheco
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Em 24/02/2019 em 13:24, Felipe Pelisari disse:

Qual impacto esse ele Nino pode ter no outono/inverno? 

Sou bem leigo no assunto, há gente aqui que "manja" muito mais que eu. Mas o que posso dizer COM CERTEZA é que, com El Niño FORTE, o inverno no Sudeste é uma bosta; com La Niña "forte", é bom.

 

Neutralidade ou "pseudo" El Niño creio que é uma incógnita; tem-se que avaliar outras variáveis que passam a ser mais determinantes e "pesam" mais para definir o inverno, se será "bom" ou "ruim".

 

La Niña fraca ou "pseudo" La Niña tem boas chances de ao menos ser na média, ou relativamente satisfatório.

 

Falo para o Sudeste...

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Em 01/03/2019 em 18:46, Caco Pacheco disse:

Sou bem leigo no assunto, há gente aqui que "manja" muito mais que eu. Mas o que posso dizer COM CERTEZA é que, com El Niño FORTE, o inverno no Sudeste é uma bosta; com La Niña "forte", é bom.

 

Neutralidade ou "pseudo" El Niño creio que é uma incógnita; tem-se que avaliar outras variáveis que passam a ser mais determinantes e "pesam" mais para definir o inverno, se será "bom" ou "ruim".

 

La Niña fraca ou "pseudo" La Niña tem boas chances de ao menos ser na média, ou relativamente satisfatório.

 

Falo para o Sudeste...

E para a região Sul?

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35 minutos atrás, Luiz FS disse:

E para a região Sul?

No sul el nino forte no inverno é sinônimo de muita chuva, vide 2015. Com muita chuva as máximas são mais baixas por conta da nebulosidade, mas em geral não faz muito frio, é bem xoxo.

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Posted (edited)

O CPTEC não acredita em efeitos negativos de chuva no sudeste, pelo contrario:

 

A chuva costuma ser mais afetada na Primavera provavelmente.

 

previsao-2.thumb.gif.95898142105a1374e156c916670c4bf6.gif

 

 

Edited by HenriqueBH
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