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Brasil Abaixo de Zero

Wallace Rezende

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  • Birthday 11/13/1990

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    Niterói - Rio de Janeiro, RJ

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  1. Matheus, não se iluda com o BDMEP; é ótimo que ele exista mas tem muitos defeitos, por exemplo nenhum dado anterior a 1961 foi digitalizado (promessas foram feitas mas nada aconteceu) e mesmo após 1961 muitas cidades estão cheias de dados faltando (as observações foram feitas, mas o processo de digitalização foi muito mal feito pelo INMET deixando buracos e com zero controle de qualidade, muitas vezes não consultaram os distritos "Dismes" que tem dados completos, fizeram tudo nas coxas mesmo com pressa de acabar, bem no estilo "burrocracia"). Os dados históricos de Curitiba, além de incompletos, não estão livres de erros. Mês passado mesmo eu estava falando sobre um deles aqui com o Carlos Campos, na onda de frio de agosto de 1991 (recorde de São Joaquim) houve uma boa negativa em Curitiba (-5,2ºc no aeroporto) mas o INMET está com a mínima muito acima da real por erro de observação ou digitação, mas há muito mais. A falta de valorização do próprio instituto pelos governos (o atual e todos os últimos) não ajuda em nada, mas tem muita gente lá dentro de má vontade também, como acontece no serviço público em geral, sem deixar de reconhecer as exceções. Os recordes de chuva diária de várias capitais, como Rio de Janeiro, Florianópolis, Vitória, Maceió e Salvador (além de muitas outras cidades) foram omitidos pela digitalização incompleta ou por causa de um algoritmo que apaga registros extremos (a ideia era depois o registro ser checado por um ser humano e reinserido na base de dados quando confiável, mas como no INMET é tudo feito pela metade o algoritmo limou e ficou por isso mesmo). Só os dados recentes são reintroduzidos, por isso muitas vezes quando há um recorde absoluto isso demora a entrar na página (como foi com a chuva de julho em SP). Exemplos: Maceió registrou 407,6 mm em 24 horas em abril de 1979, Salvador 367,2 mm em abril de 1971, Florianópolis mais de 400 mm num dia de novembro de 1991... nada disso está no BDMEP. Dados de 1984 e 1985 estão faltando em várias cidades do Brasil, inclusive recordes absolutos de calor de novembro de 1985 em parte do Sul e o mês mais chuvoso da história de BH (01/1985, não digitalizado) e do RJ (01/1966, o algoritmo limou o dia mais chuvoso que foi 11 de janeiro).
  2. Eu comecei a me interessar pelo tempo quando era criança justamente por causa dos temporais, sendo que aqui na Região Metropolitana do Rio isso é mais sinônimo de chuvas forte e trovoada, com ocasionais rajadas fortes, pois um tempo severo mais clássico como existe no Sul nós não temos (granizo grande inexiste, e mesmo o pequeno é relativamente incomum, não devo ter presenciado mais que 2 ou 3 granizadas, e todas pequenas, desde que vim para as terras baixas do RJ em meados dos anos 90, e em Niterói nunca vi granizo embora já tenha ocorrido em alguns bairros da cidade sempre de forma bem isolada e rápida). O interesse por dados e extremos de temperatura só veio bem depois, a nossa atmosfera é fascinante e foi isso que me "fisgou" desde cedo. Hoje o Rio teve um dia que começou muito abafado mas foi "salvo" pela entrada do vento sudoeste no final da manhã. A tarde foi suportável sob efeito do vento apesar do sol quente (no centro do Rio estava mais quente que nos bairros próximos da baía em Niterói, situação comum em dias de vento sudoeste). Na rampa da Pedra Bonita (capital), após uma madrugada de calor sob pré-frontal (mínima de 26,8ºc), a máxima alcançou os 30,3ºc já antes das 9:00 da manhã, mas a chegada do vento sudoeste pouco antes de 11:00 garantiu um resto do dia bem mais agradável, e agora faz 19,5ºc por lá (na maior parte da cidade do Rio 23/25ºc). https://www.wunderground.com/dashboard/pws/IRJRIODE13 A noite segue com alguma brisa ainda e 24ºc no Ingá. Amanhã deve ser o dia menos abafado da semana e depois volta a esquentar gradualmente, mas sem extremos.
