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Brasil Abaixo de Zero

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Tomás WRuas

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About Tomás WRuas

  • Birthday 07/18/2001

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    Florianópolis

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  1. Não esqueçam de postar os resumos mensais aqui:
  2. Deixo aqui dois vídeos que fiz em São Francisco de Paula durante o grande episódio de frio do mês passado: o primeiro gravado bem no momento da nevasca, que, na minha opinião, foi o grande destaque desse evento (de fato uma raríssima NEVASCA); o segundo da acumulação no amanhecer do dia seguinte, que, apesar de generalizada, não foi muito expressiva para a região dos Aparados considerando o histórico de nevadas da região. Coloquei uma GoPro na parte de fora do carro e filmei a gente saindo da cidade e depois alguns trechos na estrada em direção à grande e subestimada Jaquirana rsrs. Vou ficar devendo o relato da viagem, mas também não seria nada muito diferente do que já foi tão exaustivamente relatado por aqui.
  3. Tomás WRuas

    Resumos Climatológicos 2021

    Segue resumo das minhas estações neste julho que é o mês mais frio desde junho de 2016 em Floripa. Vai pra história como o mês que registrou a primeira negativa da cidade, ainda que não necessariamente a onda de frio tenha sido das mais fortes. Portanto, pra Ilha de Santa Catarina, um mês histórico graças ao aumento do monitoramento. Sertão do Ribeirão: Balneário dos Açores (sem chuva):
  4. Eu vi! Mas é na cidade... Apesar de lindo, imagino que seria ainda mais incrível uma filmagem dessas na borda.
  5. Eita porra! Demais!!!! Pra ficar melhor só se alguém voou um drone às 8h da manhã
  6. É o que eu estou mais curioso por ver. Ainda não existe(!!!) foto ou vídeo dos Cânions de Cambará do Sul com neve acumulada, e este evento seria ideal pra fazer um voo de drone por lá e entrar pra história. Torcendo pra aparecer um. É relativamente difícil acumular neve tão na borda. Imagina isso aqui (cânion Fortaleza) branquinho: 🤤
  7. Não só possível como provável. Vi fotos de geada em vários bairros de Floripa. Mas ela só se formou em locais propícios, como áreas verdes descampadas. Itacorubi:
  8. Peço licença para usar um linguajar mais torpe, mas ontem Floripa finalmente descabaçou! Foi o primeiro registro de temperatura negativa na história da cidade!!!!!!!!!!! E cabe destacar os 4,1°C da Praia dos Açores, numa estação que fica acima do terraço da casa a apenas 50 metros da praia, posicionada mais para vento. Devia ser possível achar geada em valetas coladas na praia! Foram -0,2°Cregistrados na minha Davis do Sertão do Ribeirão às 7h20 de ontem. Como ventou de madrugada e a temperatura ficou oscilando muito, a geada do amanhecer foi fraca. De tarde, pelo segundo dia consecutivo, não deu nem pra bater os 13°C ainda que o sol estivesse a pino: máxima ficou em 12,9°C; deu 12,8°C no dia anterior. Mas, logo que anoiteceu, a baixada do Sertão já estava completamente estável e a temperatura desabou, ficando abaixo dos 7°C antes mesmo das 18h! Baixou de 5°C às 19h05 e chegou a 3,9°C às 20h10, quando estancou a queda. Voltou a cair por volta de meia noite e a mínima hoje atingiu 1,3°C às 3h53. Tanto tempo com temperatura baixíssima propiciou uma geada forte como não se via na Ilha de Santa Catarina desde junho de 2016, quando o @Caio César fez registros fotográficos excelentes em Ratones (tá no BAZ!). As fotos deste amanhecer congelado de 30 de julho de 2021 são da Karlota, responsável pelo sítio Hortêncio, onde fica minha estação. Vai pra história: P.S.: subi a serra e peguei a nevasca em São Chico dia 28, assim como o amanhecer nevado nos Aparados dia 29 e os -9°C com geadão de hoje em Urupema. Logo mais saem minhas fotos e vídeos exclusivamente pro BAZ rsrs, com relato!
