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Brasil Abaixo de Zero
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Daniel Panobianco

Dados - Região Norte

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Tópico para a postagem de dados sobre a Região Norte do Brasil.

 

Com a finalidade de postar e procurar informações mais rápidas pelo BAZ sobre a Amazônia como um todo.

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O domingo segue muito quente em praticamente todo o Estado de Rondônia. Chove apenas no extremo oeste e região da capital Porto Velho.

Segue o METAR das 19 horas (UTC), 15 horas (Hora Rondônia).

 

Indicador de Localidade: SBPV

Data: 06 de Maio de 2007.

Hora: 19:00 (UTC).

Temperatura: 32ºC

Vento (Norte Geográfico): Direção: 330º

Velocidade em KT(nós): 05

Velocidade em km/h : 9,26

Condições Gerais do Tempo: Céu parcialmente nublado, com pancada de chuva.

Observação Meteorológica: 33005KT 9000 VCSH SCT020 FEW025TCU SCT100 32/25 Q1006=

 

Indicador de Localidade: SBGM

Data: 06 de Maio de 2007.

Hora: 19:00 (UTC).

Temperatura: 31ºC

Vento (Norte Geográfico): Vento calmo.

Condições Gerais do Tempo: Céu parcialmente nublado.

Observação Meteorológica: 00000KT 9999 BKN020 FEW025TCU 31/24 Q1008=

 

Indicador de Localidade: SBVH

Data: 06 de Maio de 2007.

Hora: 19:00 (UTC).

Temperatura: 32ºC

Vento (Norte Geográfico): Direção: 340º

Velocidade em KT(nós): 08

Velocidade em km/h: 14,82

Condições Gerais do Tempo: Céu parcialmente nublado.

Observação Meteorológica: 34008KT 9999 BKN020 32/22 Q1011=

 

A gangorra muda na quarta-feira, com o segundo fenômeno da friagem do ano na região!

Edited by Guest

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Aeww Dani!!

 

Que bom que tu voltou ao BAZ!

 

Espero boas mínimas pra cá nessa nova massa de ar frio que está por vir! :P

 

sdçs..

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ultima_AZ.jpg

 

O mapa mostra em destaque uma forte área de instabilidade, da qual causou levantamento vertical muito intenso do ar e acabou gerando tempestades severas, com raios, rajadas de ventos e até precipitação de granizo, na noite de ontem entre o leste do município de Ji-Paraná e o interior do município de Aripuanã, em Mato Grosso.

 

Região dos aeroportos das cidades

00:00 – Céu limpo, sem restrições operacionais para a aviação e 24°C em Vilhena.

00:00 – Céu parcialmente nublado com relâmpagos e 25°C em Ji-Paraná.

00:00 – Céu limpo, sem restrições operacionais para a aviação e 25°C em Guajará-Mirim.

00:00 – Céu nublado e 24°C em Porto Velho.

 

Fonte de dados: CPTEC/INPE – INMET – REDEMET - RINDAT

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Obrigado caro André, aos poucos e sempre que restar algum tempo vamos trazendo informações sobre a Região sim.

 

Com relação a tão comentada onda, em Rondônia por enquanto só o vento é que muda para norte e já na fronteira com a Bolivia, a nebulosidade e os ventos aumentam gradativamente.

 

Talvez na próxima noite já tenhamos algum reflexo mais nítido da penetração desse segundo ramo frio do ano na Amazônia.

 

Em Vilhena, a primeira cidade do Norte que sente a friagem, ainda está tudo calmo às 11 horas (UTC), 07 horas (Hora Rondônia), com 23°C e vento de apenas 07 km/h.

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Com a aproximação da massa de ar frio, o tempo muda completamente em Rondônia.

Nos setores centro, norte e noroeste, o sol ainda brilha forte e faz muito calor. Agora em Ji-Paraná faz 34°C, em Guajará-Mirim, 34°C, em Ariquemes 35°C e em Porto Velho, 31°C.

Por outro lado, no sul, região de Vilhena, a entrada do ramo frio a partir da calha do rio Guaporé provoca ventos fortes e acentuada queda nas temperaturas, embora sem chuva, sendo um ramo totalmente seco. Nas últimas duas horas, a temperatura em Vilhena caiu de 32°C para 24°C. Agora, 20h20min (UTC), 16h20min (Hora Rondônia), faz 23°C em Vilhena.

Chove mais forte apenas ao sul de Porto Velho.

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A forte massa de ar frio avança Amazônia adentro pegando quase todo o Estado de Rondônia. Apenas na região de Porto Velho, o ar tropical continua causando chuvas e mantendo a temperatura mais elevada.

Em Vilhena, a temperatura às 04 horas (UTC), 00 hora (Hora Rondônia) esteve em apenas 15°C, mas devido aos ventos fortes, a sensação térmica era de apenas 10°C.

O ar frio também já chegou ao centro e oeste do Estado, regiões tradicionalmente muito quentes. Em Ji-Paraná venta forte sem cessar desde as 18h30min e agora faz 19°C, com sensação térmica de 14°C. Na fronteira com a Bolívia, Guajará-Mirim têm céu nublado com 18°C e sensação térmica de 14°C. Em Porto Velho a chuva persiste em alguns bairros com 24°C no momento.

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Os primeiros dados do inicio da manhã desta quarta-feira apontam para o dia mais frio do ano em Rondônia.

 

Quem mora na porção centro-sul de Rondônia teve que acordar hoje como há muito tempo não se fazia. De agasalho e preparado para as oscilações da temperatura no decorrer do dia. O frio chegou ontem por volta das 16 horas ao sul do Estado, onde Vilhena sentiu de imediato a mudança brusca nas temperaturas. Em menos de 3 horas, a mesma despencou de 31°C para 24°C, sempre acompanhada de fortes rajadas de ventos.

