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Brasil Abaixo de Zero

Wallace Rezende

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  • Birthday 11/13/1990

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    Niterói - Rio de Janeiro, RJ

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  1. E a previsão para hoje foi um "grandicíssimo flop” no Rio de Janeiro, para LuluBros nenhum botar defeito.😆 Ao contrário do indicado por todos os sites e modelos, não caiu um pingo de água do céu desde antes do amanhecer até o meio da tarde na maior parte da Região Metropolitana do Rio (depois do meio da tarde uns 3 pingos em Niterói e logo parou). No momento só chove, e muito fraco, em alguns bairros entre o mar e montanha na zona sul Rio, e pela manhã chegou a sair um bom mormaço. Além da chuva não ter se concretizado, o dia foi mais abafado do que eu esperava. A máxima mesmo não passou de 24ºc, mas com o pouco vento e a umidade sempre lá em cima a sensação após uma caminhada levemente acelerada era de calor, e deu até para suar com muito pouco esforço (lembrei que a estação mais quente e úmida bate às portas, e aqui ela sempre é de longe a mais longa do ano). Foi engraçado ver um bocado de gente com roupa de frio hoje, pois mesmo para os muito humildes padrões do Rio de Janeiro não foi um dia nada frio para a época. Mas o céu nublado sempre tem um efeito psicológico, já notei que isso importa mais que a temperatura para muita gente. A previsão ainda indica chuva fraca para a noite de hoje e jogou parte da chuva para sexta-feira, mas está totalmente desacreditada agora e o que vier está bom. A chance de alcançarmos o índice pluviométrico médio de agosto 2018 diminuiu bastante depois de hoje, mas como já estávamos acima da média no mês esta chuva não vai fazer falta também. Renan, de fato a diferença da automática INMET para a sua estação faz muito mais sentido, assim como para a nova estação do sjmolive, levando em conta não só a altitude mas também o posicionamento do INMET (topo). E realmente a situação das normais fica um pouco prejudicada por ser muito difícil determinar quando uma começou a ficar mais quente que a outra nas máximas, o jeito é dar uma margem de erro maior. No caso das mínimas, diferença dentro do esperado, tudo ok.
  2. A primeira vez que diferença entre automática e convencional de Juiz de Fora me chamou a atenção foi naquela onda de calor de outubro de 2014, quando a convencional marcou 36,6ºc e a automática não passou de 35,..ºc. Pena que o INMET não disponibiliza os dados das automáticas para consulta da forma como faz com as convencionais pelo BDMEP, que seria mais fácil tentar comparar essas diferenças ao longo do tempo. Se for mesmo um problema no termômetro de máxima não será a primeira vez, foi exatamente isso que aconteceu na convencional de Brasília ("nas barbas" do INMET) por quase 2 anos até ser corrigido sorrateiramente em junho de 2017 (o termômetro de máxima foi trocado, evidenciado pelo fato de que um dia do mês ficou sem máxima, e a partir do dia seguinte as diferenças, que sempre rondavam 1ºc/1,5ºc, voltaram à estaca zero). Um pequeno teste com os dias mais quentes de 2014 e 2015 em Juiz de Fora já indica uma diferença acima do esperado entre a leitura das 18z e a máxima. Ainda que em alguns dias a passagem de nuvens/instabilidades certamente responda pela maior flutuação, acho que a diferença média está grande. Claro que esta comparação fica muito prejudicada sem os valores horários da automática, e até sem saber a pontualidade do observador (sim!), mas segue como curiosidade que pode levar a uma investigação melhor. Uma comparação da diferença média entre "18z aut X Tmax aut" e "18z conv X Tmax conv" por um período de dias seria interessante. 14/10/2014: 36,2ºc(Tx) 31ºc (18z) 19/10/2014: 36,6ºc(Tx) 32,1ºc (18z) 25/09/2015: 35,3ºc(Tx) 32,4ºc (18z) 16/10/2015: 35,6ºc(Tx) 33,8ºc (18z) Mas fica uma dica: se alguém tiver a disponibilidade de fazer, tendo um termômetro digital calibrado, tentar pedir ao observador que deixe o seu digital passar uma temporada no abrigo (ao menos 24 horas, de preferência ao menos uma vez com tempo aberto), e depois comparar com os valores anotados. Já ajudaria a testar hipóteses como superaquecimento do abrigo ou termômetro de máxima descalibrado. Também há o famoso erro de paralaxe, não deveria acontecer algo tão básico mas nunca se sabe. Abordagem científica deixa todas as possibilidades em aberto. Voltando ao monitoramento: até agora a mudança do tempo foi mais lenta que o esperado na Região Metropolitana do Rio; não digo a queda de temperatura que seria bem lenta mesmo e sem destaques (está dentro do script), mas quase todas as previsões já indicavam uma chuva mais generalizada (ainda que fraca) na noite de hoje, e até agora só tivemos chuviscos esparsos e chuva fraca isolada. Agora 22ºc e sem chuva em Niterói, só chuviscou muito fraco mais cedo. Continua a previsão de tardes frescas para toda a semana, com noites sem maior queda de temperatura típicas do tempo nebuloso.
