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Brasil Abaixo de Zero

Wallace Rezende

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About Wallace Rezende

  • Birthday 11/13/1990

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    Niterói - Rio de Janeiro, RJ

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  1. Na versão original das normais 1961/1990 (Inmet), constava uma máxima de 40ºc (exatos) em Maringá em 11/1985. Por pura incompetência dos burocratas tabeladores lá em Brasília, os dados de 1985 foram apagados dos registros em várias cidades do Brasil (e com isso "sumiram" vários recordes de frio do evento de junho em MG, de calor em novembro no interior da Região Sul, e de chuva em janeiro também em MG, por exemplo). Janeiro de 1985 (assim como o de 1961) foi bem mais chuvoso que janeiro de 2020 na maior parte de MG, por exemplo, embora na região centro-sul da capital mineira 2020 tenha superado estes anos. O Inmet está ficando pior e cada dia que passa; além do novo BDMEP ser bem pior que o outro, dificultando e limitando o acesso aos dados, o próprio site piorou em muitos aspectos com a última atualização (e não dá para creditar isso à catástrofe econômica, embora ela impacte negativamente o Inmet em vários outros aspectos). Além disso, os erros de digitação continuam todos lá, como uma enxurrada de mínimas negativas que viraram positivas por "falta de sinal" (inclusive no evento de agosto de 1991 em Curitiba, o mesmo dos -10ºc em São Joaquim/topo), e outras maluquices mais, como os -4ºc de Curitiba em abril de 1971, registro mais falso que nota de três reais. Além das omissões, ainda tem um caminhão de recordes válidos que foram apagados pelo algoritmo do INMET e jamais tiveram a consistência checada (entre eles muitos recordes de precipitação diária, conforme eu já mencionei aqui algumas vezes). Mas faltam também alguns recordes válidos de temperatura, como os -3,5ºc de Londrina e os -3,4ºc de Campo Grande em 07/1975 (este alguns consideram duvidoso, mas me parece plausível se foi registrado num ponto sob efeito baixada, e certamente está muito mais perto da realidade que os dados apresentados no Bdmep, que "apagaram" a onda de frio dos registros da capital do MS). Para não fugir totalmente ao tópico: estou no "time" dos que acreditam que os picos de calor previstos para o final de setembro/início de outubro de 2020 serão normais (para o padrão atual) na maioria das áreas afetadas, com no máximo um ou outro recorde absoluto alcançado em poucas cidades (e talvez várias cidades registrando a máxima do ano, o que seria totalmente normal em parte do país nesta altura do ano). Já estou mais que escaldado com estas rodadas "cruas" de modelos, que todos os anos jogam um caminhão de recordes absolutos que não se concretizam. Aliás, se dependesse de alguns modelos, os pontos mais quentes do Brasil rivalizariam com o "Death Valley" quase toda primavera. OBS: Setembro de 2020 está com exatos 140 mm de chuva na cidade do Rio (média das estações), para uma média 1997/2019 de 78,6 mm. Apenas no dia de ontem (24 horas) a média mensal foi superada por aproximadamente 15 mm. Não há mais previsão de chuva significativa este mês, embora alguns modelos coloquem chuviscos orográficos para o dia 29 (antes disso, a máxima do mês poderá ser registrada em alguns bairros).
  2. Cabo Frio teve um recorde de 230 mm/dia no mês de março de 1930. Infelizmente, não tenho mais acesso ao livro de normais antigas/dados de onde tirei este registro, mas está nas minhas anotações. Mesmo assim, o atual evento é bem significativo, claro. Cabo Frio, apesar da média anual baixa, não raro registra volumes diários bem grandes, tendo chegado perto de ou superado os 150 mm/dia duas vezes no ano passado (em janeiro e maio, mas tal "dobradinha" foi um evento raro). Não muito longe dali, por incrível que pareça, o recorde de chuva mensal na antiga estação de Macaé/Pesagro (1979/2005) ocorreu justamente em setembro, com 371,3 mm em 1992. Setembro não costuma ser um mês particularmente chuvoso, mas está sujeito a esporádicos eventos