Logo mais foi a vez dos municípios da fronteira oeste, como Costa Marques e Guajará-Mirim, que além dos ventos fortes também registrou precipitação, segundo dados do aeroporto local. Em Guajará às 20 horas, a temperatura era de apenas 19°C.

Outras cidades das regiões de Cacoal, Rolim de Moura e Ji-Paraná sentiram a mudança no tempo por volta das 18 horas, quando o vento forte foi tocante. Em Ji-Paraná, às 18h30min foram registradas rajadas de ventos de 60 km/h, segundo monitoramento da plataforma do SIVAM.

Na capital Porto Velho quem esperava para o frio ainda na noite de ontem teve que dar graças à chuva que caiu em diversos bairros. Devido à atuação do ar quente tropical, nuvens carregadas se formaram levando chuva até por volta da meia-noite, onde os termômetros registraram 24°C, segundo dados do aeroporto Governador Jorge Teixeira de Oliveira.

As primeiras horas desta quarta-feira já são as mais frias do ano até agora nas regiões de Vilhena, Cacoal, Ji-Paraná e Guajará-Mirim. O destaque feito em rede nacional, onde o CPTEC/INPE previa recordes de frio para Vilhena se concretizou, onde a mínima às 07 horas foi de apenas 13°C, segundo dados do aeroporto local. Na Zona Leste da cidade, divisa com o Estado de Mato Grosso, a temperatura foi ainda menor, com registro de 12,4°C na estação da Embrapa/Soja. Devido aos ventos fortes e a cobertura de nuvens, a sensação térmica na cidade chegou a 08°C. Em registros do INMET (Instituto Nacional de Meteorologia), esse já é o mês de maio mais frio no sul de Rondônia desde 2000. Na ocasião, uma forte friagem baixou a mínima para 10°C em Vilhena.

O código de plotagem do aeroporto local confirma a menor mínima do ano na cidade.

 

Indicador de Localidade: SBVH

Data: 09 de Maio de 2007

Hora: 11:00 (UTC).

Temperatura: 13ºC

Vento (Norte Geográfico): Direção: 160º

Velocidade em KT(nós):12

Velocidade em km/h: 22,22

Condições Gerais do Tempo: Céu nublado.

Observação Meteorológica: 16012KT 3000 BR OVC006 13/12 Q1022=

 

O frio também foi tocante em Cacoal, que registrou mínima de 15°C, assim como em Rolim de Moura e Ji-Paraná. Em Guajará-Mirim fez 17°C e na capital, a mínima ficou na casa dos 22°C.

Na próxima madrugada, novos recordes devem ser quebrados no Estado. Os principais centros prevêem mais frio e desta vez, quem reside na capital também vai sentir o ar um pouquinho mais fresco que o normal. Em Vilhena a mínima pode chegar aos 12°C e até ficar abaixo desse valor. Os ventos continuam intensos gerando maior sensação de friagem.

 

Dados: CPTEC/INPE – INMET – SIVAM – Embrapa/Soja-Vilhena - SEDAM/Rolim de Moura - Aeroportos: Vilhena, Cacoal, Ji-Paraná, Guajará-Mirim e Porto Velho.

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Daniel, aqui no Acre a temperatura está em torno dos 14°C no extremo sul do Estado, regiao de Brasiléia. Em Rio Branco ainda está um pouco mais elevado, faz 16°C na zona urbana da cidade. As rajadas de vento chegaram a mais de 60km/h aqui na capital essa madrugada, segundo registrado da estaçao automática da Ufac, e o acumulado de chuva até as 4 da manhã chegou a quase 80mm!

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Em Rondônia, essa já é a madrugada mais fria do ano, desde maio do ano 2000. O recorde de frio batido ontem, quando a temperatura mínima atingiu o valor absoluto de 12,4°C em Vilhena, já foi quebrado.

Recorde de frio em todo o Estado de Rondônia, incluindo na capital Porto Velho, onde a temperatura atual já é inferior a mínima de 18,8°C registrada no mês de fevereiro deste ano.

Até o amanhecer, o ar gelado pode marcar pela primeira vez em 2 anos, temperaturas de um digito apenas na porção sul-amazônica, onde a mínima pode ficar abaixo de 10°C nas regiões de Vilhena e Costa Marques.

 

Região dos aeroportos das cidades

00:00 – Céu limpo, sem restrições operacionais para a aviação e 12°C, com sensação de 09°C em Vilhena.

 

00:00 – Céu limpo, sem restrições operacionais para a aviação e 13°C, com sensação de 10°C em Ji-Paraná.

 

00:00 - Céu limpo, sem restrições operacionais para a aviação e 14°C, com sensação de 11°C em Guajará-Mirim.

 

00:00 – Céu limpo, sem restrições operacionais para a aviação e 18°C, com sensação de 15°C em Porto Velho.

 

Fonte de dados: CPTEC/INPE – INMET – REDEMET - RINDAT

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Falaaa Daniel!

 

 

Vilhena tá fria ein, mas está empatada com Rio Branco, que tem em sua região urbana os mesmos 12°C nesse momento, mas aki ainda são 23:00 :D ! Seria um sonho ficar em um único dígito o termômetro.

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Vilhena dá show mesmo, nesse momento faz apenas 9°C por lá, isso mesmo 9!!!!!! :shock: Em Rio Branco a temperatura caiu muito pouco na madrugada, visto que a meia-noite já fazia 12°C, e por volta das 05:30 quando olhei meu termômetro, fazia 11°C 8) .

