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Brasil Abaixo de Zero
Renan

Fotos de neve

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Vou confessar uma coisa. Estive junto de uma foto antiga (1928) de neve da cidade de Curitiba. Numa loja de colecionismo. Eu (burro) não a comprei. Ainda há como pedir a um amigo para comprá-la. Sem dúvida é interessante para nosso acervo, pela bagatela de dez reais.

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Tenho um livro chamado Araucarilândia onde existem duas fotos (se não me engano duas) da nevada de 1928 nesta cidade. São muito boas. O autor chega a falar em "paisagem nórdica" na descrição da paisagem.

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Paulo Honrique, a foto da neve em Soledade em ano não identificado devem referir-se a 55 ou 57, pois em ambos as expessuras foram muito altas. As fotos são lindas.

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A região de Palmas registra neve quase anual. Se considerarmos os dados médios, há o registro anual. No entanto, sabemos que a sua ocorrência é mais irregular do que em áreas mais ao sul. No entanto, quero defender que os extremos de temperatura são mais severos e freqüentes no sul do Paraná. Acrescento que tanto os valores de máxima quanto de mínima.

 

Em meu trabalho de doutorado defendo que isto se dá pelo fator geográfico da continentalidade, onde a influência moderadora do mar é menor. Assim, a recorrência das mínimas e máximas absolutas é maior em Palmas do que nos demais polos frios do sul do Brasil. índice de continentalidade é maior aí do que em outras cidades do sul do Brasil.

 

Uma pena que a estação atual do IAPAR esteja mau localizada. Basta dizer que na nevada de 66 os termômetros desceram por dois dias seguidos a -8ºC. Em 75 atingiu -11ºC e há outro valor de -9ºC na normal climatológica. Quanto não deve ter chegado em 2000 ? E em 2004

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A região de Palmas registra neve quase anual. Se considerarmos os dados médios, há o registro anual. No entanto, sabemos que a sua ocorrência é mais irregular do que em áreas mais ao sul. No entanto, quero defender que os extremos de temperatura são mais severos e freqüentes no sul do Paraná. Acrescento que tanto os valores de máxima quanto de mínima.

 

Em meu trabalho de doutorado defendo que isto se dá pelo fator geográfico da continentalidade, onde a influência moderadora do mar é menor. Assim, a recorrência das mínimas e máximas absolutas é maior em Palmas do que nos demais polos frios do sul do Brasil. índice de continentalidade é maior aí do que em outras cidades do sul do Brasil.

 

Uma pena que a estação atual do IAPAR esteja mau localizada. Basta dizer que na nevada de 66 os termômetros desceram por dois dias seguidos a -8ºC. Em 75 atingiu -11ºC e há outro valor de -9ºC na normal climatológica. Quanto não deve ter chegado em 2000 ? E em 2004

 

DA MESMA FORMA POR AQUI, MAIS PELO EFEITO DO RELEVO, HÁ LOCAIS COMO A REGIÃO DO CRUZEIRO E VALE DO PERICÓ QUE DEVE MARCAR COM FREQUÊNCIA MÍNIMAS ENTRE -8/-12, ESPECIALMENTE O VALE DO PERICÓ.

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Rodolfo, obrigado pelas informações.

E também fico feliz do refiorço que vc deu quanto ao efeito da continentalidade, coisa que muita gente aqui do Baz duvida um pouco :lol:

Na varanda da casa da chácara de meu sogro no Rincão dos Silvanos, o termômetro comum já chegou a marcar -10º.

Em 2000 houve congelamento impressionante, de superfície de açudes, sangas, piscina, encanamento de água.Para que haja este tipo de congelamento, a quanto teria chegado a mínima?

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Prof Rodolfo,em breve vou a Itapuca, a cidade mais fria da nossa região.Conversei com um pessoal de lá hoje.Segundo eles a neve de set do ano passado deixou um tapete branco na cidade.Voutentar cnseguir fotos.

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Paulo Henrique, se conseguir as fotos disponibilize-as para que possamos vê-las. O relato de congelamento do ambiente retrata normalmente temperaturas muito baixas associadas a muitas horas sob sua exposição. Às vezes, picos extremos mas efêmeros não provocam congelamentos generalizados.

