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Brasil Abaixo de Zero
Carlos Dias

Fotografia e vídeo

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Everton, muito complicado em JP?

 

De acordo com o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), a quantidade de chuva entre terça e quarta equivale ao dobro da média esperada para todo o mês de setembro na capital paraibana. A média de precipitação pluviométrica na região para o mês de setembro nos últimos 30 anos chega a 93,1 milímetros. De terça para quarta-feira, choveu 189 milímetros das 18h até as 9h.

 

R7

 

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Everton, muito complicado em JP?

 

De acordo com o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), a quantidade de chuva entre terça e quarta equivale ao dobro da média esperada para todo o mês de setembro na capital paraibana. A média de precipitação pluviométrica na região para o mês de setembro nos últimos 30 anos chega a 93,1 milímetros. De terça para quarta-feira, choveu 189 milímetros das 18h até as 9h.

 

R7

 

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Sim, vem chovendo acima da média desde junho, pelo que tudo indica, são as águas do oceano atlântico que estão mais quentes que o normal ,veja as médias e os acumulados.

 

Junho Media= 301.7 Acumulado= 488.8

Julho =236.6 = 460.5

Agosto =140 =252

Setembro =67.5 = por enquanto vai em 240

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Falando em enchentes... Comparação Beira-Rio em Blumenau setembro 2011 x normal

 

Normal

 

Beira-Rio_-_Foto_Marcelo_Martins.jpg

 

blumenau10.jpg

 

IMA0000010000002692.jpg

 

Setembro/2011

 

3.jpg

 

392886984.jpg

 

beira+rio.jpg

 

Ainda chegou a transbordar na parte mais baixa de noite, tanto que esta avenida Beira-Rio foi interrompida.

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Este tópico ficou realmente surreal!

 

Faltou apenas umas fotos da neve em Guarapuava em Julho, que foi igualmente intensa! No mais, Serra Gaúcha, Floripa e Vale do Itajaí mataram a pau neste inverno. :good2:

 

Sds.

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Para alegrar ainda mais esse tópico maravilhoso, aqui vai uma sequência de previsões do tempo pelo Jornal Hoje da Rede Globo. Período? Julho de 2000 (talvez a primeira previsão seja de junho do mesmo ano).

 

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meu caro carlos dias,

 

filiei-me em agosto ao BAZ e escrevo-lhe para saber se seria possível recolocar no tópico fotografia e vídeo uma bonita foto a cores do morro da igreja com os morros adjacentes cobertos de neve sob o sol do amanhecer que lançava uma luz vermelha sobre a borda dos "peraus". belíssima foto. nunca mais a reencontrei no tópico citado. e ela me fascina.

 

igualmente pergunto se poderiam colocar de novo num tópico "montanhas" que andou aparecendo , se não me engano, em "assuntos diversos", em que havia outra foto impressionante desde o morro da igreja e para além dos morros próximos e distantes a perder de vista completamente cobertos de branco pela neve. muito boa foto e particularmente bonita. vinha com o título church hill.

 

obrigado,

 

jpaiva

(joaquim paiva)

residência permanente rio de janeiro, mas desde agosto de 2011 até novembro próximo em san francisco, california.

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jpaiva

(joaquim paiva)

residência permanente rio de janeiro, mas desde agosto de 2011 até novembro próximo em san francisco, california.

 

Primeiramente seja bem vindo Joaquim Paiva, sob as fotagrafias estamos estudando uma nova reformulação para facilitar o acesso as fotos e espero que em breve ficará muito mais facil o acesso.

 

Que maravilha vc em San Francisco, uma cidade espetacular bons restaurantes, chinatown, e de frio constante e neblina tambem. estou programando para começo de 2014 visita-la com extendendo para Vancouver....abraço

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Este tópico está muito interessante, porém vou com o Paiva, as imagens se perdem pois temos vários temas.

 

Talvez seria interessante abrir um tópico de imagens com sub tópicos.

 

Neve e frio .

 

Enchentes, cheias, ressaca e etc.

 

Diversos .

 

Att.

 

Fernando Troyano

ex-equipe de moderação.

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Será que não dá pra dar um jeito nestas enchentes de SC...Tivemos tanta verba pra estadios e este problema passa ano e entra ano é a mesma coisa....igual ao Verão na capital paulista...

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Não é fácil cuidar das enchentes, já começamos errado, agora por mais que se faça obras sempre terão as mesmas.

