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Brasil Abaixo de Zero

Mauro Dornelles

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  1. Mauro Dornelles

    Nuvens em Marte.

    No último dia 13/05/2019, a sonda Curiosity captou imagens de nuvens em Marte, são oito imagens que foram montadas no formato de filme. Alguém se atreve a classificá-las? Ou dar nome a elas? Fonte: NASA/JPL-Caltech. Link: http://www.midnightplanets.com/web/MSL/sol/02405.html Clouds on Mars seen by NASAs Curiosity rover on Sol 2405 May 13,2019 -.mp4
  2. Mauro Dornelles

    Nuvens em Marte.

    Atualizando com imagens obtidas pela mesma sonda no dia 25/05/19. Fonte: NASA/JPL-Caltech.
  3. Mauro Dornelles

    Mapa Mundial da Poluição.

    Não é mapa de população ou luzes das cidades à noite, trata-se de concentração de Dióxido de Nitrogênio (NO2) produzido pela queima de combustível não renovável. Dados coletados entre Agosto e Setembro de 2018 com auxílio do satélite Sentinel 5P da ESA. Fonte: https://medium.com/descarteslabs-team/what-we-burn-creates-an-eerily-navigable-map-of-earth-5e02fbe39f58
  4. Matéria da BBC: "A colonização das Américas no fim do século 15 matou tanta gente que afetou o clima na Terra. Esta é a conclusão de cientistas da University College London (UCL), no Reino Unido. Os pesquisadores afirmam que o massacre decorrente da colonização europeia levou ao abandono de imensas áreas de terras agrícolas, que acabaram sendo reflorestadas. A recuperação da vegetação tirou dióxido de carbono (CO₂) suficiente da atmosfera para resfriar o planeta. Os segredos do clima guardados pela ilha mais isolada do mundo 5 produtos do cotidiano que são uma ameaça ao meio ambiente - e alguns, à sua saúde Este período de resfriamento costuma ser chamado nos livros de história de "Pequena Era do Gelo" - uma época em que o Rio Tâmisa, em Londres, costumava congelar durante o inverno no hemisfério norte. "O massacre dos povos indígenas das Américas levou ao abandono de áreas desmatadas suficientes para afetar a absorção de carbono terrestre, com impacto que pôde ser observado tanto no dióxido de carbono na atmosfera quanto na temperatura do ar na superfície da Terra", escreveram Alexander Koch, um dos autores da pesquisa, e seus colegas no estudo publicado na revista científica Quaternary Science Reviews. O que o estudo mostra? A equipe revisou todos os dados populacionais que conseguiu reunir sobre quantas pessoas viviam nas Américas antes da chegada dos europeus ao continente em 1492. Em seguida, avaliaram como os números mudaram nas décadas seguintes, à medida que os continentes foram devastados por doenças (varíola, sarampo, etc.), guerras, escravidão e questões sociais. Os cientistas estimam que 60 milhões de pessoas viviam nas Américas no fim do século 15 (cerca de 10% da população total do mundo), e que este número foi reduzido a apenas cinco ou seis milhões em cem anos. Eles calcularam a quantidade de terra cultivada por povos indígenas que teria caído em desuso, e qual seria o impacto se essas terras fossem substituídas por florestas e savanas. A área em questão teria cerca de 56 milhões de hectares, quase o mesmo tamanho de um país moderno como a França. Acredita-se que esta escala de renovação do solo absorveu CO₂ suficiente do ar para a concentração do gás na atmosfera apresentar uma queda de 7-10ppm (isto é, de 7-10 moléculas de CO₂ para cada um milhão de moléculas no ar). "Para colocar isso no contexto moderno - basicamente queimamos (combustíveis fósseis) e produzimos cerca de 3 ppm por ano. Então, estamos falando de uma grande quantidade de carbono que está sendo sugada da atmosfera", explica Mark Maslin, coautor do estudo. "Há um resfriamento acentuado por volta dessa época (1500/1600) que é chamada de Pequena Era do Gelo, e o interessante é que podemos observar processos naturais que resultam em algum resfriamento, mas a verdade é que para obter o resfriamento total - o dobro dos processos naturais - você tem que ter essa queda no CO₂ gerada pelo genocídio." O que sustenta essa conexão? A queda no CO₂ após o despovoamente no continente americano é evidente em amostras coletadas de núcleo de gelo da Antártida. As bolhas de ar presas nessas amostras congeladas revelam uma queda na concentração de dióxido de carbono nesse período. A composição atômica do gás também sugere fortemente que o declínio é impulsionado por processos no solo em algum lugar do planeta. Além disso, os cientistas da UCL argumentam que a tese coincide com os registros de reservas de carvão e pólen nas Américas. Eles mostram o tipo de efeito esperado do declínio no uso do fogo no manejo da terra e um grande crescimento da vegetação