  3. Oi Aldo, na verdade eu já havia encontrado as estações, mas queria ver pelo Street View também que dá uma ideia bem melhor dos obstáculos no entorno e ainda das condições gerais da estação, isso que não foi possível no caso de Juiz de Fora onde carro do Google não pôde avançar além da obra (não dá para ver fotos da maioria das estações pelo Street View, mas ali havia uma chance por passar uma pequena rua entre a auto e conv). Mas de fato eu reparei que o posicionamento de algumas estações no mapa melhorou nos últimos tempos.
  4. Renan, uma curiosidade.. como você está fazendo com as anomalias de Juiz de Fora? Digo isso pois há uma diferença média entre automática e convencional na casa dos 1,5ºc nas máximas, e isso vem de vários anos (em 2014 lembro que já era assim, mas suspeito que vem de muito antes, só que eu não acompanhava). Assim como vocês considero os valores da automática mais realistas para a altitude e posição da estação, mas a possibilidade da convencional estar com estes valores mais altos desde a época das normais, ou ter começado a aquecer mais em algum momento no meio do período da normal, complica bastante a coisa. O INMET realmente não facilita a nossa vida. Aqui eu diria que agosto deve fechar dentro da média; prefiro considerar anomalias de até 0,5ºc mais ou menos como dentro da média, e se isso de fato acontecer será o terceiro seguido nesta condição também (temos uma alta correlação com Juiz de Fora, como não poderia deixar de ser). O último agosto ligeiramente quente por aqui foi o de 2016 (mas ainda no limite da média, depende da metodologia), e o último quente de fato em 2015. Mas depois do primeiro semestre de 2019 ter ficado entre os mais quentes da história das observações em grande parte do Sul e Sudeste puxado por jan/abr/mai/jun (e ter sido o mais quente em muitas cidades), esta mudança de padrão de julho para cá era no mínimo uma obrigação, já estava ficando bizarro demais mesmo levando em conta o aumento das médias globais. Outro dia estava usando o Google Street View para tentar achar a estação de Juiz de Fora, mas não deu pois havia uma obra com instalações temporárias e placas de compensado pintadas de vermelho e branco perto do alto da rua, bloqueando a passagem. Ia tentar ver se se o fato da convencional estar num ponto mais abrigado (mais ao centro do topo/alto de encosta, enquanto a automática está num ponto mais exposto na borda), algo que detectei já na imagem de satélite, poderia deixar a convencional mais protegida do vento, justificando o maior aquecimento do abrigo. Uma estação muito boa de encontrar com o Maps foi a convencional de Bagé; basta procurar por "peruzzo avenida espanha" e logo aparece uma gramado delimitado por 4 ruas; o cercado da estação se destaca à esquerda já na imagem de satélite, e colocando o street view na rua bem ao lado (Narciso Sune) há uma ótima visibilidade para a estação, que fica num pequeno montículo gramado, talvez para evitar acúmulo de água na base da estação quando chove mais forte.