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É interessante e isto é algo que me fez pensar sobre outros fenômenos que pudessem explicar a recorrência freqüente de extremos em Palmas. Em São Joaquim, não é muito comum as temperaturas atingirem valores extremados. Tivemos os -10°C em agosto de 1991; -9°C em julho de 2000. Mesmo em 1975, quando em Palmas a tamperatura chegou à marca de -11°C e Guarapuava -10°C, não houve nada semelhante em São Joaquim e em nenhuma outra cidade do Planalto da Neve, mais à leste e portanto sob uma maior influência moderadora do oceano. Quero ainda lembrar que a mínima absoluta do Brasil ocorre em Caçador, com -14°C, mais para o interior. Em Xanxerê, também mais para o interior, -11°C.

 

Muitas vezes chego a pensar que isto se deva a localização das estações, em baixadas. Mas, por outro lado, acho muito recorrente este valores extremados ocorrerem apenas à oeste, onde os índices de continentalidade são maiores. Talvez a altitude possa corrigir isto de alguma forma, como disse o Ronaldo, mas ainda não tivemos como confirmar isso mesmo com uma melhor cobertura de observações em São Joaquim. O Pericó deve estar sujeito a extremos severos, ainda não sabemos.

 

De qualquer maneira o Planalto da Neve é mais frio que a região de Palmas, seja pela freqüencia de nevadas e geadas, seja pelas médias de temperatura, que aí são realmente menores, o que implica em uma amplitude anual de temperatura menor em São Joaquim do que em Palmas, por exemplo, o que, mais uma vez, reforça a hipótese da continentalidade.

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Não podemos saber se os -13°C foram registrados em termômetros abrigados, sob padrão ou se é um valor de relva. De qualquer maneira, os topos da Mantiqueira, se enquadram em um ambiente intermediário entre média e alta montanha, bastante diferente do que ocorre nos planaltos onde se situam as cidades sempre citadas aqui no BAZ.

 

A Serra da Mantiqueira está no limite do chamado "optimum pluviométrico", que atinge a altitude máxima de 3000m, acima dos quais os valores de umidade atmosférica se reduzem bastante e as chuvas só chegam nestas altitudes por convecção. Esta é a razão para o fato de que em montanhas tropicais, a neve cair no verão e não durante o inverno. Observemos que o regime nival nesta serra é de latitudes médias, uma vez que a neve ocorre no inverno. Isto é uma diferenciação climática muito importante.

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É interessante e isto é algo que me fez pensar sobre outros fenômenos que pudessem explicar a recorrência freqüente de extremos em Palmas. Em São Joaquim, não é muito comum as temperaturas atingirem valores extremados. Tivemos os -10°C em agosto de 1991; -9°C em julho de 2000. Mesmo em 1975, quando em Palmas a tamperatura chegou à marca de -11°C e Guarapuava -10°C, não houve nada semelhante em São Joaquim e em nenhuma outra cidade do Planalto da Neve, mais à leste e portanto sob uma maior influência moderadora do oceano. Quero ainda lembrar que a mínima absoluta do Brasil ocorre em Caçador, com -14°C, mais para o interior. Em Xanxerê, também mais para o interior, -11°C.

 

Muitas vezes chego a pensar que isto se deva a localização das estações, em baixadas. Mas, por outro lado, acho muito recorrente este valores extremados ocorrerem apenas à oeste, onde os índices de continentalidade são maiores. Talvez a altitude possa corrigir isto de alguma forma, como disse o Ronaldo, mas ainda não tivemos como confirmar isso mesmo com uma melhor cobertura de observações em São Joaquim. O Pericó deve estar sujeito a extremos severos, ainda não sabemos.

 

De qualquer maneira o Planalto da Neve é mais frio que a região de Palmas, seja pela freqüencia de nevadas e geadas, seja pelas médias de temperatura, que aí são realmente menores, o que implica em uma amplitude anual de temperatura menor em São Joaquim do que em Palmas, por exemplo, o que, mais uma vez, reforça a hipótese da continentalidade.

