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Brasil Abaixo de Zero
Rodolfo Alves

Monitoramento e Previsão Climática (ENSO/SST/AAO/PDO)

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48 minutos atrás, Caco Pacheco disse:

Flávio, sua opinião/predição....

 

Teremos, no verão, El Niño, "Pseudo El Niño" (Neutralidade pró Niño) ou Neutralidade (0,00)?

 

E as consequências no clima, aqui no Brasil, serão sentidas a partir de quando de acordo com esta relação? Pois sabe-se que as "consequências" são sentidas após o estabelecimento da condição propriamente dita...

 

Abs!

 

 

Se as anomalias de temperatura na região Equatorial do Pacífico continuarem com essa oscilação, poderemos ter um verão bastante dinâmico em termos de chuva, ou quiçá próximo da normalidade.

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Alguém tem aquela gráfico com as previsões de longo prazo para TSM no Pacífico Equatorial? Se este parto do El Niño demorar mais um pouco pode ser que ele chegue em cheio no nosso Outono-Inverno? Ou vamos estar com a tendência invertida na próxima estação fria? 

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2 horas atrás, J_Vicente disse:

Alguém tem aquela gráfico com as previsões de longo prazo para TSM no Pacífico Equatorial? Se este parto do El Niño demorar mais um pouco pode ser que ele chegue em cheio no nosso Outono-Inverno? Ou vamos estar com a tendência invertida na próxima estação fria? 

 

Quem é vivo sempre aparece! :)

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Em 13/12/2018 em 17:00, Caco Pacheco disse:

Flávio, sua opinião/predição....

 

Teremos, no verão, El Niño, "Pseudo El Niño" (Neutralidade pró Niño) ou Neutralidade (0,00)?

 

E as consequências no clima, aqui no Brasil, serão sentidas a partir de quando de acordo com esta relação? Pois sabe-se que as "consequências" são sentidas após o estabelecimento da condição propriamente dita...

 

Abs!

 

 

 

Se continuar como está, teremos neutralidade "pró-Niño" como você disse. Nenhum instituto oficial declarou que temos El Niño ainda, estamos no limite entre neutralidade e Niño fraco. Existem vários índices para confirmar um El Niño:

 

- Southern Oscillation Index (SOI): precisa estar negativa (abaixo de -8) para El Niño mas está +7 nesse momento;

- Cloudiness: nebulosidade no Pacífico baseada na ROL (radiação de ondas longas) sobre a região da linha internacional da data: precisa estar negativa para o Niño também, mas está positiva;

- Temperatura da superfície do mar na região 3.4 do Pacífico: precisa estar acima de 0,8ºC  e se manter por um longo período, mas está 0,56ºC e tem oscilado muito;

- Termoclina: a linha de temperatura de sub-superfície do Pacífico costuma ficar "reta" durante os Niños mas ainda está inclinada em direção a América do Sul;

- Os índices ONI (Oscillation Niño Index) e MEI (Multivariate ENSO index): ambos ainda estão en neutralidade segundo boletins recentes;

- Indicadores de institutos importantes ainda estão com status "El Niño watch" ou "El Niño alert", ou seja, com probabilidade de 70 a 90% de chance de El Niño mas oficialmente ainda não estabelecido.

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Em 13/12/2018 em 18:59, J_Vicente disse:

Alguém tem aquela gráfico com as previsões de longo prazo para TSM no Pacífico Equatorial? Se este parto do El Niño demorar mais um pouco pode ser que ele chegue em cheio no nosso Outono-Inverno? Ou vamos estar com a tendência invertida na próxima estação fria? 

Tem vários:

 

http://www.bom.gov.au/climate/enso/#tabs=Outlooks

https://iri.columbia.edu/our-expertise/climate/forecasts/enso/current/

http://www.cpc.ncep.noaa.gov/products/CFSv2/imagesInd3/nino34Mon.gif

https://gmao.gsfc.nasa.gov/products/climateforecasts/geos5/S2S_2/plots/nino3.4_current.png

 

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Li uma notícia de que 2019 poderia ser o ano mais quente já registrado devido à continuidade do aquecimento global e do El Niño.

 

Apesar do aquecimento existir mesmo, acho muito pouco provável de 2019 ser o mais quente, certo ? Justamente porque o El Niño vai vir fraco. Na verdade acho que ninguém supera 2015 no calor !