  3. Sobre o AGW: parece ser um assunto cíclico por aqui, como é de se esperar em um fórum sobre tempo/clima, algo inevitável; mas é bom ver que a conversa se manteve civilizada e que as discordâncias (naturalíssimas) não descambaram para ofensas. Já meio que dei a minha opinião sobre o assunto uma vez no tópico do AAO, mas vou falar mais um pouco sobre o que penso agora... Aquecimento global: é um fato, os dados mostram que a temperatura média global aumentou, com aceleração nas últimas décadas. Adoro pesquisar dados climatológicos de todo o mundo e o que vejo são variações sobre o mesmo tema (aquecimento): variando entre muito brando/estatisticamente irrelevante em poucos lugares e severo em outros (com a maior parte dos lugares e das estações “no meio do caminho”, indicando aquecimento lento, mas consistente desde o início do século XX). Ou seja: de um modo geral está aquecendo sim, mas alguns lugares bem mais que outros. Participação humana: já acreditei que fosse mínima ou altamente discutível (exceto pela questão das ilhas de calor urbanas, fenômeno inquestionável e que ocorre no mundo todo, mesmo as cidades mais frias do mundo como Yakutsk são bem mais quentes no seu coração urbanizado que os arredores rurais), mas isto mudou; hoje reconheço que as nossas atividades são sim um fator relevante neste processo de aquecimento (para além das ilhas de calor), mas ainda se pode (e deve) discutir o tamanho exato da nossa “culpa”, há muito exagero e os processos naturais também participam; quanto mais pesquisa, melhor. Climatismo/alarmismo/catastrofismo: é algo que deploro intensamente, defendo que o “alarmismo” tem feito mal à humanidade ao inverter prioridades disseminando desinformação e histeria ao tratar qualquer seca, temporal, furacão, tufão, tornado, granizo, onda de calor (e até de frio) mais etc, etc, etc e etc como resultado das “mudanças climáticas antropogênicas” (recentemente surgiu outra expressão muito pior e ainda por cima mentirosa: “crise climática”). A inversão de valores é o que mais me incomoda, por exemplo: milhões de pessoas tem a vida abreviada todos os anos na Terra por causa da poluição (contaminação da atmosfera, da água e até mesmo do solo) causada por atividades humanas e agravada por uma mentalidade que coloca a “economia” e os lucros (de um pequeno grupo) acima de tudo mais, mas a questão da poluição e da devastação da natureza em geral quase sempre aparece subordinada à questão do clima nos dias de hoje (tipo: “temos que reduzir a poluição/desmatamento por causa das mudanças climáticas”) quando na verdade a redução da devastação da natureza como um todo (além de provavelmente desacelerar o aquecimento, o que é praticamente um detalhe) teria um impacto muito mais positivo na qualidade de vida de bilhões de pessoas que uma pura redução da emissão de “gases estufa”, e deveria estar no centro das discussões sobre o meio-ambiente; ou seja, o que é mais importante fica na sombra de uma questão menor/consequência: os impactos no clima. Esta inversão de prioridades, ainda que não pareça óbvio para alguns, certamente diminui a quantidade de energia/recursos/mentes que poderiam estar se ocupando da causa ambiental maior, mas acabam se perdendo em discussões infrutíferas sobre “o clima” ou em discursos histéricos estilo “Greta Thunberg” (um diversionismo, ainda que em alguns casos involuntário). O clima sempre mudou (ok, agora está mais acelerado, mas já ocorreram períodos de mudanças velozes no passado também) e o homem sempre se adaptou às mudanças e vai continuar se adaptando, mas, além da poluição, outros problemas urgentes que só vão aumentar nos próximos anos (como diminuição da população em idade produtiva, automatização/exigência de cada vez mais especialização para se conseguir um bom emprego, deixando multidões de excluídos e com raiva do “sistema”, dando origem aos "Trumps da vida", e etc, etc e etc) recebem menos atenção que a causa do clima. O saneamento é uma questão capital, muito mais decisivo na qualidade de vida humana que o clima, mas Rio e São Paulo, assim como a grande maioria dos municípios do Brasil e de grande parte do mundo, jogam milhões/bilhões de litros de esgoto in natura (e toda uma variedade de poluentes em geral) no ambiente todos os dias. Agora comparem quantas vezes vocês leem/ouvem sobre saneamento básico nos jornais/telejornais/revistas com a frequência com que se fala de “mudanças climáticas”, é indefensável!
