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Brasil Abaixo de Zero
Rodolfo Alves

Monitoramento e Previsão Climática (ENSO/SST/AAO/PDO)

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35 minutos atrás, Renan disse:

 

Estamos com um jejum de La Ninas, e durante esse jejum tivemos uma série de recordes de calor de diversos tipos. Não deve ser coincidência.

De fato, tivemos um ciclo entre 2007 e 2013 em que os invernos foram mais rigorosos na América do Sul com dois episódios de neve mais significativos em 2010 e 2013, depois entramos numa fase desfavorável a eventos de frio com exceção de 2016. 

Lembrando que tivemos um ciclo frio entre os anos 40 e 70, um quente entre os anos 80 até metade dos anos 00, e um possível frio a partir de 2007 com a redução da atividade solar.

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Esse período 2007/2013 não se aplica ao Sudeste, em termos de invernos rigorosos.

Tanto em termos de temperatura média como em picos de frio, no leste paulista, esse período nem de longe se compara a vários invernos das décadas de 1980 e 1990.

 

Na cidade de São Paulo, 2013 praticamente se resumiu à onda de frio de 23-27 de julho, que provocou aquela máxima de 8,5°C na estação do INMET-Mirante de Santana.

Houve outra mais fraca em meados de agosto e... só.

Mesmo com aquela forte MP de julho, o período jun-jul-ago/2013 ficou na média da normal 1981-2010 em Sampa.

Junho ficou 0,4°C acima, julho 0,4°C abaixo e agosto ficou rigorosamente na média.

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3 horas atrás, Aldo Santos disse:

Esse período 2007/2013 não se aplica ao Sudeste, em termos de invernos rigorosos.

Tanto em termos de temperatura média como em picos de frio, no leste paulista, esse período nem de longe se compara a vários invernos das décadas de 1980 e 1990.

 

Na cidade de São Paulo, 2013 praticamente se resumiu à onda de frio de 23-27 de julho, que provocou aquela máxima de 8,5°C na estação do INMET-Mirante de Santana.

Houve outra mais fraca em meados de agosto e... só.

Mesmo com aquela forte MP de julho, o período jun-jul-ago/2013 ficou na média da normal 1981-2010 em Sampa.

Junho ficou 0,4°C acima, julho 0,4°C abaixo e agosto ficou rigorosamente na média.

 

Mas o JJA de 2011 foi legal, não foi?

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Esse período de 2007 a 2013 aqui em Juiz de Fora, pouco se vê a influência das La Niñas que tivemos. Vejam as médias JJA do período e seus respectivos desvios em relação à média 81-2010:

 

2007: 17,4ºC (+00,7)

2008: 17,0ºC (+00,3)

2009: 16,7ºC (00,0)

2010: 16,5ºC (-00,2)

2011: 16,9ºC (+00,2)

2012: 16,9ºC (+00,2)

2013: 17,1ºC (+00,4)

 

Como se vê, nada de espetacular. Nas décadas de 70 e 80 a coisa foi infinitamente melhor pra cá, com predomínio de invernos abaixo da média. Já na década de 90, foi meio-a-meio. Após 2000, o predomínio é de invernos acima da média. A situação ainda não se normalizou até o momento (2018 foi acima da média).

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1 hora atrás, Renan disse:

Esse período de 2007 a 2013 aqui em Juiz de Fora, pouco se vê a influência das La Niñas que tivemos. Vejam as médias JJA do período e seus respectivos desvios em relação à média 81-2010:

 

2007: 17,4ºC (+00,7)

2008: 17,0ºC (+00,3)

2009: 16,7ºC (00,0)

2010: 16,5ºC (-00,2)

2011: 16,9ºC (+00,2)

2012: 16,9ºC (+00,2)

2013: 17,1ºC (+00,4)

 

Como se vê, nada de espetacular. Nas décadas de 70 e 80 a coisa foi infinitamente melhor pra cá, com predomínio de invernos abaixo da média. Já na década de 90, foi meio-a-meio. Após 2000, o predomínio é de invernos acima da média. A situação ainda não se normalizou até o momento (2018 foi acima da média).

Mas foi um período relativamente bom de maneira geral porque a neve apareceu com maior frequência nos planaltos sulinos tendo acumulação mais significativa em 2010, 2011 e 2013, as massas polares continentais ficaram mais amplas sobre o sudeste ( vários exemplos como Maio de 2007, Abril/Maio 2008, Junho 2009, outono 2010, outono/inverno 2011 e em Maio, Julho e Agosto 2013). Concordo que ficou bem distante do que houve nos anos 70/80 quando verdadeiros outbreaks polares arrefeciam o continente sul-americano; porém conforme você mostrou, as anomalias positivas foram muito mais comportadas se compararmos com os pesadelos 2014 e 2015.

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8 horas atrás, LuluBros disse:

 

Mas o JJA de 2011 foi legal, não foi?

