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Brasil Abaixo de Zero

Aldo Santos

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  1. A região do Pampa gaúcho é a mais extremada do Brasil, como disse o Felipe. Para dar um exemplo em termos de temperatura, a estação automática do INMET em Quaraí-RS, na divisa com o Uruguai, a 113 m de altitude, registrou -6,x°C há poucos anos. Por outro lado, máximas próximas ou nos 40°C não são raras. Isso sem falar nos episódios de tempo severo, que são frequentes. Além disso, o pampa se estende pelo Uruguai e Argentina. Não por acaso, a Argentina tem uma província chamada "La Pampa", capital Santa Rosa. Quanto à vegetação, com a palavra os que entendem mais do assunto...
  2. Depois de noite e madrugada de céu encoberto (Pra variar ), a cidade de São Paulo teve sol na maior parte do dia (Pelo menos na zona norte), sempre com algumas nuvens. Quanto às temperaturas máximas, definitivamente não parece que estamos na mesma cidade. Já as mínimas caberiam tranquilamente em janeiro e fevereiro. INMET-Mirante de Santana (Aut): 18,5°C / 28,3°C INMET-SESC/Interlagos: 17,6°C / 23,8°C IAG: 17,8°C / 26,4°C Na região metropolitana (Oeste): INMET-Barueri: 18,0°C / 26,8°C
  3. Mas eu só citei os fatos mas não tirei nenhuma conclusão. Apenas falei o que está acontecendo. Só que no caso da ilha de calor, como já foi comentado aqui, ela age muito mais nas mínimas do que nas máximas. Asfalto e concreto retêm calor e diminuem a perda noturna por radiação nas noites frias de céu limpo e sem vento. Você já reparou num muro que pega o sol da tarde num dia de calor? Muitas vezes, várias horas depois que o sol se pôs, ele ainda está "morno". Pode ver que essa diferença de até 10° que você citou está longe de acontecer nas temperaturas máximas. Nos dias mais quentes, as máximas nas estações oficiais ficam mais ou menos parelhas. Enquanto que as mínimas, em noites frias de céu limpo e sem vento, variam muito. Veja, por exemplo, as máximas de ontem: INMET-Mirante de Santana (Aut): 35,2°C INMET-Mirante de Santana (Conv): 35,1°C (Área totalmente urbanizada) INMET-SESC/Interlagos: 34,6°C (Limitrofe entre área totalmente urbanizada e área verde) IAG: 34,5°C (Parque de 550 hectares ou 5,5 km²) INMET-Barueri: 34,4°C (Oeste da região metropolitana, semi-rural)
  4. Matheus, quando me cadastrei no BDMEP (Já faz alguns anos), não preenchi tudo. Acho que você pode colocar que é estudante, por exemplo. Instituição, cargo e função, a partir do momento que você é estudante, acho que pode deixar em branco. Não custa tentar.
  5. O que estamos discutindo não é a quantidade de temperatura nos 30°C e os dias de calor. Isso varia mesmo de ano pra ano. São Paulo mesmo teve 3 semanas tórridas entre janeiro e fevereiro de 1971. Foram 21 dias seguidos com temperaturas entre 30 e 34°C no Mirante. O que realmente mudou foram a quantidade de temperaturas nos 35°C e acima na cidade de São Paulo e nos 33°C em Curitiba. A estação do IAG, na cidade de S. Paulo, registrou 35,6°C em 07/12/1940. Esse recorde permaneceu por quase 72 anos, até ser superado pelos 35,9°C registrado em 31/10/2012. De 2012 pra cá, aquele velho recorde já foi igualado e superado umas 30 vezes. Ou seja, o que tinha demorado quase 72 anos pra acontecer, já se repetiu umas 30 vezes em 7 anos. É disso que estamos falando.
  6. Hoje em Sampa, INMET-Mirante de Santana (Aut): 20,3°C / 33,5°C INMET-SESC/Interlagos: 19,0°C / 30,3°C IAG: 18,4°C / 32,6°C INMET-Barueri: 18,2°C / 32,2°C
  7. Este 2019 está "caprichando". Já são 6 registros de 35,x° no ano. Só perde para os tórridos 2014 e 2015. A título de curiosidade, a estação do INMET-Mirante de Santana já ficou 11 anos seguidos sem chegar nos 34°C, de 1973 a 1983. Tem vários anos com máxima absoluta anual na casa dos 32,x°, a última vez em 1992. Acho que o pessoal mais jovem do fórum, daqui de Sampa, nem consegue acreditar que essas coisas já aconteceram. Mas não é só São Paulo. Curitiba já teve máxima absoluta anual de 30,8°C, se não me engano. Hoje, 33°C virou coisa corriqueira por lá, até 34° ocorre de vez em quando.
  8. Quanto às emissões de poluentes, independente das mudanças climáticas, deviam ser drasticamente reduzidas. Sou químico e, como dever de ofício e "sobrevivência", nós químicos temos que ter noções de toxicologia. Muuuiitos gases e compostos que fazem parte das emissões veiculares e industriais são comprovadamente prejudiciais à saúde. Vários são potencialmente cancerígenos, principalmente para aquelas pessoas que já têm predisposição genética. Então, antes de mais nada, é um problema de saúde pública.