  4. Aqui no RJ também espero um outubro acima da média, embora a semana depois dessa possa trazer um belo refresco (aqui em termos de anomalia o ano tem sido parecido com JF, com exceção de jun e set, pois junho foi um dos mais quentes já registrados e setembro ficou quase na média, o oceano ajudou a moderar setembro). Agosto eu diria que ficou na média mas foi o mês com mais tardes "frias"; abaixo da média mesmo nenhum mês este ano, aliás o último mês aqui com anomalia negativa apreciável foi fevereiro de 2018. Olhando para o penúltimo mês do ano, o melhor (mais ameno) novembro da década disparado foi o de 2011; me lembro que no fim de outubro passou uma frente fria bem forte para a época, no dia 31/10 chovia com 17ºc no final da tarde em pleno centro do Rio, e os primeiros dias de novembro foram com temperatura típica de inverno carioca. Mas depois disso as temperaturas se mantiveram civilizadas na maioria dos dias até o fim do mês (o total oposto do amazônico novembro de 2009). Eu gostaria muito de ver uma repetição de 11/2011 este ano, mas duvido.. Outro ano com primavera ótima (não me lembro, mas vi nos dados) foi 1999, com médias muito amenas em outubro e novembro. Será que viverei para ver uma repetição?
  5. Domingo de sol e bastante calor no Rio, a máxima foi aos 38ºc nas áreas mais quentes da capital e região metropolitana, valor que fica em torno do normal para a maior máxima de outubro (máxima absoluta média do mês). A máxima de 30,9ºc na rampa da Pedra Bonita (520 m) foi a primeira acima dos 30ºc desde o dia 18 de setembro, e a vizinha Praia do Pepino novamente ficou com a menor máxima da RM. Noite bastante abafada em Niterói com 27ºc e sem vento significativo no Ingá. Extremos do dia/RM: Ipanema/Lagoa PWS (ZS): 23,4ºc/29ºc Morro da Urca PWS (ZS): 21,2ºc/31ºc São Conrado PWS (Praia do Pepino, ZS): 22,3ºc/28,1ºc Rampa Pedra Bonita PWS (520 m): 24,5ºc/30,9ºc Santa Cruz PWS (aeródromo Armando Nogueira, ZO): 22,6ºc/36,6ºc Nova Iguaçu centro PWS (Baixada Fluminense): 23,2ºc/38,1ºc Galeão aero (ZN): 21,4ºc/34,7ºc Santa Cruz aero (ZO): 21,3ºc/37,7ºc Duque de Caxias Xerém INMET (Baixada Fluminense): 16,9ºc/35,9ºc Niterói INMET: 21,9ºc/36,1ºc Marambaia INMET: 20,9ºc/36,8ºc Jacarepaguá INMET: 20,8ºc/35,2ºc Vila Militar INMET: 20,1ºc/37ºc A segunda-feira ainda será bem quente, mas provavelmente um pouco menos que hoje na maioria das áreas.
