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Brasil Abaixo de Zero
Vinicius Lucyrio

O Tempo Antigamente

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Em 15/04/2019 em 08:40, Renan disse:

Quando voltaremos a ter neve em Campos do Jordão ? Já pensaram no frênesi insano se isso ocorresse novamente ? Os paulistas iriam subir todos ao mesmo tempo pra lá. Milhões de pessoas numa cidade de 60 mil habitantes...

 

é como perguntar....quando vai nevar em Miami? ja caíram uns flocos por lá no século passado.

 

ou quando vai voltar a nevar no centro de Los Angeles como na foto abaixo?

 

se já eram eventos raros imagina agora com o aquecimento global.

 

------

 

sendo bem macabro agora: é mais fácil NY ter seu primeiro inverno sem neve do que voltar a nevar em Campos do Jordão.

 

Os eventos que aconteceram em Campos do Jordão talvez não aconteceriam no séc XXI. Pelo simples fato de um aumento de meros 0,5ºC ou 1ºC serem capazes de aniquilar a possibilidade de neve em um lugar que já é um parto ter condição perfeita pra isso.

 

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Edited by Nowcasting

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e não estou sendo tao dramático assim, isso aqui é deste ano, imagina daqui a 20, 40, 60 anos!

 

https://www.nytimes.com/2019/01/17/nyregion/nyc-weather-snow-storm.html

 

First Flakes Fall, but Still Little Snow in N.Y. This Winter - Jan 17, 2019

In fact, the city’s five boroughs have not seen one day of measurable snowfall since fall, when a crippling storm on Nov. 15 stranded thousands of commuters outside the Port Authority Bus Terminal in Manhattan.

Edited by Nowcasting

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É mais uma questão de falta de humidade do que de frio. A mantiqueira em si é bem fria porém os meses de frio abaixo de zero são também os meses de humidade próximo de zero.

Edited by Monotov
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36 minutos atrás, Monotov disse:

É mais uma questão de falta de humidade do que de frio. A mantiqueira em si é bem fria porém os meses de frio abaixo de zero são também os meses de humidade próximo de zero.

Nos anos recentes houveram massas polares até com suporte em altura, porém eram muito secas, a Mantiqueira é grande não se resume a Campos do Jordão.  

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Este foi um dos eventos de chuva mais fortes já registrados em Fortaleza. É uma figura notável da história climática da cidade. No dia 24 de abril de 1997 foram registrados 270 milímetros em cerca de 12 horas de chuva. Pelo o que circulou nas matérias de jornal na época, foi um dia de muitos transtornos pra capital cearense. Aulas e voos cancelados, grandes alagamentos e inclusive vítimas fatais. 

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Em 12/04/2019 em 21:23, Elias Agroboy disse:

Br.thumb.jpg.a4c073b6d994fcd703e452939490fbc5.jpg

Essa faixa de 0° nessa parte imensa do Paraná tbm tá meio errada, já vi vários registros menores que este, no Inmet e Iapar

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Aquela mancha na Bahia mais escura só pode ser Piatã 😂

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Semana passada comentei no tópico de monitoramento sobre um livro de climatologia antigo que consultei uma vez e pude fazer algumas anotações, e divulguei alguns extremos de chuva de Fortaleza e informações dos antigos observatórios de SP e CWB.

 

Hoje trago um pouco mais do que anotei daquele livro, como os totais mensais  de 1877 e 1894 (respectivamente o ano mais seco e o mais chuvoso) da antiquíssima série pluviométrica de Fortaleza (de 1848 até 1917, continuou depois mas não tenho os dados).  Fortaleza provavelmente tem a maior variabilidade pluviométrica entre as capitais do Brasil, ou no mínimo está no top 3.  Também deixo logo abaixo alguns dados históricos do fim do século XIX e começo do século XX para Blumenau e Pelotas, de observatórios meteorológicos já desativados (que certamente ficavam na área central das cidades, como se usava naqueles tempos).

