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Brasil Abaixo de Zero

klinsmannrdesouza

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Everything posted by klinsmannrdesouza

  1. Boa tarde, aqui na capital do Mato Grosso do Sul o céu está ensolarado numa cor azul intensa, detalhe para a amenidade das temperaturas para a época do ano. Seria um efeito indireto do ar polar no sul do país?
  2. Aqui em Campo Grande houve alagamento em várias ruas, com direito a acúmulos de água até o joelho. A chuva chegou por volta do meio dia e desde então vem ocorrendo em intensidade moderada a forte, porém sem extremos quanto a ventania ou granizo.
  3. Esse período de 2007 a 2013 ocorreu a coincidência de o atlântico sul e pacífico equatorial estarem de normal a abaixo da média, por isso tínhamos boas sequências de frio onde os sistemas frontais chegavam muito próximo à linha do Equador, quase a metade do Brasil registrava temperaturas mínimas abaixo dos 10 graus e a neve ficou mais frequente e acumulou em quantidade razoável em algumas ocasiões. Foi interessante as vezes em que ocorreram tardes muito frias em pleno Brasil central como em maio de 2007 em Brasília (os termômetros chegaram a marcar 14 graus entre as 13/15 hs), os 4/5 graus registrados em Campo Grande no mês de julho 2009 (se houvesse maior suporte em altura, teríamos tido pelo menos uma chuva congelada), a onda de frio de julho 2010 muito intensa para o oeste Brasileiro, fora 2011 e 2013 com outono e inverno gelados. Isso sem falar nos verões mais brandos que tivemos também nessa época, já que os corredores de umidades eram bem mais amplos e duradouros, vide 2009, 2009, 2010 e 2011, além de dezembro de 2013. Depois de 2014 as coisas pioraram em termos de chuva e temperatura, aquele ano junto com 2015 foram os piores, praticamente sem frio e com pouca chuva até no verão, por causa dos dois principais oceanos muito aquecidos.
  4. Entendi o que você quer dizer, em março a circulação atmosférica começa a mudar em relação aos meses de dezembro, janeiro e fevereiro. As maiores precipitações começam a migrar para norte, os raios solares vão se inclinando principalmente abaixo do paralelo 20S e as primeiras massas polares chegam no centro-norte da Argentina, Uruguai, Sul do Brasil e de maneira mais fraca aos Estados do MS e SP. Quanto mais afastado dos trópicos mais nítida é a mudança, enquanto para a maioria isto é pouco perceptível. Nas médias de temperatura, exceto o Sul realmente a diferença é mínima, já que este mês é um divisor de água entre a época quente e a época fria.
  5. Nesse mês de julho 2012 foi registrada geadas de fraca a moderada intensidade em pelo menos 50 por cento dos municípios aqui do MS, em Campo Grande a mínima absoluta foi de 5 graus; pro oeste do Brasil os efeitos do el Nino são mais brandos do que no Sudeste. Em 2013 se não me engano a mínima absoluta em Cuiabá foi de 8 graus, deve ter ocorrido geada nos municípios mais frios e na Chapada dos Guimarães a temperatura deve ter negativado.
  6. O problema é quando o calor absurdo em março e abril não é compensado com frio intenso em maio, junho e julho; se tivemos dois meses muito quentes seguidos de três com ondas de frio amplas e intensas não tem problema, agora fritar no verão e depois no outono e inverno é dose. Alguns anos no passado tiveram um verão ameno seguidos de outono e inverno frios enquanto nós anos recentes (2014 e 2015) simplesmente cozinhamos fora de época.
  7. Em 2019 antes da massa polar de julho houve uma na primeira quinzena de maio que também foi intensa e ampla, inclusive ela que inaugurou a temporada de frio nas áreas acima do paralelo 30S. Concordo com você, a onda de frio de julho foi bem interessante pra quem gosta de frio porque ela foi a mais intensa desde 2016, e por ocorrer no mínimo de radiação solar a sensação de frio ficou por mais tempo no ar. Pra mim ano ruim de frio é aquele em que temos maio, junho e julho sem frio pelo menos intenso e amplo, em abril o frio ainda não chega com muita força no Sudeste e Centro-Oeste e em agosto e setembro a radiação solar já é muito mais intensa do que nos meses anteriores, fora que é nessa época que a ASAS domina toda a circulação atmosférica em cima do Brasil. É mais difícil termos eventos extremos de frio no final do inverno, embora possam ocorrer. Um ano considerado ruim como 2012 não foi totalmente perdido porque tivemos ondas de frio fortes nos meses certos, uma no final de março, outra no final de abril, duas no mês de julho e no final de setembro. Julho teve uma boa constância de frio e uma massa polar bem continental que causou geadas até no sul do estado de Goiás.