natural. "Os cientistas entendem que a chamada Pequena Era do Gelo foi causada por vários fatores - uma queda nos níveis de dióxido de carbono na atmosfera, uma série de grandes erupções vulcânicas, mudanças no uso da terra e um declínio temporário da atividade solar", explica Ed Hawkins, professor de ciência do clima da Universidade de Reading, no Reino Unido, que não participou do estudo. "Este novo estudo demonstra que a queda no CO₂ aconteceu em parte devido à colonização das Américas e o consequente colapso da população indígena, que permitiu que a vegetação natural voltasse a crescer. Isso mostra que as atividades humanas afetaram o clima muito antes do início da revolução industrial", acrescenta. Há lições para a política climática atual? Chris Brierley, coautor da pesquisa, acredita que haja, sim, lições a serem tiradas disso. Segundo ele, os efeitos da queda populacional abrupta e do reflorestamento das Américas ilustram o desafio inerente a algumas soluções para o aquecimento global. "Há muita discussão sobre 'emissões negativas' de carbono e plantio de árvores para tirar CO₂ da atmosfera com o objetivo de mitigar a mudança climática", disse ele à BBC News. "E o que vemos neste estudo é a escala do que é necessário, porque o despovoamento (das Américas) resultou em uma área do tamanho da França sendo reflorestada e apenas alguns ppm. Isso mostra o que o reflorestamento é capaz. Mas, ao mesmo tempo, esse tipo de redução talvez compense apenas dois anos de emissões de combustíveis fósseis ao ritmo atual." O estudo também tem um peso nas discussões sobre a criação de um novo rótulo para descrever o que seria a "era da humanidade" - e seus impactos - na Terra. Conhecido como Antropoceno, este período seria caracterizado pelo impacto da ação humana na Terra, e há um intenso debate sobre como pode ser considerado uma nova era geológica. Alguns cientistas dizem que ele seria mais evidente a partir da grande aceleração da atividade industrial a partir dos anos 1950. Mas, segundo os pesquisadores da UCL, o genocídio nas Américas revela que há interações humanas significativas que deixaram uma marca profunda e permanente no planeta desde muito antes da metade do século 20". Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/geral-47069188
  5. Toró em POA, temperatura caiu de 35°C para 24°C no aeroporto. Acho que vou pegar um moletom.
  6. Hoje é dia de cardíaco não sair de casa em Porto Alegre, o troço tá feio. 🔥
  7. Do site BBC: "Depois de estudar 20 séculos de calamidades na Europa o historiador concluiu, em artigo na revista acadêmica Science, que o ano 536 d.C "foi o começo de um dos piores períodos, senão o pior" para estar vivo. Naquele ano, uma misteriosa névoa cobriu Europa, Oriente Médio e partes da Ásia por 18 meses. O sol perdeu a intensidade do brilho e as temperaturas caíram de 2,5 a 1,5 graus, iniciando a década mais fria dos últimos 2.300 anos. A China chegou a ver neve naquele verão, as colheitas agrícolas de vários países europeus e asiáticos não deram frutos e a fome afetou boa parte da população durante um longo período. Mas o que está por trás disso tudo? A "época obscura" Os historiadores há anos denominam a primeira metade do século 6 como a "época obscura", mas a origem desse período de "treva" foi, por muito tempo, um mistério. Agora, uma análise precisa do interior de uma geleira suíça, feita por uma equipe coordenada por McCormick e o especialista em geleiras Paul Mayewski, do Instituto de Mudanças Climática da Universidade de Maine, nos Estados Unidos, encontrou uma resposta. As nuvens negras que cobriram parte do hemisfério norte eram, na realidade, cinzas procedentes de uma enorme erupção vulcânica ocorrida na Islândia. Após o ano de 536, se seguiram outras gigantes erupções, em 540 e 547. O historiador de Harvard acredita que isso, juntamente com a chegada da peste bubônica às costas da Europa, em 541, provocou uma paralisia econômica no continente até 640 d.C. O gelo analisado pelos pesquisadores aponta que as erupções provocaram aumento do nível de acetato de chumbo no ar. Para Kyle Harper, historiadora da Universidade de Oklahoma, nos Estados Unidos, o detalhado registro de desastres naturais e contaminação humana "congelado no gelo" oferece um "novo tipo de prova para compreender as causas humanas e naturais que provocaram a queda do Império Romano, assim como os primeiros movimentos da nova econômica medieval". E essa informação congelada no gelo há séculos também permitiu esclarecer, em parte, o que levou o mundo a vivenciar um dos períodos mais tenebrosos da história. " Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/geral-46302790
  8. Mauro Dornelles