 

Fortaleza 1877:                          Fortaleza 1894:

J:  24 mm                                         J: 335 mm

F: 16 mm                                          F: 301 mm

M: 84 mm                                        M: 400 mm

A: 40 mm                                         A: 823 mm

M: 101 mm                                      M: 507 mm                   

J: 84 mm                                         J: 271 mm

J: 43 mm                                         J: 25 mm

A: 46 mm                                         A: 3 mm

S: 20 mm                                         S: 6 mm

O: 0 mm                                           O: 16 mm

N: 8 mm                                           N: 62 mm

D :1 mm                                           D :21 mm

Tot: 467 mm                                   Tot: 2770 mm

 

Mas entre outubro de 1899 e setembro de 1900 foram 383 mm, menor acumulado de 12 meses.

 

Blumenau (dados de temperatura média entre 1890 e 1900, e extremos de chuva/ano entre 1890 e 1907):

 

J: 25,3ºc

F: 25,1ºc

M: 24,4ºc

A: 21,5ºc

M: 18ºc

J: 15,8ºc

J: 16,3ºc

A: 17,5ºc

S: 18,2ºc

O: 20,4ºc

N: 22,6ºc

:24,3ºc

Ano: 20,8ºc

 

Extremos de T entre 1890 e 1900: 0,3ºc (1895) e 41ºc (1895)

 

Ano mais chuvoso: 2229 mm em 163 dias (N.D)

Ano menos chuvoso: 1276 mm em 108 dias (1906)

 

Pelotas (dados de chuva e temperatura entre 1893 e 1907):

 

T Médias mensais:

J: 22,8ºc

F: 23ºC

M: 21,8ºc

A: 18,4ºc

M: 15ºc

J: 12,6ºc

J: 12,9ºc

A: 13,3ºc

S: 15ºc

O: 16,7ºc

N: 19,2ºc

:22ºc

Ano: 18,3ºc

 

Extremos de T entre 1893 e 1907: -3,5ºc e 40,8ºc

Anos mais quentes: 1900 e 1906 (19,2ºc)

Ano mais frio: 1893: 16,5ºc (o mesmo ano mais frio dos antigos observatórios de São Paulo e Curitiba)

 

Mês mais quente: fevereiro de 1900: 25,4ºc

Mês mais frio: junho de 1894: 9,3ºc (mesmo mês da menor média no antigo observatório de SP na Escola Normal/11,8ºc)

 

Chuva média 15 anos: 1250 mm

Chuva anual máxima: 1759 mm (1902)

Chuva anual mínima: 888 mm (1893)

Chuva máxima 25 horas: 122 mm em 1905

 

Villa Jaguaribe (Campos do Jordão, 1640 m) entre 1906 e 1911:

Temperatura média: 12,9ºC

Mínima abs: -7,2ºc (1911)

Máxima abs: 28,8ºc (1910)

Precipitação média: 1618 mm

Geadas/ano: 41

 

Por fim, alguns registros aleatórios mencionados:

 

-14ºc (7 da manhã) e 12ºc (4 da tarde) em São Joaquim (dia não especificado, agosto de 1901)

 

-6ºc em Barbacena e "-3 a -4ºc" entre Ouro Preto e Barbacena (junho de 1870)

 

-5ºc na área de Christiano Otoni (maio de 1886)

 

26 a 31 de julho de 1858: registro de neve na área de Lages(SC), que permaneceu acumulada em alguns pontos por até 15 dias.

 

Também menciona a "famosa" neve de Ouro Preto em 1843 sem maiores detalhes, mas sinceramente duvido muito que um evento histórico a esse ponto não teria gerado algum outro (na verdade, vários) relatos de frio/neve no Sudeste, penso que foi uma grande confusão este relato.

