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Brasil Abaixo de Zero
Rodolfo Alves

Monitoramento e Previsão - Ciclones Subtropicais/Tropicais no Atlântico Sul

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Queremos o furacão Iba !!! 

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8 minutos atrás, Renan disse:

Queremos o furacão Iba !!! 

 

Esse Atlantico Sul muito quente esta sendo um BANQUETE pra esse sistema.

 

 

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ANÁLISE DE SATÉLITE - TEMPESTADE TROPICAL IBA

 

Última sequência de imagens de satélite já deixam claro que a atividade de convecção na parte oeste da circulação de IBA morreu. 

 

Apenas está brotando convecção no setor leste da circulação. Isso já denota um novo padrão de ventos superiores que IBA irá enfrentar daqui para frente.

 

 

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Esta ausência de convecção no lado oeste de IBA já se deve a atuação forte cisilhamento (shear) na parte oeste, combinado com ar seco. 

 

Essa imagem da Universidade de Wisconsin mostra ambiente extremamente hostil a Ciclones Tropicais, com 30-40 nós de Shear na parte oeste da circulação (linhas vermelhas).

 

Enquanto isso entre o centro e o leste de Iba, o shear é fraco, o que garante a explosão de trovoadas ainda nesta parte. Desta forma, isso pode limitar um desenvolvimento mais significativo de Iba.

 

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Esta ausência de convecção na parte oeste já era esperada nos modelos há vários dias, e portanto está dentro do previsto.

 

A tendência é que a convecção de Iba fica toda no lado leste da circulação, bem como o pico de ventos. Isso não impedirá que Iba ganhe força, porém é um fator contra para uma intensificação extraordinária, uma vez que o lado oeste já está sendo afetado por ambiente hóstil.

 

Animação do Modelo Europeu para satélite Vapor Dagua exemplifica bem o que está acontecendo agora, e vai acentuar daqui pra frente.

 

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26 minutos atrás, Rodolfo Alves disse:

 

 
Página da Wikipedia de Ciclones Tropicais:
 
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Tem uma coisa muita errada aí. O IBA NAO SE FORMOU NA ZCIT, QUE ESTA BEM LONGE POR SINAL.

 

 

Parece que cavado de monção  é outro nome dado a ZCIT por americanos.

 

O IBA se formou a partir de uma FF em dissipação.

 

 

 

 

Edited by Nowcasting
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1 minuto atrás, Nowcasting disse:

 

Tem uma coisa muita errada aí. O IBA NAO SE FORMOU NA ZCIT, QUE ESTA BEM LONGE POR SINAL.

 

 

Parece que cavado de monção  é outro nome dado a ZCIT por americanos.

 

O IBA se formou a partir de uma FF em dissipação.

 

 

 

 

Não foi o mesmo caso do Catarina?

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NOAA VOLTOU A AUMENTAR A CLASSIFICAÇÃO DE IBA NA ESCALA DVORAK ESTA NOITE.

 

AGORA ESTÁ EM 2.5 

 

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OFICIALMENTE IBA AGORA DEIXA DE RECEBER O SUFIXO 90Q, E PASSA A SER DESIGNADA 01Q.... ALGO RARÍSSIMO NO ATLÂNTICO SUL. ISTO SIGNIFICA QUE PARA O NOAA, IBA DEIXOU DE SER UM DISTÚRBIO METEOROLÓGICO E PASSOU A SER CONSIDERADO UM CICLONE TROPICAL.

 

ALÉM DO MAIS COMEÇOU A SER MONITORADA POR PASSAGEM DE SATÉLITE MICROWAVE.

 

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CURIOSIDADE:

 

DESDE 2004, APENAS CATARINA E ANITA, PASSARAM DE 90Q (DISTÚRBIO TROPICAL) PARA 01Q (CICLONE TROPICAL).

 

IBA É APENAS O 3º CICLONE A ADQUIRIR ESTE IMPORTANTE STATUS POR PARTE DO NOAA.

 

AO TODO DESDE 2004, 7 SISTEMAS TROPICAIS/SUBTROPICAIS GANHARAM CLASSIFICAÇÃO DE DISTÚRBIO (90Q ou 90SL)

- Furacão Catarina (2004)

- Tempestade Tropical Não Nomeada (2006)

- Tempestade Tropical Anita (2010)

- Tempestade Subtropical Arani (2011)

- Tempestade Subtropical Cari (2015)

- Depressão Subtropical (2016)

- Tempestade Tropical Iba (2019)

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Em vista disso acho que o Atlântico sul não é tão raro assim para ter esses tipos de sistemas subtropical/tropical, precisa ter mais estudos e monitoramento, principalmente no mês de março precisa ter cuidados redobrados

Edited by Felipe Pelisari
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6 minutos atrás, Felipe Pelisari disse:

Em vista disso acho que o Atlântico sul não é tão raro assim para ter esses tipos de sistemas subtropical/tropical, precisa ter mais estudos e monitoramento, principalmente no mês de março precisa ter cuidados redobrados

 

Concordo, e até onde eu sei, o único setor de oceano que realmente NUNCA recebeu nenhum sistema tropical é o Pacífico Sul, na costa oeste da América do Sul, correto ?

