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Brasil Abaixo de Zero

klinsmannrdesouza

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Everything posted by klinsmannrdesouza

  1. A única diferença foi de que abril e maio de 2013 foram frios em muitas áreas do país, inclusive com neve precoce no começo de maio.
  2. Neste ano as ondas de frio continentais tem sido muito amplas, quando isso acontece o frio se espalha por várias áreas do continente e não fica concentrado numa porção específica do continente. Melhor assim, todos são beneficiados.
  3. Palmas, Brasília, Goiânia, Cuiabá e Teresina são as capitais com os menores índices pluviométricos em agosto no Brasil, nelas o período de estiagem dura uns 5 meses. Porto Velho, Rio Branco, Belo Horizonte, Vitória e Campo Grande também possuem uma estação seca definida, porém no caso de Porto Velho e Rio Branco dura apenas 3 meses do ano (junho-julho-agosto), assim como em Campo Grande, as duas primeiras possuem um clima de transição entre o Equatorial húmido para o Tropical de savana, enquanto a capital sul-mato-grossense possui um clima misto entre o Tropical e o Subtropical, um meio-termo entre Cuiabá e Curitiba. Belo Horizonte se aproxima mais de Brasília e Goiânia porque lá o período chuvoso começa um pouco mais tarde (outubro) do que nas capitais do Acre e de Rondônia, além de Campo Grande, ambas tendo o início das chuvas em setembro.
  4. A massa polar de agosto de 1978 foi uma das mais intensas que tivemos para o mês, muitas cidades tiveram sua menor temperatura mínima em agosto durante aquele evento de frio, não descartaria alguma temperatura de dois dígitos negativos nas baixadas e planaltos sulinos e da Mantiqueira, pois foi muito seca e com bom suporte em altura para todas as regiões do país. Nenhuma depois dela conseguiu superá-la.
  5. Nesse caso a vegetação do Sul do Brasil seria uma floresta temperada como no centro-norte dos Estados Unidos e na Europa Ocidental, a neve pintaria de branco com acumulação nas serras sulinas e na Mantiqueira, no restante, incluindo partes dos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, todo ano ocorreria neve em pequena quantidade e chuva congelada. As capitais Campo Grande e São Paulo teriam mínimas absolutas entre -2/-3 C, teríamos extensos cultivos de pera, maçã e trigo nos estados do RS, SC, PR e culturas de uva, azeitona e pêssego em SP, MS, MG e até no RJ. As frentes frias chegariam até Fortaleza, o cerrado se entenderia até Manaus e as araucarias até o sul de Goiás. O único problema é que teríamos muitos tornados, pois o choque térmico entre o ar quente do Chaco com as massas polares seria muito maior, então teríamos que ter sistemas de alerta.
  6. 11 graus não é frio fraco em Cuiabá, geralmente é a mínima absoluta do ano por lá (entre 10 e 11 graus), se olhar nos dados 1974 foi um inverno dentro da média em termos de temperatura. Para o Sudeste um dos fatores mais determinantes é o aquecimento do Atlântico Sul, que mesmo sob neutralidade/la nina enfraquece as massas polares. 1957 teve uma grande nevasca nas serras sulinas e geadas amplas no Centro-Sul durante um el nino, e 1997 ano de el nino o outono e parte do inverno foram bons.
  7. Essa MP de agora é mais intensa isobaricamente do que a anterior, só faltou subir mais sobre o Sudeste e maior frio em altitude, daí poderíamos ter tido neve ampla no Sul e partes altas da Mantiqueira, além de geadas até o sul de Goiás.
  8. O relevo da Amazônia é mais baixo o que facilita as MPS de chegarem próximas da Linha do Equador, isso quando o frio tem pouco suporte em altitude.
  9. As filmagens por enquanto são poucas, algumas pessoas acham vídeos de 5/10 anos atrás de neve nas serras sulinas e postam para os órgãos meteorologicos como se fossem de hoje sem saber. Amanhã com certeza teremos mais vídeos e reais sobre hoje.
  10. A África do Sul dá na cara do sul do Brasil quando o assunto é frio, as médias são menores nos meses principais do inverno e as massas polares chegam com muito mais frequência por lá.
  11. A Climatempo disse há duas semanas atrás que não teríamos frio parecido com o do início deste mês no restante do inverno; e agora fala da possível onda de frio esquecendo completamente do que eles mesmo disseram antes. E também estão prevendo neve com muita pressa, visto que no Brasil é uma previsão complicada e só pode ser confirmada 72 horas antes do evento.
  12. A massa polar de agosto de 1978 foi uma das mais frias da história para o mês na América do Sul, pelos dados mais de 60% do Brasil registrou mínimas abaixo dos 10 graus, Belo Horizonte teve 7 graus ( a menoregião para o mês).
  13. klinsmannrdesouza

