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Brasil Abaixo de Zero

klinsmannrdesouza

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  1. O IBA teria maiores chances de se desenvolver se o jato subtropical ficasse mais ao sul, o que manteria a umidade em torno do sistema e a pressão barométrica aprofundaria mais.
  2. O Hemisfério Sul tem pouca superfície de terra, enquanto o Hemisfério Norte tem mais continentes do que oceano; lá o aquecimento térmico na primavera e verão é elevado a ponto de formar distúrbios tropicais nas baixas latitudes do continente africano que são guiados para norte pela ZCIT, esta fica com um alongamento setentrional grande o bastante para guiar as baixas pressões do litoral ocidental da África para as águas quentes do Golfo do México, daí muitas delas se tornam furacões por causa da instabilidade atmosferica. Aqui ao sul do Equador o aquecimento térmico é muito mais brando por causa da grande extensão dos oceanos, por isso a ZCIT não ondula para latitudes maiores, no Oceano Atlântico isto é ainda mais dificultado pela presença da ASAS entre as latitudes 10 e 30S, que cria uma divergência dos ventos muito grande, apenas quando está está mais enfraquecida do que o normal é que os distúrbios tropicais conseguem ganhar forma.
  3. Este cisalhamento do vento no nosso litoral é devido a ASAS, que está bem no meio entre a América do Sul e a África, além de constantemente migrar para o nosso continente; o furacão Catarina ocorreu depois de um verão muito chuvoso no Brasil e a ASAS estava mais afastada do que o normal da nossa costa.
  4. Antes do Furacão Catarina ocorreu um ''ciclone tropical'' no litoral brasileiro na década de 1970; porém este não recebeu nenhuma classificação e nem estudos aprofundados para saber se foi ou não um furacão, naquela época a tecnologia começava seus primeiros passos nas imagens de satélite e acreditava-se que no Brasil estava imune às catástrofes naturais. Somente na década de 80 que nossos meteorologistas passaram a ter uma formação mais aprofundada, junto com a evolução tecnológica permitiram que fossem estudados os fenômenos meteorologicos no nosso país, retirando a idéia de ''clima abençoado'' vigente até então.
  5. Para classificar uma tempestade tropical para furacão eles consideram a pressão isobárica do sistema ou apenas a estrutura da circulação?
  6. Em 2004 os meteorologistas foram basedos na ignorância e altivez, isso sim, daí depois do ocorrido teve de ter uma reunião com climatologistas norte-americanos no ano seguinte para classificar o ciclone como furacão, e olha que já havia conhecimento e tecnologia o bastante para se informarem e alertar a população litorânea do Sul do Brasil. Felizmente agora a internet está mais acessível e as pessoas buscam outras fontes de informações melhores do que apenas a TV, e os novos meteorologistas são mas humildes.
  7. A arrogância, bom mocismo e teimosia custou muitos danos na época ao litoral de SC e RS, agora temos mídias mais experientes.
  8. Mais de 200 milímetros em um dia apenas? Os estragos devem ter sido severos.
  9. No Hemisfério Norte a ZCIT se alonga bastante para o norte chegando até os paralelos 16/17 nos meses mais quentes; entre maio e agosto, somado com as temperaturas elevadas produzem distúrbios tropicais nas baixas latitudes que são atraídos pela Corrente do Golfo. Ao encontrar águas muito aquecidas, se transformam em furações rumando para o Leste dos EUA, no Oceano Atlântico, e Japão/costa Oeste Norte Americana, no Pacífico. No Hemisfério Sul por causa da maior quantidade de oceanos e reduzida massa continental; o aquecimento não é tão significativo para a ZCIT migrar até as latitudes maiores que 10S, principalmente no Oceano Atlântico que possui forte cisalhamento causado pela alta pressão entre a América do Sul e a África, tornando desfavorável a formação de ciclones tropicais porque os mesmos precisam da instabilidade atmosférica e baixa divergência dos ventos em altos níveis, mesmo que a temperatura esteja no padrão de sua formação, acima de 25 graus. O furacão Catarina ocorreu porque a ASAS naquele verão ficou muito afastada do litoral brasileiro e a umidade estava mais alta do que o normal, somado com as águas quentes do Atlântico Sul alimentaram um ciclone extratropical enfraquecido tornando- o tropical.