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Há sete anos, não fazia tanto frio em Rondônia no mês de maio

 

A mais intensa onda de ar frio deste ano provocou um novo recorde de temperaturas mínimas em grande parte do Brasil, com relação ao dia anterior. Em Rondônia, novos recordes também foram superados essa manhã.

 

O frio, que há dois dias mudou completamente a rotina do rondoniense fez com que hoje fosse registrada a menor temperatura desde o ano 2000. A mínima absoluta alcançou às 06h10min, apenas 08,7°C na cidade de Vilhena, segundo dados da estação da Embrapa/Soja, que fica ao longo da rodovia BR-364 na fronteira com o Estado de Mato Grosso. No aeroporto local também foi reportada temperatura muito baixa, cerca de 09°C, como a plotagem confirma abaixo:

 

Indicador de Localidade: SBVH

Data: 10 de Maio de 2007.

Hora: 10:10 (UTC).

Temperatura: 09ºC

Vento (Norte Geográfico): Direção: 120º

Velocidade em KT(nós): 06

Velocidade em km/h: 11,11

Condições Gerais do Tempo: Céu sem restrições operacionais para aviação.

Observação Meteorológica: 12006KT CAVOK 09/08 Q1018=

 

Essa é a primeira vez em 7 anos cuja temperatura mínima dentro do território rondoniense atinge apenas um digito de temperatura.

 

Em Porto Velho, também ocorreu recorde de temperatura mínima. Segundo o reporte do aeroporto Governador Jorge Teixeira de Oliveira, às 06 horas (local) fazia apenas 16°C na capital de Rondônia.

 

Indicador de Localidade: SBPV

Data: 10 de Maio de 2007.

Hora: 10:00 (UTC).

Temperatura: 16ºC

Vento (Norte Geográfico): Direção: 280º

Velocidade em KT(nós): 02

Velocidade em km/h: 3,70

Condições Gerais do Tempo: Céu parcialmente nublado.

Observação Meteorológica: 28002KT 9999 FEW010 BKN200 16/16 Q1016=

 

Novas marcas foram batidas em Ji-Paraná, Cacoal e Rolim de Moura, onde a mínima baixou para apenas 11°C.

Muito frio também nas regiões de Ariquemes e Guajará-Mirim, cerca de apenas 13°C.

 

Desde o dia 29 de maio do ano 2000, o frio não era tão marcante na porção sul da Amazônia. O que mais impressionou nessa onda de agora, não foi somente quanto aos dígitos dos termômetros, mas sim a expansão territorial que o ar frio chegou. Segundo dados do INMET, a temperatura caiu até próximo de Iauaretê, oeste do Amazonas, região muito quente, assim como em Rondônia, mas não livre de invasões continentais intensas.

Resgatando de 2000 para cá em nossos arquivos, o frio no mês de maio tem um ponto em comum:

Sempre que o período da estação chuvosa, ou mais conhecido localmente como “inverno amazônico” é marcado por precipitações irregulares e abaixo da média, até meados do mês de março, os outros seguintes ficam a marca de grandes penetrações a partir da calha dos rios Paraguai e Guaporé.

Segue abaixo por datas, os registros de frio na Amazônia:

 

29-05-00 - Uma forte onda polar chegava em Rondônia mais pela fronteira oeste, região de Costa Marques e Guajará-Mirim, onde os termômetros despencaram mais de 18°C em menos de 24 horas. Na ocasião, a menor temperatura registrada no Estado foi na cidade de Cabixi, as margens de rio Guaporé, na fronteira com o Estado de Mato Grosso e a Bolívia. Nesse dia, a temperatura mínima chegou a marcar apenas 11,4°C, segundo dados da SEDAM (Secretaria de Desenvolvimento Ambiental de Rondônia).

 

No ano 2001, o mês de maio não registrou penetração alguma de frio no Estado, embora uma frente fria muito intensa atingiu a Região Sul, onde ocorreram vendavais intensos, principalmente no Estado do Paraná, no dia 06.

 

08-05-02 - O mês de maio de 2002 teve dois episódios de friagem em Rondônia, um logo no inicio do mês, no dia 08 e outra, mais intensa no dia 23, onde a temperatura caiu para 15°C em Vilhena.

 

Mais um mês de maio sem frio significativo foi registrado em 2003, quando um forte bloqueio atmosférico se instalou no oeste de Mato Grosso, impedindo a entrada de frentes fria pelo interior do continente.

 

06-05-04 - A expansão do ramo frio foi tão forte que o ar gelado chegou primeiro na Amazônia que em Soa Paulo, provocando o 1° fenômeno da friagem do ano em Rondônia, Acre e sudoeste do Amazonas. Em Rondônia a temperatura que às 12 horas do dia anterior era de 30°C não passou de 17°C na região de Vilhena. À noite a mesma caiu bastante e com os ventos fortes, a sensação térmica foi de 10°C.

 

16-05-04 - A grande onda de ar polar derrubou as temperaturas do Rio Grande do Sul ao Acre provocando mais um fenômeno de friagem nos Estados da Região Norte. Esse foi o 2° episódio do ano na região. Em Vilhena, a temperatura caiu cerca de 12°C em menos de 10 horas. As rajadas de ventos ultrapassaram 40 km/h aumentando a sensação de frio na região.

Na Região Sul houve registro de geada moderada em Santana do Livramento na fronteira com o Uruguai aonde a temperatura mínima chegou a 5,5°C. Em Bagé e Uruguaiana a temperatura foi de 5°C, mas sem ocorrência de geadas segundo o 8° DISME.

