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Brasil Abaixo de Zero

Wallace Rezende

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Everything posted by Wallace Rezende

  1. Está sendo tranquilo sim, tirando algumas mínimas mais baixas até o final de semana passado nada digno de nota até agora em dezembro. Esta semana as mínimas já entraram no padrão verão, tanto que ontem a automática de Nova Friburgo igualou a maior mínima do ano (18,7ºc, valor também registrado no dia 01/03), poucos dias depois de ter registrado um novo recorde de frio para dezembro (5,6ºc) no domingo passado. Mas o predomínio de dias nublados ainda manteve as máximas abaixo da média na semana, com exceção de ontem quando o sol saiu com mais força. Hoje, conforme era esperado, o dia foi de muitas nuvens e a máxima voltou a ficar abaixo da média (foi um dia abafado, mas tranquilo para dezembro). Quanto às chuvas, o acumulado médio na cidade do Rio de Janeiro até agora é de apenas 43 mm, e como não deve chover no mínimo até terça-feira chegaremos à metade do mês com chuva abaixo da média (que foi de mais ou menos 145 mm em dezembro entre 1997 e 2018, o que dá uns 70/75 mm de media até meados do mês). Mas isso não quer dizer muito não, pois os dois dezembros mais chuvosos do século XXI até agora na cidade (2001, com 277 mm de chuva, e 2009, com 372 mm, nos dois casos a média de todos os pluviômetros do Alerta Rio) registraram a maior parte da chuva no último decêndio do mês. Em 2001 a chuva estava abaixo da média até o dia 23, mas os grandes volumes registrados entre a noite do dia 23 e a manhã do dia 24 já deixaram o mês bem acima da média, e nos últimos dias do ano novas pancadas elevaram o total mais um pouco. Em 2009 dezembro como um todo foi mais chuvoso, mas o acumulado estava bem comum até os dias 27/28, quando uma zona de convergência trouxe vários dias chuvosos que transformaram dezembro de 2009 no mês mais chuvoso do século XXI no Rio de Janeiro em apenas 4/5 dias. Quero dizer, na altura do campeonato em que estamos agora tudo pode acontecer ainda, dezembro pode tanto fechar abaixo da média (como em 2012, 2014 e 2018, mas não tão seco quanto estes), ou fechar muito acima da média (como 2001 e 2009). O mais provável é que fique no meio do caminho.
  2. Boa noite, depois de três dias em que o sol quase não apareceu e o céu ficou tomado quase que o tempo todo por uma névoa que mal permitia distinguir as nuvens e as montanhas, além de uma umidade opressiva que dava a impressão que poderia ser cortada com uma faca, o sol voltou a aparecer hoje no Rio de Janeiro entre nuvens médias e altas, e a transparência do céu melhorou “200%”. A temperatura subiu e o dia foi bastante abafado, mas diria até que a sensação de opressão hoje foi menor que nos dias anteriores quando, apesar das máximas menores, o ar estava muito mais próximo da saturação. Uma brisa também ajudou a amenizar o abafamento (e a máxima) na área central da cidade, onde tirei algumas fotos no começo da tarde de hoje. Amanhã, a presença de uma frente fria muito fraca sobre o oceano deve deixar o dia um pouco mais ameno, e com bastante nebulosidade (mas ainda será um dia abafado, e o sol deve aparecer um pouco), mas o primeiro calor mais forte do mês deve vir logo na sequência, no início da semana que vem. Os extremos registrados hoje na RM do RJ: Morro da Urca PWS (ZS): 22,9ºc/28,2ºc Ipanema/Lagoa PWS (ZS): 23,7ºc/29,9ºc São Conrado PWS (Praia do Pepino, ZS): 22,9ºc/30,1ºc Rampa Pedra Bonita PWS (520 m): 21,7ºc/28,4ºc Helicentro Guaratiba PWS (ZO): 23,1ºc/33,2ºc Santa Cruz PWS (aeródromo Armando Nogueira, ZO): 24,1ºc/31,8ºc Nova Iguaçu centro PWS (Baixada Fluminense): 23,5ºc/34,3ºc Nova Iguaçu Adrianópolis PWS (Baixada Fluminense): 21,9ºc/33,8ºc Santos Dumont aero (Centro): 23,2ºc/28,4ºc Galeão aero (ZN): 23,3ºc/33ºc Santa Cruz aero (ZO): 23ºc/31,7ºc Niterói INMET: 23,9ºc/33,6ºc Marambaia INMET: 23,5ºc/30,4ºc Jacarepaguá INMET: 21,8ºc/32,4ºc Vila Militar INMET: 23,1ºc/33,8ºc Na primeira foto aparece em destaque a bandeira da Itália, e mais ao fundo as da Alemanha e França, marcando os respectivos consulados, e as demais fotos são de um centro comercial ao lado do aeroporto Santos Dumont.
  3. Wallace Rezende

    Recordes e médias pluviométricas da sua cidade

    Marinhonani, Jardim Botânico e Santa Teresa foram dois bairros que sentiram muito os efeitos das chuvas de 01/1966, sendo que em Santa Teresa os deslizamentos causaram várias mortes. A estação de Santa Teresa/INMET, que existiu entre 1946 e 1990, estava sem dados neste período, mas provavelmente choveu mais que na parte baixa do Centro (Praça XV), onde o total somente dos dias 11 e 12 foi de 403 mm. Para dar uma ideia, este volume registrado na Praça XV em no máximo 48 horas já seria, sozinho, o terceiro janeiro mais chuvoso entre 1851 e 2019 no Centro do Rio, atrás apenas de 1966 (óbvio, terminou com 617,6 mm) e 1962, com 473 mm!! Fsorf9rj, na estação do Alerta Rio em Copacabana (na altura do posto 6, divisa com Ipanema), dois eventos de chuva se destacam desde o início do monitoramento em 1997: o de abril de 2019 (08/09), recorde em 24 horas (329,4 mm), e o de janeiro de 2003 (24/25), recordes em 1 hora (93,6 mm) e 4 horas (228 mm), sendo que o recorde para 4 horas na estação também foi o segundo maior acumulado já registrado pela rede neste intervalo de tempo, para todos os meses e anos desde 1997, atrás apenas dos 231,5 mm registrados em Campo Grande no dia 19/03/2000. Neste evento de 01/2003, até trechos da faixa de areia de Copacabana ficaram alagados até o dia seguinte. Aproveitando, alguns recordes de intensidade de chuva da rede Alerta Rio desde Janeiro de 1997: 15 minutos: 54 mm na Ilha do Governador, zona norte (10/01/1997, 21:30/21:45 HBV) 1 hora: 123,2 mm na Barra/Riocentro, zona oeste (14/02/2018, 22:45/23:45 HBV) 4 horas: 231,5 mm em Campo Grande, zona oeste (18 e 19/03/2000, 22:53/2:53) 24 horas: 360,2 mm no Sumaré, cume localizado entre as zonas norte e sul (05 e 06/04/2010, 17:35/17:35). Este temporal de março de 2000 foi mais restrito à área de Campo Grande mesmo (bairro populoso já quase no extremo oeste da cidade do Rio, longe do Centro), pegando também bairros vizinhos com menor intensidade; na maior parte da cidade choveu pouco nesta ocasião. O temporal de janeiro de 2003 ficou restrito à zona sul (mais forte na estação Copacabana) e partes do litoral da zona oeste; na zona norte e interior da zona oeste, além do Centro, foi uma chuva comum, sem volumes de destaque.
  4. Embora 2019 terminar com chuva abaixo da média seja uma certeza uma por aí, o grande problema está mesmo ao norte, pois as frentes frias não terão força para empurrar o canal de umidade para o norte do MG pelo menos até o natal, e muito possivelmente até o final do ano se nada mudar, e o início da estação chuvosa foi um fracasso nestes locais. Ou seja, segue o padrão de chover menos onde mais precisa chover (mesma coisa no ES, embora a falta de chuva no oeste/norte deste estado seja menos grave que no Jequitinhonha mineiro). Agora é torcer para que em 2020 haja alguma compensação. No RJ (região metropolitana) seguiremos num padrão monótono, mas parte do interior do estado ainda pode registrar boas chuvas nos próximos dias (que será bem-vinda em algumas cidades). Na capital, só chuva de baixo volume no horizonte por enquanto (qualquer coisa mais forte será isolada, talvez convecção aqui e ali com o aumento do calor nos próximos dias). Mas aqui na RM a média anual já foi superada (ou no mínimo alcançada) na maioria das áreas, não estamos realmente precisando de chuva (mas não dispenso também, ajuda a segurar a temperatura nesta época). Na cidade do Rio, o acumulado médio de dezembro até agora é de apenas 31,5 mm, mas o anual já alcança os 1469 mm (+ - 200 mm acima da média, o trimestre fev/abr foi bem chuvoso e ajudou, assim como um final de inverno/começo de primavera chuvoso, em menor escala).
  5. Wallace Rezende