Acredito que as baixadas prox a vertentes(barlavento de sul) aqui na região tenham mínimas espetaculares,basta comparar o nº de dias/geada entre a cidade e aquele local, a diferença impressiona.Inclusive estas geadas que ocorrem no verão já foram noticiadas pelos moradores da região.Na minha opinião,as baixadas da região não perdem para Xanxerê.

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É interessante e isto é algo que me fez pensar sobre outros fenômenos que pudessem explicar a recorrência freqüente de extremos em Palmas. Em São Joaquim, não é muito comum as temperaturas atingirem valores extremados. Tivemos os -10°C em agosto de 1991; -9°C em julho de 2000. Mesmo em 1975, quando em Palmas a tamperatura chegou à marca de -11°C e Guarapuava -10°C, não houve nada semelhante em São Joaquim e em nenhuma outra cidade do Planalto da Neve, mais à leste e portanto sob uma maior influência moderadora do oceano. Quero ainda lembrar que a mínima absoluta do Brasil ocorre em Caçador, com -14°C, mais para o interior. Em Xanxerê, também mais para o interior, -11°C.

 

Muitas vezes chego a pensar que isto se deva a localização das estações, em baixadas. Mas, por outro lado, acho muito recorrente este valores extremados ocorrerem apenas à oeste, onde os índices de continentalidade são maiores. Talvez a altitude possa corrigir isto de alguma forma, como disse o Ronaldo, mas ainda não tivemos como confirmar isso mesmo com uma melhor cobertura de observações em São Joaquim. O Pericó deve estar sujeito a extremos severos, ainda não sabemos.

 

De qualquer maneira o Planalto da Neve é mais frio que a região de Palmas, seja pela freqüencia de nevadas e geadas, seja pelas médias de temperatura, que aí são realmente menores, o que implica em uma amplitude anual de temperatura menor em São Joaquim do que em Palmas, por exemplo, o que, mais uma vez, reforça a hipótese da continentalidade.

 

EM 1975 A MÍNIMA FOI DE -7,2ºC, COM UM DETALHE, AINDA SOB A INFLUÊNCIA DO CICLONE E NÃO COM CÉU LIMPINHO.

 

A ESTAÇÃO DE PALMAS ERA BAIXADA, MESMO QUE O IAPAR ESTEJA RUIM, TERIA QUE DAR COM FREQUÊNCIA MÍNIMAS DE -4/-6ºC O QUE NÃO OCORRE.

 

XANXERÊ ERA NUMA BAIXA, APÓS A MUDANÇA NUNCA MAIS PASSOU DOS -5/-6 E RARAMENTE CHEGA OU PASSA DOS -3ºC.

 

AQUI EM S.JOAQUIM, NA CIDADE, BASTA VER AS MÍNIMAS DO BANDEIRA, TODOS OS 3/4 ANOS DE DADOS A MÍNIMA FICA ENTRE -6/-8ºC E EM MUITOS PONTOS DO INTERIOR O FRIO É BEM MAIS RIGOROSO E FREQUENTE. TUDO DEPENDE DA POSIÇÃO DA BAIXA.

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CLIMATERRA

 

1999 -4,9

2000 -8,6

2001 -4,6

2002 -7,4

2003 -5,8

2004 -6,2

2005 -3,7

2006 -6,8

 

INMET

 

1999 -5,0

2000 -9,0

2001 -5,0

2002 -4,0

2003 -4,0

2004 -6,5

2005 -4,2

2006 -5,0

 

BANDEIRA

 

 

2004 -7,0

2005 -5,0 PERDÍ OS DADOS DE JULHO.

2006 -8,9

 

NAS VEZES QUE DÁ MAIS NO INMET É QUANDO HÁ ADVECÇÃO DE FRIO.

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Não podemos saber se os -13°C foram registrados em termômetros abrigados, sob padrão ou se é um valor de relva. De qualquer maneira, os topos da Mantiqueira, se enquadram em um ambiente intermediário entre média e alta montanha, bastante diferente do que ocorre nos planaltos onde se situam as cidades sempre citadas aqui no BAZ.