 

27-05-04 – Nesse dia chegava ao sul de Rondônia à terceira friagem do ano. Em Vilhena, o fenômeno causou queda acentuada das temperaturas, com registro de temperatura mínima de 13°C e máxima não passando de 18°C.

 

Apesar de 2005 ter registrado um número recorde de friagens em Rondônia, 14 ao longo de todo o ano, o mês de maio não apresentou queda significativa nas temperaturas que caracterizasse um evento de frio atípico. Ao contrário do frio surpreendente que entrou no mês de fevereiro, justo o mês mais quente do ano no Estado. Na penetração, a temperatura mínima chegou a 13,7°C em Vilhena e 18°C em Porto Velho, segundo dados do INMET.

 

09-05-06 - E por final no ano passado, a forte massa de ar frio que havia entrado no Rio Grande do Sul, logo no primeiro dia do mês, foi reforçada por outra onda de frio chegando a Rondônia no dia 09. O ar polar avançou de novo sobre o sul da Região Norte provocando a 3° friagem do ano, a mais longa, diga-se de passagem. Em Vilhena, o dia amanheceu com 14,3°C. Esfriou também em Guajará-Mirim, onde a mínima foi de 17°C e em Porto Velho, a temperatura foi de 18°C. O próximo dia foi ainda mais frio na região.

 

10-05-04 - Mais um dia com baixas temperaturas no sul da Amazônia. Nos Estados de Rondônia e Acre a queda da temperatura foi a menor do ano registrada até esta data como em Vilhena, onde a mínima absoluta foi de 11,7°C no centro da cidade. Em Rio Branco a temperatura mínima foi de 16,2°C segundo o INMET.

 

11-05-04 - O ar polar continuou influenciando o sul da Amazônia e manteve a temperatura baixa, com mínima de 12°C em Vilhena.

 

12-05-04 - Recordes de frio foram observados no Acre, em Rondônia e no sul do Amazonas. Em Rio Branco, a temperatura mínima neste dia foi de 13,8°C, a menor do ano. Ainda no Acre, a madrugada foi a mais fria do ano em Tarauacá, com mínima de 16,1°C e em Cruzeiro do Sul, com mínima de 16,9°C. Em Porto Velho, a temperatura mínima foi de 17,8°C, também a menor do ano. No sul do Estado, Vilhena registrou pelo quinto dia consecutivo 12°C.

 

Dizer que friagens intensas não são comuns na Região Norte torna-se um fato ignorante por parte de alguns. Os primeiros migrantes que aqui chegaram na década de 70, principalmente os gaúchos e catarinenses, relatam fielmente quão intenso foi o resfriamento do dia 19 de julho de 1975. Nesse dia, a quem diga, que a sensação de frio, onde hoje está Vilhena, chegou a 0°C.

 

Mesmo que os dados atuais continuem apontando para períodos de diminuição do frio com o passar dos dados, o mesmo não pode ser comprovado tão imediatamente. Tudo faz parte de ciclos.

 

Dados: INMET – SEDAM – Embrapa – Aeroportos locais – Arquivo Pessoal

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karacas, que relato ein Daniel, parabéns amigo!

 

E quanto a mínima de hoje em Vilhena, foi espetacular ao lembrarmos que ainda estamos no COMEÇO DE MAIO :shock: . Imagina cara o que pode fazer no INVERNO :shock: .

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Otimo relato Daniel...incrivel este frio ter chegado com tanta força ai..Mas os 04 graus de Ponta Porã pra mim foi o sinal que isto iria ocorrer..!!

 

abs

 

Sim caro Carlos. Ponta Porã é o principal indicativo de como são as invasões frias em Rondônia.

Ponta Porã e Corumbá são o termômetro inicial do que vai acontecer aqui.

 

Bom dia.

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karacas, que relato ein Daniel, parabéns amigo!

 

E quanto a mínima de hoje em Vilhena, foi espetacular ao lembrarmos que ainda estamos no COMEÇO DE MAIO :shock: . Imagina cara o que pode fazer no INVERNO :shock: .

 

Esse ano eu e você não podemos relamar do frio Jordan. Pena que o Diego vive nos "stress" né, e não consegue apreciar o frio de 16°C em Porto Velho. Hehehe...

Uma hora a coisa muda, tudo pode acontecer esse ano.

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Frio na Amazônia na era do aquecimento global

 

Um dos maiores expert's em meteorologia do mundo, o meteorologista e presidente-chefe da maior e mais competente empresa privada de estudos sobre o tempo no Brasil, a MetSul Meteorologia Lta., ao receber nossas informações hoje pela manhã, sobre o recorde dos recordes de frio em Rondônia faz o seguinte comentário:

 

"Episódios isolados de frio ou calor intensos não se prestam para confirmar ou desmentir as teorias sobre o aquecimento global que provocam opiniões divididas na comunidade científica, mas não deixa de ser interessante que este 10 de maio tenha registrado temperatura baixa como não vista há sete anos na região amazônica. Pela primeira vez desde o ano 2000 foi observada uma temperatura de apenas um dígito em Rondônia. Conforme o Instituto Nacional de Meteorologia, a mínima em Vilhena foi de 9,5°C, marca inferior às mínimas registradas em Porto Alegre e Florianópolis no Sul do Brasil. Na capital Porto Velho a mínima chegou a 14,6°C. Em Rio Branco, capital do Acre, a mínima foi de 13,1°C. Esta onda de frio na Amazônia ocorre em ano com abundantes notícias sobre previsões de desaparecimento da floresta que se transformaria em savana ou mesmo elevações de até 10°C na temperatura média da região neste século. Mas se a onda de frio desta semana não se presta para confirmar ou desmentir as teorias do aquecimento global, ela ao menos tem a condição de demonstrar que mesmo numa era de aquecimento global ainda é possível fazer frio na Amazônia e com relativa intensidade para uma região de baixa latitude. Para quem vive na região fica a nossa idéia que uma friagem ainda mais importante que a atual tem tudo para ocorrer ainda neste ano de 2007 se considerada uma tendência que estamos antecipando de massas de ar polar mais continentalizadas neste ano. Viram desde quando não se registrava temperatura abaixo de 10°C em Rondônia ? O que aconteceu no ano em que pela última vez se registrou mínima de um dígito no estado da Região Norte ? Nenhum ano é igual ao outro, mas os análogos estão aí para serem analisados e discutidos."

