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Brasil Abaixo de Zero
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Luiz

ENSO, PDO, NAO, MJO... [acompanhamento]

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Tchê Albieri, essa imagem aí não deve ser a situação atual, é só uma ilustração de como a ACW funciona. Não achei nenhum site que diga em que estágio da ACW estamos...

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Rodrigo...sua linha de raciocínio está certa. Eu tenho vários artigos que falam sobre essa interação entre a ACW e os trópicos, além das relações entre a ACW com as massas polares que chegam ao Brasil, a intensidade e a trajetória dos ciclonees extra-tropicais....é bem por aí mesmo.

 

Eu e outro amigo meu meteoro publicamos no último congresso de meteorologia um trabalho que faz uma relação com as anomalias de TSM de várias partes do Pacífico tropical e sul (esse do sul era só para pegar uma influência da ACW usando dados dos mares antarticos) com a frequencia e intensidade das friagens aqui em Porto Velho. Conseguimos identificar uma forte correlação, de mais de 90%, entre a frequencia e a intensidade das friagens aqui com o Pacífico sul (mais precisamente a região do mar de Amundsen) em anos de La Niña. Este é um dos exemplos de que existe sim interação entre os trópicos e ondas polares.

Tchê Luiz, podes compartilhar esses artigos??

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Tchê Albieri, essa imagem aí não deve ser a situação atual, é só uma ilustração de como a ACW funciona. Não achei nenhum site que diga em que estágio da ACW estamos...

Ops... hehe. Valeu Rodrigo!

Mas se um dos cenários que ocorrem com a ACW for como aquele descrito na imagem, acho que pode ter alguma influência como a que citei.

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Scientists have recently noticed another strange fact about the ACC (Antarctic Circumpolar Current). Using the data from the latest satellites that measure the sea surface temperature and height, scientists have noticed that the temperature of the water in the current varies, some parts are 2-3 degrees C warmer (shown in red) while other parts are 2-3 degrees C colder (shown in blue)than the average. There are two warmer and two colder pools and each one is several thousands of kilometres long and thousands of metres deep. They appear to be due to interactions between the atmosphere and the ocean. The regions seem to move eastwards with the ACC and take about 8-9 years to travel around the globe in the southern latitudes. This phenomena has been christened the "Antarctic Circumpolar Wave" (ACW). Researchers believe that the ACW may have a considerable on influence the weather patterns in southern Australia, South America and southern Africa.

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Rodrigo...sua linha de raciocínio está certa. Eu tenho vários artigos que falam sobre essa interação entre a ACW e os trópicos, além das relações entre a ACW com as massas polares que chegam ao Brasil, a intensidade e a trajetória dos ciclonees extra-tropicais....é bem por aí mesmo.

 

Eu e outro amigo meu meteoro publicamos no último congresso de meteorologia um trabalho que faz uma relação com as anomalias de TSM de várias partes do Pacífico tropical e sul (esse do sul era só para pegar uma influência da ACW usando dados dos mares antarticos) com a frequencia e intensidade das friagens aqui em Porto Velho. Conseguimos identificar uma forte correlação, de mais de 90%, entre a frequencia e a intensidade das friagens aqui com o Pacífico sul (mais precisamente a região do mar de Amundsen) em anos de La Niña. Este é um dos exemplos de que existe sim interação entre os trópicos e ondas polares.

Tchê Luiz, podes compartilhar esses artigos??

 

Rodrigo...posso compartilhar sim. A grande maioria dos artigos q tenho consegui no Google Academic http://scholar.google.com.br/. Como não me lembro exatamente de qual site eu consegui pegar os arquivos porque eu peguei de vários, recomendo que insira lá o nome do fenômeno, em ingles de preferência, que vc vai achar uma penca de artigos como eu achei. Existem alguns também em portugues, principalmente teses de mestrado e doutorado de lá do INPE. Os meus que eu apresentei no último congresso eu só tenho aqui. Posso passar pra vc por e-mail.

 

Abçs!!

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Interessante as explicações do Luiz e do Rodrigo.

Nessa última imagem, a região das Malvinas está com SST baixa, o que talvez contribua com a falta de baixas mais fortes que drenem forte ar frio para o Brasil. As grandes ondas de frio do passado tiveram, na maioria, suas baixas formadas naquela região.

 

Marcelo....dependendo do teu enfoque, do teu interesse, não é ideal ver a TSM das Malvinas, a não ser que vc queira ver a intensidade, trajetória e frequencia dos ciclones que deverão se formar por conta da influencia da ACW na TSM na região das Malvinas. Agora, se for pra vc ter uma noção da intensidade e frequência das massas polares que teremos no próximo inverno, é bom analisar a TSM do Pacífico sul, mais precisamente na região do mar de Amundsen e de Ross, pois são as regiões de onde nascem as massas que chegam até aqui. Dependendo da fase dessa ACW, haverá maior ou menor incidência dessas massas ou as que chegarão aqui chegarão intensas ou não, dependendo da fase.

 

Abçs!!