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Será que não dá pra dar um jeito nestas enchentes de SC...Tivemos tanta verba pra estadios e este problema passa ano e entra ano é a mesma coisa....igual ao Verão na capital paulista...

 

Carlos os problemas de enchentes aqui no Vale do Itajaí que geralmente ocorrem no inverno tem características bem diferentes das enxurradas locais que ocorrem por causa das chuvas tropicais em SP capital.Em SP o principal problema é a falha humana, por falta de planejamento, crescimento exorbitante, falta de verde, etc..enfin, é o reflexo do BRASIL. Pra se desfazer desse erro vai levar décadas se não séculos para SP capital chegar numa nível de organização a fim de se adequar ao clima local.

 

Já aqui o relevo e a geografia local colaboram e muito para enchentes e catrastrofes, e são dias e dias continuos seguidos de chuvas, principalmente quando ocorrem bloqueios atmosféricos. Mas isso é a natureza local, sempre foi assim, os bugres aqui antes da cidade ser colonizada pelos europeus simplesmente subiam para terras mais altas e não perdiam nada. Logo no início da colônia Herman Otto Blumenau quase desistiu de colonizar por conta desse transtorno. Nos anos 80 houveram grandes melhorias no sistema de barragens em todo o médio e alto vale. Mas ainda está longe do ideal. De certa forma reflete o Brasil, onde não existe a coscientização do investimentos a longo prazo, e onde tudo demora e é ineficaz.

 

Pelo menos aqui a cidade fica um ou alguns dias parada e ngm trabalha a cada x anos, ai as pessoas ficam horas trancadas no trânsico todos os verões por conta das chuvas :mrgreen: :sarcastic:

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Essas enchentes em Blumenau são históricas,são registradas desde 1852,como disse o colega catarinense o erro foi da ocupação nas margens do rio Itajaí,foram feitas barragens que atenuam um pouco a enchente, agora acabar definitivamente com elas,impossível.

Quanto aos alagamentos no verão da capital paulista,grande parte é causado pela impermeabilização e a ocupação das várzeas.

Quanto a comparar gastos na copa com investimentos para acabar com enchentes em cidades não tem nada a ver,o Brasil tem direito de sediar uma Copa do Mundo, somos a 7ª economia do mundo com um PIB de mais de 2 trilhões de dólares.

Existe vários projetos com verbas federais e estaduais no Brasil para diminuir o impacto de enchentes, aqui em minha cidade Laje do Muriaé - RJ já foi feita pelo governo estadual do Rio de Janeiro a licitação e foi escolhida a empresa que vai abrir um canal de desvio de 30 metros de largura a 3 quilômetros a montante de Laje, esse canal extravasor terá uma extensão de 7 km, retirando 200 metros cúbicos por segundo nas ocasiões de grandes enchentes,na parte baixa da cidade vai diminuir a altura da água em 2 metros.

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Os colegas têm toda a razão.

 

Os principais agravantes das enchentes na capital paulista são:

- Crescimento desordenado, sem nenhum planejamento;

- O predomínio do dinheiro sobre as soluções técnicas de bom senso através da absurda especulação imobiliária;

- A ocupação criminosa das várzeas dos rios.

 

Os geógrafos chamam as várzeas de leito maior dos rios.

Isto é: é o leito do rio na época das chuvas.

Se você ocupa esse leito maior...

 

Porém, engana-se quem pensa que enchentes em São Paulo são coisa recente e causadas só por temporais de verão.

Chuvas que duram vários dias e até semanas, provocadas por ZCAS's, já provocaram grandes inundações no passado.

 

A maior enchente documentada que já ocorreu em Sampa, foi a histórica cheia de fevereiro de 1929.

Naquela época, a capital paulista tinha cerca de 1 milhão de habitantes, menos de 10% da população atual.

Houve outras grandes enchentes em 1906, 1918, 1940...

Todas causadas por prováveis ZCAS, com muitos dias seguidos de chuvas copiosas.

 

Na época, os principais rios paulistanos, Tietê, Pinheiros e ainda trechos do Tamanduateí eram cheios de meandros, com infinitas curvas.

Os 3 e afluentes menores foram progressivamente retificados entre 1880 e 1960, aproximadamente.

 

Existe farta documentação sobre os debates que ocorriam nas 1as. décadas do século XX a respeito da ocupação das várzeas paulistanas.