 

Autor: Eugenio Hackbart

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Estive durante todo o dia de hoje entrando em contato com as autoridades do meu Estado, a fim de recolher novas informações sobre o frio recorde que ganhou destaque a nível nacional.

A indicação de METAR do aeroporto de Vilhena realmente foi fiel ao colocar precisamente às 10h10min (UTC), 06h10min (Hora Rondônia), a menor temperatura já registrada durante o mês de maio desde 2000, como já relatamos aqui. Na mesma cidade existe outra estação meteorológica, a da Embrapa/Soja, que fica às margens da rodovia BR-364 já na divisa com o Estado de Mato Grosso, que por sinal fica muito próxima de onde eu morava. Naquela estação, segundo dados repassados pelo coordenador da mesma, a temperatura às 06h45min (local) chegou a 08,7°C, sendo portanto, a menor registrada até então em Vilhena e em comum todo o Estado de Rondônia. Esses são dados que podem ser comprovados até pelos serviços de meteorologia que, apesar da precariedade das demais estações, muitas delas totalmente descalibradas, o sentido do frio foi notório.

Ao cair da noite desta quinta-feira consegui chegar aos dados de uma estação meteorológica manual pertencente a SEDAM (Secretaria de Desenvolvimento Ambiental do Estado de Rondônia), que fica na cidade de Cabixi, às margens do rio Guaporé, na fronteira com a Bolívia e Mato Grosso. De acordo com as informações repassadas pela gerencia do mesmo órgão governamental, a temperatura mínima às 07 horas na cidade foi de exatamente 08°C. Como sempre levamos em consideração os dados embasados das cidades pólos, na maioria das vezes, os cantos restritos do nosso Brasil ficam a mercê de informações que podem ser de grande valia, no caso de uma pesquisa mais profunda. Portanto, a menor temperatura registrada nas últimas 24 horas no Estado de Rondônia foi na cidade de Cabixi, com mínima absoluta de 08°C.

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A forte onda de ar frio que atingiu o Brasil na semana que se finda foi considerada a mais intensa dos últimos 20 anos em algumas localidades da Região Sul. Poucas foram às vezes em que as temperaturas caíram por demais, principalmente às máximas em latitudes menores.

No Estado de Rondônia, ao contrário do que o SIPAM (Sistema de Proteção da Amazônia) divulgou em nota, ressaltando que esta foi a mais intensa invasão fria do século, os registros do INMET (Instituto Nacional de Meteorologia), ditam que não é bem assim. Já houve outras invasões totalmente continentais durante o mês de maio, com expressiva queda de temperatura não faz 7 anos

 

Esta talvez seja uma as invasões frias mais interessantes dos últimos anos. Não só pelo recorde de frio em Estados onde normalmente as friagens não são tão intensas, como em Rondônia e Acre, mas nesse caso chama a atenção pela dimensão territorial que o sistema abrangeu. Pesquisadores ressaltam que, uma outra massa e desta vez mais potente pode vir a se confirmar nos próximos meses.

O mapa de registro do INMET colocou os dias 09 e 10 de maio como os que registraram as menores temperaturas no Brasil.

 

No mapa de temperatura máxima do dia 09 (quarta-feira), processado no dia 10, está nítido a queda acentuada das temperaturas do Rio Grande do Sul ao sudoeste do Amazonas, onde as mesmas variaram entre 25°C e 28°C. Em Rondônia, as menores máximas foram observadas no oeste do Estado, mais precisamente entre o vale do Guaporé, região de Costa Marques e Nova Mamoré. Na cidade de Guajará-Mirim, a temperatura máxima que pela norma natural da natureza é registrada no período da tarde, neste dia foi registrada às 08 horas (Hora local), com 19,4°C, segundo dados do aeroporto local.

Em quase todo o Estado de Rondônia as temperaturas máximas nesse dia variaram entre 21°C e 25°C, sendo as mais elevadas observadas nas imediações de Porto Velho.

 

60-10.05.07.gif

 

O mapa de mínimas observadas no dia 09 (quarta-feira) e processadas pelo sistema no dia 10, indica quão intensa foi à massa de ar frio. As temperaturas caíram desde Tabatinga no noroeste do Amazonas até Jacareacanga, no Pará, cidade esta localizada em 06°S do Equador. A queda de temperatura mais significativa em latitudes menores ocorreu na foz do rio Jupurá, no noroeste do Amazonas, Iauaretê e Tabatinga, estando em apenas 02°S do Equador.

 

Nesse dia, a temperatura mínima oscilou entre 09°C e 12°C, em 16 municípios rondonienses. Em Vilhena, a plotagem do aeroporto local enfocou 09°C às 07 horas (Hora local) e na estação da Embrapa/Soja, apenas 08,7°C às 06h45min.

