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Brasil Abaixo de Zero

Wallace Rezende

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  • Birthday 11/13/1990

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    Niterói - Rio de Janeiro, RJ

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  1. Está completamente errada essa anomalia para o Rio de Janeiro. No tópico de resumos, infelizmente pouco visitado pela maioria dos participantes do fórum, postei que o mês fechou com temperatura dentro da média, com no máximo alguns décimos de desvio negativo, mas dentro da variação normal. A média compensada do Santos Dumont em 11/2020 (23,8ºc) bateu exatamente com a média 1973/1990, a última normal disponibilizada pelo Inmet da estação que ficava bem ao lado na Marina da Glória (fechada em 1991). Se houvesse um média 1981/2010, provavelmente teríamos um desvio de negativo de 0,2/0,3ºc, e certamente nada além de 0,5ºc. Se esta suposta média histórica de 24,9ºc é do Galeão, esqueça, pois a estação registrou máximas superestimadas durante quase toda a década de 1980 e boa parte dos anos 90, além de algumas inconsistências mais isoladas depois disso, o que contaminou as médias de todos os meses, mas principalmente os mais próximos do solstício de verão. A média de 30 anos (compensada ou horária) de nenhuma estação do Rio é tão alta assim em novembro, embora novembros quentes como 2015, sem falar no absurdo novembro de 2009, superem facilmente este valor na maior parte da cidade. Novembro de 2009 teve média horária de 27,8ºc no Galeão, e foi o mês mais quente do ano (caso único). Dezembro começou com um dia sem maiores destaques na cidade do Rio, com tempo ligeiramente abafado mas típico da época do ano (abafamento bastante moderado pelo vento de sul/sudoeste que predominou por quase todo o dia, mas perdeu força a partir do final da tarde). Agora à noite, houve chuva fraca na maior parte da cidade, em alguns bairros moderada, com a atuação de áreas de instabilidade (em enfraquecimento) formadas pelo tempo quente e úmido. Agora o tempo já firmou mas segue com muitas nuvens e faz 24ºc nas proximidades da baía em Niterói, abafado pela falta de vento. O volume médio de chuva registrado pela rede Alerta Rio neste primeiro dia de dezembro (instabilidades noturnas) foi de 7,1 mm, mas teve desde estação que não registrou chuva alguma (Vidigal, Rocinha e Copacabana) até uma com 21,6 mm (Jacarepaguá/Cidade de Deus). Em Niterói choveu menos ainda, entre 0 e 3 mm dependendo do bairro. Temperaturas entre 23,6ºc e 30,1ºc no Santos Dumont e entre 24ºc e 31,7ºc no Galeão, com pico de 33ºc nos bairros mais quentes. Por conta da água do mar que anda fria (ressurgência), as praias registraram valores mais amenos, com mínima de 21ºc (no final da noite de ontem foi aos 20ºc) e máxima em torno dos 26/27ºc na estação de Copacabana. Na Região Serrana houve registro de chuva durante a madrugada e na parte da tarde deste dia 01/12, e em alguns pontos choveu forte. A estação do Inmet na zona rural de Nova Friburgo registrou 77,8 mm neste primeiro de dezembro (hora local), maior total diário desde os 89,2 mm do dia 12/02/2020. O restante desta semana promete ser abafado (principalmente quinta e sexta) e com chance de chuvas rápidas irregulares no Rio de Janeiro, mas na próxima semana os modelos indicam uma tendência de mais chuva, com máximas moderadas pelo tempo fechado.
  2. Wallace Rezende