 

A Serra da Mantiqueira está no limite do chamado "optimum pluviométrico", que atinge a altitude máxima de 3000m, acima dos quais os valores de umidade atmosférica se reduzem bastante e as chuvas só chegam nestas altitudes por convecção. Esta é a razão para o fato de que em montanhas tropicais, a neve cair no verão e não durante o inverno. Observemos que o regime nival nesta serra é de latitudes médias, uma vez que a neve ocorre no inverno. Isto é uma diferenciação climática muito importante.

 

Rodolfo, muito bom!!!

No que essa informaçao é importante, no fato de que as neves da mantiqueira, quando ocorrem, sao em entradas de frentes frias?

Outra pergunta, se diz muito por lá que as vezes cai uma quirera, um chuvisco congelado a noite, algum evento de neve de meia hora perdida em algum ponto da regiao de campos do jordao, etc. Qual a frequencia de neve que voce acha que ocorre na regiao da mantiqueira, seja nos pontos mais altos, seja nos arredores de Campos do Jordao, Monte Verde, Passa Quatro, etc...

 

Na cidade de CDJ ouvi de boa neve na decada de 1970, nao lembro o ano. E na estacao do Horto, conversando com o anotador, ele disse ver flocos caindo em 2000 (nao sabia que eram flocos de neve mas disse que caiu algo branco estranho do ceu no dia mais frio). Voce tem alguma informaçao de neve em Campos do Jordao em 2000?

 

Um abraço

Edited by Guest

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Ronaldo,

 

A estação da COAMO, próxima à do IAPAR, continua a registrar valores bastante baixos. A antiga estação do INMET poderia até mesmo estar sob baixada - tenho em mãos a carta do IBGE de Palmas que o próprio Rodolfo enviou, mas não creio que isso explique por completo o clima da região.

 

Os dados de maritimidade (cfe. cálculos do Maack, que deveriam ser revistos) e continentalidade de Palmas são bastante interessantes e sem dúvida a região de São Joaquim possui comportamento térmico diferente. Negar isso é querer negar a natureza. O mesmo ocorre com diversas outras áreas do Sul do país.

 

Sds.,

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Ronaldo,

 

A estação da COAMO, próxima à do IAPAR, continua a registrar valores bastante baixos. A antiga estação do INMET poderia até mesmo estar sob baixada - tenho em mãos a carta do IBGE de Palmas que o próprio Rodolfo enviou, mas não creio que isso explique por completo o clima da região.

 

Os dados de maritimidade (cfe. cálculos do Maack, que deveriam ser revistos) e continentalidade de Palmas são bastante interessantes e sem dúvida a região de São Joaquim possui comportamento térmico diferente. Negar isso é querer negar a natureza. O mesmo ocorre com diversas outras áreas do Sul do país.

 

Sds.,

 

NÃO ESTOU NEGANDO, APENAS DIGO QUE O FRIO É MUITO MAIS INTENSO E FREQUENTE ONDE HÁ ACÚMULO DE FRIO. NA ENCOSTA E TOPO, MESMO COM A CONTINENTALIDADE, É MENOS INTENSO O FRIO QUE POR AQUI. É QUE A ESTAÇÃO DE S.JOAQUIM É MUITO RUIM EM TERMOS DE MÍNIMA EM NOITES DE GEADA POR IRRADIAÇÃO. OLHE EM FEVEREIRO, 12,0 INMET E 3,9 CRUZEIRO.!!!

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Então ao que parece concordas com tudo que dissemos. O Rodolfo falou de extremos e nada mais.

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Então ao que parece concordas com tudo que dissemos. O Rodolfo falou de extremos e nada mais.

