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Brasil Abaixo de Zero

Mauro Dornelles

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  • Birthday 10/22/1965

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    Porto Alegre - RS

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  1. "Há poucos anos, o Rio Grande do Sul foi o cenário perfeito para o acontecimento do derecho. Mas, o que é isso? O derecho é um fenômeno atmosférico que se manifesta em tempestades. Classificado de maneira mais precisa no final dos anos 80, um derecho pode ser compreendido como uma extensa massa de ventos associada a tempestades que se movem rapidamente e por uma longa extensão territorial. O nome do intenso vendaval de longa duração e que pode percorrer mais de 400 km origina-se de uma palavra espanhola que significa “direta”. Por isso, a palavra “derecho” tem sido usada para se referir aos ventos fortes que se movem em linha reta. Diferente dos tornados, fenômeno bastante presente em nosso imaginário como ventos extremamente destrutivos, o derecho não é composto por ventos “torcidos”, ou seja, não gira em torno de si. Aqui, na Universidade Federal de Santa Maria, o fenômeno atmosférico raro foi cientificamente documentado pelo meteorologista Eliton Lima de Figueiredo durante o doutorado, realizado no Programa de Pós-graduação em Meteorologia (PPGMet). No Brasil, o trabalho é considerado pioneiro na documentação e no estudo sobre o derecho. Orientado pelo meteorologista e professor do PPGMet Ernani de Lima Nascimento, o trabalho explora as tempestades que ocorreram em 29 de maio de 2013 e nos dias 18 e 19 de outubro de 2014, no Rio Grande do Sul. Com imagens captadas pelo radar meteorológico localizado em Santiago, cidade vizinha de Santa Maria, Eliton passou quatro anos estudando com o objetivo de mostrar que o fenômeno derecho aconteceu bem aqui, pertinho de nós. “O desafio foi bastante grande. No Brasil, são raros as pesquisas que falam sobre o fenômeno, então o trabalho foi muito baseado em estudos norte-americanos. Por isso, a oportunidade de estudar e documentar o derecho foi uma experiência muito boa”, lembra. Além da tese, a pesquisa deu origem a dois artigos científicos extremamente importantes para área. O primeiro deles intitulado “Analysis of two derecho events in Southern Brazil” foi publicado na edição impressa de outubro da revista Meteorology and Atmospheric Physics. É a primeira vez que um artigo científico sobre o tema é publicado. O segundo, ainda não publicado, trabalha com a simulação numérica da tempestade a partir de números e cálculos matemáticos. O trabalho publicado é de autoria de Eliton Lima de Figueiredo e teve a colaboração do orientador Ernani de Lima Nascimento e de Maurício Ilha de Oliveira, mestre egresso do PPG da UFSM e, atualmente, doutorando em Meteorologia pela Universidade de Oklahoma, nos Estados Unidos. A contribuição de Maurício na pesquisa diz respeito aos tornados, fenômeno que estuda há anos. “Trabalho entendendo os tornados, mas existem outros fenômenos atmosféricos muito interessantes. Então, nosso horizonte deve permanecer expandido porque sempre tem algo a ser descoberto”, conta o doutorando. Para ele, a observação desses fenômenos é essencial para a área da meteorologia, principalmente no Brasil, e deve continuar sendo feita. “Observar um fenômeno na nossa região é importante para a comunidade científica, já que podemos, por exemplo, enxergar algo que ainda não foi visto em região alguma”, explica. Vendaval pode chegar a 140 km/h Mas, se o “derecho” é raro, quais são as características que fazem dele um fenômeno tão especial? Primeiro, o vendaval é extremamente forte. Os ventos podem chegar a 