 

 

 

 

Edited by Wallace Rezende
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1 hora atrás, Wallace Rezende disse:

Semana passada comentei no tópico de monitoramento sobre um livro de climatologia antigo que consultei uma vez e pude fazer algumas anotações, e divulguei alguns extremos de chuva de Fortaleza e informações dos antigos observatórios de SP e CWB.

 

Hoje trago um pouco mais do que anotei daquele livro, como os totais mensais  de 1877 e 1894 (respectivamente o ano mais seco e o mais chuvoso) da antiquíssima série pluviométrica de Fortaleza (de 1848 até 1917, continuou depois mas não tenho os dados).  Fortaleza provavelmente tem a maior variabilidade pluviométrica entre as capitais do Brasil, ou no mínimo está no top 3.  Também deixo logo abaixo alguns dados históricos do fim do século XIX e começo do século XX para Blumenau e Pelotas, de observatórios meteorológicos já desativados (que certamente ficavam na área central das cidades, como se usava naqueles tempos).

 

Fortaleza 1877:                          Fortaleza 1894:

J:  24 mm                                         J: 335 mm

F: 16 mm                                          F: 301 mm

M: 84 mm                                        M: 400 mm

A: 40 mm                                         A: 823 mm

M: 101 mm                                      M: 507 mm                   

J: 84 mm                                         J: 271 mm

J: 43 mm                                         J: 25 mm

A: 46 mm                                         A: 3 mm

S: 20 mm                                         S: 6 mm

O: 0 mm                                           O: 16 mm

N: 8 mm                                           N: 62 mm

D :1 mm                                           D :21 mm

Tot: 467 mm                                   Tot: 2770 mm

 

Mas entre outubro de 1899 e setembro de 1900 foram 383 mm, menor acumulado de 12 meses.

 

Blumenau (dados de temperatura média entre 1890 e 1900, e extremos de chuva/ano entre 1890 e 1907):

 

J: 25,3ºc

F: 25,1ºc

M: 24,4ºc

A: 21,5ºc

M: 18ºc

J: 15,8ºc

J: 16,3ºc

A: 17,5ºc

S: 18,2ºc

O: 20,4ºc

N: 22,6ºc

:24,3ºc

Ano: 20,8ºc

 

Extremos de T entre 1890 e 1900: 0,3ºc (1895) e 41ºc (1895)

 

Ano mais chuvoso: 2229 mm em 163 dias (N.D)

Ano menos chuvoso: 1276 mm em 108 dias (1906)

 

Pelotas (dados de chuva e temperatura entre 1893 e 1907):

 

T Médias mensais:

J: 22,8ºc

F: 23ºC

M: 21,8ºc

A: 18,4ºc

M: 15ºc

J: 12,6ºc

J: 12,9ºc

A: 13,3ºc

S: 15ºc

O: 16,7ºc

N: 19,2ºc

:22ºc

Ano: 18,3ºc

 

Extremos de T entre 1893 e 1907: -3,5ºc e 40,8ºc

Anos mais quentes: 1900 e 1906 (19,2ºc)

Ano mais frio: 1893: 16,5ºc (o mesmo ano mais frio dos antigos observatórios de São Paulo e Curitiba)

 

Mês mais quente: fevereiro de 1900: 25,4ºc

Mês mais frio: junho de 1894: 9,3ºc (mesmo mês da menor média no antigo observatório de SP na Escola Normal/11,8ºc)

 

Chuva média 15 anos: 1250 mm

Chuva anual máxima: 1759 mm (1902)

Chuva anual mínima: 888 mm (1893)

Chuva máxima 25 horas: 122 mm em 1905

 

Villa Jaguaribe (Campos do Jordão, 1640 m) entre 1906 e 1911:

Temperatura média: 12,9ºC

Mínima abs: -7,2ºc (1911)

Máxima abs: 28,8ºc (1910)

Precipitação média: 1618 mm

Geadas/ano: 41

 

Por fim, alguns registros aleatórios mencionados:

 

-14ºc (7 da manhã) e 12ºc (4 da tarde) em São Joaquim (dia não especificado, agosto de 1901)

 

-6ºc em Barbacena e "-3 a -4ºc" entre Ouro Preto e Barbacena (junho de 1870)

 

-5ºc na área de Christiano Otoni (maio de 1886)

 

26 a 31 de julho de 1858: registro de neve na área de Lages(SC), que permaneceu acumulada em alguns pontos por até 15 dias.