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Uma coisa muito interessante e que deve ser levada em consideração é que alguns pesquisadores conseguiram verificar uma forte correlação entre a ACW e as fases de ENOS. Dependendo da fase de ENOS, a ACW pode estar mais ativa ou não. Outra coisa interessante.....tenho aqui um artigo que fala sobre o Dipolo Antártico. O mesmo dipolo que é feito para o Atlântico (diferença entre a intensidade das altas semi-permanentes do atlantico norte e sul) esse pesquisador fez para a Antartida. Ele usou tanto diferença de pressão como diferença da área de gelo existente entre o Mar de Weddel e o Mar de Ross. Ele verificou q através desse dipolo consegue se identificar em qual fase a ACW está numa determinada região da Antártida. Os autores são o Xiaojun Yuan and Douglas G. Martinson, ambos da Lamont-Doherty Earth Observatory of Columbia University e o artigo na íntegra vcs conferem em http://rainbow.ldeo.columbia.edu/climategroup/papers/YM-ADP-GRL.pdf. O Yuan também possui outros artigos sobre este assunto relacionando com o ENOS. É só procurar no link do Google Academico que eu disponibilizei acima.

 

Abçs!!

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Interessante as explicações do Luiz e do Rodrigo.

Nessa última imagem, a região das Malvinas está com SST baixa, o que talvez contribua com a falta de baixas mais fortes que drenem forte ar frio para o Brasil. As grandes ondas de frio do passado tiveram, na maioria, suas baixas formadas naquela região.

 

Marcelo....dependendo do teu enfoque, do teu interesse, não é ideal ver a TSM das Malvinas, a não ser que vc queira ver a intensidade, trajetória e frequencia dos ciclones que deverão se formar por conta da influencia da ACW na TSM na região das Malvinas. Agora, se for pra vc ter uma noção da intensidade e frequência das massas polares que teremos no próximo inverno, é bom analisar a TSM do Pacífico sul, mais precisamente na região do mar de Amundsen e de Ross, pois são as regiões de onde nascem as massas que chegam até aqui. Dependendo da fase dessa ACW, haverá maior ou menor incidência dessas massas ou as que chegarão aqui chegarão intensas ou não, dependendo da fase.

 

Abçs!!

E qual seria a situação ideal, digamos para favorecer eventos fortes de frio no Brasil? Talvez TSM mais fria no Pacífico sul e consequente alta anômala da SLP por lá - associados a um resquício de TSM mais quente na costa argentina/uruguaia/sul-brasileira o que favoreceria a ciclogênese para "puxar" esse ar frio do Pacífico sul?

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Interessante as explicações do Luiz e do Rodrigo.

Nessa última imagem, a região das Malvinas está com SST baixa, o que talvez contribua com a falta de baixas mais fortes que drenem forte ar frio para o Brasil. As grandes ondas de frio do passado tiveram, na maioria, suas baixas formadas naquela região.

 

Marcelo....dependendo do teu enfoque, do teu interesse, não é ideal ver a TSM das Malvinas, a não ser que vc queira ver a intensidade, trajetória e frequencia dos ciclones que deverão se formar por conta da influencia da ACW na TSM na região das Malvinas. Agora, se for pra vc ter uma noção da intensidade e frequência das massas polares que teremos no próximo inverno, é bom analisar a TSM do Pacífico sul, mais precisamente na região do mar de Amundsen e de Ross, pois são as regiões de onde nascem as massas que chegam até aqui. Dependendo da fase dessa ACW, haverá maior ou menor incidência dessas massas ou as que chegarão aqui chegarão intensas ou não, dependendo da fase.

 

Abçs!!

E qual seria a situação ideal, digamos para favorecer eventos fortes de frio no Brasil? Talvez TSM mais fria no Pacífico sul e consequente alta anômala da SLP por lá - associados a um resquício de TSM mais quente na costa argentina/uruguaia/sul-brasileira o que favoreceria a ciclogênese para "puxar" esse ar frio do Pacífico sul?

 

Exatamente isto Rodrigo!!!! A situação favorável pra esse caso que vc mencionou tem q ser essa, além de anomalias negativas de TSM no Pacífico equatorial, como já está ocorrendo e como aconteceu ano passado.

 

Abçs!!

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Sobre a associação entre a ciclogênese aí no Sul com a ACW, tem uma tese de doutorado de um cara que foi professor meu na UFPa, o Alexandre Melo Casseb do Carmo e foi orientado pelos pesquisadores do INPE Vadlamudi Brahmananda Rao e Sergio Henrique Franchito. O título da tese é OS STORM TRACKS NO HEMISFÉRIO SUL. Procurem no capítulo 5 e vcs verão as consequências dessa oscilação e verão como é interessante a ligação entre trópicos e regiões polares. A tese vc encontra no Google Acadêmico colocando o título da tese no campo de busca.

 

Abçs!!

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E qual seria a situação ideal, digamos para favorecer eventos fortes de frio no Brasil? Talvez TSM mais fria no Pacífico sul e consequente alta anômala da SLP por lá - associados a um resquício de TSM mais quente na costa argentina/uruguaia/sul-brasileira o que favoreceria a ciclogênese para "puxar" esse ar frio do Pacífico sul?