Nas demais localidades do Estado, a mínima oscilou entre 12°C e 15°C até a capital Porto Velho que, segundo dados do INMET, a mesma foi de 14,6°C, na Zona Sul da cidade, o que não confere com a mínima registrada no aeroporto Governador Jorge Teixeira, que foi de 16°C às 07 horas.

Como a maioria dos institutos e centros de pesquisas levam a confiança para o embasamento de tais dados apenas em cidades pólos, na maioria das vezes os eventos que ocorrem nos pontos mais distintos do Brasil passam despercebidos. Coletando informações com outros postos coletores da Embrapa e da SEDAM (Secretaria de Desenvolvimento Ambiental de Rondônia), descobrimos que a menor temperatura não foi registrada na cidade de Vilhena, como toda a imprensa agora tem noção pelos fatos e dados apresentados. A menor temperatura dos últimos 7 anos e não do século, assim como julga o SIPAM, foi registrada na cidade de Cabixi, que fica às margens do rio Guaporé, na fronteira com a Bolívia e divisa com o Estado de Mato Grosso. Nessa localidade fez exatos 08°C às 07h10min de quinta-feira, 10, segundo a Embrapa e SEDAM local.

São meras informações que muitas vezes os centros de pesquisas locais deixam se passar pelo não-ocorrido e depois, quando uma pesquisa mais profunda é realizada ocorre erro nos dados conferidos

 

61-10.05.07.gif

 

A imagem de temperaturas mínimas do dia 10 (quinta-feira), processadas no dia 11, também enfoca em mínimas variando entre 12°C e 15°C em quase todo o território rondoniense.

 

62-11.05.07.gif

 

Em Rondônia, como os dados revelados a partir de consultas feitas ao INMET e as diversas estações da Embrapa instaladas nos municípios, esta invasão, portanto, não foi a mais intensa do século, como agora julga o SIPAM.

 

Como há muita informação textual e gráficos comprovando o fenômeno, para visualizar os registros embasados e comprovados sobre as invasões frias ocorridas do mês de maio desde 1922: Destacamos a forte friagem ocorrida em maio de 1977, onde a temperatura mínima foi de apenas 02°C em Vilhena e o evento de maio do ano 2000, com registro de 09,8°C na “cidade clima”.

 

Obs: Vale ressaltar que, os dados embasados sobre Rondônia só começaram a ser feitos com mais precisão e confiabilidade após o ano de 1960, quando então o território do Guaporé passou a ser território de Rondônia (em 1956) e, portanto, novos investimentos em infra-estrutura contribuíram para o estudo da ciência na região.

 

Dados: INMET – Embrapa/Cabixi – SEDAM/ Cabixi

 

Autor: Daniel Panobianco

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Peço perdão aos demais colegas que sempre procuram este tópico a fim de postar e comentar os dados sobre a Região Norte do Brasil, mas como já é do saber de muitos que acompanharam nas últimas horas as importantes publicações no site da MetSul Meteorologia venho através deste espaço contribuir para com algumas verdades sobre a mesma pauta em Rondônia.

 

Muitos aparelhos instalados em diversos pontos do Brasil não funcionam corretamente, devido à falta de manutenção e/ou descaso total por parte do governo. Em Rondônia, das 42 plataformas existentes, mais da metade envia os dados com algum tipo de erro.

 

Para que você entenda perfeitamente o que de fato ocorre aconselhamos que leia até o final, tendo por inicio uma matéria publicada pela empresa MetSul Meteorologia Lta., cuja autoria é do presidente-diretor da mesma, professor Eugenio Hackbart.

Segue a mesma:

 

"Uma verdade inconveniente

 

O que você verá agora nenhum site de Meteorologia nem órgão de imprensa no Brasil ainda mostrou, seja por falta de interesse ou mesmo completo desconhecimento. Prefere-se pegar o relatório pronto do IPCC, indicá-l0 como a verdade dos fatos e não questionnar o que deve ser questionado. Antes de tudo, USHCN é a sigla para U.S. Historical Climatology Network ou Rede Climatológica Histórica dos Estados Unidos. O NOAA em sua página anuncia que a USHCN é composta por 1.221 estações meteorológicas de alta qualidade que integram a U.S. Cooperative Observing Network em 48 estados norte-americanos. Os dados gerados pelas estações terrestres são utilizados para alimentar os modelos climáticos que têm sido utilizados para projetar o clima das próximas décadas assim como embasam estudos sobre o aquecimento global com previsões pra lá de sombrias. Os professores Roger Pielke da Universidade do Colorado e o pesquisador Anthony Watts resolveram investigar o estado de conservação e a localização da estações integrantes da USHCN para mostrar como são coletados os dados de estações terrestres que sustentam o relatório do IPCC e as previsões catastrofistas para o futuro. A estação meteorológica de Chico (Califórnia) é uma das mais de mil que integram a rede norte-americana. As imagens do ponto de observação revelam uma dúzia de contrariedades aos padrões internacionais de confiabilidade de medição. A estação está literalmente abandonada com a pintura desgastada e o abrigo meteorológico se transformou em depósito de lixo. As imagens dizem tudo.

 

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No estado de Kentucky, outra estação das USHCN, na cidade de Greensburg, está completamente fora dos padrões ao ser instalada junto a um prédio e com uma rua asfaltada ao lado.

 

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O mesmo ocorre em Hopkinsville, também no estado de Kentucky, onde a estação meteorológica integrante da USHCN está instalada imediatamente ao lado da parede de um prédio e com um pátio ainda coberto de concreto.