    Recordes e médias pluviométricas da sua cidade

    Sim, estou ciente, e de fato são registros perfeitamente válidos. A chuva que caiu entre a noite do dia 5 e a madrugada do dia 6 de abril de 2010 pode ser considerada a maior do século XXI na cidade do Rio de Janeiro (acumulado diário médio na cidade), e detonou a famosa tragédia do Morro do Bumba aqui em Niterói (onde, infelizmente, não havia pluviômetros em operação na época). Não foi uma chuva de intensidade notável (os máximos horários variaram entre 30 e 40 mm na maioria das estações, apenas São Cristóvão chegou aos 50 mm por hora) mas, como choveu com intensidade entre fraca e forte sem parar por umas 12 horas, o acumulado final foi muito grande, e o solo ficou encharcado (março de 2010 foi o mais chuvoso do século XXI na capital fluminense, e o solo já previamente muito úmido piorou as consequências das chuvas de abril). Foi somente para manter a coerência histórica que optei por não incluir estes registros na lista, pois quando não se fixa o horário da observação a chance de pegar um valor maior aumenta muito, e este recurso (que a rede Alerta Rio oferece, de conferir os totais com resolução de 15 minutos) não existia até 1997, apesar de os piores temporais terem ocorrido antes deste ano. Pela rede INMET (horário fixo) os maiores totais diários da chuva de abril de 2010 (06/04/2010) foram: 204 mm no Alto da Boa Vista 178 mm na Saúde (centro) 165 mm em Santa Cruz 135 mm em Realengo A chuva de abril de 2019 (entre os dias 8 e 9) trouxe acumulados pontais até maiores que a de 2010 (além do máximo horário ter sido muito maior em 2019, até 90 mm por hora no Alerta Rio e 101 mm por hora no Cemaden), mas os maiores volumes ficaram concentrados na zona sul e em parte da zona oeste da capital, além do Maciço da Tijuca, como você mencionou (na média da cidade toda, choveu mais em 05-06/04/2010, principalmente na zona norte e na região central). O INMET registrou 288 mm no Forte de Copacabana em 09/04/2019 (horário das 12Z), e o Alto da Boa Vista 291 mm (idem). Já no Centro da cidade o acumulado foi de “apenas” 85 mm, uma chuva volumosa comum para abril (chegou a 223 mm em 1883). Mas a chuva que trouxe a maior área com mais de 300 mm por dia na capital (desde o século XX pelo menos) foi a de 25-26/02/1971 (centrada na zona norte e parte da zona oeste), quando um trecho desde a Grande Tijuca até a divisa com a Baixada Fluminense superou os 300 mm/dia (vários pluviômetros do INEA registraram esta chuva, que foi responsável por recordes nunca mais alcançados também nas estações do INMET em Santa Cruz, Bangu, Penha, Engenho de Dentro, e na antiga estação de São Bento em Duque de Caxias). Na área do Maciço da Tijuca, a chuva de 01/1966 foi a maior em volume total, assim como foi a pior no Centro do Rio e a mais severa em Niterói também. A antiga estação pluviométrica da Praça Barão de Corumbá (na base do maciço, ZN da capital) registrou 287 mm no dia 11 e 271 mm no dia 12 de janeiro de 1966 (horário fixo, deve ter passado muito disso o máximo em 24 horas), totalizando 558 mm em no máximo 48 horas. Fica uma menção honrosa ao temporal de fevereiro de 1996. Na verdade foram duas chuvas muito fortes num intervalo de 24 horas (e bem localizadas, boa parte da cidade nem tomou conhecimento), mas que caíram em dois dias meteorológicos diferentes. Uma da madrugada ao amanhecer do dia 13/02 (centrada entre as vertentes sul e oeste do Maciço da Tijuca), e a outra na noite do mesmo dia 13/02 (mais entre a vertente oeste do Maciço da Tijuca e a leste do Maciço da Pedra Branca, pegando parte da Baixada de Jacarepaguá). Na interseção entre os dois temporais, ou seja encosta oeste do Maciço da Tijuca, é muito provável que a chuva tenha superado os 400 mm em 24 horas; os deslizamentos nesta área foram muito concentrados, mais do que qualquer coisa registrada em 04/2010. Este evento foi o grande responsável por tirarem do papel (ou seja, por implementarem) o monitoramento pluviométrico do Alerta Rio. O mês mais chuvoso, em média, foi mesmo fevereiro de 1988, quando choveu mais de 500 mm em pelo menos 2/3 da cidade, e pontualmente em torno dos 1000 mm no Maciço da Tijuca (embora o máximo diário tenha sido bem menor que em outras ocasiões, entre 150 e 200 mm).
  6. Agora chove em praticamente toda a Região Metropolitana do Rio, mas é uma chuva fraca e calma, sem qualquer sinal de trovoada. Agora há pouco, houve chuva moderada em algumas áreas, e até um pouco forte em pontos isolados (como Anchieta e Ilha do Governador, na capital), mas não durou. Na Baixada Fluminense a chuva foi mais volumosa, vários pontos entre 30 e 50 mm. Esta semana o Rio de Janeiro está totalmente com "cara de dezembro": muitas nuvens, tempo abafado, chuvas ocasionais e temperaturas moderadas pela nebulosidade. Não tem muito o que comentar, para ser sincero. Hoje a PWS na Ilha do Fundão (capital) registrou extremos de 23,3ºc e 27,1ºc, mais ou menos como no Centro do Rio e aqui no Ingá em Niterói. Quando sai o mormaço, o abafamento é forte, e isso vai acontecer diversas vezes nos próximos dias (com máximas mais altas a partir de quinta-feira). Calor mais intenso (também típico de dezembro) pode ocorrer no início da semana que vem, com o tempo mais aberto.
  7. Wallace Rezende

    Recordes e médias pluviométricas da sua cidade

    Entendo, gosto é gosto, é assim mesmo. Mas é preciso lembrar que nem todo lugar com pouca chuva sofre com baixa umidade, Lima e Arica por exemplo registram umidade relativa sempre moderada ou alta por causa dos ventos úmidos do Pacífico, e não falta água que vem dos Andes. Claro que exagerei um pouco sobre Vostok e Dalloll também. Eu gosto mesmo de climas dinâmicos (calor no verão, frio no inverno, estas coisas). Lima tem um clima muito tolerável (não faz frio nem calor de verdade, embora os verões de El Niño sejam bem abafados) e a umidade nunca desce muito, mas é um tédio só. Porém, com a faca no pescoço, ainda prefiro (mil vezes) Lima ao "cinturão das chuvas eternas".
  8. Wallace Rezende