  8. 2016 foi bom para muitas áreas do pais, mesmo que não tivemos nenhum frio extremo naquele ano as ondas de frio eram mais constantes e amplas, deixando a sensação de frio por mais tempo. Os maiores destaques naquele ano foram as massas polares do final de abril e primeira quinzena de junho, as mais intensas do outono e inverno, a de junho foi a mais forte do ano para o Sudeste como um todo, já que a cidade de São Paulo em sua totalidade registrou mínimas inferiores a 5 graus, a cidade do Rio teve mínimas menores que 10 graus em 50% de seu território e Belo Horizonte registou 10 graus no local mais quente da cidade (nas regiões menos urbanizadas as mínimas devem ter ficados entre 5/7 graus. 2017 como um todo foi mais fraco em termos de frio que no ano anterior, principalmente por causa de maio e da segunda quinzena de junho, muito quentes para a época e que acabaram por elevar a média mensal final em todo o centro-sul brasileiro. Abril foi mediano, na primeira quinzena de junho uma forte onda de frio resfriou mais da metade do país com destaque para o Centro-Oeste e Norte, julho um pouco abaixo da média por causa da onda de frio marítima que resfriou até mesmo o interior do continente e na metade do mês uma massa polar bem continental causou mínimas bem baixas no oeste da região Sul e nos estados do MT e MS. Depois agosto e setembro foram muito quentes. 2018 Só teve de relevante as ondas de frio de maio e início de setembro, continentais e amplas, chegando até a divisa de Goiás com o Tocantins, o resto foi muito ruim. 2019, foi ainda mais fraco que os anos anteriores, a temporada de frio começou só em maio e no começo de julho aquela massa polar continental conseguiu esfriar ao mesmo tempo todo o Centro-Sul do Brasil.
  9. 2016 foi o último ano que teve frio intenso e amplo no nosso país, depois dele os invernos estão acima da média ( pode ser que 2017 tenha sido menos pior do que 2018 e 2019).
  10. O nosso padrão de inverno mudou depois de 1995, que por sinal foi muito fraco, houve uma pausa em 1996, 1999 e 2000 ( entre eles tivemos 1997 na média e 1998 mais fraco que 1995); 2001, 2002 e 2003 foram um show de horror, poucas massas polares intensas e muitos bloqueios secos. 2004 foi uma exceção pelas chuvas abundantes no centro-norte do Brasil e pela constância de frio intenso entre o final de abril e julho; 2005 e 2006 nem se fala, um ano pior do que o outro. Houve uma mudança entre 2007 e 2013, os períodos de frio na América do Sul ficaram mais intensos e amplos, os verões eram mais comportados e chuvosos na maioria das áreas e a neve pintou de branco as serras sulinas em 2010, 2011 e 2013, até 2012 que foi acima da média teve ondas de frio recentes ( final de março, final de abril, junho para o RS, julho para o país como um todo e final de setembro); infelizmente depois de 2014 desandou tudo, ele e 2015 conseguiram colocar outros anos no bolso e dobrar no quesito calor prolongado.
  11. Depois de 2007 tivemos 2011 e 2013 com Atlântico e Pacífico de normal a abaixo da média. Pode ser que quando o Atlântico está mais frio os bloqueios secos ficam enfraquecidos e afastados para leste, abrindo caminho para as massas polares chegarem até latitudes mais baixas do que o normal pelo interior do continente. Isso também pode explicar a falta de neve em anos de frio intenso e constante, já que as massas polares continentais são secas.
  12. A atmosfera demora alguns meses para mudar o padrão de el nino e la nina, dependendo da intensidade do mesmo; em 1995 e 1998 o Altantico estava mais aquecido do que em 1997, isso contribuiu para que os invernos daqueles dois anos fossem fracos não só no Sudeste mas em muitas áreas da América do Sul.
  13. 1988 foi memorável se tratando de frio, de abril a julho as altas polares atravessavam a América do Sul somente pelo interior do continente, resultado tínhamos as frentes frias chegando até Pernambuco e Manaus, mínimas abaixo dos 5 graus na cidade de São Paulo e geadas amplas até o sul Goiás e todo o estado do MS. Teve também a ocorrência de neve no Parque Nacional do Itatiaia, inclusive tem um vídeo dela no YouTube e chegou a ser noticiada na tv da época.
  14. Concordo, massas polares marítimas no começo do outono e massas polares continentais a partir de maio com ciclone na costa do Sul do Brasil pra distribuir o frio por quase todo o país, como era comum antes de 1990.
  15. O Atlântico Sul pra nós pode influenciar até mais do que o Pacífico, pelo que estamos vendo as anomalias positivas estão pouco pronunciadas. Continuando assim poderemos ter um período frio semelhante ao dos anos 80, quem sabe um 1985 ou 1988.
  16. Existe um tempo para a atmosfera começar a responder as influências do el nino ou da lá nina, dependendo da intensidade e das anomalias de temperatura nos outros oceanos do planeta esses efeitos podem ser aumentados ou reduzidos. No caso de 1997, o Atlântico Sul mais frio do que o normal reduziu os efeitos do em nino na América do Sul que é bloquear as frentes frias sob o Trópico de Capricórnio, elas avançaram bem por muitas áreas até chegarem próximas da linha do Equador pelo interior do continente e até no litoral da Bahia. 1999 e 2000 tiveram fatores favoráveis ao frio como o pacífico equatorial resfriado e o Atlântico Sul dentro da normalidade, por isso as massas polares eram intensas, amplas, frequentes e duradouras; 1999 teve frio intenso de abril até outubro com poucos períodos de calor e 2000 foi um pouco mais dinamico, tivemos algumas ondas de frio no outono intercaladas por veranicos na América do Sul e um período de 3 semanas seguidas de frio berrando o extremo em julho. Ultimamente o que está matando nosso frio em alguns anos é o Atlântico Sul muito aquecido, já que ele é mais volátil do que o Pacífico e está na nossa costa.
  17. klinsmannrdesouza