significativos de chuva no litoral do RJ (assim como aconteceu em maio de 2019, outro mês que não costuma ser chuvoso, mas teve um dia com 150/250 mm em várias estações do litoral do estado, da Costa Verde até o limite entre a Região dos Lagos e o litoral norte). O recorde diário da estação mais antiga de Macaé foi em janeiro, com 213,4 mm em 28/01/1950 (o recorde mensal desta estação, fechada antes da Pesagro abrir, foi de 470,2 mm em 12/1964). Falando do que aconteceu na cidade do Rio (e RM) no dia de hoje, pode-se dizer que foi um evento de chuva entre muito significativo e histórico para setembro em vários pontos da região, e o mais interessante é que ocorreu exatamente um mês após o último evento histórico de chuva (entre os dias 21 e 22/08/2020, que quebrou recordes de chuva diária para o mês em parte da cidade do Rio, um deles com mais de 100 anos no Centro). Já havia chovido na noite de ontem e na madrugada de hoje, com volumes maiores na zona oeste da cidade e perto do maciço da Tijuca, como eu já havia comentado aqui no começo da madrugada de hoje, mas o “reforço” da chuva (e que acabou sendo a parte principal do evento em muitos bairros) só chegou no final da manhã de hoje (por volta das 10:00 da manhã, o céu estava nublado e sem chuva ou vento, com 22ºc no Centro do Rio, mas ao meio-dia já fazia com 18/19ºc com chuva e rajadas de até 70 Km/h no Santos Dumont). O acumulado médio de toda a cidade do Rio (33 estações) somente no dia de hoje (22/08) foi de 90,7 mm até agora (22:40), de longe o maior já registrado em setembro desde 1997, mas em 17 dos 33 pluviômetros Alerta Rio da capital o acumulado nas últimas 24 horas (até 21:00) superou os 100 mm, o que não é algo trivial nem no verão. O grande destaque foi novamente o Alto da Boa Vista, com pico de 272,4 mm em 24 horas às 21:00 de hoje (em agosto deste ano, foram 230,2 mm em 24 horas ao meio-dia do dia 22). No caso da estação do Inmet (ao lado do Alerta Rio), o horário fixo da leitura (9:00) fez com que metade da chuva caísse num “dia meteorológico” (hoje) e outra metade no outro (amanhã), e mesmo assim o recorde diário para setembro desde 1967 para o mês foi quebrado (147,2 mm x 136,8 mm). Por sorte o Alerta Rio, com resolução de 15 minutos, permite que tenhamos real dimensão do quanto choveu em 24 horas (qualquer comparação entre o ADBV pré-Alerta Rio e atual em termos de chuva máxima em 24 horas não faz sentido, pois antes eram só as leituras diárias com horário fixo do Inmet, e agora temos leituras automáticas a cada 15 minutos o dia todo, mas o fato do próprio Inmet ter quebrado os recordes diários de agosto e setembro em 2020 indica como estes eventos foram significativos, ainda mais separados por exatamente um mês). A chuva acumulada em setembro de 2020 na cidade do Rio (média dos 33 pluviômetros) alcançou os 135,2 mm até a noite de hoje, o que já faz deste o terceiro setembro mais chuvoso da era Alerta Rio (1997/presente), atrás apenas de 2005, que registrou 178,3 mm (não será superado) e 1998, com 135,8 mm (será superado, apesar de agora só estar chuviscando em pontos isolados da cidade). Mas nestes anos a chuva se distribuiu melhor ao longo do mês, não houve um dia tão chuvoso quanto hoje. Com previsão de chuva fraca isolada e/ou chuviscos em alguns momentos desta quarta-feira, 09/2020 vai terminar no segundo lugar. Agora à noite parou de chover (ainda garoa em alguns momentos) e faz 20ºc em Niterói, mas este tempo ameno não vai durar muito, com o calor retornando gradualmente a partir da sexta-feira. Nas últimas 24 horas, o Cemaden registrou entre 66,3 mm (Praia João Caetano, ao lado aqui de casa) e 129,7 mm (Jurujuba) no município de Niterói (além disso, 82 mm desde a noite de ontem no Inmet/Barreto), uma excelente chuva para nós também. EDIT (00:10): Acumulado final do dia 22/09/2020 na cidade do Rio (média das estações): 93,2 mm Acumulado máximo (dia do calendário): 242,8 mm (Alto da Boa Vista) Acumulado mínimo (idem): 42,8 mm (Irajá) Acumulado mensal médio da cidade até 00:00 de 23/09: 137,7 mm (segundo setembro mais chuvoso desde 1997, superando 1998).