  6. No auge, quando estava sobre o oceano a mais de mil Km ao sul do Japão e com um olho minúsculo, Hagibis pode ter alcançado ou até superado a intensidade de Dorian, mas nunca saberemos pois não há coleta de dados em tufões, só estimativas por satélite. Quando alcançou o Japão, Hagibis já era um tufão fraquíssimo, não chegava nem no dedo do pé de Dorian (que alcançou a costa no auge da força). A região onde o centro de Hagibis tocou o solo (Península de Izu) registrou apenas ventos com força de tempestade tropical (sustentados de 80/90 Km/h com rajadas de 110/120 Km/h, embora mais tarde a Baía de Tóquio (leste do centro) tenha registrado rajadas com força de tufão (mesmo assim, dentro do que seria um categoria 1). O que causou praticamente todas as mortes e transtornos do Japão foi a grande área de chuvas volumosas associada ao tufão (a intensidade de um ciclone tropical, por vento ou pressão, não guarda relação com o volume de chuva que produz). A tabela do OGIMET está correta mas mostra apenas as estações meteorológicas primárias (completas) do Japão, onde o pico ficou em 500 mm/24h, mas várias estações secundárias ou puramente pluviométricas (também oficias da JMA) registraram volumes maiores, com um pico acima de 900 mm/24h em Hakone. Tufões costumam enfraquecer bastante ao se aproximarem da ilha de Honshu, por conta das águas mais frias e da atmosfera quase sempre menos favorável, mas uma exceção recente foi Faxai, que quase não perdeu força ao tocar o solo numa época mais quente. Mas em outubro de 2004, mais precisamente no dia 09, o tufão Ma-On conseguiu chegar à Honshu (na mesma área onde Hagibis tocou o solo, a Penísula de Izu) ainda com centro quente e uma parede norte do olho bem forte, e por isso rajadas violentas foram registradas (228 Km/h em Ajiro e 243 Km/h em Irozaki, recorde histórico destas que são as duas estações principais da península). Com Hagibis, a rajada máxima não passou de 114 Km/h em Ajiro e 132 Km/h em Irozaki, muito pouco para um tufão, e praticamente não houve danos por vento na área peninsular. Esta imagem do centro de Hagibis tocando o solo mostra certas características de uma tempestade que já perdeu as características tropicais no núcleo; o “olho” (parte que aparece tocando a península perto do marcador amarelo) já sem qualquer definição e até mesmo parcialmente seco (a chuva também quase não caiu no momento exato do “landfall” na região). Toda a chuva aparece concentrada em terra, ao norte/oeste do centro de pressão. Um ciclone tropical maduro (como Dorian) teria um círculo perfeito de calmaria cercado por bandas de chuva forte. Ou no mínimo uma das paredes do olho bem definida, como Ma-On no Japão e Irma na Flórida, típico de ciclones que estão enfraquecendo mas ainda são tropicais (também nestes casos o vento mais forte ocorre na parede do olho, ao contrário do que aconteceu com Hagibis).
  7. Esta mínima do dia 09/10 foi à noite, poucas horas depois de ter feito 27/28ºc, a advecção de ar frio começou por volta de 17:30 e a temperatura despencou, até ocorreu uma "poeira" de neve (T) na mesma noite, os dados do aeroporto mostram bem a evolução da situação, desde o calor com URA abaixo de 10% à tarde até negativar com vento à noite: https://www.wunderground.com/history/airportfrompws/KDEN/2019/10/9/DailyHistory.html?req_city=&req_state=&req_statename=&reqdb.zip=&reqdb.magic=&reqdb.wmo= No dia 11/10 o ar frio (bem enfraquecido) chegou ao litoral oeste/central do Golfo do México americano; Houston amanheceu com 25/26ºc, registrou máxima de até 30ºc por volta de 9:00/10:00 da manhã (Houston Hobby) e baixou para 15/16ºc no início da tarde (12:00/13:00), foi o primeiro sinal do outono em Houston após o setembro mais quente da história.
  8. O principal destaque do Hagibis, que atingiu a costa já em avançado estado de transição para extratropical (e por isso trouxe ventos apenas com força de tempestade tropical para o ponto de "landfall", a bela Península de Izu) foi a chuva volumosa, que causou muitos transtornos em algumas áreas da ilha de Honshu, em especial nas encostas voltadas para o sul/leste e também em parte do litoral até a província de Iwate, no norte da ilha. A capital Tóquio teve rajadas fortes por um período bem curto (perto de 150 Km/h), mas a chuva foi normal para um tufão (150/200 mm bem distribuídos ao longo do dia, sem passar dos 25 mm por hora), com volumes maiores apenas no extremo oeste da província, sem pegar as áreas mais urbanizadas. O maior volume de chuva do Japão foi registrado na região cênica de Hakone, na província de Kanagawa, uma estação de montanha a mais de 800 metros de altitude com vista para o Monte Fuji que recebeu muita chuva orográfica, foram 922,5 mm apenas no sábado! Vejam os totais de hora em hora no dia 12/10/2019 (Hakone): Time Precipitation Hour mm 1 9.0 2 6.0 3 18.0 4 18.0 5 32.0 6 40.0 7 45.0 8 39.5 9 51.5 10 53.5 11 74.5 12 58.5 13 78.5 14 72.5 15 47.0 16 53.0 17 44.5 18 52.5 19 76.5 20 48.5 21 3.0 22 1.0 23 0.0 24 0.0
  9. O calor que fez em partes do Sul neste sábado realmente foi notável; além de várias cidades de SC terem aproximado ou superado recordes mensais, Porto Alegre teve máxima 38,4ºc na convencional, e parece que foi recorde para outubro. Caxias do Sul ainda registrava 29ºc na observação de 21:00!! (00Z), e deve ter quebrado o recorde de máxima para outubro também (o valor não foi divulgado). Bagé foi outra cidade onde fez bastante calor (34,8ºc na automática, mas a convencional é mais quente e deve ter superado os 36ºc), por lá a máxima também não foi divulgada o que pode indicar recorde mensal desde 1961. Uma PWS de Bagé que costuma ficar entre a automática e a convencional nas máximas chegou aos 36,4ºc. Até a estação de topo em Pinheiro Machado chegou aos 31,8ºc (nas baixadas deve ter feito uns 33ºc).