 

Também menciona a "famosa" neve de Ouro Preto em 1843 sem maiores detalhes, mas sinceramente duvido muito que um evento histórico a esse ponto não teria gerado algum outro (na verdade, vários) relatos de frio/neve no Sudeste, penso que foi uma grande confusão este relato.

 

 

 

 

Só para complementar seu post, o relato da neve em Ouro Preto na revista de engenharia do Rio de Janeiro:

 

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Geadas fortes em junho de 1870 entre Barbacena e Ouro Preto e a referência da neve em Ouro Preto do outro lado:

 

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Link: http://memoria.bn.br/DocReader/Hotpage/HotpageBN.aspx?bib=709743&pagfis=1765&url=http://memoria.bn.br/docreader#

 

Creio que seja mesma revista q você tirou essas informações pois ali também consta a informação de Barbacena.

 

A informação da neve em 1843 em Ouro Preto veio de Tschudi, um explorador, naturalista suíço e mais tarde embaixador da Suíça no Brasil. Sabendo disso e sabendo que a Suíça é um lugar q a neve é frequente, eu sinceramente duvido que o Tschudi tenha confundido neve com outro evento semelhante. A não ser que não tenha sido ele, Tschudi, q presenciou esse evento, pois na Wikipedia diz q ele ficou uns anos nos Andes no Peru e depois no ano de 1843 foi para Áustria e só mais tarde retornando para América do Sul.

 

Mas pela data, sinceramente, mesmo que houvesse uma dezena de fontes afirmando a neve em Ouro Preto ainda sim teríamos muita duvida sobre a veracidade da informação. Eu já vi muita gente duvidar da quantidade de neve q já caiu em alguns eventos em VACARIA no RS, imagina então cair alguns flocos de neve em Ouro Preto. Bom, mas ainda sim é história e é muito legal ler sobre o clima dessa época. Sem duvida era bem mais frio que hoje.

 

 

Edited by LucasFVenturini
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1 hora atrás, LucasFVenturini disse:

Só para complementar seu post, o relato da neve em Ouro Preto na revista de engenharia do Rio de Janeiro:

 

 

 

Geadas fortes em junho de 1870 entre Barbacena e Ouro Preto e a referência da neve em Ouro Preto do outro lado:

 

 

 

Link: http://memoria.bn.br/DocReader/Hotpage/HotpageBN.aspx?bib=709743&pagfis=1765&url=http://memoria.bn.br/docreader#

 

Creio que seja mesma revista q você tirou essas informações pois ali também consta a informação de Barbacena.

 

A informação da neve em 1843 em Ouro Preto veio de Tschudi, um explorador, naturalista suíço e mais tarde embaixador da Suíça no Brasil. Sabendo disso e sabendo que a Suíça é um lugar q a neve é frequente, eu sinceramente duvido que o Tschudi tenha confundido neve com outro evento semelhante. A não ser que não tenha sido ele, Tschudi, q presenciou esse evento, pois na Wikipedia diz q ele ficou uns anos nos Andes no Peru e depois no ano de 1843 foi para Áustria e só mais tarde retornando para América do Sul.

 

Mas pela data, sinceramente, mesmo que houvesse uma dezena de fontes afirmando a neve em Ouro Preto ainda sim teríamos muita duvida sobre a veracidade da informação. Eu já vi muita gente duvidar da quantidade de neve q já caiu em alguns eventos em VACARIA no RS, imagina então cair alguns flocos de neve em Ouro Preto. Bom, mas ainda sim é história e é muito legal ler sobre o clima dessa época. Sem duvida era bem mais frio que hoje.