140 quilômetros por hora. Segundo, a extensão territorial do fenômeno é bastante grande. O derecho pode começar um rastro de destruição em Uruguaiana e chegar até Santa Maria, por exemplo. E, terceiro, pode durar por horas, mas, é alta a velocidade com que as tempestades se deslocam. Logo, o potencial de destruição do derecho é intenso e causa, por exemplo, a derrubada de árvores, destelhamentos, quedas de energia e até fatalidades humanas. Segundo o coordenador do Curso de Graduação em Meteorologia da UFSM, Ernani de Lima Nascimento, toda a tempestade gera ventos. Porém, o pesquisador lembra que quando essas tempestades se organizam lado a lado, formam as linhas de instabilidade e as rajadas de vento se somam, como se fosse uma combinação. “Tem algumas situações que são raras em que esses ventos são extremamente intensos e podem ser comparados ao de um tornado. Mas, com a diferença que não tornam em si, não são ventos giratórios. São derechos, ventos de, em média, 140 quilômetros por hora”, ressalta Ernani. Além disso, o fenômeno possui um formato interessante que desperta curiosidade. No radar meteorológico de Santiago, foi possível visualizar a tempestade em formato de arco. O bow echo, como é conhecido na meteorologia, nada mais é que o retorno característico do radar de um sistema convectivo de mesoescala com a forma de um arco. Esses sistemas podem produzir ventos fortes em linha reta e, ocasionalmente, tornados, causando grandes danos. Podem também se tornar derechos, como foi o caso dos acontecimentos de maio de 2013 e outubro de 2014. E, ainda mais curioso, o radar captou uma formação extremamente rara: a tempestade em formato de arco e flecha. Foi a primeira documentação científica desta organização de tempestades em território brasileiro. Ernani lembra ainda que os derechos são linhas de instabilidade que podem ser em forma de ponta de lança ou em forma de arco. “Na meteorologia, usamos objetos conhecidos para associar às formações de tempestades. Assim, também são conhecidas como ecos de radar de ponta de lança ou ecos de proa”, conta o professor. Sobre os efeitos do derecho, o que se sabe sobre o rastro de destruição causado está relacionado aos acontecimentos observados nos Estados Unidos. Lá, o vendaval intenso é mais comum devido à largura do continente, característica que propicia este fenômeno. Em 2011, Chicago foi atingida por um derecho que deixou dezenas de milhares de residências sem energia elétrica. Além disso, afetam severamente os meios de comunicação e, devido aos estragos relacionados a queda de árvores, destelhamentos, alagamentos e etc, afetam também a mobilidade de uma cidade, por exemplo. Afinal, por que trabalhos como este são importantes para a sociedade? Os resultados apresentados na tese de Eliton e no artigo escrito em colaboração com Ernani e Maurício são fundamentais para o apoio à meteorologia operacional brasileira no tocante à emissão de alertas de tempo severo. Segundo os pesquisadores, é fundamental que tenhamos conhecimento sobre tempestades e outros fenômenos naturais já que somos diretamente afetados. Mesmo que não possam ser evitados, justamente pode se tratarem de manifestações da natureza, o investimento e o conhecimento tornam tais fenômenos mais previsíveis e, dessa forma, a sociedade pode se preparar a fim de reduzir ou evitar os possíveis danos. Repórter: Leandra Cruber, acadêmica de Jornalismo Ilustradora: Giovana Marion, acadêmica de Desenho Industrial Mídia Social: Nataly Dandara, acadêmica de Relações Públicas Editora de Produção: Melissa Konzen, acadêmica de Jornalismo Editor Chefe: Maurício Dias, jornalista Fonte: https://www.ufsm.br/midias/arco/vendaval-derecho
  2. Mauro Dornelles