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34 minutos atrás, Renan disse:

Li uma notícia de que 2019 poderia ser o ano mais quente já registrado devido à continuidade do aquecimento global e do El Niño.

 

Apesar do aquecimento existir mesmo, acho muito pouco provável de 2019 ser o mais quente, certo ? Justamente porque o El Niño vai vir fraco. Na verdade acho que ninguém supera 2015 no calor !

A dupla 2014-2015 foi bem quente na América do Sul, o outono/inverno desses dois anos foram ruins em termos de constância de frentes frias e o alcance das mesmas, fora os verões abrasadores e com chuvas muito irregulares. Sobre o ano mais quente já registrado, apesar de ter ocorrido picos intensos de calor aqui, em outras partes do mundo como na parte centro-oriental da América do Norte, sofreram com fortíssimas ondas de frio por semanas seguidas, e a Austrália junto com a Nova Zelândia tiveram um período frio mais intenso que o normal em 2015, creio que este ano fique mesmo como um ano de médias térmicas mais elevadas, discordando quanto aos anos posteriores (2016 e 2017) terem sido igualmente quentes.

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Em 17/12/2018 em 14:50, Renan disse:

Li uma notícia de que 2019 poderia ser o ano mais quente já registrado devido à continuidade do aquecimento global e do El Niño.

 

Duvido!

 

Corto fora, se ocorrer (dada minha descrença nessa teoria/tese).

 

Há base científica e, principalmente, DADOS, que ampare tal estudo?

 

Minha sempre boa intuição e sexto sentido, além do empirismo, refuta essa notícia.

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Agradeço ao Flávio e Klismann por me tirarem dúvidas quanto à previsão para este verão.

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Com a tendência de continuidade do aquecimento, toda e qualquer notícia de que o ano seguinte deve ser o mais quente da história tem viés de alarmar a população, uma vez que é quase óbvio. Eu já fui completamente descrente da teoria do aquecimento global, mas a explicação física do fenômeno é tão simples que me convenci que estava errado. Só que há uma coisa que poucas pessoas sabem: o aquecimento na superfície é diferencial, então algumas regiões aquecem muito mais que outras, e algumas podem até ter resfriamento. A questão é que quando se integra todas as anomalias a tendência é positiva.

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Quanto a janeiro, os modelos NMME, CFS e CanSIPS apontam uma tendência de temperaturas dentro a acima da média em especial na faixa leste e litorânea do Sudeste e também no sertão do Nordeste, muito devido à anomalias positivas nas águas do Atlântico próximas a costa. Ao mesmo tempo, espera-se chuvas acima da média em todo o Sul, MS e SP, e sul de MG. Em quase todo o estado de MG, norte do RJ, ES e porções de GO e TO, chuvas dentro a abaixo da média. Pelas anomalias de T850 apontadas pelos modelos, o ingresso de ar quente e úmido da Amazônia será predominante e pode haver formação de ZCOU ou ZCAS pouco mais ao sul do que o normal ao longo do mês, além de alguns episódios de calor mais intenso principalmente no litoral desde SC até RJ.

 

Em fevereiro, anomalia positiva de Z500 (altura geopotencial do nível de 500mb) sugere a presença de anticiclone neste nível sendo condição predominante, até um pouco mais forte que o normal. Como impacto, as chuvas seriam mais por convecção livre e isoladas, não necessariamente fracas e escassas, mas que tornaria o regime de chuvas do mês irregular. As anomalias apontas, em geral, são negativas no Sudeste (principalmente sul de MG e RJ). Pela atuação mais proeminente da ASAS, os alísios se fortalecem e por isso a ZCIT fica mais intensa, com chuvas acima da média no norte do Nordeste. Em relação às temperaturas, mesmo perfil de janeiro quase sem alterações.

 

Em março, provável que tenha temperaturas dentro do normal na maior parte do país, com episódios de calor mais intensos na faixa litorânea. A chuva tende a ser acima da média na maior parte do Sul e em SP, em especial no sul e oeste do RS que pode ter anomalias importantes. Na faixa litorânea norte do Nordeste, pode chover mais que o normal, e o contrário ocorre no interior, e se acende um alerta por apontar-se anomalias negativas durante a quadra chuvosa (os modelos sugerem continuidade nesta tendência para abril e maio). Na Amazônia, tendência a chuvas abaixo da média na maior parte da região.

