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Brasil Abaixo de Zero

Wallace Rezende

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About Wallace Rezende

  • Birthday 11/13/1990

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    Niterói - Rio de Janeiro, RJ

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  1. Sim, aliás a mínima absoluta na estação do Prado foi de -5,6ºc em junho (não -5,4ºc como eu disse antes), e ocorreu em algum ano entre 1961 e 1990. Na "geladeirinha" do aero já chegou a -7,7ºc uma vez (talvez no mesmo dia dos -5,6ºc do Prado). No RJ o sábado foi muito agradável, lembrando um dia de outono (não fosse o sol forte desta época). Amanheceu nublado e depois o sol saiu com força, mas o vento sudoeste deixou a temperatura agradável o dia todo, a máxima mal passou dos 25ºc aqui na frente da baía em Niterói, e com umidade sob controle (na capital máximas entre 23 e 28ºc). A madrugada começa bem amena com 21ºc agora no Ingá. Em áreas mais favoráveis ao resfriamento radiativo já caiu para 17/18ºc (localmente menos), mas um súbito aumento da nebulosidade agora pouco deve impedir uma queda maior. Não é nada como a histórica madrugada de 9 de dezembro de 2018, quando o céu permaneceu limpo e fez 8,7ºc em Teresópolis, 12,2ºc e 13,9ºc na capital (Alto e Jacarepaguá auto) e até 6,1ºc no INMET de Friburgo. Em novembro, a menor temperatura dos últimos anos foi registrada em 03/11/2011, com 6,9ºc em Teresópolis e 4,9ºc em Nova Friburgo (autos/INMET), na capital chegou a 12/14ºc nos pontos mais frios e 16/17ºc em bairros mais adensados, foi o novembro mais fresco do século XXI. O tempo agradável continua nos próximos dias, e a infiltração marítima deve trazer períodos de céu nublado, com gradativo aquecimento (mas saem calor intenso) a partir de meados da semana.
  2. Montevidéu está mesmo numa situação interessante, é de fato muito ventilada e tem um verão bem mais tolerável que o de Buenos Aires (embora não fique livre dos eventuais surtos de vento norte e calor, que não duram muito), mas a área mais adensada é um horror para mínimas baixas por conta da posição geográfica + ilha de calor, eu diria até comparável ao centão Porto Alegre neste aspecto (mínimas "ruins"), e temperaturas negativas são uma raridade em grande parte da cidade (praticamente impossíveis hoje dia nas áreas mais adensadas). A estação climatológica principal da cidade fica no Prado, e registra negativas com mais frequência (embora não tanto quanto o aeroporto), por estar mais recolhida do mar/rio e pelo próprio efeito resfriador do parque; os recordes absolutos de Montevideo/Prado são de 42,8ºc (em 01/1917) e -5,4ºc (?). O aeroporto de Carrasco, de onde são as médias apresentadas aqui, registra mínimas ainda mais baixas, menores que em quase toda a cidade (afastado da água e pouco adensado, a diferença para o centrão de Montevidéu nas madrugadas de céu limpo e pouco vento é bem grande, eu mesmo já presenciei uma vez mínima de -4ºc no aero de Carrasco e +5ºc numa PWS Davis na área urbana perto da água, com outras próximas indicando um valor parecido). Já faz uns 8 anos que eu acompanho as diversas estações particulares perto da costa de Montevidéu (onde ficam os bairros mais conhecidos e também mais adensados) e nunca vi a temperatura sequer chegar perto de zero nestes locais, na maioria dos anos as mínimas mais baixas ficam pelos 3/4ºc, enquanto Carrasco (aero) tem várias negativas todos os os invernos (as primeiras já no outono); Carrasco é praticamente uma Marsilac para quem mora em bairros como Pocitos, Punta Carretas e Centro (em noites limpas com pouco vento). Também nunca foi registrada uma nevada significativa na capital uruguaia, á ultima vez que nevou (extremamente fraco) foi em 1930 no início da copa do mundo, e foi única vez no século XX. Em 1918 boa parte do Uruguai registrou neve (no mesmo evento de Buenos Aires), mas a capital ficou de fora pois a aproximação do frio pela água não deixou. Como toda massa de ar frio atravessa água antes de chegar à cidade, o lugar é péssimo para mínimas extremas e neve, apesar de registrar vários dias com 6/10ºc no inverno e baixa sensação térmica frequente por ventar muito (ciclones).
  3. Existem tópicos específicos para Europa e América do Norte, além da América do Sul (que fica junto com o Brasil). Sei que o pessoal às vezes se confunde, e atualmente só os fóruns "América do Norte" e "Demais Continentes" estão aparecendo na página da frente por terem as mensagens mais recentes, então é compreensível que tenham sido postadas mensagens sobre a França (e depois Portugal) aqui, não estou querendo "dar bronca" não, mas bem que algum administrador/moderador poderia mover estas mensagens para o tópico apropriado. Seu eu pudesse faria, para deixar as coisas organizadas. Também hoje teve mensagem sobre a Rússia do tópico da América do Norte.. Também notei que o fórum de monitoramento e previsão tem sido poluído por mensagens que tratam de outros assuntos, acho que isso acaba desanimando alguns membros de participar. Assuntos como adaptação ao frio/calor e questões de "raça" poderiam ser tratados no bate papo por exemplo. É natural que estes temas venham à tona num espaço sobre tempo/clima, mas quando vira uma conversa "independente" me parece ser o caso de separar ou colocar um freio. Sei que sou novo aqui, mas ficam as sugestões, pois tenho a impressão que alguns membros estão participando menos e essa pode ser uma das causas, além da própria questão da organização mesmo. Aproveitando: http://www.abaixodezero.com/index.php?/topic/6697-monitoramento-e-previsão-europa-2019/&page=10
  4. No Rio de Janeiro choveu em média 68,2 mm no mês até agora, pouco mais 50% da média desde 1997 pelo Alerta Rio (130 mm). Como teremos vários dias sem chuva significativa pela frente, não se sabe quando (ou mesmo se) a média de novembro será atingida. Por estação, acumulado mensal variando entre 21 mm (Penha) e 175 mm (Alto da Boa Vista) na capital. Por enquanto só Vitória tendo um novembro chuvoso entre as capitais do sudeste, mas isto ainda pode mudar. Em Niterói choveu apenas 45,4 mm até agora em novembro (INMET Barreto), se bem que em bairros da zona sul o acumulado deve ser um pouco maior, pois a chuva de segunda passada (a principal do mês) foi menos volumosa no norte da cidade.
  5. Wallace Rezende