  3. A mudança do tempo chegou ao Rio de Janeiro no ritmo de Martinho da Vila (devagar, devagar, devagarinho). Até o começo do dia 20/09, as previsões indicavam tempo chuvoso desde o início da segunda-feira (21) e temperaturas amenas ao longo de todo o primeiro dia útil da semana, mas ainda no domingo as atualizações na parte da tarde/noite passaram a indicar um atraso na chegada do ar mais fresco e raso, e a previsão passou a ser de uma manhã de segunda-feira abafada, e chuva apenas a partir da tarde. E foi mais ou menos isso que aconteceu, tanto que na manhã desta segunda o sol chegou até a aparecer entre nuvens num céu ainda bastante opaco pela fumaça em altitude, e o tempo ficou abafado rapidamente, com máximas se elevando para a faixa dos 25/27ºc no final da manhã com ar muito úmido a pouco vento, deixando uma sensação opressiva apesar de não ter esquentado tanto. Na parte da tarde, o céu foi ficando mais escuro e refrescou um pouco, mas as precipitações só vieram de forma muito fraca e isolada até o começo da noite. Ao longo da noite, com algum atraso, a mudança maior finalmente chegou, trazendo chuvas fracas a moderadas para toda a cidade do Rio de Janeiro (até localmente fortes na zona oeste) e um aumento da velocidade do vento, além de uma redução mais perceptível da temperatura, que agora está agradável. Na região de Saquarema chegou a chover bem forte no começo da noite, duas estações do Cemaden no município registraram entre 33 e 36 mm em apenas 20 minutos, um típico aguaceiro de verão. No final da noite, chuva forte em Cabo Frio, na região da Barra de São João/Aquarius, com até 42 mm por hora e total de 80 mm (limite com Casimiro de Abreu/Rio das Ostras). As previsões seguem indicando uma terça-feira chuvosa na RM do RJ (chuva fraca/brevemente moderada na maioria dos locais, devendo ser um pouco mais forte por curtos períodos em pontos favorecidos pela orografia) e temperaturas finalmente mais amenas, neste que deve terminar como o setembro mais quente da história recente (apesar da ausência de extremos de calor) pela região. Se tem uma boa notícia neste ano de 2020, apesar do inverno verdadeiramente horroroso (e que tirou quase toda a graça do verão “camarada”), é que as chuvas não estão decepcionando na RM do RJ... No ano até agora, os meses com chuva abaixo da média (abril e junho especialmente, pois janeiro foi um mês “falso seco”, ou seja, chuvas muito frequentes, mas de volumes modestos) foram todos antecedidos e sucedidos por meses com chuva dentro e/ou acima da média, ou seja, não tivemos nenhum período prolongado com pouca chuva. Abaixo, os índices pluviométricos mensais de 2020 (mm) na cidade do Rio de Janeiro (médias de todos os 33 pluviômetros do Alerta Rio) comparados com a média 1997/2019, e o percentual da média registrado em cada mês (na escala de cores, o desvio de até 10% foi considerado dentro da média). Fevereiro foi o mais chuvoso da série histórica, desde 1997. Setembro, que estava com um acumulado de chuva bastante baixo até os últimos dias, deve terminar o dia de hoje (terça-feira) já bem perto da média (de 78,6 mm), e o mês vai pelo mesmo caminho, já que depois desta semana praticamente não deve chover mais. Até as 00:00 desta terça-feira, o acumulado médio de chuva na cidade do Rio em 09/2020 era de 44,5 mm, e mais ou menos metade disso caiu desde a noite de segunda-feira (21/09). Em Niterói foram registrados entre 10 e 20 mm pela cidade nesta segunda-feira; houve uma breve pancada no final da tarde e depois chuva mais contínua desde o meio da noite. É pouco comprado ao que estava previsto para esta altura do evento, mas temos mais um dia ainda (hoje) com previsão de chuva pela frente, e na quarta também deve chuviscar/chover bem fraquinho em alguns momentos. No momento (00:15) temos 20/21ºc, sensação agradável e chuva fraca em Niterói, e também chove fraco na maior parte da RM do RJ (as pancadas localmente mais fortes da noite de ontem já se foram, ao menos por ora).
  4. Hoje foi registrada a maior temperatura máxima de 2020 nas duas estações automáticas ativas do Inmet na Região Serrana do RJ. Na auto de Teresópolis fez 31,5ºc, superando os 30,7ºc do dia 11/01. A automática de Nova Friburgo, na zona rural do município, registrou máxima de 31,2ºc, superando os 30,3ºc do dia 11/09. Na área central destas cidades, a máxima deve ter chegado aos 33ºc, ou muito perto. Várias cidades entre MG e GO também registraram a máxima do ano hoje, incluindo as capitais destes estados. Na cidade do Rio, apesar do dia ainda quente e abafado, as máximas ficaram comportadas por conta do vento do mar que entrou já pela manhã (céu opaco o dia inteiro com sol muito pálido até o início da tarde, passando a nublado a partir do meio/final da tarde). Das 4 estações automáticas do Inmet na cidade do Rio, em apenas uma (Vila Militar) a máxima “trintou”. Alguns valores de máxima na cidade do Rio hoje: 25,8ºc na Praia do Pepino, 26,4ºc no Leblon, 28,7ºc no Santos Dumont (Centro), 29ºc na rampa da Pedra Bonita (início da madrugada), 30,8ºc no Galeão e 33,4ºc na Vila Militar. No início da noite, o calor a umidade formaram algumas áreas de instabilidade fracas, que provocaram breves pancadas de chuva nos arredores da Baía de Guanabara, com alguns relâmpagos e trovoadas fracas em pontos isolados. Na Ilha do Governador (bairro da capital) choveu até 12 mm no Cemaden, mas foi uma exceção. Em grande parte da cidade do Rio sequer choveu, enquanto no Ingá, em Niterói, tivemos em torno de 1 mm só, mas com pingos grossos. Foi a primeira “chuva convectiva” por aqui desde o dia 02/05. No momento temos céu nublado por uma fina camada de nuvens altas, e faz 24ºc. Continua sem maiores alterações a previsão para os próximos dias, indicando um evento prolongado de chuva (possibilidade de acumulados significativos em vários pontos) até terça-feira, e com máximas amenas até quarta ou quinta-feira.
