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Brasil Abaixo de Zero

Vinicius Lucyrio

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Everything posted by Vinicius Lucyrio

  1. A chance existe, mas há um porém que tem aparecido nos modelos há alguns dias: a umidade advectada pelo ciclone pode gerar nebulosidade baixa na RMSP na próxima madrugada, apesar da alta garantir estabilidade. Vamos ficar na torcida.
  2. Mínimas de hoje aqui nos arredores de Matão-SP: 5,5°C Cordeirópolis 5,9°C Torrinha 6,0°C Borborema 6,2°C Corumbataí 6,3°C Itirapina 7,0°C Ariranha 7,2°C Limeira 7,3°C Pindorama 7,7°C Analândia 7,8°C São Carlos 8,2°C Pradópolis 8,4°C Bauru 8,4°C Rio Claro 8,8°C Ibitinga 9,6°C Ribeirão Preto Fonte: Inmet e Ciiagro Aqui em Matão a temperatura começou a cair ontem por volta das 14:00, que foi quando o céu ficou mais escuro a oeste e o vento aumentou. As 21:00 o céu já estava limpo e a temperatura caiu ainda mais. A mínima de ontem foi de 10,7°C às 23:55 e a de hoje foi 7,4°C. À tarde, a máxima não deve passar de 22°C. A expectativa é que a próxima noite seja mais fria em especial nas regiões de baixada e encosta,
  3. Essa diferença em relação ao previsto vai ser mais proeminente nas baixadas, como de costume. O modelo CMC costuma antecipar bem esse comportamento, vamos aguardar a 12Z. Em áreas rurais e algumas baixadas urbanas, há chances sim, Victor. Espero geada aqui em Itajubá e lá em Matão também, onde estarei durante a onda de frio.
  4. Pessoal, tenho tido muito pouco tempo por conta do semestre pesado na faculdade, mas vou tentar falar brevemente sobre a onda de frio. De 3 dias atrás até ontem, houve intensificação incremental dos modelos sobre a massa de ar frio que já está adentrando o continente. Entretanto, durante a madrugada os principais modelos (GFS e ECMWF) deram uma desintensificada, flutuação normal, não se assustem. Ainda acredito em nova intensificação dos modelos até a tarde de amanhã, como é de costume. Em comparação ao pico de maio de 2018, a intensidade em SP e MG pode ser a mesma ou até mais forte na que se aproxima. A principal diferença, além do desenho sinótico, é a amplitude que o ar frio alcança. Não deve ser tão ampla quanto a de 2018, então Goiânia, Brasília e arredores devem ver a chuva associada ao cavado frontal avançar mas sem tanto resfriamento na sequência. Por que estou falando da possibilidade de maior intensidade desta em relação à de 2018? Oras, a posição da alta no dia pico da onda de frio deve ser extremamente favorável à perda radiativa devido a estabilidade causada, além da atmosfera praticamente sem vapor d'água, o que inibe a retenção da radiação emitida pela superfície a partir do pôr do sol. Logo, centro-norte, leste e Vale do Paraíba em SP, além de parte do Triângulo Mineiro e sul de MG, podem ter mínimas até 4 a 6°C menores que as apontadas pelos modelos. Se depender do GFS, essa onda de frio vai ser mineira, pois maior parte do ar seco estaria nas regiões mineira que citei, incluindo Zona da Mata. ECMWF mostra uma ação um pouco mais restrita: Mantendo o cenário, ou intensificando um pouco, há possibilidade de geada em todo o sul de MG, centro-norte de SP e áreas o Triângulo Mineiro, tanto sábado quanto domingo.
  5. Favor continuarem a discussão sobre mudanças climáticas neste tópico: Esse tópico é para a discussão de teleconexões e previsões climáticas.
  6. Up. E artigos de grande impacto, senão não vale.
  7. @Sopron, eu era negacionista até entender a física por trás. Quando há uma maior concentração de gases do efeito estufa (fique claro, é um fenômeno natural, o aquecimento é provocado pelo desequilíbrio deste), há mais gases capazes de absorver a radiação de onda longa emitida pela superfície após o aquecimento dela pela radiação solar (de ondas curtas). Esses gases, absorvendo mais radiação, também reemitem mais radiação de onda longa, aquecendo mais a atmosfera e os oceanos. Os oceanos, estando aquecidos, liberam mais vapor, e conhecidamente o vapor d'água é um poderoso gás do efeito estufa. Então, resumidamente, temos o seguinte: mais CO2, CH4, entre outros na atmosfera liberando calor -> mais vapor d'água na atmosfera -> mais calor ainda retido na atmosfera. Então, mesmo alarmistas, as projeções podem fazer sentido pois os gases liberados não atuam sozinhos, eles provocam a retenção indireta de calor por outros compostos também. Isso que nem mencionei a energia que fica contida nos oceanos. A verdade é que gostamos do frio e não queremos aceitar que ele tende a ser mais raro.