    "Morning Glory" Vista do Espaço.

    Duas nuvens tipo "Morning Glory" podem ser vistas se afastando da costa noroeste da Austrália em imagens obtidas a partir da Estação Espacial Internacional:
  9. Notícia do site GaúchaZH. Em tempos de pouca verba é bom ler com alguma desconfiança: "Em meados do ano que vem, o Rio Grande do Sul deve finalmente contar com um sistema de radares meteorológicos capaz de monitorar tempestades como a do último domingo, que espalhou estragos pelo Estado. Nesta quinta-feira (5), representantes do Secretaria Estadual do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema) estarão em Silveira Martins, na Região Central, para confirmar a última decisão técnica sobre a localização de um dos radares. Depois disso, será lançado o edital de licitação para o fornecimento e a instalação dos equipamentos. Estão previstos sete radares, que estariam em operação por volta de julho ou agosto do ano que vem e que cobririam todo o território gaúcho. Dois deles serão sofisticados Banda C, com abrangência de 240 quilômetros de raio, previstos para São Francisco de Paula, na Serra, e para uma área da Aeronáutica em Silveira Martins. Cada um deles custa em torno de US$ 2 milhões. Os outros cinco serão mais simples, Banda X, com raio de 100 quilômetros e custo na faixa dos US$ 800 mil. Estarão posicionados em Santa Rosa, Capão da Canoa, Santa Vitória do Palmar, Santana do Livramento e Uruguaiana. O investimento é parte da política estadual de gestão de risco de desastres, com verba extra orçamentária do fundo de recursos hídricos. Conforme Fernando Meirelles, diretor do departamento de recursos hídricos da Sema, se o sistema já estivesse em operação a resposta ao temporal do fim de semana teria sido mais certeira. — O evento de domingo estava previsto desde a quinta-feira. No domingo de manhã, fizemos um boletim com modelos mostrando chuva concentrada no Oeste. Mas o evento mudou de comportamento e se intensificou ao longo do dia, já muito perto de Porto Alegre. Se tivéssemos o sistema de radares, conseguiríamos monitorar o avanço e a velocidade em tempo real, e teria sido possível alertar melhor — observa. No modelo atual, a sala de situação da Sema é alimentada por dados de satélite, por 393 estações de solo para medição de chuva e com informações dos dois únicos radares meteorológicos existentes no Rio Grande do Sul, em Canguçu e Santiago, ambos pertencentes à Aeronáutica. No caso desses dois equipamentos, no entanto, a Sema recebe apenas uma imagem, e não os dados brutos que poderiam alimentar modelos de previsão para curto prazo, permitindo monitorar de perto as tempestades. No momento, a secretaria está finalizando uma parceria com a Aeronáutica que propiciará o acesso às informações brutas, não só desses dois radares, como também dos localizados em Santa Catarina, o que já deverá aprimorar a capacidade de monitoramento. O sistema ficará completo quando os sete satélites estaduais estiverem em operação. Os radares emitem sinais eletromagnéticos que, ao deparar com alguma formação, conseguem devolver informações sobre velocidade, deslocamento e quantidade de chuva. — Com os radares, a gente consegue acompanhar os eventos em tempo real, não é só ver o que passou, como nos modelos que temos hoje — diz Meirelles". Fonte: https://gauchazh.clicrbs.com.br/geral/noticia/2017/10/rio-grande-do-sul-deve-ganhar-sete-radares-meteorologicos-para-monitorar-tempestades-cj8c4wx5o000z01qhkolx6sdj.html
  10. Mauro Dornelles

    Atualização de aniversário instalada!