    Resumos Climatológicos 2020

    Novembro não teve grandes emoções no Rio de Janeiro, e no final das contas tanto a precipitação quanto a temperatura fecharam dentro da média para o mês (com leve tendência negativa na precipitação, mas sem relevância estatística, ou seja, na prática normalidade plena). Foi o primeiro mês do ano em que tanto a temperatura quanto a precipitação fecharam dentro da média na cidade do Rio (ou seja, foi o mês mais “comportado” do ano). Os primeiros dias do mês foram com “cara” de inverno (padrão carioca), inclusive com média mais baixa que qualquer período de junho ou julho (meses péssimos para “frio’ em 2020 por aqui), mas não houve registro de marcas térmicas com relevância histórica em nenhuma estação. Os últimos 5 dias do mês foram dominados por um padrão de verão, com muito sol e predomínio de calor, mas igualmente sem qualquer pico significativo de temperatura (máximas entre 27ºc/30ºc dos bairros costeiros ao Centro e 33/36ºc nos mais quentes, neste período). No aeroporto Santos Dumont, que representa bem a região histórica da cidade (onde ela foi fundada e para onde se expandiu inicialmente, entre a Urca e o Centro), a temperatura média de 11/2020 foi de 23,8ºc, com mínima absoluta de 17,5ºc (02/11) e máxima absoluta de 31,1ºc (30/11). No aeroporto do Galeão, que representa aproximadamente uma “média” da cidade (tanto nas máximas quanto nas mínimas costuma ser um meio-termo entre bairros mais e menos quentes, embora com vento oeste/sudoeste e sol se torne um dos mais quentes), a temperatura média de 11/2020 foi de 24ºc, com mínima absoluta de 16,7ºc (02/11) e máxima absoluta de 34,5ºc (26/11). O único evento significativo de chuva na cidade do Rio de Janeiro (e na maior parte da RM) ocorreu entre os dias 18 e 20, com quase 70% da chuva do mês. Do dia 1 ao dia 17 o sol apareceu no máximo por curtos períodos e as nuvens sempre predominaram, e também houve registro de precipitação quase todo dia em algum ponto da cidade, mas os volumes foram sempre baixos ou muito baixos. Do dia 21 ao 23 chuviscou/choveu fraco em alguns pontos, e as nuvens também predominaram Do dia 24 em diante não choveu, e este foi o único período do mês com mais sol do que nuvens. O volume de chuva médio registrado pela rede Alerta Rio (33 pluviômetros espalhados pela cidade do Rio) foi de 117,5 mm, aproximadamente 87% da média 1997/2019 (134 mm). A estação do Alto da Boa Vista (ZN) registrou o maior volume de chuva em 11/2020, com 260,8 mm (mesmo assim, foi o menor total mensal desde julho no local), e a estação de Campo Grande (ZO) registrou o volume mais baixo, com 69,6 mm. Registro de chuva em novembro (média da rede Alerta Rio) desde 1997 na cidade do Rio: Dezembro começa com perspectiva de mais chuvas, principalmente a partir do próximo final de semana (até lá, chuvas irregulares e de baixo volume médio). Desde 2014 que vem chovendo abaixo da média na cidade do Rio em dezembro. Pode ser que 12/2020 quebre esta sequência, mas ainda é cedo para saber, e os modelos (que não são confiáveis mesmo) estão divergindo fortemente. Em 2013 choveu acima da média em dezembro, mas o desvio não foi grande; o último dezembro muito chuvoso (e recorde de mês mais chuvoso desde 1997, na era Alerta Rio) foi o de 2009.
  3. Wallace Rezende