  8. Vinicius Lucyrio

    O Tempo Antigamente

    Do finado MeteoBrasil, um post do Allef Matos: Abri este tópico para tratarmos dos fenômenos meteorológicos ocorridos num passado mais distante. Para começar alguns dados sobre ondas de frio extrema entre 1814 á 1824 no país. Vejam abaixo descrições de como o frio foi intenso naquele período entre 1818-1821 no interior do Brasil , segundo trechos em livros: 1814 - Datam deste ano, os primeiros registros achados a respeito do frio. Existem referências, oriundas de 3 fontes distintas (todas de MG), que fazem menção a uma violentíssima onda de frio neste ano. Ainda não foi determinado o local exato onde foram feitas as seguintes observações. Aparentemente as anotações principais provêm de Ouro Preto. Os dados dizem que geou durante 8 dias consecutivos. A água congelou em mais de 1 dedo de espessura e houve dia em que à sombra , não derretia, mesmo durante o dia. A devastação das lavouras e das florestas foi catastrófica. Florestas inteiras morreram, dando lugar ao capim e 4 anos depois ainda não haviam se recuperado. Os peixes, na maioria dos rios foram dizimados. Há um registro de 1818, no qual fala-se de árvores mortas nesta onda de frio , numa região não muito longe de Juiz de Fora ( cerca de 20 ou 30 KM à noroeste da atual cidade). Aparentemente , esta geada atingiu todo o Centro ??? Sul de Minas Gerais. 1815 - explosão do vulcão Tambora. 1818 - O verão de 1817 para 1818 foi extremamente chuvoso no Sudeste do Brasil. As chuvas começaram em outubro de 1817, atingiram níveis fortes em novembro do referido ano e prolongaram-se terrívelmente intensas e quase sem interrupções até março de 1818. Por outro lado, em abril / maio teve início uma rigorosa seca, também na região Sudeste e que durou até a segunda quinzena de outubro, fazendo a população padecer , assim como as enchentes gigantescas do começo do ano. Na primavera de 1818 é que surgem os primeiros indícios de um distúrbio meteorológico ; o mais forte ligado ao frio no Brasil dos até agora verificados. Em 25 de setembro é registrada geada nas proximidades de Juiz de Fora-MG. O frio permaneceu forte na região até o dia 30 do mesmo mês. Em outubro, a seca atingiu seu auge em Minas. Em Barbacena há registros de procissões para que ocorresse o fim do problema. E finalmente, nos dias 19 e 20, começa a temporada da chuvas. Novembro começa chuvoso no Estado. No dia 4 ocorrem temporais na região de Bambuí. Aqui começa uma baixa de temperatura interessante: na noite do dia 5, segundo um viajante, foi necessário o uso de fogueiras de fogo alto, mas que incrívelmente não conseguiam aquecer. E a manhã do dia 6 foi espantosamente fria. Geou com grande intensidade. O registro diz que às 8 hs, a vegetação estava coberta de espessa geada. Sabe-se apenas que esta anotação foi feita na região de Bambuí, em uma baixada. O frio perdeu força rapidamente no dia 7. Anotações feitas na Bahia falam de violentos temporais neste dia. Seria a frente fria? Outra coisa importante a destacar-se é o fato de que as chuvas de novembro e dezembro deste ano em Minas , parecerem ter sido irregulares espacialmente. Enquanto em algumas regiões houve muita chuva, em outras quase não choveu. OBS: Existe uma nota que fala de muito frio na noite de 16 de dezembro. Janeiro 1818 São Paulo " A diferença de temperatura no inverno (maio-setembro) e no verão e nos meses chuvosos (outubro a abril) é significativa, deitado nas províncias do norte. Não é incomum ver, mesmo que não diretamente para a cidade, mas nas regiões mais altas de geadas durante a estação fria, o frio é tão sensível e persistente, mas nunca que você acha que ele iria criar para além do habitual fogareiros e fogões. Sobre as Grandes Planícies, que estendem a oeste e ao sul da capital, nota-se uma proporção constante dos ventos para a posição do sol. Onde que está localizado nos sinais do Norte, Estado SSW e ventos SE. Quando ela se vira para o S., os ventos são menos duráveis ". Janeiro 1818 - Ouro Preto "O clima desta capitania é devido à posição alta na maior parte bastante fresca, a fruta europeus e os preços da fruta. O termômetro alterado durante a nossa estadia em Villa Rica, de l muito: ele ficou na parte da manhã antes do amanhecer a 12 ° C, ao meio-dia a 23 °, na noite i6 °, 14 ° à meia-noite. O barômetro subiu e desceu entre 23 ° e 25,50 ", o Fischbeinhygrometer mostrou que 55 ° a 70 °. (:.:-) O clima foi muito agradável, mas freqüentemente resfriado por uma tempestade repentina. Durante os meses mais frios Junnho e Júlho entra por vezes soprar as culturas de maturação muito prejudicial um, era assim nos anos anteriores à nossa chegada, uma parcela considerável da colheita de bananas, cana-de-açúcar e café gelado. Os ventos aqui a partir de direcções diferentes, e nunca trazem com grande cordialidade, mas denso nevoeiro em que são muitas vezes os topos das montanhas vizinhas olhar envolvido" .