    Nuvens em Marte.

    Atualizando com imagens obtidas pela mesma sonda no dia 25/05/19. Fonte: NASA/JPL-Caltech.
  3. Mauro Dornelles

    Nuvens em Marte.

    No último dia 13/05/2019, a sonda Curiosity captou imagens de nuvens em Marte, são oito imagens que foram montadas no formato de filme. Alguém se atreve a classificá-las? Ou dar nome a elas? Fonte: NASA/JPL-Caltech. Link: http://www.midnightplanets.com/web/MSL/sol/02405.html Clouds on Mars seen by NASAs Curiosity rover on Sol 2405 May 13,2019 -.mp4
  4. Mauro Dornelles

    Mapa Mundial da Poluição.

    Não é mapa de população ou luzes das cidades à noite, trata-se de concentração de Dióxido de Nitrogênio (NO2) produzido pela queima de combustível não renovável. Dados coletados entre Agosto e Setembro de 2018 com auxílio do satélite Sentinel 5P da ESA. Fonte: https://medium.com/descarteslabs-team/what-we-burn-creates-an-eerily-navigable-map-of-earth-5e02fbe39f58
  5. Matéria da BBC: "A colonização das Américas no fim do século 15 matou tanta gente que afetou o clima na Terra. Esta é a conclusão de cientistas da University College London (UCL), no Reino Unido. Os pesquisadores afirmam que o massacre decorrente da colonização europeia levou ao abandono de imensas áreas de terras agrícolas, que acabaram sendo reflorestadas. A recuperação da vegetação tirou dióxido de carbono (CO₂) suficiente da atmosfera para resfriar o planeta. Os segredos do clima guardados pela ilha mais isolada do mundo 5 produtos do cotidiano que são uma ameaça ao meio ambiente - e alguns, à sua saúde Este período de resfriamento costuma ser chamado nos livros de história de "Pequena Era do Gelo" - uma época em que o Rio Tâmisa, em Londres, costumava congelar durante o inverno no hemisfério norte. "O massacre dos povos indígenas das Américas levou ao abandono de áreas desmatadas suficientes para afetar a absorção de carbono terrestre, com impacto que pôde ser observado tanto no dióxido de carbono na atmosfera quanto na temperatura do ar na superfície da Terra", escreveram Alexander Koch, um dos autores da pesquisa, e seus colegas no estudo publicado na revista científica Quaternary Science Reviews. O que o estudo mostra? A equipe revisou todos os dados populacionais que conseguiu reunir sobre quantas pessoas viviam nas Américas antes da chegada dos europeus ao continente em 1492. Em seguida, avaliaram como os números mudaram nas décadas seguintes, à medida que os continentes foram devastados por doenças (varíola, sarampo, etc.), guerras, escravidão e questões sociais. Os cientistas estimam que 60 milhões de pessoas viviam nas Américas no fim do século 15 (cerca de 10% da população total do mundo), e que este número foi reduzido a apenas cinco ou seis milhões em cem anos. Eles calcularam a quantidade de terra cultivada por povos indígenas que teria caído em desuso, e qual seria o impacto se essas terras fossem substituídas por florestas e savanas. A área em questão teria cerca de 56 milhões de hectares, quase o mesmo tamanho de um país moderno como a França. Acredita-se que esta escala de renovação do solo absorveu CO₂ suficiente do ar para a concentração do gás na atmosfera apresentar uma queda de 7-10ppm (isto é, de 7-10 moléculas de CO₂ para cada um milhão de moléculas no ar). "Para colocar isso no contexto moderno - basicamente queimamos (combustíveis fósseis) e produzimos cerca de 3 ppm por ano. Então, estamos falando de uma grande quantidade de carbono que está sendo sugada da atmosfera", explica Mark Maslin, coautor do estudo. "Há um resfriamento acentuado por volta dessa época (1500/1600) que é chamada de Pequena Era do Gelo, e o interessante é que podemos observar processos naturais que resultam em algum resfriamento, mas a verdade é que para obter o resfriamento total - o dobro dos processos naturais - você tem que ter essa queda no CO₂ gerada pelo genocídio." O que sustenta essa conexão? A queda no CO₂ após o despovoamente no continente americano é evidente em amostras coletadas de núcleo de gelo da Antártida. As bolhas de ar presas nessas amostras congeladas revelam uma queda na concentração de dióxido de carbono nesse período. A composição atômica do gás também sugere fortemente que o declínio é impulsionado por processos no solo em algum lugar do planeta. Além disso, os cientistas da UCL argumentam que a tese coincide com os registros de reservas de carvão e pólen nas Américas. Eles mostram o tipo de efeito esperado do declínio no uso do fogo no manejo da terra e um grande crescimento da vegetação natural. "Os cientistas entendem que a chamada Pequena Era do Gelo foi causada