    Recordes e médias pluviométricas da sua cidade

    Cara, prefiro qualquer clima do mundo à lugares como Tutunendo, Lloró, Quibdó ou López de Micay. Até Dallol e Vostok (com climatização, claro). A umidade deve ser uma coisa horrível inclusive dentro das construções (musgo, infiltrações, mofo.. um inferno). Mas eu passaria alguns dias nestes infernos molhados para conhecer. Já ao clima de Lima eu até me acostumaria, e quando batesse a saudade da chuva passaria alguns dias em outro lugar (no verão já chove com relativa frequência nas montanhas, não muito longe de Lima). Cherrapunji eu aguentaria também, pois a temperatura é agradabilíssima e tem uma pequena estação seca (entre nov/dez e fev) para dar uma colher de chá..
  9. Wallace Rezende

    Recordes e médias pluviométricas da sua cidade

    Muito bom, e encontrei parte destes dados no Hidroweb também, mas fiquei desconfiado com esta sequência 1914/1915, será que não houve um erro de tabelamento? Achei um pouco estranha toda esta chuva em agosto de 1914 (incluindo 16 dias chuvosos, algo que não aconteceu em nenhum outro agosto), e depois praticamente não chover mais (exceto por uma pancada em março) até os últimos meses de 1915.. Será que existem dados deste período para outras cidades na mesma região? Poderiam ajudar a esclarecer este ponto.
  10. Foi super estranho porque não estava sendo previsto um resfriamento tão acentuado, mas o ar seco muito anômalo para dezembro (como bem mostrou o Andoni) fez o trabalho, e com o sol aqueceu rapidamente, como era de se esperar. Outra maneira de demonstrar como estas mínimas são baixas para dezembro, é lembrar que no caso de Nova Friburgo INMET precisaríamos voltar até o dia 13 de agosto de 2019 (5,4ºc) para encontrar uma mínima menor que os 5,6ºc de hoje. Em Teresópolis, precisaríamos voltar até o dia 19 de julho de 2019 para encontrar mínima mais baixa que os 8,6ºc de hoje (7,5ºc). E, contando do início de 2019, teríamos que esperar até o dia 6 de julho (7,7ºc) pela primeira mínima abaixo dos 9,8ºc em Teresópolis!!! (sem esquecer que maio e junho de 2019 foram excepcionalmente podres para o frio, mas mesmo assim muitos maios e junhos passam sem chegar aos 8,6ºc de hoje). Aliás, olhando nos arquivos do BAZ, vi que em dezembro de 2018 fez 12,9ºc em Valença e 12,8ºc em Três Rios, o que faz as mínimas de hoje nestes locais (16,7ºc e 18,4ºc) parecerem especialmente ruins. Foi realmente uma conjunção de fatores bem localizada que gerou estas mínimas de hoje na serra, ao contrário do ar frio mais generalizado de 2018. O comentário feito por alguns colegas mais cedo não deixa de ter validade também; por um lado é legal acompanhar estes eventos de frio tardio, mas por outro aumenta a frustração por não termos um único registro de frio histórico no trimestre mais frio (JJA) há tantos ano por aqui. E, como alegria de pobre dura pouco, esta semana já teremos um show de umidade alta com mínimas estagnadas entre 15ºc e 17ºc na auto de Friburgo... Mas não estou reclamando não, pois dezembro é mesmo um mês em que a umidade e a chuva são mais importantes, ainda mais considerando que tantas cidades do sudeste estão com chuva abaixo da média em 2019 (pena que a projeção para as áreas mais secas não esteja nada animadora, indicando um bloqueio duradouro para o norte de MG por exemplo.)
  11. Na madrugada de hoje, pelo segundo ano consecutivo (e faltando apenas um dia para completar um ano do histórico 09/12/2018), parte da Região Serrana do Rio de Janeiro registrou mínimas históricas para dezembro novamente, até um pouco abaixo das registradas no ano passado. Pela ausência de um ar frio muito forte para a época desta vez (ao contrário do ano passado), confesso que fiquei surpreso com a grande queda das mínimas nesta última madrugada, que superou com folga até as mínimas médias dos meses mais frios do ano (JJA) nas três primeiras estações da lista. A causa do forte resfriamento na serra fluminense (assim como em parte do leste de SP) hoje foi, principalmente, a presença de uma camada de ar seco entre os níveis baixos e médios da atmosfera (a UR bateu na casa dos 20% no Pico do Couto na manhã de hoje, e também em Nova Friburgo à tarde), o que intensificou o resfriamento radiativo já que as nuvens se dissiparam, e resquícios do ar de origem polar também ajudaram um pouco. Mas em 2018, com a presença de um ar frio mais forte, a queda de temperatura para níveis muito baixos ou históricos para dezembro foi bem mais generalizada, pegando também uma área maior de SP e MG (no leste/centro-leste) e do estado do RJ como um todo. Já na madrugada de hoje o frio esteve praticamente ausente das terras mais baixas ao norte/oeste da Região Serrana (Três Rios 18,5ºc e Valença 16,7ºc, mínimas absolutamente banais). A região metropolitana e as baixadas litorâneas tiveram ótimas mínimas para dezembro hoje, mas longe de serem históricas como no ano passado (No Alto fez 14,9ºc hoje e 12,2ºc em 2018, e em Jacarepaguá 16,2ºc contra 13,9ºc). Algumas mínimas de destaque registradas hoje na Região Serrana (históricas) e Região Metropolitana (bem abaixo da média, mas não históricas): Serras: Nova Friburgo auto IMET (área rural, 1065 m): 5,6ºc (supera os 6,1ºc de 2018 como a menor mínima registrada em dezembro na estação; entre 2010 e 2017 o recorde foi de 9,2ºc). Nova Friburgo UERJ (área urbana, 843 m): 8,3ºc (supera os 9ºc de 2018 na mesma estação, e os 9,2ºc da antiga convencional de Friburgo em 12/1977, valor que foi recorde da normal 1961/1990). Teresópolis auto INMET (991 m): 8,6ºc (supera os 8,7ºc do ano passado como recorde de dezembro desde 2006, quando a estação entrou em funcionamento). Segunda menor mínima absoluta mensal de 2019, atrás apenas de julho com 6,1ºc (09/07). Santa Maria Madalena auto INMET (517 m): 12,5ºc RM: Alto da Boa Vista Alerta Rio (320 m): 14,9ºc Nova Iguaçu Adrianópolis PWS (28 m, Baixada Fluminense): 15,5ºc Helicentro Guaratiba PWS (2 m): 15,7ºc Jacarepaguá auto INMET (20 m): 16,2ºc Vila Militar auto INMET (30 m): 16,7ºc (terceira menor em dezembro desde a abertura da estação em 2007, acima dos 14,5ºc de 09/12/2018 e 15,8ºc de 08/12/2018). Santa Cruz PWS: 17ºc Galeão aero: 18,5ºc Niterói auto INMET: 18,8ºc Depois desta madrugada fria para a época, a tarde foi amena para dezembro apesar do sol, com máximas entre 26ºc e 28ºc na maior parte da capital (pico de 29,9ºc na Vila Militar, mas não chegou a 25ºc em algumas praias da zona sul). A chegada de uma massa de ar bem mais úmido vai trazer mínimas muito mais altas para o restante da semana, mas o excesso de nuvens (com períodos de chuva) não vai deixar as máximas subirem muito, apesar do comportamento da atmosfera já típico de verão.
  12. Wallace Rezende