  5. Esquece esse wunderground antigo, o site comum agora já traz os décimos e permite mudar de fahrenheit para celsius (e polegadas para milímetros) normalmente: https://www.wunderground.com/dashboard/pws/IPRCURIT10/graph/2019-08-18/2019-08-18/daily Além disso, voltaram com as médias diárias verdadeiras que levam em conta todas as observações da estação (no início era assim, mas nos últimos 2/3 anos passaram a exibir apenas a muitas vezes enganosa média simples), e agora finalmente caíram na real voltando com as médias completas. Hoje o dia foi bastante modorrento por aqui, com nuvens baixas escuras grudadas na Serra da Carioca (que se avista de Niterói, e fica no município Rio de Janeiro) o dia inteiro, e um céu com aspecto meio sujo nas demais direções (possivelmente algum efeito da fumaça), mas sem precipitação mensurável ainda. Há previsão de períodos de chuva a partir da noite de hoje e ao longo do dia de amanha, depois passando a chuviscos isolados pelo resto da semana. O extremos do dia até agora foram de 24,2ºc (2:29 am) a 22,1ºc (agora) na PWS da Ilha do Fundão, com mínima prevista para o final da noite. O INMET de Niterói (mais afastado da água) conseguiu uma mínima de 19,9ºc no início da madrugada com céu ainda aberto, e a máxima ficou em 24,6ºc.
  6. Como era esperado, o domingo foi de sol entre nuvens altas (cirrus) bem finas e bastante calor, com máximas acima de 30ºc em praticamente toda a Região Metropolitana e até encostando nos 35ºc em alguns pontos. Como disse o Renan, o vento de norte/noroeste também trouxe um ar mais seco com umidade mínima entre 20 e 30% sendo registrada em grande parte das estações (a amplitude alcançou os 20ºc em pontos isolados pelo segundo dia seguido). Amanhã o dia ainda vai começar abafado, mas já durante a manhã a mudança que nos trará uma semana úmida e com tardes frescas poderá ser sentida, com a chegada dos ventos que sopram do mar. Extremos de hoje pela região: Ilha do Fundão CENPES PWS (ZN): 19,4ºc/32,3ºc Ipanema/Lagoa PWS (ZS): 21,3ºc/30,6ºc Praia do Pepino PWS (São Conrado, ZS): 19,6ºc/32,2ºc Rampa Pedra Bonita PWS (520 m): 20,7ºc/28,6ºc (ainda 26,2ºc agora) Helicentro Guaratiba PWS (ZO): 14,6ºc/33,2ºc Santa Cruz PWS (aeródromo Armando Nogueira, ZO): 18,7ºc/31,9ºc Nova Iguaçu cidade PWS (Baixada Fluminense): 19,3ºc/33,7ºc Nova Iguaçu Adrianópolis PWS (Baixada Fluminense, semi-rural): 13,9ºc/34,2ºc Niterói INMET: 16,3ºc/33,3ºc Duque de Caxias Xerém INMET (semi-rural): 14,1ºc/33,5ºc Marambaia INMET: 16,4ºc/34,1ºc Jacarepaguá INMET: 13,1ºc/33,5ºc Vila Militar INMET: 14,3ºc/33,4ºc Agora alguns registros desta tarde de domingo calorosa, que terminou com Cirrus iluminadas pelo sol:
  7. Algumas previsões estão até sugerindo chance de trovoadas isoladas essa semana no Rio, o que é bem incomum em sistemas deste tipo nesta época (a última trovoada aqui foi entre os dias 14 e 15 de maio). Existe a chance de bons acumulados nos cinturões orográficos, o que aumentaria os já significativamente acima da média índices pluviométricos do mês em bairros do Rio como o Jardim Botânico (154 mm até agora) e Alto da Boa Vista (237 mm). Segue a chance de agosto de 2019 se tornar o mais chuvoso desde 2003 na cidade do Rio, para isso o índice médio na cidade durante a semana só precisa superar os 26,5 mm. Em Niterói temos 55 mm no INMET, já um pouco acima da média de agosto, que é a menor do ano (40/50 mm). Outro destaque é que teremos vários dias com máximas amenas, possivelmente o maior período contínuo de tardes frescas do ano, e mesmo com mínimas dentro da média as tardes amenas da semana que vem vão contribuir para deixar agosto (que está com temperatura dentro da média até agora) um pouco abaixo da média. Mas como há possibilidade de calor nos últimos dias do mês (longe ainda para cravar), segue indefinido o destino das anomalias térmicas finais de agosto, só aposto que serão pequenas (para mais ou menos). Antes disso teremos um último dia de sol e calor amanha, e a noite segue com tempo aberto e 21ºc por aqui.