  10. Enquanto isso, o Rio de Janeiro teve um sábado ensolarado (nada além de uma fina camada de nuvens altas no horizonte norte) e quente, mas sem maiores destaques. Quem gosta de praia aproveitou o sol forte com uma leve brisa que, na orla da zona sul, segurou a máxima um pouco abaixo dos 30ºc. As máximas na Região Metropolitana hoje variaram entre 27,1ºc na Praia do Pepino/capital/ZS (onde agora faz 23ºc) e 36ºc em Nova Iguaçu na Baixada Fluminense (onde agora faz 25,8ºc). Nos aeroportos, mínima de 20ºc e máxima de 33,8ºc no Galeão (ZN) e 35,1ºc em Santa Cruz (ZO). O domingo deve ser parecido, com pequenas variações para mais ou para menos (na máxima) dependendo do bairro. Agora em Niterói ainda abafado com 24/25ºc no Ingá, e uma brisa bem leve que é melhor do que nada (no quente INMET/Barreto a máxima foi de 35ºc). PS: eu também jamais escolheria o norte da Rússia para morar, ainda que tenha vontade de conhecer; mas eu até moraria em lugares com estações do ano bem definidas no centro/sul do país, onde dá para passar bastante tempo ao ar livre entre a primavera e o outono (e onde se concentram as cidades maiores como Moscou, Irkutsk, Novosibirsk e Vladivostok), embora reconheça o sufoco que é o inverno em especial para os mais pobres.
  11. Realmente as cidades do “nortão” da Rússia são em geral bem feiosas; uma das poucas (relativas) exceções é Salekhard, na área dos Nenets, com um conjunto de prédios coloridos perto do centrinho que seguramente seria considerado cafona no Brasil, mas que cai bem num lugar onde neva com frequência em nove meses do ano (faz um belo contraste com o céu azul ou nublado e a neve), e onde no auge do inverno quase não se vê a luz do dia. Quase me esqueci de dizer que os mosquitos da tundra estão entre os mais vorazes do mundo, o ciclo de vida é muito curto e no verão eles atacam com tudo. Mais ao sul, numa área com clima mais clemente (esta já com as quatro estações mais definidas, enquanto Salekhard só tem um projeto de verão de até 3 meses e variações de inverno no resto do ano), a cidade de Yoshkar-Ola, capital da pequena república de Mari-El, recebeu um banho de loja em algumas áreas nas últimas décadas (em especial perto do rio), e certamente merece uma visita se alguém estiver passando por perto. Mas os lugares que eu não perderia na Rússia (além das duas maiores cidades que, como diria Thanos, são inevitáveis) são a região de Irkutsk (cidade relativamente grande e animada que fica perto do belíssimo Lago Baikal, onde dá até para "pegar uma praia" no verão), a área de Vladivostok (a partir dali pode-se visitar a costa do Mar do Japão, região muito bonita com penhascos e praias bem diferentes do que estamos habituados) e a Península de Kamtchatka, uma das minhas paisagens favoritas em todo o mundo (apesar da principal cidade local, Petropavlovsk-Kamchatshky, ser meio feiosa, só o fato de ter um imponente vulcão nevado no “skyline” já compensa a feiura da cidade). Também adoraria conhecer a região do Cáucaso, entre Pyatigorsk e Sochi, guardada pelo Elbrus e com clima variando entre temperado brando e subtropical. Sochi inclusive tem mínima absoluta maior que muita cidade do sul do Brasil na maioria dos invernos, destoa completamente do que se espera do inverno RUSSO. Yoshkar-Ola:
  12. Tufão Hagibis chegando ao Japão hoje (sábado por lá) enfraquecido como se esperava, mas ainda trazendo chuvas fortes, ventos localmente intensos e até mesmo um tornado nas bandas externas (registrado na prefeitura de Chiba).. O centro do tufão deve tocar o solo em algumas horas, já iniciando uma subtropicalização.