 

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A cidade de Los Angeles, a mais importante da Califórnia e uma das maiores dos Estados Unidos, tinha até pouco tempo seus dados meteorológicos coletados numa estação meteorológica instalada sob condições absurdas e contrárias à maioria dos regramente da Organização Meteorológica Mundial. O posto de observação da Meteorologia do governo dos Estados Unidos estava instalado no terraço que serve de estacionamento no Civic Center, no centro de Los Angeles, estando cercado de concreto por todos os lados.

 

A estação de Los Angeles, então, foi mudada para uma área mais adequada no campus da Universidade do Sul da Califórnia em julho de 1999.

 

Um novo estudo mostrou que a temperatura e a precipitação em Los Angeles sofreram importantes mudanças à medida que a nova estação da cidade foi instalada seis quilômetros mais próxima da costa e 27 metros mais abaixo do local anterior. Os registros mostraram uma Los Angeles mais fresca, seca e com menos extremos que o local anterior. O clima da cidade não sofreu praticamente alterações, mas sim a estação meteorológica do Civic Center distorcia a realidade. Agora pergunto a vocês. Se está assim nos Estados Unidos, alguém imagina como se encontram as estações meteorológicas no resto do mundo ? Na América Latina ? Na Ásia ? Na Africa ? Como confiar em projeções para daqui a oitenta anos feitas por modelos que não acertam muitas vezes as projeções para uma semana e que se baseiam ainda por cima em dados destas estações, muitas em ruínas ou mal instaladas até mesmo nos países ricos ?"

 

Eugenio Hackbart

 

 

No primeiro instante de averiguação causa vergonha e ao mesmo tempo, uma revolta em saber de como o dinheiro público é gasto para com as pesquisas cientificas neste País. Antes fosse, as inúmeras ações do Ministério da Ciência e Tecnologia e Ministério do Meio Ambiente, bem como são mostradas a população através da imprensa, valessem a pena ao serem criadas e administradas.

Um dos maiores gastos custeados pelo Governo Federal na área de meteorologia foi à substituição das estações meteorológicas manuais (aquelas em que havia um funcionário próprio do local onde a mesma era instalada, para fazer as leituras todos os dias), pelas tão modernas e ineficientes PCDs, que hoje, apesar de estarem em grande peso sobre todos os Estados, inclusive em Rondônia, ao pesar da balança em nada ajudam nas anotações sobre o tempo e muito pelo contrário, só atrasam nos estudos e ainda por cima prejudicam as previsões e prognósticos futuros.

 

O que é uma PCD?

As PCDs - Plataformas de Coletas de Dados surgiram da necessidade de inúmeras empresas e instituições em obter regularmente informações colhidas em lugares remotos ou espalhados por uma região muito grande. O exemplo mais clássico é o das informações meteorológicas (temperatura, pressão, direção e velocidade do vento, umidade, etc.), utilizadas por especialistas para previsão do tempo. Antigamente, em muitos locais a única maneira de colher essas informações era instalar aparelhos de registro e "visitá-los"

 

As PCDs espalhadas pelo País enviam através de sinais de antenas, os dados das variáveis meteorológicas coletadas automaticamente, através de sensores eletrônicos instalados em cada componente de leitura, tais como termômetro, pluviômetro, anemômetro, etc.

 

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O Sistema de Coleta de Dados é constituído pela constelação de satélites SCD1, SCD2 e CBERS2 (Segmento Espacial), pelas diversas redes de plataformas de coleta de dados espalhadas pelo território nacional, pelas Estações de Recepção de Cuiabá e de Alcântara, e pelo Centro de Missão Coleta de Dados. A figura acima ilustra o Sistema Brasileiro de Coleta de Dados.

 

Neste sistema, os satélites funcionam como retransmissores de mensagens. Assim, a comunicação entre uma plataforma e as estações de recepção é estabelecida através dos satélites. As plataformas são geralmente configuradas para transmitirem, a cada 200 segundos, cerca de 32 bytes de dados úteis.

Os satélites SCD1, SCD2 e CBERS2 operam em duas faixas de freqüência UHF para recepção das mensagens transmitidas pelas plataformas de Coleta de Dados: em torno de 401,62 MHz e de 401,65 MHz. Os sinais recebidos a bordo dos satélites são retransmitidos para o solo na Banda S (2.267,52 MHz) e, no caso do CBERS2 também em UHF (462,5 MHz).

Os satélites SCD1 e SCD2 foram colocados em órbitas com aproximadamente 750 km de altitude e 25 graus de inclinação em relação ao plano do Equador, o que permite uma cobertura adequada de todo o território nacional. Cada satélite completa 14 órbitas por dia, das quais 8 são visíveis à estação receptora principal (Cuiabá). O plano orbital do SCD2 foi defasado em ascensão reta em relação ao do SCD1 por um ângulo de 180 graus, de modo a garantir que passagens do SCD2 irão preencher cada período diário em que ocorrem passagens não visíveis do SCD1 e vice-versa. Já o satélite CBERS2, de órbita polar, apresenta 3 ou 4 passagens/dia sobre a estação principal.

Os dados das plataformas retransmitidos pelos satélites e recebidos nas estações de Cuiabá ou de Alcântara são enviados para o Centro de Missão de Coleta de Dados em Cachoeira Paulista para processamento, armazenamento e disseminação para os usuários. O envio desses dados ao usuário é feito através da Internet, em no máximo 30 minutos após a recepção.

 

Com essa nova tecnologia, o Ministério da Ciência e Tecnologia, juntamente ligado ao Ministério do Meio Ambiente, pretendia expor com mais clareza, rapidez e menor custo na manutenção das mesmas aparelhagens, pois, em cada estação espalhada pelo Brasil, não haveria mais a necessidade de se manter uma pessoa, única e exclusivamente contratada para coletar as informações diariamente e repassá-las aos respectivos centros de pesquisa, no caso do Brasil, o CPTEC e INMET (Instituto Nacional de Meteorologia) de Brasília.