  8. Aldo, eu venho acompanhando os resumos diários das estações do INMET por vários anos e posso dizer as duas situações acontecem, ou seja, os dados de chuva mais confiáveis parecem vir da automática em alguns casos e da convencional em outros. Mas no atacado você está certíssimo, pois as falhas/entupimentos nos pluviômetros das estações automáticas são muito mais recorrentes que na rede convencional, a ponto de inutilizar completamente os dados das automáticas para fins de cálculo das normais climatológicas de precipitação. O grande problema é que a capacidade e rapidez da manutenção do INMET estão muito abaixo até de um nível que, apesar de bem abaixo do ideal, daria um mínimo de operacionalidade à rede para fins climatológicos. Por exemplo: na maior parte dos países desenvolvidos a rede de estações climatológicas já foi praticamente toda automatizada, mas quando algum equipamento deixa de funcionar o reparo/substituição é providenciado geralmente em poucos dias (exceto por estações em áreas remotas, onde com raras exceções costuma demorar no máximo 1/2 semanas), de maneira que pouquíssimos dados se perdem durante o ano e o cálculo das médias mensais/anuais é pouco afetado. Aqui a situação é muito diferente, o tempo médio para reparo de um pluviômetro que deixa de registrar a chuva que cai (com raras exceções) é de vários meses, e perde-se uma quantidade muito grande de dados. Exemplos reais: Nova Friburgo INMET começou a funcionar em outubro de 2010, mas só tem dados de chuva completos em 2011 e 2012. Todos os anos de 2013 para cá estão com dados pluviométricos incompletos, e nos anos mais recentes o equipamento não funcionou corretamente por vários meses (em 2019, ficou totalmente inoperante entre meados de março e meados de julho). Na Vila Militar, a estação com 11 anos de funcionamento tem apenas 3 anos de dados pluviométricos completos. E em lugares mais remotos como no Norte do país o problema é ainda maior, algumas estações chegam a passar o ano inteiro sem dados confiáveis. Até em estados ricos como São Paulo algumas estações têm grandes buracos nos dados (não só de chuva). Barra Bonita, por exemplo, está com dados de chuva zerados desde 2018, e mais da metade das estações do estado já perderam uma grande quantidade de registros só em 2019. Caso o INMET acabe com todas as convencionais, será quase como decretar o fim da climatologia de precipitação no Brasil (restarão postos manuais como os da ANA e eventuais órgãos estaduais, mas nada do principal órgão de monitoramento do tempo e clima no país). Creio que todos sabem das dificuldades orçamentárias enfrentadas pelo INMET e demais órgãos públicos do Brasil, mas seria ingenuidade resumir tudo a isso. Além de haver quadros parasitários dentro do INMET (assim como gente boa também, mas o primeiro grupo atrapalha bastante o segundo), o foco da operação das automáticas está mais em fornecer dados em tempo real para alimentar previsões que na qualidade e continuidade dos registros em médio/longo prazo... Para vocês terem uma ideia do nível de desinteresse de certos burocratas, até um erro óbvio nos registros da estação convencional central da rede (em Brasília) foi finalmente detectado e corrigido após 2 anos em 2017, mas todo um histórico de dados ruins gerados por este problema foi totalmente ignorado. Simplesmente trocaram o termômetro de máxima defeituoso (superestimava a temperatura), e não se deram nem ao trabalho de substituir os dados errados pelos da estação automática ao lado, que por acaso estava funcionando perfeitamente e serviria justamente para isso.