  9. Posto pra ficar nos anais do BAZ a saída 12z do Europeu de hoje, às vésperas do que esperamos ser o maior evento de frio em muitos anos. Analisando o YR, chama a atenção a duração que os valores extremos perduram na grade. Serão 3 dias com mínimas extremas nos topos. Esses valores, por si só, eu já vi na previsão em outras ondas de frio, mas sempre em um dia isolado. Jamais durante tanto tempo. Essa MP que vai entrando tem tudo pra fazer história — ao menos a mais recente. Sobre os prints abaixo, lembrem que o ECMWF sempre subestima os valores de temperatura em superfície. Considerando o suporte insano dessa MP, os valores reais devem ser abaixo ou bem abaixo dessas projeções. São Joaquim, que pode bater a menor temperatura desde 2000 (quando fez -9,0°) e registrar a menor do século XXI, que é -6,5° em 11/07/2004. Morro da Igreja, que deve bater seu recorde de mínima absoluta, atualmente de -8,6° em agosto de 2020. Porto Alegre, que pode ter duas máximas sub 10°C seguidas (e com períodos de sol!), algo que não ocorre desde julho de 1969. Mas, se fosse apostar, diria que se confirma apenas uma. Ainda assim, podemos ter na sexta feira o Inmet beliscando 0/1°C. São Francisco de Paula, onde o destaque será a neve. Europeu dando nada mais nada menos que 8 mm de chuva com a atmosfera totalmente congelada. O que cair, é neve. Na prática: europeu prevendo acúmulos de 10 cm!!! Florianópolis, que na sexta pode ter a menor mínima desde 2016 (quando fez 0,6° em Carijós) e, com alguma sorte, a menor desde 2000 (quando fez 0,0° no Itacorubi). A torcida é pela negativa, mas vai ser brabo. Por segurança, não considero.
  10. Eis que o vento resolveu acalmar às 4:30 da manhã no sul da ilha e consegui boas mínimas: 3,7° no Sertão do Ribeirão e 7,4° nos Açores. Ainda fez 4,1° na Fazenda Ressacada (UFSC), no bairro Carianos, ao lado do aeroporto; e 5,4° no Itacorubi. No restante das estações de Florianópolis o vento não parou e a mínima não baixou dos 8°C. O dia vai sendo de sol e securas, mas não tão extrema quanto ontem. Ainda assim, a umidade relativa já baixou dos 50% na maioria das estações da Ilha. O vento é fraco, e amanhã espero mínimas interessantes pela cidade. Veremos.
  11. Melhor do que fazer aniversário no miolo de julho é conseguir comemorá-lo em um dia tão sensacional quanto este 18 de julho de 2021. Que maravilha de MP! Minhas expectativas já eram por uma jornada bem divertida aqui em Floripa, com entrada de MP, ciclone, securas e sol de geladeira; mas eu não esperava um dia tão extremo como está sendo. A frente-fria passou pela ilha com uma formação de shelf cloud não associada a temporais, quase totalmente seca (pancadas isoladas) e sincronizada com o nascer do sol. As imagens foram deslumbrantes, mas eu estava no quinto sono quando isso aconteceu (ninguém esperava tamanho evento) e não consegui registrar em timelapse. Algum vizinho fez o registro nos Açores (@joialvesjr). Depois dessa virada, o sol apareceu e não saiu mais. Mas foi só por volta das 10h da manhã que o vento seco do ciclone desceu com força e a umidade se jogou do penhasco. Caiu a 20% na praia dos Açores e a 28% na baixada do Sertão do Ribeirão. Ambos os valores são recordes pras estações. O P.O. atingiu, respectivamente, -6,3°C e -3,3°C. Agora são 18h35 e as loucuragens de uma noite seca com vento oeste em Floripa estão a todo vapor. A proteção natural da Serra do Tabuleiro, a oeste do sul da ilha, colabora para que os ciclones não façam