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52 minutos atrás, Rodolfo Alves disse:

NOAA VOLTOU A AUMENTAR A CLASSIFICAÇÃO DE IBA NA ESCALA DVORAK ESTA NOITE.

 

AGORA ESTÁ EM 2.5 

 

001.PNG.cc7f20c4acf741a02573bcf334292d1f.PNG

 

OFICIALMENTE IBA AGORA DEIXA DE RECEBER O SUFIXO 90Q, E PASSA A SER DESIGNADA 01Q.... ALGO RARÍSSIMO NO ATLÂNTICO SUL. ISTO SIGNIFICA QUE PARA O NOAA, IBA DEIXOU DE SER UM DISTÚRBIO METEOROLÓGICO E PASSOU A SER CONSIDERADO UM CICLONE TROPICAL.

 

ALÉM DO MAIS COMEÇOU A SER MONITORADA POR PASSAGEM DE SATÉLITE MICROWAVE.

 

001.thumb.PNG.4e2885afe9e0590997b0d326f1da17d2.PNG002.thumb.PNG.c6edf3db8733b1f61c1d7159e52e4e9d.PNG

 

 

Esse aumento está mais relacionada a organização e fortalecimento do sistema? Vi algumas pastagens falando que esse aumento na escala significaria que ele estaria próximo de virar Furacão. 

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5 minutos atrás, edsr97 disse:

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Muito linda, já tem até algumas características de furacão, como o formato arredondado no núcleo e esses longos braços de cirrus.

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17 minutos atrás, Felipe Pelisari disse:

Em vista disso acho que o Atlântico sul não é tão raro assim para ter esses tipos de sistemas subtropical/tropical, precisa ter mais estudos e monitoramento, principalmente no mês de março precisa ter cuidados redobrados

E com essas anomalias positivas constantes, acredito que a tendência é só aumentar este número. 

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25 minutos atrás, Renan disse:

 

Concordo, e até onde eu sei, o único setor de oceano que realmente NUNCA recebeu nenhum sistema tropical é o Pacífico Sul, na costa oeste da América do Sul, correto ?

 

Antes da era dos satélites poderiam pegar registros de possíveis tempestades de vento na costa brasileira.

 

O problema é que não tem nada desse tipo nas grandes cidades, o que pode ter acontecido é que ciclones antigos podem ter sim influenciado o Brasil, mas atingido áreas muito desabitadas, assim como os tornados que acontecem por aqui. Dificilmente alguém falaria em tornado no Brasil antes das imagens por televisão por exemplo.

 

Estamos falando de um gap de quase 10 anos da Anita e 15 anos do Catarina. Ou seja, não é tão raro, mas pode ser coisa de décadas. Talvez por isso nunca se ouviu falar desses fenômenos, a chance de 1 ciclone que se forma de 10 em 10 anos atingir a costa brasileira deve ser baixíssima.

 

 

 

Edited by Nowcasting
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10 minutos atrás, Nowcasting disse:

 

Antes da era dos satélites poderiam pegar registros de possíveis tempestades de vento na costa brasileira.

 

O problema é que não tem nada desse tipo nas grandes cidades, o que pode ter acontecido é que ciclones antigos podem ter sim influenciado o Brasil, mas atingido áreas muito desabitadas, assim como os tornados que acontecem por aqui. Dificilmente alguém falaria em tornado no Brasil antes das imagens por televisão por exemplo.

 

Estamos falando de um gap de quase 10 anos da Anita e 15 anos do Catarina. Ou seja, não é tão raro, mas pode ser coisa de décadas. Talvez por isso nunca se ouviu falar desses fenômenos, a chance de 1 ciclone que se forma de 10 em 10 anos atingir a costa brasileira deve ser baixíssima.

 

 

 

Concordo, um ciclone tropical atingir a costa do Brasil pode até ser baixa ou rara, mas a formação desses sistemas  no Atlântico sul  creio não ser mais tão rara como se imaginava 

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13 minutos atrás, Nowcasting disse:

 

Antes da era dos satélites poderiam pegar registros de possíveis tempestades de vento na costa brasileira.