  9. Digo mais Carlos Campos, não só não precisa haver ar frio (na atmosfera livre da área em questão) para gear em baixadas bem protegidas, mas pode até haver quente (acima das médias da época), desde que seco. Lembro bem de um ano, acho que 2013 ou 2014, em que logo no segundo dia de janeiro houve uma negativa (-0,1 ou -0,2ºc) no posto Marcão em Itatiaia, e era um período em que as máximas e até mínimas andavam bem acima da média pelo sudeste (mas o ar estava mais seco e estável que o normal para janeiro). E no verão passado a menor mínima do verão no campo Belo (1ºc) o ocorreu no início de fevereiro, quando São Paulo quebrava recordes mensais de calor com mais de 36ºc (ar muito quente, mas seco para a época). O próprio recorde de inverno no baixadão do Campo Belo (acho que -13ºc em 07/2016) ocorreu numa madrugada em que o Massena estava com "medianos" 5ºc, mas o ar estava estupidamente seco e parado. Claro que Itatiaia é um mundo a parte, mas isso (gear com temperatura em altura até acima das médias climatológicas) é bastante comum também em lugares habitados da Mantiqueira (como Delfim Moreira, Maria da Fé...) e nas terras altas de RS/SC/PR (Ausentes, São Joaquim, Urupema, Bom jardim da Serra, Piraquara...). Já cansei de ver geada nos baixadões da Serra Catarinense quando a área estava sob a influência de massas de ar muito mais quentes que a média, e isso ocorre desde que o ar seja suficientemente seco e haja pouco vento para perturbar a camada de inversão. Ex: amanhecer perto de zero ou um pouco negativo e chegar a quase 25ºc à tarde em Urupema (geralmente nestes dias topos como INMET SJ e MI mal baixam dos 10ºc, denunciando o ar já aquecido em altura). Sem esquecer do bizarro 04/09/2011, quando o Pico do Couto amanheceu com 16ºc e umidade quase zerada e a auto da zona rural de Friburgo com recorde de frio (-1,1ºc). Essas massas de ar seco muitas vezes tem origem polar, mas ainda podem produzir condições propícias para geadas em baixadas protegidas muito depois de perderem todo o ar frio original (tendo se tornando massas de ar quente), e só restar a secura. Talvez isso seja o tal “ar frio velho” de que falam, mas prefiro chamar de “ex-ar frio” (a atmosfera mesmo já está quente, só que condições ideais para resfriamento radiativo provocam mínimas pontuais ainda baixas). E creio ser exatamente o caso aí da sua região hoje, o ar em altura está bem quente para a época (evidenciado pela máxima de ontem e pelo calor de hoje também, mas como havia pouco vento e ar seco em altura chegou a gear fraco nas baixadas cedo). Aqui estamos na mesma situação, a massa de ar em altura não está nada fria, mas uma camada de ar seco e a calmaria ainda favoreceram mínimas perto ou abaixo de 10ºc nos pontos mais frios da RM do RJ na última madrugada.
  10. Wallace Rezende

    A estação do IAG - São Paulo-SP

    Muito bom este tópico, só lamento que não façam como foi feito com a estação de Piracicaba/ESALQ (também da USP!) onde todos os dados diários desde 1917 estão disponibilizados para consulta online, pois a estação certamente merece isso. Aliás foi bom eu ter entrado também pois encontrei dados postados pelo rosamelo que confirmam o que eu havia lido uma vez não sei aonde, que a tarde mais fria realmente foi registrada em agosto de 1936 (mas a máxima foi invertida)! Repetindo os dados abaixo: 14h mais frias: 09/08/1936: 5,4°C 11/07/1942: 6,5°C 12/07/1988: 7,0°C 05/07/1942: 7,6°C 30/07/1955: 7,7°C 10/07/1942: 7,9°C Só que algumas das mínimas da tabela para 1994 foram registradas em junho (06) e não julho (07).