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Ótima análise Viny!

 

Ao que parece, então um verão "bem normal" aqui para Sampa, lembrando os verões "normais" que costumávamos ter, com episódios de ZCAS se concentrando mais a partir do Natal e Janeiro.

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3 horas atrás, Vinicius Lucyrio disse:

Com a tendência de continuidade do aquecimento, toda e qualquer notícia de que o ano seguinte deve ser o mais quente da história tem viés de alarmar a população, uma vez que é quase óbvio. Eu já fui completamente descrente da teoria do aquecimento global, mas a explicação física do fenômeno é tão simples que me convenci que estava errado. Só que há uma coisa que poucas pessoas sabem: o aquecimento na superfície é diferencial, então algumas regiões aquecem muito mais que outras, e algumas podem até ter resfriamento. A questão é que quando se integra todas as anomalias a tendência é positiva.

 

Sim, eu também já fui cético, mas abri os olhos e resolvi enxergar a verdade. Somos tão fãs do frio que nós, bazianos, não queríamos acreditar nesta teoria, que a meu ver já deixou de ser teoria e é fato (o aquecimento antropogênico).

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Creio no aquecimento antropogênico apenas nas regiões metropolitanas. Isso corresponde ao quantos % em área do globo terrestre? 1%?

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18 horas atrás, Caco Pacheco disse:

Duvido!

 

Corto fora, se ocorrer (dada minha descrença nessa teoria/tese).

 

Há base científica e, principalmente, DADOS, que ampare tal estudo?

 

Minha sempre boa intuição e sexto sentido, além do empirismo, refuta essa notícia.

 

Também duvido que 2019 será o mais quente. Acho que poucos superam 2015, mesmo com o AG continuando a ocorrer. 

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1 hora atrás, Renan disse:

 

Também duvido que 2019 será o mais quente. Acho que poucos superam 2015, mesmo com o AG continuando a ocorrer. 

 

Os modelos não conseguiram prever nem a onda de calor de Dezembro....quem dirá ano que vem.

 

A melhor previsão é chegar no final do ano que vem e ver se foi o mais quente mesmo rsrs.

 

 

Edited by HenriqueBH
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24 minutos atrás, Flavio Feltrim disse:

nino.jpeg

É mesmo, cadê o el nino? O oceano Pacífico está mais aquecido, porém os institutos meteorologicos não oficializaram o fenômeno.

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Vocês viram isso? A área da cobertura de gelo tem alguma influencia no nosso inverno?

 

 

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1 hora atrás, jrmartinisp disse:

Vocês viram isso? A área da cobertura de gelo tem alguma influencia no nosso inverno?

 

 

Os anos em que a cobertura de gelo bateu recordes na Antártida foram de outono/inverno fracos na América do Sul, enquanto naquele em que a cobertura congelada foi normal ou abaixo o resfriamento aqui foi mais acentuado.

Possivelmente, uma maior cobertura de gelo por lá seja resultado do aprisionamento do frio, refletindo a falta do mesmo nas latitudes mais baixas, e gelo abaixo do normal a maior frequência da subida das massas polares em direção aos trópicos.

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Outro aspecto um tanto interessante, pelo gráfico do lado esquerdo da imagem, o ano de 1979 apresentou uma cobertura de gelo bem abaixo do normal, no mesmo ano o Sudeste brasileiro teve um verão ameno com muita chuva sobre Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo além de grande parte do Nordeste. Depois, houve uma onda de frio histórica no fim de maio/começo de junho, e outras duas igualmente intensas no inverno.

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56 minutos atrás, klinsmannrdesouza disse:

Outro aspecto um tanto interessante, pelo gráfico do lado esquerdo da imagem, o ano de 1979 apresentou uma cobertura de gelo bem abaixo do normal, no mesmo ano o Sudeste brasileiro teve um verão ameno com muita chuva sobre Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo além de grande parte do Nordeste. Depois, houve uma onda de frio histórica no fim de maio/começo de junho, e outras duas igualmente intensas no inverno.

 

Klinsmann, você traçou aí boas análises e comparativos, meu amigo. O que poderia nos dar um bom ânimo para o próximo inverno.

 

Só que em 1979, o aquecimento global ainda estava bem tímido, o processo se intensificou demais nas últimas décadas e veja onde estamos agora.