ventar tanto na região, mas essa barreira não costuma ser o suficiente pra um efeito baixada duradouro se criar. É o caso desta noite: Logo às 17h55 o Sertão já tinha desabado pra 8,8° com 86% (após máxima de 17,5°), mas entrou vento e disparou pra 13,2° com 46%! Agora já está caindo de novo e é provável que siga nesse sobedesce até o fim da madrugada. Por segurança, não espero mínima boa. Vale destacar que a praia dos Açores está na calmaria enquanto Sertão venta neste começo de noite. Por isso, chegou até a ficar mais fria que esta última, mas isso não deve durar muito, apesar dos Açores ser, de fato, mais protegido quando o assunto é a rara ventania de oeste. Infelizmente não estarei monitorando a Costa de Dentro nesta noite, já que estou na Lagoa da Conceição.
  12. Fica o elogio: excelente matéria! No ponto. Bem escrita e muito bem checada, sem quaisquer erros que saltem aos olhos.
  13. Esse é, ainda, o julho mais quente da história de Porto Alegre. Então esses dados de Buenos Aires estão, muito provavelmente, corretíssimos. Olha como foi em POA, na redenção, com anomalias pra 1931-60. Só uma sub 10°C, e de 9,7°!!!!! Em São Joaquim (anomalias 1956-2020):
  14. Esse mito da influência da "maritimidade" e da "continentalidade" no potencial de mínimas do Brasil era uma constante aqui no BAZ. Ora, se estamos falando de constância de mínimas, a frequente baixa umidade de regiões mais afastadas do mar com certeza é um fator determinante. Mas, em eventos extremos de ondas de frio, mesmo na beira da praia a umidade cai a valores baixíssimos (como eu mesmo já reportei aqui diversas vezes), e o frio por irradiação em nada deve a regiões "continentais como Soledade" (o que também não faz muito sentido, clima continental é Córdoba). Claro que a influência marítima vai trazer MM ou vento e impedir a queda nessas regiões costeiras com uma frequência maior que em áreas afastadas do mar. Nesses quesitos, a continentalidade fornece maior facilidade de resfriamento noturno (assim como maior aquecimento diurno). Agora, com o centro da alta pressão em cima e um suporte de ar frio decente, não vai existir uma influência mágica do mar que impedirá a queda em áreas costeiras (à exceção de locais expostos à beira da praia). Eu já fiz o teste e tirei a prova ano passado mesmo, registrando geada a nível do mar no sul de Floripa, a uma distância de 1,4 km do mar, num campo aberto relativamente protegido do vento. Durante a madrugada, caiu de 11°C pra 2,4°C em questão de 6 horas. A gente brinca aqui com relação a estações "bóias", que são aquelas cuja variação diária costuma ser insignificante por estarem expostas à ventania, sem potencial de resfriamento por irradiação (que são, aliás, a maioria na região costeira: Mostardas, Tramandaí, Balneário Rincão, Lagoa da Conceição, Itajaí, etc) mas basta prestar atenção nas raras estações bem posicionadas para o "frio marítimo" (vou chamar assim), como Carijós e a futura Costa de Dentro (Floripa), ou o Inmet Itapoá, que o mito da "maritimidade destrói potencial de queda noturna" cai por terra. Sobre a suposta terrível maritimidade de Cambará do Sul e Ausentes, tal argumento não faz qualquer sentido. O potencial nesses municípios é gigantesco, vide as mínimas de SC. Todavia, como são próximas da borda de serra (e esta sim é um empecilho, não a umidade do oceano), venta muito, então o ideal para mínimas extremas seria estações em baixadas bem protegidas e/ou mais afastadas da borda de serra (como é o caso das de Bom Jardim). Mas, claro, isso quase todos sabem. E essas estações ainda virão pra desmistificar pensamentos atrasados meteorologicamente.
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