por vários fatores - uma queda nos níveis de dióxido de carbono na atmosfera, uma série de grandes erupções vulcânicas, mudanças no uso da terra e um declínio temporário da atividade solar", explica Ed Hawkins, professor de ciência do clima da Universidade de Reading, no Reino Unido, que não participou do estudo. "Este novo estudo demonstra que a queda no CO₂ aconteceu em parte devido à colonização das Américas e o consequente colapso da população indígena, que permitiu que a vegetação natural voltasse a crescer. Isso mostra que as atividades humanas afetaram o clima muito antes do início da revolução industrial", acrescenta. Há lições para a política climática atual? Chris Brierley, coautor da pesquisa, acredita que haja, sim, lições a serem tiradas disso. Segundo ele, os efeitos da queda populacional abrupta e do reflorestamento das Américas ilustram o desafio inerente a algumas soluções para o aquecimento global. "Há muita discussão sobre 'emissões negativas' de carbono e plantio de árvores para tirar CO₂ da atmosfera com o objetivo de mitigar a mudança climática", disse ele à BBC News. "E o que vemos neste estudo é a escala do que é necessário, porque o despovoamento (das Américas) resultou em uma área do tamanho da França sendo reflorestada e apenas alguns ppm. Isso mostra o que o reflorestamento é capaz. Mas, ao mesmo tempo, esse tipo de redução talvez compense apenas dois anos de emissões de combustíveis fósseis ao ritmo atual." O estudo também tem um peso nas discussões sobre a criação de um novo rótulo para descrever o que seria a "era da humanidade" - e seus impactos - na Terra. Conhecido como Antropoceno, este período seria caracterizado pelo impacto da ação humana na Terra, e há um intenso debate sobre como pode ser considerado uma nova era geológica. Alguns cientistas dizem que ele seria mais evidente a partir da grande aceleração da atividade industrial a partir dos anos 1950. Mas, segundo os pesquisadores da UCL, o genocídio nas Américas revela que há interações humanas significativas que deixaram uma marca profunda e permanente no planeta desde muito antes da metade do século 20". Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/geral-47069188
  6. Toró em POA, temperatura caiu de 35°C para 24°C no aeroporto. Acho que vou pegar um moletom.
  7. Hoje é dia de cardíaco não sair de casa em Porto Alegre, o troço tá feio. 🔥
  8. Do site BBC: "Depois de estudar 20 séculos de calamidades na Europa o historiador concluiu, em artigo na revista acadêmica Science, que o ano 536 d.C "foi o começo de um dos piores períodos, senão o pior" para estar vivo. Naquele ano, uma misteriosa névoa cobriu Europa, Oriente Médio e partes da Ásia por 18 meses. O sol perdeu a intensidade do brilho e as temperaturas caíram de 2,5 a 1,5 graus, iniciando a década mais fria dos últimos 2.300 anos. A China chegou a ver neve naquele verão, as colheitas agrícolas de vários países europeus e asiáticos não deram frutos e a fome afetou boa parte da população durante um longo período. Mas o que está por trás disso tudo? A "época obscura" Os historiadores há anos denominam a primeira metade do século 6 como a "época obscura", mas a origem desse período de "treva" foi, por muito tempo, um mistério. Agora, uma análise precisa do interior de uma geleira suíça, feita por uma equipe coordenada por McCormick e o especialista em geleiras Paul Mayewski, do Instituto de Mudanças Climática da Universidade de Maine, nos Estados Unidos, encontrou uma resposta. As nuvens negras que cobriram parte do hemisfério norte eram, na realidade, cinzas procedentes de uma enorme erupção vulcânica ocorrida na Islândia. Após o ano de 536, se seguiram outras gigantes erupções, em 540 e 547. O historiador de Harvard acredita que isso, juntamente com a chegada da peste bubônica às costas da Europa, em 541, provocou uma paralisia econômica no continente até 640 d.C. O gelo analisado pelos pesquisadores aponta que as erupções provocaram aumento do nível de acetato de chumbo no ar. Para Kyle Harper, historiadora da Universidade de Oklahoma, nos Estados Unidos, o detalhado registro de desastres naturais e contaminação humana "congelado no gelo" oferece um "novo tipo de prova para compreender as causas humanas e naturais que provocaram a queda do Império Romano, assim como os primeiros movimentos da nova econômica medieval". E essa informação congelada no gelo há séculos também permitiu esclarecer, em parte, o que levou o mundo a vivenciar um dos períodos mais tenebrosos da história. " Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/geral-46302790
  9. Mauro Dornelles

