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Brasil Abaixo de Zero

Aldo Santos

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  1. As massas de ar semi-permanentes no planeta. E a Amazônia é sim uma região exportadora de umidade. Só que essa umidade não é toda gerada lá, uma boa parte é transportada pelos ventos desde o Atlântico Norte tropical (Prestem atenção nas setas). E a floresta certamente ajuda neste processo. Fonte: meteosinotica.blogspot.com As áreas de alta pressão semi-permanentes no planeta: 1. ASPN - Alta Subtropical do Pacífico Norte ou anticiclone do Hawai 2. ASPS - Alta Subtropical do Pacífico Sul ou anticiclone da Ilha de Páscoa 3. ASAN - Alta Subtropical do Atlântico Norte ou anticiclone dos Açores 4. ASAS - Alta Subtropical do Atlântico Sul ou anticiclone de Santa Helena 5. ASI - Alta subtropical do Índico ou anticiclone de Mascarenhas (Por causa das ilhas Mascarenhas)
  2. Não sou expert no assunto mas vou tentar clarear um pouco. Isso das chuvas de verão no Sudeste tem muito a ver também com o posicionamento da ASAS (Anticiclone ou Alta Subtropical do Atlântico Sul). Como é uma área de alta pressão, na maior parte do seu domínio temos ar seco em superfície. Tanto que aquelas ilhas do Atlântico (Ascensão e Santa Helena) são semi-áridas. No final do outono, inverno e início da primavera, ela tende se localizar mais para interior da América do Sul, trazendo o clima seco característico desta época no Sudeste, parte do Nordeste, Centro-Oeste e sul da Amazônia. Na sua circulação, com a ajuda da barreira dos Andes, os ventos carregam a umidade da Amazônia para SC, RS, Uruguay, Paraguay e norte da Argentina, que são bem mais chuvosos nessa época. Lembrando que boa parte da umidade da Amazônia vem também do Atlântico Norte tropical. Paralelamente, a circulação dos ventos arrasta umidade do oceano para o litoral oriental do Nordeste (BA, AL, SE, PE, PB e RN) que tem sua época mais chuvosa. O norte do Nordeste (Norte do RN, CE, PI e MA) permanece seco. No verão, a ASAS se localiza mais próxima da África, se afastando da América do Sul. Com esse afastamento, os ventos trazem a umidade amazônica mais pra norte, isto é, para o Sudeste. O que contribui para as chuvas convectivas do verão, formação de ZCAS, etc. A zona de convergência intertropical desce (Com o inverno no hemisfério norte) e provoca chuvas no MA, PI e CE enquanto o litoral oriental do Nordeste seca. Nos verões de 2014 e 2015, a ASAS ficou fora da sua posição climatológica normal da época, invadindo a América do Sul em vez de estar mais próxima da África. Resultado: tivemos aqueles verões secos e tórridos. Tentei explicar resumidamente. Fiquem à vontade pra corrigir ou acrescentar informações.
  3. A Amazônia Ocidental, apesar de quente, é muito nublada. Com exceção de Boa Vista-RR, em praticamente todas as demais citadas acima chove acima de 2.000 mm/ano. E São Paulo é uma cidade muito nublada também. E quanto mais perto da serra do Mar, mais nebulosidade. Não tenho os dados aqui mas o IAG, que fica na zona sul, tem umas 100 h/ano de insolação a menos que o Mirante (Que fica na zona norte).
  4. Capitais brasileiras com menor insolação (Horas de sol por ano, 1981-2010): Rio Branco-AC: 1.747,5 Manaus-AM: 1.774,8 Boa Vista-RR: 1.803,7 Curitiba: 1.844,8 São Paulo (Mirante): 1.893,5 Florianópolis: 1.981,8 Porto Velho-RO: 1.988,4 (1961-1990) Porto Alegre: 2.101,4 Outras localidades com baixa insolação: Iauaretê-AM: 1.324,0 Cruzeiro do Sul-AC: 1.337,5 Paranaguá-PR: 1.343,1 Eirunepé-AM: 1.351,8 Iguape-SP: 1.375,8 Santos-SP: 1.376,3 A título de comparação, Natal-RN: 2.932,1 h/ano
  5. O interessante é que não tivemos nenhuma ZCAS neste mês aqui em Sampa.
  6. Eu acho que, na verdade, nenhuma estação representa toda acidade de São Paulo. A estação do SESC, apesar de menos centralizada, está no meio de uma área que tem cerca de 2 milhões de habitantes, o que não é pouca coisa. Mas a função principal de uma estação meteorológica oficial tipo INMET ou o IAG não é representar uma cidade (Embora possa fazê-lo). Elas têm função sinótica, isto é, captar características climáticas de uma área muito maior, não só a evolução das temperaturas como pressão, ventos, chuva, etc, etc. Um dos problemas é o crescimento das cidades. Muitas estações do INMET hoje totalmente urbanas, ficavam no "meio do mato" quando foram instaladas. O que, nos dias de hoje, dá a falsa idéia que foram colocadas apenas para representar uma cidade. Tem também o problema de ser um local seguro por causa de roubos, vandalismo, etc. Por isso, a grande maioria das estações do INMET ficam em áreas militares, escolas técnicas, universidades, aeroportos e outras instituições. A estação do Mirante é uma das poucas exceções, pois fica numa praça, numa área totalmente aberta ao público, "protegida" apenas pelo cercado.