 

 

 Oi Lucas, concordo contigo, ler estes relatos e encontrar dados antigos é sempre um prazer para mim.  Sobre a suposta nevada de Ouro Preto, a verdade é que nunca teremos certeza sobre o que aconteceu, e argumentos podem ser formulados contra e a favor da ocorrência.  Eu particularmente considero no mínimo muito improvável, mas não nego categoricamente a possibilidade também.  E, como você mesmo disse, a própria autoria do relato não pôde ser confirmada. 

 

 Eu já havia esquecido este trecho imediatamente anterior, que mostra uma visão romantizada (e totalmente falsa, mesmo numa época mais fria) do inverno local: “N’estas condições de temperatura não é de admirar, que no inverno a estação secca, as raríssimas precipitações sejam solidas”.  Mas adiciona ainda mais dúvida ao que vem a seguir.

 Eu peguei as informações num livro, mas sim, a fonte é certamente a mesma.

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Certa vez eu li em algum tópico aqui do BAZ (não sei se foi nesse), onde há um trecho antigo que fala algo como "na serra da Mantiqueira é frequente ver os seus picos mais altos cobertos pela neve". Alguém sabe de algum relato antigo nesse sentido ?

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17 horas atrás, Wallace Rezende disse:

Semana passada comentei no tópico de monitoramento sobre um livro de climatologia antigo que consultei uma vez e pude fazer algumas anotações, e divulguei alguns extremos de chuva de Fortaleza e informações dos antigos observatórios de SP e CWB.

 

Hoje trago um pouco mais do que anotei daquele livro, como os totais mensais  de 1877 e 1894 (respectivamente o ano mais seco e o mais chuvoso) da antiquíssima série pluviométrica de Fortaleza (de 1848 até 1917, continuou depois mas não tenho os dados).  Fortaleza provavelmente tem a maior variabilidade pluviométrica entre as capitais do Brasil, ou no mínimo está no top 3.  Também deixo logo abaixo alguns dados históricos do fim do século XIX e começo do século XX para Blumenau e Pelotas, de observatórios meteorológicos já desativados (que certamente ficavam na área central das cidades, como se usava naqueles tempos).

 

Fortaleza 1877:                          Fortaleza 1894:

J:  24 mm                                         J: 335 mm

F: 16 mm                                          F: 301 mm

M: 84 mm                                        M: 400 mm

A: 40 mm                                         A: 823 mm

M: 101 mm                                      M: 507 mm                   

J: 84 mm                                         J: 271 mm

J: 43 mm                                         J: 25 mm

A: 46 mm                                         A: 3 mm

S: 20 mm                                         S: 6 mm

O: 0 mm                                           O: 16 mm

N: 8 mm                                           N: 62 mm

D :1 mm                                           D :21 mm

Tot: 467 mm                                   Tot: 2770 mm

 

Mas entre outubro de 1899 e setembro de 1900 foram 383 mm, menor acumulado de 12 meses.

 

 

Houve a histórica seca de 1877-79 em que se calcula que morreram 500 mil pessoas, mortes causadas direta ou indiretamente (Doenças, epidemias, etc) pela seca.

Esse número de mortes corresponde a cerca de 3% da população do Brasil na época.

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Achei no Hemerotoreca Digital sobre a onda de frio de junho de 1918 em São Paulo e interior:

 

image.png.e9de1c4808a65f04c7bf13ca0845a768.png

 

Um dos trens da Mogiana em Muzambinho, MG não pôde abastecer de água pq a caixa de água tinha congelado. Caralho!!!

 

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-2°C em RIBEIRÃO PRETO!!