Engenheiros eminentes na época, como o célebre engº sanitarista Saturnino de Brito, propunham que as várzeas paulistanas fossem preservadas como parques.

Os rios teriam suas cheias anuais sem comprometer demasiadamente a cidade.

Porém, o dinheiro falou mais alto e deu no que deu. :sad:

 

Em mais de 1 século, já se gastou bilhões em obras contra cheias em Sampa.

Porém, os benefícios vão sendo anulados pelo crescimento desordenado e impermeabilização da cidade.

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M12TQiN.jpg

São Paulo - Rua Cantareira, próximo ao atual Mercadão, na enchente do rio Tamanduateí em 1919.

 

 

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São Paulo, na região da Luz (Centro) - Enchente do rio Tamanduateí em fevereiro de 1929.

 

 

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São Paulo - Av. Cidade Jardim na cheia do rio Pinheiros em fevereiro de 1929.

 

 

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São Paulo - Vale do Anhangabaú (Centro) na cheia de fevereiro de 1929

 

 

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São Paulo - Bairro do Bom Retiro na cheia do rio Tietê, em fevereiro de 1929.

Edited by Guest

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Aldo Santos sensacional essas fotos da enchente de fevereiro de 1919,a água subir muito nos andares térreos.Os meses de janeiro,fevereiro e março de 1929 foi de muita chuva na região da Zona da Mata mineira,Sul de Minas,em todo Rio de Janeiro,deve ter formado várias ZCAS.

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Existem muitíssimas mais. Infelizmente, não estão disponíveis na internet.

 

Há uma galeria comercial no centro de São Paulo onde, antigamente, eram expostas dezenas e dezenas de fotos antigas da cidade.

Muitas eram de enchentes.

 

A Eletropaulo (Antiga Light) tem um acervo imenso de fotos de Sampa.

Dezenas e dezenas são de enchentes de tempos antigos.

 

Já vi uma foto num livro (Infelizmente nunca vi na internet) que mostra a sede do Clube Pinheiros (Na época se chamava Germânia), em que só a pontinha do telhado está fora da água, na grande cheia de 1929.

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NEVE GAUCHA....Agosto 1965

 

 

 

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PS: Nao entndo pq o thread de FOTOS DE NEVE foi fechado???

 

 

 

:rtfm: :rtfm: :rtfm:

 

 

 

 

. :dash2: :dash2: :dash2:

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TORNADO XANXARÊ - COLETÂNEA DE VÍDEOS

 

Já tá meio antigo... Mais tem vários vídeos no Youtube, registrando a passagem do Tornado por Xanxarê.

 

Não sei se algum já foi postado, mas vale a pena juntar todos em um post... Alguns deles são impressionantes!

 

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Boa noite, fotos da neve em São Joaquim

 

Matéria jornalística adaptada e publicada na revista DUAS RODAS, edição de agosto de 1985.

por Rui Bittencourt

 

Rui e seu irmão se hospedaram no Hotel aqui a 30 anos atrás, e hj estavam de novo,

tinham em mãos a revista DUAS RODAS edição de agosto de 1985.

 

link para ver as fotos.

http://www.ruibittencourt.com.br/galerias/motoneve/galeria.html

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VÍDEOS IMPRESSIONANTES DO TORNADO EM XANXERÊ E FOTOS LINDAS DAS NEVADAS ANTIGAS. QUE NÃO SE PERCA NO MEIO DO TRIÂNGULO DAS BERMUDAS QUE TEM NO BAZ!

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Relevo da Regiao de Pinheiro Machado- RS

 

Do Alto Camaquã mais um fantástica viagem sobre a imensidão natural pouco desbravada do Rio Grande do Sul. Sobre as águas do Rio Camaquã, um sobrevoo feito pela equipe da Voah Imagens, mais um retrato da beleza no nosso RS e um encontro com a serenidade. O registro foi realizado nas proximidades de Pinheiro Machado sobrevoando sobre pastos, matas, montanhas e o magnífico Rio Camaquã, que passa sobre 28 cidades na região Centro - Sul do Rio Grande do Sul.

 

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Muito bom ver cenas maravilhosas desse cantinho pouco conhecido da Provincia Gauderia!