  5. Depois de uma sexta-feira abafada, mas refrescada por ventos do mar em parte da cidade do RJ (no meio da tarde fazia 26ºc no Centro do Rio com ventos sustentados de 30 Km/h no Santos Dumont, o que deixava a sensação agradável nos locais mais expostos e nos corredores de vento entre os prédios), o ar quente em altura vai entrando com tudo agora na dianteira de uma mudança maior do tempo, prevista para domingo. A estação mais alta da cidade (rampa Pedra Bonita, 520 m), terminou a sexta-feira com a máxima do dia (28,9ºc, de longe a maior marca registrada na cidade agora). Na beira da baía em Niterói temos 25ºc no momento, com ar opressivo para a época do ano, e a brisa da tarde já foi embora faz tempo. Abaixo um registro da tarde desta sexta-feira (18/09) na área do Centro do Rio olhando para a ponte Rio-Niterói, com o céu opaco (alguns dias mais, outros menos, mas sempre opaco) que tem "enfeitado" quase todos os dias de setembro até agora por aqui. A última foto eu tirei no dia 03/09 em outro ponto da área central da cidade, deixo registrada aqui pois foi o último dia sem ocorrência de névoa/fumaça em altos níveis na cidade do Rio (e região) neste mês de setembro, do dia 04 em diante o céu já ficou mais parecido com o de hoje. Uma curiosidade "mórbida" também sobre a última foto: ela foi tirada bem ao lado do local onde um prédio desabou em janeiro de 2012, levando outras duas construções menores junto e causando 19 mortes. O local onde bati a foto ficou sob os escombros, e hoje há um terreno vazio ali (logo atrás, não aparece na foto). O céu, que estava aparentemente sem nuvens até o meio da tarde, começou a se encher de nuvens médias e altas entre o final da tarde e o começo da noite, mas agora as mesmas já se dissiparam quase completamente. Neste sábado a nebulosidade deve marcar presença ao longo de todo o dia, mas não vai bloquear completamente o sol, e ainda fará calor.
  6. Após o segundo agosto com maior volume de chuva desde 1997, setembro trouxe chuvas muito irregulares até agora para a cidade do Rio de Janeiro. Enquanto a maioria dos bairros da cidade recebeu pouca ou muito pouca chuva (e alguns bairros praticamente nenhuma), pontos mais favorecidos pelo relevo acumularam volumes bem satisfatórios de chuva orográfica, como foi o caso do Alto da Boa Vista (com mais de 100 mm no Cemaden e quase isso no Inmet e no Alerta Rio, a maior parte logo no início do mês e mais um pouco no dia 15). O acumulado médio de chuva na cidade do Rio (média dos 33 pluviômetros do Alerta Rio) desde o início deste mês de setembro é de 10,2 mm (bem abaixo da média 1997/2019 para setembro, que foi de 78,6 mm para o conjunto das estações). Niterói, que tem relevo mais baixo que a cidade do Rio, recebeu ainda menos chuva desde o início do mês; a estação do Cemaden mais perto de casa acumulou 0,2 mm, enquanto outras variaram entre 0 e 5 mm. Mas isso está para mudar, pois a previsão começa a convergir para mais um evento significativo de chuva entre o próximo domingo e a terça-feira, que poderá (assim como aconteceu em agosto) sozinho fazer com que a chuva alcance (ou até supere) a média mensal. Como sempre, haverá grande diferença entre os bairros, mas a média da cidade do Rio (pelos dados de hoje) seria relativamente alta, e Niterói promete ser beneficiada também. Com relação às temperaturas, não há nada de destaque no horizonte; amanhã teremos um pico de calor normal para setembro, depois segue abafado mas sem destaque nas máximas até sábado/domingo (talvez um pico secundário no sábado), enquanto na segunda e na terça-feira da semana que vem as máximas provavelmente serão baixas por conta da nebulosidade e da chuva que estão sendo previstas, mas quase não haverá ar frio envolvido (o grosso ficará bloqueado ao sul), tanto que a menor mínima do mês de setembro até agora no Centro do Rio (“pavorosos” 21ºc no dia 3), praticamente 2ºc acima da média 1973/1990 da mesma região da cidade (média das mínimas de setembro na Marina da Glória, que foi de 19,2ºc), será alterada apenas para um valor próximo da média (19/20ºc) segundo a previsão que acompanho. Infelizmente, com o avanço da tropicalização (no caso daqui, seria melhor dizer “equatorialização”), estes setembros com mínima absoluta “estilo litoral nordestino” poderão se tornar mais comuns por aqui (este ano já tivemos uma “catástrofe” até em julho, quando várias estações do RJ registraram mínimas absolutas mensais dignas de um início de outono), embora em outros anos setembro ainda possa trazer o evento mais forte do ano, como foi o caso em 2006 e 2012.