    Dados de Clima do Brasil entre 1880 e 1920

    No link abaixo (páginas 43/46) constam os totais anuais de BH e os máximos diários desde 1940 até 1993. Em 1983 foi registrado o ano mais chuvoso, com mais de 2500 mm (total que muito provavelmente não será superado em 2020, já que por enquanto não parece que dezembro será tão chuvoso, mas vamos ter que esperar para ver). http://www.bibliotecadigital.mg.gov.br/consulta/verDocumento.php?iCodigo=51563 Pelos dados disponíveis para consulta no site do Inmet o acumulado de 1983 teria sido quase 200 mm menor, mas considero estes dados originais do link mais confiáveis, uma vez que há uma infinidade de erros e omissões na base de dados digital do Inmet. Apesar de os dados mensais estarem ausentes no link, já foi divulgado pela mídia (tendo como fonte o quinto Disme de BH) que janeiro de 1985 foi o mês mais chuvoso já registrado na estação convencional da região Centro-Sul da cidade (850,3 mm, superados em 01/2020), e março de 1985 foi o segundo março mais chuvoso com 412 mm, atrás somente de 03/1916. 1984, pelo que eu soube, vinha sendo um ano extremamente seco na cidade (nível 1963) até a primavera, quando as chuvas voltaram com vontade e elevaram o total anual para 1088 mm (ainda um ano bem seco, mas não histórico); houve até um total diário de 134 mm no dia 16/12/1984, que superou o máximo diário dos muito chuvosos anos de 1983 e 1985. Neste e intervalo (1940/1993) choveu mais de 2000 mm também em 1945 (2268,3 mm) e 1985 (2338,3 mm), e menos de 1000 mm em 1954 (962,8 mm) e no bizarro 1963 (497,5 mm).
  4. Do dia 01 até o dia 20 deste mês, houve apenas um dia sem registro de precipitação mensurável na automática do Inmet em Teresópolis, o dia 07/11. Nos demais dias, o total diário variou entre 0,6 mm (dias 9 e 10) e 61,8 mm (dia 01/11, que também foi o terceiro dia seguido com mais de 60 mm). Mas na semana que vem há previsão de um ou mais dias sem chuva no local, então 11/2020 não irá igualar 11/2008 em número de dias com precipitação na estação (foram 29 dias em 2008). O acumulado mensal até o início da noite do dia 20 está em 326,8 mm que, somados aos 328,6 mm de outubro, resultam num total bimestral de 655,4 mm. É o out + nov mais chuvoso desde 2016 no local, quando choveu 908 mm no bimestre (293,4 mm em out e 614,6 mm em nov). Na cidade do Rio, a chuva dos últimos dias (mais generalizada na noite do dia 18, e orográfica com grande variação entre os bairros entre a noite do dia 19 e a manhã do dia 20) elevou o total mensal para 111,8 mm (a média 1997/2019 para novembro é de 134 mm). Se a tendência que está se desenhando não mudar, provavelmente a média não será alcançada, pois a previsão até o final do mês é de pouca chuva, mas mesmo que não chova mais o total deste mês de novembro vai ficar dentro da variação normal, graças ao que choveu desde a noite do dia 18/11 (aproximadamente 70% do total mensal). A sexta-feira foi um dia ameno no Rio de Janeiro e RM, com céu encoberto e temperaturas entre 20ºc e 23ºc no aeroporto Santos Dumont. Chuviscou ou choveu fraco por toda a cidade desde a madrugada até a manhã, e também brevemente durante a noite em alguns bairros. Nos próximos dias, o tempo permanece um pouco instável (mas com baixos volumes de chuva) e relativamente ameno na RM do RJ, mas a partir de meados/final da semana que vem a previsão é de sol (se confirmar, será a primeira sequência de dias com predomínio de sol deste mês de novembro) e calor até o final do mês. Este período mais quente poderá praticamente anular a anomalia térmica negativa (1ºc/1,5ºc) registrada em novembro até agora.
  5. Wallace Rezende

    Fotos de Estações Meteorológicas

    Interessante este registro, até um pouco surpreendente (ao menos para mim). A estação do Jardim Botânico começou a funcionar no final da década de 1910 ou no começo da década de 1920, mas os dados sempre foram muito inconstantes, e a qualidade dos mesmos também ficou devendo em parte do período. Mas os últimos registros publicados pelo INMET do Jardim Botânico (estação convencional auxiliar) datam de meados da década de 2000, depois disso o órgão abandonou a estação completamente (em 2003, a qualidade dos dados estava muito ruim). Levando em conta que a foto é de 2014, e a pintura do abrigo certamente não foi feita 10 ou mais anos antes, imagino que ou o próprio JBRJ tenha assumido a estação desde então (mas jamais publicaram ou divulgaram qualquer dado), ou o talvez abrigo estivesse sendo utilizado para alguma outra finalidade (sem instrumentos de medição). Se eu voltar lá algum dia, pretendo dar uma conferida. Hoje existe uma estação não padronizada do Alerta Rio ali perto e no mesmo bairro (dentro do Jockey Club), que registra precipitação, temperatura e umidade (os dados de temperatura estavam muito ruins até o outono passado, com forte superaquecimento na parte da manhã, mas depois consertaram). Em abril de 2019 choveu 334,4 mm em 24 horas no local, num evento de chuva volumosa que pegou com mais força a zona sul e parte da zona oeste da cidade.
  6. Wallace Rezende