 

:good:

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Relevo da Regiao de Pinheiro Machado- RS

 

Do Alto Camaquã mais um fantástica viagem sobre a imensidão natural pouco desbravada do Rio Grande do Sul. Sobre as águas do Rio Camaquã, um sobrevoo feito pela equipe da Voah Imagens, mais um retrato da beleza no nosso RS e um encontro com a serenidade. O registro foi realizado nas proximidades de Pinheiro Machado sobrevoando sobre pastos, matas, montanhas e o magnífico Rio Camaquã, que passa sobre 28 cidades na região Centro - Sul do Rio Grande do Sul.

 

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Muito bom ver cenas maravilhosas desse cantinho pouco conhecido da Provincia Gauderia!

 

:good:

 

Que belo vídeo, não imaginava que o centro-sul gaúcho fosse assim. Mais uma bela paisagem brasileira, que eu não conhecia e tive a oportunidade de conhecer.

 

Parabéns!!!!

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Vídeo bem interessante sobre Teutônia para quem quiser conhecer um pouco mais sobre a minha cidade:

 

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Parabéns Frederico pelo vídeo. Parabéns ao povo de Teutônia, exemplo de organização e de prosperidade.

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No primeiro dia do inverno, veja fotos da maior nevasca de SC, que ocorreu há 60 anos

A neve acumulada pôde ser vista nos campos da Serra por até 15 dias. São Joaquim tinha cerca de 10 mil habitantes, e todos os acessos ficaram bloqueados por pelo menos uma semana

 

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Aos 91 anos, o padre Blevio Oselame, o monsenhor de São Joaquim, guarda apenas um arrependimento nas mais de seis décadas de sacerdócio: ter saído de casa na manhã de 20 de julho de 1957. Era data da maior nevasca de Santa Catarina, que completa seis décadas neste ano. As informações são do Diário Catarinense.

 

Naquele dia, o padre seguiu rumo a três madeireiras incumbido de celebrar mais de 20 batizados e seis casamentos na localidade de Cruzeiros, interior de São Joaquim, na Serra Catarinense.

 

 

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Às 10h começaram a cair os primeiros flocos de neve. O jovem padre – que chegara na cidade em janeiro daquele ano – tinha sido alertado das dificuldades que o fenômeno poderia provocar, mas insistiu no dever.

 

Conseguiu ajuda do motorista de uma serraria, que emprestou o jipe da empresa – um dos raros da cidade naquela época – e conduziu o sacerdote aos compromissos.

 

 

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Depois de percorrer as madeireiras para celebrar as missas combinadas, o padre decidiu retornar, por volta das 16h. A tempestade não cessava. Era tanta neve já acumulada que a superfície superava o para-choque do jipe. O carro encalhou próximo ao campo de aviação.

 

A cerca de cinco quilômetros da igreja matriz, Blevio Oselame seguiu a pé, esgueirando-se nos muros de taipa que ladeavam a estrada. O medo do fenômeno desconhecido crescia à medida em que anoitecia.

 

 

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Era a maior nevasca já registrada em Santa Catarina e a maior do Brasil já fotografada – há apenas registros de 2 metros acumulados em Vacaria (RS) em 1879.

 

A tempestade só começou a cessar às 22h, com cerca de 1,30 metro de neve acumulada. E o motorista que emprestou o jipe para a viagem do sacerdote foi demitido pelo patrão logo depois pela façanha, mas está eternizado na fotografia com o padre e outros dois homens que ajudaram a desatolar o veículo.

 

 

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– Jamais poderia ter saído de casa, mesmo de dia, pois não havia ninguém na estrada. Se fosse à noite, não sobreviveria. Como eu era leigo, ignorante das questões da natureza, embarquei nessa fria – afirma o religioso.

 

A neve acumulada pôde ser vista nos campos da Serra por até 15 dias. São Joaquim tinha cerca de 10 mil habitantes e todos os acessos ficaram bloqueados por pelo menos uma semana. Havia casas cobertas pelo gelo e árvores quebradas.

 

 

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– Os galhos dos pinheiros quebravam facilmente com o peso do gelo. Era um perigo até para o gado – diz Oselame.

 

A ajuda vinha apenas do céu. Aviões da Força Aérea Brasileira decolavam de Curitiba com mantimentos e roupas e despejavam em caixas num campo de futebol da cidade.