( Obs: Estas temperaturas foram feitas em janeiro, ou seja amanhecia com 12 graus em pleno verão,e a máxima não passava de 23 graus) 1819 - Este ano é o grande ano quando se fala de frio no Brasil. Não há confirmação de todas as informações ainda e o porque de frio tão violento. Janeiro começa com temperaturas relativamente normais no Centro do país. Porém, registros de Goiás revelam que no dia 14, algo de estranho começou a acontecer... Anotações realizadas perto da atual cidade de Jaraguá (GO), indicam que o dia 14 foi quente, mas houve então um forte temporal, após o qual a temperatura baixou violentamente. Não se fala mais nada, até que se relata um fato no mínimo estranho: GEOU NA REGIÃO DE JARAGUÁ, GOIÁS, NO DIA 19 DE JANEIRO, EM PLENO VERÃO, NUMA ÁREA ABAIXO DE 1000 METROS DE ALTITUDE. O registro aponta para às 8hs da manhã forte geada. Esta anotação foi feita num engenho de cana-de-açúcar. No mesmo dia relata-se que foram achadas mortas várias cascavéis da grossura de um braço. OBS: Ao ser achado este registro, pensou-se que tratava-se de algum erro, mas verificando todas as outras anotações percebeu-se que era realmente isto que o autor queria dizer. Também é difícil que seja erro de tradução, pois os originais em alemão foram verificados por pelo menos 3 tradutores e todos traduziram o trecho da mesma forma. Porém é necessário a procura de novas fontes para este ano, que possam esclarecer melhor o fato, assim como confirmá-lo ou desmentí -lo. O anotador fazia parte de uma expedição científica, encomendada por um monarca europeu. Choveu bastante na região de Goiás, da segunda quinzena de janeiro a meados de abril. A noite de 30 de abril para 1º de maio foi muito fria. Em uma localidade ainda não identificada da região central do Estado, o amanhecer deste dia foi de geada forte. E curiosamente, no dia 3, gafanhotos passam por lá. Maio segue tranqüilo até o dia 25, quando se relata muito frio. Na noite de 28 para 29 é que ocorre o pico desta onda. A anotação do dia 29, às 6hs da manhã, relata que geou e acrescenta: "A minha própria tenda estava inteiramente branca, parecendo coberta de neve. Partimos. A vegetação em todas as calmas, estava crestada, (...). Deste relato, podemos deduzir que a temperatura caiu a pelo menos 0ºC na relva, congelando o orvalho sobre as tendas dos viajantes. Detalhe: esta observação foi feita no norte de Goiás. Junho teve início com frio intenso, mas não ocorreu nenhuma excepcionalidade. Exceto a rigorosa seca que assolou o Sudeste do país. O ar seco provocou calor em junho e início de Julho na região. Nos primeiros 10 dias de julho completaram-se 2 meses sem um pingo d'água no Centro-Norte de Goiás. No dia 6 de julho ocorre uma forte elevação de temperatura, seguida de frio muito forte no dia 7. À noite, as temperaturas já estavam baixíssimas em todo o Centro-Sul do Brasil. No amanhecer de 8 de julho, quase na fronteira com o Tocantins, a água havia congelado até mesmo dentro de um cálice deixado de propósito ao ar livre. Mas já no dia 9 a temperatura voltou a subir fortemente. Faz calor após o dia 12. Mas no dia 21 volta a gear, com força, na fronteira de Goiás com o Tocantins, congelando o orvalho. OBS: Na verdade, não está certo se este registro é mesmo de Goiás. Há indícios de que pode ser do Tocantins. Volta a esquentar somente no dia 25. Em agosto, já no Tocantins, entre os dias 19 e 22 fez frio a ponto de tirar o sono de um grupo de viajantes. Na manhã do dia 22, um deles que era austríaco , relata que o frio chegava a ser desagradável de tão forte. "À SOMBRA EM GOIÁS EM 1819 TEMPO: Durante todo o mês houve somente 5 dias serenos, com