 

O problema é que não tem nada desse tipo nas grandes cidades, o que pode ter acontecido é que ciclones antigos podem ter sim influenciado o Brasil, mas atingido áreas muito desabitadas, assim como os tornados que acontecem por aqui. Dificilmente alguém falaria em tornado no Brasil antes das imagens por televisão por exemplo.

 

Estamos falando de um gap de quase 10 anos da Anita e 15 anos do Catarina. Ou seja, não é tão raro, mas pode ser coisa de décadas. Talvez por isso nunca se ouviu falar desses fenômenos, a chance de 1 ciclone que se forma de 10 em 10 anos atingir a costa brasileira deve ser baixíssima.

 

 

 

Antes do Furacão Catarina ocorreu um ''ciclone tropical'' no litoral brasileiro na década de 1970; porém este não recebeu nenhuma classificação e nem estudos aprofundados para saber se foi ou não um furacão, naquela época a tecnologia começava seus primeiros passos nas imagens de satélite e acreditava-se que no Brasil estava imune às catástrofes  naturais. Somente na década de 80 que nossos meteorologistas passaram a ter uma formação mais aprofundada, junto com a evolução tecnológica permitiram que fossem estudados os fenômenos meteorologicos no nosso país, retirando a idéia de ''clima abençoado'' vigente até então.

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29 minutos atrás, RafaelBHZ disse:

E com essas anomalias positivas constantes, acredito que a tendência é só aumentar este número. 

 

Temperatura da superfície do mar nunca foi e nunca será um problema no Atlântico Sul para a formação de fortes ciclones tropicais no verão/outono. Todos os anos temos valores mais altos de TSM do que o suficiente para até mesmo a formação de fortes furacões. O problema do Atlântico Sul é o cisalhamento do vento e falta de ondas tropicais. A TSM durante o Catarina estava em 25°C. Abaixo da média!

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13 minutos atrás, klinsmannrdesouza disse:

Antes do Furacão Catarina ocorreu um ''ciclone tropical'' no litoral brasileiro na década de 1970; porém este não recebeu nenhuma classificação e nem estudos aprofundados para saber se foi ou não um furacão, naquela época a tecnologia começava seus primeiros passos nas imagens de satélite e acreditava-se que no Brasil estava imune às catástrofes  naturais. Somente na década de 80 que nossos meteorologistas passaram a ter uma formação mais aprofundada, junto com a evolução tecnológica permitiram que fossem estudados os fenômenos meteorologicos no nosso país, retirando a idéia de ''clima abençoado'' vigente até então.

Segundo o artigo do Presidente da AMS e professor da Penn State , Dr Jenni Evans, de 1957 à 2007 ele catalogou 63 sistemas de ciclones subtropicais no Atlântico sul, ou seja, temos uma grande incidência de ciclones, praticamente um por ano.

 

https://journals.ametsoc.org/doi/full/10.1175/JCLI-D-11-00212.1

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21 minutos atrás, jean10lj disse:

 

Temperatura da superfície do mar nunca foi e nunca será um problema no Atlântico Sul para a formação de fortes ciclones tropicais no verão/outono. Todos os anos temos valores mais altos de TSM do que o suficiente para até mesmo a formação de fortes furacões. O problema do Atlântico Sul é o cisalhamento do vento e falta de ondas tropicais. A TSM durante o Catarina estava em 25°C. Abaixo da média!

Este cisalhamento do vento no nosso litoral é devido a ASAS, que está bem no meio entre a América do Sul e a África, além de constantemente migrar para o nosso continente; o furacão Catarina ocorreu depois de um verão muito chuvoso no Brasil e a ASAS estava mais afastada do que o normal da nossa costa.

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10 minutos atrás, klinsmannrdesouza disse:

Este cisalhamento do vento no nosso litoral é devido a ASAS, que está bem no meio entre a América do Sul e a África, além de constantemente migrar para o nosso continente; o furacão Catarina ocorreu depois de um verão muito chuvoso no Brasil e a ASAS estava mais afastada do que o normal da nossa costa.

 

E como explicar a falta de ondas tropicais ? Sempre achei curioso mesmo as evoluções tropicais provocadas pela ZCIT se aprofundarem apenas no Atlântico norte, elas nunca "descem" pra cá. Já na Austrália e Madagascar, isso acontece.

Edited by Renan
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12 minutos atrás, klinsmannrdesouza disse:

Este cisalhamento do vento no nosso litoral é devido a ASAS, que está bem no meio entre a América do Sul e a África, além de constantemente migrar para o nosso continente; o furacão Catarina ocorreu depois de um verão muito chuvoso no Brasil e a ASAS estava mais afastada do que o normal da nossa costa.

Esse cisalhamento do vento evita que a ondas de leste que deslocam para o Nordeste se intensifiquem muito.

Edited by Daniel Vieira
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