    Monitoramento e previsão Europa - 2020

    Parece que o Hemisfério Norte está seguindo o padrão de outono/inverno da América do Sul deste 2018 quando tivemos uma época fria mais quente e logo em seguida eles tiveram a época fria também acima da média; este inverno fraco lá é como uma cópia do nosso em 2019.
  18. Não quis dizer que em março já é outono pleno em todo o Sudeste e sim que a circulação atmosférica começa a mudar em relação aos meses anteriores, pois as chuvas são mais intensas no centro-norte do Brasil (efeito da radiação solar migrando para o hemisfério norte) enquanto no Sul e partes de SP e MS começam a sentir as primeiras massas polares de fraca intensidade. Por exemplo, a capital São Paulo pode ter dias com temperaturas entre 16/27 graus assim como Campo Grande. As médias de temperatura caem bastante no mês de abril juntamente com o início da estação seca nas regiões ao norte de 20S, daí sim pode-se dizer que é outono de fato ( nas condições normais).
  19. Você tem razão. Em março as chuvas já começam a diminuir no Sudeste e Centro-Oeste brasileiro, a radiação solar está mais inclinada do que no auge do verão e as primeiras massas polares continentais começam a resfriar o Sul do Brasil, além do estado do MS e parte de SP.
  20. Dá pra dizer que 1997 teve um bom outono e parte do inverno com frio e umidade, o que em anos normais é difícil de acontecer; o Atlântico resfriado permitiu com que as massas polares chegassem até parte da região nordeste, tanto pelo litoral quanto pelo interior do continente. Tivemos duas ondas de frio intensas naquele ano, uma no começo de julho, que esteve associada a um grande cavado em todas as camadas da atmosfera, fazendo com que ocorresse geadas em muitas áreas do centro-sul brasileiro; e outra no começo de agosto, muito parecida. Bem diferente de 2015 onde tanto o outono quanto o inverno foram pífios em termos de frio, um ano simplesmente sem inverno, graças ao oceano na nossa costa que estava fervendo com anomalias bizarras de 2/3 graus acima do normal.
  21. A radiação solar no Hemisfério Sul é mais intensa em dezembro e janeiro, em fevereiro os raios solares para nós começam a ficar mais inclinados. Mas fevereiro é o mês mais quente do ano em boa parte do país, exceto o Sul, porque as chuvas são menos duradouras e ocorrem maiores aberturas de sol; a ZCAS ocorre com mais frequência agora neste mês.
  22. O Catarina se formou após a passagem de um ciclone no litoral do RS, que foi para o alto mar e depois adquiriu características tropicais, fez um caminho inverso (direção oeste) e afetou as áreas litorâneas do estado gaúcho e catarinense. Na época ninguém previu com antecedência que um furacão iria se formar bem na nossa costa, a confirmação só veio uns três dias antes de acontecer; foi esquisito porque as águas do Atlântico Sul não estavam muito aquecidas
  23. A Corrente do Golfo passa por aquelas paragens em direção a Europa, o que aumenta as temperaturas médias durante o inverno se comparado a outros lugares na mesma latitude, por exemplo, Havana está no mesmo paralelo que Honk Kong e está última possui um inverno bem mais frio, inclusive podendo chegar a zero graus de mínima. Outro fator que dificulta um resfriamento maior é justamente por serem cidades litorâneas, quanto mais próximo ao mar menores são as variações nas temperaturas.
  24. O inverno em Miami é o mais fraco de todo os EUA, as mínimas absolutas normais lá giram em torno dos 5/6 graus, algumas pessoas que não gostam de frio extremo se refugiam na Flórida nesta época do ano (as médias térmicas naquele estado americano se comparam com as do Sul do Brasil em junho).
  25. Este inverno 2019/2020 fraco no Hemisfério Norte é uma continuação do padrão atmosférico já estabelecido há um ano atrás, e que nós sentimos primeiro quando tivemos poucas ondas de frio intensas no nosso inverno (primeira quinzena de maio, começo de julho e começo de agosto). Se a circulação nos níveis mais altos da atmosfera mudar neste ano, nós seremos os primeiros a sentirem.
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