O gráfico abaixo ilustra a evolução quanto ao número de plataformas instaladas no sistema desde 1993.

 

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Em Rondônia existem atualmente cadastradas, 42 PCDs espalhadas na maioria dos municípios. Existem três tipos de PCDs; As meteorológicas, que servem para a coleta de variáveis essenciais para a realização de previsões a curto e médio prazo; As hidrometeorológicas, que se baseiam principalmente na estrutura do lençol freático, monitoramento de rios e nascentes e controle de parâmetros do solo; E as agrometeorológicas, com coletas importantes para o uso em informações voltadas a agricultura, como controle fitossanitário e acondicionamento do solo em diversos níveis de leituras.A maioria das PCDs em Rondônia está sob responsabilidade da SEDAM (Secretaria de Desenvolvimento Ambiental de Rondônia), que visa na adequação das tais PCDs em fazendas, prédios e/ou áreas públicas nas cidades e usinas geradoras de energia elétrica.

 

Em uma outra lista está a indicação de quais são as PCDs em Rondônia, com as suas respectivas codificações, tipo de estação, cidade onde está localizada esta estação e o status de funcionamento, como ativa, em manutenção ou inativa.

A maioria estipulada na mesma lista está como ATIVA, sendo, portanto, uma das ferramentas utilizadas pelos centros de pesquisas, inclusive os órgãos de pesquisa instalados em Rondônia.

Nota-se de cara, e, diga-se de passagem, um fato até muito curioso, pois as mesmas PCDs estão sob registro oficial em uma das instituições cientificas mais respeitadas do mundo, o CPTEC. Por ai podemos ter uma breve noção de como andam os demais registros nos centros regionais ou voltados a uma área especifica do País, como no caso, a Amazônia.

 

A PCD de Vilhena é a do tipo meteorológica, e está instalada no campo de pesquisas e estudos da Embrapa-Soja, ao longo da rodovia BR-364, próximo à divisa com o Estado de Mato Grosso, na barreira de fiscalização (SEFAZ). Esta mesma encontra-se como ATIVA nos registros do CPTEC, pois continua armazenando no driver as variáveis, mas devido a uma pane ocorrida em novembro de 2004, quando um raio atingiu a estação, os mesmos dados não são repassados a Cuiabá, nem podem seguir o destino final que é Cachoeira Paulista-SP.

 

Entramos em contato com o CPTEC, via telefone e email, para saber ao certo, se o repasse de verbas destinado ao controle e manutenção total dos equipamentos estão sendo feitos, como determina os mesmos senhores ministros do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia.

 

As mesmas estão sim sendo enviadas as respectivas empresas controladoras das PCDs nos Estados e as instituições de pesquisas cientificas dos mesmos.

Em Rondônia, já são mais de três anos, desde que as primeiras plataformas foram instaladas, que ninguém do governo teve a audácia em promover estudos mais profundos sobre as verbas que são repassadas através do Ministério do Meio Ambiente e Ministério da Ciência e Tecnologia.

Que essas plataformas são uma porcaria e até os pesquisadores mais renomados ditam que é puro dinheiro público jogado fora, qualquer pessoa leiga, até um simples leitor de jornal desconfia no ato da leitura. O que vêem em questionamento é o por quê das autoridades locais não saberem de nada, de repasse de verba alguma, como sempre e de costume.

 

Em Ji-Paraná fomos atrás do diretor regional da SEDAM, que, como os outros diretores regionais também procurados em Vilhena e Cacoal, não souberam dar uma explicação plausível e sequer sabem o que é uma PCD.

Elas existem; Estão funcionando na precariedade, muitas já quebradas como uma estação meteorológica em Ariquemes; A verba pública está vindo; Os impostos cobrados de cada cidadão brasileiro estão sendo injetados nessas benditas técnicas modernas de pesquisa e então, por que não estão sendo equiparadas? Reguladas? Ou melhor, como tudo em Rondônia o fim do túnel é um conto de fadas, onde, para onde está sendo destinada essa verba que, repito: É repassada às empresas administradoras dos Estados e no caso de Rondônia, a SEDAM?

Mas se na SEDAM nem ao certo sabem o que é uma PCD, como vão saber do bendito dinheiro destinado à manutenção das mesmas?

 

Centros de pesquisas, instituições governamentais voltados ao incentivo e desenvolvimento de novas tecnologias e metodologias de enriquecimento na segurança da população são fundamentais. Pena que em Rondônia, quem sempre tentar abrir os olhos para a verdade que está estampada na cara, na face de todos, sempre acaba saindo como o que procura, o leigo que não diz coisa com coisa, que sempre procura atrito com os centros de pesquisas locais. E assim o Brasil vai caminhando!

Depois da vergonha monstruosa que foi descoberta na mesma área de ciência, de que os institutos de meteorologia públicos estão vendendo fontes e dados de pesquisas pagos por nós mesmos, através de nossos impostos e até agora ninguém fez nada, é muito confiante esperar algo do futuro.

Sim, porque um dia as coisas tem que mudar, afinal de contas, o Brasil não pára, o mundo não pára. Pena que o brasileiro não foi customizado e regrado a duras penas de cabresto há 500 anos atrás. E agora, só agora promovem políticas concretas e eficazes de educação do seu povo! Um dia as coisas mudam, na ciência brasileira também.

 

Dados: CPTEC/INPE – INMET – MetSul – USP – SIVAM – SEDAM - EMBRAPA – ANA

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Autor: Daniel Panobianco

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