 

Exatamente isto Rodrigo!!!! A situação favorável pra esse caso que vc mencionou tem q ser essa, além de anomalias negativas de TSM no Pacífico equatorial, como já está ocorrendo e como aconteceu ano passado.

 

Abçs!!

Isso soa como um novo fator para termos um inverno significativo esse ano, pois é exatamente essa a situação que temos: La Niña (embora dizem que está com os dias contados) + anomalia negativa de TSM e positiva de SLP no Pacífico sul (+-Mar de Amundsen) + anomalia positiva de TSM no Atlântico, junto ao nosso litoral.

 

Luiz, muito obrigado pelos trabalhos que enviaste, são muito bons! Além do valor "macroclimático" que apresentas relacionando as anomalias de TSM no Pacífico equatorial e meridional às invasões polares, é também um esclarecedor estudo estatístico das friagens aí no sul da Amazônia. Parabéns!

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E qual seria a situação ideal, digamos para favorecer eventos fortes de frio no Brasil? Talvez TSM mais fria no Pacífico sul e consequente alta anômala da SLP por lá - associados a um resquício de TSM mais quente na costa argentina/uruguaia/sul-brasileira o que favoreceria a ciclogênese para "puxar" esse ar frio do Pacífico sul?

 

Exatamente isto Rodrigo!!!! A situação favorável pra esse caso que vc mencionou tem q ser essa, além de anomalias negativas de TSM no Pacífico equatorial, como já está ocorrendo e como aconteceu ano passado.

 

Abçs!!

Isso soa como um novo fator para termos um inverno significativo esse ano, pois é exatamente essa a situação que temos: La Niña (embora dizem que está com os dias contados) + anomalia negativa de TSM e positiva de SLP no Pacífico sul (+-Mar de Amundsen) + anomalia positiva de TSM no Atlântico, junto ao nosso litoral.

 

Luiz, muito obrigado pelos trabalhos que enviaste, são muito bons! Além do valor "macroclimático" que apresentas relacionando as anomalias de TSM no Pacífico equatorial e meridional às invasões polares, é também um esclarecedor estudo estatístico das friagens aí no sul da Amazônia. Parabéns!

 

Valeu pelo elogio Rodrigo....quero me aprofundar mais nas pesquisas de friagens aqui e associar esse fenômeno com oscilações antárticas como consegui neste trabalho. Pretendo, em breve, fazer algo mais profundo nessa mesma linha de pesquisa pois isso, para mim, é algo extremamente fascinante. Quanto a situação atual....todos os modelos indicam para a normalidade no Pacífico, o que deve alterar um pouco o padrão das incursões de ar frio aqui no nosso país. Se vai ser para mais ou para menos, só o ACW pode dizer nos próximos meses pois esse vai ser o fator predominante, para mim. Entretanto, com relação a ciclogênese, acredito que esse outono-inverno seja muito parecido com o que tivemos ano passado, pois no Atlântico sul e na bacia do Prata não vejo alterações daqui pra frente. Portanto....preparem-se pros Minuanos pois eles serão intensos nesta estação, rsrsrs

 

Abçs!!

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Infelizmente IRI não é um modelo.

 

Eu sei que não é um modelo....eu falo modelo no sentido de "o modelo do IRI" ou "o modelo que o IRI roda lá"....entende?

 

Abçs!!

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Pergunta: A anomalia positiva sobre a bacia do prata pode implicar em mais ciclogênese ?

 

Outra pergunta: Esta anomalia positiva não traria temperaturas do ar mais elevadas também ?

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fernando

obrigado pelo esclarecimento sobre SOI ...

ocorreu uma verdadeira queda livre ...

jah tinha observado este grafico na metsul tinha achado interessante ...

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A SOI apresenta entao a tendencia do ENSO passar para um enfraquecimento de La ninha atingindo quadro de neutralidade ou quem sabe el ninho no segundo semestre

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O Mount Redoubt pode causar algum resfriamento importante no planeta (como o Pinatubo em 1991) ou isso está muito longe de poder acontecer??

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A SOI apresenta entao a tendencia do ENSO passar para um enfraquecimento de La ninha atingindo quadro de neutralidade ou quem sabe el ninho no segundo semestre

 

O ENSO baseia-se na região Niño 3.4.

 

Podemos ter um El Niño, mas dependendo do que ocorrer no conjunto do Pacífico o inverno pode ter eventos extremos ou mesmo ser rigoroso. A análise do todo oferece a visão mais provável, ver a big picture, como dizem os norte-americanos, pois fiar-se apenas na SOI e projeções de Niño 3.4 é um tanto arriscado. Há trabalhos citando efeitos da SOI com lag de 4 a 6 meses, recordando que a atmosfera não vira a chave automaticamente em caso de mudança no oceano.

É o famoso efeito chaleira do Ronaldo :D

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Seria interessante quantificar estes padrões que observamos por modelos que conseguissem captá-los...

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A costa da Argentina com anomalia positiva significa maior atividade ciclônica?

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