 

O QUE EU QUERO DIZER É QUE OS EXTREMOS DE S.JOAQUIM SÃO BEM MAIS ACENTUADOS, MESMO COM A CONTINENTALIDADE DE PALMAS, A FREQUÊNCIA DE MÍNIMAS BAIXAS AQUI É MUITO MAIOR. COMPARE O IAPAR COM INMET, AS DUAS SÃO DE TOPO, SENDO A DE S.JOAQUIM MAIS TOPO. E SE COMPARAR AS BAIXADAS DAQUI COM AS DE PALMAS A DIFERENÇA SERÁ MAIOR AINDA!! PALMAS GANHA QUANDO A BAIXA ESTÁ AQUI AINDA (A NEBULOSIDADE)

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Eu gostaria de fazer uma sugestão a esse tópico

 

Eu acho que a primeira pagina está muito pesada , eu tive grande dificuldade pra conseguir acessa-la

Por isso se a moderação quiser eu posso passar as fotos num formato menor tipo thumbnail ( acho que é assim que se escreve ) , facilitando a visualização!

 

abraços

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João Tucci e amigos:

 

O frio na Serra da Mantiqueira é sempre provocado por advecção de ar frio, por ocasião da invasão de Anticiclone Polar Continental, aquele que segue uma trajetória acompanhando o meridiano de 60 graus W. No entanto, para que haja convergência de umidade sobre a 'nossa" serra, é necessário que este anticilone se propague até aproximadamente a latitude do Chaco Paraguaio, forçando a inflexão do eixo frontal sobre o SE. Desta forma, a sua expessura envolverá os altos da Mantiqueira, que associado com a umidade da frente oclusa provocará a neve.

 

Acho que deva ter ocorrdio neve forte em Campos do Jordão entre os dias 30 e 31 de maio de 1979, ocasião em que houve queda de 20 cm em Monte Verde, bem próximo.

 

Acredito que seja comum a precipitação de nevisco em Campos e Monte Verde. Isso é descrito com uma certa freqüencia por moradores, embora os órgãos oficiais nunca vejam nada.....

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Ainda acho que dispomos de poucos dados para concluirmos os efeitos da continentalidade e/ou baixadas nos extremos de temperatura. O Ronaldo coloca uma série importante dos anos 90 em diante. Seria bom se tivéssemos alguma série de Palmas. De qualquer maneira, não quero tirar nenhuma conclusão apressada, pois temos dados sugestivos em Caçador e Palmas. O que me chama a atenção, principalmente em relação à Palmas, é a freqüencia com que os valores extremos ocorrem.

 

Peço ao Ronaldo que esclareça os dados do Cruzeiro neste período. E o Luiz Carlos, da COAMO.

 

Existem indicadores indiretos que nos fornecem pistas sobre a continentalidade. A vegetação é uma delas. Quero lembrar que a área de araucária na província de Missiones, na Argentina, deve-se ao escoamente de ar frio continental e também ao fator continentalidade, uma vez que os extremos devem concorrer para impedir o avanço da flora neotropical, que avançou sobre o Norte do Paraná, expulsando a araucária de lá. No leste, o domínio das araucárias não desce dos planaltos em direção à costa, já que o avanço do clima tropical, com ocorrência de mangues até Santa Catarina, é desfavorável à flora austral. A cota altimétrica em que ocorre à leste é maior do que na Argentina. Há inclusive um ditado popular no sul que diz: "o pinheiro não gosta de ver o mar". O professor Mattos, localizou um agrupamento de araucárias, com indivíduos velhos, no litoral sul de Santa Catarina (Sombrio), como relicto de um clima mais frio, sem a influência da corrente marítima quente do Brasil.

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Não possuo séries da COAMO, Rodolfo. A estação é de uma cooperativa, que se não me engano fica próxima ao IAPAR. Já o Cruzeiro é uma estação a mais de 1500 metros, contra os menos de 1100 metros, se não me engano, da COAMO.

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Luiz, pensei que a estação da COAMO ficasse nos campos, acima de 1200m, na estrada para União da Vitóra, onde está a usina eólica.

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Luiz, pensei que a estação da COAMO ficasse nos campos, acima de 1200m, na estrada para União da Vitóra, onde está a usina eólica.

 

Lá é a estação de outra cooperativa (local), é da COCAMP. Está acima de 1300 metros e também não tenho dados deles...