    Resumos Climatológicos 2020

    Hoje trago uma tabela com os acumulados de chuva (médias municipais) de 2020 até outubro nas cidades do Rio de Janeiro (rede Alerta Rio) e de São Paulo (rede CGE). São Paulo conta com vários pluviômetros do CGE espalhados pelo município desde 1995 (além das estações meteorológicas, que podem ser consultadas no site, há outras somente pluviométricas, cujos dados não são divulgados no site, mas entram no cálculo dos totais e das médias mensais). Os totais de chuva por mês e as médias do conjunto das estações são divulgados pela própria sala de imprensa do CGE, ao final de cada mês. No Rio de Janeiro, são 33 pluviômetros operados pelo Alerta Rio atualmente, 30 deles em operação desde 1997, e os dados de cada pluviômetro são disponibilizados pelo Alerta Rio em sua página na web (as médias mensais e anuais do conjunto das estações eu mesmo calculei, e algumas correções foram necessária principalmente até o começo dos anos 2000, quando há mais falhas e bugs). A cor verde representa chuva acima da média, a vermelha abaixo da média, e a preta dentro da média (defini, arbitrariamente, um desvio de até 15% como o de um mês dentro da média, ou seja, qualquer total entre 85% e 115% da média). Município do Rio de Janeiro: Município de São Paulo: Algumas observações: Abril foi o mês com maior desvio negativo (%) nas duas cidades. Fevereiro foi (de longe) o mês com maior desvio positivo no Rio de Janeiro. Agosto foi o mês com maior desvio positivo (%) em São Paulo, mais por conta da média muito baixa. Fevereiro foi de longe o mês mais chuvoso de 2020 nas duas cidades, mas o desvio foi muito mais significativo no Rio de Janeiro (onde fevereiro costuma ser bem menos chuvoso que em SP). Na capital fluminense, 02/2020 foi disparado o fevereiro mais chuvoso da série, e o único a superar os 300 mm no período, enquanto na capital paulista outros 3 meses de fevereiro foram mais chuvosos que 02/2020 (1995, 1999 e 2019). São Paulo e Rio seguiram o mesmo padrão pluviométrico em fevereiro, abril e agosto. Em maio, junho e setembro, São Paulo e Rio seguiram padrões totalmente opostos (também em março, mas um pouco menos). Em janeiro e outubro, os padrões foram similares. No RJ, os primeiros 10 meses do ano registraram chuva acima da média, enquanto SP ficou dentro da média, mas com ligeiro desvio negativo (especialmente por conta da “tragédia” que foi o trimestre outonal MAM na capital paulista). Entre maio e setembro, São Paulo esteve num padrão “8 ou 80”, com significativos desvios negativos e positivos se alternando.
  7. Mais algumas curiosidades sobre novembro na automática de Teresópolis: o novembro mais seco (na verdade, menos chuvoso) foi também o mais fresco, com média horária de 16,6ºc (em 2011), e o mais chuvoso foi também o mais quente, com média horária de 21,4ºc (em 2009, novembro absurdamente quente em grande parte do centro-sul do Brasil, foi o mês mais quente do ano em muitas cidades e até no Rio/capital, algo raríssimo). Em novembro de 2008 (452 mm e 17,4ºc de média horária) houve registro de precipitação em 29 dos 30 dias do mês na auto de Teresópolis, mas a maior chuva diária foi de apenas 40,4 mm, o "menor maior total diário" dentre todos os meses de novembro monitorados (2007/2020). A maior chuva diária para o mês ocorreu no dia 12/11/2016, com 191,8 mm (sempre tabelo pela hora local). 11/2020 por enquanto registrou maior chuva diária de 61,8 mm no dia 01, e também máxima de 14ºc neste dia (esta, a segunda menor da série). Maior máxima: 32,6ºc (05/11/2019) Menor máxima: 13,5ºc (01/11/2011) Maior mínima: 20,9ºc (05/11/2009) Menor mínima: 6,9ºc (03/11/2011) Quanto a novembro de 2020 até agora, modorrento é pouco para definir como o mês vem sendo aqui na RM do RJ. Ar extremamente úmido nos últimos dias e névoa úmida constante com visibilidade sempre ruim, está difícil até para secar as roupas de tanta umidade; o sol apareceu muito pouco até agora no mês. A chuva, embora apareça quase toda dia, cai sempre em doses mínimas, com