 

 

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Até voluntários de Pernambuco se compadeceram com a situação e enviaram donativos, lembra o padre Oselame. Apesar da intensidade da nevasca, não houve feridos, mas muitos ficaram desabrigados – o peso da neve ruiu telhados – e perderam animais de criação, como galinhas e porcos.

 

 

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Por que o fenômeno é tão raro de acontecer

 

Outros registros de neve seriam vivenciados no futuro em Santa Catarina. No final da década de 1970 e início dos ano 1980, além da Serra, era comum Meio-Oeste e Planalto Norte registrarem o fenômeno. Em 12 de julho de 2000, 10 cidades catarinenses situadas entre a Serra e o Oeste tiveram precipitação de flocos.

 

 

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Em 4 de agosto de 2010, o fenômeno apareceu com intensidade em 14 cidades do Estado, incluindo Orleans e Urussanga que, apesar da proximidade com a Serra – que registrou meio metro de acúmulo de gelo –, estão apenas 132 metros e 49 metros, respectivamente, acima do nível do mar.

 

Está viva na memória de praticamente todos os catarinenses o amanhecer de 23 de julho de 2013, quando 107 cidades amanheceram, inclusive no litoral catarinense, com os campos esbranquiçados. Ano passado, no domingo 21 de agosto, Urubici, Urupema, São Joaquim e Bom Jardim da Serra tiveram precipitação pela manhã e à tarde. Há duas semanas, as quatro cidades voltaram a registrar o fenômeno.

 

 

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Mas em nenhum o acúmulo de neve foi o mesmo de 1957. Por que o fenômeno é tão raro? Para a meteorologista Marilene de Lima, da Epagri Ciram, órgão estadual de monitoramento do clima, há duas explicações básicas: é preciso a combinação de diversos fatores meteorológicos e a mudança da configuração das cidades pode ter influenciado.

 

 

Primeiro, prever a ocorrência de neve é difícil e só se confirma com exatidão com menos de 24 horas de antecedência. É preciso ter temperaturas próximas ou abaixo de 0°C na superfície e na altitude das nuvens e muita umidade, para gerar a precipitação.

 

No caso de 1957, tudo aconteceu com muita intensidade. Além disso, as cidades eram predominantemente rurais, com pouco concreto para reter calor. Até mesmo as temperaturas mínimas do inverno não têm sido tão baixas como já foram em décadas passadas.

 

 

Recordes são raros nas últimas décadas

 

Conforme dados das estações da Epagri Ciram, os recordes de frio são de 1952 (-14°C em Caçador), 1963 (-12°C, em Canoinhas) e 1945 (-11,6°C, em Xanxerê). O mais recente é de 1991: -10ºC em São Joaquim. Índices que representam o dobro ou o triplo das temperaturas mais baixas registradas nos últimos anos no Estado.

 

– Sem dúvida há impacto no clima em função da urbanização. E pelo próprio fato desse frio extraordinário, de muito abaixo de 0°C, serem recordes, demonstram a raridade do fenômeno, mais difícil de ser recuperado – explica Marilene.

 

O meteorologista Leandro Puchalski, da Central RBS de Meteorologia, confirma que a nevasca de 1957 é uma das maiores que se tem registro no Brasil. Segundo ele, o normal para a nossa região são as ocorrências mais fracas do fenômeno e a neve de 1957 foi fora da curva, fugindo das características de Santa Catarina.

 

Puchalski explica que existe uma grande quantidade de cenários específicos na atmosfera que propiciam a formação de nuvens de neve. O cenário mais básico é quando há umidade sobre a região, com tempo nublado, e uma massa de ar frio ao mesmo tempo.

 

– Um dos cenários ocorre quando há um ciclone no oceano, perto da costa, com ventos no sentido horário - o que joga a umidade para serra. Mas esse ciclone tem que estar em uma posição bem específica para chegar na região serrana, onde a altitude é maior. Ao mesmo tempo, deve ocorrer a entrada de uma massa de ar muito frio a partir do Oeste do Estado, pelo norte da Argentina. É essa combinação que gera nuvens associadas à neve. Além disso, as temperaturas têm que estar baixas - de preferência abaixo de zero - em todas as camadas da atmosfera, do topo da nuvem ao solo, para que a neve não derreta antes de chegar ao chão.

 

Essa combinação é difícil de ocorrer, já que a massa de ar frio está associada ao tempo seco e costuma empurrar a umidade para o oceano. De acordo com Puchalski, o cenário deve ter sido semelhante a este em 1957, mas com uma intensidade diferente, resultante de muita umidade e uma massa de ar frio estacionária, para que nevasse por tanto tempo na região.