    Ficou muito bom, parabéns pela iniciativa, e obrigado pelo esforço e dedicação da Administração do BAZ.
  11. Temporal dos bons sobre Porto Alegre, Aero reporta ventos de até 40 nós. Update: 50 nós às 18h33min.
  12. Só pude postar agora, somente a título de curiosidade, observem a umidade, ontem, às 6h da manhã em Porto Alegre:
  13. Um grupo de cientistas amadores fãs de auroras boreais descobriu um novo fenômeno atmosférico nos céus do norte do Canadá. Eric Donovan, professor da Universidade de Calgary, identificou a coluna de luz violeta em uma série de fotos compartilhadas no Facebook. A princípio, foi definido como um arco de prótons. Mas Donovan descartou a hipótese ao avaliar que não seria possível ver isso a olho nu. Diante do mistério, Donovan e seus colegas recorreram a um conjunto de satélites da Agência Espacial Europeia (ESA na sigla em inglês) que estuda o campo magnético da Terra para obter mais informações. Assim, descobriram que a coluna de luz é uma corrente de gás que flui em grande velocidade nas partes mais elevadas da atmosfera terrestre. Uma luz chamada Steve Cientistas analisaram o fenômeno usando satélites localizados a uma altitude de 300 km e notaram que o ar dentro da coluna era 3.000ºC mais quente e circulava a uma velocidade 600 vezes maior do que o ar do entorno. Pouco se sabe, além disso, sobre a enorme linha de luz violeta. Acredita-se que não seja uma aurora boreal, porque não resulta da característica interação de partículas solares com o campo magnético da Terra. O novo fenômeno foi batizado de "Steve", em referência à animação Os Sem-Floresta (2006), em que os personagens usam esse nome para falar de uma criatura que nunca tinham visto antes. "É um fenômeno natural lindo, observado primeiro por cientistas amadores e que despertou o interesse de cientistas profissionais", destaca Roger Haagmans, pesquisador da ESA. "No final das contas, é bastante comum, mas que ainda não o havíamos notado. Isso só foi possível graças a uma soma de esforços." Fonte: https://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/bbc/2017/04/25/o-fenomeno-da-coluna-de-luz-violeta-flagrado-pela-1-vez-nos-ceus-do-canada.htm
  14. Pancada violenta de chuva. Visibilidade em 200m, estimo vento igual ou superior a 100Km/h. Danos a se observar pela cidade.
  15. Ar quente e muito instável sobre Porto Alegre, no Salgado Filho: Temperature 91 F (33 C) Heat index 94.6 F (34.8 C)
  16. Um estudo divulgado segunda-feira (24/10) na revista Nature solucionou um mistério que há mais de uma década intrigava os cientistas: a origem dos aerossóis atmosféricos que alimentam as nuvens da região amazônica em condições livres de poluição. Essas partículas microscópicas suspensas no ar desempenham um papel fundamental para o clima, pois dão origem aos chamados núcleos de condensação de nuvens – partículas sobre as quais o vapor d’água presente na atmosfera se condensa para formar as gotas de nuvens e a chuva, explicaram os autores. De acordo com novos resultados da pesquisa, conduzida com apoio da FAPESP no âmbito da campanha científica Green Ocean Amazon Experiment (GoAmazon), as partículas precursoras dos núcleos de condensação de nuvens são formadas na alta atmosfera e transportadas para perto da superfície pelas nuvens e pela chuva. “Há pelo menos 15 anos temos tentado medir no solo a formação de novas partículas de aerossóis na Amazônia e o resultado era sempre zero. As novas partículas nanométricas simplesmente não apareciam na Amazônia. As medições eram feitas em solo ou com aviões voando até no máximo 3 mil metros de altura. Mas a resposta, na verdade, estava ainda muito mais no alto”, contou Paulo Artaxo, professor do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (IF-USP) e coautor do artigo. Segundo Artaxo, que coordena o Projeto Temático “GoAmazon: interação da pluma urbana de Manaus com emissões biogênicas da Floresta Amazônica”, a floresta naturalmente emite gases conhecidos como compostos orgânicos voláteis (VOCs, na