grande número de dias registrando entre menos de 1 mm e 5 mm (hoje foi um deles, com pouco mais de 1 mm no Cemaden aqui perto). O acumulado médio de chuva na cidade do Rio de Janeiro nestes primeiros 11 dias de novembro foi de apenas 27,7 mm, apesar das chuvas quase diárias (a média 1997/2019 para o mês foi de 134 mm). Mesmo o Alto da Boa Vista, que superou os 300 mm de chuva em agosto, setembro e outubro deste ano (em cada um dos meses choveu mais de 300 mm), acumulou apenas 42,6 mm em 11/2020 por enquanto. A única “vantagem” é que até agora ainda não fez calor, a maior máxima do mês por enquanto sequer chegou aos 30ºc nas estações mais quentes da capital fluminense, e no Centro do Rio a maior máxima do mês, registrada neste dia 11, foi de apenas 26,3ºc. Porém, por conta da alta umidade e do PO elevado, a sensação de desconforto e abafamento tem estado bem presente nos últimos 3 dias, somente a falta de sol não deixou esquentar para valer ainda, uma vez que a massa de ar é 100% tropical agora (ao contrário do início do mês, quando havia um pouco de ar frio e foram registradas as menores mínimas desde agosto).
  8. No Alto da Boa Vista, bairro mais chuvoso da cidade do Rio de Janeiro, o acumulado em 90 dias até 03/11/2020 foi de 1024,9 mm (estação convencional INMET), incluindo 4 totais “diários” (12UTC/12UTC) acima dos 100 mm no período. Quanto ao mapa (me atendo ao RJ), desconsiderar os pontos azuis mais claros no primeiro (Vila Militar e Saquarema), pois só funcionam durante o dia e perderam a maior parte da chuva que caiu, e o ponto verde (Cambuci) no segundo, que saiu do ar logo no início do período. Claro que o total do segundo mapa para as estações com azul claro no primeiro também está errado, pelo mesmo motivo já exposto. O total de 186,8 mm no segundo mapa também está incompleto, pois a estação (Marambaia) saiu do ar no dia 03/10. Outra estação com dados incompletos (perda de dados de madrugada) é a de Rio Claro, que aparece com 76,4 mm e 149,4 mm nos mapas. No caso de Teresópolis/auto, é uma estação mais chuvosa mesmo, por ficar perto da borda da Serra dos Órgãos (trecho local da Serra do Mar); a média anual de chuva no local fica em torno dos 2900/3000 mm (valor estimado, pois não há uma série suficientemente longa e, para piorar, vários anos estão com dados incompletos desde a abertura da estação em 2006). Apenas 3,8 km adiante (para o norte), na área central de Teresópolis, a média anual cai para a casa dos 1500 mm na convencional da cidade (o paredão da Serra dos Órgãos faz com que Teresópolis tenha um dos maiores gradientes pluviométricos do Brasil, incrementando a chuva perto da borda da serra e gerando “sombra de chuva” ao norte). Nos pontos mais ao norte do município de Teresópolis (área rural, limite com São José do Vale do Rio Preto, Sumidouro e alguns distritos de Petrópolis), a média anual cai para a casa dos 1100/1200 mm, e são relativamente comuns anos com menos de 1000 mm. Por sorte, os dados pluviométricos do bimestre outubro/novembro estão completos desde a abertura da estação automática (mas vários outros meses estão sem dados em diferentes anos), seguem abaixo os totais bimestrais de out + nov em Teresópolis/auto desde 2007... Repare que mesmo o total do bimestre no ano mais “seco” (2015) ainda deixaria muita gente aqui “babando”, mas foi um volume baixo levando em conta a climatologia do local onde fica a estação. O novembro mais “seco” no local também superou os 200 mm, com 246,8 mm em 2011, e o mais chuvoso foi em 2009, com 687,2 mm (neste novembro de 2009, após uma chuva de mais de 70 mm em 1 hora na noite do dia 15, uma pedra rolou de uma encosta no alto da serra Rio/Teresópolis e caiu sobre um carro, matando todos que estavam no veículo). 2020 até agora acumula 473,8 mm desde 01/10, já tendo superado por enquanto apenas o ano de 2015, mas certamente irá subir mais no “ranking” até o final do mês (é praticamente certo que irá superar também 2007, 2012, 2013, 2014, 2017 e 2019, no mínimo).
  9. Wallace Rezende