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Beleza Gerson, estes dados são dos livros do IBGE, que tem aqui em Soledade na Biblioteca Pública Municipal, quando o Shima vier para cá, o levarei para conferí-los, inclusive tem dados como estes de todas as regiões do BR.

Só que ele não contempla pequenos micro-climas, por exemplo, dicordo do seguinte:

- As baixadas de Soledade tranquilamente ultrapassam 30 geadas/ano, e mesmo na cidade a média é de 20/25 para mais.

- Nas máximas absolutas coloca Soledade e região, no mesmo nível de POA, o que fica longe da realidade.

Uma pergunta para o Prof Rodolfo:

Existe alguma fórmula para cálculo de influência de continentalidade? EX, se pegarmos pontos de mesma altitude, mesma latitude,em longitudes diferentes, a cada quantos km, existe uma perda maior de calor indo em direção ao interior?

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Beleza Gerson, estes dados são dos livros do IBGE, que tem aqui em Soledade na Biblioteca Pública Municipal, quando o Shima vier para cá, o levarei para conferí-los, inclusive tem dados como estes de todas as regiões do BR.

Só que ele não contempla pequenos micro-climas, por exemplo, dicordo do seguinte:

- As baixadas de Soledade tranquilamente ultrapassam 30 geadas/ano, e mesmo na cidade a média é de 20/25 para mais.

- Nas máximas absolutas coloca Soledade e região, no mesmo nível de POA, o que fica longe da realidade.

Uma pergunta para o Prof Rodolfo:

Existe alguma fórmula para cálculo de influência de continentalidade? EX, se pegarmos pontos de mesma altitude, mesma latitude,em longitudes diferentes, a cada quantos km, existe uma perda maior de calor indo em direção ao interior?

 

exatamente.

 

bom, eu quero ver estes livros e aquele material da aquele antigo morador, recentemente falecido, quase centenário.

 

mas vamso vasculhar soledade atrás de dados e fotos. :D

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Acredito que seja comum a precipitação de nevisco em Campos e Monte Verde. Isso é descrito com uma certa freqüencia por moradores, embora os órgãos oficiais nunca vejam nada.....

 

e isso ocorre em todos os cantos.

 

e o caso da geada em SJ? tava uns 6º, 7ºC, o ronaldo com o técnico do inmet observando a geada em SJ. pro inmet, nada de geada com mais de 5ºC... :roll:

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Beleza Gerson, estes dados são dos livros do IBGE, que tem aqui em Soledade na Biblioteca Pública Municipal, quando o Shima vier para cá, o levarei para conferí-los, inclusive tem dados como estes de todas as regiões do BR......................

 

Eh isso mesmo. Fui ate o IBGE em POA ha uns 3 anos atras e tirei foto copias de algumas paginas desse livro!!

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NO meu trabalho utilizei uma fórmula do Prof. Serra. Acredito que seja possível calcular o incremento da continentalidade em um transecto, que é o que me parece ser o caso de Soledade.

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Paulo Henrique, tudo bem ?

 

É possível conseguir algum tipo de informação sobre Soledade ? Fico curioso com as descrições climáticas feitas pelo senhor. Quando eu terminei o meu trabalho de doutorado, havia um rapaz de POrto Alegre que fez uma monografia sobre o mapeamento da neve no RS. Ele inclusive melhorou os limites do Planalto da Neve proposto por mim no mestrado. Vou tentar encontrar este trabalho e enviar para o amigo.

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Obrigado Prof Rodolfo. :D

Soledade RS:

-Lat 28,45s e 52,30w

- Cidade com 31.000 hab, localizada num divisor d'águas,ao leste/sudeste localizam-se as nascentes do Rio Fão e Forqueta, à oeste/norte, os afluentes do Jacuí.Altitude média da cidade 720m, embora com relevo bem acidentado, com ponto máx na área urbana 744m, no norte da cidade e baixadas que variam de 650 a 700m.É uma espécie de platô, cercado de baixadas por todos os lados, local de muito vento o ano todo, são raros os dias sem vento.No interior é que se encontram os pontos mais frios com baixadas geladas e ainda pontos de neve mais frequente e com mais acumulação, como a Raia da Pedra(838m ponto extra-oficial)oficialmente 819m, pelos dados do Inst. de Geografia do Exército.O município se estende para o sul abaixo até mesmo da lat 29s, onde encontra-se a Cerca Velha(650 a 700m), local de sensação térmica muito agradável no verão e frio extremo no inverno, pelos ventos intensos.