  7. Wallace Rezende

    Monitoramento e previsão Europa - 2020

    Uma onda de calor tardia quebrou recordes mensais em várias cidades de países como França, Bélgica e Holanda nos últimos dois dias. Em Paris, a máxima de 34,3ºc hoje na estação do Parc Montsouris foi a mais alta já registrada a partir do dia 10 de setembro, mas não ameaçou o recorde mensal de 36,2ºc registrado em 07/09/1895 (único recorde mensal de calor que ainda pertence ao século XIX na capital francesa). Na bem mais recente estação do hipódromo de Longchamp a máxima chegou aos 34,9ºc hoje (após mínima de 12,8ºc), e no alto da Torre Eiffel a máxima foi de 32,8ºc (após mínima de 22,8ºc). Na parte nordeste da França, recordes para setembro foram quebrados facilmente hoje em cidades como Lille (35,1ºc, recorde anterior 33,8ºc em 1949), que já havia registrado um novo recorde mensal em agosto deste ano (e triturado antigo o recorde absoluto em julho de 2019), e Charleville-Mézières (34,4ºc, superando os 32ºc do dia anterior e os 31,9ºc de setembro de 2016). Esta última é uma estação relativamente recente, de 1990, e por isso quebrou o recorde por grande margem. Apesar das tardes muito quentes (32ºc e 34,4ºc, a média das máximas em setembro é de 19,4ºc!), a localização quase rural da estação e as noites mais longas de setembro (junto com o ar seco) garantiram mínimas de 9,5ºc hoje e 6,1ºc ontem (Charleville-Mézières), ou seja só faz calor poucas horas por dia, o que torna estes eventos tardios bem suportáveis fora das ilhas de calor. Nos próximos dias o calor vai diminuir gradualmente, mas segue acima da média para uma segunda quinzena de setembro na maior parte da região. Abaixo uma tabela com estações principais da Météo-France que registraram novos recordes mensais de temperatura máxima hoje (algumas delas já haviam superado o recorde anterior ontem). Ontem houve um número ainda maior de recordes mensais na França, ao sul/oeste da região que concentrou os recordes hoje. Um dos destaques ontem foi Brest (Bretanha), que teve máxima de 32,2ºc (não foi recorde mensal por 0,4ºc, mas superou com folga a máxima do ano de 2020 até então, que era de 30,5ºc em julho). Nos últimos dias, também chamou a atenção em partes do norte de Europa a fumaça dos incêndios no oeste dos EUA, que foi carregada por ventos de oeste em grande altitude. A foto abaixo foi tirada no norte de Alemanha, por volta do dia 11/09 (uma das áreas que aparecem como afetadas pela fumaça em altos níveis no mapa acima):
  8. Hoje o dia foi de sol com predomínio de ventos fracos do mar (quadrante sul) no Rio de Janeiro e em Niterói. A temperatura máxima variou bem menos que ontem, com a maioria dos bairros registrando picos entre 28 e 30ºc. A sensação de abafamento esteve sempre presente, mas foi totalmente tolerável para os nossos padrões. A noite segue abafada, com 25ºc aqui no Ingá/Niterói (como o vento quase parou, parece até mais abafado agora) Uma situação curiosa ocorreu na rampa da Pedra Bonita (520m), a estação mais alta da cidade do Rio. A máxima foi registrada no início da madrugada (27,7ºc), e a mínima por volta das 15:00 (22,7ºc), quando a infiltração de umidade do mar estava mais forte. Desconsiderem o PO pois o higrômetro está descalibrado. Agora à noite faz 26ºc (21:40). Nas praias da zona sul (PWS Lagoa/Ipanema e Leblon) as máximas também ocorreram bem no início da madrugada (na casa dos 29ºc), mas a mínima veio no início da manhã. Já a PWS da Ilha do Fundão teve um comportamento mais típico, com máxima no meio/final da tarde e mínima no final da madrugada (23,2ºc/29,8ºc). Neste setembro monótono, ao menos vale acompanhar os microclimas malucos do Rio de Janeiro, dentro duma mesma cidade tem estação registrando a máxima quase no horário em que outra registrou a mínima (Fundão/Pedra Bonita). Já o dia de ontem (sábado) foi bem diferente, e a maior máxima da cidade ficou a apenas 3 décimos da máxima do ano entre as estações oficiais; fez 38,7ºc na Marambaia ontem contra 38,8ºc na Vila Militar e 39ºc em Realengo (conv) no dia 30/01. Na Marambaia, a máxima de ontem foi a maior do ano por 0,1ºc, o maior registro anterior era de 38,6ºc também no dia 30/01. Levando em conta também algumas estações não