    Recordes e médias pluviométricas da sua cidade

    No Centro do Rio de Janeiro, existe uma série pluviométrica que está entre as mais longas da América do Sul (diria até das Américas), com dados praticamente contínuos de 1851 até os dias de hoje (em Fortaleza CE os registros foram iniciados na mesma época, mas não sei se foram contínuos no século XX). A estação funcionou nos seguintes locais (todos eles na área central da cidade do Rio, num raio onde as médias pluviométricas não apresentam variações significativas, ou seja, foi possível montar uma série relativamente homogênea). A altitude variou entre 3 m (Santos Dumont) e 61 m (Morro do Castelo). Os registros diários foram disponibilizados somente a partir de 1882. 01/01/1851 - 13/07/1922: Observatório do Rio de Janeiro, Morro do Castelo. 14/07/1922 - 28/02/1939: Ponta do Calabouço. 01/03/1939 - 10/06/1941: Av. Presidente Wilson. 11/06/1941 - 31/10/1973: Praça XV de Novembro. 01/11/1973 - 31/12/1991: Marina da Glória/Aterro do Flamengo (final da série contínua INMET) 01/01/1992 - 31/12/2004: Aeroporto Santos Dumont # 01/01/2005 – dias de hoje: Saúde (sub-bairro do centro, dados do INMET até 03/2017 e Alerta Rio depois, com o fechamento da convencional). # Os dados do Santos Dumont estão incompletos em vários meses (problemas no pluviógrafo, especialmente em 1998), por isso foram utilizados também dados da antiga estação do Alerta Rio, que ficava entre a Gamboa e a Saúde (mudou de endereço em 2013), para ajudar a estimar o total de alguns meses entre 1998 e 2004. Média anual (1981/2010): 1177 mm $ Máximo anual: 1820,7 mm (1966) Mínimo anual: 575,8 mm (1984) $ Ao contrário do que aconteceu na nossa vizinha São Paulo, as médias anuais se alteraram muito pouco ao longo de mais de 160 anos no centro do Rio de Janeiro, se mantendo em torno dos 1100 mm até os anos 1920, e entre 1150 e 1200 mm desde a década de 1940 (os dados da década de 1930 estão subestimados). Médias mensais: Jan: 142,2 mm Fev: 117,9 mm Mar: 131 mm Abr: 104 mm Mai: 78,2 mm Jun: 65,4 mm Jul: 56,4 mm Ago: 39,8 mm Set: 86,4 mm Out: 90,2 mm Nov: 109,7 mm Dez: 157,3 mm Máximos mensais: Jan: 617,6 mm (1966) Fev: 443,8 mm (1988) Mar: 468,6 mm (1916) Abr: 455 mm (1872) Mai: 408 mm (1853) Jun: 310,7 mm (1916) Jul: 168,5 mm (1989) Ago: 286 mm (1853) Set: 219,1 mm (1983) Out: 206 mm (1874) Nov: 415 mm (1851) Dez: 325,4 mm (1925) Mínimos mensais: Jan: 4,5 mm (1893) Fev: 0 mm (1977) Mar: 7,6 mm (2007) Abr: 2,9 mm (2002) Mai: 3,7 mm (1902) Jun: 0 mm (1869) Jul: 1,5 mm (1974, 2016) Ago: 0 mm (1879, 1884, 1925) Set: 1,1 mm (1963) Out: 3,7 mm (1961) Nov: 12 mm (1863) Dez: 31,9 mm (1891) Recordes diários desde 1882 (o horário de observação é desconhecido até a primeira parte do século XX, mas desde uma data indeterminada e até os dias de hoje é 9:00 da manhã no horário local, ou 12 UTC). Para os recordes diários, foram utilizados dados do Alerta Rio + INMET desde 1997. Jan: 237 mm (11/01/1966) Fev: 154,6 mm (19/02/1967) Mar: 151,3 mm (18/03/2003) Abr: 223 mm (24/04/1883) Mai: 216,6 mm (12/05/1897) Jun: 205,7 mm (17/06/1916) Jul: 97,8 mm (19/07/1977) Ago: 50,9 mm (30/08/1886) Set: 82,7 mm (20/09/2016) Out: 112,8 mm (25/10/2007) Nov: 103,6 mm (08/11/2018) Dez: 161,4 mm (24/12/2001) Obs: os dados sugerem que houve um aumento das chuvas fortes na primavera (os recordes diários nos últimos 4 meses do ano foram todos no século XXI), e uma diminuição no outono (os recordes mensais e diários entre abril e junho são muito antigos). Não faço ideia das causas, mas poderia ser uma coincidência também (embora me pareça mais provável que mudanças climáticas, mais ou menos antropogênicas, estejam por trás). Top 5 anos mais chuvosos: 1820,7 mm (1966) 1723,6 mm (1967) 1718,9 mm (1988) 1668,2 mm (2010) 1664,9 mm (1916) Top 5 anos menos chuvosos: 575,8 mm (1984) 585 mm (2014) 614,6 mm (1934)* 643,8 mm (1963) 666,9 mm (1933)* * Os índices pluviométricos muito provavelmente foram subestimados entre 1929/1930 e 1939 (em torno de 25%, estimo) por motivo desconhecido, mas optei por manter a lista conforme os dados disponíveis já que os primeiros lugares não foram afetados. Alguns recordes adicionais da cidade do Rio de Janeiro (levando em conta outras estações do INMET e postos pluviométricos do INEA espalhados por toda a área do município): Maior chuva anual: 3779,4 mm (Alto da Boa Vista/INMET, em 1998) Maior chuva mensal: 967,7 mm (Capela Mayrink/INEA, em 02/1988) - Estação bem perto do Alto da Boa Vista, que está com dados incompletos no mês. Maior chuva diária: 349,4 mm (Engenho de Dentro/INMET, em 26/02/1971)
  13. Em janeiro deste ano, ocorreu um fenômeno bastante incomum em Arraial do Cabo. A cidade não registrou um pingo de chuva até o dia 25/01, mas na noite deste deste dia o céu despejou 131,4 mm de chuva sobre a estação da cidade, após a formação de um intenso núcleo convectivo com muita atividade elétrica (que pegou também Cabo Frio), incluindo 112,8 mm em duas horas. Apesar de já estarmos em dezembro, achei que este evento merecia uma menção. Depois desta chuva, não voltou a chover até o dia 04/02. Ou seja, um mês que registrou precipitação em apenas um dia conseguiu superar a média mensal de chuva (e dentro do trimestre mais chuvoso), não é sempre que isso acontece! Na madrugada do dia 26 já não chovia mais, ou seja de fato toda a chuva do mês se concentrou num intervalo curtíssimo (99% da chuva do mês caiu em aproximadamente 3 horas!). A chuva provocou o rompimento de uma galeria de águas pluviais na Prainha, e deixou as praias de Arraial com um aspecto sujo por uns 2/3 dias (o que foi até confundido com despejo de esgoto), por conta do excesso de sedimentos que o aguaceiro súbito (após longo período de estiagem) carregou das encostas para o mar. Mas o mês mais molhado de 2019 na Região dos Lagos só viria em maio, com 350 mm em Arraial do Cabo, de longe o maio mais chuvoso já registrado naquela área, levando em conta também os dados históricos da antiga estação de Cabo Frio (em Iguaba Grande e Macaé a chuva também superou os 300 mm em 05/2019). Na cidade do Rio de Janeiro, outro núcleo convectivo formado um pouco mais cedo (neste mesmo dia 25/01/2019) provocou chuvas mais modestas, mas muitos raios, e um turista de Brasília morreu após a queda de um raio nas areias de Copacabana, perto do Copacabana Palace. Outra curiosidade é que a temperatura durante esta pancada de chuva alcançou os 19,9ºc em Copacabana (junto com 34 mm de chuva), e esta continuou sendo a mínima mais baixa do ano até junho! Esta pancada não impediu que janeiro de 2019 fosse o mais seco desde o início do monitoramento pelo Alerta Rio em 1997 (foram só 55 mm na capital em média entre 01/01 e 31/01/2019, a maior parte em 25/01), pois quase não choveu no restante do mês. A foto abaixo, tirada em 25/01/2019 em Copacabana (horas antes da formação do temporal de Cabo Frio/Arraial), e divulgada pela mídia na época, mostra o provável raio responsável pela morte do banhista (um pouco antes da chuva ganhar força).
