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Brasil Abaixo de Zero
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Murilo

Possível tornado no RS

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Um temporal com ventos de pelo menos 95 km/h, com maior intensidade na região de Novo Horizonte em direção a Linha Cambará, derrubou árvores e fez grandes estragos pelo interior de Pejuçara ontem pela manhã, 05. Houve destelhamento de casas e avarias em galpões agrícolas.

 

Uma das propriedades mais atingidas foi do produtor Lauro Stella, onde a força do vento foi suficiente para arrastar por mais de cinco metros e causar o capotamento de uma carreta agrícola de 12 toneladas. O equipamento agrícola estava vazio, mas a força para movimentar toda a sua estrutura dá noção da fúria das rajadas de vento.

A propriedade registrou diversas avarias. O prejuízo material começou pelo galpão principal onde várias telhas de alumínio foram arrancadas e jogadas a mais de 200 metros do local, indo parar no meio da área de lavoura ou contidas na beirada do mato.

 

Um pequeno galpão que servia como área de confraternização, com churrasqueira, veio abaixo pela ação dos ventos. Muitas árvores ao seu redor partiram ao meio ou caíram sobre a construção. Algumas delas que se mantiveram de pé, foram descascadas como bananas, numa cena curiosa e impressionante.

 

Os caseiros da granja, Lúcia e Sérgio Lestes Martins, viveram momentos de pânico. Passava pouco mais das 8hs quando o vendaval atingiu a casa de moradia, arrancando todo o telhado de brasilit. Segundo relato de Sérgio, o destelhamento foi um estouro seguido de uma chuva que encharcou o forro e desceu pelas paredes, alagando todos os cômodos. O caseiro não lembra com exatidão o tempo que durou todo esse “pesadelo”, pode ter sido dois ou cinco minutos, mas para ele parecia não ter fim.

 

A esposa de Sérgio, Lucia Martins, se agarrou na fé. Mesmo com vento e chuva invadindo a casa, ela pegou uma vela, acendeu e passou a rezar para sua santa de devoção: Nossa Senhora de Fátima. A velinha sequer apagou naquele turbilhão de meter medo. O pedido de intercessão da santa trouxe alento e a caseira viu a tormenta se dissipar. Assim, recuperou forças para lidar com as mobílias, roupas de cama, colchões e gêneros alimentícios, que estavam espalhados. Uma lona foi providenciada para cobrir o destelhamento e proteger a moradia de outra chuva, até a reconstrução da cobertura.

 

Na zona urbana o transtorno maior foi a falta de energia elétrica por mais de 12hs. Foi interrompida por volta das 8hs e retornou por um breve momento pelas 17hs, mas foi restabelecida por completo somente às 22hs. Sem energia por todo esse tempo foram prejudicados os atendimentos nos setores públicos, sistema bancário, comércio varejista e setor industrial.

 

Muitas operações comerciais tiveram que ser transferidas devido a falta de energia. Situações mais urgentes tiveram que ser resolvidas em cidades vizinhas como Ijuí e Cruz Alta. A alegação da distribuidora foi a dificuldade na remoção de árvores que caíram sobre a rede e a queda de postes.

 

Uma pequena faixa na cidade de Pejuçara teve postes de madeira derrubados pela força do vento, porém sem maiores prejuízos materiais no perímetro urbano.

 

Fonte: Luis Ronaldo Correa Pinheiro - Assessor de Imprensa da Prefeitura de Pejuçara

 

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Na mesma região mais ao sul, em Cruz Alta, um silo e um armazém foram destruídos no interior do município. Conforme o relato de um morador na RBS TV foi questão de segundos o vendaval.

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