  7. Aqui: http://tempo.cptec.inpe.br/boletimtecnico/pt Visualize a imagem de 250 hpa e leia o boletim técnico correspondente.
  8. Quanto ao fim do verão, eu diria: calma... Ainda temos março inteiro pela frente. Antes de 2000, eu diria com toda segurança que o pior do verão já passou. Mas... depois dos últimos 15 anos, estou sempre com um pé atrás. Vide abril de 2016 e o ano passado, em que a "cara de verão" foi até o fim de maio quase...
  9. Quanto ao total de chuvas do Mirante, eu diria que é uma "chuva enganosa". Moro a 3 km a NE do Mirante e passo com frequência por lá porque é uma das rotas alternativas pra fugir do trânsito nos horários de pico. Eu digo chuva enganosa porque, com exceção da chuvarada do dia 10, que bem ou mal pegou toda a região metropolitana, a grande maioria do acumulado daqui da zona norte tem sido de chuvas convectivas localizadas, os famosos temporais de fim de tarde. Chuvas que ajudam mas não resolvem. Chuvas que enchem grandes rios e represas são aquelas fracas a moderadas mas que cobrem grandes áreas e duram várias horas ou dias, típicas de ZCAS. Pelo que choveu no Mirante, um leigo pode pensar que as represas que garantem o abastecimento em Sampa estão vertendo água "pelo ladrão". Ledo engano. O sistema Cantareira, por exemplo, estava com 54% de sua capacidade na manhã de hoje. Mesmo represas que enchem mais rapidamente, por serem menores que o Cantareira, como a Guarapiranga e o sistema Alto Tietê estavam respectivamente com 84 e 86,1% de sua capacidade.
  10. Mas aqui na zona norte de Sampa os últimos dias tem sido com bastante sol. Com aumento da quantidade de cumulus à tarde, normal do verão, pois um dia inteiro de céu limpo é coisa raríssima nesta época em Sampa. Hoje mesmo, houve uma aumento passageiro de nuvens no final da manhã. Mas a maior parte da tarde teve predomínio de sol. É aquela história, os verões de 2014, 2015 e 2019 mudaram a nossa referência.
  11. Aqui na cidade de São Paulo (Mirante), as médias compensadas mensais caem 1,0°C de fevereiro pra março e 1,4°C de março para abril. Mas março, embora um pouco menos quente, costuma seguir a dinâmica normal do verão. A entrada do outono por aqui se percebe por outras características além da temperatura: 1. A presença constante de quantidades variáveis de nuvens, típicas do verão, diminui bastante; 2. Surgem os primeiros dias em que se tem céu limpo o dia todo, coisa muito rara no verão; 3. Cessam os temporais, as chuvas convectivas de fim de tarde, normalmente de forma abrupta; 4. A umidade relativa diminui bastante durante o dia, desaparecendo aquela sensação de abafamento típica do nosso verão; 5. A névoa/nevoeiro pela manhã ficam mais frequentes; 6. As noites começam a ficar mais frescas; 7. Etc Essas mudanças normalmente (Nem sempre nos últimos anos) ocorrem entre o final de março e os primeiros 10 dias de abril. Dificilmente acontecem antes da última semana de março.
  12. Abaixo, o número de registros de 30°C ou mais em abril, no Mirante, desde 2000. Vejam como 2016 foi uma aberração. Deixou distante 2005, que já tinha sido bem fora da casinha. 2000: 0 2001: 7 2002: 8 2003: 6 2004: 2 2005: 11 2006: 0 2007: 4 2008: 1 2009: 0 2010: 3 2011: 6 2012: 3 2013: 1 (Dados da automática) 2014: 7 2015: 0 2016: 20 2017: 1 2018: 0 2019: 3
  13. Ainda sobre o assunto abril, na cidade de São Paulo está entre os meses que mais aqueceram. Vejam abaixo (Média das mínimas, das máximas e compensada, INMET-Mirante de Santana): 1931-1960 => 14,8°/24,6°/18,7° 1961-1990 => 16,3°/25,1°/19,7° 1981-2010 => 17,4°/26,2°/21,0° 1991-2018 => 17,5°/26,5°/21,1° Parece que, aqui em Sampa, abril deixou de ser um mês tipicamente de outono e se transformou num prolongamento do verão.
  14. Mas era o caso da cidade de São Paulo. Na classificação de Köppen constava como Cfb. Na verdade, Sampa não se enquadrava rigorosamente em nenhuma das classificações de Köppen. Cfb é a que mais se aproximava, por isso foi enquadrada nela.
  15. Menores mínimas em fevereiro no Mirante de Santana (Conv) nos anos 2000: 14,8°C (07/02/2005) 15,1°C (27/02/2004) 15,1°C (08/02/2005) 15,3°C (18/02/2000) 15,4°C (19/02/2000) 15,4°C (08/02/2004) 15,6°C (09/02/2005) 15,7°C (29/02/2004) 15,7°C (13/02/2007) 15,8°C (05/02/2002) 16,0°C (10/02/2004) A mais recente era 16,7°C em 04/02/2018.
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