  14. Oi Carlos, o ES é de fato bem "estreitinho", assim como o RJ, mas estas chuvas bem acima da média em novembro se concentraram mais numa faixa desde o litoral até a primeira barreira de serras (leste), e principalmente no centro-sul do estado (embora no litoral norte tenha chovido bem também, a chuva não avançou muito para dentro). Na faixa que vai da vertente interna das serras até a divisa com MG (grosseiramente falando, é como se passássemos uma linha imaginária "norte/sul" cortando o ES) a chuva ficou apenas dentro da média (e até abaixo em algumas cidades), o que evidentemente não compensou um ano que vinha registrando chuvas muito abaixo da média até então. Exemplo: em novembro choveu pouco mais de 200 mm em Marilândia (de longe o mês mais chuvoso do ano, até então o mês mais chuvoso havia recebido apenas irrisórios 65 mm). Com isso, o acumulado anual até outubro mal chegava aos 350 mm (digno de clima semi-árido), e mesmo após um novembro "camarada" este ano segue muito decepcionante. O acumulado de 2019 até agora não passa dos 583 mm. Em Ecoporanga a situação é parecida, foram apenas dois meses acima de 100 mm no ano (fevereiro e novembro), e ambos por muito pouco, não houve nenhum mês chuvoso nesta localidade do norte do estado em 2019. O acumulado em 2019 ainda é de 630 mm. Nova Venécia é outra estação que só (começou) a ensaiar uma recuperação das chuvas entre out/nov, mas registrou muito pouca chuva até setembro, e por isso já tem um déficit pluviométrico irreversível em 2019. De uma maneira geral, grande parte do interior do ES até registrou chuvas boas, mas nada excessivas, em novembro deste ano. A região da Grande Vitória é uma das poucas no ES que já alcançaram a média anual de chuva (com a ajuda das fortes chuvas de maio e novembro), a maior parte do estado deve fechar 2019 com chuvas entre um pouco (sul) e muito (partes do norte e oeste) abaixo da média. No RJ frequentemente acontece uma divisão entre as anomalias ao sul e ao norte da Serra do Mar, e meses muito chuvosos ao norte da serra (como janeiro de 2007) registram chuva até abaixo da média nas baixadas litorâneas (área que inclui a metropolitana), e vice-versa. O verão de 2019 começou seco mas depois as chuvas se recuperaram bem na maior parte do litoral do RJ (entre fev e maio), tanto que a capital alcançou a média anual entre setembro e outubro deste ano; por outro lado, o interior do estado teve um verão inteiro com chuvas muitos irregulares e seguiu bem seco até a primavera, só em novembro começou uma recuperação nas áreas mais ao norte. Marinhonani, o alerta do CPTEC é típico de chuva orográfica, mas não me parece ser um caso digno de alerta vermelho não, aqui na RM espero chuvas fracas ou moderadas na maior parte das áreas, embora alguns locais favorecidos pela orografia possam registrar volumes mais altos (o que acontece muito). Veremos o que vai sair desta cartola, assim que os ventos úmidos de sul/sudoeste começarem a formar nuvens orográficas nas serras costeiras de madrugada.
  15. Um cenário altamente desanimador para as áreas que mais necessitam de chuva este ano na Região Sudeste do Brasil, como o norte de MG (em especial o Vale do Jequitinhonha), e até mesmo algumas áreas do interior do ES, onde a recuperação das chuvas em novembro não foi suficiente para compensar o ano seco. A previsão indica que as instabilidades associadas à próxima frente devem impactar parte da área com maior anomalia negativa de chuva neste final de semana, mas depois deve se estabelecer uma alta pressão deixando o tempo seco por dias à fio, uma pena. Na pior das hipóteses, iria até o final do ano ou depois, mas eu espero que não. Claro que a chuva mais ao sul/oeste será bem vinda, até porque as chuvas em 2019 estão abaixo da média em grande parte do centro mineiro (caso de BH, e de muitas outras cidades) e até em áreas do sul de MG. Mas, como é de se esperar nesta época, algumas áreas poderão enfrentar excesso de chuva também, de forma mais isolada. Aqui na região metropolitana do Rio, depois de um começo de dezembro relativamente ameno, o dia foi muito abafado hoje sob efeito do vento norte (mas com pouco sol), e as máximas variaram entre 32ºc e 34ºc na maioria dos locais. Agora à noite o ar quente e úmido, junto com a aproximação de uma frente fria, gerou pancadas de chuva com intensidade entre fraca e moderada na zona sul e na maior parte da zona oeste da capital, e entre moderada e forte (mas de curta duração, sem maiores consequências) em parte da zona norte e em alguns pontos da baixada de Jacarepaguá. Aqui em Niterói choveu moderadamente, 15 mm entre 18:30 e 20:00 no INMET. Refrescou um pouco (24/25ºc no Ingá agora) mas continua abafado. Amanhã ainda pode chover um pouco, e o final de semana será de tempo mais firme (sol entre mais ou menos nuvens) e sem calor para a época.
  16. No Rio de Janeiro e Niterói essas história de frio/calor "normal/histórico" depende muito do bairro/grau de adensamento, até se deixarmos de lado os lugares mais altos. Exemplo: na Vila Militar mínimas entre 12 e 13ºc ocorrem em ondas de frio fracas todos os anos (ou até fora delas, quando o ar está seco em algumas noites), mas no Centro da cidade só em eventos históricos (como 2000). O mesmo vale para boa parte de Niterói, onde a mínima absoluta típica de um ano comum varia desde um pouco abaixo dos 10ºc até um pouco acima dos 15ºc. A mesma Vila Militar registra umas 50 máximas (valor bem aproximado) acima dos 35ºc num ano típico, mas na orla da zona sul são 2/4 vezes normalmente. Como a diferença entre os bairros e regiões é grande (e até dentro de alguns bairros, entre áreas mais ou menos adensadas), vou colocar apenas uma escala pessoal e 0% científica de temperatura na rua, para um dia de vento fraco, umidade mediana, e considerando que estou em movimento (caminhada em ritmo normal) num local onde passo mais tempo na sombra que no sol (esta escala não guarda relação com a RM do RJ, como fica claro no início; é 100% pessoal). Os décimos (23,1, 23,2, 23,3...) ficariam numa "zona de transição", mas é claro que na prática não funciona assim, pois até de um dia para o outro (ou no mesmo dia, em momento diferentes) não vou sentir da mesma forma as mesmas condições.. Muito frio: 5ºc ou menos Frio: entre 6ºc e 10ºc Friozinho: entre 11ºc e 15ºc Ameno: entre 16ºc e 23ºc (esta tem uma variação maior mesmo, preferi fazer assim pois é mais ou menos minha faixa de conforto) Abafado: entre 24ºc e 27ºc Quente: entre 28ºc e 31ºc Muito quente: entre 32ºc e 35ºc Sufocante: 36ºc ou mais. Se eu ficar totalmente parado, ou estiver caminhando no sol direto, os números serão bem diferentes. 25ºc já considero muito quente para andar no sol por mais do que alguns minutos, exceto se estiver ventando bem, e com 18ºc já prefiro a sombra ao sol para andar num dia pouco ventoso (se não for aquele sol baixo do amanhecer/entardecer). E claro que a umidade influencia muito também, sem falar no vento.. Já me senti relativamente bem andando com 26/27ºc e baixa umidade+vento. E já senti calor com 21ºc, umidade alta e ausência de vento. Não é para levar os números à ferro e fogo, foi só para dar uma ideia mesmo. Dentro de casa, me sinto melhor em repouso (ou relativo repouso) e com roupas bem leves se estiver entre 22ºc e 25ºc. Para a sensação do carioca típico, o que o colega aqui do Rio colocou é mais ou menos a realidade mesmo.
  17. Wallace Rezende