sol, muito quentes, ao passo que as ... eram sempre frescas, sendo três delas com muita névoa; no dia 19, porém, a 17°6, acompanhada de forte geada ". .. . Nota: Infelizmente , não se conseguiu nenhum registro para os meses subseqüentes de 1819. Para a região Sul do Brasil também não acharam-se dados anteriores a 1820. Apenas sabemos que ocorreram violentas enchentes na região, passando para seca no Rio Grande do Sul no fim do ano. 1820 - Este ano entraria para a História do Rio Grande do Sul por ter sido registrada uma das mais fortes secas que se tem notícia na região. Não choveu de janeiro a agosto em várias áreas do Estado, ao passo que o primeiro trimestre foi muito chuvoso no Paraná. Neste ano é que surgem os primeiros registros de frio no Sul do país. Enchentes calamitosas atingiram o Centro do Brasil durante o verão e parte do outono. A primeira grande geada deste ano, atinge a região de Pirenópolis, Goiás, no dia 6 de maio. No dia 7, mais uma vez, mas ainda mais forte. Entre os dias 8 e 9 o frio aumentou mais ainda, e a noite deste último dia foi extremamente fria. A temperatura só subiria no dia 12. Relatos do Rio Grande do Sul dão conta de uma forte onda de frio iniciada na noite do dia 11 de junho e que prolongou-se até o dia 16. O frio foi considerado "excessivo"; note-se que as observações foram feitas no litoral. No dia 19 começa uma nova onda polar , que vai até o dia 21. O relato seguinte, de 4 de julho, diz que há vários dias o tempo está frio e que quase todas as noites forma-se geada em Porto Alegre. Algumas de grande intensidade. Está onda polar estendeu-se até o dia 7 , pelo menos. Não há outros relatos significativos , embora tenham ocorrido várias ondas de frio fortes até o fim de setembro. Até o momento estes são os relatos para este ano. Porto Alegre, 4 de julho 1820 - "Durante vários dias o tempo manteve-se frio. Hoje está sombrio, como na França antes de nevar, tendo chovido em grande parte do dia. Há geada quase todas as noites e o Conde mandou juntar muito gelo para fazer sorvete. Acostumado, como já estou, às altas temperaturas da zona tórrida sofro muito com o frio. Ele tira-me toda espécie de atividade, privando-me quase da faculdade de pensar. {Esse frio repete-se todos os anos. Toda a gente se queixa dele, sem contudo procurar meios eficazes de defesa contra o inverno. Apenas cuidam de agasalhar o corpo com vestes pesadas. Todos os habitantes de Porto Alegre usam em casa um espesso capote que, impedindo-lhes até os movimentos, não os impede de tremer de frio...} Ninguém tem a idéia de aquecer os quartos, trazendo-os bem fechados e munidos de lareira" 1821 - Em janeiro terminou de vez a seca no Rio Grande do Sul, passando para um regime de chuvas constantes e um outono extremamente úmido. Registrou-se uma forte onda de frio no Estado entre os dias 31 de março e 2 de abril. Nota: Na noite do dia 13 de abril, na localidade de "Tronqueira", ocorreu um tornado, o primeiro que temos registro até o momento no Brasil. Ainda precisa-se de confirmação, mas todos os dados indicam que o fenômeno não foi uma simples ventania. Durou cerca de 3 minutos e devastou boa parte da região, derrubando árvores e destruindo parcialmente casas. Abril foi excessivamente chuvoso no Rio Grande. Não conseguiu-se a data exata, mas há relatos de enchentes grandes na região do rio Uruguai.* Não foi encontrada mais nenhuma menção de frio para este ano, o que leva a deduzir que o distúbio de 1819 teve fim. Segunda Viagem do Rio de Janeiro a Minas Gerais e a S. Paulo / Auguste de Saint-Hilaire - 1822 Pg. 91 – Mogi das Cruzes - 13 abril. "O frio, como havia previsto, foi muito intenso esta noite e passei bem mal." 1824 - Uma carta datada de 10 de setembro, escrita pelo líder religioso da primeira leva de alemães que chegou em Nova Friburgo - RJ, assim descreve o clima da cidade: No verão é muito quente, mas o calor é suportável, pois dura somente 12 horas por dia. As noites são mais frescas que na Europa. O inverno em Nova Friburgo, não é fresco, mas frio, tão frio que vi nas partes da manhã, até às 10 horas uma crosta de gelo na água e não me arrependi de ter trazido da Alemanha uma coberta de penas. Teria ocorrido uma super onda de frio em 1824? Fonte: Blog do Carlos Alberto.(meteorologiaeclima).