 

Leia as últimas notícias

 

Já em 2013, no último grande registro de neve que tivemos no Estado, ocorreu uma situação menos frequente - a neve que normalmente fica entre a Serra, Planalto Norte e o Oeste caiu entre a região serrana e o litoral.

 

– Em São Joaquim, por exemplo, o fenômeno teve menos força do que em Rancho Queimado. Isso porque houve uma condição meteorológica bem propícia por conta da intensidade da massa de ar frio, o que não é normal no litoral, já que perto da superfície as temperaturas são mais positivas, combinada com uma frente fria que manteve o ar úmido.

 

 

http://zh.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/noticia/2017/06/no-primeiro-dia-do-inverno-veja-fotos-da-maior-nevasca-de-sc-que-ocorreu-ha-60-anos-9821532.html

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COMO SEMPRE COM ERROS, NÃO FOI A MAIOR DE SC, SIM A DE S.JOAQUIM (COM REGISTRO), A DE SC FOI 1965. EM S.JOAQUIM TEM MUITOS QUE AFIRMAM QUE 1928, 1918 E 1910 FOI MAIOR.

 

OS DADOS.... ESQUECERAM DE VER QUE AS MÍNIMAS FORAM EM BAIXADAS E AS MESMAS ESTAÇÕES ATUALMENTE ESTÃO EM LOCAIS DIFERENTES, CASO DE XANXERÊ QUE ESTÁ NO TOPO, CHAPECÓ TOPO, HORIZONTE TOPO, DIONÍSIO TOPO E ASSIM VAI. OS DADOS DE NEVE DE 2000 SÃO RIDÍCULOS, NEVOU EM QUASE 40% DO ESTADO PELO MENOS, 94 DO OESTE AOS PLANALTOS E MÉDIO ALTO VALE DO ITAJAÍ.

 

Em 4 de agosto de 2010, o fenômeno apareceu com intensidade em 14 cidades do Estado (SÓ POR CIMA FORAM MAIS DE 20 MUNICÍPIOS), incluindo Orleans e Urussanga que, apesar da proximidade com a Serra – que registrou meio metro de acúmulo de gelo (CERTO, MAS FOI NO M.IGREJA, AÍ COLOCAM A ALTITUDE DA SEDE ONDE NÃO NEVOU....) –, estão apenas 132 metros e 49 metros, respectivamente, acima do nível do mar.

 

Está viva na memória de praticamente todos os catarinenses o amanhecer de 23 de julho de 2013, quando 107 (MAIS DE 150 NO MÍNIMO!) cidades amanheceram, inclusive no litoral catarinense, com os campos esbranquiçados. Ano passado, no domingo 21 de agosto, Urubici, Urupema, São Joaquim e Bom Jardim da Serra tiveram precipitação pela manhã e à tarde. Há duas semanas, as quatro cidades voltaram a registrar o fenômeno.

 

É POR ESTAS E OUTRAS QUE NOSSA METEOROLOGIA, EM MUITOS ASPECTOS, É "PRIMÁRIA"

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Realmente há muitos erros na reportagem, mas de qualquer forma é INCRÍVEL E SURREAL essa neve de 1957. O Coutinho tem estado preocupado com a possibilidade desse evento voltar a ocorrer -E VAI MESMO-, pois hoje a cidade e a região estão totalmente despreparados. É lindo quando a neve cai poucos centímetros e deixa tudo branquinho, porém a situação é outra quando começa a acumular dezenas de centímetros ou 1 metro, e foi o que ocorreu naquela época.

 

Que bom que a serra catarinense tem o Ronaldo, e o povo confia nele. Quando uma nevasca desse porte voltar a acontecer, os principais veículos de mídia meteorológica irão minimizar os possíveis impactos, enquanto o Coutinho dará o seu alerta. Anotem.

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Nós deveriamos chamar o Padre Blevio para dar uma palestra para a gente

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O dono da fazenda monte negro em Ausentes, Senhor Domingos hoje com mais ou menos 85 anos certa me vez me disse que ocorreu uma nevasca que depois de 15 dias ainda tinha neve no meio das matas, se é verdade que ficou tanto tempo eu não sei...