    "Morning Glory" Vista do Espaço.

    Duas nuvens tipo "Morning Glory" podem ser vistas se afastando da costa noroeste da Austrália em imagens obtidas a partir da Estação Espacial Internacional:
  10. Mauro Dornelles

    Atualização de aniversário instalada!

    Ficou muito bom, parabéns pela iniciativa, e obrigado pelo esforço e dedicação da Administração do BAZ.
  11. Notícia do site GaúchaZH. Em tempos de pouca verba é bom ler com alguma desconfiança: "Em meados do ano que vem, o Rio Grande do Sul deve finalmente contar com um sistema de radares meteorológicos capaz de monitorar tempestades como a do último domingo, que espalhou estragos pelo Estado. Nesta quinta-feira (5), representantes do Secretaria Estadual do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema) estarão em Silveira Martins, na Região Central, para confirmar a última decisão técnica sobre a localização de um dos radares. Depois disso, será lançado o edital de licitação para o fornecimento e a instalação dos equipamentos. Estão previstos sete radares, que estariam em operação por volta de julho ou agosto do ano que vem e que cobririam todo o território gaúcho. Dois deles serão sofisticados Banda C, com abrangência de 240 quilômetros de raio, previstos para São Francisco de Paula, na Serra, e para uma área da Aeronáutica em Silveira Martins. Cada um deles custa em torno de US$ 2 milhões. Os outros cinco serão mais simples, Banda X, com raio de 100 quilômetros e custo na faixa dos US$ 800 mil. Estarão posicionados em Santa Rosa, Capão da Canoa, Santa Vitória do Palmar, Santana do Livramento e Uruguaiana. O investimento é parte da política estadual de gestão de risco de desastres, com verba extra orçamentária do fundo de recursos hídricos. Conforme Fernando Meirelles, diretor do departamento de recursos hídricos da Sema, se o sistema já estivesse em operação a resposta ao temporal do fim de semana teria sido mais certeira. — O evento de domingo estava previsto desde a quinta-feira. No domingo de manhã, fizemos um boletim com modelos mostrando chuva concentrada no Oeste. Mas o evento mudou de comportamento e se intensificou ao longo do dia, já muito perto de Porto Alegre. Se tivéssemos o sistema de radares, conseguiríamos monitorar o avanço e a velocidade em tempo real, e teria sido possível alertar melhor — observa. No modelo atual, a sala de situação da Sema é alimentada por dados de satélite, por 393 estações de solo para medição de chuva e com informações dos dois únicos radares meteorológicos existentes no Rio Grande do Sul, em Canguçu e Santiago, ambos pertencentes à Aeronáutica. No caso desses dois equipamentos, no entanto, a Sema recebe apenas uma imagem, e não os dados brutos que poderiam alimentar modelos de previsão para curto prazo, permitindo monitorar de perto as tempestades. No momento, a secretaria está finalizando uma parceria com a Aeronáutica que propiciará o acesso às informações brutas, não só desses dois radares, como também dos localizados em Santa Catarina, o que já deverá aprimorar a capacidade de monitoramento. O sistema ficará completo quando os sete satélites estaduais estiverem em operação. Os radares emitem sinais eletromagnéticos que, ao deparar com alguma formação, conseguem devolver informações sobre velocidade, deslocamento e quantidade de chuva. — Com os radares, a gente consegue acompanhar os eventos em tempo real, não é só ver o que passou, como nos modelos que temos hoje — diz Meirelles". Fonte: https://gauchazh.clicrbs.com.br/geral/noticia/2017/10/rio-grande-do-sul-deve-ganhar-sete-radares-meteorologicos-para-monitorar-tempestades-cj8c4wx5o000z01qhkolx6sdj.html
  12. Temporal dos bons sobre Porto Alegre, Aero reporta ventos de até 40 nós. Update: 50 nós às 18h33min.
  13. Só pude postar agora, somente a título de curiosidade, observem a umidade, ontem, às 6h da manhã em Porto Alegre:
  14. Um grupo de cientistas amadores fãs de auroras boreais descobriu um novo fenômeno atmosférico nos céus do norte do Canadá. Eric Donovan, professor da Universidade de Calgary, identificou a coluna de luz violeta em uma série de fotos compartilhadas no Facebook. A princípio, foi definido como um arco de prótons. Mas Donovan descartou a hipótese ao avaliar que não seria possível ver isso a olho nu. Diante do mistério, Donovan e seus colegas recorreram a um conjunto de satélites da Agência Espacial Europeia (ESA na sigla em inglês) que estuda o campo magnético da Terra para obter mais informações. Assim, descobriram que a coluna de luz é uma corrente de gás que flui em grande velocidade nas partes mais elevadas da atmosfera terrestre. Uma luz chamada Steve Cientistas analisaram o fenômeno usando satélites localizados a uma altitude de 300 km e notaram que o ar dentro da coluna era 3.000ºC mais quente e circulava a uma velocidade 600 vezes maior do que o ar do entorno. Pouco se sabe, além disso, sobre a enorme linha de luz violeta. Acredita-se que não seja uma aurora boreal, porque não resulta da característica interação de partículas solares com o campo magnético da Terra. O novo fenômeno foi batizado de "Steve", em referência à animação Os Sem-Floresta (2006), em que os personagens usam esse nome para falar de uma criatura que nunca tinham visto antes. "É um fenômeno natural lindo, observado primeiro por cientistas amadores e que despertou o interesse de cientistas profissionais", destaca Roger Haagmans, pesquisador da ESA. "No final das contas, é bastante comum, mas que ainda não o havíamos notado. Isso só foi possível graças a uma soma de esforços." Fonte: https://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/bbc/2017/04/25/o-fenomeno-da-coluna-de-luz-violeta-flagrado-pela-1-vez-nos-ceus-do-canada.htm
  15. Pancada violenta de chuva. Visibilidade em 200m, estimo vento igual ou superior a 100Km/h. Danos a se observar pela cidade.
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