 

Por isso, passaram-se 40 anos desde esse histórico outono/inverno no Sudeste, e para esse 2019 não vejo outra coisa acontecendo para nós senão mais um inverno meia-boca e sem grandes MPs. Meu pessimismo quanto ao nosso clima anda bem acentuado, vou me trabalhar internamente para que o otimismo retorne, rsrs.

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3 horas atrás, Renan disse:

 

Klinsmann, você traçou aí boas análises e comparativos, meu amigo. O que poderia nos dar um bom ânimo para o próximo inverno.

 

Só que em 1979, o aquecimento global ainda estava bem tímido, o processo se intensificou demais nas últimas décadas e veja onde estamos agora.

 

Por isso, passaram-se 40 anos desde esse histórico outono/inverno no Sudeste, e para esse 2019 não vejo outra coisa acontecendo para nós senão mais um inverno meia-boca e sem grandes MPs. Meu pessimismo quanto ao nosso clima anda bem acentuado, vou me trabalhar internamente para que o otimismo retorne, rsrs.

Se mantiver esta tendência, poderemos ter um período frio interessante, o maior problema do Sudeste é que as frentes frias estão vindo com pouco suporte em altitude, daí elas são desviadas pela ASAS para o interior do continente, tanto que nos estados do MT, MS, RO e AC registram baixas temperaturas até mesmo em invernos fracos como 2012, 2014 e 2015, está faltando ciclones em sincronia com as massas polares, coisa que antes até 1994 era corriqueiro, ano passado tivemos apenas a frente de maio que teve esta configuração clássica, as demais resfriaram muito somente a fronteira oeste.

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Em 07/01/2019 em 14:12, klinsmannrdesouza disse:

Os anos em que a cobertura de gelo bateu recordes na Antártida foram de outono/inverno fracos na América do Sul, enquanto naquele em que a cobertura congelada foi normal ou abaixo o resfriamento aqui foi mais acentuado.

Possivelmente, uma maior cobertura de gelo por lá seja resultado do aprisionamento do frio, refletindo a falta do mesmo nas latitudes mais baixas, e gelo abaixo do normal a maior frequência da subida das massas polares em direção aos trópicos.

Análise sucinta. Raciocínio lógico na veia!

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Posted (edited)
Em 07/01/2019 em 15:18, Renan disse:

 

Klinsmann, você traçou aí boas análises e comparativos, meu amigo. O que poderia nos dar um bom ânimo para o próximo inverno.

 

Só que em 1979, o aquecimento global ainda estava bem tímido, o processo se intensificou demais nas últimas décadas e veja onde estamos agora.

 

Por isso, passaram-se 40 anos desde esse histórico outono/inverno no Sudeste, e para esse 2019 não vejo outra coisa acontecendo para nós senão mais um inverno meia-boca e sem grandes MPs. Meu pessimismo quanto ao nosso clima anda bem acentuado, vou me trabalhar internamente para que o otimismo retorne, rsrs.

Ainda acredito mais nos ciclos naturais.

 

Inverno recente que matou a pau foi 2016. Foi "a la anos 80", sem dever nadinha.

 

Acredito piamente que "a ordem natural das coisas estão voltando ao seu devido lugar", no que tange ao clima (mais especificamente na nossa área geográfica que habitamos).

 

Como costumo falar, desde 2007 as coisas vem melhorando aos poucos, especialmente em termos dinâmicos.

 

2011 foi um ano chave para mim, com o retorno de um inverno "a la anos 80", além de uma FF "clássica" (sincronia praticamente perfeita entre avanço de uma poderosa MP e ciclone na costa, o que ocorria todo inverno...).

 

Com exceção do hiato 2014-2015, especialmente a partir de 2009 os invernos melhorar BEM no Sudeste; em parte da região Sul já começou a melhorar anteriormente, em 2007. Embora no Sudeste também a partir de 2007 os invernos (especialmente no que se refira às temperaturas), já começaram a melhorar bem, perto do que estávamos vivendo de 2001 a 2006.

 

Acho que o aquecimento provocado pelo homem (REFLETIDO NOS CENTRO URBANOS, que representa quanto mesmo, em % do globo terrestre???), é muito pequeno se comparado à força dos ciclos naturais.

 

Para terminar: estou cada vez mais otimista quanto aos outonos/invernos. Quanto aos verões, mais pessimista...

Edited by Caco Pacheco

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