Jump to content
Brasil Abaixo de Zero

Aldo Santos

Advisors
  • Content count

    6233
  • Joined

  • Last visited

  • Days Won

    4

Aldo Santos last won the day on October 15 2019

Aldo Santos had the most liked content!

Community Reputation

1309 Excellent

2 Followers

Location

  • Location
    São Paulo-SP

Recent Profile Visitors

The recent visitors block is disabled and is not being shown to other users.

  1. Morei 6 anos em Santos. Antes de ir morar lá, eu era do time que não via a hora de poder pegar uma praia. Mas... matei a vontade naqueles 6 anos... Hoje em dia, tendo voltado a Sampa há vários anos, não deixei de gostar de praia... mas... não sinto a menor falta. Faz mais de 5 anos que não vou a uma. ------------------------------- Falando do tempo, mais um dia ameno na cidade de São Paulo. Hoje, na zona norte tivemos sol entre nuvens em boa parte do dia, intercalado por períodos nublados. INMET-Mirante de Santana (Aut) : 19,1°C / 25,9°C INMET-SESC/Interlagos: 18,9°C / 23,7°C IAG: 19,0°C / 25,4°C Como se pode ver, as noites de céu encoberto dão uma boa nivelada nas temperaturas mínimas.
  2. A cidade de São Paulo é o "paraíso das enchentes". O primeiro registro fotográfico conhecido de uma enchente em Sampa data de 1862. São Paulo é uma cidade de relevo acidentado, embora não tanto como BH e algumas partes do Rio. Mas o que me deixa intrigado é que aqui, mesmo nas piores chuvas localizadas (Que, pontualmente, podem passar de 100 mm em 1 hora), é muito raro, raro mesmo, ver enxurradas desta magnitude, que chegam a arrastar carros. Enxurradas que transformam ruas em rios caudalosos, como se vê em algumas cidades e neste vídeo de BH. Em Sampa, de modo geral as enchentes se concentram nas baixadas, em ruas, avenidas e praças situadas próximas a cursos d'água ou sobre rios e córregos canalizados. E, normalmente, são alagamentos de água quase parada ou de escoamento lento. Não se vê essas enxurradas "monstros".
  3. O grande problema é que nas grandes ondas de frio de 1918, 1928, 1933, 1942, 1955... a cobertura de estações meteorológicas era bem menor. No atual MS, MT, AC, RO, GO e atual TO, o número de estações era muito pequeno, com áreas enormes sem medição. Em 1975, a cobertura era menor do que atualmente mas bem maior do que nos anos citados acima. Em 1928, por exemplo, nevou com acumulação em Campos de Jordão, além de Curitiba e grande parte do sul, e a frente fria associada à massa polar chegou em Pernambuco, no atual Tocantins e no Amazonas..
  4. Aldo Santos