Anos com ocorrência de neve em Soledade:

-2006(acumulação na Raia da Pedra e na vizinha Itapuca)

-2002( acumulação forte Na Raia e em Arvorezinha e Ilópolis, municípios vizinhos).

- 2000( forte acumulação em toda a região)

-1999( forte acumulação em toda a região)

-1995( granular)

- 1994 ( a mais intensa nevada que presenciei, nevou em 25/06 e 08 e 09/07)

-1993 ( forte acumulação em toda a região)

-1992 (pouca acumulação)

-1990( pouca acumulação)

-1991 ( Na Raia da Pedra)

-1984

-1981

-1980

-1979

-1978

-1975

-1969

-1968

-1966

-1965( a maior de todas e uma das maiores acumulações já registradas no BR)

E antes,têm as precipitações praticamente em quase todos os anos anteriores nos pontos mais elevados da Serra do Botucaraí.

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Paulo Henrique, tudo bem ?

 

É possível conseguir algum tipo de informação sobre Soledade ? Fico curioso com as descrições climáticas feitas pelo senhor. Quando eu terminei o meu trabalho de doutorado, havia um rapaz de POrto Alegre que fez uma monografia sobre o mapeamento da neve no RS. Ele inclusive melhorou os limites do Planalto da Neve proposto por mim no mestrado. Vou tentar encontrar este trabalho e enviar para o amigo.

 

Agora voce acaba de juntar a fome com a vontade de comer

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Então ao que parece concordas com tudo que dissemos. O Rodolfo falou de extremos e nada mais.

 

O QUE EU QUERO DIZER É QUE OS EXTREMOS DE S.JOAQUIM SÃO BEM MAIS ACENTUADOS, MESMO COM A CONTINENTALIDADE DE PALMAS, A FREQUÊNCIA DE MÍNIMAS BAIXAS AQUI É MUITO MAIOR. COMPARE O IAPAR COM INMET, AS DUAS SÃO DE TOPO, SENDO A DE S.JOAQUIM MAIS TOPO. E SE COMPARAR AS BAIXADAS DAQUI COM AS DE PALMAS A DIFERENÇA SERÁ MAIOR AINDA!! PALMAS GANHA QUANDO A BAIXA ESTÁ AQUI AINDA (A NEBULOSIDADE)

 

É inconcebível pensar que os extremos em São Joaquim são mais acentuados. Não nos esqueçamos que extremos não são apenas temperaturas mínimas, mas também as máximas. A continentalidade atua justamente expandindo a amplitude térmica. Se há diferença de 2 ou 3 graus nas mínimas, talvez no total não mude muito. Os verões no interior são bem mais quentes, o que torna o clima um tanto mais temperado, com verão mais quente e inverno frio para os padrões do país, perdendo na estação hibernal para a região de São Joaquim, mas nem por isso deixando de ser frio. Outra coisa que deve ser levada em conta é o fato de que para a altitude do Planalto de Palmas as temperaturas são bastante baixas nos extremos, o mesmo na Serra do Espigão, imagino.

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Então ao que parece concordas com tudo que dissemos. O Rodolfo falou de extremos e nada mais.