    A super onda de frio do inverno de 1955

    Em 1955 a massa polar influenciou o tempo sobre o Brasil por muitos dias, o ar frio coincidiu com a umidade no Sul do país causando essas máximas baixas e a neve, depois secou a atmosfera e tivemos geadas até no Pantanal, o maior destaque foi o Oeste do país. Sobre julho de 1975; houve uma onda de frio no início daquele mês, cuja massa polar entrou pela América do Sul na altura do paralelo 30S com uma pressão de 1022 hpa, o centro dela passou sobre o Sudeste do Brasil provocando muito frio em todo o centro-Sul. O segundo evento ( dias 14-19) foi muito mais intenso para o Chile, Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia e metade oeste do Brasil, a pressão isobarica da alta polar chegou a 1045 hpa em quase toda sua trajetória, um cavado sobre o sul e MT impulsionou umidade que permitinerários nevar em áreas pouco comuns (como em Curitiba, Ponta Pora, e sul de SP). Só que ela não conseguiu afetar todo o Sudeste pela falta de um ciclone extratropical.
  14. Na verdade desde 2016 o clima voltou a normalidade, a segunda parte do outono e o inverno daquele ano foram abaixo da média no sul, SP, MS, sul do MT e normal nas outras áreas, as chuvas foram volumosas nos meses de outubro, novembro e parte de dezembro no centro-norte. Melhor assim, porque a América do Sul tomou no @& em 2014 e 2015.
  15. Porque na Namíbia ocorreu essa máxima de 41 graus enquanto na maior parte do sul da África as temperaturas chegaram somente aos 28/29 graus?
  16. Belo Horizonte esta mais próxima do centro da ASAS, o que natural dificulta a chegada das massas polares continentais, outro fato, em menor escala, é o relevo ser mais alto e acidentado no Sudeste e mais baixo e plano no Oeste do Brasil, resultado os ventos frios chegam primeiro no Acre depois na capital mineira. Parece ocorrer um resfriamento intendo por lá a massa polar tem que estar associada a um ciclone ou cavado, forçando a entrada dos ventos sulistas. A cidade muitas vezes se da bem nas marítimas justamente por serem mais frequentes e mais próximas de Minas Gerais.
  17. As divergências entre as previsões são comuns até mesmo a menos de 5 dias do início do evento, principalmente com a atmosfera confusa entre padrão el nino e neutralidade, só temos que acompanhar as rodadas e alertar as pessoas para o frio que virá, pois se ocorrer conforme esta sendo indicado, prejuízos em muitos aspectos serão verificados. Porém o aviso deve ser dado com naturalidade, sem o sensacionalismo que alguns institutos já estão fazendo.
  18. O sul da África tem períodos de frio constantes no outono e Inverno, e lá as quedas de temperatura nesta época do ano são maiores do que aqui na América do Sul. Lá os extremos de mínima são menores do que aqui, porém a quantidade de frentes frias/massas polares que chegam lá é muito maior. Nos meses de junho e julho os sistemas frontais chegam até a Angola, metade norte de Moçambique até no sul do Congo, latitudes equivalente ao norte de Minas Gerais e a Bahia, sem a ajuda dos ciclones extratropicais.
  19. Sinoticamente, a alta polar projetada por quase todos os modelos numéricos é bem parecida com 2013, a diferença é que agora há um ciclone extratropical e um cavado para direcionar o frio sobre o Sudeste, que se confirmar os cenários mostrados terá as menores mínimas desde 1994.
  20. Naquelas ondas de frio não havia tanta tecnologia como agora, sem as facilidades de locomoção e velocidade de expansão das notícias, pode ter nevado com acumulação nos pontos mais altos da Serra da Mantiqueira e do Parque Nacional do Itatiaia.
  21. A baixa pressão do Pacífico Sul enfraquece os anticiclones polares por lá, impedindo-os de adentrarem na América do Sul. Já os sistemas de baixa pressão no Atlântico Sul na altura do litoral do RS ou SC, quando sincronizados com uma massa polar, impulsiona a mesma para as baixas latitudes, além de aumentar o suporte em altitude do frio, também causando a neve nas serras sulinas. Para se região Sudeste, é a melhor configuração para o frio, permitindo que os ventos polares alcancem áreas como o norte de Minas e a Bahia; para a parte oeste do Brasil não impacta muito pois o baixo relevo do Pantanal/Chaco é como um corredor das massas de ar.
  22. Este mapa mostra uma alta pressão de origem polar sobre a América do Sul, cobrindo 70% do continente. A baixa pressão no litoral do Chile é de fraca intensidade, quando ela esta intensificada pode enfraquecer os anticiclones polares do Pacífico ou direcionar eles para a Terra do Fogo; isto depende da dinâmica atmosférica.
  23. Pra geada se formar nos telhados das casas a temperatura tem que estar muito baixa, no mínimo uns 2/3 graus, pois são superfícies mais secas do que a vegetação.
  24. Não, eu aprendi a olhar os modelos numéricos aqui mesmo no BAZ em alguns tópicos sobre os padrões de ondas de frio na América do Sul e eventos históricos de frio. Eu costumo ver as previsões sinoticas e de temperaturas pelo Windy.com e Meteopt, além do Wheather tempo internacional, que tem o GFS e o ECMWF. Como o GFS esta mais estável neste ano, estou acompanhando as possíveis massas polares do final de junho e parte de julho por ele; e a saída de agora a tarde foi boa para a América do Sul como um todo, primeiro frio mais fraco depois mediano e forte, ainda que não haja indicativo de frio extremo a queda de temperatura será democrática.
  25. Essa árvore é nativa do Sul do Brasil ou de regiões de clima temperado?
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