Foi um trimestre que lembrou muito os invernos dos anos 80, sem picos de calor fora de época com destaque para a onda de frio entre os dias 25-28 de junho que provocou neve com acumulação nos pontos mais elevados de Santa Catarina e geadas generalizadas desde a campanha gaúcha até a região central de Mato Grosso do Sul; a Mantiqueira foi agraciada com frio seco e tendo suporte em altitude, o mirante de Santana cravou em 6 graus a mínima. Aliás, se eu não me engano foi nesse ano que houve uma reportagem a respeito do frio em áreas do Nordeste (14/15 graus, o que pra eles é muito significativo), com os moradores improvisando casacos.

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2 horas atrás, klinsmannrdesouza disse:

Foi um trimestre que lembrou muito os invernos dos anos 80, sem picos de calor fora de época com destaque para a onda de frio entre os dias 25-28 de junho que provocou neve com acumulação nos pontos mais elevados de Santa Catarina e geadas generalizadas desde a campanha gaúcha até a região central de Mato Grosso do Sul; a Mantiqueira foi agraciada com frio seco e tendo suporte em altitude, o mirante de Santana cravou em 6 graus a mínima. Aliás, se eu não me engano foi nesse ano que houve uma reportagem a respeito do frio em áreas do Nordeste (14/15 graus, o que pra eles é muito significativo), com os moradores improvisando casacos.

 

Eu sei de uma reportagem feita em Sergipe sobre frio inesperado, mas foi no ASAS frio de julho de 2008. Aliás, naquele mês a região metropolitana de GYN chegou a abaixar de 5, e, se não me engano, Florestal tb.

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52 minutos atrás, LuluBros disse:

 

Eu sei de uma reportagem feita em Sergipe sobre frio inesperado, mas foi no ASAS frio de julho de 2008. Aliás, naquele mês a região metropolitana de GYN chegou a abaixar de 5, e, se não me engano, Florestal tb.

Ah sim, naquele mês o anticiclone subtropical estava mais ao sul do que o habitual e por isso era reabastecido pelas massas polares oceânicas, garantindo temperaturas mais baixas na metade leste do país até mesmo na região Nordeste.

 

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4 horas atrás, klinsmannrdesouza disse:

Mas foi um período relativamente bom de maneira geral porque a neve apareceu com maior frequência nos planaltos sulinos tendo acumulação mais significativa em 2010, 2011 e 2013, as massas polares continentais ficaram mais amplas sobre o sudeste ( vários exemplos como Maio de 2007, Abril/Maio 2008, Junho 2009, outono 2010, outono/inverno 2011 e em Maio, Julho e Agosto 2013). Concordo que ficou bem distante do que houve nos anos 70/80 quando verdadeiros outbreaks polares arrefeciam o continente sul-americano; porém conforme você mostrou, as anomalias positivas foram muito mais comportadas se compararmos com os pesadelos 2014 e 2015.

 

Ah sim, com certeza.

 

Curiosidade: O sempre esquecido inverno de 2017. Aqui na minha região, ele foi ótimo em termos de média JJA. Foi o mais frio após 2000 !

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Em 17/10/2018 em 01:29, LuluBros disse:

 

Mas o JJA de 2011 foi legal, não foi?

 

Comparando com a normal 1981-2010 (INMET-Mirante de Santana):

 

Jun/2011: 16,0°C (-1,1°C)

Jul/2011: 17,5°C (+0,8°C)

Ago/2011: 18,3°C (+0,6°C)

 

-------------------------------

Só pra dar uma idéia, as médias compensadas na normal 1961-1990:

Jun: 16,5°C

Jul: 15,8°C

Ago: 17,1°C

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7 horas atrás, Aldo Santos disse:

 

Comparando com a normal 1981-2010 (INMET-Mirante de Santana):

 

Jun/2011: 16,0°C (-1,1°C)

Jul/2011: 17,5°C (+0,8°C)

Ago/2011: 18,3°C (+0,6°C)

 

-------------------------------

Só pra dar uma idéia, as médias compensadas na normal 1961-1990:

Jun: 16,5°C

Jul: 15,8°C

Ago: 17,1°C

Junho de 2011 foi espetacular em termos de frio, muitas áreas do país tiveram temperaturas baixas, talvez foi o mais frio em anos.

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Em 17/10/2018 em 16:09, Renan disse:

 

Ah sim, com certeza.

 

Curiosidade: O sempre esquecido inverno de 2017. Aqui na minha região, ele foi ótimo em termos de média JJA. Foi o mais frio após 2000 !

 É QUE NO SUL FOI ACIMA DA MÉDIA, MAS COM MADRUGADAS FRIAS.

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7 horas atrás, Flavio Feltrim disse:

Será que esse Niño nasce até 25/12? Que parto!