  11. O ar seco que chegou no final da noite de ontem (UR caiu para a faixa dos 10/20% durante a madrugada no Pico do Couto) fez a temperatura cair rapidamente em grande parte da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, mas mesmo assim apenas uma estação da região conseguiu registrar a nova mínima do ano na última madrugada; Niterói com 12,8ºc (anterior 13,4ºc em 19/07), enquanto Marambaia e Nova Iguaçu igualaram as menores marcas do ano. A mínima do ano na cidade do Rio permanece com o dia 19/07 na Vila Militar (10,4ºc), e na Baixada Fluminense com os 9,3ºc de Xerém no mesmo dia. O sábado ainda começa frio, principalmente nas áreas menos adensadas, mas à tarde já faz um pouco de calor em bairros afastados do mar e o domingo promete ser bem quente, mas semana que vem um padrão fresco e úmido deve se instalar trazendo máximas amenas e chuvas ocasionais, que podem fazer a cidade do Rio alcançar, ou talvez até superar, o dobro da média de agosto (em 2018 choveu aproximadamente do dobro da média em agosto). Extremos de hoje pela RM do Rio (em negrito as menores mínimas/maiores máximas da cidade do Rio e região metropolitana): Ilha do Fundão CENPES PWS (ZN): 16,7ºc/23ºc Ipanema/Lagoa PWS (ZS): 16,8ºc/21,8ºc Rampa Pedra Bonita PWS (520 m): 13,4ºc/18,4ºc Helicentro Guaratiba PWS (ZO): incompleto/23,8ºc Santa Cruz PWS (aeródromo Armando Nogueira, ZO): 13,9ºc/25,5ºc Nova Iguaçu cidade PWS (Baixada Fluminense): 14,4ºc/25,6ºc Nova Iguaçu Adrianópolis PWS (Baixada Fluminense, semi-rural): 10,2ºc/25,2ºc Niterói INMET: 12,8ºc/25,3ºc Duque de Caxias Xerém INMET (semi-rural): 9,4ºc/24,2ºc Marambaia INMET: 12,5ºc/23,8ºc Jacarepaguá INMET: 11,9ºc/24,6ºc Vila Militar INMET: 10,8ºc/25ºc
  12. É uma pena que site do SMN tenha até regredido em alguns aspectos.. me lembro que até poucos anos atrás havia uma seção com todos os principais recordes da estação do OCBA desde o início das observações na primeira década do século XX, mas agora só disponibilizam (em "estadisticas") os extremos registrados desde 1961 (para La Plata idem, mas a estação de lá também data do início do século XX, então muito possivelmente este valor de ontem não foi recorde toda a série embora a mínima do mês desde 1961 seja bem significativa também). As condições ontem estavam muito boas para o resfriamento radiativo, por isso áreas menos adensadas aí da Grande Buenos Aires se saíram muito bem enquanto lugares mais urbanizados que dependem de advecção tiveram mínimas boas mas relativamente comuns, longe de serem históricas. O recorde de agosto para Buenos Aires é de -4ºc em 1948. Curiosidade: os únicos recordes mensais da estação OCBA ocorridos depois de 1950 foram os de junho, com -5,3ºc em 14/06/1967, e o de março, com 2,8ºc em 1964. A onda de frio de 06/1967 foi realmente excepcional, até o aeroparque (piores mínimas da região) conseguiu chegar a -4,8ºc (no atual século a menor foi zero), comprovando a força descomunal desta advecção, e se não me engano o recorde da estação do Prado (bairro interno de Montevideo) também foi registrado neste evento. O inverno mais frio foi registrado em 1916, com junho e julho (em sequência) sendo os meses mais frios da história, a média ficou abaixo de 6ºc em junho e de 7ºc em julho (a região era bem menos urbanizada, mas mesmo entre os invernos daquela época 1916 se destacou demais pela persistência do frio em Buenos Aires, embora sem as "bombas" de 1918). A primeira "bomba" de 1918 trouxe a menor máxima da história de BA em junho com 4,3ºc e a maior nevada da história da cidade (pouco depois provocaria uma nevada histórica em parte do Uruguai e o super conhecido frio histórico em boa parte do Brasil), e a segunda em julho trouxe a menor mínima com -5,4ºc (e também invadiu o Brasil com vontade, com alguns recordes que persistem até hoje desde Porto Alegre até Campos no RJ, passando pelo Alto Itatiaia). No extremo sul do Brasil o frio de junho de 1967 chegou um pouco atenuado, mas ainda assim Santa Vitória do Palmar registrou -1,8ºc (recorde do pós-1961) e Bagé -3,2ºc.