    Fotos de Estações Meteorológicas

    É por aí, um topinho numa região de encosta. Eu tirei essas fotos ao fazer a travessia Ruy Braga, que vai do abrigo Rebouças (~2400 m) até o "alto da parte baixa" do parque (1100/1200 m, ao lado da trilha para as cachoeiras Véu de Noiva e Maromba). Esta travessia costuma ser feita em um dia, embora haja quem faça em dois (de cima para baixo ou de baixo para cima). No meu caso foi descendo, após pernoitar no Rebouças. Antigamente, o principal acesso à parte alta do PNI era por este lado, onde ficava a estação meteorológica e depois fizeram o abrigo Massena (não confundir com o Morro Massena, que fica em outro ponto do parque), que foi o maior abrigo de montanha do país, mas hoje está semidestruído. Quando foi inaugurado o acesso pela Garganta do Registro (o atual, com entrada pelo Posto Marcão) a estrada antiga deixou de ser utilizada, e tudo que havia naquela área (a estação meteorológica, o abrigo, uma torre de TV) foi sendo abandonado. Hoje restam também as ruínas do abrigo Massena (que são utilizadas para camping), por onde passei um pouco depois de tirar as fotos e, um pouco mais abaixo, já entrando na floresta, fica o abrigo Macieiras (de madeira, bem menor, e também abandonado). Neste link tem mais duas fotos das ruínas da estação, de outro ângulo: https://pt.wikiloc.com/trilhas-corrida-em-montanha/travessia-couto-prateleiras-ruy-braga-7442187
  10. Vídeo (bem) amador mas interessante do supertufão Goni/Rolly na área de Virac, em Catanduanes. O vídeo começa na primeira parede do olho, que teve ventos continentais no local (um pouco mais fracos). No final da madrugada, quando começa a amanhecer, eles estão dentro do olho (pelo radar, Virac ficou na parte norte do olho, onde há uma boa diminuição dos ventos, e não no centro exato, onde há calmaria). Reparem na intensa atividade elétrica que começa a ser visível ainda desde dentro do olho, e segue por boa parte da segunda parede (com ventos soprando do mar, ou de sul), a mais forte e já com o dia claro. Foi o ciclone tropical mais forte de 2020, e também o que tocou o solo com maior intensidade, embora não se saiba a intensidade exata do "landfall" por falta de voos de reconhecimento no Pacífico Oeste. Na região de Bato, onde fica o radar destruído, a intensidade do tufão foi ainda maior; o sistema já havia perdido um pouco da intensidade por interação com o relevo da ilha ao passar por Virac. As imagens de radar da trajetória da tempestade pela região foram garantidas pelo radar de Daet, após a destruição do domo em Bato. As Filipinas registram mais impactos de ciclones intensos que qualquer outro país do mundo, e a ilha de Catanduanes tem um longo histórico de impactos intensos nas últimas décadas, é uma das áreas com mais impactos em todo o país, junto com a costa leste de Luzon. Outros dois vídeos mais curtos de Virac, também mostrando a atividade elétrica na segunda metade do ciclone. Vídeo mostrando a vegetação "depenada" na área após a tempestade, cena típica dos ciclones mais intensos (alguns dias antes houve um tufão bem fraco, mencionado no início do vídeo).
  11. A estação está completamente louca, ontem registrou mais de 30ºc durante a madrugada toda com UR de até 91%, o que resultou em absurdos pontos de orvalho noturnos entre 30 e 33ºc. A máxima ontem foi até maior que os 44,8ºc, mas o algoritmo omitiu o valor máximo. Hoje a estação bateu novamente nos 44,8ºc, mas a mínima foi registrada foi de 16,7ºc. Comparando ontem e hoje, é como se a estação estivesse bêbada ou sob efeito de crack. Com o corte radical dos recursos repassados ao Inmet (que tende a se agravar cada vez mais), eu já prefiro até que a maioria das estações automáticas deles sejam desativadas, seria melhor que ver o atual cenário de terra arrasada, com mais da metade das estações sem funcionar à noite, sem dados pluviométricos ou totalmente sem dados, além de algumas completamente descompensadas por falta de manutenção. Nova Maringá em especial tem um longo histórico de dados ruins, ficou quase 1 ano com máximas e mínimas superestimadas em mais de 5ºc diariamente, mas as oscilações malucas de agora são novidade. Aqui na RM do RJ a semana foi fresca para os padrões da época e com instabilidades passageiras (hoje a mínima na área central do Rio foi de 18ºc durante uma chuva forte "relâmpago" no começo da tarde, a única precipitação do dia que mal durou 10 minutos, e a máxima foi pela manhã durante uma boa abertura de sol, com quase 25ºc). Semana que vem o tempo instável deve predominar também, mas com abafamento cada vez maior (ainda sem sinal de calor forte). Teremos condições típicas de novembro, sem surpresas ou maiores destaques. Agora à noite voltou a chover em alguns pontos da RM. São pancadas isoladas e de curta duração, por isso os índices pluviométricos não chamam a atenção. Amanhã o tempo fresco ainda predomina, mas a instabilidade diminui (até domingo o tempo fica um pouco mais firme). Este evento de temperaturas mais amenas do início de novembro não trouxe marcas de destaque para o RJ (algumas estações registraram a menor mínima desde agosto, caso do Centro do Rio e de Teresópolis, só que isso foi mais por conta das mínimas absolutas muito altas de setembro e outubro), mas serviu para deixar o ar um pouco mais "leve".
  12. Wallace Rezende