oficiais (apenas as sem sinais de superaquecimento), a máxima de 2020 também ocorreu no dia 30/01, quando fez 39,4ºc na Davis do Helicentro Guaratiba, na zona oeste da cidade. Neste mesmo dia 30/01, dois aeros registraram máxima horária de 39ºc (Santa Cruz e Afonsos), e a “malukinha” do Alerta Rio em Santa Cruz foi aos 41,2ºc (contra 40,4ºc ontem, mas não considero esta estação, há um superaquecimento de 1/1,5ºc). Até ontem, parecia haver uma chance maior de a máxima de amanhã (segunda-feira) ser um pouco mais alta que a de ontem em alguns bairros da cidade, mas hoje esta chance já parece menor (embora ainda exista). A previsão é que a segunda-feira seja um dia muito quente nos bairros mais afastados do mar, e nos pontos quentes tradicionais do litoral do extremo oeste da cidade. A semana que está começando promete um pouco mais de dinâmica por aqui, com bastante calor na segunda, rápida queda de temperatura na terça (com chuva fraca em alguns pontos), um leve aumento de temperatura na quarta, muito calor novamente na quinta, e depois mais um período ameno (e com alguma chuva a partir do próximo final de semana) que promete ser um pouco mais prolongado. Seguimos acompanhando, mas não há previsão de nenhuma marca digna de nota para setembro, mês que na história recente já variou entre 8,1ºc (Alto da Boa Vista, 2006), e aproximadamente 43ºc (Santa Cruz aero, 1997) na cidade do Rio. Em 1997, a máxima do ano na capital fluminense ocorreu em setembro (e a máxima absoluta de duas antigas convencionais do Inmet também). Mais recentemente, em 2012, a máxima do ano foi quebrada em setembro, mas depois novamente alterada em dezembro.
  9. Depois de cinco dias consecutivos sob efeito dos ventos oceânicos (com ar abafado, mas máximas entre 25 e 26ºc, e sensação bem agradável nas áreas com vento do Centro do Rio de Janeiro), hoje o desconforto típico de verão voltou, com uma tarde abafada e quase sem vento algum, mais temperaturas dignas de alto verão. Apenas algumas praias da zona sul (mais abrigadas do vento norte) não chegaram aos 30ºc hoje. A maior máxima da cidade foi registrada na Marambaia, uma estação costeira que fica na “boca” de uma pista natural de ventos continentais quando a atmosfera está favorável (em outras situações, a brisa do mar pode chegar bem cedo, e a máxima será uma das menores da cidade, especialmente quando entra o vento sudoeste numa massa de ar quente). Amanhã o calor diminui um pouco, mas volta a esquentar no sábado, podendo ocorrer a máxima do mês até agora, e com possível novo pico na segunda-feira (mas nada como o dia 09/09/1997, quando os pontos mais quentes da zona oeste da cidade do Rio registraram máxima entre 42 e 43ºc, o recorde absoluto de setembro). A semana que vem (de terça-feira em diante) promete ser um pouco mais amena, com predomínio de ventos marítimos, e até alguma chuva fraca e isolada com sorte (mas ainda será abafada, e com mínimas altas para o mês). Em setembro, o Rio de Janeiro jamais registra calor forte por muitos dias seguidos (o mar ainda ajuda a moderar, exceto quando bate o vento continental); o mais cedo que já vi fazer calor de verão direto por aqui foi em novembro, no ano de 2009 (o mais quente já registrado). Extremos registrados em estações pela RM do RJ hoje (foi o segundo dia mais quente do mês, atrás de 04/09): Santos Dumont aero (Centro): 22ºc/30,4ºc Galeão aero (ZN): 20,8ºc/32,7ºc Duque de Caxias/Xerém INMET (Baixada Fluminense): 18,1ºc/35,3ºc Seropédica Ecologia Agrícola INMET (Baixada Fluminense): 19,1ºc/36ºc Niterói INMET (Barreto): 21,3ºc/33,5ºc Marambaia INMET: 19,8ºc/37ºc Jacarepaguá INMET: 18,6ºc/34,7ºc Vila Militar INMET: 19,3ºc/35ºc CPR Nova Iguaçu PWS (Baixada Fluminense): 19,3ºc/36,3ºc Helicentro Guaratiba PWS (ZO): 18,8ºc/36,2ºc Santa Cruz/Aeródromo Armando Nogueira PWS (ZO): 20,8ºc/34,3ºc Ilha do Fundão PWS (ZN): 22,3ºc/30,6ºc Rampa Pedra Bonita PWS (ZS, 520 m): 19,8ºc/30,3ºc (23:00 e ainda 28,4ºc, ar muito quente em altura) Praia do Pepino PWS (ZS): 21,3ºc/28,4ºc Ipanema/Lagoa PWS (ZS): 21,9ºc/28ºc Leblon PWS (ZS): 21,5ºc/31,6ºc Final da tarde de hoje no Centro do Rio, com aquela névoa/fumaça em altos níveis que desde 2019 insiste em aparecer durante boa parte de setembro.