  9. @Caco Pacheco veja o que eu falei sobre janeiro. Em nenhum momento citei dezembro, uma vez que esta tabela contém apenas dados de 2019. Mas sim, o fato de ter voltado à normalidade em dezembro* fez com que alguns tivessem a impressão de que o outono está começando, quando na verdade é apenas o verão voltando a ser verão e deixando de ser a fase seca da primavera. Edit*: em fevereiro, não em dezembro.
  10. Agora, eu quero que você me prove onde eu disse que dez/18 e jan/19 foram normais.
  11. Eu não tenho que querer nada, faça se quiser.
  12. Algumas mensagens foram movidas para o bate papo por não se encaixarem ao tema do tópico. Peço, por favor, que respeitem isso se não quiserem levar advertências ou mesmo suspensões.
  13. Fevereiro/2019 em Matão-SP (Vila Pereira) Depois de um início de mês tórrido, com a 3ª maior temperatura máxima da minha série (perde para duas marcas em fevereiro de 2014), a situação se normalizou e o mês conseguiu ainda fechar com anomalia negativa nas máximas e quase na média nas mínimas. Na média simples, a anomalia foi de -0,53°C. Itajubá-MG (Unifei) Em Itajubá, um mês praticamente dentro da média. Iniciou tórrido também, com quebra da maior temperatura máxima para fevereiro desde a instalação em abril de 2010 (a marca anterior era de 34,5°C em 2014). A média de mínimas foi a maior da série para o mês, fato que se deve, talvez, à chuva que ficou acima da média e pelo número alto de noites nubladas.
  14. Verão a todo vapor no estado de SP e sul de MG. Março vem tendo até agora, em muitas cidades, a maior taxa de precipitação/dia deste verão climático em Itajubá. Até hoje, a estação do Estiva, pertencente ao Cemaden, registrou 191mm, enquanto que a estação localizada no bairro Santo Antônio registrou 193mm. É visível o padrão que se segue e que, segundo o modelo europeu, não deve arredar o pé até pelo menos o dia 22. "Ah, mas algumas mínimas foram baixas neste mês!" sim, de fato, mas é bastante comum as mínimas caírem a 15~16°C em alguns dias no meses de verão por lá - o que torna o verão de lá bastante agradável no sentido de ter conforto térmico dentro das casas na maioria dos dias. Agora falando sobre a circulação no país como um todo, em março é comum que as primeiras altas mais fortes adentrem o continente, trazendo ar frio e provocando resfriamento em parte do Sul e oeste do MS. Uma dessas deve entrar por volta do dia 19, causando forte queda nas temperaturas no RS, SC, porção mais ao sul do PR, sul e oeste do MS, e também pode haver queda mais leve no sudoeste do MT e sul de RO. É o outono (transição de fato) querendo começar nestas regiões. Dando maior enfoque agora sobre regiões tropicais, não se espera a formação de nenhuma zona de convergência de umidade nos próximos dias devido à predominância de circulação anticiclônica em médios e altos níveis no Sudeste e Planalto Central. Toda a chuva prevista deve vir de áreas de instabilidade, ou pela maior atividade delas devido a aproximação de sistemas frontais pelo litoral.