  9. Segundo já li, em várias regiões como São Carlos e outras próximas de maior altitude, existiram araucárias nativas mas não eram extensas áreas contínuas. Inclusive, no bandeira da cidade de São Carlos aparece uma araucária. Na cidade de São Paulo e região metropolitana existiam e existem araucárias nativas. Na parte mais central da cidade, gente vê em fotos muito antigas. Inclusive, é a origem do nome do tradicional bairro de Pinheiros, na zona oeste. Na maior parte da área urbana, hoje elas estão praticamente extintas. Mas podem ser encontradas na serra da Cantareira e áreas verdes da zona sul.
  10. Os boletins anuais do IAG mostram bem isso. Desde a abertura da estação no local atual, em 1933, o volume de chuva aumentou mas o número de dias de chuva/ano vem diminuindo. Frentes frias "secas" ocorriam no passado também aqui em Sampa. Só não sei se hoje são mais frequentes. Uma coisa que praticamente sumiu da maior parte cidade é o que o "Homem do Tempo", Narciso Vernizzi, chamava de chuvas de infiltração marítima. As chuvas leves a moderadas e contínuas que muitas vezes atingem o litoral com a presença de massas polares marítimas, "subiam" a serra e abrangiam toda a capital. Hoje em dia, elas ficaram praticamente limitadas ao extremo sul, perto da serra do Mar.
  11. O calor do interior paulista faz jus à fama, é brabo mesmo. Mas tem um detalhe. Grande parte do estado acompanha o Centro-oeste e boa parte de MG: o "verão térmico" é na primavera. Isto é, as maiores médias de temperaturas máximas ocorrem em setembro/outubro. Que é uma época ainda de pouca chuva (Por isso mesmo esquenta mais), ou seja, é um calor seco, não tem o complicador da umidade alta. No verão mesmo, por causa da maior umidade, maior nebulosidade e chuvas frequentes, a temperatura não se aproxima dos picos registrados na primavera, embora ainda faça calor. Eu morei 6 anos em Santos e já fui infinitas vezes ao interior paulista, desde quando era muito criança, pois tenho parentes na região de Ribeirão Preto (Minha mãe é de lá). Em termos de sensação térmica, o calor do litoral é muito pior, por causa da umidade. As noites de verão em Santos também são terríveis pra quem não tem ar condicionado, devido às mínimas muito altas (Geralmente entre 22 e 25°C). Agora, aproximadamente de meados de abril a meados de novembro, os dias de calor em Santos costumam ser pontuais, geralmente em dias de ventos NO pré-frontais. Nesse período, Santos pode passar mais de mês sem chegar nos 30°C.
  12. Já fui muitas vezes em Porto Alegre (Embora faça muitos anos que não vou lá) em todas as épocas do ano. Pra mim, o verão de PoA é "brabo". Mas existem vários lugares no Brasil bem piores, na minha opinião. Vou citar os lugares onde peguei os "piores calores": 1. O vale do Ribeira, como o Juninho citou, pode ser insuportável no verão. 2. Corumbá 3. Cuiabá 4. Teresina 5. Santos e o litoral paulista podem ter noites literalmente indormíveis sem ar condicionado. 6. Embora não seja coisa de rotina, cidades do norte do RJ como Itaperuna, Santo Antônio de Pádua, São Fidélis, etc podem ser um forno também. Certa vez, passei 2 dias em Itaperuna e quase derreti. Como faz calor naquela terra. 7. Etc, etc
  13. A média de chuva do período 1991-2017 na estação do IAG, na cidade de São Paulo, é de 1.558,6 mm. Agora, vejam alguns dados ANUAIS das décadas de 1930 e 1940. É fato que a intensa urbanização influencia no aumento do volume de chuvas mas... mesmo assim... 1933: 849,8 mm 1934: 1.071,7 mm 1936: 1.129,9 mm 1939: 1.059,7 mm 1940: 1.043,7 mm 1941: 1.123,0 mm 1942: 1.143,9 mm 1943: 1.071,5 mm 1944: 1.067,6 mm 1946: 1.086,7 mm 1948: 1.152,7 mm 1953: 1.196,9 mm 1954: 1.059,5 mm 1955: 1.097,0 mm Imaginem essas sequências nos dias de hoje...
  14. Carlos, sobre esses ciclos de chuva, seria necessário um estudo mais aprofundado. Mas, claramente, o estado de São Paulo era menos chuvoso no período aproximado de 1930 a 1965 do que a partir da década de 1980. Qualquer mapa de chuva do período 1930-1970, mais ou menos, mostra médias de 1.100 a 1.250 mm em grande parte do estado (Dados do INMET, DAEE, etc). Atualmente, essas médias estão entre 1.300 e 1.500 mm, aproximadamente. Na cidade de São Paulo, o posto do Jardim da Luz, no centro da cidade, tem dados de chuva desde 1887. A gente nota um período mais chuvoso entre 1887 e 1930, aproximadamente, mas não tão chuvoso quanto o período a partir dos anos 1980. Constam 3 anos muito secos: 1893 Jardim da Luz: 899,1 mm 1933 Jardim da Luz: 844,2 mm IAG: 849,8 mm 1963 IAG: 866,4 mm Mirante: 894,9 mm
  15. Em São Paulo, janeiro de 1964 ainda foi o menos chuvoso desde 1961, com apenas 94,8 mm na estação do Mirante. A coisa começou a normalizar em fevereiro, que teve 230,7 mm. Mas março e abril de 1964 ainda tiveram chuva bem abaixo da média com 51,5 e 36,0 mm respectivamente. Aqui em Sampa, pode-se dizer que a chuva só foi normalizar mesmo no 2º semestre de 1964. Na estação do IAG, janeiro de 1964 foi o menos chuvoso de toda série, iniciada em 1933, com apenas 71,2 mm
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