    Normais Climatológicas Longas

    Eu costumo focar em países onde dá para encontrar dados mais completos do site dos serviços locais de meteorologia, como USA, Japão (que considero o melhor do mundo para pesquisar dados, mas as informações completas só no site em japonês) e França. Os da Austrália e Canadá são muito bons também, com informações climatológicas bastante completas. No caso da Espanha tem o site do AEMET, bastante bom, onde dá para pesquisar as estações principais (normais e recordes de várias variáveis, mas faltam dados de maior mínima e menor máxima). Basta explorar o mapa (por região) e ir escolhendo as estações: http://www.aemet.es/es/serviciosclimaticos/datosclimatologicos/efemerides_extremos http://www.aemet.es/es/serviciosclimaticos/datosclimatologicos/valoresclimatologicos Já na Itália o site oficial não é muito bom, embora a Wikipedia em Italiano tenha tabela de várias estações, mas sem dados de precipitação recorde e menores máximas/maiores mínimas. Existe um site não oficial com dados interessantes de várias estações italianas (principalmente Toscana, mas não só) e de outros países europeus (ver aba Europa), mas só de maior máxima e menor mínima: http://climaintoscana.altervista.org/italia/stazioni-storiche/milano-brera/
  6. Tarde digna de "alto inverno carioca" em algumas praias do Rio de Janeiro e Niterói, em especial as voltadas para sudoeste, onde a combinação de tempo fechado, água do mar fria (16/17ºc, efeito da ressurgência, que ganhou força com o vento leste dos últimos dias) e vento que sopra direto da água para o continente ajuda a baixar a temperatura. Entre 15:00 e 16:00 a temperatura variou de 18,2ºc a 19,7ºc no Forte de Copacabana (máxima de 30,5ºc entre 8 e da 9 da manhã, sob vento norte), e entre 17,6ºc e 18,1ºc na Marambaia, onde esta é umas das menores temperaturas do ano para o horário (o que o mar não faz)! Na Praia do Pepino (ZS da capital), após a maior máxima desde setembro antes de 9:00 da manhã (30,1ºc) sob vento norte/pré-frontal, faz 21,2ºc agora. Em Niterói agora começa a pingar (áreas de chuva fraca avançam desde o oeste) e faz 21ºc no Ingá. Nos próximos dias, com o predomínio dos ventos de sul, as águas mais geladas da ressurgência (faixa bem estreita) devem se afastar do litoral carioca.
  7. Madrugada começando com chuva fraca no RJ, mas o vento norte fez algumas loucuras com a temperatura, especialmente na zona sul da capital (onde o relevo é mais acidentado, gerando aquecimento adiabático sob estas condições). Na Praia do Pepino a temperatura subiu de 22,9ºc (1:00) para 29,3ºc (1:34), sendo a maior máxima de novembro até agora no local! Agora faz 27,6ºc por lá (ignorem só a direção no vento no link, o sensor está "desorientado" e é N mesmo). https://www.wunderground.com/dashboard/pws/IRJRIODE14/graph/2019-11-15/2019-11-15/daily Na rampa da Pedra Bonita (520 metros acima) a temperatura subiu para 25,8ºc por volta de 0:00 e se manteve neste patamar até 1:30 de hoje (na tarde de ontem variou entre 20 e 21ºc), com rajada máxima de 84 Km/h (N) agora pouco, acompanhando o aumento de temperatura. Saquarema (INMET) também registrou a temperatura mais alta das últimas 24 horas na observação de 1:00 da manhã (29,1ºc, e deve ter subido mais desde então), sob efeito do mesmo vento. Na zona norte da capital faz 24/25ºc, e no Ingá em Niterói agora 25/26ºc (abafado), após uma tarde relativamente fresca e chuvosa.
  8. Wallace Rezende