  15. Há transição sim, Caco, duas ao ano, popularmente chamadas de outono e primavera. Esse negócio de transição verão-outono é uma complicação à toa. Aliás, em se tratando apenas de temperaturas: Interessante, vejo aqui um verão típico (exceto por janeiro, quente demais, o que pode ter causado essa impressão de que a volta à normalidade seja transição), sem transição nenhuma por ora.
  16. Eu sugeri a criação de um tópico só para esse assunto, o que daria mais destaque a isso e liberaria o monitoramento, mas o pedido foi completamente ignorado.
  17. Para amenizar as coisas, sugiro que crie um tópico para discutirmos estações climáticas e transições. Assim, evidenciaria o assunto e mais pessoas poderiam participar.
  18. Vou. Não tem nas regras algo claro sobre flood, mas existe a regra do bom senso também, essa é universal e não precisa ser verbalizada. Se eu vejo que a minha conduta incomoda mais do que agrada ao coletivo, eu simplesmente paro.
  19. O problema não é a transição em si, mas o quanto você repete isso. É cansativo. Você pode participar normalmente sem repetir a mesma coisa 500 vezes.
  20. Caco, faz 1 mês que você está falando em transição verão-outono, uma hora ele virá, calma, todos já entenderam.
  21. Vou repetir: o que define as nossas estações climáticas é o regime de chuvas. Não necessariamente temos 4, lembre-se a parte seca da primavera. Quando me sobrar tempo, eu faço um estudo sobre isso.
  22. Concordo. Em janeiro tivemos características de primavera plena, com calor seco e chuvas irregulares. A característica marcante do verão no Sudeste é justamente uma maior nebulosidade associada a umidade que chega da Amazônia (coisa que vem acontecendo), abafamento mas com calor menos extremo que na primavera e chuvas relativamente regulares. Se formos pensar por essa lógica de que, só porque as temperaturas baixaram um pouco a "transição para o outono" começou, o que dizer de 2012? Foi outono em janeiro e o verão começou em fevereiro? E 2013? Não teve verão? --- Em Itajubá, mais uma manhã de céu nublado e faz 19,6°C. A mínima foi de 18,7°C e deve chover mais tarde.
  23. Vinicius Lucyrio

    Clima nas capitais do mundo

    Estava querendo desenvolver este tópico há um bom tempo, e hoje finalmente finalizei o trabalho. Aposto que muita gente aqui tem as curiosidades: qual a capital mais fria do mundo? E a mais quente? Qual a mais úmida? Eu também tinha e sanei todas após esta pesquisa. Eis os resultados. Antes de mais nada, peço que me avisem sobre quaisquer inconsistências para que eu possa consertá-las. As 20 mais frias, considerando estados dependentes As 20 mais quentes, considerando estados dependentes Interessante que apenas 1 dentre as 20 capitais com maiores médias anuais do mundo está no Oriente Médio, o caso de Mascate, no Omã. As duas mais quentes estão naquela região do 'Chifre da África', região onde está Dallol, a cidade abandonada detentora da maior média do mundo (34,4°C). Bangkok, com toda a sua umidade, é a mais quente fora do Oriente Médio e da África. Várias da lista tem baixíssima variação anual, caso das capitais da Oceania e Caribe. 10 maiores extremos de calor 27 capitais possuem recorde igual ou superior a 45,0°C, e 50 tem recordes iguais ou acima a 42,0°C. 10 menores extremos de calor Nesse caso, ou está localizada em latitude muito alta ou tem mais de 2300m de altitude. 10 maiores extremos de frio 10 menores extremos de temperatura mínima 25 capitais tem recorde de mínima igual ou maior a 17,0°C. 20 mais chuvosas Apenas Hong Kong tem recorde de frio abaixo dos 10°C, e nenhuma teve 40°C ou mais. 20 menos chuvosas Menos chuvosa não é sinônimo de mais seca. Lima tem umidade relativa do ar alta o ano todo, e um inverno úmido e nublado, apesar de chover muito pouco. Todas estão em áreas de deserto. 15 mais altas São 32 capitais localizadas a 1000m ou mais. As mais baixas são Amsterdam e Baku (Azerbaijão); a última está a -28m.
  24. Mas no INMET a máxima foi de 33,9°C na automática e 35,2°C na convencional... Jaguarão teve 34,8°C, Dom Pedrito 34,3°C, São Gabriel 34,2°C e Livramento 33,8°C.
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