    Fotos de Estações Meteorológicas

    Com certeza as menores mínimas foram totalmente advectivas, pois é uma região toda de encosta na borda da parte alta do parque, realmente não faz sentido nenhum comparar com a atual automática, e muito menos com as antigas PWS do Marcão (que chegou a negativar em janeiro sob ar seco) e Campo Belo. Uma comparação com a antiga PWS do Massena já faria mais sentido, apesar da altitude bem maior da PWS (sob advecção, a mínima não seria necessariamente menor no Massena que na antiga convencional, pois muitas vezes o pico do ar frio fica um pouco abaixo do Massena, podendo até positivar acima dos picos do parque). A PWS do morro do Massena registrou a menor mínima de sua curtíssima existência em 03/07/2017, com -1,8ºc, e a máxima ficou na casa dos 2ºc. Também fez -1,4ºc em 08/2016 e -0,8ºc em 11/2016. Esta outra foto, que tirei um pouco antes daquela, de um ponto mais elevado (a ruína, bem ao lado de onde funcionou a estação, está num topinho à direita do centro), mostra melhor a situação do local.
  13. Wallace Rezende

    Fotos de Estações Meteorológicas

    Eu tenho as médias diárias (24 horas) da automática de Teresópolis anotadas desde 2008, mas seguindo o horário local. Em maio de 2020, a maior foi justamente neste dia 23, com 20,7ºc, e a menor no dia 27, com 11,9ºc (este foi o dia da mínima do ano, com 6ºc, mas a menor média diária de 2020 foi em agosto, com 10,7ºc no dia 22). Levando em conta todo o histórico da estação (antes de 2008 olhei alguns dias-chave), a menor média diária (24 horas) foi de 8,5ºc em 29/07/2007 (que considero a última MP julina forte a atingir o RJ, apesar da mínima absoluta ter decepcionado um pouco), e a mais alta foi de 25,3ºc em 10/01/2016 (a máxima neste dia não foi tão alta, mas a maior mínima da história da estação - 22,8ºc - causada por ventos adiabáticos incessantes, puxou para cima a média horária). Os dias 09 e 10/01/2016 são os únicos da história da estação automática de Teresópolis com média diária na casa dos 25ºc, o primeiro dia com exatos 25ºc de média (seguindo a hora local). No dia da máxima absoluta, em 10/2014, a média diária foi de 24,7ºc. Para não fugir totalmente ao tema do tópico, uma foto que tirei do local onde funcionou a estação do Inmet/Alto Itatiaia (creio que a estação esteve em atividade até o final dos anos 1940 ou início dos 1950) no ano de 2011 (mês 09); a ruína de pedra que aparece na foto (ao lado de um pinheiro raquítico, fica um pouco melhor ampliada) é parte do conjunto da casa onde moravam as observadoras, que aparece também na foto histórica postada aqui ainda inteira.
  14. Wallace Rezende