 

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Em 01/07/2019 em 19:06, Felipe S Monteiro disse:

Essa faixa de 0° nessa parte imensa do Paraná tbm tá meio errada, já vi vários registros menores que este, no Inmet e Iapar

Felipe S Monteiro,

achei um erro nesse mapa de mínimas, na minha região do Noroeste do Rio de Janeiro, a convencional de Itaperuna registrou 4,5 em junho de 1945, acredito que na onda de frio de julho de 1926, a convencional de Itaperuna tenha registrado mínima abaixo de 4,5(esses dados estão todos registrados nas cadernetas da estação na sede do Inmet do Rio, mas não temos como saber, se daqui alguns anos o Inmet terminar a digitalização completa de todos os dados das estações atuais e as fechadas,aí vamos saber).

Outra estação que registrou mínima baixa foi São Fidelis, com 3,6 no dia 25/07/1928, onda de frio que atingiu a latitude de 17º em cidades de Minas.

Na cidade de Macaé, marcou 4,2 na onda de frio de julho de 1926, foram três dias de muito frio no Rio, de 18 a 20.

O erro está naquele ponto verde que pega a divisa do Rio, Minas e ES, está verde também do lado de Minas, totalmente errado, a convencional de Muriaé-MG registrou mínimas abaixo de 4,0, em meses de maio até setembro.

Edited by marinhonani

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7 horas atrás, Aldo Santos disse:

 

Houve a histórica seca de 1877-79 em que se calcula que morreram 500 mil pessoas, mortes causadas direta ou indiretamente (Doenças, epidemias, etc) pela seca.

Esse número de mortes corresponde a cerca de 3% da população do Brasil na época.

E a causa mais direta, falta do que comer e água limpa(sede mesmo, que mata bem rápido).

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7 horas atrás, LucasFVenturini disse:

Achei no Hemerotoreca Digital sobre a onda de frio de junho de 1918 em São Paulo e interior:

 

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Um dos trens da Mogiana em Muzambinho, MG não pôde abastecer de água pq a caixa de água tinha congelado. Caralho!!!

 

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-2°C em RIBEIRÃO PRETO!!

 

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Luvas FVenturini,

tem aquele valor de mínima de -8,0ºC nessa onda de frio na estação de Muzambinho, caixa d'agua congelou, eram umas caixas-d'agua bem grandes.Se a máxima no dia 24 ou 25 de junho chegou a 9,0ºC em Uberaba, pode muito bem ter tido uma temperatura extrema na baixadona de Muzambinho.

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Também não poderiam faltar neste tópico as primeiras observações instrumentais de chuva (em mm) publicadas no Brasil; trata-se dos registros feitos pelo português Sanches Dorta no Rio de janeiro (região do centro) em finais do século XVIII (entre 1781 e 1788).  Depois disso nenhum dado do tempo foi registrado na cidade até a abertura do Observatório do Rio de Janeiro nos anos 1830 (mas os registros meteorológicos do observatório só foram publicado a partir de 1851, não se sabe da primeira década e meia).

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As primeiras observações sensoriais do tempo/clima publicadas do Brasil foram feitas por um holandês no Recife nos anos 1600 (por vários anos), mas são apenas dados de dias "com chuva" e "sem chuva".  Tem seu valor histórico por serem os primeiros registros de uma variável do tempo/clima no Brasil. Os dados acima (além dos dados post anterior) tem como fonte um livro raro de climatologia que consultei numa biblioteca da UFRJ, há mais de 10 anos.

 

 

Nanimarinho, numa normal climatológica antiga consta uma mínima de 4,8ºc na antiga estação de Barra do Itabapoana (que ficava um pouco afastada do mar, não exatamente na orla mas também não muito longe) no mesmo julho de 1926, batendo com Macaé e o Campo dos Afonsos.  O registro de Muzambinho em 06/1918 se não me engano foi de -9ºc, e Campos do Jordão registrou entre -7 e -8ºc; considero ambos perfeitamente plausíveis.

 

Um dado pouco conhecido (este me foi passado por e-mail do sexto Disme) é o recorde de frio de Vitória, 10,3ºc em julho de 1929 (como a estação fica numa área meio que de encosta em frente à Baía de Vitória, trata-se de um valor respeitável).