    Monitoramento e Previsão Europa - 2019

    Segue o boletim de novembro de 2019 na França no link abaixo, deixo só um resumo por aqui: Temperatura: dentro da média, anomalia de +0,2ºc (média nacional, comparada com a normal 1981/2010). Num dos gráficos do link é possível ver que as estações nos extremos sul e norte do país registraram pequenas anomalias negativas de temperatura (desvio máximo de -0,7ºc), e entre estas duas área as anomalias foram mais positivas (desvio máximo +1,1ºc). Nenhuma estação chegou perto do novembro mais frio ou mais quente já registrado, mas a precipitação abundante se traduziu em neve muito acima da média em algumas regiões montanhosas. Precipitação: foi um novembro muito chuvoso, o quarto mais chuvoso desde 1959 (ano de início das médias mensais nacionais). Foram 166 mm de chuva em média sobre sobre a França em 11/2019 (84% acima da média), atrás de 1996 (188 mm), 2000 (176 mm) e 2002 (172 mm). Nos pontos mais chuvosos (sudoeste do país) choveu mais de 500 mm, e algumas estações registraram o novembro mais chuvoso desde o início dos registros. Insolação: abaixo da média na maior parte do país, sendo que algumas estações (como Biarritz) registraram um novo recorde de baixa insolação (foram apenas 49 horas e 35 minutos de sol em 11/2019, contra uma média de quase 104 horas). Choveu ainda mais nesta parte do país, como eu já mencionei, e Biarritz particularmente registrou 462,9 mm de chuva ao longo de novembro (a média é de 185,9 mm). http://www.meteo-paris.com/actualites-meteo/gris-et-particulierement-humide-le-bilan-climatique-de-novembre-2019-04-decembre-2019.html Mudando de assunto, em Londres, uma das maiores ondas de frio já registradas ocorreu em janeiro de 1838 (em plena "pequena idade do gelo"), quando o antigo observatório de Greenwich amanheceu com -16ºc e registrou -11ºc ao meio-dia (20/01/1838), frio que nunca mais se repetiu depois desta data no distrito, que fica relativamente perto do Centro de Londres. No subúrbio de Chiswick este dia amanheceu com -20ºc, registro não oficial mas feito em termômetro abrigado segundo relatos. No centrão de Londres a mínima registrada ficou em torno dos -12/-13ºc no referido evento, sinal de que já havia uma ilha de calor significativa na primeira metade do século XIX.. Nos subúrbios de Londres existem registros não oficiais de mínimas abaixo dos -20ºc nos séculos XVIII e XIX, mas o recorde moderno aceito nos arredores de Londres foi de -16,1ºc em Northolt (janeiro de 1962). Na cidade mesmo a mínima é sempre mais alta, em 2010 a mínima chegou a cair um pouco abaixo dos -10ºc em alguns subúrbios, mas a área central não baixou dos -5/-6ºc). Em 12 de janeiro de 1987 fez -8,2ºc no Centro de Londres (London Weather Centre), mas depois disso nunca mais baixou dos -7ºc. As mínimas absolutas são tão ruins por lá por causa da Corrente do Golfo, e claro também da ilha de calor. Eu fiz uma pesquisa nos dados da estação de London City Airport (o aeroporto que melhor representa as mínimas do Centro de Londres, mas ainda é algo mais fresco nas mínimas em noites calmas pois fica depois de Greenwich vindo do centrão londrino). Trata-se de mínimas absolutas por ano desde 2000 (em alguns anos ocorreu em mais de uma data, são arredondamentos derivados de observações horárias). Estes dados dão uma ideia de como o inverno local é fraco para a latitude. O recorde da estação (desde 1988) foi de -7ºc em fevereiro de 1991. 2000: -3ºc (29/12) 2001: -2ºc (16/01) 2002: -3ºc (04/01) 2003: -2ºc (07/01) 2004: -2ºc (28/01) 2005: -3ºc (28/02) 2006: -3ºc (25/01) 2007: -2ºc (07/02) 2008: -2ºc (17/02) 2009: -4ºc (07/01) 2010: -6ºc (20/12) 2011: -2ºc (01/02) 2012: -6ºc (11/02) 2013: -4ºc (17/01) 2014: 0ºc (29/12) 2015: -2ºc (23/01) 2016: -1ºc (19/01) 2017: -3ºc (22/01) 2018: -5ºc (28/02) 2019: -1ºc (até agora, 2 vezes em jan e 1 em fev) Reparem que a data mais precoce da mínima mais baixa (num contexto de inverno) foi 20/12, e a mais tardia 28/02.
  18. Novembro de 219 foi um mês comportado na maior parte do RJ, com temperaturas variando entre um pouco abaixo (litoral) e um pouco acima da média (parte do interior do estado), mas dentro da normalidade em todas as regiões. O único destaque foi um pico de calor no dia 05/11, que quebrou alguns recordes mensais (caso de Teresópolis e Vila Militar, estações que operam desde 2006 e 2007). A chuva também oscilou em torno da média na maior parte do estado, com chuva acima da média restrita à partes do N/NO, e variando entre dentro e um pouco abaixo da média nas demais áreas. Resumo do mês em 2 automáticas do INMET na capital e nas autos de Niterói (Barreto, um dos pontos mais quentes da cidade) e Teresópolis (sede PARNASO). Em todas as estações novembro foi mais fresco que outubro em 2019 (médias horárias), com maior queda nas máximas e ligeiro aumento nas mínimas (resultado também do maior número de dias úmidos/nublados, e de MPs marítimas na segunda quinzena). Apesar das médias comportadas, as mínimas absolutas foram ruins (um pouco acima do esperado para um novembro típico) na maioria das estações. Teresópolis (991 m): Média máximas: 22,9ºc (1ºc menor que a de outubro, igual à 11/2018) Média mínimas: 15,9ºc Média 720 horas: 18,6ºc Maior máxima: 32,6ºc (05) - recorde mensal Menor máxima: 17,5ºc (24, 25) Maior mínima: 19,4ºc (05) Menor mínima: 11,7ºc (25) Maior média 24h: 24,5ºc (05) Menor média 24h: 13,8ºc (24) Precipitação total: 348,6 mm Precipitação máxima/dia: 64,2 mm (11) Rio de Janeiro Jacarepaguá (20 m): Média máximas: 28,1ºc (1,2ºc menor que a de outubro) Média mínimas: 20,2ºc Média 720 horas: 23,5ºc Maior máxima: 40,1ºc (05) Menor máxima: 22,9ºc (24) Maior mínima: 22,6ºc (09) Menor mínima: 17ºc (16) Maior média 24h: 27,9ºc (05) Menor média 24h: 20,6ºc (25) Precipitação total: 154,2 mm Precipitação máxima/dia: 58,4 mm (11) Rio de Janeiro Vila Militar (30 m): Média máximas: 29,5ºc (1,1ºc menor que a de outubro) Média mínimas: 21ºc Média 720 horas: 24,6ºc Maior máxima: 41,4ºc (05) - recorde mensal Menor máxima: 23,2ºc (24) Maior mínima: 23,8ºc (04) Menor mínima: 17,6ºc (27) Maior média 24h: 30,7ºc (05) Menor média 24h: 21,3ºc (24) Precipitação total: 114,2 mm Precipitação máxima/dia: 23 mm (11) Niterói (6 m): Média 720 horas: 25ºc Maior máxima: 41,4ºc (05) Menor máxima: 24,4ºc (24) Maior mínima: 25,1ºc (05) Menor mínima: 19,6ºc (26) Precipitação total: 74,2 mm Precipitação máxima/dia: 31,6 mm (11) Na PWS Davis da Praia do Pepino (ZS da capital), a maior máxima foi de 30,1ºc (15/11, única acima dos 30ºc no mês e a maior desde setembro). A mínima foi de 18,2ºc (21 e 22/10), e a média mensal não passou dos 22,6ºc (0,9ºc abaixo de outubro). Choveu 195,6 mm no mês, e o dia mais chuvoso registrou 70,1 mm (11/11).