  13. E faltam apenas 26,5 mm para 08/ 2019 superar a chuva de 08/2018, se tornando o agosto mais chuvoso desde 2003 na cidade do Rio. Já a chance de alcançar a média de 2003 é baixíssima ou nula; agosto de 2003 foi o mais chuvoso no centro do Rio desde o século XIX (141,4 mm, atrás apenas dos 286 mm de 1853, 161,9 mm de 1893 e 148 mm de 1852), e foi de longe o agosto mais chuvoso na série 1997/2018 do Alerta Rio também. No antigo posto pluviométrico do Sumaré, a 700 metros de altitude, a chuva acumulada em agosto de 2003 chegou a 434,6 mm, e no bairro do Alto da Boa Vista (347 metros de altitude) choveu 393,8 mm, tendo sido o mês mais chuvoso de todo o ano de 2003 no Alto (é muito raro agosto ser o mês mais chuvoso do ano mesmo lá onde chove mais, por ser climatologicamente um dos meses menos chuvosos). Entre os bairros ao nível do mar, o Jardim Botânico alcançou o maior total com 270,2 mm em 08/2003. Com o próximo sistema frontal na semana que vem já há uma chance de a média de 08/2018 ser alcançada. Corrigindo, a média pluviométrica na tabela que postei (do último post) é mesmo para o período 1997/2018, e não 1998/2018 como aparece na imagem. Tabelei apenas as médias desde 2003.
  14. Darley, o Rio de Janeiro também já superou a média (e pelo quarto agosto consecutivo); o acumulado do mês na cidade até agora (levando em conta 33 pluviômetros do Alerta Rio espalhados por todas as zonas da cidade) está em 62 mm para uma média 1997/2018 de 43 mm, abaixo os acumulados médios na cidade registrados desde 2003. Estes dados representam muito melhor as áreas habitadas da cidade como um todo que qualquer estação isolada (ponto no espaço). Mas se pegarmos pontos com série mais longa o centro da cidade está um pouco abaixo da média (Saúde x média Aterro INMET+Saúde), Santa Cruz (ZO) já passou bem da média e o Alto da Boa vista já se aproxima do dobro da média (para 1981/2010). Hoje o sol voltou a aparecer entre nuvens e a tarde foi bem agradável com vento "friozinho" na sombra, a estação da Ilha do Fundão registrou extremos de 16,2ºc e 20,9ºc, Niterói INMET foi de 16ºc até 22,6ºc e a Vila Militar/INMET variou entre 15,5ºc e 23,4ºc. Devido ao excesso de umidade, a chance de registrarmos a mínima do ano na próxima madrugada nos pontos mais frios da região me parece nula. Obrigado pelos dados Aldo, provavelmente o informe que consultei não levava em conta os registros das 24 horas do dia, deve ter ocorrido uma máxima invertida neste agosto de 1936, o que é muito comum em São Paulo e aqui também quando entra ar frio.
  15. Deve ter acontecido a mesma coisa que na antiga automática de Niterói então, mas com o sinal trocado (depois de um período sem funcionar, a estação foi colocada novamente no ar, mas voltou descalibrada “para cima” no Caso de Coronel Pacheco). Hoje eu diria que os dados estão no mínimo uns 2/3ºc acima da realidade, parece ser um problema de calibração mesmo. Por aqui após uma leve chuva a temperatura caiu um pouco mais para faixa dos 16/17ºc, mas deve permanecer estacionada nesta faixa durante a madrugada. Já pintou no radar uma nova perturbação para a semana que vem (terça/quinta), desta vez mais oceânica e com ar frio fraco, mas com potencial para provocar mais chuva, dando continuidade a este agosto bem dinâmico e com chuvas frequentes (já acima da média, a diferença só vai crescer) por aqui; ano passado também choveu com frequência em agosto e o volume ficou um pouco acima da média, mas o mês foi mais monótono nas variações de temperatura. De todas as PWS que monitoro na área metropolitana do RJ a que mais se aproxima das condições aqui dos bairros mais próximos da baía em Niterói (Ingá, Boa Viagem, Icaraí..) é a da Ilha do Fundão/CENPES no RJ. Hoje ela registrou extremos de 16ºc e 20,7ºc (extremos do ano 15ºc/37,3ºc). Apenas as máximas lá são um pouco mais baixas que aqui (dias de vento norte/nordeste/leste) ou mais altas (vento noroeste/oeste/sudoeste) por conta da orientação da costa, com pouca diferença para ventos de sul/sudeste. As mínimas costumam bater muito bem, menos de 1ºc de diferença em geral para a PWS. Já o INMET no Barreto chega a ficar até 5ºc mais quente que aqui em dias sob massa de ar quente+brisa do mar, e até 2/3ºc mais frio em noites sem vento no inverno (mas o INMET é mais quente que aqui com mais frequência que mais frio, pois no verão a diferença nas mínimas quase desaparece mas a nas máximas costuma aumentar).
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