 

O QUE EU QUERO DIZER É QUE OS EXTREMOS DE S.JOAQUIM SÃO BEM MAIS ACENTUADOS, MESMO COM A CONTINENTALIDADE DE PALMAS, A FREQUÊNCIA DE MÍNIMAS BAIXAS AQUI É MUITO MAIOR. COMPARE O IAPAR COM INMET, AS DUAS SÃO DE TOPO, SENDO A DE S.JOAQUIM MAIS TOPO. E SE COMPARAR AS BAIXADAS DAQUI COM AS DE PALMAS A DIFERENÇA SERÁ MAIOR AINDA!! PALMAS GANHA QUANDO A BAIXA ESTÁ AQUI AINDA (A NEBULOSIDADE)

 

É inconcebível pensar que os extremos em São Joaquim são mais acentuados. Não nos esqueçamos que extremos não são apenas temperaturas mínimas, mas também as máximas. A continentalidade atua justamente expandindo a amplitude térmica. Se há diferença de 2 ou 3 graus nas mínimas, talvez no total não mude muito. Os verões no interior são bem mais quentes, o que torna o clima um tanto mais temperado, com verão mais quente e inverno frio para os padrões do país, perdendo na estação hibernal para a região de São Joaquim, mas nem por isso deixando de ser frio. Outra coisa que deve ser levada em conta é o fato de que para a altitude do Planalto de Palmas as temperaturas são bastante baixas nos extremos, o mesmo na Serra do Espigão, imagino.

 

CONHECES AQUI, NÃO. ENTÃO VENHA AO ENCONTRO DO BAZ E VERÁS O PORQUÊ DIGO ISTO.

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Ronaldo, leia minha mensagem de novo, por favor, e diga o que está errado nela! :oops:

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Ronaldo, leia minha mensagem de novo, por favor, e diga o que está errado nela! :oops:

 

PENSEI QUE ERA O PAULO. :oops: :oops:

 

MAIS OS EXTREMOS AQUI SÃO MUITO FORTES, NÃO NA ESTAÇÃO DO INMET DEVIDO ESTAR NO TOPO, COMO HÁ MUITOS VALES, TEMOS AMPLITUDES MUITO FORTES, CLARO QUE EM PALMAS É MAIS FREQUENTE.

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:lol:

 

Justamente isso que digo. Apesar de não ser tão fria nas médias hibernais, o que é facilmente explicável pela latitude e altitude, o Planalto de Palmas apresenta, apesar disso, um grau mais elevado de continentalidade, o que aumentaria a amplitude térmica, deixando o clima mais extremado. Uma coisa que deveríamos pesquisar é a incidência de mínimas iguais ou inferiores àquelas registradas na estação de Palmas e em áreas de igual altitude no Planalto de São Joaquim. Quero dizer, comparações entre Palmas e São Joaquim não seriam tão frutíferas quanto, por exemplo, uma comparações que levasse em conta a estação de Lages, já que nesta última teríamos uma situação semelhante à da cidade paranaense, mas numa localização diferente. São Joaquim talvez fosse comparável à parte elevada dos Campos de Palmas; se tivéssemos dados, poderíamos ter uma idéia melhor de quais fatores são comuns no clima e quais diferem devido à posição mais continental/setentrional da última...

 

Sds.,

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Ronaldo, leia minha mensagem de novo, por favor, e diga o que está errado nela! :oops:

 

PENSEI QUE ERA O PAULO. :oops: :oops:

 

MAIS OS EXTREMOS AQUI SÃO MUITO FORTES, NÃO NA ESTAÇÃO DO INMET DEVIDO ESTAR NO TOPO, COMO HÁ MUITOS VALES, TEMOS AMPLITUDES MUITO FORTES, CLARO QUE EM PALMAS É MAIS FREQUENTE.

 

Agora deu, tudo eu :lol: :lol: :lol: :lol:

Se a inflação subir o culpado é o PH :lol: :lol: :lol: :lol:

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Paulo Henrique:

 

Muito bons os dados de Soledade. Me surpreende o frio que chega a fazer por aí. Pensamos sempre que as áreas mais altas são as únicas a registrarem o frio acentuado. Mas vemos que isto não é verdade.....

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Olhem o Álbum de fotos deste cara de Novo Hamburgo no Orkut dele.

 

http://www.orkut.com/Album.aspx?uid=2799502317801373230

 

Lembro perfeitamente daquela bigorna passando ao norte de POA. Pena não ter passado por aqui, pois a mídia teria dado um um enfoque muito maior para este evento caso ele ocrresse no centro de POA, ao invés do centro de Novo Hamburgo.

 

saudações!

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