  19. James Reynolds e Josh Morgerman estavam em Legazpi, que foi atingida pelo olho do tufão, e a pressão mais baixa registrada pelo segundo no olho foi de 962 hPa, valor bem modesto para um categoria 4 (em outros pontos do olho a pressão pode ter sido menor, mas não muito). O Josh relatou quem os ventos pareceram de categoria 4 mesmo, mas é preciso lembrar que ele estava em um hotel altamente exposto, de frente o mar e sem obstáculos na direção de onde soprava o vento. Eu apostaria que Kanmuri tocou o solo como um categoria 3, talvez com rajadas de categoria 4 nos locais mais expostos (como o Ma-On ao tocar o solo no Japão em 10/2004). O horizonte da cidade de Legazpi é dominado pelo muito fotogênico Monte Mayon (2463 m), um vulcão bastante ativo e com histórico de erupções severas, mas o clima excessivamente úmido da região muitas vezes obscurece a visão:
  20. No Rio de Janeiro, em termos relativos, este foi o resfriamento mais significativo do século XXI, sendo que até recordes mensais da normal 1961/1990 foram alcançados ou superados em algumas áreas do estado. Algumas mínimas de destaque do dia 09/12/2018: Alto da Boa Vista Alerta Rio (capital): 12,2ºc (menor temperatura que se tem notícia na cidade do Rio em dezembro, só julho e agosto registraram mínima menor em 2019). Jacarepaguá auto INMET (capital): 13,9ºc (menor temperatura em baixa altitude, só julho e agosto registraram mínima menor em 2019). Teresópolis conv INMET: 9,6ºc (talvez a menor para dezembro desde os anos 50, local altamente urbanizado no Centro). Teresópolis auto INMET: 8,7ºc (supera a mínima mais baixa de todos os meses de 2019, exceto julho). Nova Friburgo UERJ (área urbana): 9ºc (supera a mínima absoluta mensal da normal 61/90 na antiga convencional da cidade). Nova Friburgo auto INMET: 6,1ºc (recorde mensal, mas só funciona desde 2010). Um evento como esse é muito raro (ao menos para cá), duvido que teremos outro tão cedo. A mínima de São Paulo (capital) foi até modesta, assim como a de Curitiba; relativamente falando o Rio de Janeiro foi mais afetado. Depois disso, o verão chegou com carga total. Voltando para 2019, dezembro começou com um dia bem normal no Rio de Janeiro, sem maiores destaques. A manhã foi mais abafada, e à tarde o vento sul/sudoeste refrescou um pouco o ar. Choveu bem fraquinho (0,2 a 1,2 mm) e por muito pouco tempo em alguns bairros da capital no meio da tarde.. A previsão para os próximos dias na Região Metropolitana do Rio de Janeiro indica predomínio de muitas nuvens e temperaturas comportadas, com chuvas isoladas e de baixo volume.
  21. Temperatura média e extremos de novembro de 2019 em estações espalhadas pela cidade do Rio de Janeiro. Vale destacar que a temperatura média de novembro foi inferior à de outubro (entre 0,3 e 0,9ºc) em todos os pontos de medição, apesar do mês ter registrado a maior máxima do ano em Jacarepaguá, Galeão e Vila Militar (no dia 05/11). Das estações relacionadas abaixo, só a Praia do Pepino registrou a máxima do mês no dia 15, as demais registraram no dia 05. Rampa da Pedra Bonita PWS (alt 520 metros): 20,5ºc (15,4ºc/34,2ºc) Praia do Pepino PWS: 22,6ºc (18,2ºc/30,2ºc) Jacarepaguá auto INMET: 23,5ºc (17ºc/40,1ºc) Santa Cruz aero: 23,9ºc (18ºc/38,1ºc) Galeão aero: 24,3ºc (18,8ºc/40,2ºc) Vila Militar auto INMET: 24,6ºc (17,6ºc/41,4ºc) A estação da Praia do Pepino fica em São Conrado, último bairro costeiro da zona sul antes da zona oeste (Barra), as de Jacarepaguá e Santa Cruz na zona oeste, a do Galeão na zona norte, e a da Vila Militar entre as zonas norte e oeste. Estações aproximadamente ao nível do mar, com exceção da primeira.
  22. De maneira geral, foi um novembro fraco para chuvas em MG, numa olhada superficial nas convencionais de MG contei 13 com chuva abaixo da média (desde bem pouco até muito abaixo), 5 com chuva acima da média e 2 com chuva na média (Paracatu e aí em Juiz de Fora, com desvio negativo abaixo dos 10 mm cada uma, ou seja desprezível). Caparaó foi a estação com desvio positivo mais significativo (choveu mais de 300 mm, quase o dobro da média), e Pedra Azul foi das mais secas (menos de 15 mm para uma média acima de 150 mm). Se levar em conta em conta a variação (desvio) normal, aumenta o número de estações na média (BH entraria no bolo), mas as estações abaixo da média ainda ganham das acima da média. No Rio de janeiro também foi mais ou menos como mostra o mapa, com anomalias positivas em parte do norte do estado e mais dentro da média (um pouco acima ou abaixo) nas demais regiões. As chuvas foram bem vindas no norte do RJ, reduziram as anomalias negativas de 2019 em algumas áreas. Mas se dezembro não for chuvoso não terá adiantado muita coisa, pois boa parte do estado está abaixo da média em 2019, com destaque para o interior. No litoral do NE novembro fez jus à fama de ser um dos melhores meses para o veraneio, choveu muito pouco em todas as capitais exceto por Salvador (onde a chuva superou a média, mas se concentrou em 1/2 dias). João Pessoa convencional até zerou. Em 2018, São Luís(MA) estraçalhou a média mensal de novembro aos 45 do segundo tempo, choveu 159,2 mm no dia 30/11 (recorde isolado do mês, umas dez vezes a média!) Eu já vi alguns mapas de anomalia do INPE bem ruinzinhos, mas este até que ficou bom para o SE de um modo geral.
  23. Novembro de 2019 foi comportadíssimo no Rio de Janeiro, com chuva e temperatura dentro da normalidade. A nota dissonante foi uma máxima de 41,5ºc no dia 05/11 (em Realengo), a maior do ano na capital fluminense e a maior em novembro desde 1993, quando fez 41,6ºc em Bangu. Tirando isso, tivemos dias mais abafados e outros relativamente amenos, totalmente dentro do normal para novembro, embora a atuação da ressurgência (mais na segunda quinzena, que traz águas frias para as praias) tenha deixado a temperatura abaixo da média por vários dias na orla marítima. No aeroporto do Galeão (ZN), que é uma espécie de meio termo entre bairros mais quentes e amenos da cidade do Rio, a temperatura média foi de 24,3ºc em 11/2019 (28 e 21 de média das máximas e mínimas). Hoje trago o resumo pluviométrico do mês, que fechou um pouco abaixo da média 1997/2018, mas totalmente dentro da variação normal. Faz muito mais sentido considerar o mês que recebe a média (+ e ­– um valor “X”, que pode ser o desvio padrão) como um novembro normal, seco quando ficar abaixo da “média - X”, e úmido acima da “média + X”. A média da chuva recebida pelos 33 pluviômetros do Alerta Rio em novembro de 2019 foi de 121,2 mm (contra 134,5 mm de média). A média de novembro foi a quarta maior do ano no período de monitoramento do Alerta Rio (1997/2018), perdendo para dezembro, janeiro e março. O acumulado anual médio da cidade alcançou os 1437,5 mm, acima da média de (aproximadamente) 1250 mm. Nos últimos 22 anos, o desvio padrão foi de 39 mm em novembro, o que coloca a “normalidade” entre 95,5 mm e 173,5 mm (não que chover abaixo do primeiro valor ou acima do segundo seja “anormal”, palavra que detesto e quase sempre enganosa em climatologia, mas podemos dizer “seco” e “chuvoso” nestes casos, embora o ideal seja ter uma série maior para o próprio cálculo do desvio). Abaixo a chuva acumulada em cada mês de novembro (média de todas as estações) desde 1997: No Centro da cidade do Rio choveu 89 mm e no Alto da Boa Vista 301 mm em 11/2019, valores dentro das faixas de normalidade em ambos os casos (talvez um pouco acima no Alto, onde a média mensal gira entre 230/240 mm com alguns anos faltando, o que deixa a incerteza maior). A região central do Rio, que conta com observações de chuva desde 1851, já registrou extremos de 12 mm e 415 mm em novembro, ambos num passado remoto (1863 e 1851). A média 1981/2010 foi de 112 mm, com desvio padrão de 54 mm (na normal 1961/1990 a média foi de 100 mm). Depois do fechamento do mês posto dados mais completos de algumas estações que monitoro, chuva e temperatura.