    Fotos de Estações Meteorológicas

    E não foi qualquer onda de calor não, foi o dia mais quente da história de Teresópolis (19/10/2014), com recorde absoluto nas duas estações da cidade. Fez 34ºc na auto (perto borda da serra, onde a chuva média anual se aproxima dos 3000 mm, o dobro da média registrada na estação convencional) e 36,6ºc na convencional (o recorde anterior da convencional era de 35ºc em 01/1995, e já foi superado outras vezes, começando pela tórrida primavera de 2015). O recorde de 2014 segue isolado. Interessante que a mínima de 5,6ºc registrada poucos dias antes na auto (06/10) foi não apenas a menor do mês, mas também a mais baixa de todo o ano de 2014 na estação (e desde então, levando em conta todos os meses de todos os anos, apenas junho de 2016 conseguiu baixar a mínima absoluta de 10/2014, com 5ºc no dia 13). Também (ainda falando da auto) já fez 6,9ºc em novembro de 2011, e 8,6ºc em dezembro de 2019, enquanto julho de 2020 não baixou dos 11ºc (“ridícula” é uma palavra muito fraca para descrever esta situação). Em 2019, a estação convencional de Teresópolis registrou dados completos, com máximas, mínimas e chuva em todos os dias do ano, mas agora em 2020 o observador/observadora tirou férias em outubro, e o mês ficou sem dados. Sorte que, pelos dados das automáticas da Região Serrana do RJ (em especial a de Teresópolis), a onda de calor de outubro de 2020 não trouxe potencial para recordes absolutos na região; menos um recorde perdido por falta de observador... A foto abaixo, que tirei num bairro residencial um pouco elevado em 03/2017, mostra parte da região central de Teresópolis. Ampliando a foto, dá para ver ao fundo um prédio com a lateral mais avermelhada (logo à esquerda de um prédio com dois tons de verde e varandas); o terreno onde fica a estação convencional está bem ao lado do prédio da lateral avermelhada (que aparece também na foto da estação que postei).
  15. Wallace Rezende

    Resumos Climatológicos 2020

    Outubro de 2020 começou com a onda de calor histórica, que quebrou os recordes absolutos de calor nas estações do Inmet da Pampulha/BH (desde 2006) e de Brasília (desde 1961 a estação convencional, a auto funciona ao lado da conv desde o ano 2000). A máxima de 36,5ºc na automática de Brasília (08/10) superou facilmente o recorde anterior, de 35,4ºc em 15/10/2017, e os 35,3ºc de 10/2008 (até 2008, o recorde era de 34,5ºc em 10/1963, na estação convencional). A máxima de 38,4ºc na estação da Pampulha no dia anterior (07/10) quebrou o recorde de 37,7ºc, registrado em 10/2015. Depois desta onda de calor histórica em boa parte do Brasil central, pode-se dizer que outubro “entrou nos eixos”, com predomínio de temperaturas mais moderadas e o início gradual das chuvas, por isso na média final 10/2020 ficou bem longe do recordista outubro de 2015 (mês mais quente tanto em BH quanto em Brasília). Graças ao começo muito quente, 10/2020 ainda fechou com temperatura acima da média histórica nas duas cidades, mas sem destaque quando comparamos com outros meses de outubro nos últimos anos (todos os meses de outubro desde 2014 fecharam acima da média das duas cidades). O inverso de 2015 ocorreu em 10/2011, o mais fresco da série nas duas estações (em BH "venceu" 2013 nos centésimos). Brasília registrou 169,2 mm de chuva, enquanto na Pampulha/BH choveu 114 mm, valores dentro da faixa de normalidade para o mês nas duas cidades, assim como aconteceu aqui na região do Rio de Janeiro. Na automática da Pampulha (BH), a menor temperatura registrada em 10/2020 foi de 15,4ºc no dia 26. A automática de Brasília registrou sua menor temperatura do mês nos dias 02 e 03, com 16,6ºc. Abaixo as médias horárias de outubro nas duas estações em questão desde a inauguração (média de 2008 em BH estimada com ajuda da conv, que fica em outro bairro, muitas observações faltando, mesmo caso de 2005 em Brasília, onde as estações estão uma ao lado da outra). Belo Horizonte/Pampulha auto: Brasília/auto (setor sudoeste):
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