    Recordes e médias pluviométricas da sua cidade

    A seca de 1963 No ano de 1963, houve uma seca histórica que, pela sua abrangência, talvez tenha sido a maior já ocorrida fora do Nordeste, desde que há registros confiáveis. Afetou severamente SP, RJ, MG, ES, GO (Atual, sem Tocantins), o atual MS, parte do MT e DF. Quase todo o Sudeste (Com exceção dos litorais de SP e sul do RJ) teve acumulados típicos do sertão do Nordeste. A cidade de Belo Horizonte somou apenas 497,0 mm em todo o ano de 1963. Jan - 61,3 mm Fev - 209,7 mm Mar - 7,0 mm Abr - 6,0 mm Mai - 0,0 mm Jun - 0,0 mm Jul - 0,0 mm Ago - 0,6 mm Set - 0,0 mm Out - 36,0 mm Nov - 89,8 mm Dez - 86,6 mm Total - 497,0 mm -------------------------------------- Na cidade de São Paulo, o sistema Cantareira ainda não existia. As principais represas que abasteciam a cidade na época, Billings e Guarapiranga, praticamente secaram. O colapso só não foi completo porque, na época, a rede de abastecimento/distribuição de água era muito deficiente ou mesmo inexistente nos bairros menos centrais e a quase totalidade da população dessas regiões tinha poço em casa. INMET-Mirante de Santana (1963) Jan - 219,1 mm Fev - 241,0 mm Mar - 78,1 mm Abr - 24,3 mm Mai - 3,7 mm Jun - 21,3 mm Jul - 3,0 mm Ago - 9,3 mm Set - 6,6 mm Out - 99,2 mm Nov - 118,5 mm Dez - 70,8 mm Total - 894,9 mm (Menor de toda a série da estação) IAG (1963) Jan - 228,4 mm Fev - 132,3 mm Mar - 108,8 mm Abr - 26,5 mm Mai - 15,6 mm Jun - 28,4 mm Jul - 10,7 mm Ago - 7,2 mm Set - 16,5 mm Out - 108,9 mm Nov - 133,9 mm Dez - 49,2 mm Total - 866,4 mm Esse total só é menor do que em 1933, que teve: IAG: 849,8 mm Jardim da Luz: 844,2 mm (Centro da cidade) O Jardim da Luz tem um registro de 899,1 mm no distante ano de 1893. Na cidade de São Paulo, a chuva ainda foi deficiente no início de 1964, com o Mirante registrando 94,8 mm em janeiro (Normal 1961-1990: 238,7 mm). Fev/1964 foi normal mas março e abril ainda voltaram a ter chuva bem abaixo da média. O mesmo ocorreu no IAG, com apenas 71,2 mm em janeiro de 1964. -------------------------------- Muitos locais ficaram meses sem ver chuva. A estação do INMET em Brasília ficou 162 dias seguidos sem registrar chuva, de 06/05 até 15/10. Em Curvelo-MG, foram 182 dias, de 19/04 até 18/10. Houve cidades do norte mineiro que acumularam entre 250 e 350 mm naquele ano. Infelizmente, muitas estações que operavam na época ou estão sem dados ou com dados incompletos. Casos de Vitória-ES, São Mateus-ES, Campo Grande-MS, Formosa-GO. Em Minas Gerais, estão nessa lista: Araçuaí, Araxá, Caratinga, Conceição do Mato Dentro, Diamantina, Itamarandiba, Januária, Montes Claros, Paracatu, Pedra Azul, Pirapora, Salinas... ------------------------------ Abaixo, uma tabela com alguns totais mensais e anuais de chuva em 1963. Com exceção de Araraquara-SP (DAEE) e Piracicaba-SP (ESALQ-Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da USP), as demais são dados do INMET.
  5. Quando morei em Tubarão-SC, onde se plantava (Hoje não sei...) muito arroz, em terrenos alagados, os pernilongos vinham "de nuvem" nesta época. O único jeito que achei para combatê-los era ligar o ventilador no máximo. Parece que o fluxo de ar do ventilador afeta o vôo deles e não se aproximavam. Era a única maneira de dormir tranqüilo. Certa vez, há muitos anos, vi no Globo Rural, um sujeito sugerindo plantar tomate. Tipo colocar um vaso com pé de tomate na janela. Segundo esse sujeito, quando em crescimento, o tomate exala uma substância da qual os insetos fogem. Nunca experimentei, não sei se é verdade, nem se funciona.
  6. Vacaria igualou o recorde: 35,5°C (16/11/1985)
  7. O que eu fazia às vezes quando morei em Santos, nas noites mais quentes, era molhar o lençol, torcer, colocar na cama e deitar em cima. Não resolvia totalmente mas dava um relativo alívio.
  8. Aldo Santos

    Recordes e médias pluviométricas da sua cidade

    Corrigido. 👍
  9. Já na zona norte, houve alguma garoa no início da manhã. O resto do dia foi de tempo nublado mas seco. No começo da tarde houve até algumas aberturas de sol, pequenas e rápidas. Os ventos de SE a sul foram constantes o dia todo. Complementando, no IAG: 18,2°C / 23,0°C.
  10. Aldo Santos