    Normais Climatológicas Longas

    Wakkanai (a cidade mais ao norte do Japão, na ponta da ilha de Hokkaido), conta com belas paisagens costeiras nos arredores e um clima temperado bem oceânico (mas que sofre influência continental, o ar frio vem da Rússia), com invernos frios e muito nivosos e verões geralmente amenos (alguns dias abafados entre jun/set, mais em ago, mas sem calor forte). Quando o tempo permite, é possível ver o extremo sul da Ilha de Sacalina (a maior da Rússia) desde Wakkanai. O porto da cidade pode congelar parcialmente de vez em quando no inverno, pois fica na transição entre o Mar do Japão (mais profundo, nunca forma gelo) e o de Okhotsk (raso, que costuma se cobrir de gelo no auge do inverno, embora o aumento da temperatura média do planeta esteja diminuindo a temporada de congelamento). A média é de 1484,4 horas de sol por ano, com máximo em maio (185,6 h) e mínimo em dezembro (30,1 h). Comparada com Ushuaia, é um pouco mais quente (0,9ºc na média anual), mas com amplitude térmica bem maior (invernos e verões mais extremados), por conta da influência continental no inverno e da maior influência “tropical” no verão (causada em parte pela menor latitude e por correntes marinhas). A cidade recebe 6,5 metros de neve por ano em média (queda de neve total). Para efeito de comparação, Chicago recebe apenas 0,94 metros de neve por ano, e Buffalo (NY), muito nivosa para padrões americanos por conta do "lake effect", 2,4 metros. Informações adicionais: Maior temperatura: 31,3ºC (22/08/1946) Maior temperatura mínima: 24,5ºC (09/08/1950) Menor temperatura: -19,4ºC (30/01/1944) Menor temperatura máxima: -14,3ºC (12/01/1979) Maior precipitação anual: 1753,7 mm em 1962 Menor precipitação anual: 776,5 mm em 1986 Maior precipitação mensal: 440,6 mm em 09/1938 Menor precipitação mensal: 3 mm em 06/1973 Maior precipitação diária: 192 mm (06/09/2016) Maior precipitação horária: 64 mm (01/09/1938) Maior temperatura média mensal: 22,6ºC (08/1950) Menor temperatura média mensal: -9,2ºC (02/1978) Maior média anual: 8,2ºC (1990) Menor média anual: 5ºC (1969) Maior altura da neve acumulada no solo: 199 cm (09/02/1970) Menor pressão atmosférica ao nível do mar: 955,8 hPa (08/11/1995) Rajada de vento mais forte: 161,6 km/h (08/11/1995)
  9. Primeira nevada da temporada ontem em partes do Tennessee, com a chegada do pulso de ar frio: Ar frio + oceano quente - manhã de 13/11:
  10. Mas no caso de Niterói é a estação do INMET mesmo, eu mencionei outro dia também que a automática original de Niterói (Boa Viagem) teve que ser fechada em 2009 a pedido da UFF (Universidade Federal Fluminense, que precisou do terreno para novas construções). O INMET levou quase 10 anos para encontrar outro lugar (no Barreto), mas não foi muito bem escolhido, pois a área é muito adensada (obstáculos próximos do abrigo), e isso gera máximas um pouco acima das que seriam registradas numa exposição mais padronizada em vários dias, além de prejudicar os registros de vento. No caso das PWS realmente é difícil encontrar alguma no padrão, mas aí tudo bem pois nem todo particular pode montar o anemômetro num mastro de 10 metros (ou que sejam 5 metros, por exemplo). Na maioria dos casos os registros de vento de PWS valem mais como curiosidade mesmo (mas há exceções, como a estação da Praia do Pepino, que fica num mastro na beira da praia). Sobre os registros do Cemaden, percebi que quase todas as estações (ao menos na região de Vitória) estão com dados incompletos para as últimas 24 horas, por isso a diferença para a estação do INMET e a PWS (ambas com dados completos). Na estação de Jardim Camburi, mencionada pelo colega, faltam os dados registrados entre 6:00 e 11:30 (UTC), justamente quando choveu com mais força na cidade. No caso da convencional o horário da leitura explica a diferença (na leitura de amanhã vem o resto da chuva), e a automática INMET de Vila Velha vem perdendo muitos dados há vários meses.