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COMO SEMPRE COM ERROS, NÃO FOI A MAIOR DE SC, SIM A DE S.JOAQUIM (COM REGISTRO), A DE SC FOI 1965. EM S.JOAQUIM TEM MUITOS QUE AFIRMAM QUE 1928, 1918 E 1910 FOI MAIOR.

 

OS DADOS.... ESQUECERAM DE VER QUE AS MÍNIMAS FORAM EM BAIXADAS E AS MESMAS ESTAÇÕES ATUALMENTE ESTÃO EM LOCAIS DIFERENTES, CASO DE XANXERÊ QUE ESTÁ NO TOPO, CHAPECÓ TOPO, HORIZONTE TOPO, DIONÍSIO TOPO E ASSIM VAI. OS DADOS DE NEVE DE 2000 SÃO RIDÍCULOS, NEVOU EM QUASE 40% DO ESTADO PELO MENOS, 94 DO OESTE AOS PLANALTOS E MÉDIO ALTO VALE DO ITAJAÍ.

 

Em 4 de agosto de 2010, o fenômeno apareceu com intensidade em 14 cidades do Estado (SÓ POR CIMA FORAM MAIS DE 20 MUNICÍPIOS), incluindo Orleans e Urussanga que, apesar da proximidade com a Serra – que registrou meio metro de acúmulo de gelo (CERTO, MAS FOI NO M.IGREJA, AÍ COLOCAM A ALTITUDE DA SEDE ONDE NÃO NEVOU....) –, estão apenas 132 metros e 49 metros, respectivamente, acima do nível do mar.

 

Está viva na memória de praticamente todos os catarinenses o amanhecer de 23 de julho de 2013, quando 107 (MAIS DE 150 NO MÍNIMO!) cidades amanheceram, inclusive no litoral catarinense, com os campos esbranquiçados. Ano passado, no domingo 21 de agosto, Urubici, Urupema, São Joaquim e Bom Jardim da Serra tiveram precipitação pela manhã e à tarde. Há duas semanas, as quatro cidades voltaram a registrar o fenômeno.

 

É POR ESTAS E OUTRAS QUE NOSSA METEOROLOGIA, EM MUITOS ASPECTOS, É "PRIMÁRIA"

 

Não diria que não é tanto a meteorologia, mas o jornalismo bananeiro mesmo. Eu, como formado em jornal, afirmo que 99% dos jornalistas daqui não valem a m* que depositam na privada.

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O dono da fazenda monte negro em Ausentes, Senhor Domingos hoje com mais ou menos 85 anos certa me vez me disse que ocorreu uma nevasca que depois de 15 dias ainda tinha neve no meio das matas, se é verdade que ficou tanto tempo eu não sei...

 

Mário,

essa nevasca que o dono da fazenda mencionou, deve ser a de 1957.

Lá no texto da nevasca de São Joaquim informa que tinha neve 15 dias após.

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Aqui estão algumas fotos da nevada do dia 27 / 08 / 2013 aqui em Caxias do Sul. ... fiquei de postar aqui no BAZ mas por algum motivo que não me lembro acabei esquecendo e vendo hoje algumas fotos me deparei com as da nevada e lembrei que não havia postado..Jamais esquecerei esse dia, e para ficar de arquivo na memoria do forum, irei postar... Na epoca morava em Galopolis...Nesse dia fiquei a madrugada todinha acordado olhando pela janela esperando alguma branquinha mas a única coisa que caiu foi chuva congelada misturada à chuva, quase a noite toda mas nada da neve... temperatura girava entorno de 0,5C. ..saia pra fora de casa, via o termômetro,  analisava a precipitação mas so chuva congelada. .. pela manhã ao ver o noticiário e os carros e caminhões vindos do centro com os capôs e carrocerias cobertos de neve, não resisti e fui obrigado a matar o trabalho e subir ao centro e o que vi ao chegar, bem, vocês devem imaginar, uma emoção incrivel...uma cidade do porte de Caxias coberta por um manto branco...em certos pontos chegou a acumular 20cm...Simplesmente lindo...São apenas algumas fotos do centro de Caxias mas que dao uma dimensão do que foi o evento de 27/08 / 2013. ..em muitos bairros o acumulo foi ainda maior...bom vamos à fotos. ..São essas:

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Escadaria proximo à avenida Os 18 do Forte

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Parque proximo ao centro

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Frente de uma casa no centro...

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