sigla em inglês) – entre eles terpenos e isoprenos –, que são carregados pela convecção nas nuvens para a alta atmosfera, podendo chegar a 15 mil metros de altitude, onde a temperatura gira em torno de 55°C negativos. “Com o frio, os gases voláteis se condensam e formam partículas inicialmente muito pequenas – entre 1 e 5 nanômetros. Essas nanopartículas adsorvem gases e se chocam umas com as outras, rapidamente coagulam e crescem até alcançar um tamanho em que podem atuar como núcleo de condensação de nuvens – em geral acima de 50 a 70 nanômetros”, explicou Artaxo. Em altitudes elevadas, acrescentou o pesquisador, o processo de coagulação das partículas é facilitado pela baixa pressão atmosférica, baixas temperaturas e pelo grande número de partículas presentes. “Até que, em uma determinada hora, uma dessas gigantescas nuvens convectivas gera uma forte corrente de ar com ventos descendentes e, ao precipitar, traz essas partículas para perto da superfície”, continuou Artaxo. Achado surpreendente Parte das medições apresentadas no artigo foi feita em março de 2014 – período de chuva na Amazônia – por um avião de pesquisa capaz de voar até 6 mil metros de altura. A aeronave, conhecida como Gulfstream-1, pertence ao Pacific Northwest National Laboratory (PNNL), dos Estados Unidos. Outro conjunto de dados foi obtido entre março e maio de 2014 no laboratório operado pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) – chamado Torre Alta de Observação da Amazônia (ATTO, na sigla em inglês), que tem 320 metros de altura e está situado na Reserva Biológica de Uatumã, uma área de floresta distante 160 quilômetros a nordeste de Manaus, onde a poluição urbana dificilmente chega. Medições de aerossóis complementares foram feitas em um conjunto de torres situado cerca de 55 quilômetros ao norte de Manaus, conhecido como ZF2. E também na cidade de Manacapuru, a cerca de 100 quilômetros a oeste de Manaus, onde está instalada a infraestrutura do Atmospheric Radiation Measurement (ARM) Facility – um conjunto móvel de equipamentos terrestres e aéreos desenvolvido para estudos climáticos, pertencente ao Departamento de Energia dos Estados Unidos. “Para nossa surpresa, observamos que a concentração de material particulado aumentava com a altitude – quando o esperado seria uma quantidade maior próximo da superfície. Encontramos uma quantidade muito grande de aerossóis nesse limite de voo de 6 mil metros do Gulfstream-1”, contou Luiz Augusto Toledo Machado, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e coautor do artigo. A observação inicial se confirmou quando, no âmbito do projeto Acridicon-Chuva, coordenado por Machado e apoiado pela FAPESP, foram feitas novas medições com uma aeronave de pesquisa alemã capaz de voar até 16 mil metros de altitude. O avião denominado Halo (High Altitude and Long Range Research Aircraft) é administrado por um consórcio de pesquisa que inclui o Centro Alemão de Aeronáutica (DLR), o Instituto Max Planck (MPI) e a Associação de Pesquisa da Alemanha (DFG). “Notamos que, em regiões poluídas, havia uma quantidade extremamente grande de material particulado próximo da superfície, o que não acontecia nas regiões livres de poluição. Mas, em altitudes elevadas, encontrávamos grande concentração de partículas independentemente do grau de poluição. Agora, este trabalho mostra que a chuva traz essas nanopartículas para perto da superfície, onde formam novas populações de material particulado que atuam como núcleo de condensação de nuvens”, disse Machado. Como pontuou o pesquisador do Inpe, já se sabia que a chuva limpa a atmosfera, mas não se conhecia o mecanismo pelo qual os aerossóis eram repostos. “O interessante foi ter apreendido que, ao mesmo tempo que a chuva remove os aerossóis, ela traz, em suas correntes descendentes, os embriões [as nanopartículas] que, após crescerem, vão recompor a concentração de aerossóis.” Segundo Artaxo, a observação foi surpreendente porque quando se ultrapassa a camada limite planetária – altitudes superiores a 2,5 mil metros – ocorre uma inversão de temperatura que costuma inibir a movimentação vertical de partículas. “Mas não levávamos em conta o papel das nuvens convectivas como transportadoras dos gases emitidos pela floresta”, disse. Os estudos feitos no âmbito do experimento GoAmazon, acrescentou o pesquisador, estão demonstrando que os VOCs oriundos das plantas fazem parte de um mecanismo fundamental para a produção de aerossóis em áreas continentais. “Os VOCs emitidos pela floresta e as nuvens fazem uma dinâmica muito peculiar e produzem enormes quantidades de partículas em altas altitudes, onde se acreditava que elas não existiriam. É a biologia da floresta atuando junto com as nuvens para manter o ecossistema amazônico em funcionamento”, ressalta Artaxo. Esses gases, segundo o pesquisador, são jogados para a alta atmosfera, onde a velocidade do vento é muito grande, e são redistribuídos pelo planeta de forma muito eficiente. No caso da Amazônia, parte é transportada para os Andes, parte para o sul do Brasil e parte afeta a própria região da floresta tropical. “Estamos atualmente realizando trabalhos de modelagem para precisar as regiões afetadas pelas emissões de VOCs da Amazônia e transportadas pela circulação atmosférica”, contou o professor da USP. Como era até agora desconhecido, esse mecanismo de produção de aerossóis não está contemplado em nenhum modelo climático. “É um conhecimento que terá de ser incluído, pois ajudará a tornar as simulações de chuva mais precisas”, afirmou Machado. O pesquisador do Inpe ressaltou ainda que a descoberta só foi possível graças aos aviões de pesquisa que estiveram em Manaus por meio das parcerias firmadas no âmbito do experimento GoAmazon, uma campanha internacional do Departamento de Energia dos Estados Unidos conduzida em parceria. “O Brasil ainda não tem uma aeronave laboratório desse porte, o que seria fundamental para o avanço de pesquisas atmosféricas”, disse. Além do Acridicon-Chuva, coordenado por Machado, e do Projeto Temático coordenado por Artaxo, conta ainda com apoio da FAPESP o projeto “Pesquisa colaborativa Brasil-EUA: modificações causadas pela poluição antrópica na química da atmosfera e na microfísica de partículas da floresta tropical durante as campanhas intensivas do GoAmazon”, coordenado por Henrique de Melo Jorge Barbosa, pesquisador do IF-USP. O artigo Amazon boundary layer aerosol concentration sustained by vertical transport during rainfall pode ser lido em http://www.nature.com/nature/journal/vaop/ncurrent/full/nature19819.html. Fonte: http://exame.abril.com.br/ciencia/estudo-soluciona-intrigante-misterio-de-nuvens-amazonicas
  17. Torre do aeroporto Salgado Filho adverte as aeronaves que decolam ou se aproximam de Porto Alegre para formação de gelo severa entre os níveis de vôo 050 e 090.
  18. Pelos dados daqui de casa o Germânia devia estar em +-1,5°/2,0° e uma geada fraca. O parque não é tão plano, fora uma faixa dele. Sobre as previsões, totalmente de acordo. O INMET é um tanto conservador para o frio, mas não confio muito nas previsões. Confesso que não acompanho a Somar. Das grandes empresas privadas só sei da Climatempo, que a RBS utiliza para as previsões. Mas é melhor não falar da Climatempo. Deixa assim... A pouco eu tinha 12,0°. Vou aos 15°/16°. Bom para esquentar um pouco a casa. Tive 12,7° no local onde está a estação. Brrr!! Geada hoje, cedo, na Plínio, rótula do Sup. Carrefour às 7h30min.
  19. Pelo Modelo Mauro de Previsão de Neve, se encostar em 7°C aqui em Porto Alegre neva na serra gaúcha. :lol:
  20. Pancada violenta de chuva em P. Alegre. Estragos generalizados. Chance de tornado.
  21. Nova pancada violenta de chuva, vento perto de 40 nós, rajadas de 51 nós, visibilidade reduzida.
  22. Pancada violenta de chuva com vento de 40 nós, rajadas de 53 nós e granizo sobre Porto Alegre.
  23. Relâmpagos quase contínuos sobre Porto Alegre, isso não vai acabar bem...
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