  11. Quarta-feira relativamente agradável (muito agradável no litoral) e com tarde/noite ventosas no Rio de Janeiro; durante o dia (mais até o início da tarde) o sol chegou a aparecer em vários momentos com alguma força, sempre entre muitas nuvens, mas antes do meio da tarde as nuvens aumentaram e o sol quase não apareceu mais, embora o céu tenha se mantido com algumas aberturas. A intensificação dos ventos de leste favorecida pelo gradiente de pressão trouxe até algumas rajadas na casa dos 45 Km/h para a muito mal posicionada estação automática de Niterói esta noite e 63 Km/h na Marambaia (capital), e a mesma configuração atmosférica causou ótimas chuvas (isoladamente até excessivas) em algumas partes do ES, sendo que cidades como Alegre, Alfredo Chaves, Linhares, Presidente Kennedy, Santa Teresa, Venda Nova do Imigrante já superaram os 100 mm no mês, grande parte nos últimos dias. A Grande Vitória em especial teve um dia muito chuvoso hoje, com chuva bem forte de madrugada e moderada/fraca no restante do dia; a automática do INMET na capital capixaba acumulou 206,8 mm em 24 horas até as 23 UTC de hoje, e uma estação particular Davis ali perto (IESVITOR2) registrou 205 mm desde o início do dia. A instabilidade volta a aumentar amanhã no RJ, e períodos de chuva são esperados a partir da tarde/noite. Temperaturas extremas hoje pela RM do RJ: Ilha do Fundão LAMCE PWS (ZN): 21,6ºc/25,8ºc Morro da Urca PWS (ZS): 19,8ºc/22,8ºc Ipanema/Lagoa PWS (ZS): 21,3ºc/23,5ºc São Conrado PWS (Praia do Pepino, ZS): 20,9ºc/23,7ºc Rampa Pedra Bonita PWS (520 m): 17,1ºc/20,7ºc Helicentro Guaratiba PWS (ZO): 20,1ºc/26,9ºc Santa Cruz PWS (aeródromo Armando Nogueira, ZO): 21,1ºc/27,3ºc Nova Iguaçu Adrianópolis PWS (Baixada Fluminense): 19,6ºc/27,2ºc Galeão aero (ZN): 20,4ºc/27,5ºc Santa Cruz aero (ZO): 20,3ºc/27,9ºc Duque de Caxias Xerém INMET (Baixada Fluminense): 19,9ºc/27,5ºc Niterói INMET: 21,4ºc/29,1ºc Marambaia INMET: 19ºc/27,1ºc Jacarepaguá INMET: 19,8ºc/26,9ºc Vila Militar INMET: 20,8ºc/28,4ºc
  12. Verdade, hoje foi o dia mais quente do mês em Belo Horizonte conv (35,1ºc máxima final) e até a elevada e fresca Diamantina chegou aos 32,4ºc, então não dá mesmo para reclamar da tarde chuvosa com 22/23ºc que nós tivemos, e nem dos suportáveis 25/27ºc de antes da chuva. Agora sigo com uma chuva bem fina (que vem e vai) e a temperatura está entre 20 e 21ºc, noite muito agradável, e por sorte não há calor intenso no horizonte. Já basta o verão, deixa novembro ser novembro! Um dos núcleos convectivos que mencionei lá atrás atingiu a cidade de Itaperuna (noroeste do RJ) no final da tarde/início da noite de hoje, ocorreram alagamentos em vários pontos da cidade: Estações do INEA registraram 72,2 mm em Bom Jesus do Itabapoana, 66,6 mm em Laje do Muriaé e 52 mm em Itaperuna, a explosão convectiva no final da tarde favoreceu mais o noroeste do RJ mesmo, resultado do encontro do ar relativamente frio que veio com a frente com um ar muito quente que está sobre parte de MG.
  13. Depois de alguns alarmes falsos, a primeira chuva significativa de novembro caiu no final da manhã de hoje em boa parte da Região Metropolitana do Rio de Janeiro com a passagem de uma frente-fria (a interação da frente com o relevo e o mar causou a chuva). A segunda-feira começou abafada, mas o céu foi escurecendo aos poucos depois das 10:00 e a chuva chegou por volta das 11:00, alcançando maior intensidade em alguns intervalos entre 11:30 e 12:30 (pico de 27,4 mm em uma hora na estação Saúde do Alerta Rio, a mais próxima de onde eu estava no centro da cidade, o que é considerado chuva forte); também ocorreram rajadas de vento forte por lá. Depois deste início mais intenso, seguimos alternando entre chuva fraca e chuvisco/garoa (praticamente sem parar) até o final da tarde. A temperatura chegou a 26ºc antes da chuva, mas depois passou a maior parte da tarde entre 22 e 23ºc. Choveu mais nas áreas próximas do mar e nas encostas, e os menores volumes ficaram com os bairros do extremo da zona norte (como Penha e Irajá), onde só choveu moderadamente por um curto período e logo parou. Em Niterói também houve chuva forte por um breve período (principalmente na zona sul), e assim como em partes da capital algumas áreas com drenagem deficiente alagaram entre o fim da manhã e o início da tarde (o que acontece sempre