  10. As máximas registradas hoje em muitas cidades do Novo México (sob ar frio estagnado + nebulosidade total, combinação raríssima nesta época) foram as menores para uma primeira quinzena de setembro desde o início dos registros, e na maior cidade do estado o recorde de menor máxima para o período foi pulverizado. Em Albuquerque, com dados desde 1891, a máxima hoje foi de 8,3ºc (47ºF), e o recorde anterior (menor máxima) para a primeira quinzena de setembro era de 16ºc em 1898! O recorde mensal (menor máxima) é de 7,8ºc no dia 27/09/1936. Vejam na tabela abaixo os recordes de menor máxima na primeira quinzena entre janeiro e setembro (o novo recorde de hoje só vai entrar na tabela amanhã de manhã). Em Clayton, a máxima hoje não passou dos 3,9ºc, com chuva e períodos de neve misturada com chuva. A menor máxima para uma primeira quinzena de setembro até então era de 6,7ºc em 1989. O recorde mensal de menor máxima é de 1,7ºc em 29/09/1945. Em Roswell, onde a máxima hoje deve ficar em torno dos 9ºc, o recorde para a primeira quinzena de setembro era de 13,3ºc em 1975. A partir do final de semana, a máxima já deve voltar para a casa 30ºc no local. Ontem a cidade Alamosa (no San Luis Valley, Colorado) registrou acumulação de neve na primeira quinzena de setembro pela primeira vez desde o início dos registros contínuos (em 1932), e foi um bom volume (17 cm). Hoje, entre a madrugada e a manhã, caíram mais 18 cm de neve em Alamosa, elevando o total do evento para 35 cm. Até então, a maior nevada em setembro havia ocorrido no ano de 1936, com 26 cm (mas foi entre os dias 27 e 28, já no outono oficial). Nos próximos dias, como já mencionei, a temperatura vai subir rapidamente em todas as áreas afetadas por este pulso de frio precoce; é o final do verão que ainda está por aí. Enquanto no Brasil setembro segue com monotonia total na maioria das áreas (aqui no RJ quase todo dia com brisa e "extremos" entre 22 e 26ºc perto da água, ao menos não é monotonia tórrida de Cuiabá), o centro-oeste dos EUA teve este início de setembro interessantíssimo, com recordes de calor seguidos por recordes de menor máxima em muitas cidades (só lamento pelos grandes incêndios, que são típicos de parte da região, mas tem sido agravados pela atividade humana nos últimos anos).
  11. Na região da borda leste das rochosas (especialmente do centro para o norte da área), assim como em várias cidades da parte norte dos EUA, as maiores nevadas tendem a ocorrer na meia estação mesmo, pois no inverno há menos umidade disponível para gerar grandes precipitações. Na lista das maiores nevadas de Lander, o primeiro evento do inverno só aparece no décimo lugar.
  12. Nas montanhas é relativamente normal, até no meio do verão, mas com esta extensão e pegando também várias cidades pode-se dizer que é raro nesta altura de setembro (mas antes do meio do mês já se torna mais comum, como mostra a tabela abaixo com os recordes diários de neve em Lander desde 1891). No caso de Casper, a estação principal com registros contínuos mais antigos naquela parte do Wyoming é Lander, e a neve com acumulação que caiu por lá ontem (5 cm até 00:00 de hoje, e continuou nevando até quase o final da manhã de hoje elevando o total do evento para 12 cm) foi a maior e mais precoce desde 1929 (quando nevou 10 cm no dia 06/09). Em 1941 também caiu uma neve bem fraquinha no dia 07/09, menos de 1 cm. Em Cheyenne, a neve de hoje foi também a acumulação mais precoce desde 1929, embora tenha nevado bem menos que o previsto (1/2 cm até o fim da tarde, mas segue nevando bem fraco e pode aumentar mais um pouco). Por outro lado, neve com boa acumulação no início de junho é relativamente comum, já tendo passado dos 40 cm em 24 horas até quase no meio de junho em 1947 (os dados estão em polegadas). Os "traços" (T) ocorridos no auge do verão são todos granizo. Em Denver(CO), a neve de hoje foi a mais precoce desde 1962 (um ano antes ocorreu a neve mais precoce dos registros, nevou 11 cm no dia 04/09/1961).