  13. É verdade, eu morei na zona norte do Rio (área do Méier) antes de vir para Niterói e o calor era bem pior no verão, e como você bem disse o resfriamento nas noites de inverno também não é essas coisas, muito pouca diferença aqui para a beira da baía de Niterói que é muito ruim para mínimas. A zona norte do Rio (áreas baixas e adensadas como Penha, Madureira, Bonsucesso, Penha, Tijuca, Vila Isabel...) combina o pior dos dois mundos: ilha de calor que segura as mínimas lá no alto e bloqueio/aquecimento da brisa do mar pelo relevo, deixando as máximas altas também. Aqui nesta região de Niterói (Ingá, Boa Viagem, Icaraí..) ainda bate uma brisa que alivia o calor em alguns dias, costumo me virar bem com ventilador para dormir na maior parte do verão (exceto em meses bem acima da média como janeiro de 2019, quando o ar condicionado se fez necessário em vários dias), mas Niterói mesmo tem bairros muitos quentes também, a nova estação do INMET no Barreto registrou a maior média de todas as estações automáticas do estado do RJ no último verão (superou até a Vila Militar por ter mínimas muito altas), chegando aos 30,1ºc em janeiro (isto foi a média de 744 horas, equivalente à média compensada, é um valor absurdamente alto). Aliás, fiz uma caminhada pela avenida Niemeyer no último sábado (aproveitando que está fechada ao trânsito após o Vidigal), bem perto de onde você morou. É um bom lugar para caminhar a estava bem vazio (muita gente fica com medo), enquanto a praia e o calçadão estavam cheios já que foi um dia ensolarado e quente; coloquei até umas fotos do passeio aqui (no sábado passado, dia 5). Fui no finalzinho da tarde já sem o sol para me fritar os miolos, com temperatura na casa dos 24/25ºc. Hoje o sol retornou entre nuvens altas e já fez um pouco de calor, que foi amenizado pela brisa. Aqui perto da baía a temperatura ficou entre 22 e 28ºc, aproximadamente, mas o INMET no Barreto variou entre 21,6ºc e 31,4ºc (após não passar dos 23,3ºc ontem). Segue sem alterações a previsão para os próximos dias, com calor maior até segunda-feira e um relativo alívio depois, mas permanecendo um pouco abafado.
  14. Sem falar das variações loucas de um dia para o outro: no dia 09/10 (anteontem) Denver no Colorado registrou máxima de 27ºc, e no dia 10/10 (ontem) a máxima diurna foi de 2ºc abaixo de zero, e com neve (a máxima do dia foi de -1ºc no início da madrugada)!
  15. E hoje foi mais um dia ameno no Rio de Janeiro, com céu encoberto e chuva fraca bem isolada na parte da madrugada/manhã (em Niterói só chuviscou em alguns bairros). A estação do INMET /Niterói no Barreto registrou extremos de 20,2ºc e 23,3ºc. Na capital as máximas variaram entre 23 e 24ºc na maioria dos bairros, mas não passou de 19,8ºc na rampa da Pedra Bonita (520 metros), a quadragésima quinta máxima abaixo dos 20ºc em 2019 até agora. Amanhã o sol deve retornar e volta a fazer um pouco de calor, calor que se intensifica (sem alcançar níveis fora do comum) entre sábado e segunda-feira, sendo que no domingo e/ou na segunda um ou outro bairro pode alcançar os 35ºc. A partir de terça-feira, aparentemente, as máximas voltam a ficar um pouco mais amenas com a intensificação dos ventos do mar.
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