que chove um pouco mais forte). A chuva acumulada hoje no município do Rio (até 21:00) variou entre 10 mm na Penha (ZN) e 120 mm na Rocinha (ZS). Agora 21ºc e garoa fraca no Ingá (Niterói). A chuva acumulada na cidade do Rio desde o início do mês (média de 33 estações) alcançou os 50 mm (até 21:00 de hoje), aproximadamente 39% da média de novembro entre 1997/2018, que é de 129 mm. A semana deve seguir com muita nebulosidade e chuvas ocasionais, mas não deve voltar a chover como hoje na maior parte da capital (poderá haver um novo repique da chuva entre quinta e sexta-feira, mas com volumes menores). A chuva de hoje foi mais costeira, e grande parte do interior do estado registrou pouca chuva (mas algumas cidades do centro-norte do RJ foram beneficiadas por núcleos convectivos que se formaram à tarde), espero que nos próximos dias chova mais no interior. Máximas e mínimas hoje pela RM do Rio, mais índices pluviométricos do INMET e de algumas estações particulares (final): Ilha do Fundão LAMCE PWS (ZN): 21,3ºc/26,3ºc (25,4 mm) Morro da Urca PWS (ZS): 19,1ºc/23,3ºc Ipanema/Lagoa PWS (ZS): 20,6ºc/25,5ºc (42,1 mm) São Conrado PWS (Praia do Pepino, ZS): 20,4ºc/25ºc (70,1 mm) Rampa Pedra Bonita PWS (520 m): 17,4ºc/22,2ºc Helicentro Guaratiba PWS (ZO): 20,2ºc/25,6ºc Santa Cruz PWS (aeródromo Armando Nogueira, ZO): 21,1ºc/26ºc (26,2 mm) Nova Iguaçu Adrianópolis PWS (Baixada Fluminense): 20,4ºc/26,7ºc (33,8 mm) Galeão aero (ZN): 21ºc/26,4ºc Duque de Caxias Xerém INMET (Baixada Fluminense): 20,6ºc/27,7ºc (45,2 mm) Seropédica Ecologia Agrícola INMET (Baixada Fluminense): 20,3ºc/26,8ºc (16,2 mm) Niterói INMET: 21,3ºc/27,6ºc (31,6 mm) Marambaia INMET: 20,5ºc/25,2ºc (27,6 mm) Jacarepaguá INMET: 20,3ºc/25,9ºc (58,4 mm) Vila Militar INMET: 20,7ºc/26,9ºc (23 mm) Esta foto é do Centro do Rio no final da manhã de hoje, minutos antes da chuva ficar forte, e mostra nuvens baixas cobrindo os topos dos prédios mais altos:
  14. Depois de um verão super sem graça, quente no geral mas sem marcas ou ondas calor de destaque, os Estados Unidos estão registrando um dos outonos mais dinâmicos em muito tempo. Setembro foi marcado pelo forte calor no centro-sul dos EUA (o mais quente já registrado em 5 estados) e pela secura histórica em grande grande parte do sudeste americano (com chuvas acima da média no norte/noroeste do país). Foi o setembro mais seco da história em 6 estados e o mais chuvoso em um (Dakota do Norte). Pela média nacional, foi o segundo setembro mais quente desde 1895, atrás apenas de setembro de 1998 (e empatado com 09/2015). Outubro começou com uma onda de calor histórica no sul e leste/sudeste, que pulverizou recordes mensais de centenas de estações do Texas até a Virgínia, mas por volta de meados do mês chegou o primeiro frio forte na área das Rochosas e em partes das planícies à leste (neste evento a temperatura diurna em Denver caiu de 27ºc para -3ºc em 24 horas), e no final do mês uma onda de frio localmente histórica afetou vários estados do norte/noroeste, fazendo com o que o mês fechasse como um dos outubros mais frios já registrados em alguns estados. Na média nacional, foi o vigésimo primeiro outubro mais frio desde 1895. A chuva ficou acima da média na maior parte do centro/leste do país e abaixo da média no oeste. Novembro segue bem dinâmico, agora com temperaturas mais altas no oeste e incursões de ar frio mais focadas no leste (que enfrentou um outubro quente). Esta semana, uma potente massa de ar frio vai afetar grande parte do país à leste das Rochosas, e várias cidades devem registrar a menor temperatura para uma primeira quinzena de novembro em décadas. Na madrugada de terça para quarta-feira, Nova Iorque (Central park) pode chegar bem perto do recorde absoluto de frio para a primeira quinzena de novembro (-6,7ºc em 15/11/1967 e 14/11/1905), e até algumas cidades na costa do Golfo do México (como Mobile) devem registrar a primeira geada do ano. Mas o sul da Flórida vai seguir fora da festa, com Miami sem baixar dos 20ºc. Tomara que tempos bem dinâmicos assim estejam reservados para o Brasil também, mas não vou alimentar esperanças.
  15. Wallace Rezende