  13. Há apenas dois dias (05/09), uma estação ao lado da cidadezinha de Red Lodge registrou máxima de 36ºc, um novo recorde para setembro desde 1894 (anterior 34ºc). Em Denver (aero), no mesmo dia, novo recorde para setembro também (38ºc), e amanhã deve fazer 2ºc durante a tarde em Denver com neve. Isso sim que é a transição verão-outono dos meus sonhos! Lembrando que as duas cidades estão numa altitude muito parecida com a de Campos do Jordão, na casa dos 1600 metros. Em Cheyenne (WY), após máxima de quase 35ºc no dia 05/09 (34,4ºc), previsão de tarde com temperatura negativa amanhã, e muita neve.
  14. Aqui no RJ (capital e RM) seguimos sem previsão de alguma mudança mais significativa do tempo neste início de setembro (hoje é a minha primeira mensagem do mês no tópico de monitoramento, realmente não tem havido assunto), e a “movimentação” deste mês até agora foi causada essencialmente pelas mudanças de vento (mais fresco e úmido do mar nos dias 1 e 2, e retorno do ar quente e seco continental nos dias 3 e 4). Nos próximos dias, o ar mais úmido do mar deve predominar, sem previsão de picos relevantes de temperatura, mas com abafamento à tarde em vários dias nos bairros mais afastados da água, e sol entre (ora mais, ora menos) nuvens na região como um todo, sem previsão de chuva (temperatura quase sempre acima da média, mas sem picos relevantes de calor). Esta sexta-feira foi um dos dias em que o ar seco continental ganhou a "batalha" até o meio/final da tarde, e por isso os locais mais quentes da zona oeste da cidade do Rio de Janeiro alcançaram a maior temperatura máxima desde fevereiro, com picos de 37,6ºc (Marambaia/Inmet) e 38,1ºc (Guaratiba PWS e Nova Iguaçu PWS). O vento fresco de sudoeste entrou no final da tarde, trazendo algumas rajadas e um rápido refresco pela região, com a costumeira formação de nuvens baixas aos longo dos maciços costeiros. Previsão de um sábado mais ameno, com nebulosidade variável ao longo do dia (tendência de mais nuvens pela manhã). Abaixo uma lista dos extremos térmicos do dia 04/09 em diversas estações da capital e RM. Santos Dumont aero (Centro): 23,5ºc/31,3ºc Galeão aero (ZN): 19,9ºc/35,1ºc Duque de Caxias/Xerém INMET (Baixada Fluminense): 19ºc/36,8ºc Seropédica Ecologia Agrícola INMET (Baixada Fluminense): 21,9ºc/36,8ºc Niterói INMET (Barreto): 19,7ºc/36,9ºc Marambaia INMET: 21,9ºc/37,6ºc Jacarepaguá INMET: 17,5ºc/35,8ºc Vila Militar INMET: 17,6ºc/36,8ºc CPR Nova Iguaçu PWS (Baixada Fluminense): 19,2ºc/38,1ºc Helicentro Guaratiba PWS (ZO): 18,6ºc/38,1ºc Santa Cruz/Aeródromo Armando Nogueira PWS (ZO): 22,5ºc/35,3ºc Ilha do Fundão PWS (ZN): 22,4ºc/30,9ºc Rampa Pedra Bonita PWS (ZS): 18,3ºc/31ºc Praia do Pepino PWS (ZS): 21,6ºc/32,8ºc Ipanema/Lagoa PWS (ZS): 22,5ºc/31,8ºc Leblon PWS (ZS): 22,6ºc/33,8ºc
  15. Máxima hoje em Tucson (Arizona) foi de 110ºF (43,3ºc), finalmente quebrando o MUITO teimoso recorde mensal de 107ºF (41,7ºc) que já foi registrado em ao menos 8 ocasiões diferentes, a primeira em 1895 e a última em 2000.* Dá até gosto de ver um recorde desses ser quebrado (nos EUA, como toda temperatura é aproximada para o grau Fahrenheit "cheio" mais próximo, aumenta a chance de empates). *Existe um registro não oficial de 44,4ºc em Tucson no dia 01/09/1950, mas há fortes indícios de superaquecimento da estação (que não existe mais); a máxima oficial neste dia foi de 41,7ºc no aeroporto (com até 42,8ºc em estações próximas). Em Phoenix, a máxima de 45,5ºc hoje foi a maior para setembro desde 1950, e a maior já registrada após o dia 01/09. Nos próximos dias, antes da chegada do ar mais frio (nas montanhas) e menos quente (nas áreas de baixa altitude), mais recordes de calor para setembro deverão ser alcançados ou superados em diversos pontos do sudoeste dos EUA.
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