 

Se só nascer depois de 25/12 não será mais el Niño, e sim, El Año Nuevo.

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16 minutos atrás, LuluBros disse:

 

Se só nascer depois de 25/12 não será mais el Niño, e sim, El Año Nuevo.

KKKKKKKKK!!!! Sempre com tiradas espetaculares, esse Lucci...

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8 horas atrás, Flavio Feltrim disse:

Será que esse Niño nasce até 25/12? Que parto!

 

Acho que vai influenciar muito pouco o Sudeste, né ? Se o Atlântico se mantiver resfriado durante o verão, teremos um verão mais ameno, independente da condição no Pacífico. 

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Vários índices ainda persistem na condição de neutralidade, apenas a TSM está levemente acima da média:

 

- o ONI está em 0.4

- o Cloudiness está positivo (para El Niño precisa estar negativo)

- a SOI está positiva (para El Niño precisa estar negativo)

 

Resumo da ópera: teleconexão ainda não se estabeleceu, talvez por isso alguns institutos ainda não anunciaram oficialmente o El Niño!

 

 

20181120.cloudiness.png

soi30.png

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20 horas atrás, Renan disse:

 

Acho que vai influenciar muito pouco o Sudeste, né ? Se o Atlântico se mantiver resfriado durante o verão, teremos um verão mais ameno, independente da condição no Pacífico. 

 

O grande desafio do pós-2000 é o Atlântico quase eternamente aquecido... se bem que Comodoro rivadavia recebe corrente fria e não é quase nada mais fria que Viedma, que fica centenas de km ao norte. 

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OBSERVEM UMA MANCHA MUITO GRANDE E "FRIA" NO ÍNDICO E BOA PARTE DO ATLÂNTICO ESTÁ DE 0 A -...

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17 horas atrás, coutinho disse:

OBSERVEM UMA MANCHA MUITO GRANDE E "FRIA" NO ÍNDICO E BOA PARTE DO ATLÂNTICO ESTÁ DE 0 A -...

 

Bem lembrado Coutinho! Esse é mais um índice que demonstra a dificuldade em se estabelecer o El Niño: o IOD está positivo mas deveria estar negativo para confirmar a teleconexão...

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Segue o "trabalho de parto" do Niño: reparem na figura as áreas circuladas em vermelho e em azul. A área em vermelho explica o atual aquecimento da região 3.4 devido a anomalia do vento zonal que gera ondas Kelvin e favorece o carregamento de pacotes de água quente para a América do Sul. 

 

Na sequência (círculo azul) é a previsão do vento zonal para os próximos dias, que se confirmar pode favorecer a estabilização/esfriamento das águas do Pacífico Equatorial. isso não eliminaria um provável El Niño, mas enfraqueceria bastante a possibilidade. 

 

 

 

u.anom.30.5S-5N.gif

 

 

Edited by Flavio Feltrim
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Belíssimo tópico...

 

Fico me perguntando se há umas décadas atrás os meteorologistas levavam em consideração a análise da influência tão poderosa dos oceanos na formação de fenômenos como El Niño, La Niña e sua consequente consecução no clima... Será?????

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Segue o parto e conforme previsto, queda significativa da TSM em todas as regiões do Pacífico, sendo mais acentuada justamente na mais importante delas, a 3.4!

 

Mas claro que o menino não se entregará fácil... observem no gráfico de anomalia do vento zonal que sempre o processo se inicia no Índico entre 60 e 90º leste (conforme o Coutinho já reforçou). Primeiro aparece uma mancha de anomalia nessa área e ela vai se deslocando para leste, carregado esses "pacotes" de água quente através das Kelvin waves. O conjunto dessas manchas de anomalis positiva representa o deslocamento da oscilação de Madden-Julian.

 

Vejam na primeira seta preta as manchas avermelhadas que causaram o aquecimento do início de dezembro e a segunda seta com as manchas azuis (círculo azul) que trouxeram a atual queda na TSM.

 

Apenas reforçando: quando as anomalias são negativas (tons azuis) significa que o vento zonal sopra de leste para oeste; quando são positivas (tons vermelhos) significa que os ventos zonais enfraqueceram ou inverteram (enfraquecendo os alísios também).

 

 

E vejam agora o tamanho da anomalia positiva no círculo vermelho que possivelmente vai trazer novo aquecimento da TSM até o final do mês. Novela sem fim...

 

 

 

 

 

 

nino34 (1).png

u.anom.30.5S-5N (1).gif

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Flávio, sua opinião/predição....

 

Teremos, no verão, El Niño, "Pseudo El Niño" (Neutralidade pró Niño) ou Neutralidade (0,00)?

 

E as consequências no clima, aqui no Brasil, serão sentidas a partir de quando de acordo com esta relação? Pois sabe-se que as "consequências" são sentidas após o estabelecimento da condição propriamente dita...

 

Abs!

 

 

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