Edited by Wallace Rezende
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1 hora atrás, marinhonani disse:

Luvas FVenturini,

tem aquele valor de mínima de -8,0ºC nessa onda de frio na estação de Muzambinho, caixa d'agua congelou, eram umas caixas-d'agua bem grandes.Se a máxima no dia 24 ou 25 de junho chegou a 9,0ºC em Uberaba, pode muito bem ter tido uma temperatura extrema na baixadona de Muzambinho.

Sim, Marinhonani. A caixa de água daqui da antiga estação da Mogiana também é bem grande. Não é pouca coisa congelar provavelmente tanta água e atrasar os comboios. Veja que em São José do Rio Pardo que é um município com uns 300m mais baixa que Muzambinho foram relatados -4°C no dia 26. Tenho a impressão q essa onda de frio de 1918 foi a mesma intensa para partes do Sudeste no século 20. Para os bazianos seria incrível acompanhar uma onda de frio desse nivel ver a saídas dos modelos dia após dia, mas para os agricultores seria uma catástrofe de grandes proporções.

Outra coisa interessante ali é que nesses boletins citaram bastante a onda de frio de junho de 1870. Foi tão forte também que mesmo após 48 anos as pessoas lembraram dela para comparar com essa de 1918.

Edited by LucasFVenturini
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43 minutos atrás, Wallace Rezende disse:

Também não poderiam faltar neste tópico as primeiras observações instrumentais de chuva (em mm) publicadas no Brasil; trata-se dos registros feitos pelo português Sanches Dorta no Rio de janeiro (região do centro) em finais do século XVIII (entre 1781 e 1788).  Depois disso nenhum dado do tempo foi registrado na cidade até a abertura do Observatório do Rio de Janeiro nos anos 1830 (mas os registros meteorológicos do observatório só foram publicado a partir de 1851, não se sabe da primeira década e meia).

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As primeiras observações sensoriais do tempo/clima publicadas do Brasil foram feitas por um holandês no Recife nos anos 1600 (por vários anos), mas são apenas dados de dias "com chuva" e "sem chuva".  Tem seu valor histórico por serem os primeiros registros de uma variável do tempo/clima no Brasil. Os dados acima (além dos dados post anterior) tem como fonte um livro raro de climatologia que consultei numa biblioteca da UFRJ, há mais de 10 anos.

 

 

Nanimarinho, numa normal climatológica antiga consta uma mínima de 4,8ºc na antiga estação de Barra do Itabapoana (que ficava um pouco afastada do mar, não exatamente na orla mas também não muito longe) no mesmo julho de 1926, batendo com Macaé e o Campo dos Afonsos.  O registro de Muzambinho em 06/1918 se não me engano foi de -9ºc, e Campos do Jordão registrou entre -7 e -8ºc; considero ambos perfeitamente plausíveis.

 

Um dado pouco conhecido (este me foi passado por e-mail do sexto Disme) é o recorde de frio de Vitória, 10,3ºc em julho de 1929 (como a estação fica numa área meio que de encosta em frente à Baía de Vitória, trata-se de um valor respeitável).

Wallace Rezende,

o recorde em Macaé da mínima absoluta é de julho 1926, com 4,2 no dia 20.Em  Viçosa marcou -0,8 dia 19/7/1926.Na estação de Resende foi 0,0 dia 18 de julho.

Essa mínima de Barra do Itabapoana, deve ter sido no dia 20 igual Macaé.

Teve outras mínima baixas em Barra do Itabapoana

4,4 dia 23/6/1933(teve duas ondas de frio forte no Rio nesse junho)

4,2 dia 06/08/1933(duas ondas de frio forte nesse agosto) 0,2 dia 18 em Nova Friburgo

 

Em Campos do Jordão, parece que a mínima de junho de 1918, foi de -7,3.