  10. Sim, mas pela constância das previsões deveriam pelo menos comentar a respeito, porque na hipótese de se tornar um ciclone tropical e ir para a costa os estragos podem ser grande.
  11. Outono pleno por enquanto somente na Campanha Gaúcha, do norte do RS até SP, metade do MS e RJ está na transição ainda é vai continuar até pelo menos o começo do mês que vem.
  12. Eles erram em querer comentar sobre este possível ciclone, tudo bem que não devem colocar pânico na população, mas não falar nada sem um mínimo alerta coloca em risco as pessoas; melhor verificar diretamente os modelos numéricos a cada rodada porque se não vocês estarão fritos.
  13. Pelo windy também, a baixa pressão se formaria no litoral sul da Bahia e iria na direção do Espírito Santo fazendo landfall lá, melhor começarem a alertar pelo menos para uma instabilidade atmosférica com circulação fechada.
  14. Esta parecido com março de 2004, a única diferença é que a baixa pressão começou sobre o continente, foi para alto-mar e depois adquiriu características tropicais para então fazer landfall sore o litoral de SC e RS.
  15. Se computar os dados, entre 2007 e 2013 tivemos sim um aumento na frequência de ondas de frio se comparado com o período anterior (2001 a 2006), não somente na América do Sul mas em outras regiões do mundo, como Austrália, América do Norte e África Austral (Namíbia, Botswana, Lesoto e África do Sul), inclusive foram registrados danos por geadas em 2011 e 2013, bem como ocorrências mais amplas de neve nestes dois anos. As ondas de calor de 2014 e 2015 foram uma pausa neste processo, mas em escala local porque em outras regiões o inverno foi rigoroso. Resta esperar se 2019 escala os outros anos seguintes serão com invernos rigorosos ou não.
  16. Aqui em Campo Grande também está chovendo muito desde as 11 horas, com vento e descargas elétricas intensas, será efeito da frente fria?
  17. Ano passado não houve el niño e o mês de abril foi bem quente em todo o país, só maio, início de junho e começo de setembro tiveram períodos de frio forte, não dá pra colocar a conta toda no oceano Pacífico.
  18. Eu também não, só acredito quando as previsões se confirmam, independente do cenário, deveriam ser mais realistas e não cstastrofistas aquecimentistas que querem provar a qualquer custo que o mundo vai derreter.
  19. A atividade solar está baixa desde 2007, de acordo com os especialistas no assunto demora alguns anos para impactar na circulação atmosférica, não é simplesmente dizer que o sol mais calmo vai congelar o mundo.
  20. Você tem razão, a meteorologia é única em todo mundo, mas querer simplesmente copiar o padrão temperado das estações do ano num país como o Brasil é totalmente fora da realidade.
  21. Já vi eles prevendo meses de maio muito mais frios do que o normal e o que ocorreu foi justamente o contrário, há uns cinco anos os prognósticos deles são rechaçados pela realidade, enfim, foi uma previsão um pouco desanimadora.
  22. Belo Horizonte tem uma dinâmica tropical nas chuvas anuais e subtropical nas temperaturas, o mês mais frio da cidade possui média inferior a 18 graus. A vantagem é que está localizada numa região de altitude elevada, suavizando os picos de calor, a desvantagem fica por conta da dificuldade das massas polares em chegar até a cidade. As médias térmicas nem sempre refletem os eventos mais significativos.
  23. Por estes mapas, abril tende a ser bom em termos de chuva na maior parte da América do Sul, sobre as temperaturas, ainda que termine acima da média em grande parte do continente, poderá ser mais ameno do que os tórridos 2016 e 2018, com alguma onda de frio mais significativa no mês.
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