    Normais Climatológicas Longas

    Lincoln (VT) e Knoxville (TN) têm climas muito bons, mas fico com um meio-termo entre elas, a pequena Bluefield na Virgínia Ocidental (West Virginia), onde o inverno não é tão frio quanto na primeira e o verão é mais ameno que na segunda. Além das estações do ano serem bem definidas e do verão (bem quente nas terras baixas do sul do “Mid-Atlantic”) ser amenizado pela altitude, a região tem uma geografia belíssima (ver no Maps, no mesmo estilo da área de Knoxville), e ainda conta com o charme decadente das cidadezinhas do “cinturão da ferrugem”, como transparece nas primeiras fotos. A estação meteorológica utilizada é a do aeródromo de Bluefield/Mercer County (871 m) desde 1959 até os dias de hoje, e de outro ponto mais próximo da cidade (795 m) até 1958, quando ainda não havia observação no local atual. Os registros são mais completos (quase sem dias faltando) a partir de 1942, com alguns meses e vários dias faltando antes. Para as “maiores mínimas” utilizei apenas os dados de meados da década de 1930 em diante (melhor qualidade), pois há muitas mínimas altas irreais nos meses mais quentes em alguns anos anteriores. Informações adicionais: Maior temperatura: 37,2ºC (28/07/1952) Maior temperatura mínima: 22,8ºC (div) Menor temperatura: -31,7ºC (30/12/1917) Menor temperatura máxima: -18,3ºC (21/01/1985) Maior temperatura média mensal: 25,2ºC (08/2007) Menor temperatura média mensal: -6,8ºC (01/1977) Maior média anual (desde 1960): 13,6ºC (2012) Menor média anual (desde 1960): 9,7ºC (1981) Maior precipitação anual: 1524,8 mm em 1901 Menor precipitação anual: 685,8 mm em 1930 Maior precipitação mensal: 276,1 mm em 06/1901 Menor precipitação mensal: 2,3 mm em 10/1963 Maior precipitação diária: 99,1 mm (02/10/1929) Maior queda de neve em um mês: 107,95 cm em 12/1944 Maior nevada diária: 45,7 cm em 03/03/1942
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