O recorde de mínima absoluta em Campos do Jordão foi de -8,0 dia 25/7/1923,dois dias antes Curitiba marcou -6,2 dia 23.

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10 horas atrás, LucasFVenturini disse:

Sim, Marinhonani. A caixa de água daqui da antiga estação da Mogiana também é bem grande. Não é pouca coisa congelar provavelmente tanta água e atrasar os comboios. Veja que em São José do Rio Pardo que é um município com uns 300m mais baixa que Muzambinho foram relatados -4°C no dia 26. Tenho a impressão q essa onda de frio de 1918 foi a mesma intensa para partes do Sudeste no século 20. Para os bazianos seria incrível acompanhar uma onda de frio desse nivel ver a saídas dos modelos dia após dia, mas para os agricultores seria uma catástrofe de grandes proporções.

Outra coisa interessante ali é que nesses boletins citaram bastante a onda de frio de junho de 1870. Foi tão forte também que mesmo após 48 anos as pessoas lembraram dela para comparar com essa de 1918.

Lucas FVenturini,

essa onda de frio de junho de 1870, bate com os relatos de mínimas abaixo de zero entre Barbacena e Ouro Preto.

Foi uma massa polar muito abrangente a de junho 1918, registrar 17,8 de máxima na zona norte do Rio na estação do Engenho de Dentro com sol, tem que ser uma alta pressão acima de 1030 hPa.

Edited by marinhonani
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Em 12/08/2019 em 23:04, Renan disse:

Certa vez eu li em algum tópico aqui do BAZ (não sei se foi nesse), onde há um trecho antigo que fala algo como "na serra da Mantiqueira é frequente ver os seus picos mais altos cobertos pela neve". Alguém sabe de algum relato antigo nesse sentido ?

Eu achei esse relato de neve na Serra da Mantiqueira na cidade de Pouso Alto em agosto de 1879: 

 

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Vou acrescentar outros relatos que encontrei sobre a onda de frio de junho de 1918 nos jornais da época:

 

Sul de Minas:

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Santa Catarina: 

 

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1 hora atrás, LucasFVenturini disse:

Vou acrescentar outros relatos que encontrei sobre a onda de frio de junho de 1918 nos jornais da época:

 

Sul de Minas:

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Santa Catarina: 

 

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image.png.d062fbab68420d45d4ea4b9f929ae78d.png

Lucas FVenturini,

termômetros desabrigados desceram de -12 até -16 negativos.

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2 horas atrás, LucasFVenturini disse:

Eu achei esse relato de neve na Serra da Mantiqueira na cidade de Pouso Alto em agosto de 1879: 

 

image.png.5f3599e0c99dee9bfb62c7da5ffa55d2.png


 

Lucas FVenturini,

parece que foi a mesma onda de frio que atolou Vacaria na neve em agosto de 1879.

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21 horas atrás, marinhonani disse:

Lucas FVenturini,

termômetros desabrigados desceram de -12 até -16 negativos.

Sim, Marinhonani. Em muitos relatos desse evento de 1918 foram realizados com termômetros desabrigados. Aquele -9°C de Muzambinho em 1918 com certeza se encaixaria nisso também. Eu já vi algumas noticias antigas do mesmo tipo que eles diferenciavam as temperaturas desabrigadas ou abrigadas, mas provavelmente não foi o caso desses citados. 

 

Um exemplo bem explícito dessa diferença entre abrigado ou não foi uma noticia que achei sobre a onda de frio de 1985. Nesse jornal relataram uma temperatura de -8°C nessa onda de frio de 1985 na cidade de Jacuí, que fica entre aqui e a cidade de Passos. Quando na verdade aqui na estação do INMET foi relatado a mínima de -4,8°C. Então, eu acredito q esse -8°C tenha sido em um lugar desabrigado pois seria uma diferença muito absurda em alguns km's apenas.

 

A noticia q citei acima foi relatada no Jornal do Brasil:

 

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Edited by LucasFVenturini
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