    Recordes e médias pluviométricas da sua cidade

    Chuvas na Cidade de São Paulo Vou postar dados do IAG (Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo). Além do IAG ter uma série mais longa, desde 1933, não tenho dados completos da estação do INMET-Mirante de Santana de antes de 1961. Do Mirante, me faltam 1951, 1952, 1953 e 1960. Obs.: O posto pluviométrico do Jardim da Luz, no centro da cidade, tem dados contínuos desde 1887, porém existem vários valores estranhos que divergem muito de dados de chuva de outras estações, principalmente na década de 1920. Por exemplo, a grande seca de 1924/1925, documentada em várias fontes, parece que não existiu olhando-se os dados do Jardim da Luz. É no mínimo estranho porque fontes da época, inclusive de jornais, atestam que o rio Tietê baixou tanto que podia ser atravessado tranquilamente a pé, de uma margem a outra. IAG 1. Médias mensais (1991-2017) Jan : 279,0 mm Fev: 236,8 mm Mar: 183,7 mm Abr: 85,3 mm Mai: 63,9 mm Jun: 58,5 mm Jul: 51,1 mm Ago: 35,6 mm Set: 92,4 mm Out: 117,9 mm Nov: 155,4 mm Dez: 199,1 mm Ano: 1.558,6 mm 2. Evolução da média anual conforme as normais: 1931-1960: 1.238,5 mm 1961-1990: 1.442,9 mm 1991-2017: 1.558,6 mm 3. Anos mais chuvosos 2.236,0 mm (1983) 2.125,4 mm (2010) 1.948,8 mm (1976) 1.924,2 mm (1996) 1.918,7 mm (1991) 1.883,7 mm (2009) 1.866,9 mm (2012) 1.829,4 mm (2015) 1.752,0 mm (2000) 1.738,6 mm (2004) 4. Anos menos chuvosos 849,8 mm (1933) 866,4 mm (1963) 1.043,7 mm (1940) 1.059,5 mm (1954) 1.059,7 mm (1939) 1.067,6 mm (1944) 1.068,9 mm (2003) 1.070,8 mm (1984) 1.071,5 mm (1943) 1.071,7 mm (1934) 5. Recordes de máximos mensais Jan: 653,2 mm (2010) Fev: 469,6 mm (2019) Mar: 470,7 mm (1991) Abr: 215,4 mm (1991) Mai: 246,3 mm (1987) Jun: 224,5 mm (1983) Jul: 206,9 mm (1989) Ago: 140,4 mm (1976) Set: 244,4 mm (1957) Out: 225,7 mm (2001) Nov: 359,7 mm (1978) Dez: 386,4 mm (1986) 6. Recordes de mínimos mensais Jan: 71,2 mm (1964) Fev: 52,2 mm (1977) Mar: 43,9 mm (1960) Abr: 2,8 mm (2016) Mai: 3,1 mm (1943) Jun: 0,8 mm (1948) Jul: 0,4 mm (2008) Ago: 0,7 mm (2007) Set: 3,7 mm (2007) Out: 17,5 mm (1984) Nov: 17,7 mm (1956) Dez: 49,2 mm (1963) 7. Maiores totais em 24 horas 145,9 mm (06/03/1966) 139,3 mm (17/03/2009) 131,6 mm (25/02/1971) 121,0 mm (19/03/1991) 120,6 mm (06/02/1982) 119,2 mm (01/02/1983) 117,1 mm (12/01/2000) 117,0 mm (11/03/1948) 112,8 mm (21/02/2008) 111,5 mm (18/12/1960) 104,1 mm (16/12/2000) 103,6 mm (01/10/2001) 100,6 mm (27/11/2004) 100,2 mm (28/03/1968) 8. Observações Anos mais chuvosos no Mirante: 2.123,0 mm (1976) 2.091,4 mm (1983) 2.023,2 mm (1996) 2.017,3 mm (2009) 2.009,3 mm (2006) O Mirante registrou 0,0 mm em agosto de 2006 e em julho de 2007. Médias no Mirante (1991-2018) Jan: 292,2 mm Fev: 249,2 mm Mar: 229,1 mm Abr: 84,9 mm Mai: 66,7 mm Jun: 60,3 mm Jul: 44,5 mm Ago: 33,3 mm Set: 83,4 mm Out: 130,1 mm Nov: 145,0 mm Dez: 230,0 mm Anual: 1.645,2 mm Evolução das médias anuais no Mirante 1931-1960: 1.425,3 mm 1961-1990: 1.454,8 mm 1991-2018: 1.645,2 mm
  11. Pois é... Eu ouço falar na canalização do córrego da Paciência desde que nasci. Há cerca de 2/3 anos atrás, parece que a coisa ia andar. Chegaram até a comunicar os moradores das áreas passíveis de desapropriação, na beira do córrego. E, pelo que chegou até a ser noticiado em jornais de bairro da zona norte, ia ser em canal aberto, nada de galerias. O que, entre outras coisas, facilita enormemente a limpeza, etc. Porém, tão rápido como a notícia veio, caiu no esquecimento. Os possíveis desapropriados não receberam mais nenhuma comunicação da prefeitura. Dá a impressão de que, com a mudança da administração municipal, deixou de ser prioridade. A única novidade é que estão começando a construção de um piscinão ao lado da ponte da av. Jardim Japão, no bairro do Jardim Brasil. Bem na confluência do córrego da Paciência com seu principal afluente, o córrego Maria Paula.
  12. Aldo Santos

    Recordes e médias pluviométricas da sua cidade

    Certa vez, estava vendo dados de chuva de um determinado ano numa cidade da Índia (Que não era Cherrapunjee). No mês de julho (Se não me engano) caíram pouco mais de 8.000 mm. Honestamente, meu cérebro não consegue processar o que vem a ser 8.000 mm em 1 mês. Isso dá uma média de 270 mm por dia. É como se chovesse 270 mm em todos os dias do mês. Coisa maluca.
  13. Realmente não sei. O mecanismo parece ser complicado, tanto que a brisa pode ser "heroína" ou "vilã" da chuva. Dependendo do horário da entrada da brisa e da posição das instabilidades, tanto ela pode potencializar a chuva, provocando grandes temporais, como pode afastá-la e não cair um pingo. Outra fenômeno que se afastou da maior parte da cidade, pelo menos nas últimas 2 décadas, eram as chamadas chuvas de infiltração. Chuvas fracas a moderadas, porém contínuas, que costumam afetar o litoral com ventos marítimos, "subiam" a serra e atingiam toda a cidade. Nos últimos anos elas têm afetado apenas áreas mais ao sul da metrópole, mais próximas da serra do Mar. Acontece com alguma frequência de chover o dia todo em bairros mais ao sul e o resto da cidade ficar apenas com céu encoberto na maior parte do tempo.
×

Important Information

By using this site, you agree to our Guidelines.