  24. Como eu queria responder aqui, citei outra mensagem sua e troquei o conteúdo (pela mensagem postada hoje no tópico da América do Norte). Em janeiro de 2016 uma potente onda de frio avançou pela Península da Coreia, oeste do Japão e centro-leste da China, sendo que nas terras baixas mais ao sul da China foi o frio mais potente do século XXI. Partes de Laos, Camboja e Tailândia e Vietnã também foram afetadas por este pulso polar. Em Nanning caiu "sleet" (graupel) e fez 1ºc na manhã do dia 24/01, e à tarde mesmo com o tempo mais aberto não passou de 6ºc. https://www.wunderground.com/history/daily/hk/islands-district/ZGNN/date/2016-1-24 Na mesma tarde do dia 24/01/2016 Hong Kong registrou a menor mínima (vocês não leram errado, foi "mínima" e "tarde" mesmo) desde 1957, com 3,1ºc no Observatório de Hong Kong (após máxima de 7,1ºc no início da madrugada). Chovia fraco na hora da mínima no observatório (HKO), com chuva congelada nos pontos elevados do território, inclusive no topo da ilha de Hong Kong (Victoria Peak, onde a mínima foi de -1ºc neste dia). O Tai Mo Shan (ponto mais alto do território de Hong Kong, com 957 metros) registrou neste histórico dia 24 de janeiro máxima de -3,1ºc, mínima de -6ºc e média de -4,9ºc! Mas... apesar da temperatura bem negativa com precipitação, não caiu um floco de neve! A causa de tamanho "absurdo"? Pois bem, este ar frio era extremamente raso (assim como as massas de ar que avançam por MT/RO/AC/AM, Bolívia..), e o auge dele estava justamente na faixa dos 1000 metros acima do nível do mar (mais ou menos a altura do Tai Mo Shan); logo acima dos 1100 metros (lembro de ter visto uma sondagem na época) a temperatura disparava para quase 10ºc (postivos), e permanecia positiva até quase 2500 metros (depois havia uma fina camada levemente negativa mas voltava a positivar acima dos 3000 metros)! Com isso, apesar da temperatura negativa o dia inteiro com precipitação, praticamente tudo caiu como chuva congelada no cume do Tai Mo Shan, e houve um breve período de "sleet" (graupel) também, possivelmente quando o limite superior da massa de ar frio subiu um pouco e deu tempo de alguma coisa congelar antes de tocar o chão. Certamente foi a maior frustração para amantes da neve, mas por outro lado o frio em superfície (e até pouco acima dos 1000 metros, como vimos) foi um dos mais fortes já registrados, perdendo apenas para a onda de frio de janeiro de 1893, quando fez 0ºc no observatório de Hong Kong e -4ºc em Victoria Peak com congelamento severo (Tai Mo Shan não tinha monitoramento ainda, mas dizem que foi coberto pela neve). Nesta onda de frio de 01/1893 choveu misturado com neve em Haikou e Macau. Mais ao norte, na ilha de Taiwan, nevou nas colinas ao redor de Taipé (500/1300 m) pela primeira vez em décadas em janeiro de 2016, mas ali estava negativo em altitude também. Em dezembro de 2013 houve outra onda frio, que não foi muito forte ao nível do mar, mas tinha um suporte em altura muito maior, e por isso nevou em vários pontos da província de Yunnan (China) onde quase não neva (como na cidade de Dali), e caiu uma boa neve até nas montanhas no norte do Vietnâ, como podem ver abaixo: Nota: não é raro nevar nas montanhas do norte do Vietnã, mas com este volume (e acumulando bem até nos vales montanhosos habitados) como nesta ocasião é bem incomum.
  25. Ontem (quarta-feira) a madrugada ainda foi influenciada pelos restos mortais da massa de ar mais fresca que atuou nos últimos dias, mas do amanhecer em diante a advecção de uma massa de ar quente continental fez a temperatura subir com rapidez, e boa parte da região teve uma tarde de verão. Para complicar mais as coisas, a ressurgência ainda deixou a água fria nas praias cariocas e niteroienses, e a atuação diferenciada das brisas fez as máximas variarem muito entre os litorais das zonas sul e oeste da capital. No Forte de Copacabana (ZS, onde a brisa soprou do mar para o continente o dia todo) a máxima não passou dos 24,9ºc, mas na Marambaia (ZO, onde o vento soprou da terra para o mar do amanhecer até o início da tarde) esquentou até 36,1ºc. A estação Marambaia/INMET registrou tanto a menor mínima quanto a maior máxima (esta empatada com a Vila Militar) da cidade do Rio de Janeiro; a mínima ocorreu no início da madrugada, auxiliada pela baixa temperatura da água do mar (no meio da madrugada o vento continental começou a soprar e já esquentou uns 5ºc antes mesmo do sol nascer), e a máxima foi registrada durante os ventos continentais no início da tarde. A amplitude térmica se aproximou dos 20ºc em vários pontos, com mais de 20ºc de amplitude em uma PWS da Baixada Fluminense. O dia seguiu com muito sol entre algumas nuvens altas até o meio da tarde, quando a nebulosidade começou a aumentar desde o oeste (sempre nuvens altas, do tipo cirrus), e o entardecer foi de céu praticamente nublado já. A madrugada começa nublada, mas somente por nuvens altas e finas, sem condições de chuva. No Ingá faz 23/24ºc agora e bate uma brisa. Hoje a chegada de áreas de instabilidade deve provocar alguma chuva (sem maior intensidade), principalmente entre a tarde e a noite. Do final de semana até meados da semana que vem o tempo vai continuar instável, com pouca chuva mas longos períodos de muita nebulosidade e nenhum ar frio, apenas temperaturas comportadas por efeito da nebulosidade. Os extremos de ontem pela região: Ilha do Fundão LAMCE PWS: 20,9ºc/32,1ºc Morro da Urca PWS (ZS): 19,2ºc/29,1ºc Ipanema/Lagoa PWS (ZS): 20,8ºc/25,9ºc São Conrado PWS (Praia do Pepino, ZS): 19,3ºc/25,6ºc Rampa Pedra Bonita PWS (520 m): 17,9ºc/29,1ºc Helicentro Guaratiba PWS (ZO): 17,6ºc/35,4ºc Santa Cruz PWS (aeródromo Armando Nogueira, ZO): 20,7ºc/34,8ºc Nova Iguaçu Adrianópolis PWS (Baixada Fluminense): 16,5ºc/36,9ºc Galeão aero (ZN): 19ºc/33,2ºc Santa Cruz aero (ZO): 20,1ºc/35,1ºc Duque de Caxias Xerém INMET (Baixada Fluminense): 16,5ºc/36,1ºc Niterói INMET: 19,7ºc/35,7ºc Marambaia INMET: 16,8ºc/36,1ºc Jacarepaguá INMET: 17,7ºc/34,1ºc Vila Militar INMET: 17,6ºc/36,1ºc A foto do início da tarde de ontem no Centro do Rio mostra que o sol ainda predominava (mas as nuvens altas já aumentavam à oeste, que não aparece na foto). A temperatura estava em torno dos 30ºc.
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